Lava-te sete vezes



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1ª) Jo. 9:1 a 15 - O Senhor Jesus curou um cego de nascença usando o lodo que Ele fez com a sua saliva e barro, colocou aquela mistura nos olhos do cego e mandou que ele lavasse no tanque de Siloé.

Essa é a dinâmica.

O barro é o homem sendo usado pelo Senhor.

A saliva é aquilo que sai da boca do Senhor, é a palavra do Senhor, é ela que cura. O homem é apenas o veículo; é como qualquer remédio existe um veículo que faz com que aquele princípio ativo seja aplicado e faça efeito.

O Senhor usa o homem para chegar ao cego, mas o remédio é o que sai da boca do Senhor.

Mas é só isso?

Não, há um processo. O cego tinha que lavar-se no tanque de Siloé (que significa o Enviado).

Ele foi, lavou-se e voltou vendo.


2ª) Mc. 10:46 a 52 - Ele curou um outro cego em Jericó que estava sentado à beira do caminho onde Jesus passava. Ele clamava: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Jesus apenas perguntou-lhe o que queria, e ele respondeu dizendo: Mestre, que eu tenha vista.

E o Senhor lhe disse: Vai a tua fé te salvou.

Esse cego fala daquele que sabe quem é Jesus, mas está à beira do caminho, ele precisa de uma experiência real do projeto na sua vida para entrar no caminho e andar nele.


3ª) Mc. 8:22 a 26 - Jesus também curou um cego em Betsaida.

Trouxeram-lhe um cego e ele o levou para fora da aldeia, cuspiu-lhe nos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.

O cego disse: Vejo os homens, pois os vejo como árvores que andam.

Jesus tornou a pôr-lhe as mãos nos olhos e então o homem já podia ver ao longe e distintamente a todos.

Essa é a experiência do novo convertido. Ele entra aqui e fica perguntando o porquê de tudo.

Por exemplo, hoje deve ter alguém aqui querendo saber por que nós não estamos dobrando os joelhos no clamor.

É por uma questão de falta de espaço. Nós não estamos inovando nada, não estamos criando nenhuma novidade, é só para não ficar um em cima do outro.

Aquele cego já podia ver perfeitamente, é a operação do Espírito Santo na vida do homem.

Estes três exemplos são importantes porque mostram que toda cura é profética, todo dom tem uma aplicação profética.
Maravilhas.
Há muitos exemplos.
1ª) Jo. 11:1 a 45 - A ressurreição de Lázaro.

2ª) Lc. 7:11 a 17 - A ressurreição do filho da viúva de Naim.

3ª) Lc. 8:22 a 25 – Jesus acalma a tempestade. Certa vez Jesus entrou no barco com os seus discípulos e partiram. Jesus, porém, adormeceu. Enquanto Ele dormia, veio uma tempestade de vento no lago e o barco ficou cheio de água. Aquilo ficou muito perigoso e resolveram acordar o Senhor que ali dormia.

O Mestre está sempre ao nosso alcance. Quem não entende isso, não entra no barco, fica nos barquinhos que estão ao redor, e nesses Jesus não está.

Quando vem a tempestade só há um que a acalma, é o Senhor Jesus.

E não é qualquer barco, é o barco no qual Jesus nos convidou para entrar.


4ª) Mt 14:13 a 21 / Mt. 15:29 a 38 - As duas multiplicações de pães.
Profecia.
Lc. 22:39 a 46 - Pedro precisava de muita profecia. Ele ficou tão importante que até virou dono de igreja.

Mt. 23:37 a 39 - Jesus profetizou a respeito da queda de Jerusalém.
Discernimento de espíritos.
Mt. 16:13 a 23 - Aqui há dois exemplos da aplicação desse dom. São eles:

1º) Vs.13 a 20 - Espírito vindo da parte do Senhor.

O Senhor Jesus pergunta aos seus discípulos: Quem diz os homens ser o Filho do homem?

E Pedro responde: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.

Era uma revelação, por isso Jesus lhe diz: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus.


2º) Vs. 21 a 23 - Espírito vindo da parte do adversário.

Pedro pensou: Eu acertei a primeira vez, o Senhor ficou satisfeito comigo, me chamou de bem-aventurado e aí disse ao Senhor que, de maneira nenhuma, Ele seria morto.

Então Jesus voltou-se para ele e disse: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Se Jesus não tivesse discernimento de espíritos, ele daria um abraço em Pedro, todo comovido, porque Pedro não ia deixar que o matassem.
Línguas.
O Senhor não foi usado em línguas porque esse dom é para a edificação do servo, e Jesus já era edificado, mas Ele faz referência a esse dom quando diz: E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas. (Mc. 16:17)
Interpretação das línguas.
A interpretação é toda a revelação do ministério que a Palavra contém.
OBJETIVO DOS DONS ESPIRITUAIS:
O principal objetivo da manifestação do Espírito Santo na parte de dons espirituais é a edificação do corpo.

O corpo que é usado em dons, ele tem os benefícios dessa operação do Espírito Santo, que são: salvação, cura, libertação, conhecimento do projeto. E o resultado disso é uma Igreja que é plenamente edificada, uma Igreja cheia do Espírito Santo, conforme a profecia de Joel, em que o Senhor diz: E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. (Jl. 2:28)

Com a efusão do Espírito virá também uma efusão de dons e nós estamos vendo o cumprimento dessa promessa nos nossos dias, a Igreja tem esse resultado, ela tem dons no corpo.
Algumas observações que devemos levar em conta a respeito de dons espirituais:
1ª) O dom tem que ser completo. Nós precisamos aperfeiçoar isso, nós vamos orar, vamos jejuar por isso.

Às vezes nós temos um dom, mas ele está incompleto, portanto, é preciso buscar um dom com profundidade, é pedir ao Senhor.



2ª) Interpretação não é discernimento.

3ª) A interpretação do dom não deve ser dada por aquele que teve aquele dom.

4ª) A interpretação não é dada por uma só, ela é dada no conjunto, é na reunião, é no rancho dos profetas, porque o dom vem incompleto naquilo que é a interpretação, por isso cada um tem a interpretação de uma parte do todo.

Não adianta você pegar uma pessoa... Olha, eu tive uma visão... Isso significa isso e isso. O dom vai continuar incompleto porque é preciso que haja uma complementação, cada um ali vai ter uma palavra que vai completar aquele dom.

