Lacc – uel : Lista de Frequência e Participação



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LIGA ACADÊMICA DE Clínica Cirúrgica
ANATOMIA : CABEÇA E PESCOÇO


  1. OSSOS DO CRÃNIO


O crânio é formado por oito ossos, quatro dos quais ímpares: frontal, etmóide, esfenóide e occipital; e quatro pares: parietais e temporais. São ossos planos, revestidos externamente por um periósteo delgado e internamente pela dura-máter(meninge). São formados por duas lâminas de tecido ósseo compacto: lâmina externa e lâmina interna. Entre essas encontra-se uma camada de tecido esponjoso: díploe.

O crânio pode ser estudado por diferentes normas: vertical, frontal, occipital, lateral e basal; e pelo interior.

Norma vertical: o contorno pode ser oval ou mais próximo do circular. A calvária é a calota craniana. Apresenta suturas coronal, sagital e lamdóide, bregma e lambda, e no crânio do recém-nascido, fontanelas ou fontículos anterior e posterior ( centros de ossificação ).

Norma frontal: na vista anterior o crânio é aproximadamente oval.

Norma occipital: é visto a parte posterior dos osso parietais e a maior parte do occipital.

Norma lateral: a parte central da vista lateral é formada pela asa maior do esfenóide, que participa da formação das fossas temporal e infratemporal, do arco zigomático e do osso temporal.

Norma basal: estende-se dos dentes incisivos da maxila até as linhas nucais do occipital.na parte anterior encontramos o palato ósseo. Na parte média vemos o vômer e a parte basilar do occipital.

Interior do crânio: fossas anterior, média e posterior.
OSSO FRONTAL

Articula-se com os ossos etmóide, esfenóide, parietais, nasal, zigomáticos, lacrimais e maxilares.

Frontal: margem parietal, parte escamosa, túber ou eminência frontal, face temporal, arco superciliar, processo zigomático do, margem supra-orbital, incisura supra-orbital, glabela, forame supra-orbital, parede superior da órbita, fossa da glândula lacrimal, fóvea troclear, espina nasal, sulco do seio sagital, crista frontal, forame cego, incisura etmoidal, seio frontal, canais etmoidais anterior e posterior.



  • Sutura metópica: linha de separação dos dois ossos frontais fetais que observa-se na linha mediana em indivíduos jovens. Pode ou não desaparecer no adulto.

OSSO PARIETAL



Articula-se com os ossos frontal, temporais e occipital.

Parietal: margem sagital, margem escamosa, margem occipital, margem frontal, túber parietal, linhas temporais superior e inferior, forame parietal, ângulo frontal, ângulo esfenoidal, ângulo occipital, fossa parietal, sulcos vasculares ( vasos meníngeos ), sulco do seio sigmóide, linhas temporais superior e inferior, fossa temporal, sulco do seio sagital superior.


OSSO OCCIPITAL

Articula-se com os ossos parietais, temporais e esfenóide.

Occipital: ângulo lateral, ângulo superior, margem mastóidea, margem lambdóidea, eminência cruciforme, processo jugular, côndilo occipital, forame magno, protuberância occipital externa ( ínio ), crista occipital externa, linha nucal suprema ou superior, linha nucal inferior, escama occipital, parte basilar, canal do nervo hipoglosso, canal condilar, sulco do seio sagital superior, sulco do seio transverso, crista occipital interna, protuberância occipital interna, fossa occipital superior, fossa occipital inferior ou cerebelar, tubérculo jugular, tubérculo faríngeo, clivo, sulco do seio sigmóide, incisura jugular.



  • Forame jugular: formado pela articulação dos ossos occipital ( incisuras jugulares ) e temporais.

OSSO TEMPORAL



Articula-se com os ossos frontal, occipital, parietais e esfenóide. Contém o órgão vestíbulococlear. No recém-nascido podem ser identificadas três partes: parte escamosa, parte timpânica e parte petrosa.

Temporal: parte escamosa, processo zigomático do, tubérculos articulares anterior e posterior, fossa mandibular, canal carótico, fissura petrotimpânica, processo estilóide do, meato acústico externo, incisura mastóidea, forame mastóideo, processo mastóideo, incisura parietal, fossa temporal, forame estilomastóideo, sulco da artéria occipital, sulco do seio sigmóide, fossa jugular, óstio do canalículo timpânico, sulco do seio petroso superior, depressão do gânglio trigeminal, sulco do seio lateral, meato acústico interno, incisura timpânica.



