Manual de Massagem Terapêutica



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Os membros inferiores

OBSERVAÇÕES E CONSIDERAÇÕES


A observação e a palpação dos tecidos dos membros inferiores são realizadas com o paciente deitado, tanto de braços como de frente. É válido notar que alguns dos sinais observados quando as pessoas estão de pé podem alterar-se quando se deitam; essas mudanças são causadas, sobretudo, pela força da gravidade. Assim, o estado da musculatura e o alinhamento ósseo podem diferir nas duas posições - por exemplo, os músculos que se contraem excessivamente para a manutenção da postura ereta podem relaxar quando o paciente está deitado. O edema no membro inferior também está sujeito a alteração: pode tornar-se menos óbvio quando a pessoa está deitada.

Distúrbios esqueléticos
Rotação lateral da perna
A observação dos pés quando o paciente está deitado em decúbito dorsal pode mostrar que um ou ambos os pés estão “ virados para fora". Esse desvio indica uma rotação lateral de toda a perna que, por sua vez, está associada à tensão nos músculos no lado ipsilateral. Os principais músculos rotatórios laterais envolvidos são o piriforme, o glúteo médio e o tensor da fáscia lata.

Flexão do quadril e das articulações dos joelhos


Quando o paciente está em decúbito dorsal, um ou ambos os joelhos podem estar levemente flexionados. Na ausência de deformidades ósseas ou de alterações artríticas, essa flexão pode ser causada por tensão no grupo muscular do quadríceps. Se o reto femural estiver envolvido, a flexão do quadril também pode ser observada. O espasmo do músculo psoas causará, de modo similar, uma flexão na articulação do quadril.

Dor nas articulações


A dor nas articulações dos membros inferiores não é rara, especialmente em pacientes idosos. O diagnóstico de problemas do sistema esquelético não está dentro do alcance da massagem; quando houver dúvida sobre a etiologia de dor aguda ou crônica nas articulações, é melhor encaminhar o paciente ao médico. Entretanto, alguns problemas comuns apresentam sintomas óbvios, por isso, é útil o massagista conhecê-los e suas possíveis contra-indicações.

■ A dor na articulação do quadril que é exacerbada pela atividade pode indicar osteoartrite. Uma indicação comum do problema é a limitação ou dor na articulação do quadril quando o fêmur é girado passivamente.

■ A osteoartrite da articulação do quadril pode provocar dor referida na região anterior da coxa, até o joelho. Ela também pode resultar em fraqueza do grupo muscular do quadríceps. Uma doença na articulação do quadril também transmitirá dor para a região medial da coxa.

■ Joelhos artríticos também apresentam dor ao movimento. A crepitação (som e sensação de trituração) é uma característica comum da doença, sentida à movimentação passiva da articulação.

■ A degeneração artrítica também pode afetar as articulações do tornozelo e do pé. Dor ou crepitação também são suscitadas em movimentos passivos das articulações.

■ A artrite reumatóide apresenta-se não apenas com inflamação, mas também com deformações ósseas e movimentos dolorosos e restritos.



Dor referida
Desalinhamentos ou outros distúrbios no nível da segunda e terceira vértebras lombares podem provocar dor referida na região anterior da coxa; também pode ocorrer perda da sensibilidade e fraqueza muscular. A distribuição da dor também pode estender-se para a região da tíbia e para a região interna do pé; neste caso, a origem do problema está no nível da quarta e quinta vértebras lombares ou no primeiro segmento sacral.

Alterações nos tecidos e dor referida


Mau funcionamento ou distúrbios do organismo podem levar a rigidez, tensão ou endurecimento dos tecidos superficiais e músculos. Por exemplo, a faixa iliotibial pode estar tensa devido a uma disfunção da bexiga; distúrbios do sistema digestivo podem ser refletidos nos tecidos da coxa; problemas renais podem transmitir dor para a região súpero-lateral da coxa; e problemas da uretra e bexiga podem produzir dor ou causar alterações teciduais na área súpero-mediana da coxa. A massagem é aplicada nessas zonas reflexas para normalizar os tecidos e melhorar o distúrbio relacionado.

Ciática
Com muita freqüência, a dor de origem no nervo ciático é uma causa de preocupação, podendo ser aguda ou crônica. Ela se irradia das nádegas para a região posterior da coxa e ao longo da região lateral ou posterior da panturrilha para o pé. O problema resulta da irritação das raízes nervosas, do plexo lombossacral e do nervo ciático. A irritação, por sua vez, é uma conseqüência de outros distúrbios, como problemas nos discos intervertebrais, deslocamentos de vértebras, espondilose, pressão no plexo lombossacral pelo útero durante a gravidez, bursite glútea e tumores. Além da dor, outros sintomas associados podem estar presentes; estes incluem hipoestesia (sensibilidade reduzida), hiperestesia (maior sensibilidade) ou parestesia (torpor, formigamento etc). Embora não seja necessariamente prejudicial, a massagem não é indicada em nenhuma dessas condições até o diagnóstico de sua causa; o encaminhamento ao médico, portanto, deve ser o primeiro passo. Uma vez que o médico tenha autorizado a massagem, técnicas como a fricção são aplicadas em cada lado do nervo ciático para liberar aderências adjacentes. Entretanto, essa massagem deve ser realizada sem irritar o nervo. Também é aplicada com freqüência para aumentar sua eficácia.

Técnicas de massagem como deslizamento com o polegar também podem ser aplicadas na região do trocanter maior e da tuberosidade isquial. Atenção especial deve ser dirigida ao músculo piriforme, por causa de sua proximidade com o nervo ciático; um espasmo desse músculo pode facilmente resultar em ciática. O glúteo médio e o máximo podem também estar envolvidos se estiverem em estado fibrótico. Alterações teciduais também podem ser encontradas na extremidade superior da faixa iliotibial, na área poplítea e na extremidade superior do tendão-de-aquiles. Essas zonas podem estar sensíveis ou tensas e são tratadas com deslizamento ou técnica neuromuscular. O tratamento para a ciática também deve incluir massagem na região anterior da, coxa e nos músculos da panturrilha. O alongamento passivo de toda a perna é introduzido gradualmente e apenas quando a dor aguda já apresentou alguma melhora.



Distúrbios musculares
■ A rigidez nos músculos geralmente é uma conseqüência do excesso de uso; entretanto, em alguns casos, as contrações estão associadas à ansiedade.

■ Atrofia dos músculos pode resultar da falta de uso. Outro fator que contribui para isso é a ausência de impulsos motores provenientes do cérebro ou dos nervos periféricos.

Técnicas tonificadoras de massagem podem ser aplicadas para músculos pouco utilizados. Entretanto, o tratamento é contra-indicado na presença de qualquer patologia do suprimento nervoso, a menos que aprovado pelo médico do paciente.

■ Um músculo contraído ou lesado geralmente se mostra sensível à palpação. Aplicar resistência (por meio de contrações isométricas) ou alongar o músculo passivamente também causará dor. Um mecanismo compensatório para a tensão com freqüência leva ao espasmo dos músculos associados ou dos feixes no interior do mesmo músculo.



Edema
Para verificar se há edema, pressione delicadamente o tecido com o polegar ou com os dedos por cerca de 5 segundos. Se houver edema, a pressão causará um afundamento, deixando a marcas dos dedos esse afundamento é visto como uma depressão na pele quando o polegar ou os dedos são removidos. Locais comuns para teste são atrás do maléolo. sobre o dorso do pé e sobre as tíbias. O edema pode ser conseqüência de diversos fatores.

Edema em uma ou em ambas as pernas
■ As causas mais comuns de edema em uma ou em ambas as pernas são insuficiência cardíaca ou insuficiência renal.

■ A bursite pode afetar um ou ambos os joelhos e com freqüência é causada por excesso de uso ou por lesão. Em casos graves, a flexão plena do joelho é limitada e dolorosa. Um acúmulo de líquido sinovial também pode estar presente; o líquido geralmente está contido em um cisto que se estende para a parte posterior da articulação do joelho (cisto de Baker).

■ O linfedema é causado pela obstrução dos vasos linfáticos. As opiniões divergem acerca da presença invariável de depressão nessa condição - alguns afirmam que só ocorre nos estágios iniciais -, e existe, também, diferença de opinião acerca de o edema ser bilateral ou assimétrico. O espessamento da pele está presente e, raramente, há ulceração, mas não há pigmentação. A perna distal é envolvida no início do processo, e os pés podem inchar.

Phlegmasia alba dolens (plegmasia) é um edema agudo por obstrução venosa, geralmente uma trombose, e ocorre sobretudo em mulheres, após o parto.

Edema bilateral
■ Edema ortostático é um edema bilateral em pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas. Nessa condição, a depressão com freqüência se manifesta à palpação.

■ No lipoedema há retenção de fluido em ambas as pernas (os pés são poupados), junto com depósitos anormais de gordura no tecido subcutâneo. O fluido acumula-se dentro de células de gordura e dentro dos espaços intersticiais. Uma teoria sobre o mecanismo envolvido é que a pressão no interior do tecido seja reduzida e, conseqüentemente, exista uma filtragem livre de fluido para os espaços intersticiais. Entretanto, esse aumento no fluido não cria uma força suficiente no sistema linfático para sua drenagem. O lipoedema é encontrado quase que exclusivamente em mulheres; ele pode ser hereditário, e não é afetado por dieta ou elevação das pernas. Existe pouco sinal de depressão à palpação e não ocorrem ulcerações ou pigmentação dos membros afetados, mas pode haver sensibilidade e dor, bem como tendência para contusões (manchas roxas). A movimentação do fluido nessa situação não é uma tarefa fácil, e o efeito da massagem pode ser limitado, particularmente se a condição for crônica ou hereditária. O apoio psicológico que a massagem oferece, embora tenha grande valor ao paciente, pode ser facilmente minado por expectativas exageradas sobre o resultado do tratamento.

