I primeiros anos



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na queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria.
E) Queda dos regimes comunistas europeus
Em Maio de 1989, a Hungria abriu a sua fronteira com a Áustria, primeira brecha na Cortina de Ferro. Em Junho, na Polónia, após eleições semilivres, o sindicato anticomunista Solidarnosc, Solidariedade, pôs fim à hegemonia do PC, o Partido Comunista.

No Outono, os regimes comunistas da Europa Oriental caíram um a um. Em 9 de Novembro, caiu o Muro de Berlim, depois a Checoslováquia (hoje dividida entre República Checa e Eslovénia) fez a sua Revolução de Veludo e a Roménia executou o seu dirigente estalinista, Nicolae Ceausescu. O bloco socialista já não não existia .


Em 1990, as Repúblicas da URSS manifestaram a sua vontade de autonomia. Em Março de 1990, a Lituânia declarou independência. Em Junho, a Rússia proclamou a sua soberania . Em Agosto e Setembro de 1991, nove repúblicas sovéticas declararam a independência.No dia 8 de Dezembro, os dirigentes russo, ucraniano e bielorusso assinaram o Acordo de Belavezha, pondo fim à URSS, criando a Comunidade dos Estados Independentes (CEI). No dia 25 de Dezembro, o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, demitiu-se.

F) Deus mexe os cordelinhos da História

Tudo se realizou sem derramamento de sangue. E não só isso, mas houve detalhes, ou sinais, muito curiosos e enigmáticos.
Observando as datas dos acontecimentos mais importantes desta grande mudança, constata-se que aconteceram em datas de solenidades católicas. Por exemplo, a União Soviética deixou de existir quando os

presidentes da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, ao final de uma reunião, anunciaram formalmente sua dissolução. E isto sucedeu em 8 de Dezembro de 1991, dia da Imaculada Conceição e é fácil ligá-la à consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria.


O sinal definitivo que indicava o fim e a derrota do comunismo soviético produziu-se no dia em que se baixou a bandeira vermelha que durante muitas décadas estava hasteada no Kremlin e em seu lugar se içou a bandeira nacional russa. E isto sucedeu em 25 de Dezembro de 1991, uma das festas religiosas mais importantes da Igreja católica, o Natal de Jesus.

VII - FÁTIMA

Nas últimas palavras do seu testamento, escritas em polaco a 17 de Março de 2000, o Papa João Paulo II recordava: “À medida que se aproxima o limite da minha vida terrena, volto, com a memória ao início, aos meus pais, ao irmão e à irmã (que não conheci, porque morreu antes do meu nascimento), à paróquia de Wadovice, onde fui baptizado, àquela cidade do meu amor, aos coetâneos, companheiras e companheiros da escola elementar, do ginásio, da universidade, até aos tempos da ocupação, quando trabalhei como operário, e, em seguida, à paróquia de Niegowi, à paróquia de S. Floriano, de Cracóvia, à pastoral dos académicos, ao ambiente... a todos os ambientes... a Cracóvia e a Roma... às pessoas que, de modo especial, me foram confiadas pelo Senhor. A todos quero dizer uma só coisa: “Deus vos recompense”. “Nas Vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito”. (Texto original em polaco. Tradução italiana publicada no Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, nº. 0198, de 7 de Abril de 2005. Nossa tradução portuguesa).

Provavelmente, a devoção do Papa João Paulo II a nossa Senhora de Fátima será dos tempos da sua infância e juventude, porque o povo polaco conheceu, desde muito cedo, a história e a mensagem de Nossa Senhora da Cova da Iria. Sabemos que em 1933, quando o futuro Papa tinha 13 anos, foi publicada a obra Fatima: dzieje ukazania sie Matki Boskiej w Portugalji w roku 1917 [História das Aparições de Nossa Senhora em Portugal no ano de 1917], Lwów: Wydawnictwo OO. Dominikanów, [1933] (Lwów: Drukarnia Dominikanska). E temos na Biblioteca do Santuário um artigo sobre Nossa Senhora de Fátima, da autoria do Padre Cegielka, publicado num calendário litúrgico polaco do ano de 1937, “Madonna z Fatima”, em Kalendarz Królowej Apostolów na Rok Pánski 1937, Warszawa, Stowarzyszenie Misyjne Ksiezy Pallotynow, p. 31-40) Mons. Karol Vojtyla participou nas quatro sessões do II Concílio do Vaticano, primeiro como bispo titular de Ombi e auxiliar de Cracóvia (1962 e 1963) e depois como arcebispo residencial desta diocese (1964 e 1965). Estava presente quando o Papa Paulo VI anunciou o envio da rosa de ouro

