Lava-te sete vezes



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Jacó separou o rebanho e descascou em riscas algumas varas verdes de álamo, de aveleira e de castanheiro e as colocou nos canos e nas pias de água aonde o rebanho vinha beber. E as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. Mas ele só fazia isso quando o rebanho estava forte, quando estava fraco ele deixava de fazer porque só nasceriam animais fracos para Labão.

Cientificamente isso não tem nenhuma explicação, como uma vara riscada colocada no bebedouro poderia interferir na genética do animal?

Deus o estava recompensando por tantos anos de exploração que vinha sofrendo por parte de Labão, era uma indenização. O Senhor disse: Levanta agora os teus olhos, e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te fez. (Gn. 31:12)

O rebanho de Jacó crescia e era forte tudo de bom ia para Jacó.

Quem pode entender quando você sorri porque houve salvação na sua casa? Ou no seu grupo de assistência? Ou porque alguém foi liberto de um vício? Como você pode explicar essa alegria para o mundo?

A explicação está na salvação, porque é mais um que se torna justo, é mais um que é liberto, é mais um que vai deixar de mentir, é mais um que vai valorizar o seu casamento, os seus filhos, é mais um que vai sair das drogas, da prostituição, dos laços do adversário. Agora não é mais a sua força de vontade, mas é o poder do sangue de Jesus na vida dele.

Foi mais um milagre na vida de Jacó. Deus havia-lhe dado um sonho em que mostrava como ele deveria proceder, ele viu que os bodes que cobriam as ovelhas eram listrados, salpicados e malhados, aquilo não tinha sido idéia dele, mas era uma revelação de Deus. (Gn. 31:10)


O rebanho de Jacó estava distante três dias do rebanho de Labão.

É essa distância que temos que manter do mundo, nós precisamos disso para a nossa caminhada: vida, morte e ressurreição do Senhor Jesus na nossa vida.

Foi o que Moisés pediu a faraó: Deixa o povo ir caminho de três dias. É o caminho da salvação.
A PARTIDA
Labão não gostou do que estava acontecendo e já não era como antes com Jacó.

Então Deus diz para ele: Torna à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo.

Deus fala.

Quantas vezes o Senhor tem conversado conosco?

Eu lembro de um familiar meu que morou aqui e nós o trouxemos ao seminário, e quando oramos por ele, o Senhor disse assim: Não está no tempo. Este homem está ficando velho, mas não aceita o Senhor.

Ele voltou para o Brasil do mesmo jeito. Um dia o Senhor salvou o seu melhor amigo. O Senhor disse para ele: Entra naquele lugar ali. Era uma de nossas igrejas. Ele nunca tinha entrado em igreja nenhuma.

Ele entrou, ouviu a mensagem. O pastor disse para ele: Deus fala com você.

Ele guardou aquilo no coração. Voltou para casa e disse para a mulher: Vai dormir lá que eu vou dormir aqui no quarto.

Entrou, sentou na cama e disse assim: Agora pode falar.

Imaginem neófito, nada de Bíblia, nada de igreja, nada de religião, não sabia orar.

Ele só dizia assim: Aquele lá (o pastor) falou que fala. Então fala. Se fala, então tem que falar.

E ficou assim a noite toda.

De manhã ele sentiu que o quarto estava todo preenchido, não havia espaço para mais nada, e então ele ouviu uma voz que dizia: Eu não quero o teu cansaço, Eu sou o teu descanso. Deita e dorme.

Ele acordou à tarde com uma vontade irresistível de correr para a igreja.

Se você falar com ele sobre religião, ele diz: Não sei o que é isso não, eu só sei que Deus fala.

E o meu familiar se converteu pelo testemunho daquele seu amigo, Deus agiu por um lado que ninguém havia imaginado. Ambos estão aprendendo, estão indo aos seminários.

Jacó creu no Senhor, aquele que pode fazer o impossível acontecer, que pode fazer milagres.

O DESABAFO
Jacó disse para Labão: Qual é a minha transgressão? ... Estes vinte anos estive contigo... Se o Deus de meu pai, não fora comigo, por certo me enviarias agora vazio. Deus atendeu à minha aflição e ao trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite. (Gn. 31:36, 38 a 42)
Era a grande confissão dele. Jacó teve uma definição de vida, a sua experiência era a experiência do ministério, a experiência de homens e mulheres que crêem no milagre.
UM NOVO ENCONTRO COM DEUS
32:1 e 2 - E foi também Jacó o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus. E Jacó disse quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou o nome daquele lugar Maanaim.
A caminhada do justo é assim: Eu vou embora, esta terra não tem mais nada a ver comigo, o preço foi pago.

Nós seremos arrebatados e deixaremos esta terra, e nos encontraremos com o Senhor e com os seus anjos e viveremos na eternidade.

Um encontro maravilhoso.

Nós estamos sendo preparados para este momento.

A grande lição que fica para esta última hora é a de que vale a pena lutar como Jacó fez, lutar com Deus.
A CAMINHADA PARA A CASA DO PAI
O que faltava para Jacó agora?

Uma caminhada. Israel vai percorrer este caminho.

A Igreja irá subir com o Senhor e Israel ainda vai caminhar por um pouco de tempo.
Uma coisa nós precisamos decidir. Queremos ou não queremos? Vamos pagar o preço? Vamos continuar lutando pela Obra aqui, pela Obra na Espanha? Vamos começar a orar pela Itália? Vamos continuar orando pela Obra na Irlanda? Pela Bélgica? Pela Áustria? Estamos pagando o preço?

Há ainda muita terra a ser possuída e isso é uma promessa do Senhor.

