Lepra y leprosos



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RESUMOS:

LEPRA Y LEPROSOS.

Latapi, Fernando:

Gaceta Med. de Mexico, 1944:LXXIV (2) 182.

A lepra um proteo. Com essas palavras, inicia o A. o presente trabalho. Considera sumamente importante os estudos sobre a lepra, principalmente no que se refere à classificação. Passa em revista diversos trabalhos sobre o as­sunto, desde os de DANIELSEN & BOECK, em meados do seculo passado, até os mais recentes.

Refere-se ao Congresso do Cairo, descrevendo em seguida a Classificação "Sul Americana". Apresenta um quadro com as principais características clinicas das formas fundamentais, bem como, ilustrações fotográficas que documen­tam os tipos descritos, que são: lepromatosa (maligna), incaracterística (incer­ta) e tuberculoide (benigna).

L. K.

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PROTECCIÕN AL NIÑO DEL CONTAGIO LEPROSO EM COLOMBIA.

Gômez Planta, C. & Charria, Tobar, R.:

Rev. Col. Ped. y Puericultura, Bogota, 1942:2 (2) 77.

Os Autores, tratando de problema da proteção da infancia contra a lepra, passam em revista a legislação Colombiana, desde 1833, quando o General SANTANDER cojitou do problema, até 1940, quando foi publicada a "Lei 94", sobre o amparo da criança sã, filha de paes leprosos. Analizam diversos as­petos do problema, maneiras para melhor execução de planos, salientando sempre a gravidade do assunto e a importancia das leis de proteção à infanda, na pro­filaxia da lepra.



L. K.

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LOS VEGETALES EN LA. TERAPEUTICA DEL "MAL DE HANSEN".

Garcia Barriga, H.:

Rev. Fac. Med., Bogota, 1943:12 (4) 190.

O A. apresenta o resultado de seus estudos sobre as plantas colombianas que contém oleo de Chaulmoogra ou azeite de Sapucainha e seus derivados. Classifica as plantas do genro Carpotroche existentes em seu País. Analiza numerosas outras espécies, dando o valor terapêutico de cada uma delas,. Termina apresentando um quadro sinótico das principais espécies da família " Flacourtiacea".



L. K.

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BREVES CONCEPTOS SOBRE EL ESTADO ACTUAL DE LA LEPRA.

"Frecuencia de la positividad de las Serorreaciones de la Sifilis en la Lepra".

Pacheco, M., R. F.:

Guadalajara, Mex., março 1944. Tese.

O A. em sua tese de doutoramento, apresenta estudos sobre a lepra. Re­fere-se ao aspeto geral, profilaxia, epidemiologia e classificação, para em se­guida, entrar na parte clinica, quando estuda a frequencia da positividade das sero-reações da sifilis na lepra. Seu trabalho é baseado na observação de 50 casos, assim classificados:



Em todas as variedades, a porcentagem de positividade nas sero-reações foi elevada, coincidindo com as estatisticas extrangeiras.



L K.

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ENFERMEDAD DE BOWEN EN UN CASO DE LEPRA.

Trespalacios, F. & Piñero, R.:

Rev. Lepr. Der. y Sif., Cuba, 1944:1 (3) 122.

Os autores, depois de um estudo sobre as lesões pré-cancerosas, apresen­tam a observação de um caso de lepra lepromatosa residual, com multiplas le­sões na pele do torax. Após numerosas pesquisas, concluem se tratar de um caso de enfermidade de Bowen, o que foi comprovado pela Biopsia.



L. K.

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ORQUITIS, EPIDIDIMITIS Y OTROS FACTORES QUE DISMINUYEN LA FECUNDAD EN LOS SUJEITOS LEPROSOS.

Ibarra Perez, R. & Gonzales Prendes, M.:

Rev. Lep. Der. y Sif., Cuba, 1944:1 (3) 112.

Os autores, observaram em enfermos internados no "Hospital del Rincon", de Habana, variados transtornos de ordem psíquica, taes como: melancolia, neu­rastenia sexual, estados de irritação, apatia, etc. No final de seu trabalho, apre­sentam as seguintes conclusões:

"1 — A lepra produz, frequentemente, lesões nos orgãos genitais, as quais, mais tarde, se traduzem, clinicamente, pela impotência.

