Investigating reasons a youngster refuses do take drugs: subsidies to prevent the drugs in the school



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INVESTIGANDO MOTIVOS QUE LEVAM JOVENS A RECUSAR DROGAS: SUBSÍDIOS PARA PREVENIR A DROGATIZAÇÃO NA ESCOLA

INVESTIGATING REASONS A YOUNGSTER REFUSES DO TAKE DRUGS: SUBSIDIES TO PREVENT THE DRUGS IN THE SCHOOL

Mariel Hidalgo Flores1

Regina Maria Rabello Borges2

1Secretaria da Educação do Estado do RS/SE/Colégio Estadual Dom João Becker, mhidalgo@cpovo.net

2 PUCRS/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, rborges@pucrs.br
Resumo

Este texto retoma e amplia uma pesquisa voltada à prevenção ao uso de drogas, realizada numa escola estadual de Porto Alegre/RS, de 2002 a 2003, com alunos de algumas turmas de 3o ano do ensino médio, a partir da seguinte questão: “Em seu entendimento, quais as razões que levam um jovem a recusar drogas?” Por meio de uma análise de conteúdo dos depoimentos e de entrevistas, foram construídas quatro categorias, destacando relações do jovem com a informação, a família, os valores e a prevenção. Os resultados obtidos visavam a subsidiar a construção de uma proposta interdisciplinar com ênfase na saúde cerebral, para prevenção ao uso de drogas na escola em que a pesquisa foi implementada. Embora isto não tenha ainda se concretizado, devido a restrições administrativas, a pesquisa pode ser repensada, num sentido mais amplo, para fundamentar outras ações direcionadas a uma abordagem positiva do problema da drogatização entre estudantes.


Palavras-chave: escola, adolescentes, saúde cerebral, prevenção a drogas.

Abstract

This text retakes and extends a research directed at prevention to the use of drugs, carried through in a state school of Porto Alegre/RS, in the years of 2002-2003, with groups of last year high school students. The data were collected by using the following question: "In your understanding, which are the reasons a youngster refuses do take drugs?" Data were analyzed through content analysis, leading to the construction of four categories, emphasizing relationships of the young with the information, the family, the values and the prevention. The results aimed at subsidizing the construction of an interdisciplinary proposal with emphasis in cerebral health, for prevention of the use of drugs in the school. Although this has still not been materialized, due to administrative restrictions, the research can be rethought, in a broader sense, to give the ground for actions directed at positive approach to the problems of drugs among students.


Keywords: school, adolescents, cerebral health, drugs prevention.

Introdução

A escola como espaço social contribui para a formação do ser humano em todos os seus múltiplos aspectos – os biopsicossociais, ou seja, colabora com atividades educativas para o desenvolvimento e a manutenção da saúde das pessoas. Dentre estes, o principal item trabalhado na escola é a saúde preventiva, que procura aliar informação e conhecimento para evitar as doenças físicas, as psicológicas e as sociais. Mesmo assim, nos últimos anos, os meios de comunicação anunciam uma elevação no número de jovens estudantes usuários de drogas no Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre. Isto incentiva a intensificar o trabalho preventivo, desde o início da educação básica, sendo importante a sensibilização de toda a comunidade.

Os efeitos, alterações e lesões neurológicas provocadas pelas drogas no organismo humano podem ser mais compreendidos a partir de uma revisão na literatura referente à Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso de um indivíduo saudável. Por isto foi aprofundado o estudo do Sistema Nervoso Central, destacando o cérebro, juntamente com os neurônios e os neurotransmissores. Esse estudo permite estabelecer relações indicando a importância de preservar a funcionalidade do cérebro para ter uma mente brilhante e criativa, condição indispensável para a saúde plena.

Assim, a pesquisa teve como base a busca de compreensão sobre os efeitos e lesões das drogas na neurofisiologia humana. Certamente existem muitas propostas de prevenção descritas e aplicadas nas escolas, oscilando o enfoque de acordo com as concepções dos autores proponentes, pois, segundo Damásio (1996, p.291), “cada cérebro é único por possuir experiências próprias, valores diferenciados, aprendizagens diferentes, motivação e emoção próprias de acordo com sua história de vida”. Dessa forma, considerando que cada escola tem a sua própria realidade, convém acrescentar: “Compreender a mente humana e o comportamento produzido inclui considerar seu contexto social e cultural”. (DAMÁSIO, 1996, p.292).