O Senhor disse para Jacó: Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me tens votado o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela. (Gn. 31:13)
Temos sido fiéis? O altar está erigido? Estamos prostrados diante dele? Estamos preparados se Deus voltar hoje?
Que Deus nos abençoe e nos faça compreender cada dia mais isto.
Amém.


SALVAÇÃO
Jo. 14:6 - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Sempre que nós falamos em Obra, nós não estamos falando de um momento, mas sim de um projeto de Deus que tem como objetivo a salvação do homem, um projeto que tem o seu início na eternidade e que vem resgatar o homem nesta vida e volta para a eternidade.

A Obra é exatamente isso. Ela tem um caminho, uma história, um objetivo e quando nós descobrimos a Obra, nós descobrimos o caminho. Por quê?

Porque quando nós entramos no projeto, que é esta Obra, este caminho nos conduz, nos leva em direção à eternidade.


Ato e processo.
A salvação na vida do homem tem duas etapas fundamentais. São elas: o ato e o processo.
ATO.
O ato é a descoberta do caminho.

Cabral, por exemplo, descobriu o caminho (marítimo) que o levou de Portugal ao Brasil.

O ato é uma experiência estática. Eu estava num determinado lugar e o Senhor falou comigo. Eu estava no trabalho, ou na escola, ou na rua, e alguém falou comigo, ou deu-me um folheto, ou convidou-me para ir a uma determinada igreja, e então o Senhor falou comigo.

O ato de salvação é o momento em que o homem descobre que Deus tem um projeto para a sua vida, que é o caminho que o levará para a eternidade.

Quando nós descobrimos o caminho, nós descobrimos Deus o Pai, o Filho, a Palavra, o amor de Deus, o clamor, a revelação de Deus, a revelação do seu projeto, da sua vontade com relação ao homem.

O ato é uma experiência que marca a vida do homem para sempre.

Quando o homem descobre o Senhor, ele descobriu apenas a porta, e é por isso que Jesus se apresenta como a Porta, dizendo: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas... Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (Jo. 10: 7 e 9)

O ato é esse momento ímpar em que o homem descobre que os olhos de Deus, que o seu amor, que a sua palavra, estão sobre ele e que foram propostos para a sua salvação.


PROCESSO.
A salvação do homem não se consume apenas nesse ato, nessa descoberta do caminho, é necessário andar nele, há um processo.

Inicialmente nós descobrimos que o Senhor nos ama, agora precisamos conhecer o Senhor. É o conhecimento, é o processo e é nessa fase que muitos se desviam, que muitos se perdem.

No percurso desse caminho, muitos estão perdendo a sua experiência original, muitos estão perdendo o rumo que Deus traçou para a sua vida. Por quê?

Porque o processo, o conhecimento, a caminhada, só terá significado, só terá efeito, quando o homem entra no corpo, quando ele conhece o corpo.

O ato pode-se dar em qualquer tempo e lugar, dessa ou daquela maneira, mas o processo, a caminhada só se realiza, só se consume no corpo.

O corpo é o segredo desta hora para a salvação do homem. Por quê?

Porque o homem não pode ser salvo sozinho, fora do corpo. Eu chego e digo: Recebi uma bênção! Deus falou comigo! E então pego a minha Bíblia e vou para o meu escritório fazer pesquisas sobre a natureza da Palavra. A que resultado eu vou chegar?

Ao resultado da razão. É a minha razão, é o mesmo conceito a que o mundo chegou a respeito de Jesus.

Quando eu entro no conhecimento da Palavra através da razão, eu me desvio para outros lugares, para uma religião, para um projeto pessoal, para um ideal de vida. A Religião dá margem a todas estas coisas porque ela deixa de lado o processo que Deus instituiu para a vida do homem e passa a ser um processo que o homem estabelece para seguir a sua própria vida.

É por isso que o Senhor chama a nossa atenção para o conhecimento, que é o processo, e esse processo está no corpo.

Você diz: Jesus salva..., mas temos que guardar o sábado para chegarmos ao céu.

Isso é razão ou revelação?

É razão.

Você diz: Mas eu estou na Bíblia.

Você está na letra da Bíblia, você está na sua razão. Por quê?

Porque quando nós estudamos a Bíblia, nós vamos encontrar o sábado desde o livro de Gênesis ao de Apocalipse. É a razão do homem tentando entender o evangelho.

Quando nós entramos nesse processo, que é a razão do homem, nós podemos descobrir muitas coisas.

O sábado que está na letra, ele fala de um descanso terreno, a cessação de um trabalho, ele fala a respeito de um culto, que é o culto da lei. Mas quando nós entramos no culto da lei, nós entramos nos outros elementos que constituíam esse culto, que são: a vítima, o sacerdote e o templo.

Esses quatro elementos (o dia do descanso, a vítima, o sacerdote e o templo) faziam parte de um conjunto de valores que Deus estabeleceu para uma dispensação na vida do povo de Israel.

Quando nós dissemos que estamos guardando a lei é porque nós, através da nossa razão, estamos apenas lendo, mas não estamos descobrindo o mistério através da revelação.

Quando nós lemos a Palavra através da revelação, o Senhor nos mostra que o descanso que o homem necessita, não é um descanso físico, material, mas é um descanso espiritual.
O templo era um tabernáculo construído por mãos humanas, mas Paulo, por revelação, diz o seguinte em sua primeira carta aos coríntios: Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (I Co. 6:19)

O Senhor Jesus disse à mulher samaritana: Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (Jo. 4:23)

Quem ensinou isso a Jesus?

Foi o Pai, quando Ele estava na eternidade. O Senhor, então, começa a dar ao homem o verdadeiro sentido de tudo aquilo que foi estabelecido no período da lei de Moisés como uma dispensação.


Quem é a vítima? Quem é o cordeiro oferecido em holocausto?