Eu falo de homens edificados. É um constante aperfeiçoamento.
5ª) Nós não podemos estar acomodados. Ah... Graças a Deus eu tive um dom... Eu ainda não tive, mas estou esperando no Senhor... Porque o Senhor tem um tempo certo para todas as coisas... Estou esperando há dez anos...

Quando eu penso em dons, eu penso em definição de vida. Eu tenho que ter definição porque a Igreja Fiel está sendo orientada pelo Senhor e é um instrumento do poder de Deus na minha vida.


6ª) O dom está ligado ao governo.

Alguém chega e diz: Tive uma visão. Aí todo o mundo pára e diz: É? Conta logo. É com quem? É com o pastor? Então conta depressa...

Quando acontecer isso, manda parar logo.
7ª) Dom visível e dom invisível, dom maior e dom menor. Existe isso? O que pode ser considerado como dom visível? Visão? Sabedoria é dom invisível?

Não sei dizer. O que nós sabemos é que sem o dom de sabedoria não se coloca nada no lugar certo, e sem o dom de discernimento de espíritos não se sabe o que é do Senhor e o que não é do Senhor.

Também sem fé é impossível agradar a Deus.

A Igreja vai ter, no corpo, todos os dons.

Há muitas coisas que são no tempo do Senhor, mas batismo com o Espírito Santo e dons espirituais são para já, é preciso buscar, definir, Você vai orar e não vai ficar: Ah... Senhor, eu queria uma visão...

Às vezes você tem o dom de sabedoria e não sabe que tem às vezes você tem línguas e não tem coragem de falar, é o que chamamos de covardia espiritual. O Senhor diz: Abre bem a tua boca e ta encherei. (Sl. 81:10), se você não abre, nada feito.

Às vezes você fala somente uma palavrinha em línguas e fica envergonhado porque não tem mais, ou então a língua que você fala é igual a do pastor e você fica constrangido, porque acha que os outros vão pensar que você está copiando o pastor.

Às vezes você fala em línguas em sua casa, na madrugada, e aí chega à igreja e não fala porque tem medo, tem vergonha. Mas o Senhor diz que os covardes e os medrosos não entrarão no reino dos céus.


Amém
.PALAVRA REVELADA (GIDEÃO)
Juizes 6:11 e 12 - Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.

Então o anjo do Senhor lhe apareceu, e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.
Aquele era um momento difícil na vida do povo de Israel porque, devido à desobediência, à rebeldia, o Senhor permitiu que os midianitas entrassem em Israel e dominassem por sete anos.

Os midianitas prevaleciam sobre os de Israel de modo que o que se plantava ou era destruído ou era levado, e dessa maneira Israel empobrecia grandemente porque eles não deixavam mantimentos em Israel, nem ovelhas, nem bois e nem jumentos e por isso Israel clamou ao Senhor.

Nós estamos vivendo um momento difícil para a humanidade. O mundo se debate sobre uma dominação em que o adversário (midianita) entrou nos meios de comunicação, na imprensa (escrita e falada), nos órgãos de decisão dos governos, nas repartições, nas escolas, nos lares, e está roubando o trigo, que é a Palavra, que é o ensino, que é o alimento, o sustento do povo está sendo roubado.

Nós estamos vivendo um momento em que a sociedade clama, ela chora e lamenta porque não há recurso, não há descanso, não há refrigério.

O evangelho que é pregado hoje, é o evangelho histórico, ele conta aquilo que é material, e o materialismo é a falta de fé, é o desvio da doutrina, é o desvio da bênção, da promessa do Senhor.

A Palavra sofreu muitas perseguições ao longo do tempo. O evangelho precisava ser completado porque no Velho Testamento Jesus estava escondido.

Nós encontramos Jesus no Velho Testamento através das figuras, dos tipos, das alegorias, Ele é o sacerdote, é a vítima (o Cordeiro cujo sangue foi derramado), é o ministrador dos anjos. Nós vemos ali a ação do Espírito Santo.

No Novo Testamento Jesus se revela.


Qual é o objetivo do adversário em se opor à doutrina, à Palavra?
O objetivo é matar Jesus, o intuito dele era destruir Jesus, por isso nós vemos a luta de Jesus em desviar-se daqueles que vinham para destruí-lo, a sua luta contra os religiosos, contra os fariseus, contra Judas que o traiu.

Nós vemos o julgamento de Jesus, nós vemos a sua morte, e nós vemos que o adversário não teve poder porque Jesus venceu a morte.

A vitória de Jesus é sobre a morte. A Igreja glorifica ao Senhor porque ela conhece, não um Jesus morto, mas sim o Jesus vitorioso, aquele que ressurgiu dentre os mortos e que está vivo, que fala e que se revela à Igreja.

Uma vez que o adversário não teve poder, não teve autoridade sobre Jesus, ele agora se volta contra a Igreja, o seu objetivo agora é destruir a Igreja. Os dias iniciais da vida da Igreja foram dias de perseguição, foram dias de morte. Nós vemos a luta da Igreja nas arenas, nas cruzes, os leões. Nós vemos nas catacumbas a marca da Igreja que viveu a doutrina com a sua própria vida, que entregou nas mãos do Senhor a sua própria vida para guardar e viver a Palavra. Era a perseguição da Igreja por parte do adversário.


Por que o adversário investiu contra a Igreja?
Porque a Igreja tinha a Palavra de Jesus. A Igreja agora estava vivendo a doutrina, o ensino de Jesus.

Quando o sacerdote pergunta a Jesus: Qual é a tua doutrina?, Ele não respondeu nada. Por quê?

Porque com aquele silêncio Jesus estava dizendo: Pergunte a Igreja, ela sabe o que Eu lhe disse, ela tem a minha Palavra, Eu ensinei a ela. Todos os dias no templo Eu falava da minha Palavra.

A Igreja primitiva tinha a Palavra e foi por isso que o adversário investiu contra ela, porque matando a Igreja, ele matava a Palavra (que ainda não havia sido impressa, ela ainda estava no coração da Igreja). Por quê?

Porque na Palavra estava o projeto a ser revelado, estava o reino a ser revelado, a história do reino estava contida na Palavra. Se a Palavra fosse destruída, o projeto estava encerrado, mas nós sabemos que a Igreja sobreviveu, o Senhor deu graça, e quanto maior o sofrimento, quanto maior a dor, maior a vitória, e aqueles que iam às arenas contemplar aquele espetáculo de morte, também viam o olhar dos santos, a expressão do rosto, um gemido, uma lágrima, o sangue derramado, e aquilo falava de uma maneira tão eloqüente, tão convincente, tão profunda que muitos, naquela hora, se convertiam ao Senhor. A Palavra se multiplicava. Morriam cem, e salvam-se mil. Morriam mil, e salvam-se dez mil.