Considerando essa problemática, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa (HIDALGO, 2004) junto a alunos de algumas turmas de 3o ano do ensino médio de uma escola estadual, em Porto Alegre/RS. Ao contrário do que se focaliza comumente, foi investigada a realidade dos adolescentes não usuários de drogas, na expectativa de identificar os motivos que levam os jovens a recusá-las. A metodologia de análise utilizada foi uma análise de conteúdo com abordagem qualitativa (MORAES, 1999), pela qual, a partir dos depoimentos, foi possível realizar uma categorização, evidenciando aspectos relevantes para fundamentar a construção de uma proposta interdisciplinar de prevenção às drogas na escola. Mas isto envolveu um repensar sobre toda essa problemática, retomando-se os resultados sob um novo olhar. Trata-se de uma situação grave, à qual muitos estão expostos, e a contribuição dos depoimentos de jovens que argumentaram sobre as razões para RECUSAR o uso de drogas pode atualizar discussões neste sentido.

Os depoimentos apresentados foram organizados em quatro categorias, conforme as suas respectivas sub-categorias: o jovem e a informação (informações sobre drogas e consciência do adolescente quanto aos riscos), o jovem e a família (relações familiares, parente ou amigo dependente ou ex-dependente de drogas, educação familiar), o jovem e os valores (responsabilidade com a própria vida, medo de ficar dependente de drogas, coragem de recusar, desinteresse em experimentar drogas, liberdade pessoal, auto-estima elevada, valores morais e fé em Deus), o jovem e a prevenção (estilo de vida saudável, preferência pelos esportes, grupo de amigos não usuários de drogas, personalidade individual). Assim, inicialmente, serão apresentadas e discutidas neste texto as quatro categorias construídas a partir da análise, com um convite à reflexão do leitor sobre medidas preventivas à drogatização de adolescentes.



O JOVEM E A INFORMAÇÃO

Um dos principais fatores que contribuem para a recusa das drogas pelos jovens é o acesso à informação, pois conhecendo os efeitos orgânicos causados pelas diferentes substâncias e as conseqüências psicossociais do seu uso, fica mais fácil fazer uma escolha consciente a favor da saúde cerebral e corporal. Nos depoimentos, alguns alunos referiram esse item como essencial para rejeitar as drogas, pois uma pessoa informada e que sabe os caminhos a que a droga leva certamente não fará uso. Assim, o conhecimento é um dos fatores mais importantes. Uma pessoa que tenha uma boa cabeça, com uma mente aberta, que conhece os problemas causados pelas drogas, consegue recusar facilmente.

Refletindo sobre os depoimentos, é importante salientar que a informação avulsa, desvinculada do interesse do jovem, poderá não ter repercussão na sua vida. É importante despertá-los para o autocuidado com a saúde, ressaltando que as informações prejudiciais das drogas estão ao alcance de todos, no entanto, o conhecimento é construído pelo próprio indivíduo, a partir das suas experiências prévias. Todavia, somente conhecer pode ser ineficiente, é preciso ir além, incorporar o conhecimento na vida prática, saber usá-lo em proveito próprio cotidianamente. Conforme Morin (2000, p. 24), “uma cabeça bem-feita é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos e, com isso, evitar sua acumulação estéril”.

A partir do momento em que a informação atinge a consciência do adolescente, ela passa a ser conhecimento, ou seja, ele fica consciente das informações, e precisará fazer escolhas, pois reconhece que um jovem bem informado, de família, consciente, nunca aceitaria drogas, por um motivo, seus pais o criaram para crescer na vida, não para se afundar. Quando o jovem sabe que usar drogas provoca prejuízos biopsicossociais, ele recusa. Cada um tem seu modo de pensar, tem sua própria consciência, todos sabemos de fatos que acontecem por quem segue este caminho. Eu não quero para mim um futuro dentro de uma clínica ou virar uma pessoa vegetativa ou não ter um futuro como algumas pessoas, quero viver a minha vida de maneira clara, limpa, para poder sentir realmente o que é ser feliz.

A pessoa informada e consciente sabe o que é certo e o que é errado, o que pode lhe fazer bem ou mal. Se opta por não usar droga, é porque ela tem idéias bem formadas, consciência das conseqüências e convicção do que quer. Vem de dentro de cada um saber o que é bom pra si, ninguém quer destruir seus sonhos. Esse despertar da consciência varia muito em função do ambiente em que o jovem convive, das informações e estímulos que recebeu da família na infância e dos seus planos futurísticos para a vida.

