Manual de Massagem Terapêutica



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■ Problemas no sistema respiratório com freqüência levam as alterações nos tecidos, que tendem a ser áreas de hipersensibilidade, tensão e congestão. Na maioria dos distúrbios, elas podem ser tratadas com deslizamento, técnica neuromuscular e movimentos de vibração. As zonas reflexas incluem:


a. toda a região torácica posterior, em ambos os lados; a maior tensão é encontrada ao longo dos músculos paravertebrais;

b. maior tensão entre a escapula e a coluna;

c. maior tensão ao longo da borda occipital;

d. tensão nas fibras anteriores do deltóide, esquerdo e direito;

e. tecidos ao longo das costelas inferiores e fibras laterais do músculo grande dorsal;

f. a inserção e fibras do esternomastóideo;

g. tendões do grande dorsal e peitoral maior na região da axila.


Enfisema pulmonar
Enfisema é uma doença crônica do sistema respiratório na qual os espaços de ar distais aos bronquíolos terminais

ficam aumentados, enquanto as paredes dos bronquíolos estão sujeitas a alterações degenerativas. A característica principal da doença é a falta de ar durante o esforço. Alguns pacientes não sentem falta de ar, mas desenvolvem insuficiência cardíaca; outros têm uma taxa respiratória alta. A bronquite quase sempre é uma complicação adicional, indicada pela presença de tosse e produção de secreção. Como resultado, os músculos respiratórios são estressados e tendem a ficar tensos e congestionados. As costelas ficam em posição horizontal, e o diafragma aparece plano na radiografia. O movimento e a realização de exercícios ficam limitados; conseqüentemente, a circulação sistêmica é prejudicada e a toxicidade se acumula.


■ No enfisema crônico, o paciente é incapaz de se deitar em decúbito dorsal ou ventral e, portanto, seu tratamento é realizado enquanto está sentado ou deitado de lado. A massagem é indicada para aumentar a circulação sistêmica e também para a drenagem linfática. A excursão das costelas e a respiração são auxiliadas pela massagem nos músculos respiratórios. A melhor captação de oxigênio nos pulmões reduz a hipoxia e a necessidade de oxigenoterapia. Tapotagem nas costas podem ajudar a soltar a excreção. Sempre que possível, a massagem no abdome é incluída para auxiliar na digestão e na circulação portal. A obesidade é um dos fatores que exacerbam o enfisema, e a massagem pode ser incluída como parte de um programa de redução de peso.

SISTEMA URINÁRIO


Inflamação renal
A maioria das condições patológicas relacionadas ao mau funcionamento dos rins envolve algum grau de infecção e inflamação. Dois casos típicos são a cistite recorrente e a pielite (inflamação da pelve dos rins). Como a área dos rins é, em si mesma, muito sensível à palpação, a massagem local é contra-indicada. O mau funcionamento dos rins pode causar dor generalizada na área das virilhas, que inclui a região lombossacral, ambos os lados do tronco inferior e as bordas laterais das nádegas e a parte superior das coxas. A dor nessas regiões nem sempre pode ser diferenciada da dor relacionada a distúrbios da coluna. Além disso, ardência no lado esquerdo ou direito da coluna torácica é fácil e incorretamente interpretada como tensâo muscular, e não como sinal de problema renal. O edema

local, sistêmico ou nos membros inferiores) é outro sinal de distúrbio renal.


■ Manobras de massagem sistêmica ou abdominal são aplicadas para a melhora na circulação para os rins. A drenagem venosa do órgão é um benefício adicional da massagem e igualmente vital para a função renal. A massagem linfática é empregada para drenar o edema, particularmente nos membros inferiores, que está associado com distúrbios renais. É importante ter em mente que, embora seja eficaz para o apoio na função renal e para a promoção do processo de cura, a massagem não trata nenhuma condição patológica, algumas das quais podem ter complicações muito graves.

■ Os efeitos combinados de massagem sistêmica podem aumentar a produção de urina e, com ela, a de toxinas. A massagem no abdome tem efeito similar; entretanto, precisa ser realizada com a anuência do médico do paciente porque os problemas renais estão associados com alta pressão arterial. Se a massagem abdominal chega a ser realizada, sua duração deve ser curta e limitada a movimentos de deslizamento para a circulação portal.

■ A doença renal pode levar às seguintes alterações teciduais, principalmente no lado do rim afetado, e a massagem é usada para tratar essas áreas para a obtenção de uma resposta reflexa no rim:

a. maior tensão na área da pelve e na área sacral, que pode também irradiar-se para baixo, para o trato iliotibial, e para cima, para a fáscia do grande dorsal, ao longo do segmento de T9 e T10, da coluna vertebral; a tensão e a sensibilidade tecidual podem estender-se ainda mais, para a região anterior e para a virilha;

b. aperto na área inferior das costelas, ao longo do dermátomo de T10;

c. uma pequena área de hipersensibilidade pode ser encontrada entre a escapula e a coluna vertebral, no nível de T4.