O adversário também não teve poder sobre a Igreja, ela sobreviveu.

E nos anos que se sucederam nós encontramos uma outra oposição à Palavra por parte do adversário. Nós vemos agora Pérgamo, o casamento que é pervertido, onde o clero, a elite sacerdotal domina a Palavra e a torna algo inacessível, hermética, oculta. Era preciso que a Palavra fosse descoberta.

O primeiro milênio da era cristã é de escuridão, de trevas porque a Palavra estava encerrada nos mosteiros e nos palácios, e ela estava escrita em latim, em grego, em hebraico, em aramaico, portanto, era preciso que o homem comum tivesse acesso a ela.

O adversário escondeu a Palavra dos olhos do homem comum. Foi um período de escuridão, um período de trevas, de obscuridade para a humanidade. Mas o Senhor levanta homens como Lutero, homens que descobrem a Palavra, a pérola de grande valor, o tesouro escondido. A Palavra é aberta à luz do homem comum.

Nós vemos a grande revolução que este fato gerou na vida da humanidade, nós vemos o Renascentismo, onde o homem, através da Palavra, descobre que há segredos, há mistérios insondáveis, ele descobre o valor que tem, é a evolução nas artes, na ciência, no conhecimento humano, a prosperidade em todos os setores, as grandes descobertas, as grandes conquistas territoriais, é o homem que expande os seus limites. Tudo isso porque a Palavra foi aberta, a luz brilhou nas trevas, na obscuridade.

Lutero e muitos outros renovadores descobrem esta Palavra e abrem-na para o homem para que ele agora comece a examiná-la.

Foi um outro período decisivo para a humanidade.

Hoje nós estamos vivendo um momento especial porque a Bíblia está aberta, o acesso ao conhecimento da Palavra é livre, não há dificuldade nenhuma, qualquer um pode comprar uma Bíblia, há uma loja em cada esquina, muitos colocam a Bíblia aberta na sua sala, muitos dizem que a Bíblia é o seu livro de cabeceira, dizem que gostam dela, que se identificam com as mensagens. A Bíblia é o livro mais vendido no mundo.
A Bíblia secularizada.
Quando nós analisamos a Bíblia sobre todos os aspectos, nós vemos que é um livro muito interessante porque nos fala sobre ciência, sobre filosofia, etc. Mas a grande oposição que a sociedade de hoje enfrenta em relação à Palavra é que o mundo secularizou, materializou o ensino da Palavra.

A Bíblia que o mundo conhece é uma Bíblia que serve para satisfazer a necessidade do homem.

Quando alguém abre a Bíblia encontra água, mas é a da companhia de abastecimento de água da cidade, é a água encanada. Essa foi a preocupação da mulher samaritana. Jesus a encontra quando ia pegar água naquele poço e lhe diz: Se eu te der da água que eu tenho, nunca mais terás sede.

Ela deve ter pensado o seguinte: Eu moro lá em cima daquela montanha e tenho que descer, vir aqui neste poço todos os dias é uma luta tremenda... Água encanada no morro? De graça? Voto nele.

Hoje nós estamos vivendo exatamente isso. É a Bíblia dentro de um contexto material, é a Bíblia secularizada, é a Bíblia na razão, e quando ela está na razão, quando nós manifestamos a nossa cultura bíblica, dentro de um contexto racional, há muitos questionamentos, porque ela é passível de muitas contradições: Olha, essa história de Adão e Eva não foi bem assim... Olha, arca de Noé não era uma arca, era uma jangada... era um transatlântico com tais e tais dimensões... fica difícil colocar tantos animais.

A Bíblia na razão fica sujeita a muitas críticas, e é isso que nós estamos vendo hoje, é o midianita que vem roubar o trigo que está na eira.

O favor que o mundo tem prestado no que diz respeito à Palavra hoje, é fazer com que ela seja um elemento vulnerável, sujeito a toda sorte de críticas e de reprovações. O evangelho se tornou execrável para muitos porque é o evangelho racional, material, é a Palavra secularizada.
Gideão.
E muitos podem dizer: Bem... A nossa situação está muito difícil. E agora, pastor? Como é que vamos fazer? Já não podemos mais falar do evangelho? Não podemos mais falar da Bíblia?

Podemos e devemos. E é exatamente nesta hora que o Senhor levanta Gideão.

Gideão foi levantado, ele foi separado num momento decisivo na vida do povo de Israel. O trigo estava na eira, o midianita roubando aquilo que era tradicional, o evangelho tradicional, a Palavra tradicional, aquilo que todo o mundo conhece, aquilo que já não convence mais o homem, não converte mais ninguém (porque hoje nós estamos andando num terreno em que há uma cultura bíblica acentuada).

Nesta hora é preciso malhar o trigo no lagar.

O trigo de todos estava na eira, num lugar externo, fora da casa, exposto, e quando o midianita vinha, ele passava ali e via e então era só roubar.

Meus irmãos, se nós vivemos o mesmo evangelho que o mundo está vivendo, o mesmo evangelho que o mundo está pregando, que é o evangelho na letra, que é o evangelho racional, o evangelho material, nós não estamos dizendo nada, porque esse evangelho não convence mais ninguém, não é argumento suficiente para prover a necessidade de salvação ao homem. É o trigo na eira, é um lugar conhecido, é a Palavra conhecida, aquilo que é tradicional, que é lugar comum: Jesus é maravilhoso! Deus é amor! Jesus Cristo salva! Jesus é o Senhor!

Qual a novidade que há nisso?

Nenhuma. Todos sabem que Jesus é isso tudo e muito mais.

Gideão também sabia.

Meus irmãos, a Obra do Espírito Santo sabe que se nós enveredarmos pelo caminho que o mundo está vivendo, não há alimento para a Igreja porque o adversário entra e rouba.

O momento, nesta hora, é malhar o trigo no lagar.

O lagar não era um lugar destinado ao trigo, ele era o lugar do vinho, o lugar onde as uvas eram pisadas, era um lugar interno, um lugar coberto, dentro de casa, secreto.