  • Canal músculo-tubário: por onde passa o músculo tensor do tímpano e a parte óssea da tuba auditiva.

  • Arco zigomático: articulação entre o processo zigomático do temporal e o processo temporal do zigomático.

OSSO ESFENÓIDE



Articula-se com os ossos frontal, temporais, occipital, parietais, etmóide, palatino e vômer.

Esfenóide: corpo do, asas menores, asas maiores, processos clinóides anteriores, posteriores e médios, fissura orbital superior, rostro, seio esfenoidal, processos pterigóides ( lâminas laterais e mediais ), fossas pterigóideas, incisuras pterigóideas, espinha do, canais ópticos, forames redondos, canal pterigóideo, forame espinhoso, forame oval, sulco pterigopalatino, hâmulo, sulco carótico, sela túrcica ( fossa hipofisal, processo clinóide médio, tubérculo da, sulco pré-quiasmático, língula esfenoidal ).



  • Cristas esfenotemporais: separa as fossas temporais das infratemporais.

  • Forame lácero: é formado pela articulação dos ossos esfenóide e temporal. No ser vivo ele é obliterado, preenchido por cartilagem.

OSSO ETMÓIDE



Articula-se com os ossos frontal, esfenóide, maxilar e lacrimais.

Etmóide: processo crista galli, lâmina cribrosa ou crivosa, lâmina perpendicular ( na cavidade nasal ), concha nasal média.


CALVÁRIA

É limitada, inferiormente, por um plano que passa pela frente acima das margens supra-orbitais; lateralmente, pelos processo zigomático, terminando atrás na protuberância occipital externa.

Calvária: forame parietal, sulco sagital, fovéolos granulares.



  • SUTURAS E PONTOS CRANIOMÉTRICOS

Sutura coronal: entre o osso frontal e os dois parietais.

Sutura sagital: entre os dois ossos parietais.

Sutura lambdóide: entre o osso occipital e os dois parietais.

Sutura escamosa: entre o parietal e a porção escamosa do osso temporal.

Bregma: encontro das suturas coronal e sagital.

Lambda: encontro das suturas lambdóide e sagital.

Astério: encontro dos ossos occipital, parietal e temporal.

Ptério: encontro dos ossos parietal, frontal, temporal e esfenóide.

Násio: encontro das suturas fronto-nasal e internasal.

Dácrio: ponto anterior da sutura fronto-lacrimal.

Básio: ponto mais anterior do forame magno.

Opístio: ponto mais posterior do forame magno.

Ínio: parte mais proeminente da protuberância occipital externa.

Vértex: parte mais alta do crânio.




  1. OSSOS DA FACE

OSSO MAXILAR



É um osso par que participa da constituição da órbita, do palato ósseo, da cavidade do nariz e das fossas nasais e da fossa intratemporal. Um processo horizontal (palatino) une os ossos maxilares formando o palato ósseo. Os ossos maxilares assim unidos formam a maxila, que é fixa.

Maxilar: articulação com o processo orbital medial do osso frontal, processo frontal, inserção da concha nasal inferior, incisura lacrimal, espinha nasal anterior, canal incisivo, margem alveolar, processo palatino, margem posterior, articulação com o osso palatino, seio maxilar, canal infra-orbital, sulco infra-orbital, forames alveolares, túber do maxilar, incisura nasal, forame infraorbital, crista conclal, processo zigomático, processos alveolares.


OSSO ZIGOMÁTICO

Articula-se com os ossos maxilar, frontal, esfenóide e temporais.

Zigomático: processo frontal, margem orbital, face orbital, forame zigomático, articulação com o maxilar, articulação com o processo zigomático do osso temporal, processo temporal, processo frontal,


OSSO NASAL

Nasal: margem superior, margem inferior, margem lateral, margem medial, óstio vascular.


OSSO LACRIMAL

Lacrimal: margem superior, margem inferior, margem anterior, margem posterior, crista lacrimal anterior, sulco nasolacrimal.


OSSO PALATINO

É um osso par que contribui para formar o palato ósseo, a cavidade do nariz, a órbita e a fossa infratemporal.

