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Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação

XXVI Encontro Anual da Compós, Faculdade Cásper Líbero, São Paulo - SP, 06 a 09 de junho de 2017

OS JORNALISTAS E SUAS RELAÇÕES TRABALHISTAS: as categorias do profissional de mídia perante um ambiente de convergência midiática1


JOURNALISTS AND THEIR WORK RELATIONS: the categories of the media professional upon a midiatic convergence environment

Bárbara Maia Cerqueira 2


Resumo: O presente artigo tem por objetivo central avaliar em que medida a convergência, como um fenômeno multidimensional, transformou o processo de produção e de formação da equipe da rádio CBN-Curitiba. Os resultados, aqui disponibilizados, são frutos da dissertação de mestrado da autora. Para alcançar o objetivo traçado, foi preciso trazer dois operadores teóricos centrais, que tensionados, oferecem uma compreensão mais ampla do cenário pesquisado. São eles: a convergência midiática (FIDLER, 1997; SALAVERRIA e NEGREDO, 2008; JENKINS, 2009) e o newsmaking (WOLF, 1999; PENNA, 2005). Na análise empírica, optou-se pela observação sistemática como método de coleta e sistematização dos dados. Os resultados foram disponibilizados em categorias, seguindo a proposta da própria metodologia e objetivando facilitar a compreensão. A pesquisa realizada evidencia a depreciação profissional, em um sistema que compromete os processos produtivos na esperança de sanar problemas financeiros.
Palavras-Chave: Jornalista. Convergência. Newsmaking. Processos produtivos. CBN-Curitiba.
Abstract: The present article aims to assess in which way convergence, as a multidimensional phenomeon, transformed the team formation and production processes at the CBN-Curitiba radio. The results, here presented, were produced by the author's Master's dissertation. To reach the set aim, the tensioning of two theoric operators offered a broader comprehension of the investigated scenario, which were media convergence (FIDLER, 1997; SALAVERRIA and NEGREDO, 2008; JENKINS, 2009) and newsmaking (WOLF, 1999; PENNA, 2005). In the empirical analysis, the systematic observation was chosen as a method to gather and systematize data. The results were made available in categories, following the proposed methodology and aiming to facilitate their comprehension. The performed research highlights the professional depreciation in a system that compromises productice processes in the hope to remedy financial problems.
Keywords: Journalist. Convergence. Newsmaking. Productive processes. CBN-Curitiba.

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1. Introdução


A pesquisa aqui proposta é fruto da dissertação realizada pela autora para conclusão do mestrado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPR3. A pesquisa orienta-se pelo objetivo de avaliar em que medida a convergência, como um fenômeno multidimensional que abrange transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais (JENKINS, 2009), modificou o processo de produção e de formação da equipe da rádio CBN-Curitiba.

Para que fosse possível abranger todos os aspectos envolvidos, foi preciso relacionar duas bases teóricas distintas, que servem como fundamentação do trabalho desenvolvido. São elas: a convergência de mídias, pela perspectiva de autores como (FIDLER, 1997; SALAVERRIA e NEGREDO, 2008; JENKINS, 2009) e o newsmaking (WOLF, 1999; PENA, 2005), teoria fundamentada em uma base construtivista, que trabalha com três vertentes, “a cultura profissional dos jornalistas, a organização do trabalho e os processos produtivos” (PENA, 2005, p. 129).

Procurou-se, portanto, tensionar continuamente estes dois conceitos centrais, estabelecendo a tônica que é dada na análise do objeto empírico, a rádio CBN-Curitiba. Esta junção foi fundamental para que um conceito tão amplo como a convergência fosse abordado por um prisma tão específico, a realidade profissional e produtiva do jornalista de rádio. Porém, entende-se ser também necessário contextualizar as mudanças percebidas no próprio rádio, visto ser a mídia escolhida para a análise e entendendo haver distinções produtivas de acordo com o meio utilizado. Para isso, o conceito de rádio expandido, usado por Marcelo Kischinhevsky (2016), foi exposto na pesquisa. O termo refere-se a expansão do rádio para outras plataformas, que vão além das ondas eletromagnéticas, ganhando novas características, como imagem e vídeo.

Como metodologia para a análise, optou-se pela observação sistemática. A escolha justifica-se pela compreensão de que a redação de uma emissora de rádio é um ambiente sistematizado, e a análise em horários pré-determinados fez com que a observação ocorra sempre em um ecossistema controlado, visto ser o horário em que os jornalistas estão atendendo as demandas do jornal local e precisam cumprir as solicitações relativas ao cargo que ocupam. As visitas realizadas à CBN-Curitiba para aplicação do método ocorreram de abril a setembro, totalizando vinte e três visitas em dois horários diferentes: das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30, períodos que correspondem as entradas do jornal local no ar.