2 — As lesões dos orgãos genitais podem causar uma diminuição notavel de fecundidade nos leprosos.

3 — Esta diminuição de fecundidade, dá origem a um baixo índice de natali­dade entre a população leprosa.

4 — A investigação sistemática dos orgãos genitais deve ser feita em todos as enfermos de lepra.



5 Em Cuba, a natalidade havida entre os leprosos por nós examinados, no Hospital de "São Lazaro", de Habana, está diminuída em mais de 66%,

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relativamente a natalidade havida entre os habitantes da Republica, seguindo o último censo".

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SOBRE LAS ALTERACIONES OSEAS EN LA LEPRA.

Cuervo, J. M. V., Suarez, J. E. A., Palomino, J. C., Triana, J. G. & Jordan O. R.:

Rev. Lep. Der. y Sif., Cuba, 1944:1 (3) 148.

Baseados em trabalhos anteriores, realizados por FAGET & MAYORAL no Hospital de Carville, de Luisiania, os autores fizeram uma serie de estudos sobre as alterações osseas na lepra. Dessas observações, os autores apresentam o seguinte resumo: "Estamos realizando em Cuba, um trabalho de comprovação das lesões osseas na lepra, inspirados nos estudo de FAGET & MAYORAL, porem, o escasso número de observações que temos a nossa disposição, não nos autoriza a formular conclusões definitivas. A imensa maioria das lesões osseas na lepra (60%) correspondem ao tipo neurotrofico e não são especificas. As lesões osseas da variedade lepromatosa são devidas à ação direta do bacilo de Hansen sobre o tecido ósseo.

Comprovamos, em um caso de lepra mixta, a existencia de um quisto na epífise distal da 1.ª falange do dedo mínimo do pé direito (Lesão do tipo Le­promatoso) além das lesões de tipo neurotrófico.

Em um caso de lepra tuberculoide foram observadas lesões de osteoporosis do cubito, radio, ossos do pulso e mão direita.

Assinalam a importância do estudo comparativo: radiográfico, por punção e culturas em meios apropriados, entre as lesões de lepra sarcoides e os sarcoi­des de Boeck."

O trabalho é ilustrado com algemas radiografias.

L. K.

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INFLUENCIA DEL FACTOR TUBERCULOSIS SOBRE LA REACCION A LA LEPROMINA.

Fernandez, J. M. M.:

Rev. Arg. Norteamericana de Sienc. Med., B. Aires, 1944:1 (5/6) 3.

"No presente trabalho o A. estuda a reação à Lepromina em um grupo de indivíduos não leprosos, afetados de tuberculosis cutanea ou intensamente tra­tados com o B.C.G., afim de elucidar a possível influência do bacilo de Koch sobre a Lepromino-reação. Emprega a lepromina integral (Mitsuda-Hayashi), lepromina filtrada (Fernandez-Olmos) e diluição de tuberculina a 1:1000 e 1:10.

De 26 casos de tuberculosis cutanea (eritema engorgitado de Bazin, tuber­culides pápulo-necroticas, lupus vulgar e lupus eritematoso), 16 acusam lepro­mino reação precoce (48 horas) e tardia (3.ª semana) bem como Mantoux po­sitiva; em 3 casos todas as reações foram negativas; em 5 casos a lepromino­-reação precoce é negativa e a tardia e a Mantoux positivas e em um caso am­bas as reações à lepromina foram positivas e à Mantoux foram negativas. Em quatro casos, (2 enfermos de psoriasis, um de rosácea e um asmático) que haviam recebido numerosas injeções de B.C.G., varios meses antes„ as reações de lepromino, precoces e tardias, bem como a Mantoux, foram francamente po­sitivas.

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Sustenta o A., baseado em investigações anteriores, que a reação precoce à lepromina reflete um estado de sensibilização prévia, deduzindo que em todos os casos que acusaram reação positiva em suas experiencias, o fator sensibllizante foi o bacilo de Koch. Em consequência, chega à conclusão que o bacilo pode provocar, em determinadas circunstancias, um estado de alergia com relação ao antigen leproso — (Lepromina)".

Autor.

