I primeiros anos



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10. Quero-te amar

Mas eu só sei cantar:

Avé Maria!

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XV – ORAÇÕES

a) Dia Litúrgico

Normalmente, o dia em que se celebra um certo santo é o dia da sua morte, ou seja, o dia do seu nascimento para o Céu.

Normalmente. Mas nem sempre. Há santos que são celebrados no dia da sua beatificação. Também no dia do seu nascimento (aqui, com grande destaque, o nascimento de Jesus, a 25 de Dezembro, de nossa Senhora, a 8 de Setembro, e de S. João Baptista, a 24 de Junho). Embora os casos sejam raros, para além dos referidos, há também santos que são celebrados no dia do seu nascimento.

Em relação a João Paulo II, escolheu-se para seu dia o dia 22 de Outubro, pois foi a 22 de Outubro de 1978 que ele foi coroado, tomando posse como Papa.

b) Oração da coleta (Santa Missa)


Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o beato João Paulo II para governar a Vossa Igreja como papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos século.
c) Para pedir graças
Ver página 179.

d) Terço doloroso

(tirado da sua vida)
1) Agonia de Jesus
Um artigo de Tadeusz Styczen,aparecido no "Osservatore Romano" de 18 de Novembro de 1983, fornece-me um importante assunto de meditação. Ele intitula-se: "Recuperar o tempo perdido. A oração do Jardim das Oliveiras prossegue hoje". Neste artigo, Styczen relata o facto de que "o cardeal Wojtyla, pregando no Vaticano, em 1976, os Exercícios Espirituais da Quaresma, tinha atraído a atenção de Paulo VI para o total abandono de Jesus no Jardim das Oliveiras. Nessa altura, ele disse ao Papa que a Igreja deveria assumir esta responsabilidade de voltar a encontrar a possibilidade singular dada aos homens no Jardim das Oliveiras, de confortar o Homem-Deus". Quando Carlos Wojtyla foi eleito Papa, Styczen pensou: :"Deus tomou a sério o apelo do cardeal-arcebispo de Cracóvia. Ele ouviu-a, só com a diferença de que o Espírito Santo mudou o destinatário do pedido: de Paulo VI a João Paulo II". E, comentando o estado actual do Papa, Styczen diz: "Penso que, na hora actual, se torna visível o contraste entre o Papa, curvado ao peso da Cruz e a força do Espírito, graças à qual ele carrega esta Cruz. Ele mostra-nos claramente, através da fragilidade do seu corpo, Aquele ao lado de quem ele quer permanecer no Jardim das Oliveiras para, com todos os que sofrem, confortar a Deus em nome de todos. Ele quer, tornar possível o impossível: apanhar para todos nós a ocasião perdida pelos primeiros

representantes da Igreja, entre eles o próprio Pedro. Liberto do medo seja perante quem for, por amor a Jesus e a cada um de nós, em Jesus, ele leva

Jesus ao homem. Ele leva-O com dificuldade, num corpo frágil, ele leva-O até mesmo mesmo àquele que O recusa. Todos se dão conta disso: "Eis o nosso Papa, que nunca se cansa no esforço de levar Jesus e de dar esperança!"

2) Flagelação de Jesus


1 - O livro, intitulado “Why a Saint?” (Por que um santo?), escrito por monsenhor Slawomir Oder, vice-postulador da causa de beatificação e canonização de João Paulo II, inclui alguns documentos inéditos. O livro revela que, mesmo quando não estava doente, João Paulo se flagelava, algo que no cristianismo é conhecido como mortificação, para sentir-se mais próximo de Deus.

"Tanto em Cracóvia como no Vaticano, Karol Wojtyla flagelava-se", escreve Oder no livro, citando depoimentos de pessoas do círculo mais próximo de João Paulo na época em que ainda era bispo em seu país de origem, a Polónia, e depois de ser eleito papa, em 1978. "Em seu armário, em meio a suas vestimentas, um tipo especial de cinto ficava pendurado num cabide, e ele o usava como açoite", escreve Oder.


2 - Revelação feita pela Irmã Tobiana Sobodka, uma religiosa polaca que durante mais de vinte anos serviu de perto João Paulo II, e consta do processo de beatificação. "Ele submetia-se, com alguma frequência, a penitências físicas", revelou a religiosa, sublinhando que tal acontecia no seu apartamento privado no Vaticano e na residência de férias de Verão, no Castelo de Gandolfo.
As declarações da religiosa polaca, da Ordem do Sagrado Coração de Jesus, foram publicadas no jornal italiano ‘La Stampa’ e constam do volumoso processo de beatificação do ‘Papa da Solidariedade’, que decorre na Congregação para as Causas dos Santos.
Referindo nunca ter visto o Papa chicotear-se, a Irmã assegura que o ouviu várias vezes. "Nós conseguíamos ouvir. Estávamos no quarto ao lado, no Castelo de Gandolfo, e ouvíamos o som dos golpes quando ele se flagelava. Fê--lo com alguma regularidade, enquanto teve forças para se movimentar por ele próprio", afirmou Tobiana Sobodka.
Os castigos físicos, que João Paulo II utilizaria como forma de remissão dos pecados, são também confirmados pelo bispo Emery Kabongo, que foi vários anos secretário pessoal do Papa.
Segundo o prelado, "[João Paulo II] castigava-se numa situação específica, ou seja, antes da ordenação de bispos e de padres. Com vista à ministração dos sacramentos, preparava-se e pedia perdão a Deus dessa forma".
"Eu nunca vi, mas várias pessoas me disseram que sim", afirmou D. Emery Kabongo, num depoimento que também integra o processo de beatificação de João Paulo II.

3) Jesus é coroado de espinhos


(Por Susana Tassone)-Um dia, nos anos 80 vi um filme sobre a vida de João Paulo II. Sem me aperceber, a minha maneira de pensar e as minhas crenças sobre a nossa fé afundaram-se no meu coração. Anos depois, em

11 de Abril de 1999 e 26 de Abril de 2000 eu teria o grande privilégio de me encontrar com João Paulo II não numa mas em duas ocasiões. Eu ouvi a sua Missa privada em ambas as visitas. Essas duas visitas mudaram a minha vida para sempre. Não há palavras que descrevam o ouvir a Missa privada do Santo Padre. A santidade do Papa, a sua oração profunda horas antes da santa Missa, a Eucaristia celebrada por ele está inscrita no meu coração para sempre. O odor de santidade era tão rico que poderiamos cortar em dois. O seu secretário privado, o bispo Dzwiscz, vestiu o Santo Padre mesmo diante dos nossos olhos. Que sensação ouvir as orações e o canto das religiosas polacas que cuidam dele. Sentei-me mesmo atrás do Papa João Paulo e desde aí não havia genuflexórios, tive que pendurar na sua cadeira onde a sua vestimenta estava colocada. Ele parecia tão forte. Os seus membros eram largos como se estivesse a transportar o mundo. Reparei também que o Corpo de nosso Senhor não tinha a coroa de espinhos. Disseram-me que a coroa de espinhos está na cabeça do Papa e que ele a transporta. Eu podia-me ouvir a dizer:"não mais o pecado não mais o pecado. Estais em terra santa". Vós fostes enroscados na presença de Deus e na presença de um santo. Infelizmente foi a Missa mais curta que eu ouvi. Eu queria que continuasse para sempre."


4) Jesus leva a cruz a caminho do Calvário
A) O sacerdote diocesano de Roznada (Eslováquia), Jarek Cielecki, recorda que nos seus apartamentos o Papa tem uma Via Sacra em cuja quinta estação não aparece a imagem do CIRENEU, o homem que ajudou Jesus a levar a cruz, mas aparece o próprio João Paulo II. "O Santo Padre LEVARÁ A CRUZ enquanto viver – acrescenta – o Papa não se demite, só Deus pode

fazer isso"

B) O Arcebispo de S. Salvador, D. Fernando Sáens Lacalle, assegurou que o Papa João Paulo II está dando um testemunho de santidade com a sua vida. O Papa "é um santo em vida, mas muito excepcional e isto tem um significado divino que nós não entendemos bem, mas é um facto",afirmou D. Sáens Lacalle numa roda de imprensa, logo após a Santa Missa dominical. Segundo o Prelado, desde o 13 de Maio de 1981,o dia do atentado (perpetrado pelo turco Ali Agca),o Santo Padre não deixou de ter dor física no seu corpo, já seja pelas causas do mesmo atentado e por todas as complicações que surgiram, depois por posteriores QUEDAS ou problemas que houve. Também indicou que as suas complicações de saúde se devem a "um querer de Deus de tê-lo muito perto de Jesus Crucificado e assim levou à frente o desempenho da sua missão e está a fazê-lo agora". O Arcebispo comentou que o Papa cedeu a outros sacerdotes a realização de todos os actos religiosos da Semana Santa no Vaticano "mas a Via Sacra da Sexta-Feira Santa não a delegou, acredito que deve ter especial interesse em participar de algum jeito neste acto tão interessante, não esqueçamos que ele está muito unido a Jesus na Cruz, ESTÁ CARREGANDO A CRUZ". D. Sáens Lacalle assegurou que "o Papa é uma pessoa atlética com um organismo fortíssimo, o sistema cardíaco, pulmonar e o seu organismo é forte. Mas Deus permitiu que haja fracturas de ossos, quedas, Deus permitiu que tenha o Parkinson que afecta a capacidade de falar correctamente, mas tem um organismo forte"

C)As balas que trespassaram o corpo de João Paulo II em 13 de Maio de 1981 marcaram o resto do seu pontificado. Nesse dia, Ali Agca atirou a matar, mas provocou apenas danos graves no aparelho digestivo com a rotura do cólon, na mão esquerda e no braço direito. Durante cinco horas



foi operado aos intestinos e a equipa médica viu-se obrigada a retirar cerca de um metro de intestino e implantar um ânus artificial. Um mês decorrido desta operação o Santo Padre regressou ao hospital devido a uma infecção. Em Agosto do mesmo ano foi submetido a uma colostomia, onde lhe retiraram o ânus artificial.