No conjunto dos depoimentos, foi possível evidenciar que, quando o adolescente está informado, conhece e sabe algumas das conseqüências do uso de drogas, sua recusa fica facilitada, por compreender as conseqüências que podem causar à saúde, podendo levar à dependência química e psicológica. Um deles enfatizou: eu não uso drogas pelo simples fato de que eu prezo uma vida saudável. Qualquer tipo de vício é prejudicial e é muito importante que as pessoas saibam o quanto nos prejudica e o quanto é difícil o caminho da volta.

A ciência e a tecnologia avançaram muito nos últimos anos, e conseqüentemente a disseminação da informação globalizou-se. No entanto, como afirma Morin (2000, p. 47), é preciso “transformar as informações em conhecimento” e “transformar o conhecimento em sapiência”, possibilitando um processo de conscientização.

Muitas informações sobre os prejuízos causados pelo uso de drogas estão à disposição nas bibliotecas, na televisão, na Internet e em muitos meios de comunicação, mas o jovem não costuma ir em busca desse tipo de conhecimento como forma de prevenção. A pesquisa ainda não é uma prática cotidiana e voluntária. Assim sendo, cabe à família o papel de informante e de agente de prevenção e à escola o papel de mediadora da informação e de motivadora da construção do conhecimento, para que a soma desses dois segmentos, família e escola, possa de fato contribuir para a formação do adolescente e da sua evolução intelectual e cognitiva, resultando em sabedoria de vida.



O JOVEM E A FAMÍLIA

As relações familiares apareceram com freqüência nos depoimentos analisados e são reafirmados em conversas informais. Os jovens expõem a necessidade de uma convivência harmoniosa com a família, com abertura ao diálogo, e muita orientação por parte dos pais ou responsáveis para os possíveis problemas que surgirão em sua vida. Quando se estabelecem laços afetivos sinceros, o jovem sente-se comprometido com a família e evita decepcioná-la, recusando drogas. O depoimento a seguir explicita essa situação: depende muito de seu ambiente familiar, amigos e colegas. Se ele estiver com a certeza de que drogas só irão danificar todas essas ligações sociais e prejudicar sua saúde, ele nunca usará drogas.

A família é a base na vida de um jovem, deve estar presente, oferecer apoio em todas as situações, boas ou ruins, dialogar sem condenar e, sempre que for possível, elogiar as ações positivas, fortalecendo a auto-estima do adolescente. Segundo Ramos (2003), “ a função paterna na estrutura familiar parece ser um forte aliado na prevenção à dependência de drogas” . Assim sendo, seria interessante que o pai conseguisse demonstrar afetividade e acolhimento pela criança, mas também que estabelecesse limites claros e firmes quanto a atitudes corretas e incorretas durante o desenvolvimento infantil e juvenil de seus filhos, orientando-os para uma vida equilibrada.

Outro fator importante é que os pais ou responsáveis precisam ser um modelo de conduta. Se quiserem que seus filhos(as) sejam equilibrados, precisam demonstrar pelos seus próprios exemplos no dia-a-dia. A educação familiar é muito importante para a formação e conscientização do jovem, ela não deve ser excessivamente permissiva, nem repressiva, nem muito liberal, nem muito autoritária, deve encontrar um meio termo e procurar agir sempre assim, transferindo ao próprio jovem o compromisso de arcar com seus atos, desenvolvendo um ser com liberdade, autonomia, mas com responsabilidade, como revela esse depoimento: ter uma base familiar esclarecedora, carinhosa, participante e ativa da vida do jovem, conseqüentemente este jovem terá consciência e saberá fazer suas escolhas. Uma grande parte dos depoimentos se assemelha a esse: os jovens recusam drogas porque receberam uma boa educação dos pais.

Em certas situações, o aprendizado ocorre a partir da realidade cotidiana, pois o jovem que vivencia o problema causado pelas drogas na família tende a recusar seu uso mais facilmente, tendo em vista que não vai querer passar pelas mesmas dificuldades sofridas pelos seus familiares. As situações conflitantes nesse caso servirão como um alerta, no entanto, se não forem bem trabalhadas na família, poderão servir como um modelo de conduta negativo, que o jovem seguirá equivocadamente. Um dos alunos focaliza muito bem essa questão: acho que quando alguma pessoa tem relação próxima com um drogado e acompanha toda sua destruição e sofrimento, isso acaba provocando uma ‘defesa’ em sua cabeça e assim acaba recusando o uso.