Edema unilateral
■ Sangue na urina e pequenos pontos de hemorragia na pele indicam obstrução dos rins. Esses sinais podem ser acompanhados de edema unilateral da panturrilha e do tornozelo. A descoloração pode ocorrer, particularmente na parte inferior da perna ou do pé, o que é aliviado pela elevação.

■ Edema no pé pode indicar um cisto ovariano.

■ A obstrução venosa ou incompetência valvular são causas comuns de um edema com depressão, que geralmente é unilateral e também envolve o pé. Áreas de ulceração e pigmentação com freqüência estão presentes na parte inferior da perna e do tornozelo. Massagens na área e na perna são contra-indicadas.

Distúrbios circulatórios
Ulcerações
As ulcerações nos dedos dos pés (e, às vezes, na parte inferior da perna) podem indicar insuficiência do suprimento arterial. A massagem, tanto na própria área quanto distai a ela, é contra-indicada.

Veias varicosas
Nesse distúrbio, a veia safena torna-se saliente, inchada e distorcida. Além da palpação ser dolorosa, a massagem é contra-indicada para evitar a mobilização de quaisquer coágulos - particularmente se a condição for crônica e grave.

Dor, calor e edema em uma ou em ambas as pernas


■ A dor que afeta os músculos da panturrilha e desaparece com o repouso pode indicar claudicação intermitente, o que está associado a suprimento sangüíneo insuficiente para os músculos durante a atividade e pode ser causado por um espasmo dos músculos da parede arterial, aterosclerose, arteriosclerose ou oclusão (talvez por um trombo). Em todas essas situações, a massagem apenas deve ser administrada com o consentimento do médico do paciente.

■ Os sinais e sintomas de trombose podem estar presentes de forma isolada ou disseminada; contudo, certas mudanças realmente são indicadoras de sua presença. Estas incluem dor na perna, vermelhidão, calor e edema unilateral da panturrilha ou do tornozelo. A descoloração que é aliviada pela elevação também pode ocorrer, particularmente na parte inferior da perna ou no pé. A trombose, em si mesma, às vezes é sentida à palpação como um cordão macio dentro da veia afetada. A massagem é contra-indicada tanto para uma causa conhecida de trombose como para pessoas que possam vir a desenvolver a condição.

■ Na tromboflebite iliofemoral, a perna apresenta-se inchada e dolorida, as veias são salientes e também ocorre calor. A massagem geralmente é contra-indicada.

Dor à palpação


■ A dor à palpação pode dever-se a tromboflebite na panturrilha. Embora a tromboflebite com freqüência seja assintomática, pode haver sensibilidade na área, junto com maior firmeza e tensão nos tecidos, quando os músculos da panturrilha são apertados. A sensibilidade à palpação não deve ser confundida com o quadro mais óbvio de uso muscular excessivo ou lesão. A massagem é contra-indicada para a tromboflebite.

■ A dor pode ser causada por flebite superficial. Vermelhidão e descoloração marcam a tromboflebite, ao longo da veia safena, e ela pode ser palpada como um cordão endurecido no tecido subcutâneo. A massagem é contra-indicada.

Os gânglios inguinais podem estar aumentados e doloridos à palpação, o que é causado por diversos distúrbios, que vão da infecção ao carcinoma.
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TÉCNICAS DE MASSAGEM GERAL PARA OS MEMBROS INFERIORES
Quando o paciente está em decúbito ventral, seus pés devem ser apoiados com uma almofada ou toalha enrolada. Coloque algum material acolchoado sob o abdome, para opôr-se a qualquer aumento da lordose na região lombar. Alguns pacientes também podem precisar de apoio sob os joelhos quando estão deitados em decúbito dorsal. Cubra a parte do corpo e a perna que não estão sendo massageadas com uma toalha e use uma segunda toalha, se necessário, para manter os pés aquecidos. Como ocorre com todos os movimentos de massagem, aplique lubrificação de forma moderada, já que a manipulação dos tecidos (por exemplo, na técnica de amassamento) torna-se difícil se eles estiverem excessivamente escorregadios. As manobras de massagem para o membro inferior são mostradas apenas na região posterior; contudo, a maioria das manobras pode ser repetida na região anterior. Neste capítulo, não indicamos nenhuma rotina fixa de massagem para as pernas. A ênfase foi dada à descrição de técnicas, e não à sua colocação em uma ordem particular.

Técnica de deslizamento

Deslizamento na perna (decúbito ventral)
Efeitos e aplicações
■ A circulação, em particular a do retorno venoso, é melhorada por esse deslizamento. A drenagem linfática também é estimulada. A técnica, portanto, é indicada quando os exercícios ou a atividade física normal são limitados ou impossíveis - por exemplo, quando o paciente está confinado ao leito por longos períodos; sentar-se ou permanecer de pé por várias horas são exemplos similares.

■ O movimento também é usado por seu efeito benéfico sobre todos os músculos do membro inferior. Após atividades esportivas, por exemplo, os resíduos metabólitos da atividade muscular são removidos e os músculos são supridos de sangue oxigenado e com nutrientes.

■ A massagem em certas áreas da zona reflexa dos tecidos superficiais tem um efeito estimulante sobre as vísceras, órgãos ou glândulas associadas. A região lateral da coxa é considerada uma dessas zonas e está relacionada com o sistema digestivo.
Postura do profissional

Coloque-se na postura de esgrimista, ao lado da maca de tratamento. Assuma uma posição alinhada aos pés do paciente ou atrás da extremidade dos pés da maca de tratamento. Vire-se para o paciente, com seu pé frontal apontando na mesma direção. Aplique pressão no final da manobra, deslocando o peso corporal para a perna frontal.

Procedimento


Coloque ambas as mãos na parte inferior da perna, bem acima do tornozelo. Posicione-as uma atrás da outra, como explicado a seguir;

1. Coloque a mão mais lateral na frente da mão mais medial. Pouse os dedos da mão lateral na região lateral da perna. Pouse os dedos da mão mais medial no lado medial.

2. Alinhe o polegar da mão lateral com o primeiro dedo da mão medial.

3. Complete a conexão, alinhando o polegar da mão medial com a borda ulnar da mão lateral.


Aplique uma compressão uniforme em torno de toda a perna com os dedos e com os polegares de ambas as mãos. Mantenha essa pressão enquanto realiza deslizamento ao longo da parte inferior da perna e na coxa, com ambas as mãos movendo-se juntas, como uma unidade. Descarregue o peso corporal, flexionando o joelho da perna que está na frente e transferindo seu peso para o pé. Quando chegar à parte superior da coxa, repare as mãos e mova a mão lateral para a região mais externa da coxa, levando a mão medial para a região medial. Depois, reduza totalmente a pressão e deslize as mãos para o tornozelo para reiniciar a técnica. Transfira seu peso corporal para a perna traseira, enquanto executa essa manobra. Repita a rotina várias vezes. Adote um ritmo lento para a manobra, levando cerca de 5 segundos para realizar o deslizamento na direção cefálica. Enquanto efetua o deslizamento descendo pela perna, na direção caudal, você também pode aplicar uma compressão suave com ambas as mãos. Isso melhora o fluxo sangüíneo arterial para a parte inferior da perna e do pé. Aplique o mesmo método do deslizamento para a região anterior do membro inferior quando o paciente estiver deitado em decúbito dorsal.



Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com o polegar na sola do pé

Efeitos e aplicações


■ Com base na teoria da terapia da zona reflexa, a massagem na sola do pé estimula as zonas reflexas relacionadas aos sistemas orgânicos e às várias regiões. Ela exerce um efeito de normalização geral sobre o corpo, sendo, portanto, uma técnica aplicável em muitas condições como recurso para outros tratamentos.

■ Mecanicamente, o deslizamento com o polegar promove | a circulação e alonga a fáscia plantar.

■ A maioria dos pacientes geralmente considera essa técnica É muito relaxante, desde que a preensão com os dedos seja firme e a pressão dos polegares seja positiva e profunda. Em alguns casos, contudo, a sola do pé é sensível demais para o deslizamento com o polegar, e o deslizamento realizado com os punhos pode ser mais relaxante (Figura. 6.4).

Postura do profissional


Coloque-se na postura ereta, de frente para a extremidade dos pés da maca. Outra opção é sentar-se na maca, virado para a mesma direção. Mantenha uma postura ereta confortável, já que não há descarga do peso corporal envolvido na manobra.

Procedimento
Levante a parte inferior da perna do paciente e flexione seu joelho. Apoie o pé com ambas as mãos e curve seus dedos em torno do dorso. Realize o deslizamento aplicando movimentos alternados com o polegar. Cada movimento pode ter amplitude de cerca de 5 cm, em linha reta ou em uma direção levemente curva. Repita os movimentos várias vezes sobre uma área antes de tratar outra zona. Ajuste a posição de suas mãos para poder segurar com conforto, enquanto avança ao longo da sola do pé. Inclua os dedos. Em alguns casos, o paciente sente alguma dor quando você massageia uma zona reflexa; a característica da dor geralmente é de "agulhadas". Na ausência de trauma ou inflamação locais, essa sensibilidade pode resultar de um órgão ou tecido com problemas de funcionamento em uma região distante do corpo.

Desde que a massagem seja suportável para o paciente, você pode repetir o deslizamento com o polegar várias vezes; invariavelmente, a intensidade da dor é reduzida. Um método alternativo para esse deslizamento é usar apenas um polegar, e não os dois, e uma opção adicional é executar movimentos mais longos em toda a extensão da sola do pé.

Método de deslizamento realizado com os punhos
O deslizamento na sola do pé pode ser executado com a mão em punho.

