Localizado no Sertão de Pernambuco, o Perímetro Irrigado Moxotó (pimox) abrange áreas dos municípios de Ibimirim e Inajá, com uma área total de 12



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Associação dos Produtores Rurais Irrigantes do vale do Moxotó

CNPJ: 00.936.770/0001-40

Av. Santa Isabel, S/N – Centro – Ibimirim/PE – CEP 56580-000 – Fone/Fax (0**87) 3842-2877 – univalepimox@ig.com.br






1. HISTÓRICO DO PERÍMETRO IRRIGADO MOXOTÓ

Localizado na chamada zona fisiográfica do Sertão de Pernambuco, integrando a micro-região homogênea do Sertão do Moxotó, a 334Km de Recife, o Perímetro Irrigado Moxotó (PIMOX) abrange áreas dos municípios de Ibimirim e Inajá, com uma área total de 12.395,96ha (6.375,00ha entregues aos irrigantes), imediatamente após a jusante do Açude Público Federal Engº. Francisco Saboya (Poço da Cruz) estendendo-se por cerca de 40Km de ambos os lados do Rio Moxotó e composto por 565 lotes agrícolas.


O clima da região é o semi-árido quente, caracterizado pela insuficiência e grande irregularidade de precipitação pluviométrica. O período chuvoso estende-se normalmente no período de dezembro a maio. A época mais seca tem lugar de agosto a outubro com a menor precipitação em setembro.
A implantação do projeto foi iniciada no começo dos anos setenta, quando foi desapropriada uma área de 12.396,00ha, cuja área irrigável de 8.000,00ha foi fracionada em lotes médios de 8,0ha para serem entregues a pequenos produtores de baixa renda. Ao final desta década e no decorrer dos anos oitenta, o projeto alcançou a otimização de sua operação quando chegou a superar os 4.400ha irrigados e operados por pequenos produtores, além de fornecimento de água para irrigação privada que chegou a 1.896ha no ano de 1991. A área total irrigada. Toda a água utilizada para irrigação era fornecida pelo Açude Público Eng.º Francisco Saboya (Poço da Cruz), que é abastecido pela Bacia do Moxotó (Rio Moxotó, Rio Piutá, Riacho do Bandeira, Riacho Marreca de Custódia, Riacho do Mel, Riacho da Bruaca e outros).
Além da Bacia do Moxotó, que se refere às águas superficiais, a região é contemplada também com duas grandes bacias de águas subterrâneas (Bacia do Jatobá e Bacia de Tacaratú), com grande potencial para captação de água do sub-solo, com água de excelente qualidade que devidamente tratada pode ser uma boa alternativa tanto para irrigação quanto para o consumo humano.
O Perímetro Irrigado Moxotó sempre teve uma ocupação de destaque na economia da bacia do Rio Moxotó, alcançando seu ápice no período de 1980 a 1983, gerando mais de 20.000 empregos diretos e mais de 5.000 empregos indiretos, quando chegou a ser denominado como “Eldorado do Sertão Pernambucano”, trazendo benefícios significativos às populações dos municípios de Ibimirim e Inajá, sendo estes os mais dinâmicos pólos socioeconômicos ligados ao projeto. Podemos afirmar sem nenhum exagero, que a reativação do PIMOX foi o principal fator que alavancou o desenvolvimento da economia do município de Ibimirim bem como de toda a região.
No ano de 1993 o volume de água acumulado no Açude Eng.º Francisco Sabota, maior reservatório do Estado de Pernambuco com 504.000.000m³, atingiu níveis críticos (74.000.000m³) e a irrigação passou a conviver com restrições no fornecimento de água chegando a sua total paralisação no ano de 1996. Esta paralisação durou até 2004 quando as precipitações pluviométricas acima da média nos meses de janeiro e fevereiro levaram o açude a atingir a sua capacidade máxima de 504.000.000m³, marcando assim o reinício das atividades produtivas no perímetro.
Além dos lotes agrícolas, foram entregues também lotes habitacionais divididos nas Agrovilas I, III, IV, V e VIII, sendo que esta última ainda está inacabada. Estão construídos um total de 340 casas para pequenos irrigantes, 20 casas de apoio, 4 grupos escolares 4 centros administrativos, 3 centros sociais, 2 postos de saúde e 1 armazém de insumos.
Hoje, dos 565 lotes agrícolas, 339 estão produzindo, sendo 319 que recebem água do Açude Eng.º Francisco Saboya e 20 que operam através da captação de água de poços, drenos e do Rio Moxotó, totalizando 1.095.00ha de áreas em produção.
Em meados da década de 90, quando o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) iniciou o Projeto de Emancipação de Perímetros Irrigado. No PIMOX a idéia original era a criação de um Distrito de Irrigação. No entanto, essa idéia encontrou forte resistência por parte dos colonos irrigantes. Foi então que surgiu a idéia de se criar uma associação que pudesse executar de forma mais eficiente a administração, operação e manutenção do PIMOX. Foi então que em outubro de 1995 os colonos irrigantes se reuniram em Assembléia Geral e criaram a UNIVALE – Associação dos Produtores Rurais Irrigantes do Vale do Moxotó, com 564 famílias associadas, que a partir de então assumiu a responsabilidade de administrar sob a supervisão do DNOCS, os recursos repassados por aquela autarquia, através da celebração do Convênio PGE 03/96 e posteriormente pelo Convênio PGE 10/2003, o qual permanece em vigor.

