Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia



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Filipenses




FILIPENSES 2:5-7 - Se Cristo esvaziou-se a si mesmo da divindade enquanto esteve na terra, então como poderia ser Deus?

PROBLEMA: Paulo parece dizer que Jesus "esvaziou-se a si mesmo" de sua divindade ou de sua condição de ser "igual a Deus" (vv. 6-7), tornando-se "reconhecido em figura humana" (v. 7). Jesus, porém, declare u ser Deus na terra (Jo 8:58; 20:28). Ora, como poderia Jesus ser Deus ei quanto estava na terra, se ele deixou a sua deidade para tornar-se homem?

SOLUÇÃO: Jesus não deixou de ser Deus no tempo em que estava na terra. Mas, além de ser Deus, tornou-se também homem. A sua encarnação não foi a subtração da divindade, mas a adição da humanidade. Varias coisas nesse texto dão suporte a essa posição. Primeiro, o texto não diz que Cristo desistiu ou esvaziou-se de sua divindade, mas meramente de seus direitos como Deus, "assumindo a forma de servo" (v.7), de modo a ser um exemplo para nós (v. 5).

Segundo, o texto declara que ele estava na "forma de Deus" (v.6), ou que "teve a mesma natureza de Deus" (v. 6, TLH). Assim como a expressão "forma de servo" (v. 7) refere-se a um servo por natureza, também a expressão "forma de Deus" (v. 6) refere-se a Deus por natureza.

Terceiro, essa mesma passagem declara que todo joelho um dia confessará que Jesus é "Senhor", uma citação de lsaías 45:23, que se refere a Yahveh, um nome de uso exclusivo de Deus.

FILIPENSES 2:25 - Se Paulo tinha o dom de curar, por que ele não pôde curar o seu cooperador Epafrodito?

PROBLEMA: No livro de Atos, Paulo curou os enfermos e até mesmo fez um morto reviver (At 20:9-10). Em certa ocasião ele até mesmo curou a todos de uma cidade inteira (At 28:9). Mas, segundo Filipenses 2:25-27, aparentemente ele não pôde curar nem mesmo um cooperador seu, que era necessário para a obra.

SOLUÇÃO: Há duas possíveis respostas para essa questão.

Alguns crêem que o fato de alguém possuir o dom de curar não lhe garante o poder de sempre curar quem quer que seja. Em certa ocasião os discípulos não puderam curar um jovem endemoninhado (Mt 17:16). Os que pensam assim insistem em que a pessoa que tem o dom de curar não alcança cem por cento de sucesso, assim como o dom do ensino não torna ninguém infalível.

Outros insistem em dizer que o dom de curar sempre foi exercido com sucesso, observando que Jesus curou aquele endemoninhado (em Mateus 17) e ainda repreendeu os discípulos por não terem usado o poder de Deus que lhes havia sido dado, deixando de curá-lo (vv. 17-18). Alegam, ainda, que o dom de curar se manifesta em cem por cento dos casos, da mesma forma como alguém com o dom de profecia não pode expressar uma falsa profecia, pois seria a prova de que a pessoa não estava exercendo o dom da profecia (Dt 18:22).

A razão por que Epafrodito não foi curado não é mencionada no texto. Mas também não se sabe se Paulo de fato tentou curá-lo e não foi bem-sucedido. Isso também não está escrito no texto.



FILIPENSES 3:15 - Os cristãos são perfeitos, ou ainda estão a caminho da perfeição?

PROBLEMA: Nesse versículo, Paulo apela a todos que são "perfeitos" a agirem como ele, mas apenas três versículos antes ele declarou não ser ainda perfeito (v.12), mas que continuava esforçando-se no sentido de alcançar a perfeição. Em qual desses dois versículos devemos crer?

SOLUÇÃO: Essa é uma questão em que temos um bom exemplo de como uma mesma palavra pode ser empregada com sentidos diferentes. Isso não é algo incomum nas diversas línguas, como a palavra "meia", em português, pode ilustrar: "Quando faltava meia hora para terminar o jogo, o meia-armador sofreu uma entrada tão forte, que sua meia se rasgou e, atordoado, desmaiou". É óbvio que a mesma palavra "meia" nesse exemplo está sendo usada com três sentidos diferentes.