Alguns depoimentos mostram que, quando o problema de dependência de drogas for um pouco mais distante, com um parente ou amigo, poderá ser mais facilmente incorporado à experiência, pois o abalo emocional será menor, já que os conflitos não serão dentro de sua própria casa, mas ainda assim, dependerá do enfoque que os familiares derem ao caso. Eles não devem silenciar, mas conversar com o jovem, orientando-o, pois a recusa às drogas acontece, muitas vezes, por ter casos de usuários de drogas na família, por vivenciar, já ter experiência, não entram nesse sub-mundo de destruição, depressão e descontentamento.

Dessa forma, a família funciona como um agente preventivo ao uso de drogas. No entanto deve ter cuidado, pois o amor em excesso, ou seja, o amor sem limites, conforme Tiba
(2003), “deixa que se desenvolva demais o lado animal e instintivo do jovem, que passa a fazer apenas aquilo que tem vontade.” O jovem passa a viver voltado para o prazer sem esforço, e como os pais costumam fazer de tudo para agradar os filhos, eles se habituam ao prazer imediato. Conseqüentemente, poderão aceitar alguma droga oferecida na rua, em busca de novas aventuras, fruto de uma vida sem limites.

O JOVEM E OS VALORES

Essa categoria agregou uma quantidade maior de depoimentos, evidenciando que a família e a escola precisam trabalhar em parceria na formação dos valores das crianças e dos adolescentes. Segundo Tiba (2003), “os valores na vida de uma criança são de suma importância na prevenção às drogas e devem ser introduzidos pelos pais. Os principais são: disciplina, gratidão, religiosidade, cidadania e ética.” Contudo, Bouer (2003) acrescenta que “a vida moderna leva a criança a socializar-se mais cedo, sofrendo influências dos grupos que freqüenta, agregando, muitas vezes, valores que não foram desenvolvidos pelo núcleo familiar.”

Os valores na sociedade atual podem ser positivos ou negativos. Conforme o foco em estudo, com relação à recusa do uso de drogas pelos jovens, os depoimentos revelaram os seguintes itens: a responsabilidade com a própria vida, a coragem de recusar as drogas (de dizer não), o medo de ficar dependente de substâncias psicoativas, o desinteresse em experimentar drogas, a liberdade pessoal, a auto-estima, o equilíbrio emocional, a fé e a moral elevadas.

De acordo com alguns alunos, o sentimento de responsabilidade com a própria vida contribui com a decisão de recusar drogas. Os jovens sabem que a droga é uma ilusão de momentos felizes, não dura muito tempo e quando você vê acabou. Na vida existem momentos bons e ruins, não é uma droga que vai ajudar a esquecer os momentos ruins. A gente sabe que a vida é difícil para um adolescente, mas temos que enfrentar, sem drogas.

O adolescente precisa ser responsável pelos seus atos, evitando a impulsividade típica da juventude, pois refugiar-se nas drogas não ajuda a resolver seus conflitos internos. Além disso, ele necessita compreender que tudo tem solução, mas é importante ser crítico, ter uma dose elevada de paciência e recorrer à família e/ou escola, que poderão orientá-los e encaminhá-los a profissionais habilitados para um maior esclarecimento, como sugere esse aluno: a droga não me fará esquecer dos problemas da vida, pois quando passar o efeito todos os problemas estarão de volta, então o melhor é tratar com psicólogo que vão te ajudar a ver a realidade do problema.

Esse sentimento de responsabilidade é construído no jovem desde a infância junto à família e à escola. É recomendável que os pais deleguem algumas tarefas em casa para serem realizadas pela criança, adequando-as à faixa etária em que a mesma se encontra. Na escola, haverá uma continuidade do trabalho iniciado na família: os professores solicitarão tarefas ou materiais que os alunos precisarão realizar ou trazer sistematicamente, evidenciando o comprometimento e responsabilidade por si mesmos. Se for verificado que a criança não costuma cumprir suas tarefas, é necessário chamar a família, investigar os motivos e gerenciar a situação, evitando que esse jovem, ao crescer, torne-se um adulto irresponsável com a própria vida. Um dos alunos expressa muito bem essa idéia: bom, isso depende de cada pessoa, pois algumas têm seus princípios de não usar drogas, elas têm responsabilidade pelos seus atos e confiança em si próprias, não se deixando influenciar pela maioria dos jovens que estão perdidos e confusos.