Com o resultado obtido na pesquisa, desenvolveu-se as categorias que correspondem às diversas dimensões observadas na emissora, que permeiam as relações entre os profissionais, com as tecnologias, com a empresa e aborda as questões íntimas dos jornalistas. As relações desenvolvidas em cada categoria permitem uma compreensão multidimensional das transformações ocorridas, o que atende aos objetivos traçados na presente análise.

2. O tensionamento teórico entre a convergência e o newsmaking


A convergência midiática é um conceito extremamente amplo, visto ser “mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicas” (JENKINS, 2009, p. 43). Entretanto, para se evitar frugalidades é preciso, antes de definir a abordagem do conceito realizada aqui, expor o percurso histórico-metodológico percorrido pelo mesmo.

A convergência já foi abordada por diversos autores (POOL, 1983; FIDLER, 1997; NEGROPONTE, 1999; SALAVERRIA e NEGREDO, 2008; JENKINS, 2009), porém, as diversas abordagens trouxeram, cada uma de forma individualizada, suas contribuições e posicionamentos críticos, que as diferenciam. Por isso, consideram-se complexas as tentativas de sistematizar ou agrupar os autores em conjuntos similares. Apesar de valorizar a relevância de trabalhos que já propuseram agrupamentos, como o realizado por Francisco Rüdger (2013), a diversidade semântica presente nas pesquisas sobre convergência enfatizam diversos locais de fala, a exemplo do jornalismo digital, da cibercultura e das pesquisas tecnófilas (RÜDGER, 2013). Assim sendo, o debate acerca dos principais autores de convergência não pretende ser uma classificação de qualquer espécie, mas apenas uma exposição do percurso percorrido pela linha conceitual aqui utilizada.

Dentre todos os autores citados, considera-se de suma importância mencionar os trabalhos realizados por quatro pesquisadores, por suas relações com o tema proposto no presente artigo: Roger Fidler (1997); Ramón Salaverria e Samuel Negredo (2008) e Henry Jenkins (2009). Fidler é referenciado por ser um dos primeiros autores a trazer uma abordagem mais ampla para a convergência, propondo os seis princípios da midiamorfose: a coevolução e coexistência entre os meios de comunicação tradicionais e os emergentes; a metamorfose dos meios tradicionais em novos meios; a propagação dos traços dominantes dos meios de comunicação entre outros meios; a sobrevivência dos meios de comunicação por meio de adaptações; a oportunidade e necessidade que gera as demandas sociais, políticas e econômicas para o surgimento de novas tecnologias midiáticas e a adoção tardia na admissão de novas mídias de forma generalizada (FIDLER, 1997).

As categorias propostas por Fidler relacionam a convergência a um conceito multidimensional, que vai além da abordagem tecnicista, muito presente nas pesquisas deste período, trazendo aspectos sociais, econômicos e políticos. Por isso, a pesquisa realizada por ele serviu de inspiração para outros autores, que publicaram anos mais tarde, como é o caso de Jenkins. Apesar de muito criticado por não se utilizar da estrutura científica no compartilhamento de seus trabalhos, Jenkins é incontestavelmente uma referência no conceito de convergência de mídias. O autor refere-se à convergência como um “fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação” (JENKINS, 2009, p. 29). Este conceito refere-se, portanto, a um movimento que favorece o surgimento de conglomerados midiáticos e a um “sistema de cooperação e intercâmbio de conteúdos entre veículos das mais diversas plataformas” (KISCHINHESVSKY, 2013, p. 63). As diversas instâncias presentes nas transformações propiciadas pela convergência de mídias também são abordadas por Salaverría e Negredo (2008), que acrescentam a estas as questões profissionais, altamente impactadas por este cenário.


A convergência jornalística é um processo multidimensional que, facilitado pela implementação generalizada das tecnologias digitais e de telecomunicação, afeta o âmbito tecnológico, empresarial, profissional e editorial dos meios de comunicação, propiciando a integração de ferramentas, espaços, métodos de trabalho e linguagens anteriormente desconexas, de forma que os jornais elaboram conteúdos e distribuem através de múltiplas plataformas, mediante a linguagem própria de cada uma (SALAVERRÍA E NEGREDO, 2008, p. 45 – tradução nossa).
As abordagens realizadas pelos quatro autores citados compreendem a complexidade que permeia a convergência de meios. Entretanto, o conceito sozinho não alcança todas as idiossincrasias que se pretende abordar aqui. Assim sendo, o conceito de newsmaking surge para tensionar o cenário descrito acima e oferecer o panorama em que os jornalistas estão inseridos. Vale ressaltar que a relação entre os dois conceitos promove alterações nas perspectivas teóricas, justamente por trazer novos dados, que servem de forma complementar na formação da realidade observada. Como a “convergência de mídias altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos” (JENKINS, 2009, p. 43), modificando assim as questões relativas ao profissional de mídia e aos seus processos produtivos, altera-se, portanto, a perspectiva dada a própria teoria do newsmaking, que se propõe pesquisar estas duas instâncias.