Ainda decorrente dessas intervenções, ficou a saber-se mais tarde que tinha contraído o vírus citamegalovirus devido às transfusões de sangue que recebeu. A saúde física de João Paulo II nunca mais foi a mesma. Apesar de os anos seguintes não terem trazido grandes dissabores, as marcas estavam lá e, mais cedo ou mais tarde, iriam começar a degradar as capacidades do Santo Padre. E assim foi. Em 12 de Julho de 1992, regressou à mesa de operações depois de lhe ter sido diagnosticado um tumor no cólon, do tamanho de uma laranja. Este era benigno, mas são cortados mais 20cm de intestino e reaberta a cicatriz da operação de 1981. Curiosamente, durante a intervenção, os cirurgiões observaram alguns cálculos na vesícula biliar e resolveram removê-los. Por esta altura, João Paulo II sofria de problemas ósseos e estava cada vez mais fragilizado. Em 11 de Novembro de 1993, mais uma operação e um sinal de futuro de dor que se aproximava. Desta vez, o Papa caiu depois de uma audiência no Vaticano e o resultado foi uma luxação traumatológica do ombro direito. No ano seguinte, nova queda e nova operação. O Sumo Pontífice encontrava-se na casa de banho dos seus aposentos quando caiu e fracturou o fémur direito, tendo-lhe sido implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Em 8 de Outubro de 1996, mais uma intervenção cirúrgica, a sexta. Desta vez, o problema foi uma apendicite crónica, apesar de rumores que corriam sobre uma possível infecção no pâncreas. Contudo a informação oficial referia que o Papa há muito que sofria com uma apendicite crónica e que a operação era o melhor para resolver a situação, removendo o apêndice. No ano 2000 começa a debater-se mais intensamente a questão da renúncia de João Paulo II. A descoberta dos sintomas da doença de Parkinson, a enfermidade que pode levar à demência, levam a grandes movimentações no seio da Igreja Católica. Segundo a "Newsweek", Abraham Liebermann, director da Associação de Parkinson norte-americana, estudou minuciosamente várias imagens do Papa e acredita que os primeiros sinais da doença se manifestaram em 1986. Nesse ano, os movimentos começaram a ser começaram a ser cada vez mais lentos e chegou mesmo a ficar paralisado durante breves minutos(...) Em Março de 2002 é diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial, que utiliza para presidir às celebrações e outros actos. Além disso, tem dificuldades na fala, o que acentua, como nunca antes, a questão da renúncia. Ao fim de 23 anos de pontificado, João Paulo II é incapaz de presidir à Santa Missa de Domingo de Ramos, cerimónia que dá início à Semana Santa. O percurso da Via-Sacra, que devia ser percorrido pelo Papa, não foi efectuado e apenas recebeu a cruz de madeira na sua cadeira. Em Setembro desse ano, durante a visita à Eslováquia, já são visíveis as dificuldades de João Paulo II para respirar e mover-se. Nesse mês tem que anular uma audiência geral devido a oclusão intestinal.
5) Jesus morre na cruz
A) (Arcebispo João Foley, Presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais) Uma das minhas mais vividas recordações dos últimos dias do nosso ultimo Santo Padre João Paulo II foi durante a Via sacra de Sexta Feira Santa em que ele participou vendo o serviço no Coliseu na televisão na sua capela. A câmara de televisão na sua capela estava atrás dele para que ele não fosse perturbado ao tomar parte nesta cerimónia em que sempre tomou parte pessoalmente (...) A certa altura, perto do fim da Via Sacra, alguém pôs um crucifixo um pouco maior no joelho do Santo Padre, e ele estava a contemplar amorosamente a figura de Jesus. Às palavras "Jesus morre na cruz" o Papa João Paulo puxou o crucifixo para ele e abraçou-o. Pensei para mim mesmo: Que linda homilia sem palavras! Como Jesus, o Papa João Paulo II abraçou a cruz; de facto, ele abraçou o crucifixo, a cruz com Jesus. Como vos lembrais, durante muitos anos, muita gente sugeriu que o Papa João Paulo II deveria resignar. O Santo Padre dizia: JESUS NÃO DESCEU DA CRUZ".O Papa João Paulo II ensinou-nos que há muito mais para o papado do que falar, escrever, saudar as pessoas e viajar – embora certamente ele tenha feito muito disso tudo. O Papa João Paulo II ensinou-nos como viver, COMO SOFRER e COMO MORRER
B) No dia 1 de Fevereiro de 2005, por volta das 22.50h, João Paulo II já tinha sido internado devido a uma forte gripe que lhe provocou graves problemas respiratórios. O primeiro sinal de alerta foi dado pelo intercomunicador presente na sua mesa de cabeceira. O aparelho está sempre ligado para que, fora do quarto, os assistentes oiçam a sua respiração. E não gostaram do que ouviram. No entanto, o entanto, o seu médico pessoal, Renato Buzzonneti, e o seu secretário particular, o bispo Stanislaw Dziwisz, demoraram quatro horas para conseguir convencê-lo a deslocar-se ao hospital. Mais alguns instantes e a espera teria sido fatal.

"Se tivesse chegado dez minutos mais tarde, teria morrido" escreveu Roberto Moyniahan, editor da revista católica "Inside the Vatican". A 7 de Fevereiro, o Papa surgiu à janela do quarto onde estava internado, para alegria dos fiéis. Apesar da fragilidade, ainda conseguiu proferir a bênção do Angelus enquanto saudava a multidão. Após dez dias de clínica, regressou ao palácio do Vaticano visivelmente debilitado. Pela primeira vez em 27 anos, foi obrigado a faltar às cerimónias do início da Quaresma. Ao contrário do que muitos esperavam, a recuperação do Santo Padre acabaria por complicar-se. Em 10 de Fevereiro, na sequência de um processo gripal, padece de laringo-traqueíte aguda, pelo que volta à clínica Gemelli acontece duas semanas depois, a 13 de Fevereiro. Todas as manhãs, o Papa João Paulo II tem de se submeter a um tratamento delicado: uma aspiração mecânica aos brônquios. Sempre que precisa de tossir, os enfermeiros em Roma, colocam-lhe uma sonda que passa pela traqueia e suga os fluidos concentrados nos pulmões. O processo pode durar 10 a 30 minutos e tem de ser feito entre 3 e 6 vezes por dia, mas em princípio não é doloroso.

"Não é preciso é anestesia. O tratamento só causa incómodo ao doente", explica Luís Telo, médico pneumologista do Hospital Pulido Valente.

Os problemas respiratórios são os mais frequentes. Os músculos que controlam a respiração deixam de funcionar devidamente e os doentes têm dificuldade em tossir, o que torna as infecções mais comuns porque não há maneira de expulsar as impurezas. A aspiração mecânica é a única forma de o fazer. Internado para fazer uma traqueostomia, os médicos abriram-lhe uma traqueia e inseriram uma cânula, um tubo mecânica é a única forma de o fazer. Internado para fazer uma traqueostomia, os médicos abriram-lhe uma traqueia e inseriram uma cânula, um tubo mecânica é a única forma de o fazer. Internado para fazer uma traqueostomia, os médicos abriram-lhe uma traqueia e inseriram uma cânula, um tubo que permite a passagem de ar para os pulmões. O objectivo é facilitar a respiração e a aspiração dos pulmões. Em declarações à revista "Newsweek", o director da Associação de Parkinson norte-americana, Abraham Lieberman, diz que "uma pessoa normal respira 14 a 18 vezes por minuto, o Papa deve respirar o dobro". Como só consegue fazer consegue fazer inspirações curtas, os músculos do aparelho respiratório estão exaustos.