Outro item que surgiu dos depoimentos nessa categoria é a coragem de recusar as drogas (de dizer não). Para isso, é preciso ser muito seguro, ter perspectivas na vida e ter inteligência emocional (GOLEMAN, 1995), para não se deixar influenciar pelos outros, pois as pessoas que não usam drogas em geral são chamadas de caretas ou outros pejorativos mais fortes. Embora elas estejam corretas em seus posicionamentos, costumam ser ridicularizadas pelos usuários, mas há quem prefira ser um jovem que tem capacidade de dizer não, e não se deixa influenciar pelos outros. Sem se esquecer que recusar todas as drogas desta sociedade acima de tudo é um ato de coragem e de humanidade.

Na escola é possível trabalhar essas habilidades que propiciam coragem e segurança nos adolescentes. Conforme Morin,



Promover habilidades diversificadas com a criança desenvolve aptidões mentais e eleva o grau de compreensão, ativando a inteligência geral, que opera e organiza a mobilização dos conhecimentos de conjunto em cada situação particular da vida, inclusive possibilitando que o jovem recuse drogas. MORIN (2001, p. 39).

A convicção mental de recusar drogas predispõe a uma força interior no adolescente, evidenciando na prática a sua decisão. O jovem sabe que droga é uma droga, só usa por burrice, eu não uso e não pretendo usar, tenho uma longa jornada pela frente, estou construindo o meu futuro, e não quero pôr tudo abaixo, por causa de uma droga.

Além disso, o jovem precisa valorizar o seu pensamento próprio, principalmente ao participar de eventos sociais noturnos, pois é lá que sua força de vontade é testada, diante do modismo, dos amigos ou dos falsos amigos, que o convidam para experimentar algo novo e diferente. Há algumas pessoas que têm vários motivos para querer ‘fugir da realidade’ e não se drogam. Outras têm tudo para serem felizes e a usam. Eu acho que é mais uma questão de dar valor à própria vontade do que à dos outros, saber escolher entre o bom e o ruim (que às vezes parece bom). A coragem de contrariar a opinião de um grupo, na adolescência, é um fator muito positivo e requer muita segurança em si mesmo, como é percebido nesse depoimento. O jovem evita drogas pelo fato de não ser covarde, de chegar a ponto de fazer as mesmas besteiras que o ‘amigo’ ou ‘colega’ fez para fugir das responsabilidades e realidades da vida.

O item seguinte refere-se ao medo de ficar dependente de substâncias psicoativas. Nesse caso o jovem possui informações, sabe que se experimentar pode gostar do prazer momentâneo causado pela droga e querer repetir o seu uso, estabelecendo ao longo do tempo, uma dependência física e/ou psicológica. Dessa forma, o sentimento de medo está contribuindo para que eles recusem as drogas. Como revela esse aluno, em geral é o medo de um dia experimentar, gostar e não conseguir se conter sempre que estiver diante da droga. E também, de não querer se envolver, pois as drogas hoje em dia são um ‘prato cheio’ para qualquer recaída na vida. Eu corri atrás para ver como é que era, mas depois eu não quis mais porque eu achei que eu ia me viciar fácil, me arrependo plenamente de ter experimentado.

Outro aspecto interessante observado nesse item é que além dos jovens terem medo de ficar dependentes, alguns salientaram que podem morrer precocemente ou tornarem-se pessoas frias e insensíveis: eu acho que a maioria dos jovens está consciente de que drogas fazem mal e ficam com medo de experimentar e tornar-se um viciado egoísta, isso se não morrerem antes da hora. A dependência de drogas é uma doença incurável, segundo diagnóstico da área médica, mas em alguns casos tratável. O tratamento requer a participação da família e de todos que convivem com o dependente, que, às vezes, é muito imprevisível em suas atitudes, gerando uma situação de ansiedade e conflitos difíceis de serem trabalhados. Há jovens que têm muito medo de experimentar drogas e ficar dependente. Eles têm medo da família, da sociedade, da discriminação, da rejeição e da vida cretina que a droga oferece, pois nunca se sabe o que pode acontecer.