Cistite e distúrbios urinários
A inflamação da cistite ocorre sobretudo na bexiga. É comum em mulheres e especialmente freqüente durante a gravidez. Em homens, em geral é secundária à obstrução em virtude de aumento na próstata ou de rigidez da uretra. O bloqueio por qualquer razão intensifica a infecção, exacerba seus efeitos e prolonga o processo inflamatório. Em casos não-obstrativos, a infecção geralmente se deve à bactéria E. coli; entretanto, quanto existe uma oclusão, é comum haver infecções mistas, como pela bactéria Proteus e por Staphylococcus.
■ A massagem linfática é aplicada para ajudar a descongestionar áreas de edema, em particular a parte inferior do abdome. Como já observado, contudo, a massagem deve ser omitida em áreas de extrema sensibilidade. Outro efeito da massagem linfática é ajudar o sistema imunológico, que tende a estar enfraquecido.

■ Condições relacionadas à bexiga podem levar às alterações teciduais relacionadas a seguir. Essas áreas devem ser avaliadas em termos de sensibilidade e adequadamente tratadas:


a. tensão sobre a parte inferior do sacro;

b. tensão ao longo do trato iliotibial;

c. tensão ao longo dos dermátomos L3, SI e S2, incluindo a fossa popliteal;

d. tensão na área acima do osso púbico e na região anterior da coxa.




Cólica renal

É denominada cólica renal a dor na área abdominal que surge em uma de duas circunstâncias. O primeiro fator freqüente é um cálculo, que se aloja na bexiga, uretra ou pelve do rim. Às vezes, o cálculo é expulso pela urina. A expulsão é acompanhada de dor, que se irradia da área dos rins para o abdome e para a virilha. Um segundo grupo de catalisadores da cólica renal diz respeito a distúrbios renais, associados com espasmo na região dos rins e na direção da coxa.

■ A massagem na área abdominal tende a ser desconfortável e, portanto, é contra-indicada. A dor referida pode estender-se para as costas, que é similarmente omitida. Uma massagem suave pode ser tolerada e realizada nas outras zonas reflexas (consultar as zonas para a cistite).

Infecção do trato urinário
Por terem a uretra mais curta, as mulheres são mais afetadas por infecções do trato urinário que os homens. A probabilidade de ocorrência de uma infecção é maior nos anos sexualmente ativos e está altamente relacionada com a atividade sexual (por exemplo, cistite da lua-de-mel). A menstruação é outro fator causativo, já que baixa a resistência a infecções do trato urinário. Bactérias comuns responsáveis pela infecção incluem E. coli (um organismo normal no intestino), Streptococcusfaecalis, staphylococcus (raros) e Proteus vulgaris (associada com cálculos renais). A massagem não deve ser aplicada em pessoas nessa condição.

SISTEMA REPRODUTIVO


Menstruação
A menstruação ocorre quando a produção dos hormônios ovarianos, especialmente de progesterona, é reduzida. Essa adaptação hormonal resulta da não-fertilização do óvulo. A menstruação é precedida, com bastante freqüência, pela tensão pré-menstrual (tpm); esta condição, na verdade, é uma síndrome e, como tal, uma combinação de sintomas que vão da retenção hídrica até dores lombares e depressão. A retenção hídrica talvez seja o sintoma mais comum e ocorre devido ao aumento cíclico nos hormônios esteróides. A tpm também pode ser causada por mudanças endócrinas, como deficiência de progesterona, desequilíbrio de estrógeno/ progesterona e níveis aumentados de aldosterona.

A congestão pélvica é uma característica importante da tpm e pode também enviar dor para as costas, sobre o sacro, para o abdome inferior e para as coxas. A retenção hídrica é outra característica comum, que pode levar a hipersensibilidade e dor nervosa em algumas regiões, bem como a cefaléias.

Junto com essas mudanças encontram-se outras que afetam a fáscia. Em condições estáveis, a fáscia é um tecido flexível, que pode expandir-se com o aumento no acúmulo de fluido. Quando a fáscia é sujeita a estresses mecânicos, como padrões de postura e desequilíbrios, as células do fibroblasto no interior da fáscia são ativadas, levando a certas adaptações. As fibras de colágeno são depositadas, fazendo as fibras tornarem-se mais espessas e unirem-se umas às outras; uma vez que fica mais dura e inflexível, a fáscia torna-se incapaz de acomodar flutuações do fluido nos espaços intersticiais. A conseqüência dessa restrição é que qualquer acúmulo de fluido cria uma pressão adicional sobre os terminais nervosos, o que exacerba a dor. A disfunção da fáscia também pode fazer surgir pontos de gatilho, que às vezes são observados nos músculos cervicais. Os pontos de gatilho podem causar ou exacerbar cefaléias no período pré-menstrual.
■ O efeito relaxante da massagem é muito significativo, já que ajuda a diminuir a intensidade da tensão, irritabilidade, depressão e crises de choro. Entretanto, em alguns casos de TPM, todo o corpo pode estar tão tenso e sensível que o contato físico torna-se muito difícil. Exceto por isso, o tratamento pode ser feito, desde que seja confortável para a paciente. Técnicas de deslizamento superficial são as mais utilizadas para o alívio da dor. As manobras de amassamento podem ser acrescentadas com a progressão do tratamento.