2. CARACTERÍSTICAS DO PERÍMETRO IRRIGADO MOXOTÓ

Localizado na Latitude Sul: 8° 30’ e 8° 48’ e Latitude de Greenwich 37° 38’ e 37° 43’

2.1. Fonte Hídrica
2.1.1. Açude Engenheiro Francisco Saboya

Capacidade 504.000.000m³

Localização Ibimirim – PE

Sistema São Francisco

Rio Moxotó

Bacia hidrográfica 5.000Km²

Bacia hidráulica 59Km²

Precipitação média anual 620mm

Descarga máxima ordinária 2.370m²/s

Descarga máxima secular 4.100m³/s

Descarga máxima observada 3.200m³/s
2.1.2. Barragem Principal

Tipo Enrocamento

Altura máxima 42,50m

Largura máxima da base 161,88m

Extensão pelo coroamento 420,00m

Largura do coroamento 14,00m

Volume de enrocamento 676,734m³

Volume de terra 263,927m³


2.1.3. Barragem Auxiliar

Tipo Terra

Altura máxima 8,00m

Extensão pelo coroamento 1.600m

Largura do coroamento 4,80m

Volume de terra 391,968m³


2.1.4. Vertedouro

Largura 600,00m

Revanche 4,00m

Lâmina máxima 2,30m

Volume de escavação 22.000m³
2.1.5. Descarga de fundo

Tipo Galeria

Número de tubos 2 (dois)

Diâmetro 2,00m

Extensão 300,00m
2.1.6. Usina Hidrelétrica – Desativada

Turbina 2 (duas)

Potência 2.000CV

Capacidade de geração 1.660KVA

Tipo de turbina Francis
3. Área do Projeto

Desapropriada não unificada 7.000,96ha

Desapropriada unificada 5.395,00ha

Desapropriada total 12.395,96ha

De sequeiro 3.779,96ha

Irrigável 8.596,00ha

A implantar 1.508,81ha

Implantada 6.491,19ha

Em operação em maio de 2011 1.095,00ha

Lotes agrícolas 565

Lotes agrícolas em operação em maio de 2011 339

Lotes empresariais 78


4. Infra-estrutura de Irrigação
4.1. Rede Primária de Canais
4.1.1. Canal Adutor Principal

Comprimento 6,2Km

Vazão 16,042m³/seg.

4.1.2. Canal Adutor da Margem Direita

Comprimento 31,00Km

Vazões 8,2m³/s; 7,0m³/s; 5,64m³/s; 3,48m³/s; 3,24m³/s; 2,1m³/s.