É Jesus, Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.


Quem é o sacerdote?

É Jesus. Na vigência da lei, no Velho Testamento, o sacerdócio estava nas mãos de Arão, o sacerdote tinha que ser da linhagem de Arão, mas quando Jesus vem, Ele estabelece um novo sacerdócio e o sacerdote agora é segundo a ordem de Melquisedeque, que não tem princípio e nem fim.


O dia do descanso também é o Senhor Jesus porque nele nós podemos descansar todos os dias. Não é um descanso puramente físico, mas é um descanso para a alma.

O Senhor Jesus disse: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. (Mt. 11:28 e 29)

E o descanso físico?

O descanso físico é necessário, ele é parte essencial do ritmo de vida do homem. Uns trabalham cinco dias e descansam dois outros trabalham quatro dias e descansam três e há os que trabalham apenas um dia e ficam preocupados com as férias deles.

Quando o Senhor Jesus fala ao homem, Ele mostra um segredo que não está dentro de um contexto racional, não é na combinação do versículo X com o versículo Y, mas Ele se revela a nós como o descanso que o homem necessita: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e encontrareis descanso para as vossas almas.

Na letra nós podemos interpretar isso de muitas maneiras, todas racionais, mas pela revelação nós vamos ver que é algo amplo, algo que nos abre um horizonte muito grande, ilimitado.

A revelação mostra um caminho novo ao homem, um caminho diferente. A razão desvia o homem do projeto.

É uma bênção conhecer este caminho, que é Jesus, nesta hora. Muitas pessoas gostam de colocar adesivos nos seus carros com os dizeres: Jesus é o caminho, e a verdade e a vida... Jesus é o meu Pastor... Mas o pastor é aquele que guia, que apascenta as ovelhas, no entanto, a pessoa vai aonde quer ir, ninguém a impede de fazer o que quer, ela age segundo a sua própria vontade, exatamente como o mundo está agindo. Essa pessoa é ovelha? O Senhor é Pastor de uma ovelha dessa?

Isso aí não é ovelha, é bode, e bode tem em todo o lugar. O Senhor é Pastor de ovelhas. Ele disse: Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas... Eu sou o bom pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. (Jo. 10: 11 e 14)

Jesus é o Caminho. Quando nós falamos que Jesus é o caminho, nós vemos que é necessário conhecê-lo porque o conhecimento do caminho é fundamental.

Se eu saio daqui dirigindo um automóvel e vou para um país cuja língua eu não conheço, como eu irei compreender os sinais de trânsito, as placas indicativas? Uma placa manda virar à direita e eu não viro porque não entendo; outra placa manda que eu pare, mas eu sigo em frente. Aonde eu vou chegar?

Provavelmente a um hospital ou à polícia.

Assim é aquele que entrou no caminho, mas não conseguiu andar nele.

A história da Igreja é a história daqueles que entraram no caminho e que sabem que para andar nele é preciso uma direção constante, é o conhecimento da vontade do Senhor para que nós sigamos com segurança, com conhecimento.

Imaginem o povo de Israel andando pelo deserto sem a orientação do Senhor. Não havia sinalização, nem mapas, nada. Por isso o Senhor os orientava através da coluna de fogo à noite e da nuvem durante o dia, era necessária a assistência dos anjos, era necessário um homem a quem Deus pudesse revelar-se para guiá-los, para empreender a transição, que era a saída da escravidão para a caminhada rumo a terra prometida.

Israel precisava da palavra do Senhor, da sua revelação, todos os dias, afim de guiá-los no caminho.

A caminhada da Igreja é uma experiência praticada a cada dia, é a oração, é o louvor, é a fé, é a comunhão, é o clamor constante. Sem a dinâmica da revelação, sem que o Espírito Santo esteja corrigindo, operando, orientando, ensinando, nós não vamos chegar lá.

Alguém diz: Ah! Mas eu estou numa igreja muito boa, é muito animado, há muito entusiasmo, as pessoas dançam, balançam a mão, viram, e dão voltinha, batem o pé.

Foi isso que o Senhor separou para a caminhada do povo no deserto?

Não. A direção do povo era através da revelação. Se a revelação, que é a direção contínua do Senhor, não estivesse presente, o povo não caminhava.

Qual é o problema do evangelho, hoje? Da comunidade evangélica?

Eles estão buscando na Palavra os recursos para uma vida terrena.

Nós temos que considerar dois aspectos do evangelho, que são: o da Tradição e o dos Movimentos.
A Tradição.
O tradicional teve uma experiência com o Senhor?

Teve. Nós não podemos questionar a experiência que muitos tiveram. Mas o que faltou?

Faltou o processo. O início foi uma revelação de Jesus, mas não se perpetuou, não prosseguiu na vida da Igreja porque faltou a direção, faltou a revelação. Eles deixaram a experiência revelada e entraram pelo caminho da razão, um caminho que leva para muitas outras coisas, todas terrenas.

A Tradição hoje enfrenta uma dificuldade muito grande porque ela assimilou tudo o que o mundo está gerando, já não há mais separação porque é a mesma conduta de vida, a conduta do homem profano foi assimilada na Tradição, as mesmas músicas, as mesmas técnicas, o mesmo ritmo, os usos e costumes do mundo estão sendo adotados pela Tradição, inclusive o carnaval, com blocos e tudo o mais, o pastor sai na frente puxando a melodia Ardendo em fogo minh’alma está e está ardendo mesmo. Isso acontece porque entraram pela razão. E a justificativa deles é essa: Mas nós temos que ganhar as almas do mundo. Mas ganhar com a roupa de Saul? A roupa de Saul só serve em Saul. Ele era rei, mas não foi enfrentar Golias (que é tipo da carne) porque sabia que não ia vencer.