ao Santuário de Fátima (21 de Novembro de 1964) e o fervoroso convite do Senhor Cardeal Cerejeira, na última sessão do Concílio, a todos os bispos do mundo, para virem ao Santuário no cinquentenário das aparições (1967). Os Bispos polacos no Concílio foram dos mais entusiastas da consagração ao Imaculado Coração de Maria, segundo o pedido de Nossa Senhora, em Fátima.

O Sr. D. João Pereira Venâncio, Bispo de Leiria, que também participou nas quatro sessões do Concílio, sentando-se, na aula conciliar, muito próximo dos bispos polacos, renovou o convite aos bispos do mundo inteiro, a 13 de Junho de 1966. O já então arcebispo de Cracóvia respondeu ao Senhor D. João, em francês, a 5 de Setembro desse ano: “Excelência Reverendíssima. Agradeço-lhe muito cordialmente o convite que me enviou para tomar parte no Cinquentenário das Aparições de Fátima. Todavia, eu estou, já neste momento, quase certo, de que não me será possível ir aí. Vossa Excelência conhece a devoção do povo polaco à Virgem Santa. Sem dúvida que todos nós compartilhamos aqui os vossos sentimentos nobres e calorosos durante o vosso grande Cinquentenário.

De Vossa Excelência muito dedicado em Nª. Sª. Carlos Wojtyla Arcebispo” (Arquivo do Santuário e “L’Osservatore Romano”, texto escrito a 13 de Abril de 1982, ed. port., 13 (19) 9 Mai. 1982, p. 6, col. 1).

Na sua primeira viagem apostólica ao México, depois de ser eleito Papa, a 16 de Outubro de 1978, João Paulo II, ao sobrevoar o território português, telegrafou ao presidente Ramalho Eanes, no dia 25 de Janeiro de 1979: “com cordiais saudações, vai o nosso pensamento para o dilecto Povo Português, auspiciando-lhe e implorando por Maria Santíssima, tão cultuada especialmente em Fátima, a contínua assistência e favores de Deus” (OR, 11 Mar. 1979, p. 2).

Desde então, multiplicaram-se as referências a Fátima em alocuções e outros documentos. Numa estatística que pudemos fazer, os documentos de João Paulo II, com referências a Fátima, durante o seu pontificado, são 110.

No dia 13 de Maio de 1981, celebrava-se em Fátima o 64º aniversário da primeira aparição de nossa Senhora na Cova da Iria e o 50º aniversário da primeira consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria. No mês de Abril, a Assembleia Plenária do Episcopado Português tinha resolvido renovar essa consagração. Antes do Adeus, o Cardeal D. António Ribeiro leu o texto da consagração em que há uma prece pelo Papa. Nesse momento chegou de Roma um telegrama em que o Papa se afirmava presente, telegrama que foi sublinhado com efusivos aplausos da multidão. O Cardeal Ribeiro leu também uma mensagem telegráfica em que se agradecia a mensagem do Papa e se pediam a Nossa Senhora “as melhores graças e bênçãos de Deus” para o Papa (cfr. “Voz da Fátima”, 13 Jun. 1981; OR, 9 Mai. 1982, p. 7, cols. 3-4). À tarde, recebeu-se a inacreditável notícia do atentado na Praça de São Pedro. A oração foi contínua no Santuário: o Bispo de Leiria, o Núncio Apostólico, o Cardeal José Hoeffner, arcebispo de Colónia, e muitos peregrinos uniram-se em oração pelo Papa. Dizia o Bispo de Leiria, um ano depois: “Não podíamos deixar morrer o Santo Padre. E pela protecção de Nossa Senhora, Consoladora dos Aflitos, Saúde dos Enfermos, Mãe da Santa Esperança, o Papa não morreu” (OR, 9 Mai. 1982, p. 9, col. 1-2).

