Iv pedagogia em debate



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*FICHA DE INSCRIÇÃO DE TRABALHOS*

Nome da Atividade:

XIII Seminário de Pesquisa e o VIII Seminário de Iniciação Científica




Nome completo:

CLAUDIA GIGLIO DE OLIVEIRA GONÇALVES

RG:

15388223-2

CPF:

099912328-93

Escolaridade
Nível:

Fundamental___ Médio __ Superior x Curso: fonoaudiologia Concluído: X___ Em Curso:___________

Instituição de Ensino

Universidade Tuiuti do Paraná

Empresa onde trabalha

UTP

Função

Professora

Endereço:

Rua Felisberto Fiore Darozio 146

Bairro:

Santa Felicidade

Cidade:

Curitiba

UF:

PR

CEP:

82410-460

Telefone Res.

3296-6847

Telefone Com.

3331-7848

Celular:

96937774

e-mail:

Claudia.goncalves

Data:

22/10/2009

Título do trabalho

O IMPACTO DO RUÍDO NA ATIVIDADE DE ODONTÓLOGOS

Eixo Temático

Saúde - fonoaudiologia

Tipo do trabalho

Mesa redonda ________ Coomunicação X_ Poster ____

Informação para inscrições – 3331-7661


O IMPACTO DO RUÍDO NA ATIVIDADE DE ODONTÓLOGOS

Cláudia Giglio de O. Gonçalves; Adriana lacerda

Universidade Tuiuti do Paraná/FACBS/Fonoaudiologia

Claudia.goncalves@utp.br

Entre os riscos ocupacionais à saúde, o ruído é o agente físico mais comum nos ambientes de trabalho e as clínicas, os consultórios e os laboratórios odontológicos também apresentam elevados Níveis de Pressão Sonora (NPS) que podem comprometer a saúde dos profissionais expostos.

Nos consultórios odontológicos, as fontes ruidosas dos são: micromotores, compressores de ar, sugadores, turbinas de alta rotação, etc.

Desde 1959 há preocupação com os elevados níveis de pressão sonora produzida pelos equipamentos odontológicos ano em que o Conselho de Saúde Dental (EUA) sugeriu a investigação auditiva pela exposição ao ruído na prática dentária. Em 1974, estudos de Peyton, (apud BERRO e NEMR, 2004), analisou turbinas de alta-rotação, encontrando intensidades que variavam de 75 dB a 100 dB à freqüência de 9.000Hz.

Lehto, (1990), que encontrou na alta rotação, 65 a 78,6 dB (NA), no amalgador, 65,8 a 68 dB (NA), no sugador de alta potência, 68,8 a 72 dB (NA), no ultra-som para limpeza dos dentes 75,8 a 88 dB (NA) e motor de baixa rotação 69,8 a 72 dB (NA). Souza (1998) avaliou o NPS da turbina de alta rotação e encontrou valores de 74,4 a 95,7 dB(A) em duas diferentes marcas. Lacerda, Melo, Mezzadri e Zonta (2002) avaliaram o ruído das peças de mão - micromotor de baixa rotação e encontraram 78 dB(A) para da marca Kavo e 73 dB(A) para a marca Dabi. Outros equipamentos também são enquadrados no grupo de risco à audição: sugador normal, sugador bomba a vácuo, seringa tríplice e jato de bicarbonato.

A exposição ao ruído intenso é preocupante pois pode acarretar alterações auditivas, dependendo da intensidade sonora e do tempo de exposição (MELNICK, 1985). Entre os sintomas auditivos relacionados à exposição ao ruído ocupacional, há referências às sensações como algiacusia, sensação de plenitude aural e dificuldade em localização da fonte sonora, assim como as dificuldades de compreensão de fala e do zumbido (JERGER e JERGER, 1989).

Costa (1989) observaram diminuição da concentração e da produtividade em 60% dos dentistas expostos ao ruído estudados.

Mota (2005) analisou a audição de 85 dentistas de Cascavel – PR e encontrou 43,5% deles com alterações auditivas por ruído associadas ao tempo de trabalho.



Objetivo:

Analisar os efeitos da exposição ao ruído intenso na atividade de odontólogos.



Método:

Elaborou-se um questionário que vem sendo aplicado com odontólogos associados da Associação Brasileira de Odontologia – seção Curitiba e um questionário aplicado a estudantes de odontologia. Através dos questionários é possível identificar as possíveis conseqüências da exposição ao ruído e o conhecimento dos odontólogos e estudantes sobre como preveni-las.

Avaliou-se os NPS, por avaliação instantânea e por dosimetria, tanto em relação ao ambiente como aos equipamentos específicos de clínicas particulares.

Realizou-se audiometria tonal e emissões otoacústicas produto de distorção. Os limiares auditivos são expressos como média de cada freqüência e respectivo desvio padrão e comparados com uma população não exposta a ruído. A audição dos dentistas é avaliada por audiometria tonal e, recentemente, também através de emissões otoacústicas produto de distorção. A audiometria tonal possibilita a identificação dos limiares tonais de 250 a 8000Hz, identificando possíveis alterações auditivas (limiares auditivos superiores a 25 dBNA). Assim é possível a classificação dos audiogramas, de acordo com o Anexo 1 da NR 7, como limiares dentro dos padrões aceitáveis (audiograma com limiares auditivos até 25 dBNA), sugestivo de Perda Auditiva Induzida por Ruído ( limiares auditivos tanto por via aérea como por via óssea maiores que 25 dBNA, com características


neurossensoriais, nas freqüências 3000, 4000 e/ou 6000Hz) e perda auditiva não ocupacional (outras configurações audiométricas que não sugestivas de PAIR) (Gorga et al, 1993).