Existe um grupo que resolveu fazer a escola dominical na praia. Sempre a mesma justificativa: Nós temos que ganhar as almas perdidas que estão na praia. O slogan é: Jesus! Vida! Verão! Então colocam um conjunto de rock evangélico na praia para atrair os jovens, pra dizer que a Igreja se modernizou, que agora ela é avançada, que está satisfazendo o anseio que o jovem tem por um ritmo novo, diferente.

Existe até o forró evangélico, o baião, o samba e outros ritmos populares. Mas qual é o problema? Tudo não fala de Jesus?

Sim, eles falam de Jesus, mas não levam as pessoas a uma experiência com Jesus, não estão-lhes dando a oportunidade de santificação, de viverem o processo, que é uma nova etapa na vida do homem, uma etapa onde a presença da revelação é fundamental porque é ela que continua direcionando e libertando o homem no caminho.

A Tradição está vivendo um evangelho cujas páginas da Bíblia embranqueceram, não há mais nada a dizer, por isso o jeito é assimilar aquilo que, à luz da razão, é muito bom.


Os Movimentos.
Os Movimentos também tiveram uma experiência com o Senhor, inclusive com os dons espirituais, mas o que aconteceu?

Eles misturaram o dom com a razão e por isso não há uma compreensão exata daquilo que é razão e daquilo que é revelação. E quando eu tenho razão e revelação, quem é que vence?

A razão, porque é uma característica do homem.

E por que houve essa mistura?

Porque faltou corpo. Corpo é aquilo que a Igreja vive todos os dias. O corpo tem governo, tem disciplina, tem correção. Numa igreja que tem corpo, o pastor não pode falar qualquer coisa porque tem ovelha com mais discernimento do que ele. Ele diz uma coisa que não é do Senhor e a ovelha já entende que aquilo não é do Espírito Santo.

Isso acontece porque o corpo tem vida, o Espírito Santo está operando no meio dele, é o sangue de Jesus que circula, que dá discernimento, que divisa cada coisa e coloca cada coisa no seu devido lugar.

É o caminho, é a descoberta, é o conhecimento, é a prática, é o Espírito Santo que leva o homem ao entendimento daquilo que é a vida de Jesus. O corpo tem resposta, o culto não é um discurso de alguém, não é um convite a uma reflexão sobre a fugacidade da vida que leva o homem a uma compreensão sobre a necessidade de um novo posicionamento espiritual. O argumento não converte o homem, ele não modifica o homem porque a razão é uma característica humana, quanto mais na razão você estiver, maiores argumentos você terá.

O que converte o homem, o que transforma o homem é a revelação.

Faraó não aceitava outra coisa que não fosse a revelação. Moisés dizia: Amanhã serão as rãs... O sangue... A morte dos primogênitos... As trevas... Ele só aceitava isso.

Só a revelação desloca o homem do seu imobilismo espiritual e o direciona para uma nova vida. Não é o argumento, não é a razão, não é a mente humana porque os planos da nossa mente não são capazes de transmitir vida ao homem.

Esse foi o problema dos Movimentos, a falta de corpo e a falta de governo.
O Cristianismo histórico / A Idolatria.
Quando nós falamos da Idolatria, nós entendemos que a maioria nem o ato teve, porque o ídolo desvia o homem da Palavra, uma vez que ela diz que o ídolo é abominação.

Não podemos entender com naturalidade que alguém teve uma experiência com Deus num lugar onde há idolatria.

A pessoa diz: Ah! Mas Deus falou comigo ali.

Pode até ter falado, mas nós só entendemos que Deus falou com alguém que está na idolatria se pela segunda vez o Senhor disse: Sai daí.

Se a pessoa disser que o Senhor disse outra coisa na segunda vez em que falou com ela... Olha, o Senhor falou comigo pela segunda vez ali, Ele disse que eu sou muito bonzinho, que eu sou gente boa, gente fina...

Se o que ela ouviu não foi Sai daí, certamente não foi o Senhor quem falou com ela, foi outra coisa.

A idolatria não descobriu o caminho porque a descoberta do caminho é um ato do Espírito Santo, é Ele quem nos leva a descobrir o caminho.
Nós estamos falando mal das religiões?

De jeito nenhum, porque às vezes nós podemos estar fechando as portas, alguém pode ainda estar vivendo num desses lugares.

A mente humana, a razão humana cria um ambiente muito confortável para o homem. Quando nós falamos de religião, nós estamos falando daquilo que é material. A Religião sempre está preocupada com aquilo que é a vida material do homem, é a casa, é o ovo da páscoa, o chocolate. Quanta coisa boa nós temos na Religião! Mas o que nós não podemos confundir é que tudo isso está dentro de uma perspectiva material, seja transposta para a expectativa de salvação na vida do homem, porque tudo isso não tem valor para a eternidade.

Quando o Senhor se revela ao homem como sendo o caminho, Ele quer-lhe mostrar o rumo de alguma coisa que é muito importante para ele, que é a vida.

Quando nós nascemos foi para que tivéssemos vida e o projeto de Deus supre a sede de vida que o homem tem. Ninguém quer morrer quem disser que sim está faltando com a verdade. Nós nascemos para viver e nós queremos viver. Se você tiver 80 anos, mas o seu avô chegou aos 100, você vai querer chegar lá também. É a sede de viver, isso faz parte da natureza humana, e como o Senhor sabe disso, Ele veio prover ao homem a sede de vida, que não é a sede deste mundo.

Quando o Senhor diz que é o caminho, e a verdade e a vida, Ele não está-se referindo a uma vida longa, Ele não disse: Recebam uma bênção do Senhor e vivam até 800 anos.