Levante a parte inferior da perna como no movimento anterior e apoie o pé com a mão mais medial. Execute o movimento de deslizamento com a mão em punho, começando no calcanhar e continuando na sola e nos dedos do pé. Aplique o movimento de modo uniforme, evitando pressão excessiva com as articulações metacarpofalangianas e interfalangianas. Repita a manobra algumas vezes.



Técnica de deslizamento

Deslizamento na região posterior e

inferior da perna
Efeitos e aplicações
■ Esse deslizamento para a parte inferior da perna auxilia o retorno venoso e a drenagem linfática.

■ Os músculos dessa região beneficiam-se da maior circulação, da redução de resíduos metabólitos e do relaxamento.

■ Os músculos abordados por essa técnica incluem o sóleo, o gastrocnêmio, o fibular longo e curto, o tibial posterior (localizado no compartimento posterior profundo da panturrilha) e o flexor profundo dos dedos (compartimento posterior profundo).
Postura do profissional


Posicione-se ao pé da maca e coloque-se na postura de vaivém. Aplique pressão no final da manobra, deslocando o peso corporal do pé traseiro para o pé dianteiro. Como alternativa, fique na postura ereta e aplique peso inclinando-se para a frente.

Procedimento


Levante a parte inferior da perna do paciente, de modo que o joelho seja flexionado e o pé possa apoiar-se em uma mão. Execute o deslizamento com a outra mão, começando pela área do tendão-de-aquiles e estendendo a

manobra para a fossa poplítea. Aplique um aperto suave com toda a mão enquanto realiza o deslizamento na direção cefálica evitando pressão excessiva com a ponta dos dedos. Se puder alcançar facilmente, continue o movimento na fossa poplítea: entretanto, a pressão nessa região precisa ser consideravelmente reduzida. Volte com o deslizamento leve para a extremidade distai da parte inferior da perna e repita o procedimento.


Deslizamento para aumentar o fluxo sangüíneo arterial
Realize o deslizamento na parte inferior da perna e no pé para auxiliar o fluxo sangüíneo arterial. Coloque-se na postura ereta e apoie o pé com uma mão, com o joelho ainda flexionado Aplique uma pressão suave e envolvente com a outra mão, curvando os dedos em torno da região anterior da parte inferior da perna e mantendo o polegar mais ou menos no lado posterior. Execute o deslizamento da metade da parte inferior da pernas para o pé; aumente a compressão sobre o pé e os dedos. Incline-se suavemente para trás e use seu peso corporal para exercer pressão no começo da manobra. Realize a mesma manobra com a outra mão e repita-a alternadamente várias vezes.


Técnica de compressão

Compressão e amassamento na panturrilha
Efeitos e aplicações
■ A compressão e o amassamento na panturrilha são incluídos na rotina de massagem para o relaxamento geral. Também são usados de modo mais específico para a contratura e a congestão musculares, que ocorrem após longos penedos na posição em pé, uso excessivo dos músculos ou períodos de inatividade.

■ Uma vez que exercem uma pressão considerável, as técnicas de compressão e amassamento são ainda mais indicadas quando os músculos, principalmente o gastrocnêmio e o sóleo, são bem desenvolvidos ou estão muito tensos. O esportista, portanto, tende a beneficiar-se muito dessas técnicas.

Postura do profissional

Sente-se à borda da maca. Flexione o joelho do paciente e apoie o pé dele em seu ombro ou em seu tórax. Se precisar inclinar-se para a frente para assumir essa posição, tenha cuidado para não dobrar demais o tronco.

Procedimento para o amassamento dos

músculos da panturrilha
Este amassamento é aplicada com os dedos de ambas as mãos, pressionando-se uns contra os outros. Depois, o amassamento é repetido com as eminências tenar e hipotenar de ambas as mãos, novamente pressionando-se umas contra as outras. Curve os dedos de ambas as mãos e coloque-as em cada lado dos músculos da panturrilha. Exerça uma pressão uniforme com todos os dedos enquanto comprime os músculos e puxa os tecidos para um ponto intermediário. Mantenha uma preensão firme durante essa manobra e evite deslizar os dedos. A seguir, solte a pressão e substitua as eminências tenar e hipotenar pelos dedos. Aplique pressão enquanto comprime os tecidos e empurra-os para um ponto intermediário. Depois, cesse completamente a preensão e reassuma o amassamento com os dedos. Repita o procedimento algumas vezes. O amassamento também pode ser aplicado quando a parte inferior da perna do paciente repousa na maca de tratamento (ver Figura 2.15).

Procedimento para compressão dos

músculos da panturrilha


Sente-se na borda da maca. Flexione o joelho do paciente mantendo a parte inferior da perna em posição vertical. Segure o músculo gastrocnêmio com ambas as mãos. Coloque as eminências tenar e hipotenar da mão medial na região medial da tíbia. Mantenha os dedos da mesma mão bem próximos e posicione-os na linha mediana, entre a porção lateral e a medial do gastrocnêmio. De modo similar, coloque a mão mais lateral no lado lateral da panturrilha. Comprima o músculo gastrocnêmio entre os dedos e as eminências tenar e hipotenar. Execute essa ação com ambas as mãos ao mesmo tempo, depois role o músculo para a frente com as eminências tenar e hipotenar de ambas as mãos respectivamente, mantendo os dedos em uma posição estacionaria. Solte a compressão e, depois, repita o procedimento. Reposicione as mãos para massagear outra seção do músculo e continue com a técnica ao longo de toda a extensão da panturrilha.


Técnica de trabalho corporal

Técnica neuromuscular na panturrilha
Efeitos e aplicações
■ A congestão na camada fascial e na camada de gordura na região medial da parte inferior da perna pode causar dor e criar compressão em estruturas vitais, como o nervo safeno. A técnica neuromuscular é aplicada para ajudar a reduzir a congestão e melhorar o estado dos tecidos.

■ Embora a veia safena também seja afetada, a congestão pode estar presente dentro da própria veia. Isso geralmente é reduzido com movimentos de deslizamento e melhorado ainda mais pela técnica neuromuscular.

■ A bolsa sinovial da inserção dos isquiotibiais (pata de ganso), na região mais proximal da parte inferior da perna, é outra estrutura suscetível à congestão e pode ser tratada pela técnica neuromuscular. A pata de ganso é a inserção tendinosa comum do sartório, do grácil e do semitendinoso na borda medial da tuberosidade da tíbia.

■ A rigidez do tecido fascial que se insere ao longo da borda medial da tíbia também é comum. A massagem nessa região da tíbia ajuda a diminuir tal irregularidade.

Postura do profissional

Coloque-se na postura de vaivém ou na postura ereta, ao pé da maca. Aumente a pressão no final da manobra, inclinando-se para a frente.

Procedimento

Levante a parte inferior da perna do paciente, com o joelho flexionado, e apoie o pé com a mão mais lateral. Posicione a mão mais medial na parte inferior da perna, curvando a palma e os dedos em torno da região anterior. Coloque o polegar, apontado para o joelho, na borda medial/posterior da tíbia. Flexione a articulação interfalangiana do polegar e aplique pressão com a ponta do polegar. Comece a técnica na extremidade distai da parte inferior da perna, próximo ao maléolo medial. Execute o deslizamento, com o polegar na borda medial da tíbia, na direção cefálica (na direção da cabeça). Aplique uma manobra muito curta para avaliar e tratar os tecidos e repita-a várias vezes antes de ir para outra seção. Toda essa região da parte inferior da perna pode estar sensível devido à congestão; por isso, ajuste a pressão do polegar de acordo com o estado dos tecidos e com a sensibilidade obtida.


Termine a técnica na região exatamente inferior ao côndilo medial da tíbia. Acrescente pressão no final da manobra, inclinando-se de leve para a frente. Se você estiver de pé, realizando movimentos de vaivém, transfira o peso corporal para seu pé dianteiro.

Com o joelho ainda flexionado nessa posição, você pode aplicar uma manobra similar na borda lateral da tíbia. No caso, massageie a parte inferior da perna com a mão ma lateral. Aplique o movimento entre a borda lateral da tíbia e a fíbula, ao longo das fibras do tibial anterior e do grupo muscular do perônio.

Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos na região

posterior da coxa
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento realizado com os punhos é mais uma técnica útil quando é necessária uma pressão profunda, em geral quando os músculos estão excessivamente desenvolvidos ou muito rígidos. Um efeito direto da manobra é a melhora do fluxo sangüíneo venoso.

■ A técnica também alivia contraturas e tensões, que ocorrem freqüentemente em músculos como o do tendão dos isquiotibiais.

■ A pressão profunda da manobra tem o efeito adicional de alongar a fáscia superficial e a profunda. Essa manipulação dos tecidos ajuda a reduzir qualquer acúmulo fibrótico e aderências.

■ Essa técnica de deslizamento profundo pode ser aplicada em conjunto com o deslizamento realizado com a palma de ambas as mãos (ver Figura 6.2).

■ Aqui, o deslizamento é mostrado na região posterior da coxa. Entretanto, ele pode ser aplicado de modo similar na região anterior da coxa, quando o paciente está deitado em decúbito dorsal.

Postura do profissional



Posicione-se na postura de esgrimista, ao lado da maca. Coloque ambas as mãos na região posterior da coxa, na extremidade distai. Mantenha os braços retos ou levemente flexionados no cotovelo para facilitar a pressão no final da manobra.


Procedimento
Feche a mão, alinhando a ponta dos dedos nas eminências tenar e hipotenar. A técnica é executada com as falanges proximais de cada punho; é necessário cautela para não aplicar pressão com as articulações metacarpofalangianas e interfalangianas.