Gideão pensou o seguinte: Se eu malhar o trigo no lagar, o midianita não vê. Ele vai passar vai ver a eira vazia e vai pensar que aqui não há trigo e vai embora.

Meus irmãos, a Obra descobriu, por revelação do Espírito Santo, que se o trigo estiver misturado com o vinho, ou seja, se a Palavra estiver misturada com o Espírito Santo, ela é uma Palavra revelada, e dessa maneira o adversário não descobre. O mundo não vê isso.

Se nós entramos, pela revelação, não existe argumento que possa contestar. Quem vai contestar a revelação? Quem vai contestar a Palavra revelada?

Não há contestação.

Gideão descobre o segredo, que é o segredo que o Senhor tem mostrado à Obra nesta hora.

Se a palavra está materializada, se ela está secularizada, o Espírito Santo tem providenciado o recurso para a sua Igreja nesta hora, que é a revelação. Essa é a única coisa que nós temos, não temos mais nada além disso.

Quando o pastor sobe ao púlpito para entregar a Palavra, ele não vai sensibilizar a Igreja pela sua simpatia... Que pastor simpático!... Não é isso que está convencendo, não é isso que está sensibilizando.

Muitas vezes, quando nós entregamos uma mensagem, o visitante diz: Pastor, eu não entendi nada do que o senhor falou, mas quando o senhor entregou aquele dom que dizia de um homem com um problema assim e assim, isso me tocou profundamente porque é a minha necessidade.

O que era aquilo que nós entregamos?

Era a revelação.

A Obra só tem uma coisa, que é a Palavra revelada, que é o trigo no lagar, é o trigo com o vinho, que é a ação do Espírito Santo, é a dispensação para este momento.

Que argumento nós temos? Não... porque Jesus andou em Nazaré... Ele andou por aqui... Então eu vou guardar esse grãozinho de areia num anel... Olha, aqui dentro está um pedacinho da arca de Noé... Um pedaço da cruz de Cristo... Qual é o valor disso?

Nenhum. É o evangelho material. Se nós fôssemos juntar todos os pedaços da cruz de Cristo que há por aí, dava para construir uma cidade.

É esse evangelho que o mundo está pregando, mas a Obra não. A Obra é como Gideão, ela tem o trigo no lagar, que é a revelação.

E quando o anjo do Senhor vê Gideão malhando o trigo no lagar, ele o chama de varão valoroso.

Onde estava o valor de Gideão?

Estava na revelação. Nós temos valor quando temos a revelação na nossa vida, quando nós vivemos a revelação, quando nós atendemos à revelação, quando nós obedecemos à revelação, quando acatamos aquilo que o Senhor revelou e mostrou à sua Igreja, nisto está o valor da nossa vida.

Gideão descobriu a revelação. O nosso valor vem dela. Nós não somos homens valorosos porque gritamos O sangue de Jesus tem poder!... Não é nada disso. Se a revelação fosse grito, nós estaríamos numa dificuldade muito grande.



O Senhor é contigo, varão valoroso. O Senhor é com aquele que está com a revelação. Ele não está conosco porque somos bonzinhos, aquela fineza, aquele diácono, que é bonito... Se nós fôssemos depender da beleza de diácono, até os que já foram levantados teriam que ir para o banco... Nós não podemos contar com a nossa simpatia, nem com o nosso conhecimento, a única coisa com a qual podemos contar nesta Obra e nesta hora é com a revelação.

Gideão tinha um segredo. A Igreja também tem um segredo, é a madrugada, é a consulta à Palavra, o culto profético. Se disséssemos este segredo, quem entenderia? Como é que nós vamos dizer a um tradicional que a Igreja está todos os dias no culto e que a Palavra todos os dias não envelhece, não acaba, pelo contrário, se renova, que há uma mensagem nova a cada dia? Como nós vamos explicar que num mesmo versículo há dez, vinte mensagens?



O Senhor é contigo, varão valoroso. Essa é a expressão que nós temos para este momento que nós estamos vivendo.

A luta da Igreja nesta hora é para que esta Palavra revelada, este ensino, este socorro, não deixe de estar sobre a nossa vida, e que nós sempre tenhamos esta bênção conosco para nos acompanhar, para nos ajudar.

O ministério de Gideão é o ministério da Igreja. O pastor não está sozinho e nem pode ficar sozinho, ele precisa da intercessão da Igreja, do clamor, da fidelidade, da obediência, do atendimento. O subsídio que a Igreja dá ao pastor é este elemento que impulsiona todas as coisas na Obra, é o ministério da Igreja, é a revelação.

Se nós temos um grupo muito bem estruturado, centrado, embasado nas revelações, que entrega dons no culto profético, que traz a Palavra, então nós temos uma Igreja forte, uma Igreja rica e o adversário não tem poder sobre esta Igreja.

Esta é uma Igreja que cresce e que vai continuar crescendo porque a Palavra revelada, o trigo no lagar está no nosso meio.
Amém.

CULTO PROFÉTICO
Êx. 18:21 - E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza, e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez.
No primeiro ano que eu estive aqui, em 1986, um irmão disse para mim: O Senhor está mostrando uma coisa muito especial que Ele quer fazer daqui a alguns anos. O Senhor quer que nós alcancemos um objetivo, Ele quer o louvor completamente revelado, Ele quer a mensagem completamente revelada, Ele quer uma assistência que seja pela orientação do Espírito Santo.

Anos depois eu pude ver aquilo que o Senhor estava mostrando ao coração dele. Nós estávamos na França e eu não consegui ver nada daquele país porque estava completamente envolvido com aquilo que o irmão estava apresentando e que viria a ser o nosso culto profético. Aquela ocasião eu pude aprender um pouco sobre este assunto que hoje nós estamos vivenciando no nosso dia a dia.


O resultado mais profundo daquilo que nós poderemos ter na Obra, em termos de reunir todas as doutrinas que o Senhor nos deu até aqui, é praticado por nós em um momento chamado culto.

O culto da Igreja chama-se culto profético.

O culto profético não é um culto novo porque o culto só é culto ao Senhor, e só tem o Senhor presente quando ele é profético.

Se o culto não é profético, ele se relaciona a um outro, que é um culto estranho.

O culto que é estranho a Deus é aquele culto do qual Deus não participa, por isso ele é estranho.