O newsmaking compõe o arcabouço teórico do jornalismo e é uma proposta construtivista, que trabalha com três realidades distintas: “a cultura profissional dos jornalistas, a organização do trabalho e os processos produtivos” (PENA, 2005, p. 129). Apesar de ter como referência pioneira a pesquisa realizada por Gaye Tuchman (1978), a teoria do newsmaking surge de uma evolução das pesquisas sobre os emissores, mais especificamente da teoria do gatekeeper, que procurou analisar como ocorria o “desenvolvimento do fluxo de notícias dentro dos canais organizativos dos órgãos de informação e, sobretudo, para individualizar os pontos que funcionam como cancelas e que estabelecem que a informação passe ou seja rejeitada” (WOLF, 1999, p. 79). Por estar inserida no corpus teórico das pesquisas de noticiabilidade, o newsmaking surge como crítica às abordagens que simplificam as escolhas das notícias, seja àquelas que tratam as especificidades do evento como existentes no próprio evento, como a teoria do espelho, seja às teorias que tratam o jornalista como ator secundário no processo de definição de pautas. Assim, a teoria do newsmaking considera que “é no trabalho da enunciação que os jornalistas produzem os discursos, que, submetidos a uma série de operações e pressões sociais, constituem o que o senso comum das redações chama de notícia” (PENA, 2005, p. 128).

Ao realizar o tensionamento da convergência e do newsmaking, pretende-se expor, portanto, quais as práticas de ordem produtiva e organizacional que foram alteradas no cenário de convergência de mídias, que corresponde a mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e culturais. Embasando-se em bases teóricas, propõe-se expor tais mudanças em dois aspectos: as relacionadas ao âmbito profissional e ao âmbito produtivo.

Quanto a perspectiva profissional, evidenciam-se seis condições: a redução no quadro funcional das redações radiofônicas; o acúmulo de funções pelos jornalistas que permanecem nas redações; a deterioração das condições de trabalho, provocada pelo desrespeito à lei que rege a profissão e aos direitos do profissional, assim como a exigência de produção para os diversos meios pertencentes a empresa contratante; o surgimento do profissional multifunção, que produz para diversas plataformas e cumpre diversos papéis no processo produtivo e a extensão no período de trabalho, proporcionada pela cultura da velocidade e a supervalorização do imediatismo. Autores como Kischinhevsky, 2013; Barbosa e Silva, Pereira e Ribeiro, 2013; Jorge, Pereira, Adghirni, 2013; Mello, 2016, versam sobre as condições citadas que se relacionam diretamente as transformações produtivas.

No que tange o âmbito produtivo, o surgimento de aplicativos como o WhatsApp e o Report It, que permitem ao repórter entrar ao vivo com qualidade de áudio digital, além do uso cada vez mais central de plataformas como Facebook e Twitter no processo produtivo, promoveram a reconfiguração de etapas já consolidadas na rotina radiofônica. Além disso, a velocidade característica das tecnologias digitais modificou o tempo do rádio, fazendo com que o imediatismo diminua a temporalidade da relevância da notícia.

Considerando todas estas particularidades, destacam-se quatro mudanças que mais se evidenciaram no âmbito radiofônico: a) a apuração das matérias, que passa a ser negligenciada nas redações em virtude do excesso de trabalho e da velocidade exigida na sua produção. “O jornalista acaba deixando em segundo plano a profundidade na apuração, abrindo mão de novas entrevistas que poderiam garantir maior qualidade na informação” (KISCHINHEVSKY, 2013, p. 69); b) a produção das matérias, que se utiliza de redes sociais digitais para a captação de informações relevantes, promovendo o surgimento do chamado “jornalismo colaborativo, que é muito caro às empresas jornalísticas por agregar informação sem, muitas vezes, pagar por elas ou mesmo sem estabelecer no processo de produção o espaço de reconhecimento dessa agregação” (FERREIRA; MONTEIRO DA LUZ; MACIEL, 2015, p. 5); c) a participação do ouvinte, que passa do papel de audiência, ou seja, aquele que consome sem interferir diretamente no que é produzido para o papel de produtor, que envia informações que são efetivamente utilizadas pelos jornalistas; d) o local da produção da notícia, que passa a ser realizado predominantemente de dentro da emissora, em um fenômeno conhecido por jornalismo sentado (journaliste assis). “Um jornalismo mais orientado ao tratamento - formatação dos textos de outros jornalistas, gênero editorial ou comentário - de uma informação que não é coletada pelo próprio jornalista” (NÉVEU, 2001, p.7).

