I primeiros anos



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I – PRIMEIROS ANOS

a) Nascimento

Carlos José Wojtyla nasceu em Wadowice, uma pequena cidade ao sul da Polónia, aproximadamente a 50 quilómetros de Cracóvia, no dia 18 de Maio de 1920. Segundo se conta, não houve dor no parto. No momento do parto, a mãe pediu à parteira que abrisse a janela para que os primeiros sons que o seu filho recém-nascido ouvisse fossem o canto em honra de Maria, Mãe de Deus.

E assim a parteira saltou do pé da cama para a janela e escancarou as persianas. De repente o quarto se encheu de luz e do entoar das vésperas de Maio em honra da Santa Virgem, vindo da Igreja Nossa Senhora, no próprio mês a ela dedicado. Dessa forma, os primeiros sons ouvidos pelo futuro papa, João Paulo II, foram cânticos entoados a Maria, da igreja paroquial que ficava bem do outro lado da rua da casa onde nasceu, num modesto sobrado cujos proprietários eram judeus, na cidadezinha de Wadovice, na Galícia.

Essa foi a história contada pelo velho Papa em pessoa, enquanto caminhava pelos jardins do Vaticano no seu septuagésimo ano de vida, contemplando o arco descrito por sua vida notável e descrevendo essa grande dádiva de sua própria mãe martirizada.

Foi baptizado na Igreja local de Santa Maria de Wadowice pelo capelão militar, padre Franciszek Zak, no dia 20 de Julho seguinte.


b) Casa
A família morava num segundo andar, alugado, em frente à Igreja de Santa Maria. “O apartamento dos Wojtyla era modesto, mas de classe média (…). Os móveis, as louças, os talheres e os objectos decoração ainda existentes sugeriam solidez, devoção e um nível de vida simples, mas não precisamente pobre”.
c) Família
Era uma família alegre, unida e harmoniosa, dedicada ao trabalho e a oração, cultivando em plenitude uma sadia vivência cristã. Não só no final de semana seus pais tinham o hábito de rezar e de participar da Santa Missa. Nos dias de trabalho, a noite, reunidos no lar, liam trechos da Sagrada Escritura e rezavam elevando o pensamento a Deus, agradecendo por todos os favores e acontecimentos do dia.
d) Pai
De entre os muitos mentores durante a sua caminhada, o que mais o influenciou foi o pai como descreve em Dom e Mistério.

Nascido em 1879, o seu pai, Carlos Wojtyla, sempre ajudou na criação dos filhos.

Quando casou com Emilia era oficial subalterno do 56º Regimento de Infantaria do exército austro-húngaro. Mais tarde, ingressou no exército polaco, onde fez carreira militar como tenente, tendo-se reformado em 1927 como capitão. Conhecido em Wadowice como «o capitão», era um cavalheiro da velha escola, de integridade de pedra, cuja carreira no exército, segundo a opinião dos seus oficiais superiores, se baseava numa combinação de inteligência, diligência, formalidade e, acima de tudo, honestidade.

Lolek recebeu através do testemunho diário do seu pai o sentido da justiça, responsabilidade e honestidade, como características principais de um cavalheiro exigente e honesto. “A sua característica singular, segundo Jerzy Kluger, era o facto de ele ser um «homem justo», que acreditava ter a responsabilidade de transmitir ao seu filho o compromisso de viver de forma justa”.

Este militar do exército Habsburg falava em alemão (com sotaque austríaco) e polaco fluente, tendo ensinado, em casa, ao pequeno Lolek as duas línguas. Como patriota e familiarizado com a literatura polaca iniciou o seu filho e Jurek Kluger, judeu, grande amigo de Lolek, na história da Polónia ilustrando com leituras de poetas da era da partilha, como Cyprian Norwind.

João Paulo II, no seu livro “Dom e Mistério”, descreve o pai como um homem profundamente religioso e com uma vida austera, particularmente, depois de ter ficado viúvo, tendo transformado a sua vida numa oração permanente.

Depois da morte da sua mãe diz o Papa: ”fiquei só com o meu pai, um homem profundamente religioso. Podia observar diariamente a sua vida, que era austera. Era militar de profissão, e, quando ficou viúvo, a sua vida transformou-se numa oração constante. Acontecia-me acordar de noite e encontrar o meu pai de joelhos, como, de resto, o via sempre na igreja paroquial .