■ Padrões de postura e desequilíbrios podem complicar e aumentar os sintomas de tensão pré-menstrual. A massagem é adotada para tratar a tensão e a disfunção nos músculos e, assim, reduzir estresses mecânicos, espasmos e fadiga.

■ Técnicas de massagem para o retorno venoso e a drenagem linfática são realizadas entre os períodos menstruais e antes da menstruação. O objetivo da massagem, neste caso, é remover a congestão e melhorar a eliminação de toxinas e fluido excessivo. O tecido das mamas também está suscetível à retenção de fluidos e pode, se apropriado, ser tratado com movimentos de massagem linfática.

■ A aplicação de técnicas de massagem para lidar com pontos de gatilho pode ser muito dolorosa em períodos de retenção hídrica. Uma vez que o edema tenha diminuído, contudo, a área pode ser tratada com pressão intermitente e alongamento passivo.



Gravidez
Os primeiros meses
Nos três primeiros meses da gravidez, ocorrem muitas mudanças hormonais e fisiológicas no corpo. A massagem não prejudica o feto nem perturba os processos naturais. Contudo, uma vez que este é um período muito delicado e importante para a gestante, é melhor evitar qualquer possível complicação. Assim, a massagem na área abdominal é contra-indicada nessa fase. Também é contra-indicada enquanto ocorrem enjôos matinais ou vômitos.

Período intermediário e últimos meses da gravidez


Os desequilíbrios de postura durante a gravidez fazem os músculos das costas e do pescoço suportarem muita tensão e apresentar fadiga. Eles podem-se tornar nodulares e abrigar pontos de gatilho. Em uma tentativa para estabilizar sua postura, a gestante tende a girar os quadris e a caminhar "como um pato". Isso leva a um mau funcionamento dos músculos iüopsoas e piriforme, em ambos os lados. A maior parte dos músculos envolvidos na postura realmente fica sob estresse, até certo ponto, e podem beneficiar-se do tratamento com massagem. É essencial que todos os movimentos de massagem sejam executados sem infligir dor à paciente. Os hormônios liberados em resposta à dor têm o efeito de elevar a pressão arterial, a freqüência respiratória e os batimentos cardíacos; por outro lado, a imunidade e o fluxo sangüíneo para o útero são rebaixados. A massagem no abdome, portanto, deve ser evitada, exceto pela realização de movimentos muito superficiais para a aplicação de cremes ou loções. A massagem também é contra-indicada quando surgem complicações durante a gravidez. A preocupação é compreensivelmente gerada por qualquer anormalidade da placenta (deslocamento ou distúrbio), do útero ou do cérvix. Os distúrbios que afetam o suprimento sangüíneo para o feto - por exemplo, alta pressão arterial e múltiplos fetos - são igualmente alarmantes. Durante a gravidez, a melhor posição para a paciente que recebe massagem é sentada ou deitada de lado. Neste último arranjo, almofadas e apoios são utilizados, para evitar que a gestante role sobre seu abdome. O decúbito dorsal é adotado apenas por breves períodos, já que o peso do feto nesta posição é concentrado sobre os principais vasos sangüíneos, como a veia cava inferior.

■ Com o progresso da gravidez, a massagem é usada para aliviar a dor na área lombar e também a dor ciática, que com freqüência está associada à tensão nos músculos lombares inferiores. As manobras de massagem nas costas são realizadas com a paciente sentada ou deitada de lado. O deslizamento realizado com os dedos ou palma das mãos é aplicado em cada lado da coluna, da área torácica para baixo, até o sacro. Isto é seguido por técnicas de coluna com o polegar nas mesmas áreas para liberar ainda mais os músculos paravertebrais. Conforme o tratamento por massagem estende-se para a porção torácica e para os ombros, manobras de amassamento e de deslizamento com o polegar são aplicadas para reduzir a tensão muscular.

■ Com a paciente deitada de lado ou de costas, manobras de deslizamento e amassamento são aplicadas às pernas para aliviar cãibras. As panturrilhas ficam suscetíveis a cãibras porque a gestante hiperestende os joelhos para contrabalançar o peso na frente.

■ As articulações precisam estar flexíveis durante o parto; sua flexibilidade é mantida por alongamento passivo, realizado com a paciente em posição supina.

■ A maleabilidade dos tecidos também é necessária, e é induzida por todos os movimentos de massagem, particularmente se executados com creme ou óleo adequados.

■ Técnicas de relaxamento são aplicadas durante toda a gravidez para estimular a produção das endorfinas naturais do corpo. É muito agradável pensar que o efeito calmante da massagem também se estende para o bebê, dentro do útero.