Como a teoria do newsmaking particulariza a questão produtiva, as especificações de cada meio passam a ter relevância considerável na análise. Assim sendo, é preciso elucidar em qual conjuntura os rádios estão inseridos. O conceito de rádio expandido funciona, portanto, como explicação desta realidade e compreende o rádio como “um meio de comunicação expandido, que extrapola as transmissões em ondas hertzianas e transborda para as mídias sociais, o celular, a TV por assinatura, sites de jornais, portais de música” (KISCHINHEVSKY, 2016, p. 13). Com base teórico-epistemológico nos estudos culturais e na economia política, o rádio expandido utiliza-se de duas chaves conceituais: a interação e a mediação.
A mediação se manifesta por meio de ações e do discurso, mas nenhuma ação singular ou significado particular a constitui enquanto tal. A noção de mediação múltipla de Orozco implica supor que a interação compreende combinações específicas de mediações sempre dinâmicas, nunca estáticas. Portanto, só seria possível apreender as interações com os meios de comunicação levando-se em consideração as mediações (KISCHINHEVSKY, 2016. p. 31).

Elucidado o cenário analisado, parte-se para a análise propriamente dita. Porém, surge a necessidade de compreender também as particularidades do objeto analisado, visto que, apesar de compartilhar da realidade descrita, ele possui características únicas, fruto de influências mesológicas, presentes em sua realidade local. Assim, inicia-se a análise empírica com a descrição da rádio CBN-Curitiba.



3. A análise empírica e as categorias do jornalista convergente


A rádio CBN-Curitiba entrou no ar em frequência AM/FM no ano de 1995. Pioneira na proposta all news no estado do Paraná, a emissora inicialmente era gerida pela empresa Inepar, mas após problemas gerenciais e de adaptação4, a rádio foi vendida para o Grupo J.Malucelli, atual dono. O maior diferencial da CBN-Curitiba frente a outras afiliadas da CBN e da própria cabeça de rede é que a atual empresa gestora é também dona da outra única rádio all news da capital paranaense, a Band News FM5. Esta condição é permitida tanto pela definição empresarial da CBN, de ser uma emissora em rede que dispõe de várias afiliadas que não possuem vínculo às Organizações Globo, e a característica presente na convergência de mídias, que favorece “uma alarmante concentração de propriedade dos grandes meios de comunicação comerciais, com um pequeno punhado de conglomerados dominando todos os setores da indústria de entretenimento” (JENKINS, 2009, p. 46).

Considerando as características personalíssimas da CBN-Curitiba e o cenário descrito em tópico acima, utilizou-se como metodologia de pesquisa a observação sistemática. Neste método, “o pesquisador sabe quais os aspectos da comunidade ou grupo que são significativos para alcançar os objetivos pretendidos. Por essa razão, elabora previamente um plano de observação” (GIL, 2008, p. 104). A redação de uma emissora radiofônica é um ambiente sistemático por si só, visto respeitar relações hierárquicas, horários pré-definidos e posições bem demarcadas. Além disso, a aplicação do método ocorreu apenas nos horários do jornal local da CBN-Curitiba, de 9h às 12h e 14h às 17h.

A pesquisa foi iniciada no final do mês de abril e finalizada em setembro, sem visitas no mês de julho6. Ao todo somaram-se vinte e três idas à emissora para aplicação do método, das quais treze ocorreram pela manhã e dez pela tarde. A equipe diferencia-se de acordo com o horário, à exceção do coordenador de jornalismo e do repórter de esporte, que estão presentes em ambas as entradas locais, cumprindo período integral. Pela manhã, disponibiliza-se, além dos dois já citados, uma produtora, uma estagiária, um âncora, três repórteres e um comentarista. Já à tarde, o comentarista entra ao vivo por telefone e dispõe-se de um repórter a menos. Ressalta-se que os profissionais citados cumprem o período de seis horas de trabalho tendo, portanto, diferentes funcionários para ambos os horários.

A observação sistemática concebe a seletividade da análise desde a coleta de dados (GIL, 2008). Porém, não considera ser fundamental a criação de categorias já no momento de observação. Assim sendo, na presente pesquisa as categorias foram criadas a posteriori, ressaltando, entretanto, que a análise foi sistematizada desde sua aplicação, com o recorte bem definido dos objetivos da pesquisa e daquilo que se observou. Considerou-se, portanto, quatro relações na definição do agrupamento:



  1. As relações entre os jornalistas: considera as relações hierárquicas presentes na redação, assim como as amizades e crises que permeiam os vínculos existentes entre os profissionais.

  2. As relações dos jornalistas com a empresa: permeia as dificuldades presentes na relação entre a empresa e os funcionários e as posturas imperativas observadas nas decisões tomadas.

  3. As relações dos jornalistas com as tecnologias: o convívio dos jornalistas com as tecnologias presentes na redação e a utilização de ferramentas analógicas e digitais.

  4. As questões íntimas dos jornalistas: de que forma as adversidades íntimas dos jornalistas impactam as relações diárias e o ambiente de trabalho.