Palatino: lâmina perpendicular, lâmina horizontal, crista nasal, processo piramidal, incisura esfenopalatina, processo esfenoidal, processo orbital.


CONCHA NASAL INFERIOR

Concha nasal inferior: extremidade anterior, processo nasal, margem superior, processo etmoidal, extremidade posterior, margem inferior, processo maxilar.


VÔMER

Forma a parte posterior do septo da cavidade do nariz.

Vômer: face direita, face esquerda, margem inferior, margem posterior, asa do vômer, margem superior, margem anterior.


MANDÍBULA

É um osso ímpar simétrico.

Mandíbula: corpo da, sínfise da, forame mental, linha oblíqua, margem inferior, ângulo da mandíbula, ramo da mandbula, processo condilar com a cabeça e o colo, incisura da mandíbula, processo coronóide, parte alveolar, forame do canal mandibular, língula, sulco milo-hióideo, fossa digástrica, espinha mental, fóvea sublingual, fóvea submandibular




  1. OSSOS DA ORELHA MÉDIA


A orelha média possui três ossículos: martelo, bigorna e estribo. Constituem uma cadeia articulada que vai da membrana timpânica até a janela do vestíbulo.
OSSO MARTELO

É o maior dos ossículos.

Martelo: cabeça, colo, manúbrio, processo lateral, processo anterior.

OSSO BIGORNA

Bigorna: corpo, ramo curto ( horizontal ), ramo longo ( vertical ).

OSSO ESTRIBO

É o menor e mais medial dos ossículos.

Estribo: cabeça, ramo anterior, ramo posterior, base.





  1. OSSO HIÓIDE

É um osso ímpar, mediano e simétrico. Não possui nenhuma articulação com outros ossos. É unido à laringe por ligamentos e músculos e tem uma união especial com o processo estilóide do osso temporal.

Hióide: corpo do, corno maior, corno menor.

 

Relações envolvendo os acidentes ósseos do crânio
OSSO FRONTAL

Incisura supra-orbital: vasos supra-orbitais ( originados dos vasos oftálmicos ) e nervo supra-orbital

( originado do nervo frontal ).

Canal etmoidal anterior: vasos etmoidais anteriores ( originados dos vasos oftálmicos ) e nervo etmoidal anterior ( originado do nervo nasociliar ).

Canal etmoidal posterior: vasos etmoidais posteriores ( originados dos vasos oftálmicos ) e nervo etmoidal posterior ( originado do nervo nasociliar ).

Forame cego: geralmente é fechado.

Fossa lacrimal: aloja a glândula lacrimal.

Fóvea troclear: da polia ( tróclea ) do músculo oblíquo superior do olho.


OSSO OCCIPITAL

Forame magno: transição entre medula oblonga e medula espinhal. Passam as meninges, raízes espinhais do nervo XI ( acessório ), ramos meníngeos do primeiro ao terceiro nervos cervicais, artérias vertebrais, artérias espinhais.

Canal condilar: passa uma veia emissária.

Canal do hipoglosso: passa o nervo XII ( hipoglosso ) e uma veia emissária.


OSSO PARIETAL

Forame parietal: passa uma veia emissária.


OSSO ZIGOMÁTICO

Forame zigomaticoorbital: nervo zigomático ( originado do nervo maxilar ).

Forame zigomaticotemporal: nervo zigomaticotemporal ( originado do nervo zigomático )

Forame zigomaticofacial: nervo zigomaticofacial ( originado do nervo zigomático )


OSSO TEMPORAL

Fissura petrotimpânica: nervo corda do tímpano ( originado do nervo VII – facial ).

Forame mastóideo: passa uma veia emissária.

Sulco occipital: passa a artéria occipital.

Canal carótico: artéria carótida interna ( originada da artéria carótida comum ).

Impressão trigeminal: aloja o gânglio trigeminal.

Meato acústico interno: passam os nervos VII ( facial ) e VIII ( vestibulococlear ) e a artéria labiríntica

( originada da artéria basilar ).

Fossa jugular: aloja o bulbo superior da veia jugular interna

Forame estilomastóideo: nervo VII ( facial ) e artéria estilomastóidea (originada da artéria auricular posterior)

Canal músculo-tubário: passa o músculo tensor do tímpano e a parte óssea da tuba auditiva.
OSSO MANDÍBULA

Forame mental: passam os vasos mentonianos ( originados dos vasos alveolares ) e o nervo mentoniano (originado do nervo alveolar inferior).