Coloque o polegar de uma mão dentro da outra, fechando-as em punho e interligando-as. Aplique o deslizamento, com ambos os punhos simultaneamente, na região posterior da coxa. Comece a manobra na extremidade distai, acima do joelho, e efetue o deslizamento na direção cefálica. Acrescente pressão no final da manobra, deslocando o peso corporal para o pé dianteiro e flexionando o joelho frontal ao mesmo tempo. Ao alcançar a extremidade mais proximal da coxa, solte a pressão e leve as mãos novamente à extremidade distai. Repita a manobra várias vezes. Se necessário, coloque ambas as mãos mais adiante, medial ou lateralmente, para cobrir toda a largura da coxa.
Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos na faixa iliotibial
Efeitos e aplicações
■ A faixa iliotibial, ao longo da região lateral da coxa, pode estar contraída devido a desequilíbrios posturais ou a realização de exercícios pesados. A tensão da faixa iliotibial pode levar à restrição de movimentos do membro e da pelve. A dor também pode ser sentida na coxa, no joelho ou nas costas. Os movimentos de deslizamento realizado com os punhos ajudam a aliviar a rigidez e aplicam um alongamento na faixa fascial.

■ Congestão e sensibilidade na faixa iliotibial podem ser provocadas por sua conexão reflexa com o sistema digestivo e com a bexiga. A massagem nessa região da coxa, portanto, é muito útil para a normalização do funcionamento desses órgãos associados.

■ Essa técnica também pode ser aplicada quando o paciente está em posição supina.

Postura do profissional


A posição básica para esse movimento é a postura de t'ai chi, que permite a aplicação de pressão lateralmente na coxa e na faixa iliotibial. O deslizamento das mãos pela coxa torna-se mais fácil se o profissional mover todo o corpo na direção cefálica (rumo à cabeça).

Procedimento
Feche a mão mais cefálica e posicione-a na região lateral da coxa. Prenda o polegar mais caudal dentro da mão em punho e abra a palma e os dedos sobre a região anterior e medial da coxa. Aplique alguma pressão com o punho e com a mão oposta para comprimir os tecidos.

Flexione o cotovelo mais cefálico e encoste-o em seu abdome ou em sua pelve. Execute o deslizamento na direção cefálica, mantendo as mãos interligadas e começando pela extremidade distai da coxa. Exerça pressão principalmente com a mão em punho, inclinando-se para a frente a fim de transferir peso para a mesma mão. Mova seu corpo para a frente com o movimento, flexionando o joelho mais cefálico e transferindo seu peso corporal para a mesma perna. Continue o movimento até as nádegas. Solte a pressão e desloque o peso corporal novamente para o pé mais caudal. Repita a técnica algumas vezes.


Técnica de compressão

Amassamento na região posterior da coxa

Efeitos e aplicações


■ O amassamento aumenta a circulação nos músculos tensos e aumenta seu relaxamento. Os músculos que se beneficiam mais dessa técnica são os isquiotibiais e os adutores. A técnica também é eficaz na prevenção e na redução da tensão muscular, do tecido fibrótico e das contraturas fasciais. Esses distúrbios podem ocorrer, por exemplo, quando a pessoa passa longos períodos sentada ou quando há tensão recorrente.

■ Essa manobra de massagem ajuda a romper e a dispersar os glóbulos de gordura do tecido adiposo, que são comuns na coxa.

■ Áreas de varicosidade são contra-indicações para esse tipo de massagem.

Postura do profissional



Coloque-se na postura de t´ai chi, a uma pequena distância da borda da maca. Nesse arranjo, você pode pressionar para a frente por meio de um braço e exercer uma ação de tração com o outro braço. Essas ações podem envolver algum movimento giratório do tronco.

Procedimento


Coloque as mãos na coxa, uma na região medial e a outra na região lateral. Comprima os tecidos, aplicando pressão com os dedos de uma mão e o polegar da outra. A região tenar da mão pode substituir o polegar, permitindo a aplicação de maior pressão e diminuindo o risco de colocar tensão no polegar. Mantenha a mão nessa posição enquanto ergue e retorce os tecidos no sentido horário ou anti-horário; não deslize as mãos neste estágio. Solte a preensão e relaxe as mãos.

Deixe que as mãos deslizem para as bordas externa e medial da coxa respectivamente; depois, comprima os tecidos novamente, após ter trocado a posição da mão (isto é, usando os dedos de uma mão em vez do polegar e vice-versa).



Mantenha o amassamento enquanto ergue e retorce os tecidos em sentido anti-horário ou horário (o que for mais prático). Solte a preensão e relaxe as mãos antes de levá-las até as bordas externas da coxa, para reiniciar a compressão. Repita o procedimento algumas vezes em uma região e continue com a mesma manobra em toda a extensão da coxa. Se suas mãos não são suficientemente grandes para massagear a coxa em toda a sua largura, pode ser mais prático trabalhar apenas a região póstero-medial. Depois, você pode ir para o outro lado da maca para aplicar a mesma manobra na região póstero-lateral.
Técnica de deslizamento

Deslizamento na perna (decúbito dorsal)
Efeitos e aplicações
■ Essa técnica aumenta a circulação na parte inferior da perna, em particular o retorno venoso. Além disso, exerce influência sobre a drenagem linfática, tanto local quanto sistemicamente.

Deslizamento na postura de esgrimista


Você pode executar o deslizamento em toda a perna quando está na posição de esgrimista, usando a palma de ambas as mãos. Essa técnica é descrita para a região posterior da perna (ver Figura 6.2). Como alternativa, ou além desse movimento, você pode aplicá-la posicionando-se ao lado da maca de tratamento, na postura de t´ai chi. Nesta última postura, é mais prático manter as costas retas; contudo, você não pode aplicar tanta pressão no final da manobra quanto aquela aplicada na postura de esgrimista.

Deslizamento na postura de t´ai chi


Coloque-se na postura de t´ai chi, ao lado da maca. Ajuste sua posição para conseguir estender confortavelmente as mãos tanto para o pé quanto para a extremidade proximal da coxa.
Procedimento
Coloque as mãos próximas uma da outra, cruzando a parte inferior da perna com os dedos curvados em torno dela e apontados para fora. Aplique uma leve compressão com ambas as mãos enquanto realiza o


deslizamento na direção cefálica (na direção da cabeça). Flexione seu joelho cefálico para deslocar seu corpo na mesma direção e, portanto, para descarregar o peso no final da manobra. Reduza a pressão enquanto chega na região superior da coxa, depois leve as mãos de volta ao tornozelo. Repita a manobra várias vezes.

Deslizamento para o fluxo sangüíneo arterial
Enquanto você está na postura de t 'ai chi, aplique um movimento adicional de massagem na parte inferior da perna para aumentar o fluxo sangüíneo arterial. Aplique o deslizamento com a mão caudal, colocando os dedos na região medial da perna e o polegar na lateral. Segure o pulso da mão caudal com a outra mão e mantenha essa posição enquanto aplica o deslizamento na parte inferior da perna.

Comece no joelho e percorra toda a região da parte inferior da perna, incluindo o pé e os dedos, depois leve as mãos novamente na região dos joelhos e repita a manobra.



Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos na região inferior

da perna (região anterior)
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento realizado com os punhos é aplicado como um deslizamento profundo nos músculos da parte inferior da perna, como o tibial anterior, que podem estar tensos -geralmente devido a exercícios ou trabalhos físicos intensos, ciclismo ou desequilíbrios posturais que envolvam a mecânica dos pés. Outros músculos beneficiados por essa técnica são os extensores dos dedos e o fibular (longo e curto). Até certo ponto, a pressão aplicada transfere-se também para o músculo tibial posterior mais profundo.

■ Problemas circulatórios dos vasos sangüíneos, sistêmicos ou cardíacos, podem ser refletidos na região da parte inferior da perna pela presença de úlceras. Essa situação contra-indica a massagem.


Postura do profissional


Coloque-se na postura de esgrimista. Alinhe-se com os pés do paciente ou junto à borda da maca de tratamento. Ajuste sua posição, se necessário, para conseguir estender as mãos até a região proximal da parte inferior da perna.


Procedimento
Feche a mão mais lateral e posicione-a na extremidade distal da parte inferior da perna, entre a tíbia e a fíbula (Figura 6.15). Prenda o polegar mais medial na mão em punho. Pouse os dedos da mão medial na região medial da parte inferior da perna e execute o deslizamento com as mãos interligadas nessa posição. Comece pela extremidade distai da parte inferior da perna e avance rumo ao joelho. Firme o pulso e o cotovelo e mantenha a mão em punho na região anterior da parte inferior da perna durante todo o movimento.

Transfira seu peso corporal para a perna dianteira e, ao mesmo tempo, flexione seu joelho dianteiro; essa manobra permite que você se mova para a frente e adicione pressão no final do movimento. Reduza a pressão quando suas mãos chegarem à região do joelho, depois coloque as mãos na extremidade mais distai da parte inferior da perna, para reiniciar a técnica. Repita a manobra várias vezes.






Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento profundo na coxa (região anterior)

Efeitos e aplicações


■ Uma pressão profunda pode ser exercida por esse deslizamento. Por isso, ele é indicado quando os músculos são bem desenvolvidos ou estão muito tensos. Esse método de deslizamento também é útil em casos de obesidade.
Postura do profissional
Coloque-se na postura de esgrimista, próximo ao lado da maca.


Enquanto realiza a massagem, desloque o peso corporal para a perna da frente e acrescente pressão no final da manobra.

Procedimento para deslizamento na região ântero-lateral


Apoie o cotovelo do braço lateral em seu abdome ou em sua pelve. Repouse a mão lateral na coxa, proximal ao joelho. Posicione os dedos na região lateral da coxa, próximos e apontados na direção cefálica. Coloque o polegar no lado anterior e a mão mais medial na região medial da coxa, para estabilizar a perna e oferecer uma contrapressão ao movimento. Exerça pressão uniforme com os dedos, com a palma e o polegar enquanto executa deslizamento na direção cefálica (rumo à parte superior da coxa). Aumente a pressão e o peso corporal no final da manobra levando o corpo para a frente, para o pé dianteiro, e flexionando o joelho frontal. Solte a pressão quando sua mão alcançar a extremidade proximal da coxa e, depois, desloque o peso corporal para a perna posterior e leve a mão de volta à extremidade distai da coxa. Repita o procedimento várias vezes.