Expõe-se, juntamente às categorias criadas, as percepções da autora durante a realização da observação, assim como a utilização de referências teóricas que embasam aquilo que foi analisado. As categorias, apesar de descritas separadamente, relacionam-se, visto compartilharem do mesmo ambiente analisado.

As relações entre os jornalistas permeiam três condições: a primeira relativa à convivência entre os repórteres e seus respectivos cargos hierárquicos; a segunda, sobre o funcionamento orgânico percebido na rotina diária da redação e a terceira, com a valorização da polivalência, explícita no desempenho do cargo de chefia. Já a convivência hierárquica foi observada por dois vieses, sendo o primeiro na convivência entre os profissionais na redação, intermediada pelos cargos hierarquizados, e a segunda na relação entre uma cabeça de rede e sua afiliada.

Os cargos hierárquicos na redação são de divisão simples, visto existir apenas um cargo de chefia7. O funcionário que ocupa tal posição desdobra-se para atender as demandas burocráticas, práticas e funcionais da rotina da redação. Quando não está presente, as produtoras passam a responder pelas decisões e a acumular algumas das funções do chefe. Entretanto, apesar da existência de hierarquia, os jornalistas possuem liberdade de trazer sugestões de pautas, ideias de matérias especiais e solicitação de mudanças de horários. Durante a observação, uma das profissionais comentou esperar que a pesquisa realizada apontasse para a necessidade de se contratar um número maior de jornalistas, por entender ser insuficiente o número atual. Essa postura evidencia a liberdade que os profissionais têm em expressar seus descontentamentos e frustrações.

Quanto a relação hierarquizada entre a cabeça de rede8 e a afiliada local, a convivência não é tão profícua do modo a existente na redação. Nesta convivência, as decisões tomadas pela rede são respeitadas, mesmo quando não há concordância em relação ao que foi solicitado. Por ser uma afiliada, a CBN-Curitiba precisa seguir os procedimentos determinados pela rede, a exemplo do horário da entrada local. Todavia, caso ocorra uma notícia de relevância nacional em alguma afiliada, esta entra em rede e o jornal local é derrubado. Durante o período da pesquisa foi possível presenciar algumas destas interrupções. No dia 26 de setembro a equipe local de Curitiba cobriu uma coletiva dada pelos promotores responsáveis pela Lava Jato, que entrou em rede no horário do jornal local. A coletiva ficou no ar, sem contextualização, por mais de uma hora. Assim, a produtora pediu para que o âncora derrubasse a coletiva, para que o jornal voltasse com as notícias. Porém, a rede não autorizou e passou por cima da decisão da equipe local, o que provocou irritação nos jornalistas envolvidos.

A integração da equipe, observada mesmo quando mediada pelas relações hierárquicas, é evidenciada também no funcionamento orgânico da redação, que precisa se adaptar às demandas excessivas resultantes da produção para diferentes plataformas e aos poucos jornalistas disponíveis. Enquanto muitas emissoras restringem o envio de repórteres para matérias externas, para evitar defasagens na redação, a CBN-Curitiba mantém esta prática, apesar de em menos frequência se comparada aos anos pretéritos. Porém, quando um jornalista vai à rua, os que permanecem na emissora ficam ainda mais sobrecarregados, pois precisam atender às diversas demandas que surgem. A forma encontrada pela equipe da emissora observada para suprir as requisições foi com o surgimento do profissional multifunção ou multitarefa, que acumula funções que não correspondem com o cargo ocupado e produz matérias para plataformas diversas, que se relacionam a meios que diferem do qual faz parte. Além disso, muitos profissionais multifunção extrapolam as cargas horárias de trabalho para atender as demandas impostas, sem receberem por horas extras trabalhadas ou banco de horas. (KISCHINHEVSKY, 2013).

O surgimento do perfil do profissional multifunção evidencia também a valorização da polivalência na emissora, principalmente pelo coordenador de jornalismo (único cargo de chefia da redação) ser o profissional que mais acumula funções e assume demandas que não correspondem ao cargo ocupado. Observou-se que quando há ausências provocadas por doenças ou decorrentes de férias, quem geralmente cobre o faltante é o chefe, seja este repórter, âncora ou produtor. Ademais, durante o período pesquisado, a equipe de esportes da emissora foi demitida em conjunto, ficando apenas um repórter para atender estas demandas. O coordenador de jornalismo e um repórter da manhã juntaram-se ao jornalista do esporte para cuidar da entrada do CBN Curitiba Esportes9, o que demandou mais responsabilidade da equipe e, principalmente, do chefe.

Quanto a relação dos jornalistas com a empresa, foram observados três aspectos relevantes: a sobrecarga dos profissionais, resultante da presença de poucos jornalistas na redação; a postura crítica dos jornalistas perante as decisões da emissora; o posicionamento da empresa perante a faltas, substituições e férias. Apesar de tratar estes aspectos separadamente, eles convergem em um único cenário que corresponde ao cenário observado.