Desde este dia, podemos afirmar que o pontificado do Papa João Paulo II, decorreu ao ritmo da “Senhora da Mensagem”, como ele costumava dizer. Os momentos mais significativos desse pontificado, em sintonia com a mensagem de Fátima, foram: A) a primeira peregrinação ao Santuário de Fátima, a 13 de Maio de 1982; B) a consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, na Praça de S. Pedro, na presença da imagem de nossa Senhora de Fátima, da capelinha das Aparições, a 25 de Março de 1984 (foto 3); C) a segunda peregrinação, no décimo aniversário do atentado, a 13 de Maio de 1991; D) a terceira peregrinação, com a beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta, em Fátima, e o anúncio da terceira parte do segredo de 1917, a 13 de Maio do ano jubilar de 2000, e a sua revelação completa, a 20 de Junho do mesmo ano; E) finalmente, a nova ida da imagem de Nossa Senhora de Fátima, na Praça de S. Pedro, no dia 8 de Outubro de 2000, quando o Papa João Paulo II consagrou a Nossa Senhora o novo milénio, na presença dos bispos do mundo inteiro.

F) Finalmente, poucos dias antes do seu falecimento, o Papa João Paulo II

teve mais uma particular atenção para com Nossa Senhora de Fátima, quando enviou uma mensagem carinhosa à Irmã Lúcia, que ainda teve oportunidade de a ler, no próprio dia em que faleceu, a 13 de Fevereiro de 2005. Quando também o Papa faleceu, menos de dois meses depois, no dia 2 de Abril, ouviu-se na Praça de S. Pedro o “Avé de Fátima”, porque todo o mundo o associou a Nossa Senhora de Fátima.

A sua bela estátua (foto 12), no Santuário de Fátima, é uma presença carinhosa, saudada e venerada por todos os peregrinos.


Pe. Luciano Cristino
a) Visitas a Fátima
A) 1ª. Visita – Ano 1982
Nossa Senhora de Fátima esteve na origem directa de, pelo menos, duas das três visitas que o Papa João Paulo II efectuou a Portugal e ao Santuário da Cova da Iria, em 1982, 1991 e 2000.

Esta grande ligação entre o Pontífice Romano e Fátima fez-lhe ganhar para os portugueses o cognome do “Papa de Fátima”, pois foi com ele que se tornou mais próxima a relação do Vaticano com as Aparições de 1917.

Vítima de um atentado em plena Praça de São Pedro, em Roma, a 13 de Maio de 1981, João Paulo II atribuiu desde sempre à protecção de Nossa Senhora de Fátima o facto de ter escapado com vida às balas do turco Ali Agca.

Para pessoalmente testemunhar essa gratidão, o Papa decidiu, um ano depois do atentado, deslocar-se ao Santuário para "agradecer à Divina Providência neste lugar que a mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular".

Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de S. Pedro no altar de nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de nossa Senhora de Fátima no santuário de Fátima.

Foto 12


Foto 13

Foto 14

Voltaria a correr perigo na noite de dia 13, desta vez pelo ex-sacerdote integrista João Khron, mas João Paulo II escapou ileso, podendo agradecer mais uma vez à Virgem a salvação da sua vida.


B) 2ª. Visita – Ano 1991
Nove anos depois, João Paulo II regressou a Portugal para uma visita (10 a 13 de Maio) que, disse logo no início, disse ser uma viagem apostólica, deslocando-se às dioceses de Lisboa, Angra do Heroísmo e Funchal, antes de, mais uma vez, rumar a Fátima.

Em Fátima o Papa reza o Acto de Confiança a Nossa Senhora de Fátima, onde agradece de novo a protecção da Virgem Maria no atentado que sofreu em 1981 e Lhe pede que continue a proteger o mundo, na sequência das convulsões que acabariam por levar ao fim do comunismo.