Muitas vezes o Senhor salva hoje e leva no dia seguinte e isso porque a vida que Ele está-se referindo é a vida eterna, Ele está falando de uma eternidade, de uma vida que não acaba porque ela é vivida onde o tempo não acaba. A vida do mundo é a vida do tempo que nos morremos, nós estamos morrendo um pouco a cada dia, não é dessa vida que o Senhor fala, Ele está falando da eternidade, da vida eterna. Só os valores que vieram da eternidade podem levar o homem para a eternidade, ninguém vai à presença do Pai através de uma escada, nem de uma torre (como a de Babel), porque só volta para a eternidade aquilo que veio da eternidade.

O projeto de Deus é exatamente isso, é um plano que Deus fez na eternidade e que passa no tempo da existência do homem e volta para a eternidade.

Quando nós falamos de Jesus, da sua Palavra, do clamor pelo seu sangue, da fé, da remissão de pecados, da intercessão, da glorificação, nós estamos falando de valores que estão dentro do projeto de Deus que está no nosso meio. Mas o que o Senhor quer-nos fazer com isso?

O Senhor quer-nos resgatar para que, através desses recursos, Ele nos leve de volta à eternidade.

Quando eu falo de fé – firme fundamento, eu não estou falando dessa fé do homem. A fé é um ato em que o Espírito Santo opera no coração do homem.

A salvação não é uma interferência, ela não é a conclusão de uma verdade, mas é uma operação do Espírito Santo. Salvação não é aquilo que o pregador faz: Quem quiser salvação, venha aqui à frente. Não é por força nem por violência. Aí o que está ao lado cutuca o outro e diz: Vai lá. Mas o camarada não quer ir; então vem o outro e empurra aquela luta.

É pelo Espírito.

Muitas vezes, terminado o culto, olhamos e lá atrás está uma jovem, uma senhora, num cantinho, chorando, e a Igreja envolvida com as suas preocupações, o diácono preocupado com as crianças, ninguém viu aquela pessoa entrar, mas a palavra, o louvor, o sinal, tocaram em seu coração e o Espírito Santo operou uma bênção de transformação, o Senhor alcançou aquela vida, e ela diz: Olha, aquela palavra falou profundamente ao meu coração... aquele sinal falou comigo... a mensagem... eu não sei quem contou a minha vida para o pastor, eu não conheço ninguém aqui.

Isso é o Espírito Santo operando no corpo. A Igreja sabe que sem o corpo, que sem a comunhão, que sem a Palavra revelada, que sem o clamor pelo sangue de Jesus, que sem as correções que o Senhor dá a cada dia na caminhada da Igreja, ela não vive. É a busca, é o jejum, é a consagração, é a intercessão, é a obediência às revelações, e por quê?

Porque são maneiras que o Espírito Santo tem de sensibilizar e encontrar guarida na vida do homem para realizar a sua Obra.

Quem é que está fazendo isso? É o pregador da prece poderosa?

Não, é o Espírito Santo.

A Igreja tem uma experiência para transmitir ao mundo, é o seu testemunho, é o testemunho de uma vida no corpo, é o testemunho daquilo que há em comum, é o repartir das bênçãos, é a operação do Senhor, os livramentos, as experiências, é o clamor, na comunhão.

O mundo já ouviu o evangelho, mas hoje ele clama pelo testemunho. Só no corpo, só na comunhão é que a Igreja estabelece o caminho dentro de um propósito eterno que Deus concedeu para ela.


Amém.

DONS ESPIRITUAIS
I Co. 12: 1 - Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
A palavra ignorante significa aquele que não tem conhecimento de determinada coisa, aquele que ignora determinada coisa.

Para aqueles que militam a boa milícia na Obra do Senhor, ignorar não é só perigoso, mas também é fatal.

O que é, então, o dom espiritual?

O dom espiritual é a informação, da parte do Senhor, daquilo que Ele está preparando, ou que já está preparado, para a Igreja que vive esses últimos dias.

Nós podemos avaliar como Paulo pôde conhecer o uso dos dons na Igreja, como ele alcançou esse entendimento, de que aquilo que estava acontecendo era o uso do dom espiritual de sabedoria, como ele pôde entender, pelo Espírito, que a visão, a revelação, o sonho, estavam incluídos no dom de ciência (ou do conhecimento da parte do Senhor).

Paulo pôde avaliar cada um dos nove dons espirituais no dia a dia da caminhada da Igreja, ele pôde observar que naquele dia ali acontecia um fato que era muito importante porque era o coroamento das profecias que estavam no Velho Testamento, mostrando que haveria um momento em que o Espírito Santo seria derramado sem medida, e que as pessoas, velhos e jovens, que estivessem aos pés do Senhor, teriam uma experiência com os dons espirituais.

A Igreja que vivia essa experiência é aquela que a Palavra descreve no livro de Atos dos Apóstolos, a sua vida, as suas lutas, as suas vitórias, é o início da caminhada da Igreja.

Há pessoas que dizem que a Igreja delas é a primeira e que nós viemos depois, mas isso não procede, porque você encontra no livro de Atos a caminhada da Igreja, o seu início, as primeiras experiências, o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais e você vê o continuar.

Quando nós queremos conhecer algo a respeito de alguma doutrina, como o Senhor usava os seus servos, como a Igreja era trabalhada, nós temos que voltar à Palavra e verificar o que acontecia ali.

Nós vemos o batismo com o Espírito Santo no livro de Atos. Paulo pergunta aos efésios: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles respondem com honestidade: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. (At. 19:2)

Dias destes o Senhor mostrou que um grupo deveria ir a Itália levar uma palavra para onze pessoas que estavam ali, exatamente como aqueles de Éfeso. Eu recebi um telefonema do presbitério e eles me disseram: Olha, o Senhor incumbiu você de uma missão muito interessante, você vai para a Itália como Paulo.

