Lava-te sete vezes



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SEMINÁRIO DE PORTUGAL




ABRIL DE 1999


ÍNDICE:

Obra de Davi ( Abigail ) ................................................................. 02



Ministérios e Serviços .................................................................. 06
Salvação......................................................................................... 10

Dons Espirituais ............................................................................ 15



Palavra Revelada (Gideão) ......................................................... 22
Culto Profético ............................................................................. 25

Ministério e Nobreza .................................................................... 30



Diaconato ...................................................................................... 34


OBRA DE DAVI - VIDA DE ABIGAIL



I Sm. 25:41 e 42 - Então ela se levantou e se inclinou com o rosto em terra, e disse: eis aqui a tua serva, servirá de criada para lavar os pés dos criados de meu senhor.

E Abigail se apressou e se levantou, e montou num jumento com as suas cinco moças que seguiam as suas pisadas; e ela seguiu os mensageiros de Davi, e foi sua mulher.
Esta palavra é sobre a vida de uma das servas do Senhor.

Quando nós falamos sobre Davi e tratamos dos assuntos correlatos à vida do rei, nós não podemos deixar de falar das suas experiências, que são as experiências do homem e da mulher desta Obra, os valentes que Deus tem levantado para estarem vivendo as lutas desta última hora, as grandes experiências desse último momento.

A Palavra do Senhor nos chama à atenção para esses homens especiais, para essas mulheres definidas que deixaram tudo para se aproximarem, cada vez mais, do Senhor.

Há um custo e cada um de nós sabe o quanto custa estarmos definidos aos pés do Senhor. Há um custo, as vezes familiar (porque alguns dos nossos não aceitam), às vezes profissional (porque alguns colegas de trabalho não compreendem), às vezes secular (porque o mundo não nos tolera). E todas as vezes que nós nos sentimos desprezados é sinal de que estamos mais próximos do Senhor porque o sentimento da Igreja é de que ela não tem mais lugar aqui na terra.

Quando a Igreja sente que está sobrando aqui, quando ela sente que é rejeitada pelo mundo, que não há mais espaço para ela, ela clama ao Senhor, dizendo: Senhor, o mundo não me suporta e eu não o suporto, vem me buscar, vem buscar a tua Igreja.

A vida de Davi fala das suas experiências, daquilo em que ele foi fiel, daquilo que ele atendeu ao Senhor dentro do projeto. São as nossas experiências também.

As grandes lutas, as grandes decisões, a pacificação, o estabelecimento do reino, a preservação do reino, a prosperidade do reino, foram algumas das experiências deste homem que era um guerreiro valente, determinado, mas que também era um poeta, um salmista, um homem humilde e obediente a Deus.

A escolha por Davi foi um ato de definição de Deus, e isso aconteceu conosco também. Deus olhou para nós com misericórdia e nos elegeu e nos chamou, e nós atentamos para esta grande salvação. Quando nós deixamos que o Senhor entrasse em nosso coração, uma nova vida se apresentou para nós, que é a vida eterna, e quando isso acontece o Senhor nos dá uma coisa muito especial, assim como deu a Davi, que é a unção com o óleo.

A Igreja que vive nesta última hora, ela é cheia do Espírito Santo, de sabedoria, do conhecimento do Senhor.

Quando nós vemos isso, nós vemos a própria caminhada da Igreja. Ela empreende essa caminhada, ela abre o seu coração e se define e então, movida pelo Espírito Santo, ela agora vai enfrentar as suas lutas, as suas experiências, os Golias da vida.


Mical.
A Palavra diz que a casa de Davi ia-se fortalecendo enquanto a casa de Saul ia-se enfraquecendo.

Davi teve pessoas da casa de Saul muito estreitamente ligadas a ele, como por exemplo, Mical, filha de Saul.