Resultados:

Analisou-se uma população de 198 odontólogos do Paraná, encontraram-se 26,76% (53 sujeitos) com perdas auditivas neurossensorias com configuração de entalhe acústico, sugestivas de induzidas por ruído e 17,67% (35) com alterações auditivas com outras configurações, provavelmente por causas que não ocupacionais. A idade dos odontólogos variou de 19 a 77 anos, com tempo de atuação como odontólogo variando de 1 a 53 anos. Predominou o sexo feminino com 53,44% dos participantes.

Observou-se que a maioria dos odontólogos (64,14%) conhecia os efeitos nocivos do ruído na saúde e 52,52% conhecia maneiras de se proteger desses efeitos, porém apenas 2,53% utilizavam proteção contra o ruído no trabalho e 68,68% não se preocupavam em verificar o nível de pressão sonora gerado pelos equipamentos que compra. A metade dos odontólogos (49,5%) sabiam que o ruído ocupacional poderia causar perdas auditivas e, em menor proporção, conhecia outros efeitos adversos para a saúde. A principal queixa relatada foi a irritabilidade (43,93%) seguida da cefaléia (31,31%).

Foram analisados, por leitura instantânea, os níveis de pressão sonora de alguns equipamentos em três consultórios odontológicos, encontrando-se níveis entre 71 e 86 dB (A). Segundo a legislação trabalhista (norma Regulamentadora n. 15) o tempo máximo permitido para exposição a ruído para 8 horas de trabalho é de 85 dBA.

Considerações Finais

Apesar dos odontólogos e estudantes perceberem o seu ambiente de trabalho como de risco devido ao ruído, há pouca ação com relação à prevenção e proteção da perda auditiva, indicando a necessidade de uma melhor conscientização sobre tais questões, no sentido de orientar sobre as medidas preventivas possíveis, como a utilização de protetores auriculares, a manutenção dos equipamentos e aquisição daqueles com níveis de ruído reduzidos.

Recomenda-se a implementação de Programas de Preservação Auditiva nesta categoria profissional, bem como a incorporação de informações sobre os efeitos do ruído e de como proteger-se deles nas disciplinas da grade curricular, durante a formação acadêmica dos mesmos. O monitoramento auditivo periódico para estes profissionais é fortemente recomendado por trabalharem expostos aos níveis de pressão sonora elevados.

Referências Bibliográficas:

BARBOSA, W. Aspectos do Ruído comunitário de Curitiba. Dissertação. Programa de pósgraduação do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPR. Curitiba: UFPR, 1992.

BERRO, R.J.; NEMR, K. Avaliação dos ruídos em alta frequência dos aparelhos odontológicos. Revista CEFAC, v.6, n.3, 300-05, 2004.

COSTA, E.G.C. Ergonomia: prevenção dos riscos ocupacionais em odontologia. Jornal do Dentista v.48, n.3, 48-51, 1989.

GIDDENS, A . Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2002.

GONÇALVES, C.G.O. Saúde do trabalhador da estruturação à avaliação de programas de preservação auditiva. São Paulo: Ed Roca, 2009.

GORGA, M.P.; NEELY, S.T.; Bergman, B.; Beauchaine, K.L.; Kaminski, J.R. et al. Otoacustic emissions from normal-hearing and hearing-impaired subjects: distortion product responses. J Acoustic Soc Am 93, 1993:2050-60

HUNGRIA, H. Otorrinolaringologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.

JERGER, S.; JERGER, G. Alterações auditivas: um manual para avaliação clínica. São Paulo: Atheneu, 1989. 210 p.

LACERDA, A; MELO, SCS; MEDRAZZI, SD; ZONTA, WG. Nível de pressão sonora de um consultório odontológico: uma análise ergonômica. Ciência e Saúde n. 26, FCBS 3, 17-24, 2002


LACERDA, A.B.M.; MAGNI, C.; MORATA, T.C.; MARQUES, J. ZANNIN, P.T. Reações psicossociais ao ruído urbano. Revista Ambiente e Sociedade, v. 8, n.2, dezembro de 2005.

MELNICK, W. Industrial hearing conservation. IN: KATZ, J. Handbook of Clinical Audiology; 3ª ed, Baltimore: The Willians and Wilkins Company, 1985. p.535-52

MOTA, S.S.R. Limiares auditivos de cirurgiões-dentistas nas freqüências de 250 a 16.000Hz. In: Morata, T.C. e Zucki, F. (org.) Caminhos para a saúde auditiva ambiental – ocupacional.São Paulo: Plexus, 2005: 83-94

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. International Classification of Impairments, Disabilities and Handicaps.Geneva: World Health Organization, 1980

RIBAS, A. Reflexões sobre o ambiente sonoro da cidade de Curitiba: a percepção do ruído urbano e seus efeitos sobre a qualidade de vida de moradores dos setores especiais estruturais. Tese. Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Curitiba: UFPR, 2007.

REGAZZI, R.D.; SERVILIERI, K.M.; SARTORELLI, E.M.; LIMA, L.B.; FREITAS, E.Q.; BASTOS, D.M.K.; REGO, R.D. O risco de danos auditivos induzido por ruído ambiental, substâncias ototóxicas e o nexo causal. O mundo da saúde, 29(2), 243-51, 2005.

SANTOS, U; MORATA, T. Efeitos do ruído na audição. In: SANTOS, U. Ruído: riscos e prevenção. São Paulo: Hucitec, 1994.



ZANNIN, P.T; DINIZ, F.B; BARBOSA, W.A. Environmental noise pollution in the city of Curitiba,Brazil. Aplied Acoustics, v. 63, p. 351-358, 2002.

Palavras-chaves: saúde do trabalhador; audição;efeitos do ruído




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