O desinteresse em experimentar drogas, provavelmente, relaciona-se ao medo da dependência. Muitos jovens não sentem o mínimo interesse em usar drogas, por conhecer os prejuízos que as drogas causam. O instinto de autopreservação da vida funciona em algumas pessoas, fazendo que elas não tenham curiosidade em experenciar drogas, por entenderem que não vão acrescentar nada, ao contrário, vão destruir a si mesmas. Os motivos que me levam a não usar drogas é que eu não tenho interesse e nem curiosidade, vejo pessoas que usam e não acho muito bom elas estarem se destruindo, acho que alguns não conseguem controlar a curiosidade. Todavia, muitos usuários de drogas referem o prazer momentâneo que sentem no uso de drogas, enquanto alguns jovens afirmam: não tenho interesse em usar drogas. A informação que tenho das drogas me fazem recusar, embora alguns digam que é bom, eu não tenho necessidade delas, porque existem outros prazeres melhores que não causam problemas.

A educação da vontade parece ser um dos desafios do século XXI, não somente para recusar drogas que contenham alguma substância psicoativa, mas para evitar outros grandes problemas da nossa sociedade, como excesso de consumismo material (roupas, sapatos, brinquedos e utensílios domésticos), que são largamente oferecidos pela mídia diariamente, despertando uma vontade incontrolável nas pessoas, principalmente adolescentes, fazendo-as priorizarem o desnecessário. Mas nem todos se submetem a essa influência: eu não uso porque nunca tive vontade, não vejo necessidade de ter esse tipo de experiência. Usar para passar pelas dificuldades da vida não adianta, porque quando o efeito acabar os problemas estarão de volta, então tem que é agir logo.

Entre os valores essenciais para recusar as drogas insere-se a liberdade pessoal, ou seja, a capacidade de viver plenamente sem depender de substâncias psicoativas, que poderiam escravizar o corpo e a mente. Alguns alunos referiram isso: eu não uso drogas pelo simples fato de que eu prezo muito a liberdade. Ser livre, no aspecto de uso de drogas, significa não ser dependente de nenhuma substância, seja ela lícita ou ilícita. Quando a pessoa estabelece uma dependência de drogas, vira um escravo, pois só consegue realizar suas atividades diárias se usar a substância. Nesse caso, estando doente, o jovem dependente precisará de assistência médica e psicológica para sair dessa escravidão. Entretanto, como reconhece um aluno, isto pode ser evitado: não gosto de nada que tire a minha liberdade.

Recusar drogas fica mais fácil quando o adolescente tem sua auto-estima elevada, gostando de si mesmo, entendendo que não é perfeito, mas que possui muitas qualidades, sejam elas visíveis ou não. O que faz um jovem recusar as drogas é simplesmente amor à vida. Ele precisa acreditar em si mesmo, mesmo que a grande maioria não acredite.

Em geral, as pessoas que têm uma vida segura, um lar com uma família que elogie suas virtudes e um grupo social que as aceite e as valorize, tendem a ter maior auto-estima. Por isso, não adianta alguém que aprecie a arte juntar-se a um grupo que só queira jogar futebol, esse ser dificilmente será reconhecido no grupo, por falta de afinidade, e poderá sentir-se excluído, diminuindo a sua auto-estima. Isso pode desencadear uma busca por drogas. Mas as condições sociais em que o jovem vive, se ele tem um suporte da família, se ele luta pelos seus objetivos e vive com satisfação, faz com que ele recuse drogas. A satisfação interior pode ser reconstruída em qualquer etapa da vida. Isso quer dizer que a escola e a família precisam estar atentas ao nível de auto-estima do adolescente, para conversar e intervir se necessário, antes que ele se envolva com drogas. Um jovem com a mente trabalhando, produzindo conhecimento, que saiba encarar os momentos ruins da vida com uma visão global, sem autopiedade, recusará drogas com certeza.

De acordo com o artigo especial, publicado na revista Veja, em setembro de 2003, Seligman (2003, p. 89) sugere: “As pessoas podem nascer com características negativas ou ter tido uma criação que lhes inculcou outras piores, mas elas não precisam passar a vida inteira se sentindo presas a essas armaduras psicológicas”. Portanto, segundo ele, em qualquer idade existe possibilidade de modificar traços mentais negativos da personalidade que prejudicam o individuo, com apoio da psicologia comportamental positiva, proporcionando uma vida mais equilibrada.