Paulo estava naquela mesma situação. Aquele grupo de doze varões em Éfeso não sabia acerca do Espírito Santo, eles disseram: Nós nem ouvimos que haja Espírito Santo.

E Paulo perguntou-lhes: Em que sois batizados então?

E eles responderam: No batismo de João.

E Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.

E eles foram batizados nas águas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e quando Paulo impôs-lhes as mãos, e falavam línguas e profetizavam. (At. 19: 2 a 7)

A experiência que Paulo tinha é a mesma experiência que nós temos. Nós estamos vendo o Senhor operar e conferimos isso com a Palavra, nós conhecemos exatamente o que o Senhor quer que façamos e começamos a entender como Ele quer que a sua Igreja aplique os dons e as demais doutrinas.

O importante é que, em determinado tempo, um grupo de homens fiéis buscou o Senhor e tomou conhecimento, da parte do Senhor, acerca da aplicação dos dons espirituais, quais eram as definições exatas e a finalidade de cada um. E como eles chegaram a este conhecimento?

Eles observaram o que acontecia. Visão... O que você viu?... Foi isso, isso e isso. Revelação... Olha, o Senhor falou ao meu coração isso, isso e isso. Pela madrugada eu me levantei e um anjo do Senhor se apresentou e disse assim... Sonho... Eu tive um sonho assim, assim e assim.

Mas o que vamos fazer com estas informações da parte do Senhor? Isso conta no momento? É para agora? É para todo o mundo?

Mas havia outras informações. Olha uns vão profetizar e os outros vão julgar... Isso tem que ser para um fim proveitoso, tem que ter finalidade, tem que ser útil... Olha, é para ser usado no corpo, é para a edificação do corpo.

Todo o mundo que não foi bem no evangelho até aqui, escorregou numa coisa: dons. Todo o mundo que se disse avivado e se disse pentecostal, escorregou nisso, nos dons. Por quê?

Porque eles caminharam para o materialismo, eles foram pelo mesmo caminho de todo o mundo que não teve uma experiência pura, verdadeira com Deus.

A tendência natural dessa última hora é caminhar para o materialismo, é a vaidade, é o culto ao homem, é o eu funcionando.

Eles usaram os dons indevidamente, eles perderam a visão de Deus no uso dos dons. Eles têm dons, mas estão sendo usados de maneira incorreta, diferente daquela que a Palavra mostra. A conotação é pessoal e individual.

Lembro de um amigo que nós evangelizamos que gostava muito de visitar uma pessoa que morava num barraco no morro porque ela sempre tinha uma profecia. Ele sempre levava uma galinhazinha para ela, umas coisinhas que ela gostava e ela sempre tinham uma profecia para ele. E eu lhe disse: Experimenta ir lá sem levar a galinhazinha e vê o que vem de volta. E vê também se o pastor dela sabe o que ela anda fazendo, vê se ela está fazendo isso no corpo, vê se ela está fazendo aquilo que Paulo ensinou.

Dias depois ele voltou e disse: Olha, eu fui lá e falei aquilo tudo e ela me disse: Ele tem razão porque o que eu estou fazendo aqui não está certo, ninguém lá sabe o que eu estou fazendo.

Uso indevido dos dons.

Esse rapaz se converteu... Que dificuldade! Ele só sentou na igreja quando teve um sonho que o deixou amedrontado. O Senhor apresentou-se a ele e disse: É a última chance que Eu lhe dou. Ou você senta na minha igreja e acerta a sua vida ou morre.

Ele chegou lá no meu trabalho, aflito, dizendo: O Senhor falou isso assim e assim comigo.

E eu perguntei a ele: E o que você vai fazer? Você vem falar comigo? Por que você não está já lá na porta da igreja esperando abrir e você entrar e sentar?

Aí você diz: Que coisa dura! Mas nós sabemos como nós somos.

Os dons espirituais são uma experiência importante da Igreja que vive essa última hora, que é a Igreja que vai ser arrebatada. A Igreja que vai viver com o Senhor é informada, a todo o momento, pelo Senhor, ela toma conhecimento daquilo que é o objetivo, que é o propósito, que é do projeto de Deus, ela está sendo orientada, ela está sendo dirigida pelo Senhor.
Para efeito de estudo, a respeito dos dons, nós podemos dividir a Bíblia em três períodos. São eles:
1º) Do Gênesis até João Batista.
Em Lc. 16:16 está escrito que a lei e os profetas duraram até João.

Quando João Batista é decapitado, a voz da lei é calada, ele é o último profeta da lei, com a sua morte a voz da lei é silenciada.


2º) Durante o ministério do Senhor Jesus.
3º) Do Pentecostes até ao arrebatamento da Igreja.
É o período da graça, o período que nós vivemos o último período da Igreja aqui na terra.
OS DONS NO VELHO TESTAMENTO.
Sabedoria - Nós lembramos de Salomão, mais especificamente, do julgamento das duas mulheres. Uma tinha matado o filho e trocado pelo filho da outra que estava vivo. De quem era a criança?

Salomão então usa a espada, que é a palavra de sabedoria, a espada aguda, e decide dividir a criança em duas partes e dá-las àquelas duas mulheres, metade para cada uma.

A verdadeira mãe daquela criança viva rogou que não a matassem, preferia que a dessem para a outra mulher.

As coisas foram colocadas no devido lugar, a sabedoria foi usada e a decisão foi tomada com acerto.

O que tipifica as duas mulheres?

A verdadeira mãe é tipo da Igreja Fiel, aquela que vai sempre lutar para a preservação da vida. A outra, a impostora, é tipo da Igreja Infiel, aquela que está envolvida com a morte, ela provoca a morte, se conforma com ela.

