Língua portuguesa e literatura brasileira



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Texto 2


Disponível em:

Acesso em: 27 abr. 2009.

Questão 04


Sobre os quadrinhos do Texto 2, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


  1. A mensagem central da tirinha é a de que se deve evitar carne vermelha, pois faz mal à saúde.

  1. No último quadrinho, os três personagens suspendem o pedido inicial em consideração ao quarto companheiro.

  1. A principal evidência de que os personagens se encontram em um restaurante é o fato de estarem sentados à mesa.

  1. As falas do primeiro quadrinho expressam três modos diferentes de se fazer pedidos em português, envolvendo tempo e modo verbal, e pessoa do discurso.

  1. O pedido da gata, no último quadrinho, é o que apresenta a forma menos polida na tirinha.

  1. O balãozinho do meio, no último quadrinho, apresenta elipse, sendo que a parte omitida é subentendida com base na estrutura sintática da frase anterior.

  1. As formas verbais traz (primeiro quadrinho), mude e faz (terceiro quadrinho) são formas imperativas oriundas do modo indicativo e estão sendo usadas, de acordo com a norma culta formal da língua portuguesa, em concordância com o pronome você.



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Texto 3

Quando viva, Quitéria Campo Largo gostava de ficar às vezes contemplando o céu da noite – “garimpando estrelas”, como ela própria costumava dizer. Era uma espécie de jogo divertido que de certo modo a aproximava mais de Deus. Mantinha longos namoros com as constelações – Órion, o Cão Maior, o Sagitário, o Triângulo Austral, o Centauro e principalmente o Cruzeiro do Sul, que por misteriosas artes do coração e da memória, ela não considerava uma constelação universal, mas parte do patrimônio brasileiro. Quando lhe acontecia alguma coisa que a entristecia, levando-a a descrer das criaturas humanas, ela procurava no céu o Escorpião e, se ele já estivesse visível, localizava a estrela Antares, pensava no seu diâmetro mais de quatrocentas vezes maior que o do Sol, comparava essas grandezas astronômicas com as mesquinharias de sua terra e de sua gente e acabava encontrando no confronto um profundo consolo que a punha de novo em paz com o mundo e a vida.
VERISSIMO, Erico. Incidente em Antares. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 238-239.


Questão 05


Com base na leitura do Texto 3 e na obra de Erico Verissimo, é CORRETO afirmar que:


  1. o Texto 3 faz referência à estrela Antares, cujo nome coincide com o da cidade onde se passa o incidente. No entanto, no romance, o nome Antares significa “cidade das antas”.

  1. o Texto 3 inicia-se com “Quando viva”, remetendo ao fato de que Dona Quitéria faz parte de um grupo de sete mortos insepultos, que enfrenta a população de Antares no coreto da praça.

  1. na linha 11, a passagem “mesquinharias de sua terra e de sua gente” pode ser interpretada como uma referência às mazelas humanas, que não estão restritas a Antares, mas afetam a sociedade como um todo – temática que perpassa o romance.

  1. o Texto 3, em terceira pessoa, apresenta Dona Quitéria, a narradora central do romance, que, por meio de suas reminiscências, mostra o modo de ser do povo de Antares.

  1. o livro está estruturado em duas partes distintas: a primeira contempla o absurdo na forma do realismo mágico, e a segunda narra aspectos da história do Rio Grande do Sul na forma de um realismo histórico.

  1. Dona Quitéria, quando viva, “acabava encontrando no confronto um profundo consolo que a punha de novo em paz com o mundo e a vida” (linhas 11-12). Depois de morta, passa a revelar uma descrença na possibilidade de transformação social.




Questão 06

Considerando o Texto 3, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).




  1. Os verbos do Texto 3 estão predominantemente no tempo pretérito imperfeito do indicativo, delimitando claramente o início e o término de cada ação, em uma sequência cronológica típica dos textos descritivos.

  1. As orações “Quando viva” (linha 1) e “Quando lhe acontecia [...]” (linha 7) introduzem, no texto, duas referências temporais que correspondem a épocas distintas da vida de Quitéria Campo Largo.

