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Procedimento Operacional Padrão

PT Hemostasis

Página de

POPBIO xxx/xx



PT Hemostasis



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

Medição do TP (tempo protrombina) que está prolongado em todos os casos de deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores ll, V, Vll e X.


PRINCÍPIO

A tromboplastina (fator tissular, fator III) desencadeia o mecanismo de coagulação da via extrínseca formando, com o fator VII, um complexo estequiometricamente dependente do cálcio. O fator VII é transformado em uma enzima ativa (fator VIIa), que atua sobre o fator X gerando o fator Xa e este juntamente com fosfolípides do fator tissular, fator Va e cálcio formam o Complexo Ativador da Protrombina, que transforma a protrombina em trombina. Essa, por sua vez, atua sobre o fibrinogênio gerando fibrina. A formação da fibrina é macroscopicamente demonstrada pelo aparecimento de um coágulo. O TP é o tempo necessário para a formação de fibrina após a mistura de tromboplastina, plasma e cálcio. Os resultados são obtidos através da comparação entre os tempos de coagulação do plasma de pacientes e do plasma de referência, representando a medida da atividade dos fatores do complexo protrombínico (fatores II, V, VII, X).


AMOSTRA

Preparo do paciente

Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas.



Tipos de amostra

Usar plasma colhido em citrato trissódico anidro 109 mmol/L (3,2%).



Armazenamento e estabilidade da amostra

Manter as amostras entre 18 - 24 °C e realizar o TP até 4 horas após a coleta. Não refrigerar o plasma, pois pode haver ativação do Fator Vll pelo sistema Calicreína, reduzindo falsamente o TP. Caso exista possibilidade de congelamento rápido, o plasma pode ser congelado a 20 °C negativos por 2 semanas ou 70 °C negativos por 6 meses. Sugerimos congelar o material em alíquotas de 0,5 mL e, para evitar evaporação do material durante o período de armazenamento, utilizar frascos adequados para congelamento (“criotubos”). As amostras devem ser descongeladas rapidamente a 37 °C e testadas imediatamente.


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


A presença de coágulos implica na rejeição da amostra.

Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.

Critérios para Coleta da Amostra

1. Obter o sangue por punção venosa e evitar garroteamento prolongado, hemólise, formação de bolhas e aspiração de líquido tissular (fator lll). A agulha deve penetrar diretamente na veia na primeira tentativa (punção venosa não traumática). O sangue deve fluir livremente sem que seja necessário aplicar demasiada força ao êmbolo. Não realizar o TP em amostra cuja punção for difícil (punção venosa traumática).

2. Coletar a amostra com seringa de plástico e centrifugar em tubos de plástico. O uso de material de vidro não siliconizado ativa os fatores da coagulação e reduz falsamente o TP. Após remover a agulha, utilizar a porção central da amostra na seringa, deixando as porções anterior e posterior para outros testes.

3. No caso de sistema de coleta a vácuo, usar tubo de plástico ou vidro siliconizado. Ao realizar coleta somente para testes de coagulação, coletar duas amostras. A primeira em um tubo sem anticoagulante ou em tubo contendo citrato (tampa azul) que deve ser desprezada. A segunda amostra coletada em tubo contendo citrato (tampa azul) será utilizada para a realização dos testes. No caso de coleta múltipla, a amostra para testes de coagulação deverá ser obtida após a coleta de amostra em tubo sem anticoagulante e antes da coleta em tubo contendo EDTA.

4. Misturar 9 partes de sangue com 1 parte de citrato ou 3 mL de sangue e 1 gota de Trombstab (Labtest Cat. 45). Homogeneizar 3 ou 4 vezes por inversão suave. Não usar oxalato, pois o Fator V é muito sensível a este anticoagulante.

5. Em pacientes que apresentam hematócrito maior que 55% a relação entre os volumes de sangue e de anticoagulante deve ser ajustada para garantir a exatidão do resultado. Para calcular o volume de anticoagulante necessário em função do hematócrito e do volume de sangue, utilizar a fórmula que se segue:

Volume de anticoagulante (mL) = 0,00185 x volume de sangue (mL) x (100 – hematócrito)

Exemplo: Para um hematócrito de 60% usar 0,22 mL de citrato e completar para 3,0 mL com sangue. Para usar Trombstab (Labtest Cat. 45), adicionar 2 gotas a 0,5 mL de água e usar na proporção indicada pelo cálculo.