A Igreja Fiel luta dia e noite pela vida, por isso nós não nos alegramos em ver ninguém sair da Obra, em ver alguém que não está bem, essa é a luta da Igreja, dos grupos de assistência, de todos nós que estamos envolvidos com a vida. Nós não aceitamos e não nos acostumamos com o sintoma da morte, com o envelhecimento espiritual, com a perda da vitalidade espiritual, por isso a nossa preocupação quando alguém falta à igreja. Às vezes a pessoa até se espanta e diz: Mas eu não tenho o direito de faltar?

O grupo de assistência é esse fechamento de informações, ele pode chegar mais perto até mesmo do que o pastor, ele vai à casa do irmão, ele sabe se está doente, se está triste, as dificuldades, porque todas as informações chegam mais rapidamente e a pessoa é prontamente assistida pelo grupo. Prevenir é melhor do que remediar. Você tem um prédio e faz a prevenção, limpando as calhas, quando chover, você não vai ter problema, não vai ter prejuízo, você gastou menos do que se o problema tivesse acontecido.

Isso também existe na vida espiritual. Você vê uma pessoa com uma dificuldade e deixa, ela vai chamar outra dificuldade, e outra, daqui a pouco a pessoa arriou e por quê?

Porque toda a vez que há uma operação do erro, há uma malignidade operando, e ela tomou conta de alguém, e não é naquela pessoa somente, aquilo tem um raio de ação, e procura contaminar o restante. Se deixar, aquilo se alastra, porque a doença espiritual pega muito mais do que a física. Se não tratar logo, daqui a pouco tem murmuração, tem conformismo e tudo o mais.


Ciências - Sonhos, visões e revelações. Você encontra em José, Isaías, Ezequiel, Daniel, etc.

Em Daniel você encontra características interessantes. Lendo um livro intitulado Daniel, eu vi a explicação que o autor deu para aquilo que aconteceu naquele banquete. O autor disse que os magos, com medo, foram para uma sala contígua à sala do banquete, e ficaram fazendo sombra na parede com o uso de uma lamparina e que só assim Daniel pôde interpretar aquela escrita. Quer dizer, Daniel só viu direito as coisas quando os magos fizeram aquela sombrinha na outra sala. Vejam só quanta sabedoria! Um mago foi quem fez a sombrinha que apareceu na parede e Daniel, um bobo, chegou lá e discerniu a sombrinha que o mago projetou na parede. O pior é que isso é vendido e assimilado.

Tem um livro sobre Cantares que é a pior coisa que eu já li em termos de explicação.
- Quando nós queremos citar um exemplo de fé, ninguém melhor do que Abraão, que é um dos maiores exemplos de definição, de vida espiritual.

Abraão ouve aquilo que é impossível de a mente humana alcançar e crê. O Senhor lhe disse: Abraão, Eu te darei um herdeiro. Olha para os céus, e conta às estrelas, se as podes contar. Assim será a tua semente. (Gn. 15:5)

Imaginem Abraão e Sara já bem idosos, Sara que sempre fôra estéril, e o Senhor dizendo que a sua descendência seria como as estrelas dos céus, como a areia do mar.

Abraão creu no Senhor e isso lhe foi imputado como justiça. (Rm. 4:16 a 22)

Será que nós seríamos capazes de crer a esse ponto? Abraão creu e não duvidou da promessa de Deus porque ele estava certíssimo de que o que Ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.

Eu tenho um dom na minha vida, eu tenho fé para exercitar dons, eu creio no meu Senhor.

Essa fé (dom) não é a fé inicial, aquela que eu recebi quando aceitei o Senhor como meu Salvador, essa fé é um instrumento de partida na minha vida espiritual.

Abraão não disse nada, mas Deus olhou o seu coração, assim como olha o nosso.


Cura - Naamã foi curado e quis dar presentes para Eliseu.

Aqui há duas lições.



A primeira foi a conversão de Naamã.

Ele diz ao profeta: Nisto perdoe o Senhor a teu servo: Quando meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta-se à minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisso perdoe o Senhor a teu servo. (II Rs. 5:18)

Era um dever de ofício, porque Naamã era chefe do exército do rei da Síria, mas o seu coração não tinha mais nada a ver com aquela idolatria ali. Era a definição do servo. Naamã tinha adorado aquele deus Rimom até aquele dia, mas agora ele aceitou o Senhor, ele foi salvo, ele entendeu o projeto de Deus na sua vida e com esta compreensão ele tem a gratidão, ele pede a graça e a misericórdia do Senhor sobre a sua vida: Perdoa-me, Senhor.
A segunda foi a queda de Geazi.

Geazi é aquele que é mercador, aquele que vende uma mercadoria. Ele correu atrás de Naamã para tomar dele alguma coisa para si e então lhe pregou uma mentira, dizendo: Olha o meu senhor Eliseu não quis nada seu, mas é que vieram a mim dois filhos dos profetas e eu queria que o senhor desse para eles um talento de prata e duas mudas de vestidos. (II Rs. 5:22)

Naamã estava tão agradecido por estar curado que fez questão de dar-lhe, não apenas um, mas dois talentos de prata.

Geazi vivia ao lado do profeta, ele sabia tudo o que Deus havia feito, sabia como era o Senhor, como Ele agia, ele não estava enganado.

Nenhum de nós está enganado, nós sabemos exatamente o que Deus gosta e o que Ele não gosta, cabe a nós fazer ou não fazer.

Geazi foi lá, disse uma mentira, e trouxe aquilo que desagradava ao Senhor e escondeu na casa.

Quando Eliseu o viu, perguntou-lhe: De onde vens, Geazi?