■ A constipação pode ocorrer durante a gravidez. Para evitar qualquer pressão profunda sobre o abdome, a massagem é aplicada apenas nas áreas reflexas, como coxas, nádegas e pés. É contra-indicada na presença de dor abdominal não relacionada com a gravidez do último estágio ou na ocorrência de diarréia persistente.

■ A massagem sistêmica apresenta diversos efeitos benéficos. Estimula a produção de secreções glandulares, que normalizam os níveis hormonais e seus efeitos e aumenta o suprimento de nutrientes para a placenta. O maior suprimento sangüíneo melhora o funcionamento dos órgãos e isso, por sua vez, ajuda na eliminação das toxinas. Como resultado, o nível de energia é elevado. Além disso, a melhora no fluxo sangüíneo aumenta o conteúdo de hemoglobina do sangue, o que evita ou baixa a severidade da anemia e reduz ainda mais a fadiga.

■ As manobras de massagem linfática e de deslizamento nos membros inferiores auxiliam no fluxo venoso e reduzem o acúmulo de fluido. A diminuição na congestão diminui a possibilidade de veias varicosas, embora a massagem seja omitida naquelas já desenvolvidas.

■ O períneo é massageado durante a gravidez para manter a flexibilidade e a elasticidade dos tecidos, diminuindo assim a necessidade de uma episiotomia durante o parto. Uma vez que pode não ser considerada ética a realização desse tipo de massagem pelo profissional, as instruções podem ser dadas à gestante ou a seu parceiro.

Trabalho de parto
■ Embora algumas mulheres prefiram não receber nenhum tipo de massagem durante o trabalho de parto, outras a consideram muito relaxante para aliviar a dor. Se aplicada, a massagem precisa adaptar-se aos procedimentos normais do trabalho de parto e ao trabalho de enfermeiros e médicos. Além disso, as técnicas de massagem não são planejadas com antecedência, mas aplicadas de acordo com as necessidades da paciente. Ocasionalmente, a mulher pode preferir pressão profunda; em outros momentos, apenas manobras leves são solicitadas ou nenhuma massagem, mas apenas um auxílio para a respiração.

■ As áreas de aplicação da massagem também podem variar. No primeiro estágio do trabalho de parto, pode-se localizar nas costas, no pescoço e nas pernas (sobretudo nas coxas). A pressão nas áreas sacral e das nádegas geralmente é muito eficaz para o alívio da dor e das contrações. Mas a massagem deve ser aplicada sempre que necessária, até mesmo no abdome. No segundo estágio do trabalho de parto, a paciente pode não desejar ser tocada nas costas; neste caso, movimentos tranqüilos na testa podem ser mais apropriados. A massagem nos pés é muito relaxante e útil quando outras regiões do corpo não podem ser trabalhadas. Encontrar a melhor posição para realizar a massagem pode ser difícil. Deitar a paciente de lado é uma escolha, recorrendo ao apoio de almofadas ou em um saco de areia. Sentar de pernas abertas em um banco também é um arranjo útil; neste caso, a paciente inclina-se para a frente sobre um saco de areia ou almofadas.

Período pós-natal
■ A massagem continua sendo aplicada no período puerperal (as primeiras seis semanas após o parto). A massagem sistêmica é realizada para a melhora da circulação e para a eliminação de fluidos excessivos. A melhora na circulação tem o benefício adicional de renovar os níveis de energia.

■ Os tecidos abdominais não devem ser alongados nesse período; as manobras de massagem nesses tecidos são realizadas apenas em uma direção, de lateral para mediana. Técnicas suaves para o cólon e para o cólon ilíaco podem ser incluídas se a constipação persistir. A massagem supostamente auxilia na involução do útero quando aplicada a cada 4 horas em direção horária. Entretanto, técnicas sobre o abdome (e, na verdade, sobre o corpo inteiro) são contra-indicadas até a cura completa dos tecidos cicatriciais de um parto por cesariana.

■ A dor lombar pode persistir por algum tempo após o parto, de modo que o tratamento nessa área deve ser mantido com o uso de deslizamento profundo com o polegar, deslizamento em um ponto e técnica neuromuscular. Manobras de deslizamento e amassamento também são executadas nos membros inferiores para reduzir as cãibras. No caso de dor intensa nas costas ou ciática, a paciente pós-natal pode necessitar tratamento para desalinhamentos nas regiões pélvica, sacral ou lombar.

■ No aspecto emocional, a massagem ajuda a nova mãe a relaxar e a se ajustar a seu novo papel. A redução dos níveis de estresse também é crucial para a estimulação da produção de leite.