“Sim, continuai a mostrar-vos Mãe para todos, porque o mundo tem necessidade de vós. As novas situações dos Povos e da Igreja são ainda precárias e instáveis. Existe o perigo de substituir o marxismo por uma outra forma de ateísmo, que adulando a liberdade tende a destruir as raízes da moral humana e cristã”, sublinhou.
C) 3ª. Visita – Ano 2000
A terceira e última visita realizou-se em 2000 (12-13 de Maio) e resumiu-se a uma deslocação ao Santuário de Fátima, para presidir às cerimónias de beatificação de dois dos Pastorinhos: Jacinta e Francisco.

A visita realizou-se contra os desejos dos serviços burocráticos do Vaticano, que tinham marcado a cerimónia de beatificação de Jacinta e

Francisco para 9 de Abril, na Praça de São Pedro, em Roma.

Mas em Novembro de 1999, ao receber os bispos portugueses, João Paulo II anuncia inesperadamente que estará a 13 de Maio em Fátima para a cerimónia de beatificação e para renovar o agradecimento pela protecção da Virgem Maria.

No dia 13 de Maio, no final da celebração, o cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, anunciou, em nome do Papa, que a terceira parte do chamado “segredo de Fátima”, que durante gerações alimentou a imaginação de milhões de pessoas em todo o mundo, estava relacionada precisamente com o atentado de que João Paulo II fora alvo em 1981.

A terceira parte do segredo é então revelada, acompanhada de um comentário preparada pela Congregação da Doutrina da Fé, presidida pelo então cardeal José Ratzinger, que, já como Papa Bento XVI, visita Portugal, e Fátima também, entre 11 e 14 de Maio.


b) Os números
A) 13
Assim como uma mão maternal, como ele mesmo testemunhou, o guardou naquele memorável dia 13 de Maio de 1981 durante o atentado, assim também esta mesma mão maternal se fez sentir na sua hora

derradeira através do seu “Code”, code de MARIA, referente ao número 13, que diz respeito aos dias em que nossa Senhora sempre (excepto o mês de Agosto) apareceu em Fátima.

Assim:

a) O seu nome de baptismo (em polaco) era Jan Pawet Drugi – 13 letras



b) Foi eleito Papa quando tinha 58 anos de idade (5+8=13)

c) A sua morte aconteceu às 21 horas e 37 minutos. Se somarmos os algarismos (2+1+3+7) aparece o número 13.

d) Era no dia 2 do 4 (Abril) de 2005: 2+4+2+0+0+5=13

e) Este evento histórico aconteceu na 13ª. Semana do Ano

f) e no 85º. Ano (8+5=13) da sua vida.

g) João Paulo II foi Papa durante 26 anos (13+13)

h) O atentado ao Papa ocorreu em 13 de Maio de 1981. O incidente que teria sido previsto pelo terceiro segredo de Fátima, revelado pela Irmã Lucia. Ela faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005, data que, coincidentemente, soma 13 (1+3+2+2+5 = 13)

i) Além disso, o intervalo entre a morte dos dois soma 49 dias. 4+9=13!

j) Por outro lado: 1+3+1+3 = 8, exactamente o número de dias após a sexta-feira santa

l) Assim Aquela que pelas 6 aparições nos 13 em Fátima transformou um número de azar num de felicidade, deu-nos a entender pela mística deste número que estava presente na passagem do 265º. Papa (2+6+5=13) para a eternidade.

B) 17
O atentado deu-se às 17.17h em Roma. Dezassete. Ano em que decorreram as aparições em Fátima.

IX - VISITAS A PORTUGAL


João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, 1991 e 2000 foram visitas apostólicas e em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou.

A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima. Em 14 de Maio, visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio, visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e, à tarde, viajou de helicóptero até o Porto, onde presidiu a uma Santa Missa celebrada junto à Câmara Municipal, na Avenida dos Aliados.

Em 2 de Março de 1983 fez uma escala em Lisboa na viagem à América Central.

De 5 a 13 de Maio de 1991, esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.

A sua última visita, em que beatificou os pastorinhos de Fátima, Jacinta Marto e Francisco, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima.

Vamos agora desenvolver a sua relação com a mensagem que nossa Senhora deixou em Fátima e, em particular, as suas visitas ao santuário de Fátima.