E Geazi mentiu outra vez, dizendo: Eu não fui a lugar nenhum.

Por causa disso tudo Geazi ficou leproso e toda a sua descendência também teria a lepra.

Nesta última hora, quem está com a pureza do evangelho, quem está falando de uma virtude do Senhor Jesus, contando uma verdade que é inconfundível, ele tem uma bênção de salvação. Mas quem está fazendo do evangelho um negócio, quem está trocando oração, quem está trocando profecia por qualquer valor dessa vida, ele tem a mesma lepra de Geazi.

O pecador aceita Jesus e é limpo de todo o pecado, mas o mentiroso do evangelho fica com todo o pecado que saiu dali, vai tudo sobre ele.
Maravilhas.
Quando nós falamos em maravilhas, nós falamos da saída do povo de Israel do Egito, falamos de Noé, falamos do dilúvio.

Há uma tese que o mundo está defendendo por aí que diz que o dilúvio não aconteceu daquela maneira, eles dizem que foi uma chuva que esvaziou aqui e encheu lá e então os pescadores pegaram os seus barquinhos, cada um colocou o seu pessoal, colocou uns bichinhos e é por isso que existe essa bicharada toda aí.

Eu pergunto: Quem fez regime no elefante para que ficasse de jeito a caber num barquinho? Quem dobrou o pescoço da girafa? Só se ela ficou num barco a vela. A explicação fica para ser dada pelos cientistas.

Então é isso que concluíram, não teve Noé, não teve arca para eles a Bíblia contou uma mentira.

Mas Sodoma e Gomorra estão aí, ninguém achava estas cidades porque estavam debaixo do mar. Começaram a cavar e sentiram um cheiro forte de enxofre. Foram abrindo e então encontraram os banhos públicos, muito parecidos com as bancas de jornal que nós vemos por aí. Se daqui a 5.000 anos alguém escavasse a terra e encontrasse uma banca de jornal de hoje, com certeza eles diriam assim: Que coisa terrível era a vida deles! Que promiscuidade!

O mundo de hoje está igual à Sodoma e Gomorra, por isso Jesus disse: Comiam, bebiam, casavam e davam em casamento, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. (Lc. 17:27 a 29)

Essa descoberta arqueológica provou que nós estamos da mesma maneira que eles. Toda a cerâmica deles, toda a escrita, toda a pintura, toda expressão artística deles tinha alguma coisa de promiscuidade, todos os seus deuses eram contra a ecologia, a mente deles era voltada para isso.

Mas o juízo de Deus chegou e acabou com aquilo tudo, e é por isso que nós temos que estar atentos, porque o mundo está igual (ou pior).


Profecia.
Daniel e tantos outros profetas.
Discernimento de espíritos.
Jeremias teve discernimento quando os profetas disseram coisas falsas, coisas que não vinham do Senhor.
Línguas.
Aquilo que estava escrito na parede, no banquete de Belsazar.
Interpretação da língua.
Aquilo que Daniel falou a respeito daquela escrita na parede, no banquete de Belsazar.

OS DONS NO NOVO TESTAMENTO.
Sabedoria.
Jo. 8: 1 a 11 - Jesus estava ensinando no templo quando os escribas lhe trouxeram uma mulher que havia sido flagrada cometendo adultério.

Existem duas situações aqui, ambas bastante delicadas.

1ª) Se Jesus dissesse que eles deviam apedrejá-la, eles diriam: Mas onde está o amor que o Senhor prega?

2ª) Se Jesus dissesse que eles não deviam apedrejá-la, eles diriam: Ele não cumpre a lei.

Jesus começou a escrever alguma coisa no chão, alguns dizem que Ele escrevia o pecado de cada um daqueles ali e quando eles viam... Ih! Sou eu, vou embora...

Mas Jesus estava falando do seu próprio ministério, do seu projeto, do projeto do Pai, Ele estava registrando ali a sua missão. Quem viu o que era a vida de Jesus ali, não tinha dúvida de que Ele não poderia atirar a primeira pedra.

E como ninguém atirou a primeira pedra, ninguém foi capaz de atirar a segunda. Se alguém atirasse a primeira pedra, logo em seguida cairia uma chuva de pedras em cima daquela mulher, mas como ninguém jogou a primeira, cada um guardou a sua e foi embora.

O mundo vive assim.


Ciência.
Lc. 19:1 a 10 - Zaqueu estava em cima de uma figueira, vendo o Senhor Jesus passar. Então o Senhor olha para ele e lhe diz: Zaqueu desce depressa, porque hoje me convém pousar na tua casa.

Era o Senhor Jesus vendo o coração de Zaqueu. O Senhor Jesus conhece, verdadeiramente, cada um de nós.


Lc. 7:36 a 50 - Jesus estava na casa de Simão, o fariseu, quando entrou uma mulher pecadora e se prostrou aos pés do Senhor e começou a chorar e enxugar as lágrimas com os seus cabelos, e a beija-lhe os pés e a ungi-los com ungüento.

Simão viu aquilo e disse consigo mesmo: Se este fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.

Então o Senhor, sabendo o que estava no coração daquele homem, lhe diz: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés, mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.

E disse à mulher: Os teus pecados te são perdoados. A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Aquela mulher estava falando, profeticamente, daquilo que era o mais importante na vida de Jesus, que era o projeto de Deus Pai.
Fé.
Mt. 26:36 a 46 - O maior exemplo de fé é aquele em que Jesus está no Getsêmani e diz ao Pai: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia não seja como eu quero, mas como tu queres.

Era a confiança que Ele tinha no Pai, a certeza, a definição do projeto, naquilo que Deus estava fazendo.


Cura.
Há muitos exemplos de cura. Vamos citar a cura de três cegos.


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