Procedimento para deslizamento na região medial da coxa


Coloque-se na postura de t´ai chi, alinhado com a pelve do paciente. Posicione a mão mais cefálica na região medial da coxa, proximal ao joelho. Curve os dedos em torno do lado medial e coloque o polegar mais anteriormente.

Segure o pulso com a mão mais caudal para acrescentar pressão durante a manobra. Realize deslizamento na direção cefálica, com as mãos interligadas nessa posição. Desloque o peso corporal para a perna mais cefálica enquanto realiza o movimento. Leve a mão que executa o deslizamento ao longo da região medial da coxa e. então, para o lado anterior, antes de chegar à área da virilha. Leve as mãos de volta à área do joelho e repita o movimento.

TÉCNICAS DE MASSAGEM LINFÁTICA PARA OS MEMBROS INFERIORES


As técnicas de massagem linfática diferem de outras manobras de massagem por serem executadas com extrema lentidão e sempre na direção dos gânglios linfáticos. Além disso, usa-se pouca ou nenhuma lubrificação para os movimentos e emprega-se apenas uma pressão mínima. As duas técnicas de massagem linfática aqui descritas são a de pressão intermitente e a de deslizamento linfático.

A pressão intermitente, que atua como um bombeamento, auxilia no movimento da linfa para a frente, o que é intensificado pela ação reflexa da técnica: alongar os tecidos em duas direções estimula os órgãos receptores nas paredes dos vasos linfáticos e causa uma contração reflexa de suas paredes.

O deslizamento linfático aumenta a pressão nos vasos linfáticos. Em conseqüência, a linfa é impulsionada para a frente, para o grupo mais proximal de gânglios linfáticos. Além disso, os receptores sensoriais nas paredes do vaso são estimulados e os vasos se contraem reflexamente. Uma pequena quantidade de lubrificante pode ser usada para facilitar a movimentação suave das mãos sobre a pele.

As manobras de massagem linfática no membro inferior são realizadas por meio de uma das duas rotinas aqui descritas. Ambas auxiliam a drenagem da linfa, melhorando seu fluxo na coxa antes de ser trabalhado o fluxo para a parte inferior da perna e do pé. Alguns dos movimentos de massagem são mostrados no lado anterior da perna, enquanto outros são descritos para a região posterior. Contudo, as rotinas são igualmente aplicáveis a ambos os lados, com uma ou duas variações.

Rotina A
Execute os movimentos de pressão intermitente na região anterior da perna, começando pela área dos gânglios inguinais. Continue em direção à coxa, ao joelho, à parte posterior da perna e, por último, ao pé. A seguir, aplique algum lubrificante e realize os movimentos de deslizamento nas mesmas áreas, começando novamente pela coxa e, seguindo para a parte inferior da perna, o tornozelo e o pé.
Rotina B
Realize as manobras de pressão intermitente, assim como os movimentos de deslizamento, na coxa; depois repita ambas as técnicas na parte inferior da perna, no pé e no tornozelo.

Auxílio para o fluxo linfático
Coloque uma almofada baixa ou toalha dobrada sob os joelhos ao realizar os movimentos na região anterior da coxa, com o paciente em decúbito dorsal. Esse ajuste eleva a coxa e, assim, possibilita aproveitar a força da gravidade para auxiliar na drenagem para os gânglios inguinais. Isso também incentiva o relaxamento dos músculos da coxa e do abdome. Ao massagear a parte inferior da perna e o pé, você pode reduzir a altura da almofada ou mesmo removê-la. Ao massagear um paciente que está em decúbito ventral, coloque uma almofada ou toalha dobrada sob os pés e levante a parte inferior da perna, aproveitando a força da gravidade para ajudar na drenagem para os gânglios poplíteos.

Efeitos e aplicações


Os efeitos e as aplicações são comuns a todas as técnicas de massagem linfática, que são usadas para aumentar a drenagem da linfa através dos vasos linfáticos e dos gânglios. As manobras exercem influência mecânica direta sobre o fluido linfático, bem como efeito reflexo nos vasos linfáticos (ver Capítulo 3). A massagem linfática no membro inferior é aplicada na maior parte dos casos de edema, que é mais perceptível no joelho e no tornozelo.

Técnica de pressão intermitente

A coxa (região anterior)
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, próximo à maca de tratamento e de frente para o paciente. O peso corporal não é necessário para aumentar a pressão, o que permite manter uma postura relaxada e confortável durante todo a manobra.

Procedimento

Coloque as mãos próximas uma da outra e atravessadas sobre a parte superior da coxa, perto dos gânglios inguinais. Posicione os dedos em um ângulo tal que apontem para o ligamento inguinal (entre o osso púbico e a crista ilíaca superior anterior). Sem tensionar as mãos, aplique uma pressão muito leve com os dedos.



Sincronize essa ação com a de alongar os tecidos em duas direções: para a região medial da coxa e para os gânglios inguinais. Essa manobra na região anterior da coxa traduz-se como um alongamento no sentido anti-horário, na massagem da perna direita, e um alongamento no sentido horário, na massagem da perna esquerda. Ajuste o ângulo dos dedos para adequá-lo à sua postura, desde que a manobra ainda seja realizada na direção dos gânglios inguinais. Evite que as mãos deslizem durante essa manobra, já que isso impediria a ação de bombeamento da técnica. Solte a pressão e alongue completamente; depois de ter alongado nas duas direções, deixe os tecidos voltarem ao seu estado normal de relaxamento. Repita o procedimento várias vezes na mesma região, depois mova as mãos para diferentes posições ao longo da área do ligamento inguinal e da extremidade proximal da coxa e repita a técnica.

Técnica de pressão intermitente na região medial

e lateral da coxa
Ajuste sua postura, se necessário, e posicione as mãos transversalmente à coxa. Continue com a técnica de pressão intermitente na região medial da coxa. Para massagear a área lateral da coxa, vá para o outro lado da maca e aplique a manobra daquele lado. Ajuste a posição de suas mãos para alongar os tecidos em duas direções, isto é, para longe de você e na direção dos gânglios inguinais.

Técnica de pressão intermitente

O joelho
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, de frente para o paciente, com um pé ligeiramente atrás do outro. Sentar-se na borda da maca é uma postura alternativa para esse movimento. Execute a manobra com a mão caudal e, portanto, mais medial.

Procedimento


O procedimento para essa manobra de pressão intermitente é realizado em uma ação contínua. Contudo, será descrito aqui em seus vários estágios:

1. coloque o polegar na região lateral da parte inferior da coxa, proximal ao joelho. Mantenha os dedos retos e relaxados, repousando-os no lado medial. Mantenha a mão mais ou menos reta e o pulso levemente flexionado; neste estágio, as eminências tenar e hipotenar não tocam os tecidos. A ação do pulso controla o movimento da mão e. assim, exerce um papel importante nessa técnica; aplique pressão muito suave e igual com os dedos e o polegar. Observe que essa pressão deve afetar apenas os tecidos superficiais, e uma aplicação profunda comprimiria os vasos linfáticos, obstruindo-os; mantenha essa pressão leve e, com a mão na mesma posição, aplique um alongamento suave e simultâneo nos tecidos de ambos os lados. O alongamento deve ser realizado em uma direção aproximadamente perpendicular e, portanto, na direção na maca de tratamento. O alongamento deve ser muito pequeno, suficiente apenas para tracionar os tecidos. É necessário ter cautela para não alongar além do ponto em que os tecidos "cedem";




4. a seguir, abaixe o punho e gire-o em sua extensão. Com isso, você também pode mover os dedos e o polegar em um arco para apontá-los em direção à cabeça. Durante essa manobra, mantenha a preensão nos tecidos para alongá-los na mesma direção. Evite qualquer deslizamento dos dedos e do polegar e não amplie o alongamento além do ponto em que os tecidos "cedem";

5. Solte a pressão e o alongamento e flexione o punho, de modo que a mão volte a uma posição ereta. Repita o procedimento várias vezes. Realize o movimento em um ponto proximal ao joelho, na extremidade mais distal da coxa, e depois repita-o no joelho.

Técnica de pressão intermitente

O pé (região anterior)
Postura do profissional
Sente-se ao pé da maca. Repouse o calcâneo do paciente em uma toalha dobrada para elevar o pé e possibilitar o alcance confortável da parte posterior do maléolo.

Procedimento para a técnica de pressão intermitente no lado anterior do maléolo


Posicione as mãos uma em cada lado do tornozelo. Coloque os dedos na parte anterior do maléolo, fazendo contato com a ponta dos dedos e mantendo-os planos com a superfície da pele. Pressione suavemente com a ponta dos dedos para comprimir o fluido e apreender os tecidos. Tracione os tecidos em um "arco", para o lado anterior do tornozelo e para o joelho. Solte a pressão e permita que os tecidos voltem a seu estado normal. Repita o procedimento algumas vezes.

Depois, reposicione os dedos para tratar outra região. Continue com esse método na superfície anterior do tornozelo.

Procedimento para a técnica de pressão intermitente no dorso do pé


Como essa técnica é uma continuação daquela aplicada em torno do tornozelo, continue usando os mesmos dois dedos. Coloque-os transversalmente ao dorso do pé ou em pequeno ângulo entre um e outro. Adote um método similar ao aplicado no tornozelo. Exerça pequena pressão com a ponta dos dedos, enquanto alonga os tecidos simultaneamente para um ponto intermediário e em direção ao joelho. Tendo aplicado a manobra algumas vezes em uma área, mude a posição dos dedos para repetir a rotina em outra área, até ter coberto toda a região do dorso. Também pode ser útil estender a manobra para os dedos dos pés, embora estes sejam drenados quando o dorso e o tornozelo estão livres de edema.