Durante as 23 visitas realizadas na emissora, o aspecto que mais se evidenciou foi o número ínfimo de profissionais presentes na redação. Enquanto no primeiro ano de funcionamento a CBN-Curitiba “era formada por 15 jornalistas e mais três formandos em jornalismo, além dos responsáveis técnicos” (QUADROS e GODOY, 2005, p. 7), atualmente conta-se com apenas cinco repórteres, duas produtoras, dois âncoras e dois estagiários, que se dividem nos dois horários das entradas locais. Uma alternativa encontrada pela emissora foi preencher o horário do jornal com produções externas, advindas de colunas produzidas por blogs ou universidades, que possuem dias fixos na semana para ir ao ar. O CBN Curitiba Honesta, produzido pelo blog Curitiba Honesta10 e o projeto desenvolvido pela PUC-PR nomeado CBN Cidade, produzido pelos alunos do 5º período do curso de jornalismo11, são exemplos de programetes12 que são produzidos para a emissora.

Contudo, apesar de atenderem às reivindicações da empresa, os jornalistas compartilham o descontentamento com a realidade profissional dentro da rádio. As queixas estão mais relacionadas ao baixo número de profissionais contratados que provoca, consequentemente, a sobrecarga dos jornalistas que compõem a equipe. Com a crescente insatisfação, surge também a vontade de procurar novas possibilidades, seja mudando de profissão ou procurando emprego em outras empresas. Este movimento acaba por gerar o “processo de turnover, ou seja, a rotatividade de mão de obra. Com isso, o radiojornalismo é muitas vezes encarado como uma ocupação temporária, provisória” (KISCHINHEVSKY, 2012, p.14).

Esta sobrecarga intensifica-se ainda quando há profissionais de férias ou doentes. No período pesquisado foram acompanhadas férias de três jornalistas e diversas faltas, justificadas principalmente por questões de saúde. Apenas durante as férias de uma repórter a empresa contratou uma substituta temporária, nos outros casos, o coordenador de jornalista assumiu as demandas e o restante da equipe precisou modificar seus horários para atenderem os períodos de maior fluxo na redação. Algumas das faltas ocorreram nos períodos descritos de férias, dificultando ainda mais a rotina da equipe. Observou-se nestes períodos que os profissionais ficaram mais estressados e cansados, enquanto a empresa se manteve alheia aos acontecimentos.

Quanto a terceira categoria, a relação dos jornalistas com a tecnologia, também se evidenciam três características, são elas: a inserção das redes sociais no processo produtivo radiofônico; as dificuldades geradas pela dependência de determinadas tecnologias na rotina produtiva; o uso de tecnologias analógicas e digitais pelos jornalistas. Como o foco da pesquisa é o jornalista, pretende-se aqui salientar de que forma as tecnologias impactaram a rotina produtiva dos profissionais de mídia.

Apesar de ser a primeira emissora do Paraná com áudio na Internet13, a CBN-Curitiba ainda produz pouco para as plataformas digitais. Dispõe apenas de um site14 e perfis no Facebook15 e Twitter16, que são atualizados com os áudios que foram ao ar e um pequeno texto, produzido pelo jornalista no desenvolvimento da matéria. As plataformas digitais são atualizadas pelas estagiárias sob orientação do coordenador de jornalismo. Os repórteres raramente atualizam estas plataformas17 ou produzem as notícias pensando em materiais para as redes sociais. O coordenador procura pensar em postagens que gerem mais participação, mas em virtude da rotina excessiva, encontra pouco tempo para a realização de ações voltadas ao digital.

Entretanto, alguns problemas emergiram na redação após a inserção do site e das redes sociais no processo produtivo. A exigência feita aos repórteres de uma produção de texto que possa ser publicado serve como exemplo. Como no rádio o texto era apenas lido, os repórteres podiam corrigir possíveis erros no ar. Agora, com a publicação destes textos nas plataformas digitais, exige-se atenção quanto aos erros e, muitas vezes, revisões. Entretanto, em virtude da excessiva rotina produtiva, os repórteres assumem não encontrarem tempo hábil para revisar adequadamente o que foi escrito.

Outra dificuldade encontrada é quanto ao uso de novas tecnologias e a resistência de alguns repórteres em absorvê-las no processo produtivo. Isso ocorre principalmente quando não há qualquer tipo de treinamento para facilitar o uso da tecnologia. Em uma redação como a CBN-Curitiba, em que a maioria dos jornalistas estão formados há mais de 8 anos18, complexifica-se ainda mais o cenário, visto não haver qualificação advinda da formação acadêmica para o trato com as tecnologias digitais. Durante o período pesquisado, observou-se situações em que o repórter perdeu tempo considerável procurando resolver os problemas no uso do Report It19 e envio de materiais pelo WhatsApp.