A noite é um suplício para João Paulo II. Aos 84 anos, dorme sentado. Com as costas da cama praticamente na vertical, para poder respirar melhor. No hospital, os médicos têm ainda a preocupação de lhe pôr a cabeça ligeiramente levantada. No quarto onde está agora, o Papa encontra-se quase imóvel. Começou recentemente a fazer fisioterapia para os braços e pernas, mas na maior parte do tempo descansa numa cama especial. Dotada de um sistema eléctrico avançado, permite aos enfermeiros mover o paciente em várias direcções. Além disso, os tubos do soro podem passar debaixo da cama para ninguém lhes mexer. No Gemelli, as refeições e os horários passaram a ser rigorosamente controlados pelos médicos. O porta-voz do Vaticano, Joaquim Navarro-Valls, anunciou que o Papa está limitado a uma dieta semilíquida. O menu foi reduzido a sopas leves e verduras cozidas. A comida é quase toda batida. "Os pacientes têm problemas a mastigar, a engolir e a beber", diz Maria de Lurdes Gaudich, presidente da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

A Irmã Giuseppina, a governanta polaca de João Paulo II há mais de 30 anos, é a responsável pelos cozinhados. Foi ela que no dia seguinte à traqueostomia lhe preparou o café com leite e os 10 biscoitos salgados que comeu na Policlínica Gemelli. Um pequeno-almoço diferente daquele a que estava habituado: no Vaticano costumava beber um cappuccino e comer um croissant.

(...) Para combater o avanço da doença de Parkinson, o Papa toma todos os dias um medicamento chamado Levodopa. "É usado para atenuar os tremores e a rigidez muscular. Estimula o movimento e diminui o excesso de salivação comum nestes doentes", explica Maria de Lurdes Gaudich. Quando as pessoas têm dificuldade em engolir, como é o caso do Papa, o comprimido tem de ser ingerido dissolvido na água ou misturado na comida.

Em 2004 o jornal britânico "The Times" divulgou que João Paulo II não aparecia em público sem antes levar uma injecção de apomorfina, um medicamento forte usado nas fases mais avançadas da doença. É injectável no braço ou na barriga, demora poucos minutos a fazer efeito e ajuda a recuperar alguma liberdade de movimentos. Na fase inicial da doença, o efeito pode durar até 24 horas. Mas, à medida que a doença avança, a eficácia diminui. Em doentes terminais é ligada uma bomba difusora ao braço, que está sempre a injectar o líquido. Ambos os medicamentos podem causar alergias, náuseas, sonolência e vómitos. O Papa toma também comprimidos feitos de extracto de papaia para fortalecer o sistema imunitário.

Em declarações à revista "Newsweek", Henrique Fazzini, médico especialista em Parkinson e professor da Universidade de Nova Iorque, afirmou que foi contactado há nove anos por elementos do Vaticano, preocupados com os tremores de João Paulo II e a quererem saber qual o melhor tratamento. De dia para dia, a fragilidade do corpo e a perda de equilíbrio tornam as quedas mais frequentes.

"O Papa corre o risco de morrer de uma queda ou de alguma infecção. Ele já não tem os reflexos ou a força necessária para parar antes de cair para o chão", diz o especialista. (...) Só há cinco anos o Vaticano anunciou que João Paulo II sofria de Parkinson. Mas os problemas na fala e o discurso arrastado eram sinais evidentes de que a doença se encontrava já num estado avançado.

A doença atrofiou-lhe os movimentos, mas não a consciência. O Papa está lúcido. "Os doentes percebem tudo quando falamos com eles. Têm é mais dificuldade de expressão, pois os músculos que controlam a fala são afectados", explica a Presidente da Associação Portuguesa de doentes de Parkinson.

O internamento traz novos perigos, especialmente o risco de contrair infecções hospitalares. Alguns estudos internacionais revelam que um em cada três doentes internados. Com mais de 80 anos, sai do hospital com a saúde mais debilitada do que quando entrou. "O Papa deve ficar num ambiente protegido, em especial nos primeiros dias a seguir à operação para evitar a colonização das vias respiratórias com bactérias que podem causar infecções", diz Luís Telo. O especialista diz ainda que pode ser colocado um filtro na entrada do tubo de respiração para atenuar esse

problema.

Agora, João Paulo II ainda está a recuperar a fala. E usa uma caneta e um bloco de notas para comunicar. No dia seguinte à operação à traqueia, as primeiras palavras que escreveu foram: "O que me fizeram?" e em latim dirigiu-se à Virgem Maria: "Totus Tuus"(Sou todo teu). Agora melhorou com as sessões de fisioterapia para tentar recuperar a voz. A 24 de Fevereiro, é submetido a uma traqueostomia, com o fim de facilitar a respiração. A 27 ficou mudo pela primeira vez em 26 anos de pontificado. Era o dia da oração do Angelus que ficou a cargo do arcebispo Leonardo Sandri. Mesmo assim, voltou a surpreender toda a gente ao aparecer na janela do 10º. Andar do hospital. A sua presença durante um minuto entusiasmou os fiéis. Abençoou a multidão, pôs a mão direita na garganta e voltou para o quarto.

A 13 de Março regressou ao Vaticano, após 18 dias de internamento. Pela primeira vez em toda a história do seu papado, as cerimónias da Páscoa celebraram-se sem a sua presença. Nesse dia, 27 de Março, quando se preparava para ler um discurso aos fiéis, comove tudo e todos ao ser incapaz de ler uma palavra. A impossibilidade de sair do Vaticano obrigou-o ainda a assistir pele televisão à procissão da Via sacra, no Coliseu de Roma. No dia 30 de Março (4ª. Feira) voltou a aparecer à janela do seu apartamento privado no Vaticano para saudar os fiéis. Apesar dos esforços evidentes, a voz falhou pela segunda vez, impedindo-o de se dirigir aos católicos que assistiam à sua aparição, limitando-se a fazer mais uma bênção silenciosa. Na tarde do último dia de Março (6ª. Feira) recebeu, pela segunda vez na sua vida a Extrema-Unção. Foi-lhe implantada uma sonda nasogástrica para facilitar a alimentação o que lhe provocou uma

infecção que provocou episódios de febre muito alta. A sua saúde agravava-se e os médicos esperavam que a sua morte se desse na sexta-feira mas atribui-se a sua resistência à sua extraordinária força física e sobretudo ao seu sistema circulatório. Nos piores momentos, o Papa ultrapassou o seu sofrimento com uma admirável serenidade. Os seus

esforços para participar nas liturgias repetiram-se durante todo o dia, inclusive na via-sacra. O Pontifice sofria ao peso da sua cruz. "O Papa está lúcido, extraordinariamente sereno, com dificuldade para respirar". No dia seguinte, Navarro Valls comunicou que João Paulo II dedicou aos jovens a seguinte frase, que pronunciou com dificuldade: "Busquei- vos. Agora vós vindes a mim e vos dou graças". O Papa também escreveu uma nota às religiosas encarregadas de cuidarem dele, a quem chamava "meus anjos": "não choreis, ainda estou convosco". Eram as notícias mais alentadoras e esperançosas da saúde de um Papa que se ia apagando. Largas horas de uma agonia cujo final se aproximava.

"Já vê e toca o Senhor", disse o cardeal Camillo Ruini. "Abandonou-se à Vontade de Deus", acrescentou o purpurado encarregado de anunciar a sua morte. No sábado passou com a maior das preocupações. Os mais próximos colaboradores despediram-se, e agradeceram todas as obras do seu pontificado. O cardeal José Ratzinger assegurou: "Está a morrer. Está consciente de que está a ponto de passar para as mãos de Deus e despediu-se de mim pela última vez".

O secretário do Papa disse que as últimas palavras que ele ouviu o Papa a dizer foram "Totus tuus", o mote latino do Pontifice para "Totalmente vosso", consagrando-se a Maria.

Uma religiosa que estava próximo de João Paulo nas últimas horas do pontífice disse que ouviu o Papa a dizer: "Deixai-me ir para o Senhor".

"Estávamos a seu lado nos seus últimos momentos", disse o seu secretário, o bispo Dziwisz. "Para ele, a morte era realmente uma passagem de uma sala para outra, de uma vida para outra." Morreu nesse dia, 2 de Abril, 1º. Sábado do mês, às 21.37h (hora de Itália) e véspera da Misericórdia de Deus.
e) Rosário
e 1) Mistérios gososos
1) Anunciação do Anjo
Meditação
Sim é a resposta sempre pronta e espontânea de João Paulo II ao Senhor. Como Maria, cuja devoção sempre o acompanha, cujo exemplo sempre prega. João Paulo II toda a vida disse, por palavras ou por gestos: “Eis aqui o escravo do Senhor”

O projecto de Deus é o seu projecto. Aceitá-lo e levá-lo por diante , consubstanciou-se em cada palavra, em cada sorriso, em cada olhar, em cada gesto.

“Com obediência de fé em Cristo, meu Senhor, e confiando na Mãe de Cristo e da Igreja, não obstante as muitas dificuldades, eu aceito”

(“Redemptor Hominis”, 2) – com estas palavras aceitou, no dia 16 de Outubro de 1978, o ministério petrino que a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, lhe confiava.