Certamente o equilíbrio emocional contribui para que o adolescente recuse drogas. Embora essa fase de alterações hormonais e comportamentais seja suscetível a conflitos emocionais, a maioria consegue manter esse nível regulado. Os jovens que recusam as drogas são pessoas que tem um equilíbrio emocional, que pensam nos males que a droga provoca. O relacionamento familiar aberto e franco preserva o equilíbrio emocional, que repercute em um convivo agradável com as outras pessoas fora do lar. Com certeza são pessoas sensatas que não caem na conversa de ‘ficar legal’. Também pelo estado emocional, se tem uma relação boa com as pessoas em casa.

A crença espiritual, ou seja, a fé em Deus ajuda o indivíduo a recusar drogas, não por medo de punição, mas pelo sentimento de fraternidade e reconhecimento de terem sido criados para o bem. A tendência do uso de drogas é gerar violência, destruição e morte precoce. Assim refere um aluno: aprendi a olhar os usuários de drogas como pessoas doentes, que precisam de ajuda, e a fé faz a gente querer ajudar o próximo.

Ser solidário, ajudar o próximo, são alguns dos princípios da cidadania, esse deveria ser o valor moral mais trabalhado junto ao jovem, fazendo-o perceber que ele tem direitos, mas tem também deveres para com a sociedade. Um dos deveres de todo o cidadão é manter a ordem, evitando a destruição e a violência. Infelizmente as drogas, por provocarem alteração cerebral nos indivíduos, fazem com que eles ajam de forma contraditória ao seu pensamento quando em estado normal, e o resultado aparece em atitudes contrárias à moral e à cidadania. Depende muito da pessoa, se é uma pessoa fraca, que não tem moral, só se sente bem com uma turminha, será difícil recusar drogas. É importante ter a moral forte, para saber o que é certo e o que é errado.



O JOVEM E A PREVENÇÃO

Poucos depoimentos correspondem a essa categoria, evidenciando que a prevenção ao uso de drogas ainda não faz parte de uma cultura para um estilo de vida com saúde e qualidade na juventude. Contudo, muitos trabalhos publicados consideram que o jovem que procura viver de forma saudável, praticando esportes, convivendo com um grupo amistoso e realizando atividades de interesse extraclasse, tendem a não se envolver em situações de uso de drogas. A prevenção ao uso de drogas, portanto, precisa associar vários itens que contribuam para uma vida sadia, com um corpo saudável e uma mente funcionando adequadamente, como revela esse aluno: eu não uso drogas, porque não estou procurando problemas e quero viver muito tempo com saúde.

Os esportes contribuem com a saúde. O jovem que pratica esporte, em geral, recusa as drogas para manter o tônus muscular, a oxigenação do cérebro e do corpo, buscando manter uma vida saudável. Esse estilo de vida compartilhado com outros jovens praticantes de esportes reforça a idéia coletiva de prevenção e valorização da vida. Ter amigos que gostem de esporte e te incentivem a praticar, ir juntos numa academia, ouvir os profissionais sobre os prejuízos causados ao seu corpo com o uso de drogas, isso ajuda muito. A prática cotidiana tem demonstrando que a maioria dos adolescentes não está preparada para desenvolver atividades que contribuem para prevenção ao uso de drogas. O ideal seria que eles preenchessem o dia com atividades esportivas, literárias, musicais, artísticas e educativas, evitando o tempo ocioso, que propõe a eles a alternativa de buscar drogas.

Um grupo de amigos não usuários de drogas contribui para evitar o seu uso, pois um grupo fraterno fortalece a decisão de recusar drogas, já que não haverá pressão para usá-las, quando ocorre o relacionamento do jovem com um bom grupo de amigos, que não usem drogas, que não precisam provar nada para ninguém. Em alguns casos, são os ‘amigos’ que oferecem as drogas, portanto, sabendo ignorar as ‘companhias não convenientes’, o jovem conseguirá recusar drogas. O futuro do jovem depende dele mesmo, dos seus sonhos, das suas realizações e basicamente dos valores que ele conseguir construir em si próprio e na sociedade. Se os adolescentes continuarem consumindo drogas como estão hoje, a humanidade poderá sofrer graves conseqüências biopsicossociais, como: mutações cerebrais e corporais, perda dos valores éticos e morais e desestruturação nas relações sociais de convivência, elevando o índice de violência e criminalidade nacional e internacional.