Mical foi esposa de Davi, ela gostava muito dele ao ponto de salvar-lhe a vida. Um dia Davi estava sendo perseguido por Saul, e Mical facilitou a fuga dele, fazendo-o descer por uma janela, e colocando uma estátua no seu lugar, na cama e dizendo aos mensageiros de Saul que Davi estava doente. (I Sm. 19:12)

Tempos depois, quando Davi trouxe a arca de volta para Jerusalém, Mical teve um outro comportamento, criticou Davi porque dançava diante de Deus e de todo o povo e o desprezou no seu coração. (II Sm. 6:16)

Mical é tipo das pessoas que gostam da Obra, gostam de Davi, mas que a qualquer momento podem lançar mão de alguma outra coisa que ultrapassou o Senhor na sua vida. Ela é boa, salvou a Davi, fala bem, mas não tem determinação para ser somente de Davi, ela coloca alguma coisa no lugar de Davi.

Abigail

Samuel era morto, mas Saul continuava perseguindo a Davi e ele vivia de um lado para o outro escapando do ódio do rei Saul.

O texto fala de um episódio acontecido no monte Carmelo.

Davi estava ali com os seus homens. Naquelas imediações morava um homem muito rico chamado Nabal e a presença de Davi ali era uma proteção para ele.


Nabal era casado com Abigail, que quer dizer Meu pai é alegria. (Meu Pai é aquele que é e que há de vir, o Pai, o Filho e a alegria do Espírito Santo). No nome de Abigail estava encerrada a Trindade, ela era uma serva fiel, mas na sua vida havia um senão, uma mácula, ela era casada com Nabal, que quer dizer tolo, insensato.
Tomando a figura do casamento, nós podemos dizer que uma metade de Abigail era tola, era insensata e essa era a sua grande luta, ela precisava se desvencilhar daquilo que a prendia, que era a parte dela que não correspondia àquilo que Deus queria da sua vida.
A vida de Nabal era confortável porque ele morava no Carmelo, que quer dizer A vinha do Senhor. O Carmelo era um lugar de decisão.

Tudo na vida de Nabal o favorecia. Ele tinha uma mulher bonita, formosa, sábia, ele tinha bens, e tinha a proteção de Davi. Mas Nabal não era um homem grato a Deus, pelo contrário, era um homem duro e maligno nas obras. Os homens de Nabal, entretanto, eram homens reconhecidos, eles disseram a Abigail: Aqueles homens têm sido muitos bons, e nunca fomos agravados deles, e nada nos faltou em todos os dias que conversávamos com eles quando estávamos no campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas.(I Sm. 25:15 e 16)

Nabal achava que não precisava de nada, e você encontra pessoas que pensam assim: A minha esposa está na Igreja, eu já estou sendo abençoado, está tudo indo bem na minha vida, eu não preciso ir, basta que ela vá e está tudo bem.

Às vezes é a esposa, ou uma filha, ou a mãe. Quantas vezes nós vemos este quadro.

Às vezes nós encontramos em nós mesmos essa situação. Que parte tola é essa que precisamos tirar da nossa vida? Nós estamos no Carmelo, que é a vinha de Deus, e nós poderíamos aproveitar com muito mais profundidade dos frutos, dos benefícios e não estamos aproveitando.

O propósito do Senhor é sempre o de salvar o homem, e Ele quer salvar hoje também, aqui e agora.

E alguém poderia dizer: O pastor esqueceu que todos aqui já têm “muitas horas de vôo”, que já temos uma longa caminhada percorrida, não estamos naquele ponto inicial de aceitar a Jesus como Salvador, todos nós já fizemos a nossa opção.

Mas o Senhor disse que algumas pessoas precisam se decidir e aceitar ao Senhor Jesus, definitivamente, como seu Salvador.

Existe uma dúvida em alguns. Nós não sabíamos que quando fôssemos tratar desse assunto, ele teria que ser mostrado também como uma opção, a melhor, a única, a mais profunda da nossa vida.

Quando Abigail decidiu em seu coração servir ao Senhor, ela pagou um preço, ela teve que lançar fora aquilo que era a insensatez, ela teve que bater de frente com o poderio, com a força, com a dureza do seu marido, de Nabal.