Fóvea sublingual: aloja a glândula sublingual.

Fóvea submandibular: aloja a glândula submandibular.

Forame mandibular: passam os vasos alveolares inferiores ( originados dos vasos maxilares ) e o nervo alveolar inferior ( originado em um tronco comum ao nervo milohióideo do nervo mandibular ).

Sulco milohióideo: passam os vasos milohióideos ( originados dos vasos alveolares inferiores ) e o nervo milohióideo ( originado em um tronco comum ao nervo alveolar inferior do nervo mandibular ).

Incisura mandibular: passam os vasos massetéericos ( originados dos vasos maxilares ) e o nervo massetérico ( originado do nervo mandibular ).
OUTROS
VISTA SUPERIOR

Lâmina crivosa: passam os ramos do nervo I ( olfatório ) e apóia o bulbo olfatório.

Canal óptico: nervo II ( óptico ) e a artéria oftálmica 9 originada da artéria carótida interna ).

Fossa hipofisal: aloja a hipófise ( é a porção mais profunda da sela túrcica ).

Sulco carótico: passa a artéria carótida interna ( originada da artéria carótida comum ), dentro do seio esfenoidal.

Poro acústico interno: nervos VII ( facial ) e VIII ( vestibulococlear ) e a artéria labiríntica ( origem a artéria basilar ).

Forame jugular: nervos IX ( glossofaríngeo ), X ( vago ) e XI ( acessório ), a veia jugular interna e o seio petroso inferior.

Forame espinhoso: vasos meníngeos médios ( originados dos vasos maxilares ) e o ramo meníngeo do nervo mandibular.

Forame oval: nervo mandibular ( que vai do gânglio trigeminal para a fossa pterigopalatina ) e a artéria meníngea acessória ( originada da artéria maxilar ).

Forame lácero: obstruído por cartilagem no vivo.

Canal pterigóideo: nervo do canal pterigóideo.

Fissura orbital superior: nervos III (oculomotor), IV (troclear), V1(oftálmico) e VI (abducente).


VISTA INFERIOR

Fossa incisiva: nervo nasopalatino (originado do gânglio pterigopalatino) e a artéria nasopalatina (originada da artéria esfenopalatina).

Forame palatino maior: vasos palatinos maiores ou descendentes (originados dos vasos maxilares ) e o nervo palatino maior ( originado do gânglio pterigopalatino).

Forames palatinos menores: vasos palatinos menores (originados dos vasos palatinos maiores) e o nervo palatino menor (originado do nervo palatino maior).

Fissura orbital inferior: artéria infraorbital (originada da artéria maxilar), o nervo infraorbital (continuação do nervo maxilar) e o nervo zigomático (originado do nervo maxilar).

 

Musculatura






  • Músculos cutâneos da cabeça

  • Músculos cutâneos da face

  • Músculos da mastigação

  • Músculo cutâneo do pescoço

  • Músculos supra-hióideos

  • Músculos infra-hióideos

  • Músculos laterais do pescoço

  • Músculos posteriores do pescoço

  • Músculos pré-vertebrais

  • Músculos da cavidade timpânica

1. Músculos cutâneos da cabeça

M. epicrânio

Formado por: M. occipital e M. frontal



2. Músculos cutâneos da face

M. orbicular do olho

M. corrugador do supercílio

M. depressor do supercílio

M. prócero

M. nasal

M. depressor do septo

M. orbicular da boca

M. risório

M. bucinador

M. levantador do lábio superior e da asa do nariz

M. levantador do lábio superior

M. zigomático menor

M. zigomático maior

M. levantador do ângulo da boca

M. depressor do ângulo da boca

M. mentoniano

3. Músculos da mastigação

M. temporal

M. masseter

M. pterigóideo medial

M. pterigóideo lateral

4. Músculo cutâneo do pescoço

M. platisma

5. Músculos supra-hióideos

M. digástrico

M. estilohióideo

M. milohióideo

M. geniohióideo

6. Músculos infra-hióideos

M. omohióideo

M. esternohióideo

M. esternotireóideo

M. tirohióideo

7. Músculos laterais do pescoço

M. esternocleidomastóideo

M. escaleno anterior

M. escaleno médio

M. escaleno posterior

8. Músculos posteriores do pescoço

M. trapézio

M. esplênio da cabeça

M. esplênio do pescoço

M. semi-espinhal do pescoço

M. semi-espinhal da cabeça

M. reto posterior menor da cabeça

M. reto posterior maior da cabeça

M. oblíquo inferior da cabeça

M. oblíquo superior da cabeça

9. Músculos pré-vertebrais

M. longo da cabeça

M. longo do pescoço

10. Músculos da cavidade timpânica

M. tensor do tímpano

M. estapédio

 