Em decorrência destas dificuldades, muitos repórteres optam por utilizar gravadores analógicos para a realização das matérias. Dispõe-se na redação, atualmente, de ferramentas analógicas e digitais para o trabalho, o que possibilita aos jornalistas utilizar aquelas com as quais possui mais facilidade. Contudo, este fato evidencia a resistência ainda existente no rádio frente às modificações tecnológicas e ao baixo investimento da empresa na compra de materiais novos e na qualificação dos jornalistas já contratados.

Por fim, a última categoria procura explorar as questões íntimas do jornalista, que compreende o estresse dos jornalistas perante rotinas extenuantes, a integração da equipe e sua importância para a manutenção do ambiente de trabalho e as perspectivas que estes profissionais possuem frente ao mercado e ao futuro como jornalistas. Esta categoria traz as percepções realizadas durante a observação das reações dos profissionais perante as exigências realizadas.

O primeiro aspecto observado, do estresse dos profissionais, foi evidenciado no alto número de jornalistas doentes na redação. No dia 06 de junho de 2016, uma repórter, por estar gripada e muito rouca, foi convidada a entrar no ar da redação por considerarem que o áudio do estúdio evidenciava demais a rouquidão na voz da profissional. No dia 26 de setembro de 2016, uma repórter cobriu um evento para a emissora que se estendeu até a madrugada, mas chegou no dia seguinte às 7h para trabalhar. Esta estava extenuada e estressada em virtude da privação de sono. Houve dias em que parecia estar toda a redação doente. Outros dias, como no dia 26 de setembro de 2016, o estresse estava no ápice e o clima da redação era de rusgas entre os profissionais.

A síndrome de burnout, doença que estuda o esgotamento nos ambientes de trabalho, embasa teoricamente o observado na emissora. “Essa síndrome caracteriza-se pela perda do sentido da relação com o trabalho (...) contribui para diminuição da produtividade e efetividade no trabalho, redução da satisfação no cargo e do compromisso com a organização” (DANTAS, 2003, p. 42). A síndrome tem como sintoma principal o esgotamento emocional (DANTAS, 2003), que pode desencadear doenças diversas, de cunho psicofísico. As formas de prevenção perpassam as estratégias pessoais, grupais e organizacionais (DANTAS, 2003).

O apoio dos colegas de trabalhos e a socialização sadia também é vista como forma de prevenção da síndrome de burnout (DANTAS, 2003), o que foi observado na redação. Nos momentos de descontração, ou quando um dos jornalistas oferecia aos restantes algo para comer, ou nos momentos que evidenciavam os vínculos de amizade presentes entre os jornalistas, que trabalham há anos conjuntamente, notava-se uma mudança no ambiente de trabalho e uma melhora do humor dos integrantes da equipe. Este vínculo também foi verificado nos momentos de desabafo entre os profissionais ou de apoio quando um deles estava triste ou nervoso.

A relação integradora também foi percebida na autonomia dispensada aos jornalistas que levam ideias e críticas aos responsáveis e são constantemente atendidos. Fato comprovado na crítica de uma repórter à caducidade de pautas, na ideia de uma jornalista para a produção de um material especial ou no factual que surgiu e a repórter imediatamente atendeu. A participação ativa de todos sinaliza o quanto a equipe é bem integrada e quanto o suporte dado por cada um, como indivíduos, favorece à consecução do trabalho, apesar das diversidades.

Contudo, apesar do clima favorável, os repórteres ressentem-se das pressões existentes em uma redação com poucos profissionais e uma rotina exigente. Isso faz com que eles passem a mirar novas oportunidades de mercado e profissionais. No início da pesquisa, um jornalista compartilhou o interesse em iniciar mestrado acadêmico para sair da rotina de uma mídia de massa. A frustração, compartilhada com outros profissionais, fundamenta-se nas circunstâncias em que o mercado se insere. O jornalista se vê atolado em demandas e em redações cada vez mais reduzidas, o que faz com que a produção jornalística se torne uma “piratagem jornalística ou chupagem, segundo o jargão profissional, (autorizada ou não), onde prevalece o copiar colar” (SANT'ANNA, 2008, p. 88), e onde perde-se a essência profissional e o jornalista torna-se mero operário.
Considerações Finais

Os resultados obtidos na pesquisa, por permearem as relações profissionais e produtivas, que apesar de diferentes são complementares, são disponibilizados separadamente de forma que seja possível compreender quais foram as transformações que ocorreram em ambas as esferas, atendendo assim os objetivos aqui traçados. Evidencia-se, porém, que apesar da convergência midiática provocar mudanças em diversos meios, a emissora pesquisada possui características únicas, estabelecidas na mesologia na qual se constituiu, ou seja, o estado do Paraná e as relações estabelecidas com as empresas gestoras, a Inepar e, posteriormente, a J.Malucelli.

