Inserir o nome do Laboratório Procedimento Operacional Padrão homocisteíNA



Baixar 59.52 Kb.
Encontro02.07.2019
Tamanho59.52 Kb.

Inserir o nome do Laboratório

Procedimento Operacional Padrão

HOMOCISTEÍNA

Página de

POPBIO xxx/xx



HOMOCISTEÍNA



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

A determinação da Homocisteína em amostra de soro ou plasma é importante para avaliação do risco de doenças cardiovasculares, cerebrovascular, trombose arterial e venosa.


PRINCÍPIO

A homocisteína oxidada presente no plasma é reduzida pela tris (2- carboxietil)fosfina (TCEP) formando homocisteína livre, que reage com o co-substrato, S-adenosil-metionina (SAM) catalisada pela homocisteína-metil-transferase formando metionina e S-adenosil-homocisteína (SAH). A SAH é hidrolisada a adenosina e homocisteína pela SAH-hidrolase. A homocisteína formada é a mesma proveniente da amostra, permitindo que ela realize novamente a reação catalisada pela homocisteína-metil-transferase. Dessa maneira, a reação cíclica permite a amplificação da resposta do sistema.


A adenosina formada pela hidrolise da SAH sofre ação da adenosina deaminase (ADA) e é imediatamente transformada em inosina e amônia, sendo esta prontamente consumida pela glutamato desidrogenase (GLDH), em presença de 2-oxiglutarato. A oxidação de NADH a NAD e conseqüente redução da densidade ótica em 340 nm é proporcional à concentração de Hcy presente na amostra.
Agente redutor

Hcy-oxidada Hcy

TCEP

Hcy-metil-transferase

Hcy + SAM SAH + metionina




ADA GLDH

adenosina Inosina + NH3 + 2-oxiglutarato glutamato




NADH NAD
AMOSTRA



Preparo do paciente

Não é recomendado jejum



Tipos de amostra

Usar soro ou plasma (heparina e EDTA).



Armazenamento e estabilidade da amostra

As amostras de sangue devem ser centrifugadas imediatamente após a coleta. Se não for possível as amostras devem ser mantidas entre 2 e 4 ºC e devem ser centrifugadas dentro de no máximo 1 hora. Após a separação do plasma, a homocisteína é por 4 semanas entre 0 e 8 ºC e por 3 meses a 20 ºC negativos, se armazenado em recipiente apropriado para congelamento.

Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

Homocisteína, Referência 130-1/32 ANVISA - 10009010235

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
Reagente 1- Pronto para uso

Armazenar entre 2 - 8 º C.

Contém tampão triscina 25 mM, pH 9,2; S-adenosil-metionina 0,1M; NADH ≥ 0,2 mM; tris (2- carboxietil)fosfina (TCEP) ≥ 0,5 mM; 2-oxiglutarato 5,0mM; azida sódica 0,1%.

Reagente 2 - Pronto para uso

Armazenar entre 2 - 8 º C.

Contém tampão triscina 50 mM, pH 7,4; 1-3 glutamato desidrogenase 5,0 KU/L; SAH-hidrolase 3,0 KU/L, adenosina deaminase 5,0KU/L; Hcy-metil-transferase 5,0 KU/L; azida sódica 0,1%.

Precauções e cuidados especiais


1- Sugere-se inserir, no protocolo dos instrumentos automáticos, uma lavagem adicional das sondas de reagentes após a realização deste ensaio, a fim de minimizar a contaminação de outros reagentes devido ao arraste.

2- A existência de bolhas nos reagentes e nas amostras (calibradores, controles e amostras de pacientes) durante a execução do teste, é causa comum de erros nas aplicações em sistemas automáticos.



3- Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação dos reagentes, que não devem ser pipetados com a boca. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e no caso de contato com os olhos, deve-se lavar imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico.

4- Os reagentes contem azida sódica que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no caso de contato com os olhos, deve-se lavar imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar reagentes e calibradores.



5- Não misturar reagentes de lotes distintos.
EQUIPAMENTOS

Material necessário e não fornecido

Analisador capaz de medir com exatidão absorbância em 340 nm.

Qualitrol Homocisteína - Labtest.


Procedimento automatizado


Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.

Procedimento alternativo


Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

PROCEDIMENTO
Procedimento automatizado

Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.

Precauções e cuidados especiais



  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.