Menopausa
Os sintomas associados à menopausa, estejam presentes na pré-menopausa, na menopausa ou nos seus estágios finais, podem ser aliviados pela massagem sistêmica. Uma vez que tende a elevar a pressão arterial, a massagem abdominal não deve ser realizada quando provoca ondas de calor na paciente. Por outro lado, os pontos de gatilho podem estar localizados na parede abdominal e, quando tratados, apresentam um alívio considerável. A dor musculoesquelética é uma característica comum da menopausa e, com freqüência, é persistente e forte. Manobras suaves de massagem são aplicadas para ajudar no alívio da dor. Além disso, o tratamento é aplicado nos pontos reflexos ativos e passivos, que tendem a se concentrar nas regiões occipital, cervical, interescapular, do esterno e epigástrica.

PEDIATRIA


Bebês prematuros
Os bebês prematuros nascem entre a 26ª. e a 28ª. semanas de gestação e, graças às técnicas médicas modernas, com freqüência sobrevivem muito bem. Nesse estágio precoce de vida gestacional, os bebês precisam de isolamento em berçários de cuidados intensivos para que possam enfrentar os riscos de doenças. Esses bebês, em geral, são suscetíveis a apnéia (pausas respiratórias) e bradicardia (diminuição da freqüência dos batimentos cardíacos), - sintomas que podem ser facilmente causados ou exacerbados pelo estresse.

No passado, o manuseio do bebê nos berçários de cuidados intensivos era restrito; atualmente é uma prática incentivada, por seu efeito terapêutico. O toque tem um efeito profundo sobre o desenvolvimento do bebê prematuro. Uma das pioneiras dessa abordagem é a Dra. Tiffany Field, do Jackson Memorial Hospital, em Miami, na Flórida (citado por Knaster. 1991). Constatou-se que os bebês submetidos a massagem e exercícios simples de flexão e extensão se desenvolviam muito melhor que os bebês de um grupo de controle que recebia o tratamento padronizado do berçário. Os bebês que recebiam estimulação tátil diariamente apresentavam um ganho de peso diário de 47%, considerado o melhor resultado de absorção alimentar. Os bebês massageados eram mais atentos, e seu comportamento amadurecia mais rápido que o dos bebês do grupo de controle. Além disso, ataques de apnéia e bradicardia ocorriam com menor freqüência nos bebês massageados. O estresse também era reduzido nesses prematuros; a mudança era indicada por baixos níveis de cortisol, que é o principal indicador de estresse. Em oposição aos temores iniciais de o toque de massagem poder causar hipoxia, descobriu-se que sua aplicação exercia um efeito tônico e melhorava o consumo de oxigênio. A melhora mais rápida nesses bebês significava que eles deixavam o hospital uma semana mais cedo que os bebês do grupo de controle (Research Report migb, 1992). Além disso, os bebês prematuros que haviam recebido massagem dos pais, nos períodos de cuidados intensivos, formavam vínculos melhores com eles, mais tarde. Os pais também mostravam maior interesse pelos filhos e tinham melhores habilidades e maior confiança para sua criação.

■ A massagem para o bebê prematuro em geral é feita no crânio, nos braços e nas pernas. Algumas áreas, como o tórax e o abdome, podem ser sensível demais ao toque. Os pés também podem estar muito sensíveis devido aos procedimentos médicos, como inserção de agulhas para a obtenção de sangue para testes. Contudo, a maior parte do desconforto nessas áreas deve-se à recordação do procedimento, e não à massagem em si mesma. Conforme se familiarizam com o toque, os bebês começam a reagir mais positivamente a ele.

Bebês expostos a drogas
A massagem tem sido usada beneficamente para bebês expostos a drogas durante a vida intra-uterina. Esses bebês nascem dependentes de drogas, com problemas fisiológicos e psicológicos; são incapazes, por exemplo, de interagir com outros ou de receber qualquer conforto. Também são muito irritáveis, neurologicamente desorganizados, mamam de forma inadequada e passam a maior parte do tempo dormindo ou chorando. O contato pelo toque da massagem incentiva-os a se relacionar com outra pessoa e a relaxar lentamente. Ao aceitarem o toque reconfortante da massagem e se sentirem seguros, esses bebês conseguem liberar suas emoções e -a recuperam melhor.

■ A escolha das técnicas de massagem é ditada pela resposta do bebê. Ao "ouvir" com suas mãos, atentando para as reações, o massagista pode ajustar as manobras adequadamente. Além disso, o terapeuta precisa estar alerta para qualquer sinal de sofrimento no bebê e encerrar a sessão de massagem se necessário. Sinais de estresse que podem ser observados incluem choro agudo, bocejos, espirros, caretas, aversão ao olhar e extensão repetida da coluna (Griffith et al, citado por Webner, 1991).