Quanto as mudanças no processo produtivo, observa-se dois movimentos. A primeira relativa as transformações orgânicas ou naturais, que se relacionam aos avanços tecnológicos e as demandas sociais e culturais que com ela se associam. Insere-se neste aspecto, portanto, a inserção da Internet nas redações, o uso das redes sociais digitais, a participação mais ativa do ouvinte e as demandas que surgem da digitalização do rádio. O segundo movimento reporta-se as transformações regidas por interesses organizacionais, financeiros e políticos, que são os que mais provocam impactos na redação e determinam qual será o ambiente organizacional que o jornalista estará inserido.

Apesar das mudanças observadas na emissora, percebe-se que ao invés de transformar a essência da produção, trazendo novos formatos e possibilidade, a CBN-Curitiba continua a insistir em um formato tradicional, que não apenas está trazendo perda de audiência, mas consequentemente de investimentos. As plataformas digitais são utilizadas superficialmente e os profissionais presentes na emissora não possuem treinamento adequado para utilizar algumas das tecnologias presentes.

Porém, é preciso considerar também as transformações nas relações profissionais, visto estas relacionarem-se intimamente as questões produtivas. O que se observou na emissora foi a precarização do trabalho do jornalista que, ao procurar se adaptar as demandas exigidas pela empresa, torna-se polivalente (ou multifunção) e se inserem em rotinas de trabalho extenuantes, assemelhando-se mais a um produtor de conteúdo. Isso ocorre pois, com o aumento das exigências no dia a dia, o cuidado com a informação passa a ficar deficitária, assim como a atenção com a apuração, com o texto e com a abordagem múltipla exigida em uma boa matéria jornalística.

A estafa dos jornalistas evidenciada nas constantes doenças, os conflitos em momentos de grande pressão e a relação negligenciada da empresa com os seus profissionais, corroboram a análise realizada, de que na tentativa de conter os gastos em um mercado que recebe pouco investimento, a emissora incorpora um formato organizacional em que o maior prejudicado é o jornalista, tendo como resultado a produção de notícias superficiais e pouco trabalhadas e profissionais estressados, que procuram novas oportunidades de trabalho.


Referências

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1 Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Estudos de Jornalismo do XXVI Encontro Anual da Compós, Faculdade Cásper Líbero, São Paulo - SP, 06 a 09 de junho de 2017.

2 Jornalista. Mestre pela Universidade Federal do Paraná. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. E-mail: barbaramaiap@gmail.com.

3 Trabalho orientado pela professora doutora Claudia Irene de Quadros, com o tema “O processo de convergência no radiojornalismo: transformações profissionais na rádio CBN-Curitiba”.

4 A CBN-Curitiba contratou, inicialmente, um quadro de funcionários que possuíam experiência na TV. A falta de experiência dos jornalistas e da empresa gestora no gerenciamento de uma rádio all news fez com que a emissora perdesse dinheiro e tivesse dificuldade em definir uma programação condizente.

5 Disponível em . Acesso em: 13/02/2017.

6 Definição realizada para a aplicação de outra metodologia presente na referida dissertação.

7 Anteriormente havia na redação o diretor de jornalismo, o chefe de redação e o chefe de produção. O coordenador de jornalismo, atual cargo de chefia, é a junção dos três cargos anteriores.

8 A rádio CBN possui atualmente quatro emissoras próprias, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. As restantes são afiliadas, geridas por outras empresas (TAVARES e FARIA, 2006). As cabeças de rede, que produzem os conteúdos que entram na programação nacional, são produzidas pelas emissoras próprias, principalmente as do Rio de Janeiro e São Paulo.

9 O CBN Curitiba Esportes vai ao ar sempre nos últimos 30 minutos da entrada local, com a atualização sobre os times do Paraná e resultados de jogos.

10 Blog disponível em . Acesso em: 19/12/2016.

11 Informação disponível em . Acesso em: 19/12/2016.

12 Programete é um programa de máximo 5 minutos com objetivos bem definidos. De acordo com Barbosa Filho (2003), os programetes, conhecidos também como drops, geralmente possuem conteúdos artísticos, entrevistas, músicas, informações e comentários.

13 Informação disponível em . Acesso em: 20/12/2016.

14 Disponível em . Acesso em: 20/12/2016.

15 Disponível em . Acesso em: 20/12/2016.

16 Disponível em . Acesso em: 20/12/2016.

17 A atualização pelos repórteres é obrigatória apenas nos plantões, pois encontram-se sozinhos na redação e precisam assumir a responsabilidade de atualização do site e redes sociais.

18 Apenas uma repórter se formou nos últimos 5 anos.

19 Aplicativo de gravação de áudio digital usado pela emissora na produção de matérias e entrevistas ao vivo.

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