José MÁrio lourenço maia



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JOSÉ MÁRIO LOURENÇO MAIA
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DAS PROTEÍNAS “YOPS” DE YERSINIA PSEUDOTUBERCULOSIS NA RESPOSTA IMUNE HUMORAL MURINA. 2006. 57p.


Data da defesa: 19/06/2006
RESUMO:

As proteínas .Yops. formam uma família de proteínas secretadas por Yersinia spp que incluem efetores intracelulares (seis efetores foram identificados: YopE, YopH, YopM, YpkA/YopO, YopJ/YopP e YopT) e vários componentes do aparato de secreção-translocação que são liberado pela bactéria sob quelação de Ca2+. As .Yops. efetoras têm sido relacionadas a uma série de propriedades de virulência, incluindo resistência à fagocitose, citotoxicidade e desfosforilação de proteínas do hospedeiro. Porém, a interação das .Yops. de Yersinia com a resposta imune específica do hospedeiro não está bem esclarecida. O objetivo deste estudo foi investigar o papel imunomodulador das "Yops" secretadas por amostras de Yersinia pseudotuberculosis sobre a produção de anticorpos e autoanticorpos por linfócitos B. Para tanto camundongos foram infectados com uma amostra selvagem de Y. pseudotuberculosis (YpIII) e com amostras mutantes, defectivas na secreção de determinadas .Yops. efetoras (YopH, YopE, YopM, YpkA e YopJ). Foram obtidas células esplênicas destes animais, e as células secretoras de imunoglobulinas inespecíficas e específicas (anti-Yersinia e anti-.Yops.) foram quantificadas através do teste ELISPOT. A presença de anticorpos específicos anti-Yersinia e anti-.Yops. no soro dos animais infectados foi analisada através do teste ELISA. A presença de auto-anticorpos séricos foi analisada através do teste DOT-BLOT. Não se observou nenhuma diferença entre o número de células secretoras de imunoglobulinas (Igs) inespecíficas dos animais inoculados com a amostra selvagem, YpIIIpIB102 (wt), em relação aos controles. Já a amostra YpIII pIB522, embora defectiva na secreção de YopE, provocou uma redução dos linfócitos B secretores de IgG2a, IgM e IgA. A única ativação observada ocorreu para o isotipo IgG2a (aumento de 1,7 vezes) no 7º dia após infecção. A amostra YopH-, YpIII pIB29, provocou um aumento na secreção de Igs dos isotipos IgG1, IgG2a e IgG3, que variou de 1,7 à 2,4 vezes, no 7º e 14º dias após infecção. Já a amostra YopJ-, YpIII pIB252, causou um aumento no número de células secretoras de Igs dos isotipos IgG3 e IgM, de respectivamente 2,8 e 1,5 vezes em relação aos animais controles e uma diminuição de 1,3 vezes no número de células secretoras do isotipo IgG1, no 21o dia após infecção. A amostra YopM-, YpIII pIB141, provocou uma redução no número de linfócitos secretores de Igs inespecíficas dos isotipos IgG2b (redução de 1,6 vezes), IgM (redução de 4,4 vezes) e IgA(redução de 2,5) no 21o dia após infecção e de IgG1 (redução de 2,4 vezes), IgG3 (redução de 2,6 vezes) e IgA(redução de 3,8 vezes) no 28o dia após infecção, em relação aos controles. Já para o isotipo IgG2a, não foi observada nenhuma diferença no número de linfócitos secretores desse isotipo



em relação aos controles. A amostra YpkA-, YpIII pIB44, causou um aumento no número de linfócitos secretores de Igs inespecíficas dos isotipos IgG2b (aumento de 1,4 vezes) e IgM (aumento de 1,9 vezes) no 21o dia após infecção, e uma redução no número de linfócitos secretores de IgA (redução de 1,4 vezes) no 14o dia após infecção. Para os isotipos IgG1, IgG2a e IgG3, não foi observada nenhuma diferença no número de linfócitos secretores desses isotipos em relação aos controles. Células secretoras de imunoglobulinas específicas anti-Yersinia e anti-Yops foram detectadas apenas nos animais infectados com a amostra selvagem e com as amostras mutantes YopM- e YpkA-. Foi observado um aumento crescente no título de anticorpos séricos anti-Yersinia e anti-"Yops", do isotipo IgG, com pico no 28o dia após infecção, apenas com a amostra selvagem. Anticorpos do isotipo IgM foram observados apenas um no 7º dia após infecção. No soro destes animais também foram detectados auto-anticorpos dirigidos contra fosforilcolina, mielina, miosina, tireoglobulina e cardiolipina. Concluímos que, embora Y. pseudotuberculosis não tenha provocado ativação policlonal de linfócitos B, ela estimulou alguns clones autorreativos.




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