A criança hiperativa
É muito triste observar o distúrbio de hiperatividade e muito frustrante lidar com ele. Esse distúrbio pode ser reconhecido por seus muitos sinais distintivos e característicos. Entre eles estão comportamento agressivo, comportamento emocional exacerbado, perda de concentração, movimentação constante, traços de ansiedade (como roer as unhas) e baixo limiar de dor. As próprias crianças geralmente não têm consciência de seu comportamento e são, portanto, incapazes de mudá-lo. Elas acabam sentindo-se frustradas e rejeitadas por seus colegas. A depressão também é comum, assim como baixa auto-estima e, portanto, ausência de autoconfiança. A massagem pode ser aplicada com eficácia, em conjunção com outras modalidades, como a visualização e técnicas de biofeedback, para ajudar a induzir o relaxamento.
■ Uma deslizamento superficial e tranqüilizador é aplicado para aliviar a tensão nos músculos e para satisfazer a necessidade de toque e proximidade que essas crianças apresentam. Assim, a criança não se sente isolada. O toque e a proximidade podem capacitar a criança a verbalizar sentimentos, em lugar de agir conforme seus impulsos (Stewart et al., 1973). Conforme a criança se acostuma com a massagem e adquire confiança no terapeuta, as técnicas de massagem podem abordar os músculos mais profundos e outras áreas nas quais a tensão emocional é represada. Liberar as tensões mais profundas ajuda a reduzir a fadiga. A massagem geralmente é oferecida pelo terapeuta, mas os pais também podem aprender a executar alguns movimentos básicos. Além de reduzir os níveis de estresse da criança hiperativa, a massagem pode fazer o mesmo pelos responsáveis por seus cuidados e, em particular, pelos pais.

PROBLEMAS MULTISSISTÊMICOS


Câncer
Câncer é a proliferação desregulada e desorganizada do crescimento celular. Apresenta-se sob muitas formas e diversos termos o designam, como, por exemplo, tumor maligno, carcinoma e sarcoma. A causa exata do câncer ainda não foi estabelecida, mas os fatores que contribuem para seu surgimento incluem um fraco sistema imunológico e certos carcinógenos. O câncer tende a espalhar-se (apresentar metástase) para outras áreas; pode invadir tecidos próximos ou disseminar-se para pontos distantes pela corrente sangüínea e pelo sistema linfático. Apesar da grande preocupação com a possibilidade de a massagem incentivar a metástase, nenhuma evidência foi apresentada até o momento em confirmação a isso. A adequação da massagem para o paciente com câncer depende de diversos aspectos, incluindo o tipo de câncer, se está ativo ou em remissão, ou se é terminal. Também devem ser considerados os tipos de movimento de massagem a serem executados, o objetivo e a extensão da aplicação (local ou sistêmica). Pré-requisitos para o tratamento por massagem são a capacidade do profissional e o consentimento do paciente, da família e do médico. Além disso, o massagista deve conhecer bem os vários tratamentos para o câncer (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia) e seus efeitos colaterais. Uma pessoa com câncer pode ter o sistema imunológico muito fraco, tanto pela condição quanto pelo próprio tratamento. A leucopenia, por exemplo, é um efeito colateral do tratamento para câncer, caracterizada por uma diminuição anormal no número de leucócitos e conseqüente suscetibilidade a vírus e bactérias. Assim, se o massagista estiver com alguma doença, mesmo um simples resinado, a massagem no paciente deve ser descartada.

Os sintomas relacionados ao câncer podem revelar-se antes de o diagnóstico ser estabelecido, por exemplo enquanto o massagista faz a anamnese ou durante o tratamento. Sem dúvida, essa eventualidade exige uma abordagem cautelosa por parte do profissional. Os sinais de alerta incluem mudanças nos hábitos intestinais ou urinários, uma ferida superficial que não cicatriza, sangramento ou perdas incomuns, um caroço fixo nos tecidos (encontrado com maior freqüência nas mamas), dificuldade para engolir, uma verruga ou sinal com forma irregular ou que sangra, e tosse ou rouquidão persistentes.

A massagem é aplicada para aliviar a percepção de dor, reduzir a ansiedade e aumentar o relaxamento. Um estudo demonstrou que as técnicas de deslizamento e amassamento e trabalho nos pontos de gatilho reduziam os níveis de dor em uma média de 60%. Os níveis de ansiedade também eram reduzidos em 24%. Os relatos subjetivos dos pacientes (medidos por escalas visuais análogas) indicavam um aumento de 58% na melhora de suas sensações de relaxamento. Medições fisiológicas como as de batimentos cardíacos, pressão arterial e taxa respiratória também estavam mais baixas em relação a leituras anteriores. Essas alterações ofereciam uma indicação adicional de relaxamento no paciente (Ferrell-Torry e Glick, 1993).

O paciente com câncer pode apresentar trombocitopenia (baixa contagem plaquetária) após o tratamento com quimioterapia e radioterapia. Tal condição torna os tecidos muito sensíveis e, assim, os movimentos pesados de massagem devem ser omitidos. Se necessária, a massagem é limitada a uma ou duas regiões - por exemplo, nas mãos, no rosto e nos ombros ou pés.