Davi manda seus homens ao encontro e Nabal e manda-lhe um recado: Paz tenhas, e que a tua casa tenha paz, e tudo que tens tenha paz! Agora, pois, tenho ouvido que tens tosquiadores. Ora, os pastores que tens estiveram conosco; agravo nenhum lhes fizemos, nem coisa alguma lhes faltou todos os dias que estiveram no Carmelo. Pergunta-os aos teus mancebos, e eles to dirão. Estes mancebos, pois, achem graça em teus olhos, porque viemos em bom dia. Dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, o que achares à mão.

Não se tratava de um pagamento, era uma oferta.


Qual foi a resposta de Nabal?
Ele disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos servos há hoje, e cada um foge a seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm?

(Quem é Davi? Quem é Jessé? Quem são eles para virem-me pedir alguma coisa? Eu vou tirar o que é meu? Aquilo que está no meu coração? Eu vou deixar? Eu vou atender? Por quê? Para quê? Eu não os conheço).
Essa é a voz do tolo, do insensato. Essa é a parte que nós precisamos arrancar da nossa vida. Nós vamos colocar isso na economia do Senhor.
Quando Davi ouviu essa recusa, ele decreta um juízo.

Jesus disse: Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. (Mt. 12:37)

Não há outra opção, não há outra dispensação, não há outro projeto, não há outro Salvador, ninguém morrerá mais uma vez.

Pelas suas palavras Nabal trouxe sobre si um juízo, e não só para si, mas também para Abigail e a todos os que estavam com ele.

Quando o juízo é traçado, ele leva em conta somente a parte que não se rendeu. Quando uma parte da nossa vida não se rende, todo o resto fica comprometido. Deus não aceita nada pela metade, Deus não nos quer divididos, às vezes nós gostaríamos que Deus entrasse em certas partes da nossa vida, mas que Ele abrisse mão de outras, que Ele facilitasse, deixasse por menos, porque afinal, é só a metade, é só Nabal. Por que matar a todos? Por que acabar com a riqueza toda? Por que acabar com Abigail?

O altar era edificado por pedras inteiras, nunca por pedaços de pedras, nem por metades de pedras.

Até aquele momento tudo ia bem para Nabal, nunca haviam tocado nas suas riquezas, nunca haviam tocado na sua família, nunca haviam tocado no seu modo de ser, de agir, mas agora o juízo estava traçado, tudo ia-se acabar.

Abigail é avisada pelos seus empregados: Senhora, eles têm sido bons para nós, não nos incomodaram e nada nos faltou em todos os dias que estivemos no campo com eles, nos protegeram, dia e noite, enquanto apascentávamos as ovelhas.


O Senhor tem sido o nosso Pastor, mas talvez nós não temos sido as suas ovelhas, Ele tem conversado conosco, tem sido a nossa proteção, não tem deixado que ninguém nos toque, nem à nossa família, nem aos nossos bens.

Essa era a revelação para a vida de Abigail, e para a vida da Igreja, é o trabalho, é o sintoma profundo da vida da Igreja nesta última hora: Nada nos faltou.


E Abigail teve uma atitude de definição, ela se apressou e pegou algumas coisas e as colocou em jumentos e mandou que seus moços levassem tudo para Davi que ela iria logo em seguida, sem que o marido soubesse.

Ela teve uma palavra de definição: Eu vou fazer a oferta, vou levar o que eu tenho para Davi. A questão agora é entre Nabal e eu, é entre aquilo que me impede que me atrapalha e eu.

Ela agora coloca um muro, um divisor, uma definição. Só o poder pelo sangue de Jesus faz isso porque ele limita, ele fica entre a nossa dificuldade e nós, ele fica entre nós e aquilo que é insensato na nossa vida.
Uma vez definidos o que vamos fazer com a parte que sobrou?

Nós vamos a Davi, nós vamos ao projeto.

E de que maneira? De mãos vazias?

Quando Deus instituiu as três festas solenes, Ele deu uma ordem: Ninguém apareça vazio perante mim. (Êx. 23:15)

Abigail trouxe duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas guisadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas, duzentas pastas de figos passados.
Nós podemos observar que todo aquele alimento já estava preparado, não havia condição de ser preparado naquele momento. Davi já estava vindo como preparar duzentos pães, vinho, guisar ovelhas, tostar o trigo, preparar as passas, as pastas de figo?