Pai e filho tinham uma rotina diária rigorosa que incluía a oração, o pequeno-almoço, a Santa Missa na Igreja de Santa Maria às sete horas, onde era acólito e a escola às oito horas. A seguir ao almoço, brincava duas horas, depois fazia os trabalhos de casa e ficava com o pai que o ensinava ou passeava com ele.

Para muitos o «capitão» aguentava com resignação as tragédias que a vida lhe infligira, mas para o filho a sua postura era uma lição de sofrimento transformada em fé.

A maturidade dos dezoito anos, a deslocação para Cracóvia e os novos

horizontes da linguagem foram, nesta fase, um marco na sua vida. Mas a pior das experiências começou, no dia 1 de Setembro de 1939, altura em que a paz terminou, mal foram lançadas as primeiras bombas, prenúncio

de guerra, destruição e consequente fuga.

Quando a guerra rebentou, o pai envelhecido, fraco e doente fugiu com o seu filho, juntando-se aos milhares de refugiados rumo a leste. Ao receberem a notícia da invasão da Polónia pelo Oriente voltaram para Cracóvia, comandada por Hans Frank, pois apesar de ser uma cidade ocupada, sempre era melhor do que a execução ou a deportação pelo Exército Vermelho.

Durante as semanas de ausência os alemães tinham tomado praticamente tudo, desde os bens alimentares, ao castelo de Wawel, ao teatro, às igrejas, às bibliotecas.

Os polacos tinham perdido todos os direitos e só tinham que obedecer às ordens do Governo de Hans Frank que tinha como principal objectivo exterminar os políticos desordeiros, sacerdotes e líderes públicos. A justiça para estas pessoas por parte dos invasores era a morte imediata ou os campos de concentração. “As pessoas tinham que sobreviver com uma dieta de novecentas calorias por dia. As escolas secundárias e superiores foram encerradas. Aos polacos só lhes ensinavam a contar até cem e a ler o suficiente para obedecer a instruções simples. A participação em actividades culturais polacas consideravam-se ofensa capital”

Carlos Wojtyla tinha os seus amigos, os seus estudos, a vida teatral secreta que nunca abandonaria e o guia espiritual, Tyranowski, mas o seu farol de porto de abrigo era o pai.

Desde o Natal de 1940 que o pai tinha ficado acamado e o filho cuidava dele depois de trabalhar. No dia 18 de Fevereiro de 1941, num dia de frio muito agreste, Carlos Wojtyla volta para a “catacumba”, nome dado à cave onde viviam, depois de um dia de trabalho. Indo ao encontro do seu pai deparou com ele morto o que lhe provocou um sentimento de culpa por não estar com ele na hora da morte. O pai tinha morrido doente de coração, de ataque cardíaco, com 62 anos de idade.

Segundo George Weigel, Maria Kydrynski, vizinha que ajudava, recorda-se que ele chorou imenso e que passou a noite ajoelhado ao lado de seu pai a rezar, numa profunda solidão.

Os amigos do jovem Carlos temem pela sua saúde, tamanha é a tristeza dele. Não sem razão, João Paulo II disse, certa vez, para o escritor André Frossard: "Com 20 anos, eu já havia perdido todas as pessoas que amava e, mesmo aquelas que eu poderia ter amado, como minha irmã Olga, que, dizem, morreu 6 anos antes de eu nascer".

A partir deste momento tomou conta de si a oração e a reflexão.

Vejamos agora alguns episódios entre pai e filho.

Um dia, os vizinhos ouviram barulhos na casa dos Wojtylas. Pensaram: “O que será isso?” Foram ver e ouviram Karol gritando: “Golo!” Bateram na porta, Lolek e o pai vieram atender com os rostos vermelhos e suados. Tinham arrastado todos os móveis e estavam a jogar à bola dentro de casa!

O Beato João Paulo II tinha 8 anos quando sua mãe morreu. O seu pai pensou: “Não vou deixar meus filhos sem uma mãe”. E levou Edmundo e Lolek até um santuário de nossa Senhora.

Lolek ajoelhou-se com seu pai e irmão e, juntos, rezaram. O coração dos meninos saem reconfortados: não são mais órfãos de mãe.