Procedimento para a técnica de pressão intermitente

no lado posterior do maléolo
Realize a técnica de pressão intermitente na parte posterior do maléolo e em cada lado do tendão-de-aquiles. Introduza pressão leve com a ponta dos dois dedos. Continue agarrando os tecidos enquanto os alonga na mesma direção em "arco", para o lado anterior do tornozelo e para o joelho. Posicionar os dedos em cada lado do tendão-de-aquiles pode ser difícil, especialmente se você fez rotação lateral no pé do paciente. Portanto, pode ser melhor tratar um lado de cada vez e usar a mão que não está massageando para segurar e apoiar o pé. Colocar uma toalha dobrada sob o calcâneo também pode facilitar a execução da técnica.

Técnicas de deslizamento linfático

A perna (região anterior)
Deslizamento linfático no joelho e

na coxa (região anterior)


Se você executar essa manobra na postura ereta, talvez descubra que é mais confortável realizá-la sentado. Também é mais fácil manter contato com as mãos e mantê-las relaxadas quando você está sentado. Coloque as mãos em cada lado do joelho. Faça contato com os dedos e com a palma de cada mão, mantendo-as relaxadas e planas com a superfície da pele. Comprima os tecidos marginalmente, exercendo uma pressão uniforme com ambas as mãos. Começando abaixo do próprio joelho, faça deslizamento na direção cefálica. Corra suas mãos por cada lado do joelho e depois deixe que se encontrem bem acima dele. Continue a manobra ao longo da coxa com as mãos próximas uma da outra. Quando alcançar confortavelmente um ponto na coxa proximal, levante as mãos e leve-as de volta à área do joelho. Repita a manobra várias vezes.

Deslizamento linfático na coxa - região ântero-lateral
Coloque ambas as mãos na região lateral da coxa, no ponto mais distai. Faça contato com os dedos, a palma e as eminências tenar e hipotenar. Ajuste os dedos de modo que apontem para a área inguinal. Use apenas o peso das mãos para o deslizamento, já que a manobra se assemelha mais a "arrastar" as mãos sobre a pele. Essa pressão leve é suficiente para drenar o fluido através dos vasos superficiais; uma aplicação mais forte iria comprimi-los e obstruí-los. Pode ser útil visualizar, bem abaixo da pele, uma camada de fluido que está sendo levada a fluir por canais muito finos e delicados. Realize deslizamento na direção dos gânglios inguinais. Mantenha as mãos juntas e mova-as lentamente; complete a manobra em 6 segundos. Termine cada manobra antes de chegar aos gânglios inguinais, depois levante as mãos e leve-as de novo até a posição mais distai. Repita a manobra várias vezes, arranjando as mãos em diferentes posições para massagear toda a região da coxa. Use pouca lubrificação para que as mãos possam ser movidas suavemente sobre a pele.

Deslizamento linfático na coxa - região ântero-medial


Para massagear a região ântero-medial da coxa, coloque-se na postura ereta e posicione as mãos na região. Curve os dedos em torno da coxa e aponte-os para a maca. Mantenha essa relação entre as mãos e a coxa e execute o deslizamento a partir da extremidade distai para os gânglios inguinais. Um método alternativo é permanecer no nível da pelve do paciente e colocar uma mão no lado medial da coxa, realizando o deslizamento suavemente na direção dos gânglios inguinais. Mantenha a mão relaxada e em pleno contato com a pele. Aplique pouca pressão e execute a manobra muito lentamente.

Deslizamento linfático na região inferior

da perna (anterior)
Sente-se ao pé da maca de tratamento para realizar essa manobra de deslizamento. Coloque as mãos uma em cada lado da parte inferior da perna, fazendo contato com os dedos e com a palma de cada mão. Comece a técnica na extremidade distai da parte inferior da perna e continue a manobra em direção a cada lado do joelho. Desde que seja confortável, estenda a manobra para incluir a coxa, já que isso ajuda a drenar o fluido para os gânglios inguinais. A seguir, levante as mãos e leve-as de volta à área do tornozelo. Repita a manobra várias vezes (ver Figura 2.16).

Deslizamento linfático no tornozelo e no pé


Para essa manobra, você pode sentar-se na borda da maca ou em uma cadeira. Qualquer uma dessas posições deve permitir a execução da massagem de modo lento e sem exercer nenhuma pressão. Coloque uma mão atravessada sobre o dorso do pé, mantendo os dedos relaxados e curvados em torno de seu contorno.

Apoie o pé na superfície plantar com a outra mão. Realize o deslizamento sobre o dorso do pé e sobre o tornozelo, aplicando uma leve pressão, e continue o movimento para a parte inferior da perna. Erga suavemente a mão e posicione-a no pé para reiniciar o deslizamento. Repita o procedimento algumas vezes.
Técnica de pressão intermitente

A coxa (região posterior)
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, ao lado da maca. Essa posição é a mais apropriada para massagear a região medial da coxa; entretanto, para massagear o lado lateral, você precisa mover-se para o outro lado da maca de tratamento e reassumir a postura ereta. Realize o deslizamento daquele lado da maca de tratamento, inclinando-se para colocar suas mãos na região externa da coxa.

Procedimento para a técnica de pressão intermitente no lado medial da coxa (decúbito ventral)
O procedimento para essa técnica é similar ao executado na região anterior da coxa (Figura 6.18). Coloque ambas as mãos, próximas uma da outra, na parte póstero-medial da coxa e próximas às nádegas. Usando principalmente os dedos, aplique uma pressão suave e alongue os tecidos em uma direção em "arco", na direção da maca de tratamento e dos gânglios inguinais. Esse movimento pode ser traduzido como um sentido anti-horário, na massagem da perna esquerda, e horário, na da perna direita. Solte a pressão e alongue completamente, permitindo que os tecidos voltem a seu estado normal de relaxamento. Repita o procedimento várias vezes, depois mova as mãos mais para baixo da coxa e repita-o. Continue com esse método ao longo da extensão da coxa para o joelho.

Procedimento para a técnica de pressão intermitente no lado lateral da coxa (decúbito ventral)


Vá para o outro lado da maca de tratamento e coloque-se na postura ereta. Alcance a região contralateral da coxa e coloque as mãos na região lateral. Aplique a mesma pressão intermitente nos tecidos e, simultaneamente, alongue-os na direção da maca e da pelve. Esta é uma manobra no sentido horário ao massagear a coxa esquerda, e anti-horário a perna direita. Comece pela extremidade proximal e repita o procedimento ao longo da coxa para a fossa poplítea.

Técnica depressão intermitente

A panturrilha
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, com um pé atrás do outro. Posicione-se ao lado da maca de tratamento e gire o corpo para ficar na direção cefálica (rumo à cabeça do paciente).



Procedimento
Com o corpo posicionado de frente para o pé da maca de tratamento, coloque a mão mais medial na panturrilha do paciente. Repouse o polegar no lado lateral da panturrilha e os dedos na região medial. Adote a mesma técnica de pressão intermitente usada para o joelho. Aplique pressão suave com o polegar e os dedos, enquanto a mão fica mais ou menos reta. Mantenha essa pressão nos tecidos e alongue-os na direção da maca de tratamento e da fossa poplítea; o alongamento deve ser contínuo e formar um "arco". Para executar essa ação, estenda o punho para conseguir baixar a mão e girar os dedos e o polegar juntos na direção da fossa poplítea (Figura 6.24b). Tenha o cuidado para não alongar além do ponto em que os tecidos "cedem" e não deslizar as mãos. A seguir, solte a pressão para permitir que os tecidos retornem ao seu estado normal de relaxamento antes de o procedimento ter continuidade. Comece pela extremidade superior da panturrilha e, tendo aplicado o movimento algumas vezes, reposicione as mãos em uma posição mais caudal (rumo aos pés). Repita a manobra e continue da mesma maneira ao longo da extensão da panturrilha.


Técnica de pressão intermitente

O tendão-de-aquiles e o maléolo
Procedimento
Sente-se na extremidade inferior da maca de tratamento. Para auxiliar a drenagem linfática, eleve a parte inferior da perna do paciente, colocando uma almofada ou uma toalha dobrada sob o pé ou o tornozelo. Coloque as pontas de dois dedos em cada um dos lados do pé, próximo ao maléolo e ao tendão-de-aquiles. Pressione suavemente os tecidos, com as pontas dos dedos unidas. Mantenha essa pressão suave e alongue os tecidos em uma direção posterior, rumo à fossa poplítea. As camadas da fáscia geralmente estão rígidas nessa região; a faixa de amplitude de movimento, portanto, é um pouco limitada. Solte a pressão e deixe o tecido voltar ao estado normal de repouso, depois repita o procedimento na mesma área. Continue em outras regiões do maléolo e do tendão-de-aquiles.
Técnica de deslizamento linfático

A coxa (região posterior)
Postura do profissional
Sente-se ao lado da maca de tratamento e alinhe-se com os joelhos do paciente. Gire todo o corpo para poder massagear os lados medial e lateral da coxa sem retorcer o tronco.
Procedimento para o deslizamento linfático na região póstero-medial
Coloque suas mãos na linha mediana da coxa, proximal à fossa poplítea. Ajuste a posição das mãos de modo que fiquem relaxadas durante toda a manobra e você possa movê-las sem tensionar os pulsos. Não é necessário que as mãos estejam paralelas uma à outra ao massagear a região póstero-medial da coxa. A mão mais lateral, por exemplo, pode estar ligeiramente oblíqua à medial; essa associação pode ser alterada durante o movimento, para permitir um deslizamento uniforme. Os canais linfáticos na região posterior da coxa seguem duas direções ao partirem da linha mediana; portanto, o deslizamento linfático é realizado ao longo desses mesmos trajetos. Massageie o lado póstero-medial, começando pela linha mediana e deslizando as mãos suavemente, bem devagar, em direção diagonal pela coxa. Siga o canal linfático, na direção do lado medial e dos gânglios inguinais. Continue até a extremidade proximal da coxa. A seguir, erga as mãos, coloque-as novamente na região mais distai e repita a manobra. Uma quantidade

mínima de lubrificante pode ser necessária para facilitar o movimento.