X - SOL


Foto 15


Quando se fala de profecias sobre os Papas, a primeira tendência é recorrer-se às profecias de S. Malaquias, que são compostas por uma frase para cada Papa. Quando se chega a João Paulo II, a sua frase é “De labore Solis”, que pode significar “Do trabalho ao Sol”.

Devido ao caso do dia 13 de Maio de 2011 em Fátima, este trabalho é dividido em duas partes:

- este centra- se sobre a palavra “Sol” (“Do trabalho ao SOL”)

- o próximo centra-se sobre a outra palavra: “trabalho”

Antes do caso do “milagre do Sol” acontecido em 13 de Maio de 2011 eis o que se dizia:

1) Carlos Wojtyla é de Cracóvia, lugar onde Copérnico estudou e

confirmou que era a Terra que girava em torno do Sol.

2) Além do mais, há uma coincidência no dia do seu nascimento: houve um eclipse parcial do sol.

3) Há uma terceira coincidência: no ano em que João Paulo II assumiu o trono pontifício, o sol estava entrando num período de solionensius (1978).

4) E foi enterrado em 8 de Abril de 2005, dia em que se deu um eclipse parcial no Oceano Pacífico

5) Outros diziam que a profecia se referia ao local de nascimento de João Paulo II, a Polónia, que fica no Leste Europeu. O Sol nasce no leste.

6) Finalmente, “trabalho do Sol” porque, assim como o Sol percorre todo o planeta, João Paulo II fazia o mesmo através das suas viagens.


Curioso como o Sol está presente nas principais fases da vida do beato João Paulo II:
a) nascimento

b) tomada de posse como Papa

c) enterro
Por último, lembremo-nos dos casos do Sol acontecidos em Fátima em dois 13 de Maio seguidos (2011 e 2012), tendo o primeiro, curiosamente, acontecido numa peregrinação em acção de graças pela beatificação de João Paulo II.
A) 13 de Maio de 2011
A generalidade das opiniões concentraram-se no halo do Sol (foto 16).

Mas as circunstâncias em que o caso se deu, apenas dá para se juntar às interpretações anteriores. Se não vejamos:

a) a peregrinação era em acção de graças pela beatificação de João Paulo II

b) O fenómeno deu-se antes da tradicional procissão do adeus. Havia 3 ecrans gigantes no Santuário.

Eram aproximadamente 12h 40m. Foi mostrado um vídeo de 13 minutos com relatos da vida de João Paulo II, como as três visitas que o Papa fez a

Fátima, em 1982, 1991 e 2000. O filme também relembrou o momento em que ele depositou a bala do atentado sofrido na Praça de São Pedro, no Vaticano, no altar de Nossa Senhora de Fátima, levando às lágrimas os milhares de fiéis. Quando as primeiras imagens surgiam nos ecrãs, as pessoas dirigiram o olhar para o céu para verem o que chamavam de “milagre do Sol”. Nesse momento, por alguns segundos, a televisão foi-se

abaixo, mas as imagens do santuário reapareceram pouco depois. Houve lágrimas a rolar na cara de muitos peregrinos que diziam ver um "milagre", enquanto muitos outros dirigiam os telemóveis para o Sol para

registar o momento em fotografia.

E em que consistiu?

Uma auréola, com as cores do arco-íris, circulava o Sol. O arco-íris era muito ténue, com cores suaves. A pupila do Sol era de uma cor-de-rosa intenso, e o anel exterior puxava para o amarelo-marron. Não havia nuvens. O calor era tão intenso que muitas pessoas se refugiaram debaixo das árvores. Devido à intensidade do calor, era impossível o arco-íris.

Outra coisa que espantou os peregrinos foi o aparecimento súbito de muitíssimas aves, que estavam descontroladas, que saíam das árvores onde estavam refugiadas.

Devido à intensidade do calor, havia um tapete liso de nuvens e cobriam o santuário desde a basílica até à igreja da Santíssima Trindade. Junto a esta

igreja houve pessoas que repararam que as nuvens formavam uma cruz.

Para só nos referirmos aos casos em que o Sol está/esteve relacionado com João Paulo II, não houve um eclipse do Sol (como no dia do seu nascimento). Não houve um eclipse parcial (como no dia do seu enterro). Mas houve um fenómeno invulgar relacionado com o Sol, no dia em que o santuário homenageava o novo beato, e mais precisamente quando se estava a começar a dar um filme sobre ele.