Nós não temos um culto chamado profético na Igreja, senão, nós temos um culto de casamento, um culto fúnebre, um culto disso e um culto que é profético. Nós temos o culto, que tem que ser profético para ter a operação de Deus, porque, se não for profético, se não tiver a operação de Deus, ele é culto estranho, Deus não conhece esse culto.


O culto reúne em si todas as doutrinas que nós aprendemos até aqui na Obra que o Senhor tem a realizar, que está dentro de um projeto.

Deus tem um projeto e a realização desse projeto, a sua execução está na Obra, e o que ela tem de mais profundo está no culto.

Se nós começarmos pelo culto, nós vamos realizar a Obra que está dentro de um projeto.

O Senhor, na sua eternidade, determinou esse dia e hora. Nós estamos realizando uma Obra, e o mais profundo dela está nesse pedaço de tempo, que é o dízimo desta tarde que nós estamos oferecendo ao Senhor.

Às vezes nós aprendemos muito acerca de dízimo, falando de um pedacinho de tempo quando levantamos pela madrugada. Jacó sabia muito bem disso, ele deu o dízimo de tudo (Gn. 28:22).

Quando nós falamos de culto, nós estamos falando de um culto que só pode ser profético.


O culto, que é profético, tem 5 fases:
1ª) A Busca.
A busca é muito importante porque é o período em que toda a Igreja está envolvida porque nós somos responsáveis por aquilo que vai acontecer no culto na casa do Senhor.

Nós temos que entender que o culto é um pedaço nosso, ele não é uma atribuição exclusiva do pastor, nem do grupo de intercessão, nem das pessoas que estão à frente, mas é uma responsabilidade de cada um de nós, Igreja.

Nós somos corpo, mas nós não somos o corpo inteiro, nós somos membros desse corpo. Se nós somos membros desse corpo, nós estamos dando a nossa contribuição, porque o culto é corpo.

Qual é a nossa contribuição?

É trazer aquilo que o Senhor nos deu, pelos meios que o Senhor tem para falar com a sua Igreja, mediante a nossa definição.

Isso é muito importante que se observe porque definição fala de querer fazer, entender o que pode fazer e fazer. Definição não fala de quero fazer, mas estou com preguiça... quero fazer, mas acho que não posso. É querer fazer, poder fazer e fazer, há uma ação continuada: Eu posso, eu quero e eu faço.

O princípio básico é eu posso porque o Senhor derramou do seu Espírito sobre a minha vida, portanto, eu posso. Eu posso todas as coisas naquele que me fortalece (Fp. 4:13). Não é naquele que me enfraquece.

Se eu posso todas as coisas naquele que me fortalece e se eu quero fazer, então eu faço, eu vou buscar ao Senhor.

Se eu estou buscando ao Senhor, eu estou no posso e no faço, eu estou trabalhando, mas estou orando ao Senhor, eu estou cuidando da casa, mas estou orando ao Senhor, porque eu tenho uma contribuição a dar naquele culto, eu sou responsável, o culto de hoje terá um pedaço meu.

2ª) A Reunião.
Essa reunião não é de busca, ela é para colocar em ordem aquilo que é o resultado da busca.

E você pode perguntar: Eu não tenho o dom de ciência, nem o de profecia, nem o de interpretação de línguas, então, qual é a minha contribuição na busca e na reunião?

A sua contribuição é a contribuição de servo. E às vezes nós misturamos, ou colocamos coisas acima dos dons, ou colocamos um dom em cima do outro, e isso não provém do Senhor, é um desestímulo da última hora.

Se você é batizado com o Espírito Santo e é fiel, você tem, porque o Senhor quer dar. Você só não terá se disser: Senhor, eu não quero. Ou se disser: Senhor, eu só quero este, nesse caso você também não terá, porque você estará determinando o que o Senhor vai fazer.


Por que a Igreja tem e precisa dos dons espirituais?
Porque se o culto precisa ser uma profecia, ela tem que ser a realização da vontade de Deus.

Como é que Deus vai fazer a sua vontade?

Informando aos seus servos, os profetas, aquilo que vai acontecer. Se eu entendo isso, então eu busco e o Senhor vai dar.

Meus irmãos, atentem para uma coisa: é importante que se traga para a casa do Senhor a definição em saber que Deus vai operar pela minha vida, seja no dom de fé, eu creio e oro ao Senhor, determinado a ver Deus clarear aquele discernimento, a ver o Senhor abençoar com cura, a ver o Senhor abençoar com profecia. A minha oração, a minha definição de vida vai fazer com que Deus se mova a abençoar.

Se eu tenho o dom de sabedoria eu vou poder contribuir colocando os dons, ou o discernimento dos dons, no seu lugar certo, na hora certa de contar, a forma de trazer o dom.

Se eu tenho do dom de discernimento de espíritos eu vou saber se aquele dom é do Senhor ou não, se é coisa da minha cabeça.

Os dons são iguais na sua aplicação.

Você pode dizer: Ah... mas o dom é visível porque é ciência, porque é profecia, porque é língua, porque é interpretação... O dom invisível...

Cuidado! Isso é uma chaga, é um tumor da última hora, é um medo, é essa conotação de inverdade, é essa diferença que não existe na Palavra. E nem ninguém é diferente porque tem mais ou menos dons, a Palavra diz que é para edificação do corpo, não há diferença.

O governo vai colocar em ordem os dons.


3ª) O Culto.
O culto é a realização.

Louvor:
Quais são as características do louvor na Obra?

Talvez você esteja acostumado a ouvir os louvores e isso é um perigo. É bom ouvir e ver a preciosidade e sentir porque, às vezes, nós cantamos o hino, mas não paramos para ler a mensagem que ele contém. Há hinos que você de tanto cantar erra a letra, liga no automático e canta, nem sabe se está cantando direito, ou então nem traz a coletânea, ou nem abre pensando que sabe e canta outra coisa, canta parecido.

Nós precisamos ver o que o Senhor está revelando na letra dos hinos, que é a Palavra, ela tem que ser mastigada e digerida espiritualmente por quem tem uma letra na mão.

Às vezes você tem uma letra, mas vai muito mais pelo som, pela emotividade, esquecendo-se que a letra tem a profundidade da revelação.

Os louvores da Igreja Fiel são revelados pelo Senhor, eles têm um objetivo, eles vão alcançar os alvos que o Senhor mostrou.

Quais são os alvos do culto?