Procedimento para o deslizamento linfático na região póstero-lateral


Enquanto massageia a área póstero-lateral da coxa, ajuste a posição de suas mãos de modo que consiga movê-las pelos tecidos mais externos sem tensionar os punhos. Não é essencial que as mãos apontem para a pelve do paciente; a mão lateral pode estar atravessada sobre a coxa ou em um ângulo confortável. Mova as mãos juntas e realize a mesma manobra de deslizamento lento, partindo da linha mediana para a borda externa da coxa, rumo ao trocanter maior. Essa manobra segue a direção da drenagem linfática para os gânglios inguinais. Tendo completado a manobra até a extremidade proximal da coxa, leve as mãos de volta à linha mediana e repita o procedimento.


Técnica de deslizamento linfático

A perna (região posterior)
Postura do profissional
Sente-se na extremidade inferior da maca de tratamento. Coloque uma almofada baixa ou uma toalha dobrada sob o pé do paciente para promover a drenagem linfática para a fossa poplítea.

Procedimento


Coloque as mãos uma em cada lado da panturrilha e do tendão-de-aquiles. Mantenha ambas as mãos relaxadas, com os dedos e com as palmas planas. Execute o deslizamento na direção da fossa poplítea com movimentos lentos e pressão mínima, arrastando as mãos sobre os tecidos, sem exercer nenhum peso.

Após completar o movimento até a fossa poplítea, erga as mãos e leve-as até a extremidade distai. Repita a manobra várias vezes.
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TÉCNICAS PERCUSSIVAS NOS

MEMBROS INFERIORES


Efeitos e aplicações
■ As técnicas percussivas podem ser aplicadas aos músculos maiores, como os do membro inferior. Entretanto, não é necessário incluí-las na rotina geral de massagem corporal, especialmente se a finalidade principal da massagem for o relaxamento. Os efeitos e as aplicações são comuns a todas as técnicas percussivas.

■ As manobras percussivas causam hiperemia nos tecidos superficiais e musculares.

■ Elas também estimulam os terminais nervosos, resultando em minúsculas contrações e em aumento geral do tônus dos músculos esqueléticos. Conseqüentemente, são com freqüência usadas como parte de uma rotina de aquecimento ou de tonificação. Elas podem ser aplicadas na maioria das regiões do corpo, mas são usadas predominantemente nos músculos do membro inferior.

■ As manobras percussivas variam em termos de pressão. Portanto, devem ser usadas de acordo com o estado e com o tamanho dos tecidos. A percussão, por exemplo, é aplicável à extremidade distai do grupo muscular no tendão, enquanto pancadas são mais úteis na região mediana, onde a massa muscular é maior.

■ O tecido adiposo não exige técnicas de percussão pesada, como golpes com o punho. Esse tipo de manobra pesada é, na verdade, contra-indicado no tecido adiposo e ainda mais na celulite.

Postura do profissional


A aplicação de manobras percussivas não é um exercício cansativo, desde que você esteja na postura correta e trabalhando confortavelmente. Algumas das técnicas são mais indicadas para o lado ipsilateral do corpo, enquanto outras são realizadas a partir do lado contralateral. A posição é diferente em cada caso: permaneça na postura de t´ai chi para executar as manobras no lado ipsilateral do corpo e assuma a postura ereta ao massagear a partir do lado contralateral. Mantenha os braços relaxados e em posição confortável, afastados do corpo. Mantenha as costas retas, em todos os momentos.

Percussão com os dedos mínimos
A percussão nas regiões lateral e posterior da coxa é realizada a partir do lado contralateral. Mantenha as mãos, com os dedos retos e separados, acima da área percutida. A técnica de percussão é iniciada e controlada por uma ação rápida de percussão do punho. Dobre o punho em abdução, o que fará a mão se levantar. A seguir, flexione o punho em adução e golpeie os tecidos com o dedo mínimo, permitindo que os outros dedos recaiam em cascata uns sobre os outros e fiquem temporariamente juntos. Abduza o punho e os dedos novamente, usando uma ação rápida de piparote. Abra os dedos de novo enquanto golpeia simultaneamente os tecidos com a segunda mão. Continue com essa manobra alternada em toda a extensão da coxa. O lado medial da coxa pode ser muito sensível ao movimento de percussão; assim, a técnica geralmente não é executada nessa região. Se for aplicada, o lado mais útil é o ipsilateral.

Percussão com os dedos curvados
Flexione as articulações interfalangianas, de modo que os dedos sejam curvados e as pontas fiquem afastadas da palma. Mantenha os dedos próximos uns dos outros e, usando uma ação de percussão similar àquela já descrita, golpeie os tecidos com o dedo mínimo de cada mão encurvado. Use apenas a borda externa dos dedos, e não a borda ulnar dos ossos do metacarpo.

Continue com as manobras percussivas alternadas ao longo de toda a extensão da coxa. Essa técnica é levemente mais forte que a percussão com os dedos mínimos e, por isso, muito adequada aos músculos grandes, como os da parte central da coxa. Você também pode executar a mesma técnica na panturrilha.


Percussão com o punho semicerrado
Coloque-se na postura ereta, no lado contralateral da maca de tratamento. Flexione as articulações interfalangianas de modo que feche a mão. Mantenha as pontas dos dedos retas e repouse-as nas eminências tenar e hipotenar; mantenha os dedos levemente relaxados e soltos. Use o lado palmar do punho para golpear os tecidos, evitando o uso das articulações dos dedos. Realize a ação com uma ligeira flexão do pulso. Alterne o movimento com a outra mão e mantenha-o ao longo da extensão da coxa. Golpear com o punho plano é uma técnica mais profunda ou alternativa para o movimento anterior.

Tapotagem
Para aplicar a manobra percussiva, flexione o braço no cotovelo com pouca ou nenhuma flexão no punho. Golpeie os tecidos com a mão em concha, produzindo um som profundo. Erga a mão sem a ação de percussão do punho e, simultaneamente, golpeie a mesma área de tecido com a outra mão. Continue com essa manobra alternada em concha sobre toda a extensão da coxa.


Dígito-percussão
Comece essa técnica com a palma aberta e com os dedos juntos e retos. Golpeie os tecidos com todos os dedos. Acrescente uma flexão rápida das articulações metacarpofalangianas enquanto executa a ação de golpeamento. Essa manobra aplica piparotes nos tecidos e desloca os músculos das camadas subjacentes; conseqüentemente, instiga uma contração reflexa das fibras musculares. Repita a mesma manobra de dígito-percussão com a outra mão. Continue com essa técnica alternada por alguns segundos antes de avançar para outra região.

TÉCNICAS SUPLEMENTARES

PARA OS MEMBROS INFERIORES:

O PACIENTE EM DECÚBITO LATERAL


O paciente pode deitar-se na posição de recuperação, com a perna que se encontra em posição superior flexionada no quadril e no joelho. Apoie o joelho superior em almofadas ou em toalhas dobradas e ofereça um estofamento similar à cabeça e ao tronco. É fundamental que o paciente esteja em posição segura e confortável, que deve ser mantida durante todo o tratamento. Para realizar o movimento de massagem, permaneça ao lado da maca de tratamento ou sente-se em uma cadeira. Para alguns movimentos, pode ser mais prático sentar-se na borda da maca de tratamento.

As técnicas descritas neste tópico foram divididas em dois conjuntos: um para ser aplicado na perna que repousa na maca de tratamento (a perna de baixo) e outro para a perna que está por cima. Realize ambos os conjuntos de manobras enquanto o paciente estiver deitado de um lado e, depois, repita-os quando o paciente estiver deitado no lado oposto.

Efeitos e aplicações
■ A massagem nos membros inferiores pode ser aplicada com o paciente deitado de lado. Essa posição é útil em diversas situações - por exemplo, para mulheres grávidas, pessoas com excesso de peso ou idosas, pacientes que sofreram cirurgia abdominal ou que apresentam problemas lombares. Na maioria dessas condições, a circulação do membro inferior tende a ser prejudicada. Técnicas como deslizamento e compressão são, portanto, indicadas e apresentam grande benefício. As técnicas citadas neste tópico são as mesmas que as explicadas para o paciente em decúbito ventral ou dorsal. Além disso, os efeitos e as aplicações são comuns a todas as técnicas. Por isso, como já foram descritos nos tópicos anteriores, não serão repetidos aqui.

Técnica de deslizamento

Deslizamento na perna que está por baixo
Postura do profissional

Coloque-se na postura de esgrimista, no lado ipsilateral da maca de tratamento. Alinhe-se com a parte inferior da perna do paciente e olhe para a direção cefálica (mais próxima da cabeça). Transfira seu peso corporal para a perna dianteira para exercer alguma pressão no final da manobra.

Procedimento para deslizamento na região

póstero-lateral da coxa


Coloque a mão mais lateral na coxa do paciente, com o polegar na região medial e os dedos aproximadamente na região lateral. Ajuste a mão mais medial no lado anterior da coxa e mantenha essa posição para apoiar e estabilizar a coxa enquanto executa o deslizamento com a outra mão. Aplique alguma pressão e uma compressão suave entre os dedos e o polegar da mão mais lateral. Aplique o deslizamento na direção cefálica, sobre a região póstero-lateral da coxa. Flexione o joelho dianteiro e desloque o peso corporal para a frente para acrescentar pressão no final da manobra. Quando chegar à extremidade proximal da coxa, eleve a mão e coloque-a na extremidade inferior, superior ao joelho. Repita o procedimento se necessário. O mesmo método de deslizamento pode ser aplicado na parte inferior da perna.