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CLASSIFICACIÓN SUD AMERICANA DE LA LEPRA.

Miyares, J. J. M.:

Transc. 1.ª Conf. Cub. de Lepr. Santa Clara, 1944.

O A. considera a classificação dos casos de lepra de importancia funda­mental, sobre todos os pontos de vista, e muito especialmente, no que respeita ao prognostico e à terapeutica. Referindo-se à Classificação Sul-Americana, con­sidera-a de grande utilidade prática, lógica e cientifica. Analiza as três principais formas da referida classificação, tecendo considerações em torno das mesmas.



L. K.

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LECCIÓN DE CLINICA SOBRE LEPRA.

Palomino, J. C.:

Transc. 1.a Cont. Cub. de Lepr. Santa Clara, 1944.

O A. apresenta à 1.ª Conferência Cubana de Leprologia, realizada em San­ta Clara Cuba, um trabalho sobre os aspectos clínicos da Lepra. Descreve a evolução da molestia, analizando suas várias manifestações. Ilustra sua co­municação com numerosas fotografias, estabelecendo diagnósticos diferênciais e comparativos com outras dermatoses confundiveis com a lepra, taes como: urticária, cronica, lupus vulgar, lupus eritematoso. xantoma eruptivo, eritema perstans, liquen plano escleroatrófico e eritema polimorfo.



L. K.

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CENSO DE LEPRA.

Ibarra, R.:

Transc. 1.ª Conf. Cub. de Lepr. Santa Clara, 1944.

Na presente comunicação, o A. analiza dados referentes aos trabalhos cen­sitarios que vêm sendo realizados em Cuba, para controle do numero de lepro­sos existentes no País. Dada a impossibilidade de ser executado um censo ba­seado no exame de todos os habitantes — 4.778.628 — que seria o único meio de se obter um numero exato de enfermos, foi solicitada a colaboração da classe médica em geral. Até o momento da publicação do presente trabalho, haviam sido fichados 2.010 casos, dos quais, 1348 brancos, 278 negros, 315 mestiços, 24 amarelos e 45 não identificados. Cubanos 1562, extrangeiros 152, nacio- nalidade não especificada 296. Quanto ao sexo, 1205 masculinos, 751 fe‑

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mininos e 54 não especificados. Chama a atenção sobre a densidade dos casos em Santiago de Cuba, onde é elevada a porcentagem de leprosos.

L. K.

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EL TOXOIDE DIPTERICO EN EL TRATAMENTO DE LA LEPRA.

Lesmes, V. C.:

Transc. 1.ª Conf. Cub. de Lepr. Santa Clara, 1944.

O A. analiza os resultados obtidos com o emprego do Toxóide Diftérico em 63 leprosos, de várias formas e períodos da molestia. O tratamento variou en­tre 3 e 28 meses, durante os quais, os pacientes receberam contínuos cuidados terapêuticos e rigorosa observação. Os resultados obtidos, estão registrados no quadro abaixo, segundo os tipos da enfermidade:



O A. sugere o tratamento mixto da lepra pelo Toxóide Diftérico e o Azeite de Chaulmoogra, procurando desta forma estabelecer a verdadeira eficácia do novo agente terapêutico e a sua dosagem ideal, uma vez que as primeiras experiências vem oferecendo relativos bons resultados.



L. K.

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TRATAMIENTO DE LA LEPRA.

Tiant, F. R.:

Transc. 1.ª Conf. Cub. de Lepr. Santa Clara, 1944.

Como contribuição à 1.ª Conferéncia de Leprologia, realizada em Cuba, o A. apresentou um trabalho referente à terapêutica da Lepra cujas conclusões são as seguintes:

"1.º Tratamento das enfermidades debilitantes e dos focos de infecção; alimentação completa em todos os sentidos; exercido e higiene corporal, consti­tuem elementos de primeira importância no tratamento da Lepra.

2.° O azeite de chaulmoogra e seus derivados, sem ser especifico são os melhores medicamentos que atualmente existe para o tratamento especial da lepra.

3.° A via intradérmica de administração desses medicamentos, é a que parece oferecer maiores vantagens ,sendo recomendada pela maioria dos lepró­logos.