Os sinais vão indicar quais são os alvos. Nós recebemos uma visão onde o Senhor dizia que era preciso dar uma palavra de salvação porque as pessoas, no geral, estão com dúvidas sobre a sua salvação, a palavra deve mostrar a grande salvação de Jesus.

Era um sinal de Deus para aquele culto, era o alvo a ser alcançado, Ele disse: Eu quero, nesse culto, que um dos alvos seja salvação. Pode haver também uma necessidade de cura espiritual, ou de cura física, ou de libertação.


Mensagem:

A mensagem caminha em cima desses alvos, mas ela tem um objetivo, que é a revelação.

A revelação da Palavra tem um objetivo, ela vai mostrar um projeto e nesse projeto nós vamos ver quais são as necessidades de hoje, que podem ser: libertação, cura, salvação, etc.

E os louvores têm que estar encaixados nesses alvos. Por exemplo: Se tem alguém precisando de libertação, qual será o hino a ser cantado?

Nós temos diversos, Escravizado é um deles.

Se nós precisamos de um encorajamento para a caminhada forte? Se nós precisamos da segurança do Senhor? O Senhor é meu pastor... Deus proverá!

Os hinos vão estar dentro dos alvos que o Senhor mostrou.
Muita gente pensa que palavra é só para os homens, só para diácono, mas aí vai para a reunião de senhoras e vai pregar sobre o quê? Sobre a coletânea?

As senhoras estão entregando uma palavra que tem que estar dentro de um contexto espiritual, uma palavra que tem uma introdução, que tem um desenvolvimento e que tem uma conclusão.

Qual é a introdução? Nós entramos aqui, nos introduzimos neste lugar. Qual é o desenvolvimento? Aquilo que estamos fazendo. E qual é a conclusão? Vamos sair por aquela porta, abençoados. Nós entramos querendo uma bênção desenvolvemos o projeto e saímos abençoados.

Você vai dar uma aula para as crianças ou para os adolescentes, ou para os jovens, ou vai entregar uma palavra para o seu vizinho, ou para o seu amigo... Introdução, desenvolvimento e conclusão.

Qual é o alvo da palavra que você vai entregar ao seu vizinho? Você vai falar do Gênesis ao Apocalipse? Olha, vizinho, eu queria dizer a você que Bereshit Barah Elohim, e queria dizer para você que... Amém. Você falou da primeira a última palavra da Bíblia. Então você pergunta se ele entendeu tudo. Ele vai dizer: Olha, eu estou tonto, você falou três anos seguidos e esqueceu de parar.

Qual é o alvo? É a necessidade dele.

E qual é o objetivo? É um projeto que você vai mostrar para ele? O objetivo é mediante aquele alvo, você vai trabalhar com ele.

Toda mensagem tem que ser objetiva, concisa, seja para homem, para mulher, para jovem, para criança, ela tem que ter essas qualidades, essas especificações.

O Senhor deu uma orientação muito interessante para o levantamento de obreiros, além daquelas que nós precisamos ver. O Senhor disse: Eu quero uma mensagem de cada um deles. Por aquela mensagem nós vamos ver se ela tem revelação, se é objetiva, se está dentro dos parâmetros. Se tem isso, o item mensagem está OK. Se não tem, não pode ser obreiro, não pode ser pastor, não pode ser diácono, não pode ser ungido, ele precisa aprimorar.

É um atributo a mais que o Senhor viu que precisava mudar e mudou.

A mensagem tem que estar dentro de uma revelação do Senhor.
4ª) A Assistência.
A assistência é tão ou mais importante que as outras fases. Ela é mais importante do que o culto?

Você pode pregar a melhor mensagem do mundo, o louvor mais arrumado e afinado do mundo, você pode ter trazido todos os sinais, mas se você estava sentado ao lado do irmão e não deu assistência a ele, então você jogou tudo fora porque você não fez o carinho que ele precisava, você não foi espiritualmente educado, e dessa maneira, ele não volta. Sabe por quê?

Porque ele entra precisando de uma bênção de Deus, e a bênção de Deus é um conjunto, Ele já deu um livramento, uma libertação para que ele viesse e entrasse. Não é fácil entrar numa igreja e sentar, milhões de pessoas não conseguem pôr o pé na porta da igreja, muito menos sentar-se no banco, eles têm medo, eles pensam que nós arrancamos a cabeça das criancinhas, que nós matamos as pessoas, que nós fazemos lavagem cerebral, eles pensam coisas terríveis que os jornais falam por aí, eles pensam que vão ficar na miséria, que vão ter que doar tudo o que têm para a Igreja.

O próximo passo que o Senhor faz é operar na vida dele, e aí entra a sua participação, é na oração, é no louvor, é na palavra, mas tudo isso precisa ficar fixado na vida dele. Como é isso?

Você vai manter isso na vida dele pela assistência que você vai-lhe dar no primeiro dia e nos demais dias.

Se ele entrar na casa do Senhor e eu não lhe der atenção, se eu não cuidar dele, se eu não orar por ele, se eu não tiver carinho por ele, se não tiver amor por ele, se eu não mostrar a Obra que existe em mim para ele, e se no segundo dia eu não tiver o mesmo cuidado do primeiro dia, se eu não colocá-lo no grupo de assistência, eu joguei tudo isso fora.



E Deus?

Deus fez a parte dele, agora você tem que fazer a sua, o Senhor está usando você para isso, você é peça fundamental no culto.

Às vezes você diz: A minha igreja está ficando vazia e começa a dar uma porção de justificativas: O pastor precisa vir mais aqui... Aquele diácono, você viu como ele prega?... O grupo de louvor está indo mal, canta uns negócios que ninguém entende... Essas crianças não param de andar dentro da igreja... Aquela velhinha... Você está culpando todo o mundo. E você? Eu? Eu não... Eu estou aqui todos os dias... Vai ver, você é o único culpado. Você pagou um preço pela madrugada? Jejuou? Orou? Foi definido? Atendeu ao Senhor? Foi obediente?

O Senhor move o mundo por amor de um e não vai encher uma igreja por amor de muitos que estão ali, orando?

Não é quantidade, é qualidade, cuidado com o número de gente porque gente é um problema. O Senhor enche a igreja de anjos e vai trazendo as pessoas e ficam ali porque você vai ter como assisti-las. Quando o Senhor vir que nós não podemos assisti-las, Ele não manda mais.

A assistência tem que ser revelada.