Isso fala de um projeto. Ela tinha tudo pronto, isso é o que caracteriza, ela foi juntando tudo, mesmo nas suas dificuldades ela foi separando aquilo que era para Davi. Apesar das suas dificuldades ela não parou de ter as suas experiências.


O pão fala da Palavra, que é o alimento.

Os dois odres de vinho, a porção dobrada do Espírito Santo.

As cinco ovelhas guisadas, o ministério do Senhor Jesus.

O trigo tostado, a experiência na Palavra.

Os cachos de passas, as provas de fé, as grandes lutas. A fé que é tratada não se deteriora.

As pastas de figo, as experiências do corpo, são as orientações, as profecias, ela cura.
Abigail tinha uma Obra, as suas experiências eram de Obra. Mas o que ela tinha que fazer que era tão importante, que era fundamental para que Davi não prosseguisse com o seu intento? Aquilo ali não significava vida, pão, vinho, ovelhas guisadas, nada daquilo refrearia Davi, aquilo não mataria a fome de Davi e de seus homens, era pouco.

Ela fez uma coisa interessante, ela juntou tudo o que tinha à mão e mandou que levassem a Davi porque ela ponderou em seu coração: Eu não posso deixar o meu Senhor desse jeito. E não contou nada a Nabal, e foi seguindo os seus moços de perto.

Era a hora de decisão, com aquela atitude Abigail estava dizendo: Agora é o poder do sangue de Jesus na minha vida, agora é ida sem volta, agora é o projeto estabelecido, eu estou indo em direção ao meu Senhor e não há como voltar.

Ali estavam definidas as vidas de Nabal e de Abigail.


O que era necessário fazer agora?
Agora era a grande experiência do encontro.

A Palavra diz que ela estava montada num jumento (você vê aí o objetivo, a Obra estabelecida), descendo pelo encoberto do monte (fala da humildade), e então ela viu Davi e seus homens que vinham ao seu encontro, e ela encontrou-se com eles.

Foi um bom encontro, um grande encontro.
Davi então lhe disse o que ia fazer a Nabal, e ela apressou-se, desceu do jumento e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi e se inclinou à terra, e lançou-se a seus pés e disse: Olha, meu senhor, a transgressão do meu marido é muito grave, esse meu lado é muito difícil, mas eu quero colocar-me a teus pés porque eu reconheço e não posso esquecer de que nada me faltou, que tenho estado protegida por ti, perdoa a tua serva e aceita a oferta que te trago, aquilo que eu preparei e juntei durante toda a minha vida, isso é nada diante de tudo que tu me concedeste, o único valor que isso tem é porque é a minha definição de estar a teus pés, o que tem valor é eu estar a teus pés. A minha oferta não paga o preço da cruz no calvário, não há preço que pague a minha salvação, é um preço muito alto, ninguém poderia pagar.
E Davi lhe disse: Bendito o Senhor Deus de Israel que hoje te enviou ao meu encontro. E bendito o teu conselho, e bendita tu que hoje me estorvaste de vir com sangue e de que a minha mão me salvasse.
Por que bendita? Por que formosa? Por que ela possuía qualidades excepcionais? Por que era mulher de um homem poderoso como Nabal? Por que morava no Carmelo?
Não, a sua única qualidade era a sinceridade, definição aos pés do Senhor. Eu trouxe as minhas madrugadas, os meus jejuns, as minhas dores, as minhas grandes experiências. Esse é o nosso dia-a-dia, todos os dias nós precisamos chegar diante do Senhor e dizer: Senhor, aplaca aquilo que é um juízo sobre mim, sê misericordioso comigo e perdoa-me. Continua guardando a minha vida, não te ires contra mim, releva as minhas iniqüidades, desfaz as minhas transgressões, olha para mim através do sangue de teu Filho Jesus.
Esse é o clamor do servo nesta última hora, que tem a porção dobrada do Espírito Santo, que tem a Palavra revelada, que busca ao Senhor, que cresce, mesmo na dificuldade, para alcançar a estatura do varão perfeito.