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4.° — Durante o tratamento deve haver rigoroso controle de peso, da tem­peratura e do índice de eritrosedimentação dos pacientes, fatores estes, que ser­virão de guia na conduta dos mesmos.

5.° — Algumas manifestações especiais da lepra: localização nas vias aéreas superiores, neuritis, etc., requerem, além da terapeutica geral e especial. cuida­dos locais particulares."



L. K.

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STUDIES OF THE LEPROMIN TEST.

3 — Preparation and standartization of Lepromin.

Dharmendra, M. B.;

Leprosy in India, Londres, 1941:13, 77.

No presente trabalho, o A. trata sobre o preparo do Lepromin para testes alérgicos, em doentes de lepra; meios de preparação e de colheita do material. Descreve o método de centrifugação frâcional, para purificação do antigen, bem como a sua standartização e emprego, concluindo que tem obtido bons resultados com o emprego dessa emulsão em injeções de 1 c.c..



L. K.

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ESTUIDO DE CIERTAS PROPRIEDADES ANTIGENICAS DE LOS EX­TRATOS DE PIEL NORMAL, TUBERCULOIDE Y LEPROMATOSA.

Negroni, P. & Mom, A. M.:

Rev. Arg. Der., B. Aires. 1944:28 (3) 265.

Em Sessão da Ass. Argentina de Dermatologia e Sifilologia, os Autores apresentaram minucioso estudo comparativo entre as propriedades antigenas de extratos de pele normal, tuberculóíde e lepromatosa. Em suas conclusões, dizem o seguinte:

Os coelhos inoculados com extratos de pele N. T. y L. por via intradér­mica e Intravenosa durante um mês, apresentaram no dermis e no soro, as se­guintes modificações:

1 A difusão do azul Tripan se reduz de 34,32% a 55,80% para a pele N e para a T de 18,43% a 49,13%. Nos coelhos tratados com extrato de pele lepromatosa, não foram observadas modificações.

2 As reações de floculação com os extratos e soros de coelhos tratados com pele N, T, e L, foram negativas. As reações de fixação do complemento deram mais intensamente positivas e com maior frequência, quando empre­gados os soros de coelhos tratados com extratos de pele T. do que com os de pele L. O soro dos coelhos tratados com pele N, não fixa o com­plemento como os extratos N, T e L.

3 — O soro dos enfermos de lepra tuberculóide fica Intensamente o comple­mento com extratos de pele T, e menos frequentemente, com o de pele le­promatosa. O soro dos enfermos lepromatosos, só excepcionalmente, fixa o complemento. O soro de leprosos, 28 pacientes, pode tambem fixar o complemento com a presença de extratos de pele L ou T (8 postivos e 3 duvidosos).

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E terminam afirmando que na pele dos enfermos de lepra, existem dois fa­tores antigênicos: um na pele N, que é responsavel pela difusão; o outro, pró­prio do foco leproso, que originaria os anticorpos fixadores do complemento, com mais intensidade e frequência empregando extratos de lesões de lepra tuber­culoide



L. K.

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LEPRA Y MATRIMONIO.

Baliña, P.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 293.

No presente trabalho, o A. manifesta sua opinião sobre o matrimonio de leprosos, mostrando-se contrário ao Art. 17 da Lei N.° 11.359, de seu País, que prevê e proíbe o casamento dos hansenianos. Julga necessária e oportuna a revisão desse dispositivo, aconselhando uma série de medidas. E contrario à esterilização dos enfermos. Refere-se, a seguir, às medidas aconselhaveis à proteção do filho são, de pais leprosos, problema que analiza sob vários aspectos.



L. K.

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PSICOLOGIA, SEXUALIDAD Y MATRIMONIO EN LOS HANSENIANOS.

Llano, L.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 296.

O A. apresentou à 2.ª Reunião Leprológica de Rosario, uma comunicação referente ao matrimonio, psicologia e sexualidade dos leprosos. Após uma série de considerações, manifesta-se francamente contrario ao casamata do hanse­niano, acrescentando tratar-se de um assunto puramente cientifico, que não pode ser encarado sob o ponto de vista religioso. Conclue que, encarado o problema sob o ponto de vista legal, cientifico ou social, o casamento do le­proso não deve ser aconselhado. Recomenda a construção de Colônias e preventorios unisexuais, onde a prática do esporte, do trabalho e da religião, re­duza o desejo sexual do enfermo, uma vez afastada a tentação que suscita a convivência entre jovens de sexos diversos.