Um dia o Senhor deu um sinal a respeito de uma jovem dizendo que ela decidira morrer naquele dia. É claro que nós não falamos isso de púlpito, mas nós sabíamos quem era a jovem. Ela chorou, chorou, porque, naquele dia, ela tinha estado à beira de uma calçada e ia jogar-se debaixo de um caminhão que passava e alguém segurou no seu cotovelo e lhe disse: Por que você vai fazer isso?

Era um colega seu do trabalho, de uma outra igreja.

Quando ele segurou na sua mão, ela começou a entender que havia alguma coisa que não queria que ela desse fim à sua vida.

Qual era a sua história?

Ela havia sido maltratada por todo o mundo. A sua mãe a jogou fora com seis anos de idade, sempre morou com os outros, trabalhou a vida inteira, encontrou uma pessoa, mas foi iludida e ficou com uma filha nos braços, foram trinta e dois anos de sofrimento, sem um único dia de alegria, ela disse: Eu nunca tive alegria, não sei o que é isso.

Naquele dia ela entrou e Deus tinha um projeto para ela. Ela ouviu aquele sinal, identificou-se com ele, e a pessoa que estava ao seu lado começou a trabalhar com ela.

Aquela jovem morava longe do seu trabalho, num casebre, e ela devia U$3.500,00, ela tinha dezessete cheques sem fundos na praça e os agiotas estavam atrás dela.

Era pra morrer mesmo, era uma situação dificílima.

Às vezes nós podemos estar com uma pessoa assim ao nosso lado. Eu orei, o Senhor trouxe, ela sentou-se ao meu lado e eu simplesmente deixei que ela fosse embora sem uma palavra, sem um carinho espiritual.

Naquele dia o Senhor lhe fez uma promessa, dizendo: Eu vou resolver.

Cinco dias depois, ela estava na sua mesa de trabalho, ouvindo uma fita com louvores. Ela levava a sua filhinha e a escondia debaixo da sua mesa para o patrão não ver e despedi-la. Nesse dia entrou uma mulher com um homem deficiente físico, sentado numa cadeira de rodas. A senhora ouviu o hino e lhe perguntou: Você acredita nesse negócio de Deus?

Ela respondeu: Por quê?

A senhora disse: Se Deus existe, por que o meu filho está aleijado?

Ela disse: Olha, minha senhora, eu não sei muita coisa de Deus não, eu só sei que não sou eu que defendo Ele, mas que é Ele quem me defende. Eu não tenho competência para defender Deus e explicar porquê o seu filho está assim.

A mulher continuou atacando. Ela tinha apenas cinco dias de igreja. Então ela começou a chorar e disse para aquela mulher: Eu tenho uma luta muito grande. Por que a senhora faz isso comigo? Eu tenho uma dívida muito grande e isso e isso... e a senhora vem aqui... e começou a jogar o problema dela em cima daquela mulher.

Num dado instante, o homem da cadeira de rodas, disse alguma coisa para a mãe e ela disse para ele: Mas você sabe que é muito.

Depois ela virou-se para a jovem e disse: Meu filho mandou pagar a sua dívida.

Ela ficou disse: Mas como é que eu vou receber dinheiro de uma pessoa que está nessas condições/

A mulher respondeu: A pensão é dele, ele ganha U$ 8.000,00 por mês e quando ele manda dar, eu tenho que dar porque é dele.

Ela disse: Mas eu não posso pagar.

A mulher respondeu: Ele não está emprestando, ele está dando, é seu.

Foram até ao banco e ele depositou o dinheiro na conta dela. Ela pagou os agiotas e voltou à casa do Senhor, alegre. Ela veio morar perto do trabalho e perto da igreja, Deus abriu uma porta e ela pôde pagar aquele aluguel.

Quanto à filha, ela foi ao chefe e ele mudou o regulamento da empresa para que ela tivesse direito à creche, a firma pagaria dois anos de creche para ela.

Isso tudo foi o resultado da oração de um membro do corpo, de um corpo que interagiu, e orou e confiou.

Ela foi fazer o principiantes e voltou batizada com o Espírito Santo.

Nós podemos dizer com certeza que vale a pena orar.

Mas é só porque eu contei uma história triste com um final feliz?

Não, é porque o fiel sabe que Deus muda o mundo para abençoá-lo, não é só a estrutura de uma empresa, mas Ele mudou o coração dela num novo coração, de uma forma que médico nenhuma poderia fazer. O seu coração era para morte, mas agora é para a vida, que é a vida eterna.



Os Grupos de Assistência.
Os grupos de assistência são o resultado do texto que lemos, Êx. 18:21.

O presbitério está dividido em regiões. As regiões em polos. Os polos em igrejas. As igrejas em grupos de assistência.

Como é que funciona?

O grupo de assistência funciona como um rebanho, como um trabalho.

Quem está à frente?

Por exemplo, eu tenho três igrejas e é impossível eu estar nas três ao mesmo tempo, o Senhor pode, mas eu não. Então eu digo aos meus diáconos: Queridos, vocês são os pastores da igreja, vocês têm que agir como se fossem o pastor e quando subirem ao púlpito para entregarem uma mensagem, ninguém se diminua porque o pastor não está presente, subam e entreguem a revelação que o Senhor lhes mostrou.

É claro que o governo está na mão do pastor, mas eles têm que agir conforme eu agiria, têm que orientar, não em todos os assuntos, mas no conduzir o culto eles têm que agir conforme o pastor.

Isso tem-me acontecido porque eu tenho uns meninotes de dezessete, dezoito anos e tenho contado com eles, uma vez que os velhotes não estão em condições.

Um dia destes consegui sair do meu trabalho e fui à igreja, num culto ao meio-dia, sentei lá e vi um menino de dezessete anos subir ao púlpito. Eu tinha acabado de chegar do seminário dos Estados Unidos, e estava trazendo estudos bonitos que haviam sido entregues lá. Estava com aquilo debaixo do braço e pensava: Olha que coisa bonita! Na primeira oportunidade que o Senhor permitir, eu vou entregar este estudo para a Igreja.

Mas aquele menino subiu ali, naquele culto ao meio-dia e entregou todas as revelações que eu trazia debaixo do braço, e eu pensei: Este garoto leu e entendeu tudo, e eu precisei copiar do outro que entregou a revelação.

Ele prega como gente grande, e eu digo isso não porque ele seja mais ou menos não, mas é porque ele é fiel e o fiel tem o seu lugar diante do Senhor, um lugar especial.