6. Centrifugar até 1 hora após a coleta a 3000 rpm ou 1500 g durante 15 minutos. Não é necessário remover o plasma do tubo. Manter o tubo tampado até a execução do teste para evitar mudança do pH da amostra, que pode interferir nos resultados.

7. Manter as amostras entre 18 - 24 °C e realizar o TP até 4 horas após a coleta. Não refrigerar o plasma, pois pode haver ativação do Fator VII pelo sistema Calicreína , reduzindo falsamente o TP. Caso exista possibilidade de congelamento rápido, o plasma, separado das células, pode ser congelado a 20 °C negativos por 2 semanas ou 70 °C negativos por 6 meses. Sugerimos congelar o material em alíquotas de 0,5 mL e, para evitar evaporação do material durante o período de armazenamento, utilizar frascos adequados para congelamento (“criotubos”). As amostras devem ser descongeladas rapidamente a 37 °C e testadas imediatamente.


PRODUTO UTILIZADO

PT Hemostasis, Catálogo 501 ANVISA – 10009010134

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
Reagente 1: Armazenar entre 2 – 8 ºC. Material liofilizado contendo extrato de cérebro de coelho 2% em tampão tricina 74,8 mmo/L, cloreto de cálcio 22,2 mmol/L, azida sódica 2,15 mmol/L e estabilizadores. Ver valor do ISI impresso no rótulo do frasco.
Preparo Reagente 1

Adicionar ao frasco do Reagente 1 o volume exato de água tipo II indicado no rótulo do frasco.

Recolocar a tampa, homogeneizar suavemente e deixar em repouso a temperatura ambiente (entre 15 e 25 °C) durante 15 minutos. Antes de utilizar, homogeneizar suavemente. Não agitar por inversão ou vigorosamente.

O reagente reconstituído é estável 7 dias entre 2 e 8 °C, 8 horas a 37 °C e 24 horas a temperatura ambiente (entre 15 e 25 °C). Não congelar.


Precauções e cuidados especiais

  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.

  3. O Reagente 1 contém azida sódica, que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no caso de contato com os olhos, lavá-los imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.


EQUIPAMENTOS

Procedimento manual


  1. Banho-maria mantido à temperatura constante (37 °C).

  2. Pipetas para medir amostras e reagentes.

  3. Cronômetro.

Procedimento automatizado


Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.

Procedimento alternativo


Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

PROCEDIMENTO

Procedimento manual


1. Preparar o plasma de referência através da mistura (pool) de plasmas citratados obtidos de, no mínimo, 3 indivíduos sadios. Não usar plasmas de portadores de doenças hepáticas ou de mulheres grávidas ou em uso de contraceptivos orais. Deve-se obter o tempo do plasma de referência para cada lote de PT Hemostasis. As Boas Práticas de Laboratório recomendam manter um registro dos lotes de PT Hemostasis e dos tempos do plasma de referência.

2. Realizar o teste em tubos de vidro rigorosamente limpos.

3. A temperatura do banho-maria deve estar entre 36,0 - 38,0 C.

4. Incubar 0,1 mL do plasma a ser medido (referência, controle ou paciente) por no mínimo um minuto e no máximo 10 minutos.

5. Adicionar 0,2 mL do Reagente 1 (previamente aquecido a 37 °C) e disparar simultaneamente o cronômetro. Misturar suavemente e manter no banho-maria por 9 segundos.

6. Remover o tubo, incliná-lo sucessivamente em intervalos menores que 1 segundo e observar a formação de um coágulo que interrompe a movimentação do líquido. Parar imediatamente o cronômetro e registrar o tempo.
Procedimento automatizado

Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.

Precauções e cuidados especiais



  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.



CÁLCULOS

Relação dos tempos de Protrombina (R).

O cálculo da R permite padronizar os resultados, com eliminação das variáveis introduzidas pela coleta da amostra e execução metodológica.


Tempo em segundos do plasma do paciente

R = 

Tempo em segundos do pool de referência.