Um efeito muito significativo da massagem é o apoio emocional que ela oferece ao paciente, seja efetuada no corpo inteiro seja em uma região pequena, como a mão. As pesquisas clínicas indicam que o toque é extremamente importante no processo de cura, já que invariavelmente cria uma sensação de carinho e bem-estar no paciente. O apoio emocional para a pessoa com câncer tem um valor inestimável, desde o início da condição. Uma grande ansiedade, por exemplo, ocorre enquanto a pessoa aguarda os resultados dos exames; a ansiedade aumenta de forma considerável se o diagnóstico for positivo.

Desde que não existam contra-indicações, a massagem pode ser aplicada com cuidado no período de tratamento e depois deste, quando se iniciam os cuidados paliativos. Ela é usada para aliviar alguns dos sintomas, tais como fadiga e dor, e para dar continuidade ao apoio emocional. A alopecia (perda dos cabelos) é outro efeito colateral comum do tratamento para câncer, naturalmente muito perturbador para os pacientes. Assim, eles podem beneficiar-se muito do apoio da massagem neste período e ainda encontrar conforto na massagem do próprio couro cabeludo.

Situação similar ocorre quando o tratamento envolve cirurgia. Alguns tratamentos cirúrgicos são menos traumáticos que outros. É mais fácil lidar com biópsias com agulhas e aspirações da medula óssea, por exemplo, do que com mastectomia e amputação. Nos dois primeiros casos, a massagem pode ser reassumida 1 ou 2 dias após o procedimento, embora o local da picada da biópsia ou da aspiração óssea deva ser evitado. A massagem após uma cirurgia que envolva a remoção de uma quantidade maior de tecido, como uma lumpectomia (remoção de massa cancerosa da mama) ou mastectomia, exige uma abordagem muito cautelosa. O trauma é causado não apenas pelo desconforto físico após a cirurgia, mas também porque a pessoa precisa conciliar sua auto-imagem alterada. O apoio emocional oferecido pela massagem pode ajudar a facilitar esse processo.

■ Técnicas suaves de massagem, principalmente deslizamento, são aplicadas no paciente com câncer. Como observado, um dos objetivos dos movimentos é a redução da dor, o outro é o apoio emocional.

■ Como ocorre com outros problemas, a massagem tem suas limitações e contra-indicações. Ela não deve ser aplicada diretamente sobre um tumor ou sobre gânglios linfáticos a ele conectados. As áreas que recebem radioterapia tornam-se muito sensíveis ao toque e aos movimentos na pele e, portanto, podem causar desconforto; assim, as áreas que passaram por radiação não recebem massagem. Outra razão é a pele irradiada tornar-se muito frágil e propensa a sofrer danos com a massagem. As áreas de tratamento também não devem receber óleos e loções, que podem interferir com a radiação.

■ A quimioterapia pode causar náuseas e vômitos; se for este o caso, a massagem é imprópria.



Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS)
A AIDS ou SIDA é causada pela infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HTV), que ataca o sistema imunológico infectando os linfócitos-T humanos. A diminuição na imunidade tem um efeito devastador sobre todos os sistemas do corpo, com múltiplas infecções e condições resultantes. No estágio agudo, o paciente fica sujeito a febre, infecções, artralgias, mial-gias, erupções da pele, cãibras abdominais e diarréia. Os problemas subseqüentes vão da meningite à pneumonia. O tratamento avançado com drogas reduziu a taxa de mortes pela doença e baixou a intensidade de alguns sintomas. A aplicação da massagem é indicada desde que o paciente não esteja apresentando nenhum problema que contra-indique o tratamento. Sem dúvida, auxiliar o sistema imunológico por meio da eliminação de toxinas é a necessidade mais essencial para o paciente com AIDS; portanto, a massagem pode ser utilizada para tal finalidade. Entretanto, deve ser aplicada suavemente e com constante feedback do paciente. Técnicas relaxantes de massagem também são muito úteis para reduzir a ansiedade e promover a recuperação.

MASSAGEM NOS ESPORTES


A massagem tem uma história notável de eficácia no campo dos esportes e, conseqüentemente, é bem recebida pela maioria dos atletas. Os métodos para abordar a fadiga e a rigidez muscular no campo dos esportes são os mesmos que em qualquer outra situação. As divergências existem apenas quanto à aplicação de técnicas para desenvolvimento dos músculos; diversas dessas técnicas foram incluídas, com detalhes de massagem para determinadas áreas do corpo, nos capítulos seguintes. Um pré-requisito adicional para a massagem em atletas é a consciência dos aspectos psicológicos da competição; também é importante ter em mente que alguns aspectos do tratamento, como lesões e reabilitação, pertencem aos domínios da medicina esportiva e, conseqüentemente, exigem a experiência de um terapeuta esportivo. Ainda assim é essencial que o terapeuta massagista compreenda os estados que os músculos tendem a assumir durante o treinamento e em outras ocasiões. Pela mesma razão, é importante que os objetivos da massagem esportiva sejam bem definidos.