Da mesma maneira, Paulo usa a palavra "perfeito" com sentidos diferentes. Alguns crentes são "perfeitos" no sentido de serem maduros ou completos. Mas nenhum crente, deste lado da morte, é perfeito no sentido de ter alcançado totalmente o alvo final. Isso somente será possível, como Paulo indica, na "ressurreição dentre os mortos" (Fp 3:11).



FILIPENSES 4:4 - Como podemos nos alegrar sempre, se Jesus disse: "bem-aventurados os que choram"?

PROBLEMA: Paulo nos ordena: "Alegrai-vos sempre no Senhor", mas Jesus ressaltou: "Bem-aventurados os que choram"(Mt 5:4).

SOLUÇÃO: Bem entendidas, essas duas colocações não são mutuamente exclusivas. O choro é a condição, e a alegria é o resultado de um relacionamento correto com Deus. São aqueles que se humilham que Deus exalta (cf. Tg 4:10). Assim, são aqueles que choram em seu espírito que poderão alegrar-se no seu Senhor. O verdadeiro arrependimento do pecado é o antecedente da conseqüente alegria da salvação.

FILIPENSES 4:5 - A vinda do Senhor está próxima ou distante?

PROBLEMA: De acordo com essa passagem: "perto está o Senhor". Entretanto, outras passagens descrevem a vinda de Cristo como não sendo imediata, mas sendo precedida por alguns eventos. "Porque isto [o Dia do Senhor] não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição" (2 Ts 2:3).

SOLUÇÃO: Os estudiosos da Bíblia respondem a essa questão de dois modos diferentes, dependendo do seu ponto de vista a respeito das coisas futuras (escatologia).

Posição não iminente. Aqueles que crêem que a vinda de Cristo não é iminente consideram que os versículos que dela falam como sendo "próxima" estão dando apenas descrições gerais, não um plano de tempos estabelecidos. Observam que "os últimos dias" incluem todo o período compreendido entre a primeira e a segunda vindas (cf. Hb 1:1; 1 Io2:18). Assim, não vêem dificuldade nas passagens (como 2 Tessalonicenses 2:3) que falam de alguns eventos que têm de ocorrer primeira, antes da volta de Cristo. Isto é, crêem ser verdadeiro, num sentido geral, que "perto está o Senhor", mas negam que isso signifique que ele possa voltar literalmente a qualquer momento. Alguns eventos específicos, tal como "a apostasia", deverão acontecer antes da real volta de Cristo.

Posição iminente. Outros estudiosos da Bíblia, entre os quais se incluem os autores deste livro, tomam literalmente os versículos que falam que a vinda de Cristo está "perto" (Fp 4:5; cf. 1 Pe 4:7). Eles declaram que, de outra forma, ela não poderia ser a "bendita esperança" dita pôr Paulo (Tt 2:13), nem poderia ser "esta esperança" purificadora mencionada por João (1 ]o 3:2-3). Além disso, por que o crente seria então exortado a vigiar e ficar sóbrio (1 Ts 5:6), para não ser apanhado de surpresa (cf. 1 Ts 5:1-2,4)?

Eles crêem, ainda, que se houvesse sinais evidentes e eventos que teriam de ocorrer antes da volta de Cristo para os crentes, então saberíamos "o dia e a hora" (Mt 24:36) ou "tempos ou épocas" (At 1:7), que Cristo disse que não podemos saber.



De acordo com essa posição, então, quando a Bíblia fala da volta de C isto como sendo um acontecimento iminente, sem sinais precedentes, que poderá se dar a qualquer momento, ela está falando da vinda de Cristo no ar para resgatar os seus santos antes da tributação (i.e., o arrebatamento de 1 Ts 4:13-18). E quando as Escrituras falam acerca de sinais e eventos que terão de ocorrer antes da volta de Cristo, ela está se referindo à sua vinda com os santos para a terra, depois da tribulação (Mt 24:29-30).
Os dois aspectos da volta de Cristo podem ser delineados da seguinte maneira:

A VOLTA PARA OS SANTOS

A VOLTA COM OS SANTOS

Antes da tributação

Depois da tribulação

No ar

Na terra

Não há sinais

Muitos sinais

Iminente

Não-iminente

Próxima

Ainda para vir

Poderá ser até mesmo "agora"

Será em futuro breve





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