Procedimento para deslizamento no lado

ântero-medial da coxa


Para realizar o deslizamento na região ântero-medial da coxa, coloque uma mão de cada lado, como para o movimento anterior. Aplique o movimento de deslizamento com a mão medial e um movimento de contraforça com a mão lateral. Faça o deslizamento a partir do joelho para a extremidade superior da coxa; depois, erga a mão e leve-a de volta à extremidade inferior para repetir o movimento de deslizamento. Um método similar de deslizamento pode ser aplicado à parte inferior da perna.

Técnica de compressão

Amassamento na coxa que está por baixo
Postura do profissional


Coloque-se na postura de t´ai chi, no lado ipsilateral da maca de tratamento. Uma postura alternativa para massagear a perna que está por baixo é sentar-se em uma cadeira perto da maca de tratamento.

Procedimento


Coloque os dedos da mão caudal na região anterior da coxa esquerda e o polegar da mão cefálica no lado posterior. Aplique pressão com os dedos e com o polegar para comprimir os tecidos. Talvez seja necessário substituir o polegar pela região tenar da mão para permitir maior pressão e diminuir o risco de estressa o polegar. Mantenha essa compressão enquanto ergue os dedos e aplique uma pequena torsão no sentido horário (Figura 6.35). Depois, solte e relaxe as mãos. Deixe as mãos escorregarem para as bordas externas, com a mão mais caudal movendo-se para a região posterior da coxa e a mão mais cefálica para o lado anterior. Depois, amasse novamente os tecidos, usando os dedos da mão cefálica para pressionar contra o polegar da mão caudal. Mantenha a compressão enquanto ergue e retorce os tecidos no sentido anti-horário. Solte e relaxe as mãos novamente, depois leve-as de volta às bordas externas e repita a técnica.


Técnica de compressão

Amassamento na panturrilha que está por baixo
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, no lado contralateral da maca de tratamento (isto é, no lado anterior do paciente) para massagear a panturrilha oposta, que está em posição inferior.

Procedimento

Essa técnica é similar à descrita para a coxa. Para a panturrilha direita, comprima os tecidos com os dedos da mão mais caudal contra o polegar da mão cefálica. Acrescente uma leve ação de torsão no sentido horário e depois solte os tecidos e repita a compressão e a torsão com os dígitos opostos (isto é, com os dedos da mão cefálica contra o polegar da mão caudal). Continue com essa técnica de amassamento alternado, conforme necessário.





Massagem linfática

Pressão intermitente na coxa que está por baixo
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, no lado ipsilateral da maca de tratamento. O paciente deita-se de lado, com a perna de cima flexionada no joelho e no quadril e com o corpo virado na direção da maca de tratamento.

Procedimento


Coloque ambas as mãos na região medial da coxa, próximo à área dos gânglios inguinais. Mantendo as mãos relaxadas, aplique uma pressão suave com os dedos planos, comprimindo o fluido nos tecidos superficiais. Mantenha esse contato com a pele e alongue os tecidos na direção da coxa anterior e dos gânglios inguinais, descrevendo um arco com as mãos. Alivie a pressão, permitindo que os tecidos voltem ao seu estado normal de repouso antes de reiniciar a técnica. A ação de aplicar a pressão, alongar e soltar os tecidos perfaz a manobra completa. Esta, portanto, é realizada como um processo contínuo. Aplique a técnica em toda a região da coxa. Além da técnica de pressão intermitente, você pode aplicar deslizamento linfático na coxa que está por baixo (para isso, fique sentado). Ambas as técnicas podem ser executadas na parte inferior da perna e no tornozelo.


Técnica de deslizamento

Deslizamento na perna que está por cima
Postura do profissional

Coloque-se na postura de vaivém, no lado anterior do paciente. Ajuste sua posição para estender confortavelmente os braços por toda a extensão da coxa, e desloque seu peso corporal para o pé dianteiro para colocar pressão no final da manobra. Apoie o joelho de cima do paciente em uma almofada ou toalha dobrada.

Procedimento
De frente para o paciente, coloque a mão mais cefálica na extremidade distai da coxa, bem acima do joelho. Repouse a outra mão na pelve do paciente ou na extremidade superior da coxa para conseguir estabilizar a perna. Um arranjo alternativo é colocar a mão mais caudal sobre a mão que massageia para aumentar a pressão do movimento.

Curve os dedos da mão que massageia em torno da região anterior da coxa e o polegar em torno do lado posterior. Comprima os tecidos levemente com os dedos e o polegar. Execute o deslizamento a partir da extremidade distal da coxa para a região proximal. Incline-se para a frente para aplicar pressão, levantando levemente o calcanhar do pé traseiro para melhorar a manobra. Quando alcançar o trocânter maior, erga a mão e leve-a para a extremidade distai. Repita várias vezes.



Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos na coxa

que está por cima
Postura do profissional

Coloque-se na postura de vaivém, no lado anterior do paciente. Transfira seu peso corporal para o pé dianteiro para colocar pressão no final do movimento. Apoie o joelho que está por cima em uma almofada ou toalha dobrada.

Procedimento
Feche a mão mais caudal, alinhando as pontas dos dedos nas eminências tenar e hipotenar. Coloque a mão em punho na região póstero-lateral da coxa que está por cima. Empurre o polegar da mão cefálica dentro da mão em punho para interligá-las. Pouse a palma e os dedos da mão cefálica em torno da região ântero-lateral da coxa. Começando pela extremidade distai da coxa, execute o deslizamento, para cima com as mãos interligadas. Continue o movimento rumo à extremidade proximal. Aplique pressão com a mão em punho (evitando atingir os tecidos com as articulações dos dedos) e também com a palma e dedos correspondentes. Adicione pressão no final da manobra deslocando o peso de seu corpo para o pé dianteiro e levantando o calcanhar do pé traseiro. Quando chegar à extremidade mais proximal da coxa, solte a pressão e leve as mãos de volta à extremidade distai. Repita a manobra várias vezes. Nesta região, o deslizamento realizado com os punhos também pode ser aplicado com ambas as mãos.


Técnica de compressão

Compressão da coxa que está por cima

Postura do profissional



Coloque-se na postura de vaivém, no lado anterior do paciente. Posicione a coxa de cima do paciente próximo à borda ipsilateral da maca de tratamento; esse arranjo permite que você estenda suas mãos para a coxa sem curvar-se demais para a frente.

Procedimento


Posicione as mãos na coxa que está por cima. Coloque as eminências tenar e hipotenar de ambas as mãos na faixa iliotibial. Curve os dedos da mão mais medial em torno da região posterior da coxa e os dedos da mão mais lateral em torno do lado anterior. Aplique pressão com as eminências tenar e hipotenar de ambas as mãos e comprima os tecidos contra os dedos. Mantenha a pressão enquanto rola os tecidos para a frente e sobre a ponta dos dedos. Tenha cuidado para não deslizar as mãos sobre os tecidos ou puxar demais a pele. A seguir, elimine completamente a pressão e leve as eminências tenar e hipotenar de ambas as mãos à posição mais lateral, mantendo o contato com a ponta dos dedos. Repita o procedimento em toda a região da coxa.

Movimentos alternativos de compressão
1. Em vez de usar as duas mãos simultaneamente, como descrito, você pode aplicar a mesma técnica de compressão com uma só mão de cada vez. Se optar por este método, será mais fácil ficar de pé na frente do paciente, para comprimir o lado posterior da coxa, e atrás do paciente, para tratar a região anterior.

2. Uma segunda opção para a técnica de compressão é o movimento de compressão, similar ao usado na coxa que está por baixo.

Capítulo 7

O abdome

OBSERVAÇÕES E CONSIDERAÇÕES
Além das informações obtidas na anamnese, o abdome deve ser observado e avaliado quanto à presença de qualquer problema que contra-indique o tratamento por massagem.

Deve ser salientado que o diagnóstico de problemas abdominais exige conhecimentos que estão além do âmbito deste livro. Contudo, os sinais e sintomas relevantes que envolvem problemas comuns do abdome e de suas vísceras são aqui oferecidos no intuito de proporcionar conhecimentos básicos para o terapeuta. Informações adicionais são fornecidas no Capítulo 4.

Para observação e massagem do abdome, o paciente deita-se com os braços em repouso sobre a maca ou sobre seu próprio tórax. Os braços não devem estar acima da cabeça, o que alongaria os tecidos abdominais e dificultaria a palpação. A massagem também tende a ser desconfortável se os pacientes estiverem com a bexiga ou o estômago cheios.




Tabela 7.1 Regiões e planos do abdome

Regiões do abdome

1. Hipocôndrio direito

2. Hipocôndrio esquerdo

3. Região lombar direita

4. Região lombar esquerda

5. Região ou fossa ilíaca direita

6. Região ou fossa ilíaca esquerda

7. Epigástrio

8. Região umbilical

9. Hipogástrio

Planos da parede abdominal

A. Linha clavicular mediana direita — do meio da clavícula até o meio do ligamento inguinal.

B. Linha clavicular mediana esquerda.

C. Plano transpilórico - intermediário entre a divisão supra-esternal e a borda superior do osso púbico. Ele também pode ser descrito como posicionado um palmo abaixo da articulação xifoesternal, ou no nível da nona cartilagem costal. Na posição anatômica (de pé), o piloro está 3-10 cm abaixo desta linha.

D. Plano transtubercular. O tubérculo (saliência óssea) está a cerca de 5 cm para trás, a partir da espinha ilíaca ântero-superior.



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