L. K.

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LEPRA Y MATRIMONIO.

Fernandez, J. M. M., Barman, J. M. & PECORARO, V.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 300.

Na presente comunicação, os Autores analizam o problema do matrimonio entre os hansenianos, sob o ponto de vista médico. Encaram o assunto sobre três aspectos essenciais: influência da atividade sexual sobre a evolução da en­fermidade, influência da gravidez, do parto e do puerperio, e a situação dos fi­lhos de pais leprosos. Após uma série de considerações, concluem que sob o aspecto puramente médico, faltam bases cientificas para ser impedido o casamen­to entre os doentes de lepra.



L. K.

— 406 —


EL MATRIMONIO DE LOS ENFERMOS DE LEPRA DESDE EL PUNTO DE VISTA DEL DERECHO NATURAL, CANONICO Y CIVIL.

Basombrio, G.:

Rev. Arg, Der., B. Aires, 1944:28 (3) 302.

Externando seu ponto de vista sobre a debatida questão do matrimonio dos leprosos, o A mostra-se francamente favoravel à liberdade de ação dos doentes, nesse particular. Acrescenta, entretanto, que uma coisa é permitir o casamento, e outra é fomenta-lo. Razão porque, julga conveniente a separação dos sexos nas colonias e preventórios. Aconselha ainda, se esclareça aos pretendentes as fortes razões porque deveriam desistir de seu propósito, deixando, entretanto, a seu criterio essa resolução, sem tolher os direitos de liberdade inerentes ao homem.



L. K.

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LICENCIA MATRIMONIAL A ENFERMOS DE LEPRA INTERNADOS EM LOS SANATORIOS COLONIAS. (Su valor proflladieo).

Schujman, S.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 306.

Afirma o A. que o tema "Matrimonio e Lepra" é demasiado extenso e com­plexo para ser analizado em uma comunicação. De inicio, apresenta interes­santes questões referentes no assunto, sob as varias modalidades porque em re­gra se apresentam, e, após analise de cada urna das citações, conclue que a li­cença matrimonial aos enfermos de lepra, Internados, é uma medida que favorece a luta anti-tuberculosa. As objeções feitas ao matrimonio entre os hansenianos, quanto a pernidosidade da atividade sexual, gravidez, herança, etc., devem ser refutadas. Dentre as vantagens que oferece o casamento, assinala a solução natural e legitima que oferece para a solução do problema sexual, vinculação nas colorias de conjuges leprosos e atração de enfermos externos à mesma. Fi­nalmente, propõe que a Assolação Argentina de Dermatologia solicite a mo­dificação da Lei n. 11.359, que proibe o casamento entre os enfermos de lepra, baseando-se nos benefícios que a licença matrimonial trará ao enfermo e à pro­filaxia da lepra.

L. K.

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EL MATRIMONIO EN LOS ENFERMOS LE LEPRA.

(Necesidad de suprimir el articulo, 17 de la Ley 11.359).

Garzon, R. & Pitt, A.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 313.

Os Autores são contrários à proibição do casamento entre os leprosos, afir­mando que essa medida cria sérios problemas de ordem sexual e moral, além de constiutir uma ilegalidade. Analizam diversos aspectos da questão, opinando finalmente pela supressão do artigo 17 da Lei Nacional Argentina, que proibe o proibe o matrimonio dos enfermos de lepra.



L. K.

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A PROPOSITO DO MATRIMONIO ENTRE LEPROSOS.

Blanco, E. F. & Fiol, H.:

Rev. Arg. Der.. B. Aires, 1944:28 (3) 321.