O pai Wojtyla, com quarenta e sete anos, aposentou-se do exército com um pequeno salário e dedicava o tempo todo a cuidar do filho menor. Era ele quem limpava a casa, lavava, consertava as roupas e ajudava Lolek nos trabalhos da escola.

Mesmo estando somente os dois em casa, pai e filho mantinham o lugar alegre e arrumado, como se uma mãe estivesse por ali para colocar ordem: acordavam cedo, rezavam o terço juntos, preparavam as refeições, brincavam, iam à Santa Missa. Ainda eram uma família!

Edmundo morreu numa epidemia, quando fazia residência num hospital. O pai Karol pensava: Agora Lolek precisa muito de mim.”

O pai Wojtyla costumava ir com Lolek nadar no rio durante o Verão ou caminhar ao longo da margem, para conversar com o filho.

Pai e filho, além de jogar à bola, gostavam de rezar juntos. Em todas as Santas Missas em que Karol ajudava como coroinha, o seu pai estava lá para participar, mesmo quando o filho ajudava em mais de uma missa por dia. Às vezes, os amigos de Lolek iam procurá-lo para brincar e encontravam-no com o pai na igreja, ajoelhados diante do altar do Sagrado Coração de Jesus. Eles sempre rezavam em silêncio, com os olhos fechados e ninguém tinha coragem de atrapalhá-los no meio da oração. Lolek comentou com um amigo: “Às vezes, quando acordo à noite, encontro meu pai ajoelhado da mesma maneira que o vejo sempre na igreja paroquial.”

Outra coisa que faziam juntos era ir ao cinema. Um dia, após terem assistido a uma comédia polaca, os vizinhos ouviram Lolek a cantar bem alto a canção do filme.

Jerzy, amigo de Lolek, contou que gostava de ir à casa dos Wojtyla para ouvir as histórias que o pai Wojtyla contava aos meninos sobre as batalhas dos reis do seu país, sobre a coragem de São Estanislau e outros heróis polacos. Um desses meninos, Zbigniew, certa vez disse aos colegas: “Lolek e o pai são uma comunidade de duas pessoas!”

Um outro colega, um tal de Teofile, quando soube que o amigo de escola chegou a ser Papa, disse: “O senhor Wojtyla consagrava todo o tempo que tinha ao filho, afirmando a personalidade de Carlos no essencial. Ele lhe deu todo o amor de que era capaz. Sem essa base, Carlos nunca teria ido tão longe na sua vida.”

d) Mãe
Sua mãe, Emília Kaczorowska, era de ascendência lituana, e possivelmente ucraniana. Desde pequena Emília vivia com problemas de saúde e não melhorava por causa das precárias condições de vida que levava. Era ainda muito jovem quando se casou com um operário e foi morar numa cidadezinha longe da família e amigos.

Dedicava-se aos afazeres do lar. Bordava e costurava para fora para ajudar a família.

Pouco tempo depois nasceu seu primeiro filho, Edmundo, um rapaz bonito, bom aluno, atleta e de personalidade forte.
Alguns anos mais tarde, Emilia deu à luz uma menina, que só sobreviveu poucas semanas, por causa das más condições de vida da família.
Ela tinha a saúde debilitada. Aos 36 anos a vida de Emília continuava difícil e a sua saúde só piorava : agora sofria dos rins e descobriu estar com problemas no coração.
Aí descobriu que estava grávida novamente. E era uma gravidez de risco, devido a sua idade a saúde muito frágil.

O aborto era permitido em seu País, e apesar das dificuldades, não faltou quem se oferecesse para praticá-lo.

As condições de vida eram miseráveis... e ainda, tragicamente, Edmundo, seu único filho, de quatorze anos, também corria riscos de vida.


Emília, apesar de tudo, optou por dar a luz a seu filho, que veio a chamar de Carlos. Ela mimava-o muito. Às vezes chamava-o de Lolek e outras de Lolus (Carlinhos).

Nos últimos anos, passava boa parte do tempo na cama, cada vez mais triste e silenciosa.