PARÂMETROS


Parâmetros

Aplicação

Tipo de Reação:

Cinética

Direção da Reação

Decrescente

de Onda primário

340 nm

de Onda secundário

700 nm

Temperatura

37°C

Calibração

6 pontos

Ponto 0: Branco (Água deionizada)

Ponto 1: Calibrador 1

Ponto 2: Calibrador 2

Ponto 3: Calibrador 3

Ponto 4: Calibrador 4

Ponto 5: Calibrador 5


Modelo da Calibração*

Não linear

Volume de Amostra**

10 µL

Volume de R1**

185 µL

Volume de R2**

50 µL

Adição de R2

300 segundos após adição de R1 + amostra

Leitura 1 (Absorbância 1)

150 segundos após adição de R2

Leitura 2 (Absorbância 2)

300 segundos após adição de R2

Os volumes de amostra e reagentes podem ser modificados proporcionalmente sem prejuízo
RESULTADOS

Unidade de medida


µmol/L

Conversão de g/dL para Unidade SI: µmol/L = g/dL x 144,9



Valores para Soro e Plasma:

Paciente com suplementação de folato.


Idade

Valores de referência (µmol/L)

< 15 anos

< 8

15 - 65 anos

< 12

> 65 anos

< 16


Paciente sem suplementação de folato.


Idade

Valores de referência (µmol/L)

< 15 anos

< 10

15 - 65 anos

< 15

> 65 anos

< 20


Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Linearidade

O intervalo operacional de medição é de 3 a 50 µmol/L. Amostras com valores superiores a 50 µmol/L devem ser diluídas solução de NaCl 150 mmol/L (0,85% p/v), realizar nova medição e multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição. Incluir o procedimento a ser adotado para diluição da amostra.

Interferências


1- Concentrações de bilirrubina conjugada até 40 mg/dL, bilirrubina não conjugada até 40 mg/dL, ácido ascórbico até 10 mM, hemoglobina até 500 mg/dL, triglicérides até 1000 mg/dL e cistationina até 100 µM não produzem interferências significativas.

2- Para revisão das formas fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na metodologia, sugere-se consultar Clin Chem 1975; 21:1D-432D.


SIGNIFICADO CLÍNICO

A homocisteína (Hcy) é um aminoácido que contém um grupo sulfidrila (tiol) produzido pela demetilação intracelular da metionina. A homocisteína total (tHcy) representa a soma de todas as frações de Hcy ( incluindo formas oxidadas, conjugadas com proteínas e livres).

Níveis elevados de tHcy tem se mostrado importantes na avaliação do risco de doenças cardiovasculares, cerebrovascular e doença vascular periférica, assim como, trombose arterial e venosa.

Níveis elevados de tHcy tem se relacionado com quatro fatores principais, que incluem: a) erros inatos de metabolismo envolvendo enzimas relacionadas à Hcy, como cistationina beta-sintetase (CBS), metionina sintase (MS), metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR); b) carência nutricional das vitaminas do complexo B, tais como B6, B12 e folato; c) Insuficiência renal, promovendo diminuição do clearance de aminoácidos e d) Alterações no metabolismo causadas por tratamento medicamentoso como uso de óxido nitroso, metotrexato, e fenitoína que podem interferir com o metabolismo da Hcy.



Níveis elevados de tHcy também tem sido relacionados ao Mal de Alzheimer e osteoporose.
REFERÊNCIAS

  1. Refsum H. Clinical Laboratory News, maio 2002, p. 2-14

2. C.A. Burtis, E.R. Ashwood, D. E. Bruns – Tietz Text book of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics, 4 ed.

  1. Nygard O, N Engl J Med. 337(4):230-6(1997)

  2. Ricos C, Desirable Specifications for Total Error, Imprecision, and Bias, derived from intra- and inter- individual biologic variation. Disponível em: http://westgard.com/biodatabase1.htm (acesso em 21/07/2011).

  3. Guttormsen AB et al. J Nutr. 124(10):1934-41(1994)

  4. Labtest: Dados de Arquivo.







Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

Substitui POP:




Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Desativado por:







___/___/___

Razão:







Número

Destino

Cópias









Compartilhe com seus amigos:


©aneste.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
universidade federal
terapia intensiva
Excelentíssimo senhor
minas gerais
união acórdãos
Universidade estadual
prefeitura municipal
pregão presencial
reunião ordinária
educaçÃo universidade
público federal
outras providências
ensino superior
ensino fundamental
federal rural
Palavras chave
Colégio pedro
ministério público
senhor doutor
Dispõe sobre
Serviço público
Ministério público
língua portuguesa
Relatório técnico
conselho nacional
técnico científico
Concurso público
educaçÃo física
pregão eletrônico
consentimento informado
recursos humanos
ensino médio
concurso público
Curriculum vitae
Atividade física
sujeito passivo
ciências biológicas
científico período
Sociedade brasileira
desenvolvimento rural
catarina centro
física adaptada
Conselho nacional
espírito santo
direitos humanos
Memorial descritivo
conselho municipal
campina grande