Massagem durante o treinamento


■ Em períodos de treinamento e entre eventos esportivos, a massagem é usada para manter um desempenho muscular ideal. Técnicas de deslizamento são essenciais para a eliminação de metabólitos e de toxinas produzidos pela atividade muscular. O deslizamento profundo com o polegar é aplicado para reduzir formações nodulares. A compressão e o amassamento são empregados para aliviar a tensão muscular e liberar qualquer aderência no interior do músculo ou entre estruturas adjacentes. A flexibilidade é mantida pelo alongamento passivo.

A massagem antes do evento esportivo


■ Antes de uma sessão de treinamento ou atividade esportiva, os músculos são aquecidos com as manobras aceleradas de deslizamento e de fricção. A compressão também é aplicada como técnica de tonificação e aquecimento; executada com pouca pressão, mas com movimentos rápidos. Uma estimulação adicional dos músculos é obtida, a seguir, com movimentos de percussão. Os métodos se alternam uns com os outros e são repetidos diversas vezes. O alongamento passivo dos músculos longos, como aqueles dos membros superiores e inferiores, é incluído depois que os músculos foram aquecidos. Os atletas também devem realizar suas próprias rotinas de alongamento ativo.

Massagem após o evento esportivo


■ Após atividade vigorosa, os músculos ficam congestionados por metabólitos, como ácido láctico, dióxido de carbono e água. Esses derivados podem aumentar a fadiga e prejudicar o funcionamento muscular. Os movimentos de massagem, principalmente o deslizamento, são usados para auxiliar na eliminação dessas toxinas e na devolução do oxigênio e dos nutrientes para os músculos. Entretanto, é aconselhável que a massagem não seja realizada logo após um treinamento ou atividade esportiva porque os vasos sangüíneos, particularmente as veias dos membros inferiores, encontram-se repletos de sangue após o exercício. Uma vez alongadas pela alta pressão do sangue, as paredes dos vasos ficam suscetíveis a danos quando manuseadas. Cerca de 30 minutos devem-se passar antes da aplicação da massagem, embora esse intervalo seja mais importante para alguns esportes do que para outros. As cãibras também são comuns, durante ou logo após o exercício. Emmaratonistas, por exemplo, as cãibras são observadas com freqüência nos membros inferiores. Sua redução é mais eficiente com a realização de contração com resistência dos músculos antagonistas, e não por massagem.


Tratamento de lesões
A massagem também é aplicada para o tratamento de lesões e durante o período de reabilitação. Músculos, ligamentos e tendões podem ser tratados até 1 ou 2 dias após a lesão, embora o tipo e a duração do tratamento dependam da gravidade da lesão. Portanto, talvez o massagista precise trabalhar junto com um terapeuta esportivo nesses períodos.

■ Como regra geral, as manobras de deslizamento são empregadas para aumentar os nutrientes e reparar o material do tecido lesado, e assim promover a cura. As técnicas de massagem linfática e venosa são usadas para drenar o edema associado à lesão. Essas manobras são empregadas para aliviar a dor, pela redução da pressão no interior dos tecidos e pela remoção dos produtos da inflamação.

■ A tensão muscular é um mecanismo compensatório comum para o trauma. Espasmos prolongados provocam fadiga e maior dor. Técnicas de massagem como amassamento e movimentos de compressão são utilizadas para aliviar a tensão e soltar os tecidos, bem como as articulações associadas.

PROBLEMAS EMOCIONAIS

E PSIQUIÁTRICOS
Além de indivíduos com estresse, o massagista pode tratar pessoas que estejam passando por uma situação complexa e emocionalmente sensível. Para isso, é importante que o profissional reconheça os sinais que apontam para perturbações como ansiedade e depressão. Embora possa ser benéfica nessas circunstâncias, a massagem não aborda os fatores subjacentes; estes são mais bem-tratados por um psicólogo. Além disso, o massagista precisa definir seu papel exato no programa geral de tratamento, para evitar ser sobrecarregado pela situação emocional.

Se as sessões de massagem forem mantidas por um período razoável de tempo, invariavelmente cria-se um bom relacionamento entre o paciente e o massagista. Isso é significativo no processo de cura porque indica que o paciente é capaz de confiar e de "se abrir" com outra pessoa. A construção de um relacionamento com o terapeuta oferece ao paciente a sensação de.ser aceito e cuidado, aumentando sua auto-estima. O paciente pode sentir-se suficientemente seguro para começar a falar sobre seus sentimentos, talvez pela primeira vez. Isso é, sem dúvida, um progresso; expressar os sentimentos é muito melhor que suprimi-los ou voltá-los contra si mesmo.




Tabela 4,6 Sinais de estados emocionais subjacentes

■ Fadiga


■ Incapacidade de concentração


■ Perturbação no sono ou insônia


■ Cefaléias


■ Dor e rigidez musculares


■ Perturbações digestivas, como mal-estar estomacal, diarréia e constipação


■ Perda ou ganho de peso


■ Palpitações


■ Dificuldade para respirar



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