Lolek com nove anos encontrava-se a terminar o terceiro ano da escola primária quando a mãe que estava sempre doente, morria de insuficiência renal e de doença a 13 de Abril de 1929, com 45 anos de idade. Depois da morte da "alma da casa", como o próprio Karol chamava a mãe, ele e o pai foram visitar o santuário da Virgem de Kalwaria, próximo de Wadowice. Talvez tenha nascido nessa viagem de luto a devoção à Nossa Senhora que vai marcar a vida do futuro Papa.

e) Irmão


Tinha um irmão mais velho chamado Edmundo por quem tinha grande admiração. Formou -se em medicina e ajudava na manutenção da família, porque o soldo recebido pelo pai não era suficiente para cobrir todas as despesas domésticas. Depois da morte da mãe, Lolek aproximou-se mais do irmão, Edmundo, porque este passou a trabalhar no hospital de Bielsko, local mais próximo de Wadowice. Por vezes, Edmundo aos doentes o irmão mais novo, pois este fazia espectáculos.

Aos vinte e seis anos, contraiu escarlatina e morreu a 5 de Dezembro de 1932, provocando grande sofrimento em Lolek, de quem era muito íntimo. Contudo, Lolek aceitou a morte do seu irmão. Comentou com o padre Kazimierz Suder, que tinha sido a Vontade de Deus, vítima da sua profissão, que sacrificou a sua jovem vida ao serviço da humanidade conforme reza a inscrição da sua lápide.


f) Irmã
A sua irmã, Olga, faleceu com alguns dias em 1914.

II - NOME

A 1 de Abril de 1922 morria Carlos de Habsburgo-Lorena, último imperador da Áustria, proclamado beato em 3 de Outubro de 2004. À sua morte só tinha 34 anos e estava exilado na ilha da Madeira, afastado do trono pelas novas forças políticas que se tinham reforçado no país depois da 1ª. Guerra Mundial e que se opunham a Carlos por ser católico praticante e representante do antigo Império Sacro-Romano que defendia a Igreja.

Por outro lado, a 2 de Abril de 2005, morria o beato Papa João Paulo II.

Em dois dias seguidos seguidos recordam-se os aniversários de dois beatos, um imperador e um Papa. Austriaco, o primeiro, polaco, o segundo. Dois excepcionais protagonistas da História do século XX. Duas pessoas que não se conhecerem neste mundo mas que estavam unidas pela fé cristã, pela prática heroica das virtudes cristãs na vida quotidiana e também por um subtil e misterioso detalhe afectivo: tiveram o mesmo nome de baptismo, Carlos.

Em geral, nos livros biográficos do Papa João Paulo II não se encontra nenhuma alusão a este detalhe. Pelos registos paroquiais, sabe-se que foi baptizado com os dois nomes: Carlos José. Todos os biógrafos sempre escreveram que o primeiro nome recordava o pai do futuro Papa, que se chamava precisamente Carlos, enquanto que o segundo, José, foi-lhe dado em homenagem ao general Pilsudski, herói fundador da Republica Polaca.

Mas recentemente este argumento recolheu um testemunho novo e inédito. Um dos três filhos vivos do imperador Carlos I, sua alteza imperial e real o arquiduque Rodolfo, contou que o próprio João Paulo II lhe revelou a razão porque no baptismo lhe foi dado o nome de Carlos. “Foi durante uma audiência privada que o Papa João Paulo II concedeu à minha família – disse o arquiduque Rodolfo. Estavam os meus filhos com as suas famílias e também a minha mãe, a imperatriz Zita. O Papa acolheu-nos com grande cordialidade. Falou com grande entusiasmo do meu pai, o imperador Carlos. E dirigindo-se à minha mãe, chamava-a ‘minha imperatriz’ e cada vez se inclinava para ela. Num certo momento,

disse: ‘Sabeis porque razão no baptismo fui chamado de Carlos? Precisamente porque o meu pai tinha uma grande admiração pelo imperador Carlos I, do qual foi soldado’ ”.

Testemunho muito significativo que explica a constante admiração que João Paulo II sempre manifestava para com o imperador austríaco. Ele aprendera a conhecê-lo pelo seu próprio pai, Carlos Wojtyla sénior, que fora sub-oficial do regimento 56 de infantaria do exército austro-hungaro, portanto, soldado do imperador Carlos I. Desde então, Carlos Wojtyla senior tinha intuído a grandeza moral e espiritual do seu imperador e ficou entusiasmado com ele, até ao ponto de dar o seu nome ao filho. E, à medida que o filho crescia, transmitia-lhe a verdadeira história daquele imperador, contradizendo as calúnias difundidas por quem o expulsara do trono.