Opinando sobre o momentoso problema do matrimonio entre os leprosos, os Autores tecem comentários. Não se mostram muito entuziastas pela franca permissão desses casamentos. Procurando dar ás suas opiniões pessoais a for­ça de um plesbicito, realizaram no Sanatorio Colonia "Buenos Aires" ,uma con­sulta a 203 enfermos internados, dos quais obtiveram os seguintes resultados:

de 103 homens: — 37 partidários ao matrimonio

66 contrários ao matrimonio

Dos 37 partidários, 25 aspiravam o casamento por razões espirituais e 12 por razões sexuais. Desse mesmo grupo, apenas 3 aceitavam a hipotese de ter filhos, os demais tratariam de evita-los.

Entre 100 mulheres: — 20 foram partidárias do casamento

80 foram contrárias ao casamento

Das 20 primeiras, 19 tratariam de evitar filhos. Pelos dados mencionados, os autores concluem que não será a "aspiração nobre e superior que representa o matrimonia a perpetuação da especie" que move o paciente de lepra a desejar o casamento.

São de parecer que o casamento deve ser autorizado, a juizo das autorida­des sanitárias, em casos especiais, como: a) nas formas benignas da lepra, tu­berculoide ou curadas; b) formas clinicas semelhantes em paciêntes de idade que não deixem o Sahatorio Colonia; c) nos casos onde se tenha, que legalizar uma situação ou legitimar filhos. São ainda, de opinião, que o matrimonio de um enfermo com uma pessoa sã, deve ser permitido, mesmo tendo esse ultimo conciência do fato.

L. K.

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LEPROMINO-REACCION. — (Conveniencia de emplear um antigeno estandartizado).

Fernandez, J. M. & Serial, A.:

Rev. Arg. Der.. B. Aires, 1944:28 (3) 325.

Apresentamos a seguir. a tradução do resumo dos Autores, referente ao presente trabalho: "Os autores distinguem os diferêntes antigenos empregados nas reações imunológicas na Lepra, em 3 classes: lepromina integral, lepromina bacilar e lepromina protéica purificada. Mostram a conveniência de se contar com uma lepromina estandartizavel, recordando os diversos ensaios realizados com este objetivo por envestigadores de diversos países. FERNANDEZ & OLMOS, na Argentina e DHARMENDRA na India, chegaram a obter um pó de bacilos, livre de detritos celulares. A seguir, consideram as vantagens e in­convenientes de cada tipo de lepromina e aconselham usar na prática, a lepro­mina bacilar de DHARMENDRA, pois sua técnica de preparação não é com­plicada, o seu rendimento em quantidade é similar ao da lepromina integral, provoca reações precoces e tardias e, principalmente, porque permite trabalhar com um antígeno estandartizado. Os autores empregam, habitualmente, esta le­promina em concentração de 1:2.000."

Acompanha o trabalho um apêndice, no qual estão reproduzidas as diferen­tes técnicas de preparação dos antigenos.

L. K.

— 408 —


LEPROMINORREACCIÓN. (Estudio comparativo de diferentes antígenos derivados de lepromas y criterio para su letura).

Mom, A. H.:

Rev. Arg. Der., B. Aires. 1944:28 (3) 334.

O A. se refere ao emprego da "Lepromino-reação", avalizando seu pro­gresso desde 1916, quando foi pela 1.ª e vez empregada por Mitsuda. Tece uma serie de considerações, concluindo que, sob o ponto de vista prático e teórico, a lepromina bacilar deve ser adotada para as lepromino-reações. Afirma que os resultados obtidos com as leprominas bacilares são equivalentes. Dá pre­ferencia à técnica de DHARMENDRA. Aconselha o prosseguimento dos estu­dos dos antigenos protéicos e núcleo-proteico, com a esperança de obter a frac­ção antigênica especifica do M. B. Leprae. Refere-se, ainda, à leitura da le­promino-reação, ao modo de emprego, quantidade, local da injeção, etc...

L. K.

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IDENTIFICACION DE ENFERMOS DE LEPRA. (Fichaje y Censo)

Baliña, P. L.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (3) 340.

Analizando o problema da identificação dos enfermos de lepra, o A. encara-o sob o aspeto profilático e social . Afirma que, praticamente, 50% dos casos fichados, corresponde às formas fechadas, isto é, não baciliferos, por isso mesmo, não contagiosos. Conidera o censo, a identificação e o fichario geral, permanente e sempre em dia, tarefas intimamente ligadas e que o Serviço Nacional de Saúde Pública deveria tomar a seu cuidado com maior rigor.