Um sim que não foi apenas formal, mas que viveu – com humildade e simplicidade, generosidade e empenho, alegria e entusiasmo, que se lhe conhece e reconhece – ao longo do pontificado, ao longo da vida… Como sempre, sim…
Textos
“A história da minha vocação sacerdotal? Conhece-a, sobretudo. Deus. Na sua dimensão mais profunda, cada vocação é um grande mistério, é um dom que supera infinitamente o homem” (“Dom e Mistério”)

“Queridos jovens do século que começa, dizendo ‘sim’ a Cristo, dizeis ‘sim’ a cada um dos vossos mais nobres ideais. Eu peço a Cristo que reine nos vossos corações e na humanidade do novo século e milénio. Não tenhais medo de vos entregar a Ele: guiar-vos-á e dar-vos-á força para O seguirdes cada dia em todas as situações” (“Tor Vergata”, 19 de Agosto de 2000)


2) Visitação de nossa Senhora a Sua prima Santa Isabel
Ao encontro dos povos…
Meditação
Sucessor de S. Pedro e discípulo de S. Paulo, João Paulo II percorreu o mundo levando o Santo Evangelho, levando palavras de paz e de amor.

A 25 de Janeiro de 1979, Festa da Conversão de S. Paulo, João Paulo II partiu, pela primeira vez, rumo à República Dominicana e ao México. Nos anos seguintes foi a mais de 100 países e contactou milhões de pessoas.

“Ai de mim se não evangelizar” (1 Cor 9, 16), podê-lo-emos imaginar exclamando com S. Paulo. Como Maria, João Paulo II, diligente e disponível, partiu apressadamente.
Textos
“O Papa (…) vai como mensageiro do Evangelho para os milhões de irmãos e de irmãs, que crêem em Cristo, quer conhecê-los, abraçá-los, dizer a todos que Deus os ama, que a Igreja os ama, que o Papa os ama. E para deles receber o encorajamento e o exemplo da sua bondade, da sua fé.” (“Fiumicino”, na partida para a primeira viagem apostólica, 25 de Janeiro de 1979)

“Com esta viagem apostólica venho, em nome do Senhor, para vos confirmar na fé, animar na esperança, estimular na caridade, a fim de compartilhar o vosso profundo espírito religioso, os vossos afãs, alegrias e sofrimentos, celebrando, como membros de uma grande família, o mistério do Amor divino (…). Venho, como peregrino do amor, da verdade e da esperança, com o desejo de dar um novo impulso à obra

evangelizadora que, mesmo no meio de dificuldades, esta Igreja local mantém com vitalidade e dinamismo apostólico, caminhando rumo ao Terceiro Milénio cristão.” (Havana, 21 de Janeiro de 1998)
3) Jesus nasce em Belém
Meditação
“Na realidade, só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem.” (“Gaudium et Spes”, em cuja redacção colaborou activamente o então Arcebispo Wojtyla).

Jesus, Redentor do homem, é o cerne de todo o seu ser, de toda a sua acção, de toda a sua vida.

Levar Jesus a cada ser humano e cada ser humano a Jesus é a sua missão.

Jesus que, conforme proclamou por ocasião do Grande Jubileu do ano 2000, é o mesmo ontem, hoje e sempre (Heb 13, 8)

“O Menino recém-nascido, indefeso e totalmente dependente dos cuidados de Maria e de José, confiado ao amor deles, é a inteira riqueza do mundo. Ele é o nosso tudo!
Textos
Neste Menino – o Filho que nos foi dado – encontramos repouso para as nossas almas e o verdadeiro Pão que nunca falta – o Pão eucarístico pronunciado também no próprio nome desta cidade: Beth-lehem, a casa do pão” (Belém, Praça da Manjedoura, 22 de Março de 2000)

“Jesus Cristo é a via principal da Igreja. Ele mesmo é a nossa via para a “Casa do Pai” e é também a via para cada homem. Por esta via que leva de Cristo ao homem, por esta via na qual Cristo Se une a cada homem, a

Igreja não pode ser entravada por ninguém. Isso é exigência do bem temporal e do bem eterno do mesmo homem. Por respeito a Cristo e em rezão daquele mistério que a vida da mesma Igreja constitui, esta não pode permanecer insensível a tudo aquilo que serve o verdadeiro bem do homem, assim como não pode permanecer indiferente àquilo que o ameaça” (“Redemptor Hominis, 13)
4) Apresentação de Jesus e purificação de nossa Senhora
Meditação
“Família, torna-te aquilo que és!” (“Familiaris Consortio, 17)

É a família, a Sagrada Família, que leva o Menino ao Templo.

É a família, que o jovem Lolek viu partir tão prematuramente, que João Paulo II incansavelmente defende, incansavelmente exorta.

A família – Ecclesia domestica – é o berço, o viveiro e o centro da Igreja e da sociedade. Ali crescem os filhos, ali servem os esposos e progenitores, ali encontram protecção e conforto os anciãos.

A educação, humana e eclesial dos filhos, é missão primacial e
irrenunciável da família. O desenvolvimento integral dos filhos é, para os

pais, autêntica vocação ao serviço.


Textos
“Todos os membros da família, cada um segundo o dom que lhe é peculiar, possuem a graça e a responsabilidade de construir, dia-após-dia, a comunhão de pessoas, fazendo da família uma ‘escola de humanismo mais completo e mais rico’: é o que vemos surgir com o cuidado e o amor para com os mais pequenos, os doentes e os anciãos, com o serviço recíproco de todos os dias, com a co-participação nos bens, nas alegrias e nos sofrimentos” (“Familiaris Consortio, 21”)

“É, pois, indispensável e urgente que cada homem de boa-vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família.

Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial neste campo. Conhecendo perfeitamente, pela fé, o maravilhoso plano de Deus, eles têm mais uma razão para se dedicar à realidade da família neste nosso tempo de prova e de graça.” (“Familiaris Consortio, Conclusão)
5) Perda e encontro do Menino Jesus no templo entre os doutores
Meditação
João Paulo II é uma pessoa de fé e de cultura, não teme a ciência ou o conhecimento: procura-os, dialoga com eles…

Galileu escreveu que as duas verdades, de fé e de ciência, nunca se podem

contradizer. João Paulo II, que o reabilitou, exortou a ciência e o conhecimento a estar sempre ao serviço do homem, a guiar-se por

parâmetros éticos, a visar o supremo bem e a verdade.

Textos
“A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio” (“Fides et Ratio”

“Deus gosta de ser ouvido no silêncio da criação, na qual a inteligência percebe a transcendência do Senhor da criação. Todos os que procuram

compreender os segredos da criação e os mistérios do homem devem estar prontos a abrir a própria mente e o seu coração à verdade profunda que ali se manifesta e que ‘leva o intelecto a dar o próprio consenso’ (Santo Alberto Magno, Comentário sobre João 6, 44).

Caros cientistas, grande é a responsabilidade a que sois chamados. A vós é pedido que actueis ao serviço do bem de cada pessoa e da inteira humanidade, sempre atentos à dignidade de todo o ser humano e ao respeito pela criação. Toda a abordagem científica tem necessidade de um apoio ético e de uma sábia abertura a uma cultura respeitosa das exigências das pessoas” (Jubileu dos Cientistas, 25 de Maio de 2000)


e 2) Mistérios Luminosos
Baptismo de Jesus no Jordão
Meditação
Santa e pecadora, a Igreja carecia de purificar a sua memória, carecia de reconciliar-se Ela própria com o Pai, carecia de pedir perdão.

João Paulo II clamou: “nunca mais a contradição à caridade no serviço da verdade. Nunca mais os gestos contra a comunhão da Igreja. Nunca mais as ofensas em relação a qualquer povo. Nunca mais os recursos à lógica da violência. Nunca mais as opressões, o desprezo dos pobres e dos últimos” (Dia do Perdão, 12 de Março de 2000).


Textos
“Nesta perspectiva, pode-se afirmar que o Concílio Vaticano II constitui um acontecimento providencial, através do qual a Igreja iniciou a preparação próxima para o Jubileu do segundo milénio. Trata-se, realmente, de um Concílio semelhante aos anteriores, e todavia tão diferente. Um Concílio concentrado sobre o mistério de Cristo e da sua Igreja e simultaneamente aberto ao mundo. Esta abertura constituiu a resposta evangélica à recente evolução do mundo com as tumultuosas experiências do século XX, atribulado pela Primeira e Segunda Guerra Mundial, pela experiência dos campos de concentração e por massacres horrendos. O sucedido mostra que o mundo tem, mais que nunca,

necessidade de purificação. Precisa de conversão. (“Tertio Millennio Adveniente, 18)

“Como sucessor de Pedro, peço que neste ano de misericórdia a Igreja, fortalecida pela santidade que recebe do seu Senhor, se ajoelhe diante de Deus e implore o perdão para os pecados passados e presentes dos seus filhos. Todos pecaram, e ninguém pode declarar-se justo diante de Deus. Repita-se sem temor: “Pecámos”, mas mantendo viva a certeza de que, “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (“Incarnationis Mysterium, 11).
2) Bodas de Caná
Meditação
João Paulo II – que, como Jesus, foi operário – fala ao homem que vive, que trabalha, que convive, que ora, que… E fala para lhe dizer que a glória de Jesus antecipa-se, na terra, por meio das realizações da humanidade… Que o propósito do nosso trabalho, o cuidado com o nosso irmão, o apoio aos mais necessitados e tantas, tantas realizações do ser humano ganham sentido quando ordenadas e orientadas para o bem supremo: Jesus.