Atividade de Protrombina e Relação Normalizada Internacional (RNI)

Os resultados podem ser obtidos na “Tabela de Conversão em Atividade de Protrombina (A%) e Relação Normalizada Internacional (RNI)”.

Localizar na coluna R o valor que mais se aproxima do valor da R calculada. Mantendo-se na mesma linha, obter a Atividade % e a RNI.
O RNI também pode ser calculado usando a seguinte equação: RNI = RISI
RESULTADOS

Unidade de medida


%

Intervalo de Referência

Atividade de Protrombina: maior que 70%. Valores acima de 100% não têm significado patológico devendo ser relatados como 100%.

A RNI em pessoas sadias encontra-se entre 1,0 e 1,08.

Valores críticos


Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Interferências


1- Amostras ictéricas, lipêmicas e hemolisadas podem modificar os resultados de modo imprevisível.

2- Para revisão das formas fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na metodologia, sugere-se consultar Clin Chem 1975; 21:1D-432D.



Influências pré-analíticas

O TP pode estar aumentado em indivíduos em uso de corticoesteróides, contraceptivos orais (falhas na excreção de sais biliares), asparaginase, clofibrato, eritromicina, etanol, tetraciclina, heparina e warfarin, bem como na presença de EDTA. A redução do TP pode ser observada em indivíduos em uso de anti-histamínicos, butabarbital, fenobarbital, contraceptivos orais (diminuição da resposta aos anticoagulantes orais), vitamina K e cafeína.



Modificação da Ação dos Anticoagulantes Orais

Potencializando a ação: fenilbutazona, indometacina, clofibrato, salicilatos, ácido etacrínico, ácido nalidíxico, D-tiroxina, probenicida, sulfas e antibióticos, difenilhidantoína, tobultamida, butazonas, inibidores da MAO, feniramido, metilfenidato, disulfiran, PAS, noretandrolona, quinina, quinidina, dipirona, paracetamol, propiltiouracil, glucagon e drogas hepatotóxicas.

Reduzindo a ação: barbitúricos (exceto tiobarbitúricos), meprobamatos, griseofulvim, estrógenos e contraceptivos orais, diuréticos, óleos minerais, colestiramina, irritantes da mucosa gastrointestinal.
SIGNIFICADO CLÍNICO

O TP está prolongado em todos os casos de deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores ll, V, Vll e X. As deficiências adquiridas ocorrem principalmente em: tratamento com anticoagulantes orais, distúrbios da ingestão ou absorção de vitamina K, doença hemorrágica do recém-nascido, icterícia obstrutiva, distúrbio da absorção intestinal, antibioticoterapia, insuficiência hepática, fibrinólise e coagulação intravascular. Na hepatite aguda a redução dos fatores ll, Vll e X precede os sinais clínicos e os resultados encontrados são dependentes do estágio e da intensidade da doença.


REFERÊNCIAS

  1. WHO Expert Committee on Biological Standardization. 48th Report. WHO Tech Rep Ser 1999; 889:70-95.

  2. Quick AJ, Leu M. J Biol Chem 1937;119:73-84.

  3. International Committee for Standardization in Hematology.Thromb Haemostas 1976;36:237-238.

  4. NCCLS. Collection, Transport, and Processing of Blood Specimens for Testing Plasma-Based Coagulation Assays; Approved Guideline—Fourth Edition. NCCLS document H21-A4, 2003.

  5. NCCLS. Procedures for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipuncture; Approved Standard—Fifth Edition. NCCLS document H3-A5, 2003.

  6. CLIA Requirements for Analytical Quality. Disponível em .

  7. Loeliger EA, Poller L, Samama E et al. Thromb Haemostas 1985;54:515-517.

  8. Henrykopf F, Rosenfeld LGM, Guerra CCC. Rev Ass Méd Brás 1977;23:100-102.




  1. WHO Expert Committee on Biological Standardization. 33rd Report. WHO Tech Rep Ser 1983;687:81-105.

  2. Labtest: Dados de arquivo.

  3. Instruções de Uso - Labtest Diagnóstica SA







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Data

Elaborado por:







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Aprovado por:







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Implantado por:







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Substitui POP:




Revisado por:







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Revisado por:







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Revisado por:







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Desativado por:







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Razão:







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