  1. A “espécie de jogo divertido” (linhas 2-3) a que se refere o narrador é a “garimpagem de estrelas”, uma distração que fazia com que Dona Quitéria esquecesse os problemas da política e se dedicasse ao estudo da astronomia.

  1. O vocábulo que, nas duas ocorrências sublinhadas no texto (linhas 3 e 5), está funcionando como um pronome relativo.

  1. A expressão sublinhada em “[...] de certo modo a aproximava mais de Deus” (linha 3) equivale em significado a “certamente”.

  1. Em “Quando lhe acontecia alguma coisa que a entristecia, levando-a a descrer das criaturas humanas, ela procurava no céu o Escorpião [...]” (linhas 7-8), os pronomes sublinhados se referem a Quitéria Campo Largo.



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Texto 4

– Não gosto que cantes, não, Isaura. Hão de pensar que és maltratada, que és uma escrava infeliz, vítima de senhores bárbaros e cruéis. Entretanto passas aqui uma vida que faria inveja a muita gente livre. Gozas da estima de teus senhores. Deram-te uma educação, como não tiveram muitas ricas e ilustres damas que eu conheço.

[...]


– Isaura! – continuou Álvaro com voz sempre firme e grave: – se esse algoz ainda há pouco tinha em suas mãos a tua liberdade e a tua vida, e não tas cedia senão com a condição de desposares um ente disforme e desprezível, agora tens nas tuas a sua propriedade; sim, que as tenho nas minhas, e as passo para as tuas.
GUIMARÃES, Bernardo. A escrava Isaura. Pará de Minas: Virtualbooks, 2000/2002. p. 06 e 121.



Questão 07


Considerando o Texto 4 e a obra A escrava Isaura, é CORRETO afirmar que:


  1. os dois excertos que compõem o Texto 4 fazem parte, respectivamente, do início e do final da narrativa de Bernardo Guimarães, que tem como tema central a escravidão no Brasil.

  1. o primeiro fragmento do Texto 4 coloca em contraste dois comportamentos: de um lado, evidencia o relacionamento entre o senhor e os escravos da época escravocrata no Brasil; de outro, o tratamento que era dado a Isaura.

  1. o segundo fragmento do Texto 4 faz referência à possibilidade, ainda que remota, mas real à época, de alforria de um escravo no Brasil.

  1. o texto revela que Isaura não era uma escrava, mas que as pessoas pensavam que ela fosse – essa é a trama central do livro.

  1. os dois fragmentos apresentam-se sob forma de diálogo, o que permite classificar o romance como um exemplo característico do gênero dramático.

  1. no primeiro fragmento, quem fala é Malvina – embora não esteja explícito. No segundo, é Álvaro, o namorado de Isaura. Os dois (Malvina e Álvaro) são os principais narradores.

  1. o Texto 4 descreve a condição em que vivia Isaura: feliz e em total liberdade.




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Texto 5

O Padre baixa a cabeça e volta ao alto da escada. Bonitão surge na ladeira. Coca consulta os companheiros com o olhar. Todos compreendem a sua intenção e respondem afirmativamente com a cabeça. Mestre Coca inclina-se diante de


Zé-do-Burro, segura-o pelos braços, os outros capoeiras se aproximam também e ajudam a carregar o corpo. Colocam-no sobre a cruz, de costas, com os braços estendidos, como um crucificado. Carregam-no assim, como numa padiola e avançam para a igreja. Bonitão segura Rosa por um braço, tentando levá-la dali. Mas Rosa o repele com um safanão e segue os capoeiras. Bonitão dá de ombros e sobe a ladeira. Intimidados, o Padre e o Sacristão recuam, a Beata foge e os capoeiras entram na igreja com a cruz, sobre ela o corpo de Zé-do-Burro. O Galego, Dedé e Rosa fecham o cortejo. Só Minha Tia permanece em cena. Quando uma trovoada tremenda desaba sobre a praça.
GOMES, Dias. O Pagador de Promessas. 44. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. p. 138-139.




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