E é com base no valor e na dignidade do trabalho humano que somos chamados a construir um mundo socialmente mais justo.


Textos
“É mediante o trabalho que o homem deve procurar o pão quotidiano e

contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos. E com a palavra ‘trabalho’ é indicada toda a actividade realizada pelo mesmo homem, tanto manual como intelectual, independentemente das suas características e das circunstâncias, quer dizer, toda a actividade humana que se pode e deve reconhecer como trabalho, no meio de toda aquela riqueza de actividades para as quais o homem tem capacidade e está predisposto pela própria natureza, em virtude da sua humanidade” (“Laborem Exercens”)

“A meta da paz, tão desejada por todos, será certamente alcançada com a realização da justiça social e internacional. Mas contar-se-á também com a prática das virtudes que favorecem a convivência e nos ensinam a viver unidos, afim de que, unidos, construirmos dando e recebendo, uma sociedade nova e um mundo melhor” (“Sollicitudo Rei Socialis”)
3) O anúncio do Reino de Deus
Meditação
Anunciar o Reino de Deus a toda a criatura, em todo o lugar, em toda a ocasião, é a sua missão…

Enfrentando sistemas políticos e económicos, culturas e tendências contemporâneas, poderosos e multidões, nunca ele hesita em proclamar a Jesus, em proclamar o Reino de Deus.

Fala, prega, escreve, age, vive… Toda a sua vida é, ela própria, um anúncio permanente e vivo do Reino de Deus.

A todos proclama; é preciso construir a civilização do amor.


Textos
“O Reino pretende transformar as realizações entre os homens, e realiza-se progressivamente à medida que estes aprendem a amar, a perdoar, a servir-se mutuamente. Jesus retoma toda a Lei, centrando-a no mandamento do amor. Antes de deixar os seus, dá-lhes um ‘mandamento novo’: ‘amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’. O amor com que Jesus amou o mundo tem a sua expressão suprema no dom da Sua vida pelos homens, que manifesta o Amor que o Pai tem pelo mundo. Por isso a natureza do Reino é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus” (“Redemptoris Missio, 15)

“O Reino diz respeito a todos: às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro. Trabalhar pelo Reino significa reconhecer e favorecer o dinamismo divino, que está presente na História humana e a transforma. Construir o Reino quer dizer trabalhar para a libertação do mal, sob todas as suas formas. Em resumo, o Reino de Deus é a manifestação e a actuação do Seu desígnio de salvação, em toda a sua plenitude” (“Redemptoris Missio, 15).


4) A Transfiguração
Meditação
O rosto de Jesus, rosto de homem, é o rosto de Deus, é o rosto do Homem…

Cada cristão é um crente que parte da contemplação do Rosto de Deus em Jesus Cristo, um Rosto que é a Luz, a Verdade, a Beleza…

“E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da História e, por conseguinte, fazer resplandecer o seu Rosto também diante das gerações do novo milénio? Mas o nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do Seu Rosto” (“Novo Millenio Ineunte, 16).

João Paulo II não é apenas uma pessoa de acção, é-o sobretudo de contemplação, contempla longamente, apaixonadamente… e age, age em nome do rosto que contempla, age iluminado pela luz de Jesus.


Textos
“O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o Nome e o Rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível” (“Redemptoris Missio, 18)

“É o Teu Rosto, Senhor, que eu procuro”. Este antigo anseio do salmodista não podia ter recebido resposta melhor e mais surpreendente que a contemplação do Rosto de Jesus. Nele Deus nos abençoou verdadeiramente, fazendo ‘resplandecer sobre nós a luz do Seu Rosto’ (Sal 67, 2). Sendo ao mesmo tempo Deus e Homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, ‘revela o homem a si mesmo’ (“Novo Millenio Ineunte, 23)


5) Última Ceia e Instituição da Eucaristia
Meditação
A Igreja vive da Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, 1)

A Eucaristia, fonte no caminho cristão, a que somos chamados para nos refrescarmos, é a fonte de entusiasmo e frescura de João Paulo II.

Eucaristia: fonte da vida, fonte da sua vida. Seja ela também a fonte das nossas vidas.

Textos
“Mediante a Eucaristia, Cristo, edifica a Igreja. As mãos que partiram o pão para os discípulos durante a Última Ceia viriam a estender-se na cruz, para reunir todo o povo à volta dEle no Reino eterno do Pai.” (Jerusalém – Cenáculo, 23 de Março de 2000)

“Quando penso na Eucaristia e olho para a minha vida de sacerdote, de bispo, de sucessor de Pedro, espontaneamente ponho-me a recordar tantos momentos e lugares onde tive a dita de a celebrar. Recordo a igreja paroquial de Niegowic, onde desempenhei o meu primeiro encargo pastoral, a colegiada de S. Floriano em Cracóvia, a catedral do Wawel, a basílica de S. Pedro e tantas basílicas e igrejas de Roma e do mundo inteiro. Pude celebrar a Santa Missa em capelas situadas em caminhos de montanha, nas margens dos lagos, à beira do mar. Celebrei-a em altares

construídos nos estádios, nas praças das cidades… Este cenário tão variado das minhas celebrações eucarísticas faz-me experimentar intensamente o seu carácter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar de uma igreja da aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. ” (“Ecclesia de Eucharistia, 8)


e 3) Mistérios dolorosos
1) Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras
Meditação
Num mundo carregado de sofrimentos, de guerras, fome e cataclismos, João Paulo II sofre com os homens, sofre pelos homens. O seu coração está permanentemente com os que sofrem, sofrendo também… sofre, mas nunca desanima, pois sabe que sobre o sofrimento triunfa sempre o amor… é sempre Jesus que triunfa.
Textos
‘Ontem foi um dia obscuro na História da Humanidade, uma ofensa terrível contra a dignidade do homem. Logo que tomei conhecimento da notícia, acompanhei com intensa participação o desenvolvimento da

situação, elevando ao Senhor a minha premente oração. Como podem verificar-se episódios de crueldade tão selvagem? O coração do homem é um abismo de que, às vezes, emergem desígnios de ferocidade inaudita,

capazes de abalar de repente a vida serena e operosa de um povo. Todavia, nestes momentos em que todo o comentário parece ser inoportuno, a fé vem ao nosso encontro. A Palavra de Cristo é a única que pode dar uma resposta às interrogações que se agitam na nossa alma. Mesmo quando a força das trevas parece prevalecer. O crente sabe que o mal e a morte não são a última palavra. A esperança cristã fundamenta-se nisto. E é aí que se alimenta , neste momento, a nossa confiança orante.” (Roma, 12 de Setembro 2001) (dia seguinte ao ataque às Torres Gémeas, em Nova Iorque)
2) Flagelação de Jesus atado à coluna
Meditação
(…) o Santo Padre (…) foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros” (Mensagem de Fátima)

Treze de Maio de 1981. A alegria reinava na Praça de S. Pedro, onde milhares de peregrinos se reuniram, naquela tarde primaveril, para saudarem o Papa que com eles rezaria o Regina Coeli…

João Paulo II, como sempre, passa de jipe e saúda-os, abençoa-os, beija as crianças que lhe são estendidas… uma profunda comunhão entre ele e a multidão envolve-os, uma comunhão sempre presente quando o Papa comunica seja com uma pessoa, seja com a maior das multidões…

De repente, o ensurdecedor ruído de disparos estilhaça toda aquela


alegria: João Paulo II, o Vigário de Cristo, foi atingido por balas

assassinas…

O mundo pára, sustém a respiração, chora, reza…Gravemente ferido, João Paulo II sobrevive. Ao seu assassino perdoa, visita-o na prisão e por ele intercede…
Textos
“Estou particularmente unido às duas pessoas que comigo também foram feridas. Rezo pelo irmão que disparou contra mim e a quem sinceramente perdoei.2 (Regina Coeli, 17 de Maio de 1981, 4 dias depois do atentado)

“Foi uma mão materna que guiou a trajectória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte.” (Meditação com os bispos italianos, 13 de Maio de 1994)


3) Jesus é coroado de espinhos
Meditação
No final da sua vida, João Paulo II é uma pessoa profundamente afectada pela doença. Tendo sofrido diversas enfermidades e acidentes, a doença parece dominar o seu frágil corpo. Tendo dificuldade em mover-se, os seus membros tremem, a sua face perdeu a expressividade de outrora, a sua voz dilui-se em sons por vezes quase imperceptíveis.