Foto 16
B) A visão do milagre do Sol
Aconteceu em Roma em Agosto de 1981. Em 13 de Maio de 1981, durante uma audiência papal a céu aberto na Praça de São Pedro, o Papa João Paulo II abaixou-se para abraçar uma menina que estava vestida com um pequeno retrato de Nossa Senhora de Fátima. Naquele preciso momento, Ali Agca, um assassino turco, disparou dois tiros em direcção à sua cabeça, a curta distância. As balas erraram o Papa mas acertaram dois peregrinos

que estavam próximos. Agca disparou novamente atingindo o Papa no abdómen. Se ele não se tivesse abaixado para abraçar aquela menina usando o retrato de Maria, aquelas duas balas teriam varado o seu crânio

matando-o instantaneamente. Como foi, levou seis meses para que ele se recuperasse totalmente das feridas. Enquanto ele convalescia na Policlinica de Roma, João Paulo II tornou-se ainda mais orante. Ele orou a nossa Senhora de Fátima, já que ele estava convencido de que foi a intercessão directa dEla que salvou a sua vida. Ele releu os três Segredos que a Senhora de Fátima deu às três crianças em 1917 e que foram finalmente registados em forma escrita pela Irmã Lúcia no final dos anos 30 e ele instruiu o Bispo Pavol Hnilica, um Bispo eslovaco que fora ordenado secretamente enquanto sacerdote na Checoslováquia comunista, para enviar todos os documentos da Igreja sobre os eventos de Fátima para sua revisão. O Papa também despachou a Irmã Maria Ludovica para Fátima para se encontrar com o Bispo emérito João Venâncio. O propósito deste encontro nunca foi revelado. Foi enquanto ele estava neste estado de espírito na Policlinica que Papa João Paulo II testemunhou o inexplicável MILAGRE DO SOL visto originalmente em Fátima sessenta e cinco anos antes. Mais ainda, ele recebeu uma visão do futuro relacionada com o terceiro segredo de Fátima ao mesmo tempo que o milagre do sol acontecia. Quais eram os conteúdos da sua visão? Somente o Papa João Paulo II sabe. De qualquer modo, o Bispo Hnilica relatou na época da saída do Papa da Policlinica, que o Papa lhe disse: “Eu cheguei à compreensão de que o único modo de salvar o mundo da guerra, de salvá-lo do ateísmo, é a conversão da Rússia de acordo com a mensagem de Fátima.” É razoável suspeitar que, desde a época desta visão, ele tenha agido de acordo com o que ele acredita que sejam os desejos Celestes.

P.S. É natural que haja quem ache que João Paulo II não tenha visto o milagre do Sol, pois é um facto que não é conhecido. Mas é possível que se tenha dado, por um motivo muito simples. O beato João Paulo II, para além dos milagres que fez em vida, também teve milagres extraordinários, ou seja, viu nossa Senhora praticamente todos os dias, há fotografias em que ele aparece com os pés, não no chão, como seria normal, mas uns 30 centímetros acima do solo, o caso da fotografia em que ele aparece nos braços de nossa Senhora imediatamente a seguir ao atentado na Praça de S. Pedro… E qual era a reacção dele a estes casos? Exigia silêncio absoluto. Que ninguém saiba deste caso, daquele caso, e ainda daquele outro… Só agora, depois da morte, a pouco e pouco, é que se vai sabendo das coisas. Por isso não custa acreditar que ele tenha visto o milagre do Sol.


C) O trabalho ao Sol
“De labore solis” traduzido dá “Do trabalho ao Sol”.

João Paulo II era um trabalhador e viajou ao redor da Terra. Ele é interpretado como aquele que vem do leste ou como o Papa de um grande e prolongado trabalho. É também de opinião popular que o lema que lhe é atribuído decorre do facto de ser um dos únicos papas que já teve que trabalhar fisicamente. Vimos isso ao longo do seu pontificado. Aliás, quando ele tomou posse a 22 de Outubro de 1978, dizia um polaco: “Agora vocês vão ver o que é trabalhar”. Foi o que aconteceu.




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