Delinêa um plano de reorganização do Serviço de Profilaxia da Lepra de seu Pais, atualizando-o de maneira a torna-lo mais eficiente.

L. K.

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ESTUDO COMPARATIVO ENTRE LA LEPROMINO-REACCION Y LA INTRADERMO-REACCION POR EL 2-4 DINITROCLOROBENCENO, EN ENFERMOS DE LEPRA, CONVIVIENTES Y CONTROLES SANOS.

Mom, A. M. & Basombrio, G.:

Rev. Arg. Der., B. Aires, 1944:28 (2) 105.

Do presente trabalho, apresentado à Associação Argentina de Dermatologia e Sifilologia, de Buenos Aires, os Autores apresentaram um resumo, do qual da­mos a tradução: 'Do estudo de 147 reações comparativas, entre a intradermo­reação de Lepromina bacilar (Tecnica de Fernandez-Olmos Castro) e a estan­dartizada, de Muir, e a solução acetônica de 2-4 dinitroclorobenceno 1:1000, se conclue o seguinte:

  1. Que ambas as reações têm um curso idêntico, coincidindo seus resulta­do em 91,83% dos casos para a reação precoce e em 96,43% para a tardia.

  2. Em 61 lepromatosos a concordância foi absoluta, 100%.

  3. Em 38 tuberculóides, a concordância foi de 84,2% para a reação pre­coce e de 97,37% para a tardia.

  4. Em 9 enfermos de forma incaracteristica, a concordância foi de 88,8%.

  5. Em 13 comunicantes de formas lepromatosas, para ambas as reações, a concordância foi de 92,3%.

— 409 —

  1. — Finalmente, em 26 casos sãos, não comunicantes, a concordância foi, para a reação precoce 84,6%, e para a tardia, 91.66%."

Segue-se a discussão do trabalho, pelos Professores NEGRONI e BALIÑA e pelo Dr. MOM.

L. K.

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ESTUDO SOBRE A CÉLULA LEPROSA DO RATO.

Linhares, H.:

Mem. Inst. Osw. Cruz, Rio, 1944:40 (2) 183.

O A.. após ligeiro estudo retrospectivo dos trabalhos já publicados sobre as células leprosas, conclue que a origem desses elementos pertence ao sistema re­tículo endotelial. Em sumario diz o Autor: "Selecionando 11 (onze) ratos, em adiantado gráu de lepra murina, inoculou-o com litio carmim e azul pirrol. Ve­rificou, em todos os ratos inoculados, que as células que englobam as partículas do corante, na coloração vital, eram as mesmas que continham os bacilos. Veri­ficou em cortes da pele, a transformação dos histiocitos do tecido conjuntivo frouxo em células leprosas. Em orgãos internos que examinou, verificou sempre que a célula leprosa provinha de um elemento do sistema reticulo-endotelial e grânulos de corante, juntamente com bacilos foram encontrados nas células do reticulo-entote­lio do baço, medula ossea, ganglios linfáticos, células de Kupffer e histiocitos do pulmão".



L. K.

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TOXOIDE DE LA DIFTERIA EM EL TRATAMENTO DE LA LEPRA.

Chala, J. I. & RESTREPO, F. L.:

Rev. Fac. Med., Bogota, 1943:12 (3) 125.

Os Autores se referem às observações de COLLIER, sobre os resultados ob­tidos com a antitoxina e a toxóide na terapêutica da lepra. Embora não aceitas­sem totalmente as teorias daquele Autor, animados pelos resultados divulgados, realizaram, tambem no Instituto LLERAS ACOSTA, uma sede de estudos com o propósito de verificar os efeitos do toxóide diftérico na lepra.

Selecionados 24 casos, iniciaram o novo tratamento, observando todos os pormenores que julgaram indispensaveis. As experiências duraram de 4 a 26 meses. Não conseguiram resultados favoráveis, chegando à conclusão que a to­xóide diftérico não é medicamento útil è lepra, pelo contrário, em certos casos, prejudica a marcha da enfermidade, oferecendo mesmo perigos.

Completam seu trabalho com algumas ilustrações, quadros e resumos das ob­servações clinicas.



L. K.

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