O grupo de assistência funciona como um rebanho e quem está à frente tem que ver tudo, ele tem que saber tudo, ele tem que acompanhar as ovelhas em tudo e, se o Senhor revelar, ele tem que acompanhar até nos jejuns delas, nas lutas, internou, deitou na cama de um hospital, é orar até ele se levantar ou até o Senhor levar, se esta for a sua vontade. O doente tem que ter dono em hospital porque senão fica pra lá, por isso tem que arrumar enfermeira para ir lá ver. Pedir ao médico para entrar lá, entra de madrugada, entra de noite. Os médicos não agüentam a Maranata porque nós já estamos entendendo tudo e ficamos cobrando: Já fez tumografia? Já fez ultrasonografia? Já fez o exame tal? Teve um que me perguntou se eu era colega de profissão porque eu estava falando a linguagem dele, mas isso é devido a “anos de praia”, são muitas “horas de vôo”.


O trabalho dos grupos de assistência não alteram o trabalho da Igreja, ele soma porque o grupo de assistência é uma mini igreja dentro da igreja.

Cada grupo tem um dia onde a sua responsabilidade é maior e essa responsabilidade maior é que nos leva a exercitar, porém, ninguém do restante da Igreja ficou sem responsabilidade na parte que cabe a cada um, quando for o dia deste ou daquele grupo fazer determinado trabalho.

Todos os dias o membro da Igreja tem a sua dedicação, mas no dia do seu grupo, ele não falta a nenhuma das orientações, ele vai à madrugada, ao culto ao meio-dia, ele vai-se esforçar para isto.
A reunião do dia seguinte:
O Senhor tem realizado muitas coisas importantes nesta pequena reunião.

Acabou o culto, você pega aquele grupo que vai trabalhar na igreja no dia seguinte e diz: Amanhã nós somos os responsáveis pelo culto e o Senhor já deu um sinal que vai fazer isso... Amanhã nós vamos ter a presença de algumas pessoas, algumas autoridades, alguns deputados, vereadores...

Eles estão chegando e entrando, ficam sentados num canto e estão-se convertendo, abrindo o coração e por serem quem são, nós temos que ter um cuidado em recebê-los porque são pessoas que são chamadas de excelência e a Palavra diz: Honra a quem tem honra. Eles têm os seus “seguranças” e nós precisamos ter um espaço.

Qual a orientação que voc6e vai dar ao grupo? Carrega no colo? Não, nós vamos orar para o Senhor convertê-los e vamos trabalhar em cima desse propósito.

A reunião do dia seguinte é de cinco minutos, orientou, orou e só. Nós temos visto o Senhor conceder dons, batizar com o Espírito Santo neste reunião, e por quê?

Porque o Senhor quer fazer com que você tenha todo o conhecimento, tenha poder, tenha autoridade porque você vai realizar uma atividade importantíssima, que é trabalhar em prol do culto, e Ele vai usar você e, por isso, em primeiro lugar, Ele vai-lhe dar as ferramentas para que quando você orar na madrugada, você possa ser usado com fé, com dons, que você possa ser usado pelo Espírito Santo de Deus.

Nós podemos desconhecer tudo isso e até mesmo deixar de fazer, ou mesmo esquecer, porque nós levantamos tão preocupados com a dor de cabeça, com os nossos afazeres, com o que iremos comer no café, no almoço, e quando nos apercebemos, já é a hora de irmos para a igreja, não houve tempo de buscar, de orar ao Senhor em favor do culto. Se isso está acontecendo com você, vá à igreja assim mesmo e melhore a sua vida espiritual.

Nós seremos chamados dos quatro cantos e arrebanhados pelo Senhor para subirmos com Ele. O número de salvos precisa ser completado para que o Senhor venha buscar a sua igreja e você não sabe se hoje, o último entrará pela porta da igreja onde você está congregado.

Nós somos os responsáveis por este contingente de salvos que hoje o Senhor tem colocado em nossas mãos, que o Senhor tem enviado para a s nossas igrejas.

Este é o culto, ele tem que ser profético, porque do contrário, ele é um culto estranho, um culto onde Deus não está presente.


Amém.

MINISTÉRIO E NOBREZA
Deuteronômio 3:27 e 28 - Sobe ao cume de Pisga ... e o fará possuir a terra que vires.
O Senhor tem-nos revelado a respeito da seriedade e do momento que nós estamos vivendo e o rumo do ministério desta Obra.

O ministério desta Obra não é igual àquele que nós vemos no mundo, porque o que nós vemos é um ministério descaracterizado, que foi desviado do projeto revelado de Deus e tomou um outro rumo.

Quando nós falamos da nobreza do ministério, nós temos que fazer algumas abordagens e examinar o assunto na vida de um personagem bíblico, Moisés. E por que ele?

Porque Moisés foi um homem ímpar, nobre, na concepção da palavra, em todos os momentos da sua vida.

Por que Moisés foi nobre?

Porque ele renunciou a tudo aquilo que o mundo lhe oferecia e posicionou-se de uma maneira firme e constante.

Este comportamento de Moisés legou ao povo de Israel um grande benefício porque, na verdade, ele representava a fase de transição da escravidão para a liberdade, ele foi chamado por Deus para conduzir o povo nesta trajetória exatamente porque entre a saída da escravidão e a liberdade existia um abismo muito grande e o salto a ser dado tinha que ser preciso, isso porque muitos ex-escravos não conseguiam ser livres, eles não se adaptavam com a sua nova condição de pessoas livres.

Há pessoas que não sabem se posicionar de maneira adequada, elas não conseguem se desprender da vida de escravo e é necessário que o Senhor levante homens que saibam se posicionar para conduzi-las nesta saída da escravidão para a liberdade, e é exatamente neste momento que o Senhor escolhe homens nobres.

Eles são nobres porque o Senhor lhes dá a nobreza. O ministério nesta Obra é nobre, não porque os homens que o Senhor escolhe têm alguma nobreza de natureza familiar, nenhum de nós veio de uma estirpe nobre, nenhum de nós é da aristocracia, da fidalguia, da realeza. A nobreza vem do Senhor.
Aceitar ou Rejeitar.
Quando o Senhor escolhe um homem e o separa para o ministério, ele tem todo o direito de aceitar ou rejeitar. O homem tem o livre arbítrio.
Nobreza = Humildade.
Rocha Tarpeniana




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