Nós queremos estar preparados para o grande dia da volta de Jesus, a Obra já está estabelecida.


Qual foi o preço que Nabal pagou?
A morte. Quando ele soube o que teria acontecido a ele, o seu coração não resistiu. Davi não manchou a sua mão com o sangue dele, e glorificou ao Senhor por isso.

Nabal morreu quando Abigail se definiu. Quando nós nos definimos pelo Senhor e queremos verdadeiramente caminhar na sua presença, essa parte ruim vai-se acabando, vai morrendo.


Qual foi o prêmio de Abigail?
Abigail deixou tudo para trás. O marido havia morrido, os bens agora eram seus, mas ela não queria nada daquilo que era da parte de Nabal, isso não era importante para ela.

A Palavra diz que se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. (I Co. 15:19) Será que nós só queremos Davi em volta do Carmelo? Em volta da vinha? É só para esta vida?

Abigail passou a fazer parte do projeto e o projeto fala que o noivo procura uma noiva. Davi pede a Abigail que se case com ele. Os criados de Davi vão até ela e dizem: Davi nos tem mandado a ti para te tomar por sua mulher.

Que honra! Ela aceitou imediatamente. Ela disse: Eis aqui a tua serva, servirá de criada para lavar os pés dos criados de meu senhor.

A Igreja nesta última hora se coloca nesta posição. Eu faço até mesmo aquilo que for o menos significativo, o serviço mais humilde, mas eu quero estar ao lado do meu Senhor, eu não quero usufruir daquilo que pertence a Nabal, nem quero mais viver segundo o meu coração, só quero estar aos pés do Senhor.
O que eu vou fazer? Às vezes nós queremos ser muitas coisas, pastor, diácono, professora, estar à frente de senhoras, grupo de louvor (Ninguém me dá uma oportunidade, só colocam gente nova), essa metade nossa é terrível.

Mas o que Abigail quis, o que a Igreja nesta última hora quer, é somente uma coisa: Estar aos pés de Jesus, ouvir a sua voz, saber e fazer a sua vontade.


A Igreja Fiel é sábia, é formosa, é amiga. Eis que és formosa, amiga minha, eis que és formosa minha.

O Senhor dá um conselho a alguns que precisam tomar uma decisão, para que deixem os valores que precisam ser deixados para que o nome do Senhor seja glorificado na nossa vida.


Eis aqui a tua serva.
Amém.


MINISTÉRIOS E SERVIÇOS
Gênesis 31:38 a 42 - Estes vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho... e repreendeu-te ontem à noite,
A Obra não é uma experiência coletiva, de um grupo, ou de um país, mas é uma experiência particular, individual, de cada um com o Senhor, e essa experiência individual gera uma experiência do corpo.

Jacó tinha uma experiência profunda com o Senhor, nós vemos o que Deus fez na caminhada deste homem e nós podemos afirmar que o servo do Senhor tem que ser um lutador igual a Jacó, aquele que luta com o Senhor e vence.

Paulo disse: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. (Rm. 8:37)

Qual era o projeto de Deus para a vida de Jacó?

Desde a sua concepção já havia uma profecia a respeito de Jacó, ainda no ventre da sua mãe, ele já estava segurando o calcanhar de Esaú, seu irmão gêmeo.

Foi a primeira evidência de que ele seria um lutador, de que ele não desistiria de nada na sua vida.

Muitos podem pensar que tanto esforço não valeria a pena, tanto sofrimento, mas você vê Jacó lutando e vencendo e alcançando as suas metas, as metas que faziam parte do projeto que Deus tinha traçado para ele.

Jacó pagou o preço justo.


O texto fala de uma conversa séria que Jacó teve com o seu sogro Labão e aqui você encontra o ministério.
V. 38 - Estes vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, ...
É o ministério.