NEUROANATOMIA
CONCEITOS BÁSICOS DE NEUROANATOMIA


  • Substância cinzenta: tecido nervoso constituído de neuróglia, corpos de neurônios e fibras predominantemente amielínicas.

  • Substância branca: tecido nervoso formado de neuróglia e fibras predominantemente mielínicas.

  • Núcleo: massa de substância cinzenta dentro de substância branca, ou grupo delimitado de neurônios com aproximadamente a mesma estrutura e mesma função.

  • Córtex: substância cinzenta que se dispõe em uma camada fina na superfície do cérebro e do cerebelo.

  • Tracto: feixe de fibras nervosas com aproximadamente a mesma origem, mesma função e mesmo destino. As fibras podem ser mielínicas ou amielínicas.

  • Fascículo: usualmente o termo se refere a um tracto mais compacto.

  • Lemnisco: feixe em forma de fita.

  • Funículo: o termo é usado para a substância branca da medula; um funículo contém vários tractos ou fascículos.

  • Decussação: formação constituída por fibras nervosas que cruzam obliquamente o plano mediamento e que têm aproximadamente a mesma direção.

  • Comissura: formação constiuída por fibras nervosas que cruzam perpendicularmente o plano mediano e que têm, por conseguinte, direções diametralmente opostas.

  • Fibras de projeção: são fibras que saem de uma determinada área ou região.

  • Fibras de associação: são fibras que associam pontos mais ou menos distantes de uma área ou órgão, entretanto, sem abandoná-lo.

 

ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINHAL E SEUS ENVOLTÓRIOS
A medula espinhal é uma massa cilindróide de tecido nervoso situada no canal vertebral sem ocupá-lo totalmente. Cranialmente a medula limita-se com o bulbo ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula situa-se geralmente na segunda vértebra lombar (L2). Ela termina afilando-se para formar um cone, o cone medular que continua com um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal.

A medula apresenta forma aproximadamente cilíndrica, sendo ligeiramente ântero-posterior. Seu calibre não é uniforme, pois apresenta duas dilatações denominadas intumescência cervial e intumescência lombar, que correspondem às áreas em que fazem conexão com a medula as grossas raízes nervosas que formam o plexo cervical e lombo-sacro. A formação destas intumescências se deve à maior quantidade de neurônios e, portanto, de fibras nervosas que entram ou saem destas áreas e que são necessárias para a inervação dos membros superiores e inferiores.

A superfície apresenta os seguinte sulcos longitudinais, que a percorrem em toda extensão: sulco mediano posterior, fissura mediana anterior, sulco lateral anterior e sulco lateral posterior. Na medula cervical existe ainda o sulco intermédio posterior, situado entre o mediano posterior e o lateral posterior e que continua em septo intermédio posterior no interior do funículo posterior. Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão, respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais.

Na medula a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de um H. Nela distinguimos de cada lado três colunas que aparecem nos cortes como cronos e que são as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna lateral, entretanto, só aparece na medula torácica e parte da medula lombar. No centro da substância cinzenta localiza-se o canal central da medula ou canal do epêndima, resquício da luz do tubo neural do embrião. A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículos ou cordões: funículo anterior (entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior),funículo lateral (entre os sulcos laterais anterior e posterior), funículo posterior (entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano posterior, este último ligado à substância cinzenta pelo septo mediano posterior). Na parte cervical da medula, o funículo posterior é dividido pelo sulco intermédio poaterior em fascículo grácil e fascículo cuneiforme.