Considerações Finais

O trabalho de prevenção às drogas na escola é uma necessidade urgente, tendo em vista os dados publicados diariamente nos veículos de comunicação. Segundo levantamento do Relatório Mundial sobre Drogas 2005, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas no mundo. Este número é significativo, mas não está sendo considerado o consumo das drogas lícitas que certamente é muito maior. Kofi Annan, Secretário-geral das Nações Unidas, fez um pronunciamento importante no dia 26 de junho de 2005, Dia Internacional contra o uso e o tráfico de Drogas, celebrando “a decisão que milhões de pessoas fizeram por todo o mundo de viver de maneira saudável” e destacando “a coragem demonstrada por aqueles que pararam de usar drogas”. Segundo Costa (2005), ele enviou uma mensagem a todos os usuários e a pessoas atraídas pelo uso drogas: “Valorize-se. Faça escolhas saudáveis”, que tornou-se o slogan utilizado para o lançamento da nova Campanha Mundial de Prevenção ao uso de Drogas, buscando fortalecer a decisão coletiva de viver de forma saudável. O Diretor Executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, complementou: “Todo uso de drogas é sério... Mas para muitas pessoas, essa mensagem ainda não é clara”. Pesquisas mostram a falsa idéia de milhões de usuários de drogas no mundo que “ainda acreditam que 'certo uso de droga' não faz mal”, acrescentando: “Esta é uma idéia que temos que modificar, pois os países com políticas sobre drogas mais permissivas estão passando por mudanças importantes, tanto em relação a essas políticas como em relação às atitudes”. (COSTA, 2005).

Por isso é importante continuar trabalhando com a prevenção às drogas na escola, procurando conhecer melhor a realidade estudantil e compreender os motivos que levam alguns jovens a recusar drogas. Através da análise de entrevistas e depoimentos, esta pesquisa realizada com estudantes concluintes do ensino médio em uma escola estadual evidenciou objetivos e metas de vida de alguns, a sua estrutura familiar, os convívios, o seu estilo de vida (nível de independência e responsabilidade nas atividades diárias), os seus valores éticos, seu lazer e demais considerações que pudessem contribuir para a construção de uma estratégia de prevenção às drogas na escola. Suas razões e argumentos continuam válidos e atuais, reafirmando-se em contatos estabelecidos com outros estudantes.

Entretanto, o trabalho preventivo realizado pela professora e pesquisadora responsável não teve respaldo para estender-se às demais turmas, ficando restrito às turmas nas quais leciona, embora houvesse, inclusive, disponibilidade para um trabalho não remunerado. A escola não proporcionou espaço sequer para um trabalho voluntário. Mas este tipo de barreira, que não é incomum, não invalida a investigação.

Para a implantação de qualquer programa de prevenção escolar, o fator mais importante é que haja a participação de um grupo interdisciplinar de professores e dos demais segmentos da escola, trabalhando integrados, com abertura e receptividade a todos os que queiram colaborar, com múltiplas perspectivas, conforme sugere Goleman (1995). Juntos, os membros do programa de prevenção ao uso de drogas na escola debaterão alternativas preventivas, salientando a importância da preservação de um cérebro saudável (DAMÁSIO, 2000), com ênfase no tríplice aspecto da saúde: físico, psicológico e comportamental. Assim, o indivíduo com lucidez cerebral e vigor mental poderá ter uma mente criativa, com ampla capacidade de reflexão e crítica, a fim de promover mudanças no contexto social em que se encontra inserido, contribuindo ao processo de crescimento educativo e no desenvolvimento econômico e social do País.

Trata-se de um desafio diante do qual não é admissível a omissão. Assim, embora essa pesquisa tenha seguido uma abordagem qualitativa, em busca de compreensão do fenômeno estudado em um determinado contexto, sem pretensões de generalização, sua análise e interpretação podem contribuir para subsidiar novas propostas. O que a distingue de muitas outras, geralmente voltadas às razões para a drogatização, é a busca de razões para viver com saúde, equilíbrio, autonomia e liberdade, recusando a escravização pelas drogas. Neste sentido há um enfoque positivo e atraente para os jovens. Vale a pena investir no trabalho sob essas perspectivas, em parceria com a família, na tentativa de minimizar o problema das drogas e da violência no mundo, a fim de que as pessoas possam viver com maior qualidade e saúde.



Referências

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