Uma das características da Igreja é gerar, e ela só gera gêmeos, e nunca aborta.


e não como os carneiros do teu rebanho.
O pastor, o ministério, nunca mata as ovelhas, ele as protege, ele não deixa que elas morram, quando elas caem num barranco, ele as tira com o seu cajado (a tua vara e o teu cajado me consolam).
V. 39 - Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias.
Fala de um preço a pagar por aquele que foi ferido, fala da vigilância constante do ministério (e do serviço, do grupo de assistência, do trabalho de senhoras).

Porque Jesus disse: O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. (Jo. 10:10 e 11)

Essa é a promessa de Jesus e nós estamos confiados nisso porque Ele é Fiel, nós sabemos o que vamos enfrentar, sabemos que não é fácil, sabemos que não vamos ganhar com sorrisos, nem com favorecimentos porque o mundo nunca será favorável a nós, àquilo que é do Senhor, pelo contrário, a oposição fica cada dia mais acirrada, mais hostil, ninguém entende terno todo o dia, igreja todo o dia, Maanaim todo o fim de semana.
A PROFECIA
A primeira luta de Jacó foi travada com seu irmão ainda no ventre de Rebeca. A Palavra diz que os gêmeos lutavam dentro dela e Rebeca quis saber do Senhor o que era aquilo.

E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. (Gn. 25:22 e 23)


A HERANÇA
O projeto para Jacó estava estabelecido, a bênção da primogenitura era dele e ele ia lutar por ela.

A primogenitura do Senhor nesta última hora é a Igreja, nós somos os primogênitos do Senhor aqui, nós temos direito à herança, e às vezes nós esquecemos desse potencial que temos em nossas mãos, nós temos direito a uma bênção do Senhor, que é irmos morar na eternidade.

Quem nos deu esse direito? Será que é por que nós somos bonzinhos?

Claro que não. Quem nos deu esse direito foi o Senhor Jesus, a sua morte na cruz do calvário nos fez co-herdeiros seu de todas as riquezas que Ele recebeu do Pai.

Muitas vezes não valorizamos esse bem maior que foi-nos deixado pelo Pai.

A FUGA
Quando Esaú trocou a sua primogenitura por um prato de lentilhas, Jacó se definiu na presença do Senhor e aí começava a sua luta para manter a bênção em suas mãos porque Isaque abençoou-o e isso enfureceu Esaú de tal forma que desejou matá-lo. O projeto de Esaú era matar Jacó assim que Isaque morresse.

Jacó preocupava-se com aquilo porque sabia que não podia facilitar. Jacó sabia que se ele se afastasse daquilo que era a direção de Deus na sua vida, ele morreria.

Será que nós nos damos conta de que o nosso caminho é só de ida, que não tem volta? Se nós sairmos daqui, para onde iremos? Não teremos lugar no corpo, nem na eternidade com Deus porque não existe outro projeto, nem outra Obra, nem outra dispensação, nem outra salvação.

Para aquele que não leva isso em consideração, melhor seria não saber acerca da nobreza, do projeto com essa profundidade, melhor seria saber de uma forma genérica, Olha, tem um céu, tem um Pai, tem um Filho... assim, devagarzinho.

Mas nós ouvimos da parte do Senhor um segredo, Ele não o revelou para todos, mas a nós, em confiança. Nós podemos fazer o que quisermos com esse segredo, podemos jogá-lo fora ou não, só não podemos dizer que não sabíamos.

Alguém pode dizer: Mas que acusação! Será que é isso mesmo?

É sim. Jacó sabia que a sua proteção estava no pai vivo em sua vida, no dia que o pai deixasse de estar presente na sua vida, ele morreria, no dia que ele falhasse Esaú o mataria.

Jacó saiu do aconchego do seu lar, deixou a sua parentela (com a bênção do Pai – Gn. 28:1 e 5), agora ele teria que enfrentar as duras lutas.

Jacó partiu e foi para Harã. Quando anoiteceu, deitou-se e colocou uma pedra por travesseiro, e sonhou com uma escada que ligava o céu à terra e por ela anjos subiam e desciam, e lá no topo dela, o Senhor se apresenta a ele e lhe faz uma promessa. (Gn 28:11 a 15)

Quantas vezes o Senhor já falou conosco aqui neste seminário? Incontáveis vezes.