Assim, o futuro Papa aprendeu a apreciar o jovem e desafortunado imperador austríaco, vendo nele uma rara e fúlgida figura de soberano justo e leal, generoso e amável, disposto a qualquer sacrifício pessoal pelo bem do povo. Por tudo isto, como Papa, apoiou abertamente e com entusiasmo o processo de beatificação e quando celebrou a solene cerimónia, fê-lo com alegria assinalando o soberano austríaco como modelo para todos os homens políticos.


a) O beato imperador Carlos José, da Áustria
Carlos José de Áustria, ao ser baptizado recebeu o nome de um santo: São Carlos Borromeu. Durante o seu exílio na Madeira, fez-se acompanhar por uma imagem de São Carlos Borromeu e que ofereceu à Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Monte, onde hoje ainda podemos ver no mesmo templo na capela lateral do Imaculado Coração de Maria. Nessa mesma Capela esteve sepultado o corpo de Imperador antes de ser construída a actual capela tumular.

A) Unidos pelo Dia de SÁBADO


Carlos José de Habsburg tinha uma devoção especial do Sábado, dedicado à devoção de Nossa Senhora. Foi aos Sábados que aconteceram os grandes episódios da sua vida: crisma, casamento, coroação, chegada à Madeira como exilado e morte. Foi crismado a 8 de Setembro de 1900, no Sábado em que se celebrava a Natividade de Nossa Senhora. O futuro imperador casou com a Princesa de Parma Zita de Bourbon no dia 21 de Outubro de 1911, num Sábado. Depois de coroado Imperador da Áustria, foi a Budapeste onde a 30 de Dezembro de 1916 foi coroado rei da Hungria com o nome de Carlos IV, num dia de Sábado. Chegou exilado à Madeira no dia 19 de Novembro de 1921 também em dia de Sábado. Faleceu também num Sábado, o primeiro do mês, a 1 de Abril de 1922 na freguesia de Nossa Senhora do Monte.

João Paulo II também foi um homem de grande devoção do Sábado: Foi num Sábado, 13 de Abril de 1929 que faleceu a sua mãe. Foi num Sábado, 14 de Outubro de 1978, que entrou no Conclave donde, dois dias depois sairia já como Papa João Paulo II. Foi num Sábado, 13 de Maio de 2000, que ao visitar pela terceira vez o Santuário de Fátima, revelou o chamado terceiro segredo de Fátima, no qual ele próprio se revia. Finalmente, foi no primeiro Sábado do mês, 2 de Abril de 2005, que morreu santamente.

B) Unidos na devoção e protecção MARIANA
Carlos de Absburgo ao notar que no anel de casamento da mãe da sua noiva Zita estava gravado: Sub Tuum praesidium configimus, Sancta Dei Genitrix (À Vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus), logo mandou que a mesma inscrição fosse gravada na sua aliança e na da sua esposa. Mais tarde, aquando da Primeira Guerra Mundial, mandou que a mesma inscrição ‘Sub Tuum praesidium’ fosse gravada no sabre que havia de usar. Costumava visitar com frequência os vários santuários marianos e foi ajoelhado junto da imagem de Nossa Senhora de Cabeça Inclinada que o Jovem imperador tomou a coroa como soberano. Na sua chegada à baía do Funchal, ao olhar para a montanha viu a Igreja e as suas duas torres de Nossa Senhora do Monte, terá dito: ‘Deve ser um templo dedicado a Nossa Senhora; em breve iremos visitá-lo…’ Não só teve oportunidade de visitar, como de viver os últimos 45 dias da vida e aí descansar pela eternidade…
Também o Papa João Paulo II desde sempre expressou a mesma devoção mariana. Escolheu como lema do seu pontificado a expressão: Totus Tuus, Maria! (Sou todo teu, Maria). Era muito devoto de Nossa Senhora de Czestochowa, o grande santuário mariano da Polónia, consagrado à Mãe de Deus. Foi alvo de um atentado no dia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que segundo a sua fé, o protegeu e o amparou numa vida que se prolongou com gratidão por essa protecção. Também na Madeira João Paulo II rezou à mesma Senhora do Monte durante a concelebração eucarística no Funchal onde se encontrava a imagem da mesma Senhora
C) Unidos na HORA da sua chegada à MADEIRA
O Imperador Carlos da Áustria, chegou ao Porto do Funchal, pelas 10H35 do dia 19 de Novembro de 1921, a bordo do cruzador inglês ‘Cardiff’. À mesma hora, mas 70 anos depois, no dia 12 de Maio de 1991 chegou o Papa João Paulo II ao Aeroporto da Madeira.
D) Unidos no MÊS e DIA da sua MORTE
A Providência também juntou os dois Beatos no calendário da sua morte: O Imperador Carlos de Áustria faleceu no dia 1 de Abril de 1922, ao fim da manhã, na véspera do dia de Páscoa. O Papa João Paulo II morreu no fim da tarde do dia 2 de Abril de 2005, véspera do II Domingo de Páscoa ou do Domingo da Divina Misericórdia.