Doente, profundamente doente, João Paulo II não desanima, não quebra, não se deixa vencer pelo peso da doença.

Lúcido, como sempre, ele sabe que a sua doença faz parte da sua missão, faz parte do seu testemunho aos homens, faz parte da mensagem de Jesus.

Ele sabe que a sua doença é uma encíclica viva, e vivida, num mundo em que os fracos, os doentes, os inválidos, são tantas vezes abandonados… uma encíclica viva, e vivida, sobre a vida…

Ele que todos os dias vai idealmente aos hospitais e aos lugares de cura (cf. Mensagem para o IX Dia Mundial do Doente, 2001) sofre, sofre sobretudo com os que sofrem.
Textos
“O sofrimento, de facto, é sempre uma provação – por vezes, uma provação muito dura – à qual a humanidade é submetida.” (“Salvifici Doloris, 23)

“Nestes anos também eu compartilhei várias vezes a experiência da enfermidade e compreendi cada vez mais claramente o seu valor para o meu ministério petrino e para a própria vida da Igreja “ (Mensagem para o IX Dia Mundial do Doente, 2001)


4) Jesus leva a Sua cruz até ao Calvário
Meditação
“Os anciãos ajudam a contemplar os acontecimentos terrenos com mais sabedoria, porque as vicissitudes os tornaram mais experimentados e amadurecidos.” (Carta aos Anciãos).

Num mundo onde só a juventude, o porte atlético e a beleza parecem ter lugar, o Papa mostra, na carne, que ser ancião não é ser inútil ou dispensável...que a vida, que começa na concepção, só na morte termina, passando por diversas etapas, plenas de significado em Cristo.

Ancião, João Paulo II é - motu próprio – o ancião de um mundo que quisera esconder a velhice, que quisera esquecer a dignidade e a importância dos anciãos...
Textos
“Hoje, graças aos progressos da medicina e melhores condições sociais e económicas, em muitas regiões do mundo a vida ampliou-se notavelmente. Porém, é sempre verdade que os anos passam rapidamente; o dom da vida, apesar da fadiga e dor que a caracteriza, é belo e precioso demais para que dele nos cansemos.”
Carta aos Anciãos
Sendo também eu ancião, senti o desejo de estabelecer um diálogo convosco. Faço-o, antes de mais, dando graças a Deus pelos abundantes dons e oportunidades que Ele me concedeu até hoje. Percorro novamente

com a memória as etapas da minha existência, que se entrelaçam com a história de grande parte deste século, e vejo aparecer a figura de numerosas pessoas, algumas delas particularmente queridas: são lembranças de eventos ordinários e extraordinários, de momentos felizes e de factos marcados pelo sofrimento. Acima de tudo, no entanto, vejo estender-se a mão providente e misericordiosa de Deus Pai, o qual «trata do melhor modo tudo o que existe», e «se algo Lhe pedimos, segundo a Sua vontade, Ele ouve-nos» ( 1 Jo 5, 14).


5) Morte de Jesus na cruz
Meditação
“Nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Cor 1, 23)

João Paulo II, logo no início do seu pontificado, proclamou: “Sou guiado

pela fé na força redentora da cruz de Cristo” (“Redemptor Hominis”, 17)

Neste mundo, onde o consumismo, o hedonismo e o relativismo se instalam, onde um acultura do fácil e do imediato parece triunfar, João Paulo II não teme apresentar aos homens o caminho da cruz.

A Cruz de Jesus, sinal da redenção do homem, símbolo máximo da entrega e do amor… e do imenso sofrimento que a entrega e o amor tantas vezes acarretam…

O caminho do cristão é o caminho da cruz.


Textos
“Há quinze anos, no termo do Ano Santo da Redenção, confiei-vos uma grande cruz de madeira convidando-vos a levá-la ao mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e como anúncio de que só em Cristo, morto e ressuscitado, há salvação e redenção. A partir de então, sustentada por braços e corações generosos, ela realizou uma longa e ininterrupta peregrinação através dos continentes, mostrando que a Cruz caminha com os jovens e os jovens caminham com a Cruz.” (Mensagem da XV Jornada Mundial da Juventude, 2000)
Carta aos Anciãos
“E, quando chegar o momento da ‘passagem’ definitiva, concedei-nos enfrentá-la com espírito sereno, sem qualquer nostalgia daquilo que deixarmos. Ao encontrar-Vos, depois de longa procura, reencontraremos todo o valor autêntico experimentado neste mundo juntamente com todos os que nos precederam no sinal da fé e da esperança.”
e 4) Mistérios gloriosos
1) Ressurreição de Jesus
Meditação
Jesus ressuscitado – o mesmo ontem, hoje e sempre – é o centro da sua

pregação, o centro da sua vida.

A nós, cristãos, João Paulo II recorda-nos a necessidade de fazermos de Jesus ressuscitado o centro das nossas vidas, de vivermos um tempo em que se organiza em torno do “Senhor dos tempos” um tempo que, semanalmente, se inicia e finda no Seu dia, no dia do Senhor.

Textos
“A Ressurreição de Jesus é o dado primordial sobre o qual se apoia a fé cristã, estupenda realidade, captada plenamente à luz da fé, mas comprovada historicamente por aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor ressuscitado. Acontecimento admirável que não só se insere, de modo absolutamente singular, na História dos homens, mas que se coloca no centro do mistério do tempo. Com efeito, a Cristo “pertence o tempo e a eternidade”, como lembra o rito de preparação do círio pascal, na sugestiva liturgia da noite de Páscoa. Por isso, a Igreja, ao comemorar, não só uma vez ao ano mas em cada domingo o dia da Ressurreição de Cristo, deseja indicar a cada geração aquilo que constitui o eixo fundamental da História, ao qual fazem referência o mistério das origens e o do destino final do mundo.” (“Dies Domini”).

“Os homens e as mulheres do terceiro Milénio, ao encontrarem a Igreja que cada domingo celebra alegremente o mistério de onde lhe vem toda a sua vida, possam encontrar o próprio Cristo ressuscitado. E os seus discípulos, renovando-se constantemente no memorial semanal da Páscoa, tornem-se anunciadores cada vez mais credíveis do Evangelho que salva e construtores activos da civilização do amor.” (“Dies Domini”)
2) Ascensão de Jesus ao Céu
Meditação
Homens do próximo milénio, não vos contenteis com o caminho percorrido. Celebrado o Jubileu, novos caminhos se desenham à vossa frente – indicou-nos João Paulo II, apóstolo do século XX, profeta do terceiro milénio.

Como sempre, este Papa, incansável no seu ministério, não nos deixa parar…

“Duc in altum – Faz-te ao largo – incita-nos nas margens do imenso mar do terceiro milénio, há todo o caminho a percorrer, uma Boa Nova a Anunciar…

Este Jesus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre estará connosco até ao fim dos tempos. Estejamos nós também com Ele no tempo que é o nosso, para que com Ele descansemos eternamente no tempo que é o dele


Textos
“Sigamos em frente, com esperança! Diante da Igreja abre-se um novo milénio como um vasto oceano onde se aventurar com a ajuda de Cristo. O Filho de Deus, que encarnou há dois mil anos por amor do homem, continua também hoje em acção: devemos possuir um olhar perspicaz para a contemplar, e sobretudo um coração grande para nos tornarmos

instrumentos dela” (“Novo Millennio Ineunte”, 58)

“Agora devemos olhar para a frente, temos de ‘nos fazer ao largo’ confiados na palavra de Cristo: Duc in altum! (“Novo Millennio Ineunte”, 15).
3) Descida do Divino Espírito Santo sobre nossa Senhora e os Apóstolos
Meditação
Como um “vento que sopra impetuoso” (Act 2, 2), João Paulo II fez ecoar a sua voz por todo o mundo: Não tenhais medo.

João Paulo II interpelou constantemente os homens e a Igreja, apelou constantemente a que aderissem firmemente a Jesus, que liberta.

“Não tenhais medo” – uma das frases mais repetidas no Santo Evangelho, uma das frases mais proferidas pelo Papa – continua João Paulo II, dia-após-dia, a pregar-nos…

Textos
“Irmãos e Irmãs! Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!

Ajudai o Papa e todos os que queiram servir Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!

Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!

Ao Seu poder salvífico abri os confins dos Estados , os sistemas económicos e políticos, os vastos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento. Não tenhais medo! Cristo sabe ‘o que vai dentro do homem’. Só Ele o sabe!” (Roma, 16 de Outubro de 1978 – primeiras palavras de João Paulo, após a sua eleição)

“A Igreja sente-se chamada para esta missão de anunciar o Espírito, ao mesmo tempo que, juntamente com toda a família humana se aproxima do final do segundo Milénio depois de Cristo. Tendo como cenário um céu e imã terra que ‘passarão’, ela sabe bem que adquirem uma particular eloquência as «palavras que não hão-de passar» “ (“Dominum et Vivificantem”)


4) Assunção de nossa Senhora ao Céu em corpo e alma
Meditação
Maria Santíssima, assunta ao céu, modelo de virtude e de santidade é, desde sempre o seu modelo…

Como Maria, João Paulo II apela-nos a que sejamos santos.