4.1.3. Obras de Arte

Ponte Canal de Ibimirim 1.200m

Ponte Canal Garrote Brabo 90m

Ponte Canal Bandarra 240m

Ponte Canal Nazário 510m

Obras de descarga e segurança 05

Pontões 05

Aqueduto especial de 12 e 4 bocas 02


4.1.4. Canal Adutor da Margem Esquerda

Comprimento 36,00Km

Vazões 7,8m³/s; 6,00m³/s; 4,5m³/s; 2,4m³/s e 0,80m³/s.
4.1.5. Obras de Arte

Ponte Canal do Caixão 300m

Ponte Canal da Quixabeira I 700m

Ponte Canal da Quixabeira II 210m

Ponte Canal do Piore 660m

Ponte Canal da Fazenda Carnaúba 510m

Ponte Canal do Carnaúba 610m

Obras de descarga e segurança 04

Pontões 04

Aqueduto especial de 12 bocas 01


4.1.6. Rede Secundária, Terciária e Parcelar de Canais

Secundária e terciária 310,0Km

Parcelar 250,0Km

4.1.7. Rede de Drenagem

Primária 43,0Km

Secundária e ramais 77,6Km
4.1.8. Rede Viária

Estradas principais 52,0Km

Estradas secundárias 30,0Km

Estradas de acesso aos lotes 210,0Km


4.1.9. Obras Acessórias Existentes

Usinas de beneficiamento de sementes ocupada pelo IPA

Estação de Piscicultura “Bastos Tigre” contendo:

Viveiros para criação de peixes 12

Tanques de alevinagem 30

Tanques para reprodutores 06

Escritório/Laboratório 01

Galpão de peixamento e material de pesca 01

Residência para operários 03

Barragem com dique 01


5. Pontos Positivos

5.1. Água armazenada no Açude Eng.º Francisco Sabóia (Poço da Cruz).

5.2. Qualidade do solo.

5.3. O clima.

5.4. A localização do projeto, próximo dos grandes centros de distribuição do Estado.

5.5. Bacia subterrânea com grande potencial de água para complementação da irrigação.

5.6. Recuperação da infra-estrutura de irrigação que vem sendo executada pela UNIVALE em convênio com o DNOCS.

5.7. Início da recuperação da rede viária em parceria com o Governo do Estado, através da celebração de convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura e Reforma Agrária.

5.8. Rede de distribuição de energia elétrica de alta tensão em grande parte do projeto.

5.9. O aspecto organizacional e a gestão da atual administração da UNIVALE.

5.10. Do ponto de vista da produção, destacam-se a capacidade de diversificação da produção, a força de trabalho, o potencial produtivo do projeto, a presença dos agentes financeiros e a experiência dos irrigantes.

5.11. Conclusão e aprovação em Assembléia Geral da reformulação do Estatuto Social e criação do Regimento Interno da UNIVALE.

5.12. A regularidade da UNIVALE junto aos órgãos fiscalizadores, com todas as Certidões Negativas em dia, inclusive a regularização junto ao SICAF.
6. Faz Falta ou Não Existe.

6.1. Assistência técnica.

6.2. Sistema de irrigação moderno, eficiente e econômico.

6.3. Acesso a linhas de crédito.

6.4. Regularização fundiária.

6.5. Equipamentos e máquinas.

6.6. Plano de irrigação.

6.7. Estrutura pós colheita.

6.7. Organização para a comercialização.

6.8. Cooperativismo.

6.9. Sede própria para a UNIVALE.

6.10. Preservação e educação ambiental.

6.11. Saneamento básico nas agrovilas.

6.12. Capacitação dos produtores.

6.13. Projeto de revitalização do perímetro.

6.14. Expansão da rede elétrica.

6.15. Conscientização e participação dos irrigantes.

6.16. Oportunidades aos grupos de jovens.


7.0 Pode Acontecer e Precisa Ser Evitado

7.1. Falta de água no açude.

7.2. Contaminação do aqüífero subterrâneo.

7.3. Salinização dos solos.

7.4. Aumento dos ocupantes irregulares (posseiros).

7.5. Falta de crédito devido a não solução dos atuais problemas de inadimplência.



7.6. Destruição da infra-estrutura do perímetro.

7.7. Enchentes provocadas pela ausência de drenagem e dragagem.

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