E) Unidos no DIA da sua MEMÓRIA


João Paulo II beatificou o Imperador Carlos de Áustria e determinou que a sua festa ou memória fosse celebrada no dia 21 de Outubro. Foi o dia do seu matrimónio, como exemplo de santidade matrimonial para os dias de hoje, recordando a promessa mútua do casal imperial: «Agora devemos conduzir-nos um ao outro para o céu!»

O dia escolhido para a festa e memória do Beato Papa João Paulo II foi 22 de Outubro, o início do seu pontificado, como eco da sua mensagem e missão: «Não tenhais medo de acolher Cristo…Procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Não tenhais medo!...

III - DATAS IMPORTANTES ATÉ À SUA ELEIÇÃO COMO PAPA

1920


18 de Maio

Carlos Wojtyla nasce em Wadowice, perto de Cracóvia. É o segundo filho de Carlos Wojtyla e Emília Kaczorowska.


1926

15 de Setembro

Entra na escola e cedo se destaca como um dos melhores alunos
1929

13 de Abril

Morte de sua mãe.
1932

5 de Dezembro

Morte do seu irmão mais velho, Edmundo.
1934-1938

Participa, como actor, em muitas peças estudantis.


1938

22 de Maio

Recebe o Sacramento do Crisma, No Verão muda, com, o pai, para Cracóvia.
22 de Junho

Carlos matricula-se na Faculdade de Filosofia da Universidade Jagellonian de Cracóvia.

1940

1 de Novembro



Começa a trabalhar como operário numa pedreira ligada à indústria química Solvay.

1941


18 de Fevereiro

Morre o pai.


1942

23 de Outubro

Entra no Seminário de Cracóvia e inscreve-se no curso de Teologia cujo funcionamento era clandestino.

1944


Agosto

Deixa o trabalho na Solvay

Outubro

Muda-se para a residência do Arcebispo de Cracóvia, onde vive na clandestinidade


1946

1 de Novembro

É ordenado sacerdote.
1947-1948

Estudos superiores em Roma para completar a sua formação teológica.

Defende a sua tese de doutorado em filosofia e moral, com tese sobre a ética em São João da Cruz.

1948


8 de Julho

Regressa à Polónia. É nomeado coadjutor do pároco de Niegowic, na diocese de Tarnow, leste de Cracóvia.


1949

Regressa a Cracóvia e assume funções de vigário na paróquia de S. Floriano, a mais importante de Cracóvia, junto de trabalhadores e estudantes.


1950

14 de Abril

Assina um acordo político entre o regime comunista e a Igreja.
1952

Inicia o seu doutorado em filosofia, dedicado ao filósofo alemão Max Scheler.


1953

9 de Novembro

O governo comunista polaco impõe por decreto o estrito controle em todas as nomeações aos postos eclesiásticos.

Carlos é nomeado professor de teologia moral e de ética social da Faculdade de Teologia de Cracóvia.


1954

O regime comunista fecha a Faculdade de Teologia de Cracóvia.


1956

Carlos Wojtyla funda o Instituto de Moral na Universidade Católica de

Lublin, onde desde 1954 ocupa a cátedra de ética.
1958

4 de Julho

Nomeado bispo auxiliar de Cracóvia.
1960

Publica: “Amor e responsabilidade”.


1962

Designado como administrador interino da diocese de Cracóvia.


5 de Outubro

Início da sua participação no Concílio Vaticano II.




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