Ser santo não é ser génio ou herói, mas é caminhar, no caminho de cada um, com Jesus, em Jesus e para Jesus.

João Paulo II, o Papa que mais beatificou e canonizou, oferecendo-nos exemplos de santidade, continuamente nos apela: sede santos.


Textos
“Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um.” (“Novo Millennio Ineunte, 31)

“Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milénio! Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz. Para realizardes este importante projecto de vida, permanecei na escuta da Sua Palavra, hauri vigor dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Penitência. O Senhor quer que sejais apóstolos intrépidos do Seu Evangelho e construtores de uma nova humanidade. Com efeito, como podereis afirmar que credes em Deus que

Se fez homem, se não tomais posição contra aquilo que avilta a pessoa humana e a família? Se credes que Cristo revelou o Amor do Pai por todas as criaturas, não podeis deixar de envidar todo o esforço para contribuir na edificação de um mundo novo, fundado sobre o poder do amor e do perdão, sobre a luta contra a injustiça e toda a miséria física, moral, espiritual, sobre a orientação da política, da economia, da cultura e da tecnologia, ao serviço do homem e do seu desenvolvimento integral.” (“Mensagem da XV Jornada Mundial da Juventude”, 2000)


5) Coroação de nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra
Meditação
Maria, plena de graça, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, é para João Paulo II, que perdeu a sua mãe aos 9 anos, a mãe… não apenas a mãe espiritual, mas a mãe com quem é cúmplice, com quem comunica, a quem ama… “Totus Tuus – Todo Teu – é o seu lema dirigido a Maria…

Como não recordar a intimidade e profunda comunicação dos olhares entre João Paulo II e nossa Senhora quando, na Cova da Iria, se encontravam a sós, em silêncio, no meio de centenas de milhares de peregrinos que, enternecidos, olhavam e se comoviam com tal cena verdadeiramente familiar…

A Ela, à terna Mãe, João Paulo II consagrou o mundo, proclamando-a estrela da nova evangelização.
Textos
“A Mãe do Redentor (Redemptoris Mater) tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque «ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adopção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho, que clama . ‘Abbá! Pai!»” (Gl 4, 4-6) (“Redemptoris Mater, 1)

“Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra Sua: «Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu Coração» (Lc 2, 19). As recordações de Jesus, estampadas na Sua alma, acompanharam-Na em cada circunstância, levando-A a percorrer novamente com o

pensamento os vários momentos da Sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o ‘rosário’ que Ela mesma recitou constantemente nos dias da Sua vida terrena.” (“Rosarium Virginis Mariae, 11)
f) Ladainhas de João Paulo II
f 1) Ladainha
Senhor, tende piedade de nós,

Jesus Cristo tende piedade de nós,

Senhor, tende piedade de nós,

Jesus Cristo, ouvi-nos

Jesus Cristo, atendei-nos
RESPOSTA: TENDE PIEDADE DE NÓS
Pai do Céu, que sois Deus

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus


RESPOSTA: ROGAI POR NÓS
João de Deus,

Servo dos servos de Deus,

Papa Peregrino,

Papa Missionário,

Papa do Milagre de Fátima,

Papa do Perdão,

Papa que venceu o bloco comunista,

Papa da Divina Misericórdia,

Papa da Jornada Mundial da Juventude,

Papa do novo Catecismo da Igreja Católica,

Papa do novo Código de Direito Canónico,

Papa do incentivo aos Meios de Comunicação,

Papa do incentivo às Artes,

Papa da solicitude às Famílias,

Papa da solicitude aos Enfermos,

Papa do diálogo entre as religiões,

Papa da Paz,

Papa do Terceiro Milénio,

Papa do novo Rosário,

Atleta de Deus,

Amigo devotado à Virgem Maria,

Amigo dos santos e beatos,

Amigo de todos os povos e nações,
A SEGUIR, REZA-SE. NÃO TEM RESPOSTAS
Damos-vos Graças Deus Pai, por Sua Santidade João Paulo II

Graças por ter testemunhado, em seu rosto o amor de Cristo

Graças por ter testemunhado, em seu corpo a Cruz de Cristo

Graças por ter testemunhado, em sua figura o mensageiro da Paz de Cristo

Graças por ter testemunhado, em suas mãos O Corpo e Sangue de Cristo

Graças por ter testemunhado, o Espírito da Luz de Cristo

Graças porque, o temos como grande intercessor

Graças porque, ao vê-lo e escutá-lo nos alegrou na alma em Cristo.


Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós que recorremos a vós!
Bendiz minha alma ao Senhor, e que Deus nos abençoe pelo testemunho do Beato João Paulo II. Tudo isto Vos pedimos em nome de Cristo Senhor na unidade do Espírito Santo. Amen.
f 2) Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai do Céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

RESPOSTA: ROGAI POR NÓS


Santa Maria, Mãe de Deus,

Beato João Paulo II,

Santo Padre João Paulo II, perfeito discípulo de Cristo,

Santo Padre João Paulo II, generosamente dotado com os dons do Espírito Santo,

Santo Padre João Paulo II, grande apóstolo da Misericórdia Divina,

Santo Padre João Paulo II, fiel filho de Maria,

Santo Padre João Paulo II, inteiramente devotado à Mãe de Deus,

Santo Padre João Paulo II, pregador perseverante do Evangelho,

Santo Padre João Paulo II, Papa peregrino,

Santo Padre João Paulo II, Papa do Milénio,

Santo Padre João Paulo II, modelo de abnegação,

Santo Padre João Paulo II, modelo dos sacerdotes,

Santo Padre João Paulo II, extraindo a força da Eucaristia,

Santo Padre João Paulo II, infatigável homem de oração,

Santo Padre João Paulo II, amante do Rosário,

Santo Padre João Paulo II, força dos que duvidam da sua Fé,

Santo Padre João Paulo II, desejoso de unir todos os que crêem em Cristo,

Santo Padre João Paulo II, que converteis os pecadores,

Santo Padre João Paulo II, defensor da dignidade de cada pessoa,

Santo Padre João Paulo II, defensor da vida, desde a concepção até à morte natural,

Santo Padre João Paulo II, rezando pelo dom da paternidade para as pessoas estéreis,

Santo Padre João Paulo II, amigo das crianças,

Santo Padre João Paulo II, guia da juventude,
Santo Padre João Paulo II, intercedendo pelas famílias,

Santo Padre João Paulo II, confortando os que sofrem,

Santo Padre João Paulo II, tudo suportando apesar da vossa dor,

Santo Padre João Paulo II, semeador da alegria divina,

Santo Padre João Paulo II, grande intercessor pela paz,

Santo Padre João Paulo II, orgulho da nação polaca,

Santo Padre João Paulo II, luz da Santa Igreja,
RESPOSTA: NÓS VO-LO PEDIMOS
João Paulo II, que possamos ser fieis imitadores de Cristo,

João Paulo II, que possamos ser fortes do Poder do Espírito Santo,

João Paulo II, que possamos confiar na Mãe de Deus,

João Paulo II, que possamos aumentar a nossa Fé, a nossa Esperança e a nossa Caridade,

João Paulo II, que possamos viver em paz nas nossas famílias,

João Paulo II, que saibamos como perdoar,

João Paulo II, que saibamos como suportar o sofrimento,

João Paulo II, que não sucumbamos à cultura da morte,

João Paulo II, que não tenhamos medo e lutemos corajosamente contra as diversas tentações,

João Paulo II, que intercedais para nos obter a graça de uma morte feliz,


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós Senhor.

V. Rogai por nós, beato João Paulo II


R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
g) Novena Perpétua a João Paulo II
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.
Oração Inicial
Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o beato João Paulo II para governar a Vossa Igreja como papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amen.

Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós


Ladainha de João Paulo II (ver d 1)
Oração Final
Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos…, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amen.

Com aprovação eclesiástica / Agostino Card. Vallini / Vigário geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma


h) Tríduo a João Paulo II
Primeiro dia
Em 2 de Abril de 2005, partia deste mundo para o Pai, aquele que ficou conhecido como Peregrino do Amor, o papa moderno, o papa dos jovens. Naquela noite de dois de abril, partia para o céu o Papa João Paulo II. Passados sete anos, foi beatificado a 1 de Maio de 2011. Era isso que o povo pedia na noite em que ele faleceu. A multidão reunida na Praça de São Pedro gritava: Santo Súbito! Que quer dizer: Santo já, imediatamente.

Rezemos juntos!