Nos sulcos laterais anterior e posterior fazem conexão pequenos filamentos nervosos denominados filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais, ocorrendo a união em um ponto situado distalmente ao gânglio espinhal que existe na raiz dorsal. Considera-se segmento medular de um determinado nervo a parte da medula onde fazem conexão os filamentos radiculares que entram na composição deste nervo. Existem 31 pares de nervos espinhais medulares: 8 cervicais (mas 7 vértebras), 12 torácico, 5 lombare, 5 sacrais , geralmente, 1 coccígeo. O primeiro par carvical (C1) emerge acima da primaira vértebra cervical (entre ela e o osso occipital). Já o oitavo par (C8) emerge abaixo da sétima vértebra, o mesmo acontecendo com os nervos espinhais abaixo de C8, que emergem, de cada lado, sempre abaixo da vértebra correspondende.

No adulto, a medula não ocupa todo o canal vertebral, pois termina ao nível da Segunda vértebra lombar (L2). Abaixo deste nível o canal vertebral contém apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais que, dispostas em torno do cone medular e filamento terminal, constituem, em conjunto, a chamada cauda eqüina. A diferença de tamanho entre a medula e o canal vertebral, assim como a disposição das raízes dos nervos espinhais mais caudais, formando a cauda eqüina, resultam de ritmos de crescimento diferentes, em sentido longitudinal, entre a medula e a coluna vertebral. Até o quarto mês de vida intra-uterina, medula e coluna crescem no mesmo ritmo. Por isso, a medula ocupa todo o comprimento do canal vertebral, e os nervos, passando pelos respectivos forames intervertebrais, dispõem-se horizontalmente formando com a medula um ângulo reto. Entretanto, a partir do quarto mês, a coluna começa a crescer mais do que a medula, especialmente em sua porção caudal. Como as raízes nervosas mantêm suas relações com os respectivos forames intervertebrais, há o alongamento das raízes e diminuição do ângulo que elas fazem com a medula.

Como todo sistema nervoso central, a medula é envolvida por membranas fibrosas denominadas meninges (dura-máter, aracnóide e pia-máter). A meninge mais externa é a dura-máter, formada por abundantes fibras colágenas, que a tornam espessa e resistente. A dura-máter espinhal envolve toda a medula formando o saco dural, cranialmente a dura-máter espinhal se continua com a dura-máter craniana e caudalmente termina em um fundo-de-saco ao nível de S2. Prolongamentos laterais da dura-máter embainham as raízes dos nervos espinhais, continuando-se com o tecido conjuntivo (epineuro) que envolve estes nervos. A aracnóide espinhal se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, as trabéculas aracnóideas, que une este folheto à pia-mater. A pia-máter é a menige mais delicada e mais interna. Ela adere-se intimamente ao tecido nervoso da superfície da medula e penetra na fissura mediana anterior. Quando a medula termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando um filamento esbranquiçado denominado filamento terminal. Este filamento perfura o fundo-de-saco dural e continua caudalmente até o hiato sacral. Ao atravessar o saco dural, o filamento terminal recebe vários prolongamentos da dura-máter e o conjunto passa a ser denominado filamento da dura-máter espinhal. Este, ao inserir-se no periósteo da superfície dorsal do cóccix constitui o ligamento coccígeo. A pia-máter forma de cada lado da medula uma prega longitudinal denominada ligamento denticulado, que se dispõe em um plano frontal ao longo de toda a extensão da medula. A margem medial de cada ligamento continua com a pia-máter da face lateral da medula ao longo de uma linha contínua que se dispõe entre as raízes dorsais e ventrais. A margem lateral apresenta cerca de 21 processos triangulares, que se inserem firmemente na aracnóide e na dura-máter em pontos que se alternam com a emergência dos nervos espinhais. Os dois ligamentos denticulados são elementosde fixação da medula.

Em relação com as meninges que envolvem a medula existem três cavidades ou espaços, epidural, subdural e subaracnóideo. O espaço epidural, ou extradural, situa-se entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral. Contém tecido adiposo e um grande número de veias que constituem o plexo venoso vertebral interno, cujas veias não possuem válvulas e têm comunicação com veias das cavidades torácica, abdominal e pélvica. O espaço subdural situado entre a dura-máter e a aracnóide é uma fenda estreita contendo uma pequena quantidade de líquido, suficiente apenas para evitar aderência das paredes. O espaço subaracnóideo é o mais importante e contém uma quantidade razoavelmente grande de líquor.




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