O ENCONTRO COM DEUS - A PROMESSA
Jacó acorda e se levanta já com aquela experiência de que Deus falou com ele ali, naquele lugar. Aquele lugar passou a ser especial para Jacó porque ali Deus falou com ele, Deus estava naquele lugar, era a casa de Deus, ele viu a Trindade naquele lugar.
O VOTO
Então, de madrugada, Jacó pegou aquela pedra e a pôs por coluna e derramou azeite por cima dela. Ele não carregou a pedra, nem a partiu em pedacinhos, nem se prostrou perante ela. O altar deveria ser feito com pedras inteiras (Js. 8:31)

Jesus é a pedra de esquina, a pedra angular. E também não podia faltar o azeite. Depois disso ele fez um voto a Deus.

O compromisso que ele assumia diante de Deus era um compromisso sério. E disse: Se Deus for comigo e me guardar nessa viagem que faço, e me der pão para comer e vestido para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres certamente te darei o dízimo.

De tudo quanto me deres. E o Senhor tem nos dado tudo, o casamento, os filhos, a vida, o tempo, o sustento, tudo enfim. O meu dízimo é a minha alegria, o meu louvor, a minha glorificação, a minha dedicação, a minha obediência à tua direção segura.
O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
E quando Jacó se encontra na maior dificuldade, Deus lembra-se daquele pacto, e cumpre a promessa e essa promessa é para toda a sua descendência porque a promessa do Senhor permanece para sempre porque Ele é Fiel e não se esqueceu da fidelidade daquele homem.

O fiel vive de fé em fé, o justo vive pela fé. Nós vivemos de alegria em alegria, nós vivemos do resultado de uma noite de lágrimas na presença do Senhor porque sabemos que a alegria vem pela manhã.


O CASAMENTO
Jacó vê Raquel e se enamora dela.

Jacó encontrou uma mulher que preenchia, espiritualmente, e afetivamente, tudo aquilo que ele queria.

Ele faz um acordo, mas esse acordo é quebrado e ele tem que pagar um preço maior, mais sete anos de trabalho por ela.
A INDENIZAÇÃO
Era hora de voltar para a casa de seus pais, o seu tempo ali já havia terminado, ele pagou por Léia, pagou por Raquel, teve filhos, enriqueceu o seu sogro e agora era o momento da despedida.

Mas Labão procura retê-lo ali mais um pouco e lhe propõe um novo acordo, dizendo: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti. Determina-me o teu salário e te darei.

Esse era um testemunho importante. Labão sabia que as bênçãos que vinham sobre a sua casa eram por causa da fidelidade de Jacó.
Jacó não aceita mais trabalhar para Labão, mas sim para ele próprio, para a sua casa. Ele não era um homem acomodado às situações, ele era um homem definido.

A nossa salvação tem um dinamismo, nós não vamos parar, nem nos conformar com pouco, eu leio um texto e não entendo, eu não vou desistir, eu vou lutar com o Senhor: Olha, Senhor, eu vou jejuar até que tu me reveles isso que está na tua Palavra... Olha Senhor, eu quero profundidade nos dons... Olha Senhor, eu quero ser usado ainda mais e melhor.

E Labão perguntou: Como vai ser isso? O que eu vou-te dar? O homem mundano sempre quer levar vantagem.

Jacó respondeu: Não me darás nada, o meu salário será todos os cordeiros morenos e todas as cabras malhadas e salpicadas.

Era o pior do rebanho e Labão deve ter achado que Jacó era mesmo um bobo, pois ele aceitou na hora.

Foi o que pensaram de Calebe quando ele pediu as montanhas. É o mesmo que pensam de nós.

Nós às vezes pedimos as montanhas: Senhor, eu quero ser mais teu servo, quero estar mais a teus pés, quero pagar um preço, jejuar para que tu dês uma bênção ali naquele caso, para o Senhor resolver uma dificuldade no grupo de louvor, nas senhoras, elas vão orar e o Senhor vai curar.

Todos pensam: Jacó escolheu o pior... Calebe escolheu o pior... a Igreja escolheu o pior.

Nós escolhemos o mais difícil.




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