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amen.
(Intenções próprias para o Tríduo)
Oração ao Espírito Santo pedindo pela Santa Igreja
Ó Espírito Santo Criador, assisti benignamente toda a Santa Igreja Católica. Fortalecei-a e confirmai-a pela vossa divina virtude contra todos os inimigos e seus ataques. Renovai, por vossa graça e caridade, o espírito dos vossos servos, que ungistes, para que em Vós glorifiquem o Pai eterno e seu Filho Unigênito, Jesus Cristo. Pedimos isso pela intercessão do Beato João Paulo II, que por tantos anos serviu a frente da Santa Igreja como Pontifíce entre nós e Cristo.

Por Cristo, nosso Senhor que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amen.


Em seguida, reza-se um Pai-nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai nas intenções do Santo Padre, Bento XVI.
Oração à Santíssima Trindade pelo Beato João Paulo II

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por terdes dado à Igreja o beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.


Confiando totalmente na Vossa infinita Misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos Vossos santos. Amen
Conclusão com jaculatória pelos fiéis falecidos:
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.

E que a Luz perpétua o ilumine.

Descanse em paz.

Amen.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

Amen.
Segundo dia – Nossa Senhora


Neste segundo dia do Tríduo em honra do Beato João Paulo II, vamos meditar na grande devoção mariana que Karol Wojtyla tinha. Sabemos que era muito grande a sua devoção à Santíssima Mãe, algo que aumentou mais ainda depois de ler o Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria de São Luís Maria Grignon de Monfort.

Em toda sua vida, vários foram os títulos de Nossa Senhora que estiveram presentes na vida de João Paulo II, em especial Nossa Senhora de Czestochowa (Virgem de Kazan) e Nossa Senhora de Fátima, a quem atribui o socorro no dia em que sofreu um atentado no Vaticano, treze de maio de 1981, dia de Nossa Senhora de Fátima.

Por isso, neste segundo dia, vamos rezar junto com o Beato João Paulo II, o acto de consagração que ele fez na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in Europa. Peçamos que, pela intercessão do Beato João Paulo II, alcancemos um amor sempre maior à Santíssima Virgem Maria.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito † Santo
Amen.

(Intenções particulares)
Acto de consagração à Virgem Maria
Maria, Mãe da esperança, caminhai connosco! Ensinai-nos a anunciar o Deus vivo; ajudai-nos a dar testemunho de Jesus, o único Salvador; tornai-nos serviçais com o próximo, acolhedores com os necessitados, obreiros de justiça, construtores apaixonados dum mundo mais justo;
intercedei por nós que agimos na história certos de que o desígnio do Pai se realizará. Aurora de um mundo novo, mostrai-Vos Mãe da esperança e velai por nós! Velai pela Igreja na Europa: que ela seja transparência do Evangelho; seja autêntico espaço de comunhão; viva a sua missão de anunciar, celebrar e servir o Evangelho da esperança para a paz e a alegria de todos.

Rainha da paz, protegei a humanidade do terceiro milénio!


Velai por todos os cristãos: que eles prossigam cheios de confiança no caminho da unidade, como fermento para a concórdia do continente. Velai pelos jovens, esperança do futuro: que eles respondam generosamente ao chamamento de Jesus. Velai pelos responsáveis das nações: que eles se empenhem na construção de uma casa comum, onde sejam respeitados a dignidade e o direito de cada um. Maria, dai-nos Jesus! Fazei que O sigamos e amemos! Ele é a esperança da Igreja, da Europa e da humanidade. Ele vive connosco, entre nós, na sua Igreja.
Convosco dizemos: « Vem, Senhor Jesus » (Ap 22, 20)! Que a esperança da glória, por Ele infundida nos nossos corações, produza frutos de justiça e de paz!

Amen.
Pai Nosso...



Ave-Maria...
Glória ao Pai...
O resto: como no primeiro dia
Último dia – Divina Misericórdia
João Paulo II, o Papa da Misericórdia.

O Papa João Paulo II, também ficou conhecido por ser um grande devoto da Divina Misericórdia, afinal, ele instituiu esta festa no Segundo Domingo da Páscoa e, também, beatificou e canonizou Irmã Maria Faustina Kowaslka, a religiosa a quem Jesus apareceu e pediu que propagasse a devoção da Misericórdia.

Por coincidência, João Paulo II veio a falecer no dia 2 de Abril de 2005, nas Primeiras Vésperas da Festa da Misericórdia.

Por esta razão, neste último dia do nosso Tríduo pedindo a intercessão do Beato em nossas orações, vamos clamar a Deus por misericórdia. Rezemos o Terço da Misericórdia. Disse Jesus a Santa Faustina, que quem rezasse piedosamente o Terço da Misericórdia, não padeceria no Purgatório.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito † Santo.

Amen.
Pai Nosso… Ave Maria... Creio...


Nas contas grandes, ao invés do Pai- Nosso como no Terço Mariano, rezamos o oferecimento:

Eterno Pai, eu vos ofereço: o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Em expiação dos nossos pecados e pelos do mundo inteiro.


Nas contas pequenas (das Ave Marias) rezamos a jaculatória:

Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)


Repetem-se o oferecimento e as jaculatória cinco vezes, como nos mistérios do Terço Mariano.
Terminada a quinta dezena, ao invés do oferecimento, encerra-se com:

Deus santo, Deus Forte, Deus Imortal: Tende piedade de nós e do mundo inteiro (Três vezes).


Encerra com:
Ó Sangue e Água, que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós.

Eu confio em Vós!


O resto: como no primeiro dia
i) Para o Ofício de Leituras
22 de Outubro de 1978: A.A.S. 70 [1978], pp. 945-947)

Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!

Pedro veio para Roma! E o que foi que o guiou e o conduziu para esta

Urbe, o coração do Império Romano, senão a obediência à inspiração recebida do Senhor? Talvez aquele pescador da Galileia nunca tivesse tido

vontade de vir até aqui. Talvez tivesse preferido permanecer, lá onde estava, nas margens do lago da Galileia, com a sua barca e com as suas redes. Mas, guiado pelo Senhor e obediente à sua inspiração, chegou até aqui!

Segundo uma antiga tradição, durante a perseguição de Nero, Pedro teria tido vontade de deixar Roma. Mas o Senhor interveio: veio ao seu encontro. Pedro, dirigindo-se ao Senhor perguntou: “Quo vadis, Domine?”

(Aonde vais, Senhor?). E o Senhor imediatamente lhe respondeu: “Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Pedro voltou então para Roma e aí permaneceu até à sua crucifixão.

O nosso tempo convida-nos, impele-nos e obriga-nos a olhar para o Senhor e a imergir-nos numa humilde e devota meditação do mistério do supremo poder do mesmo Cristo.

Aquele que nasceu da Virgem Maria, o filho do carpinteiro – como se considerava –, o Filho de Deus vivo, como confessou Pedro, veio para fazer de todos nós “um reino de sacerdotes” .

O Concílio do Vaticano II recordou-nos o mistério deste poder e o facto de que a missão de Cristo – Sacerdote, Profeta, Mestre e Rei – continua na Igreja. Todos, todo o Povo de Deus participa desta tríplice missão. E talvez que no passado se pusesse sobre a cabeça do Papa o trirregno, aquela tríplice coroa, para exprimir, mediante tal símbolo, que toda a ordem hierárquica da Igreja de Cristo, todo o seu “sagrado poder” que nela é exercido não é mais do que serviço; serviço que tem uma única finalidade: que todo o Povo de Deus participe desta tríplice missão de Cristo e que permaneça sempre sob a soberania do Senhor, a qual não tem as suas origens nos poderes deste mundo, mas sim no Pai celeste e no mistério da Cruz e da Ressurreição.

O poder absoluto e ao mesmo tempo doce e suave do Senhor corresponde a quanto é o mais profundo do homem, às suas mais elevadas aspirações da inteligência, da vontade e do coração. Esse poder não fala com a linguagem da força, mas exprime-se na caridade e na verdade.

O novo Sucessor de Pedro na Sé de Roma eleva, neste dia, uma prece ardente, humilde e confiante: “Ó Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do teu único poder! Servidor do teu suave poder! Servidor do teu poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo de todos os teus servos.”

Irmãos e Irmãs! Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!

Ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!

Não tenhais medo! Abri antes, ou melhor, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas económicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem “o que está dentro do homem”. Somente Ele o sabe!

Hoje em dia é frequente o homem não saber o que traz no interior de si mesmo, no mais íntimo da sua alma e do seu coração, Frequentemente não encontra o sentido da sua vida sobre a terra. Deixa-se invadir pela dúvida que se transforma em desespero. Permiti, pois – peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança – permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna.
Responsório

- Não tenhais medo: o Redentor do homem manifestou o poder da cruz dando a sua vida por nós!

- Abri, escancarai as portas a Cristo!

- Somos chamados na Igreja a participar no seu poder.

- Abri, escancarai as portas a Cristo!

Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós que recorremos a vós





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