I o envelhecimento no feminino um desafío para o novo milénio 1/ V colecçÃo informar as mulheres n°



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As mamografias e os testes de Papanicolau ou colpocitologias /qUe permite o rastreio do cancro do colo do útero) estão sujeitas a falhas e más interpretações. Para rastrear o cancro do cólon (última porção do intestino grosso) e recto, a utilização do sigmoidoscópio flexível (tubo que se introduz pelo ânus) permite apenas a observação do intestino terminal.

Em relação ao cancro da pele, o melanoma, que é o cancro mais mortal, pode passar despercebido aos olhos de um médico pouco experiente ou mesmo aqueles que mais experiência tenham poderão não se aperceber de algumas lesões iniciais.

Cancro da mama

As mulheres de todos os grupos etários, tal como as mais idosas, deverão ter em conta que um exame médico completo e cuidadoso, incluindo o exame da mama e o exame ginecológico regulares conti­nuam a ser as melhores armas de rastreio que possuem.

A mamografia é apenas uma parte do rastreio do cancro da mama, devendo-se associar aquele exame o exame clínico da mama feito pelo médico bem como o auto-exame feito pela mulher mensalmente.

Sugere-se que as mulheres com 40 anos e baixo risco de cancro da mama (ausência de familiares com essa doença) deverão fazer mamografias de dois em dois anos.

As mulheres entre os 50 e os 70 anos de idade deverão fazer mamografias anualmente ou pelo menos de 2 em 2 anos. Aquelas com casos de cancro da mama em familiares (mãe, tias, irmãs) deve­rão fazer mamografias anualmente.

Após os 65 anos, as mulheres têm o dobro de probabilidade de virem a sofrer cancro da mama invasivo do que aquelas de 35/44 anos de idade, e o triplo de hipóteses de morrer com esta doença do que as mulheres de 35/64 anos, pelo que deverão fazer mamografias anualmente.

Nas mulheres que continuarem saudáveis durante a velhice, os rastreios deverão ser feitos mesmo acima dos 80 anos de idade.

Naquelas mulheres portadoras de doenças graves e incapacitantes com diminuição da esperança média de vida, tal como a insuficiência cardíaca, doença pulmonar, enfarte agudo do miocárdio, etc, os ras­treios do cancro da mama poderão ou não ter indicação.

Cancro do colo do útero

Nos EUA, o rastreio do cancro do colo do útero é um caso de sucesso. Um rastreio efectuado em massa às mulheres em idade fértil (15/44 anos) em combinação com o longo período latente da doença e a possibilidade de cura das lesões iniciais, fizeram com que o cancro do colo do útero deixasse de ser uma das principais causas de morte por cancro nas mulheres norte-americanas ocupando hoje o 10° lugar na lista de causas de mortalidade.



A necessidade de fazer colpocitologias ou testes de Papanicolau tem a ver com o facto da mulher ou jovem se tornar heterosexual-mente activa. Se é jovem, com 14 ou 15 anos de idade e inicia vida sexual, deverá fazer testes de rastreio a partir dessa altura. Se a mulher nunca foi heterosexualmente activa e tem baixo risco de sofrer de cancro do colo do útero, o rastreio pode ser feito por volta dos vinte anos de idade, e de dois em dois anos.

O consenso geral é que os testes de Papanicolau sejam feitos de modo regular a partir dos 18/20 anos. As mulheres lésbicas também necessitam de fazer testes de Papanicolau, pois algumas podem man­ter relações sexuais esporádicas com homens.

O conselho geral é que se 3 ou mais testes de Papanicolau em anos consecutivos forem normais, e os testes forem tecnicamente satis­fatórios, o intervalo dos rastreios em mulheres com baixo risco de virem a sofrer desta doença poderá ser aumentado para dois ou três anos.

Rastreios mais frequentes devem ser realizados naquelas mulheres com mais factores de risco de cancro do colo do útero, nomeadamente:


  • Primeira relação sexual numa idade precoce

  • Vários parceiros sexuais masculinos que por sua vez tenham tido múltiplas parceiras sexuais

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  • Infecção actual por vírus como papiloma-virus humano (HPV), condiloma ou ambos

  • Infecção actual por vírus herpes simplex

  • Infecção pelo HIV

  • História de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

  • Tabagismo, abuso de álcool

  • Toxicodependência

  • História de cancro no colo do útero, vaginal ou vulvar

Para além dos 70 anos de idade as mulheres devem continuar a fazer rastreios periódicos do cancro do colo do útero, mesmo quan­do estas tenham terminado a sua actividade sexual.

Cancro do cólon/recto

Vários especialistas recomendam o rastreio do cancro do cólon rectal com a realização de uma análise específica (pesquisa de san­gue oculto nas fezes) nas mulheres com 40 e mais anos de idade. A partir dos 50 anos as mulheres deverão fazer rectosigmoidoscopias (observação do ânus e recto através de um especulo) cada 3 a 5 anos.

A utilização da colonoscopia (introdução de um fibroscópio ou tubo pelo ânus até ao intestino delgado) deverá ser utilizado apenas nas mulheres que tenham história familiar de cancro cólon-rectal. Neste caso, deverão ser feitos rastreios de 3 em 3 anos ou de 5 em 5 anos, e as mulheres deverão cumprir à regra as indicações do seu médico de família.

Cancro da pele

Os cancros humanos mais comuns são os cancros da pele. O melanoma maligno é o cancro mais grave e mortal da pele. Nos EUA é o sétimo tipo de cancro mais comum nas mulheres. A taxa de sobre­vivência a 5 anos das pessoas com melanoma maligno localizado é de 87% e de 16% quando o cancro já está metastizado, ou seja, já inva­diu outros órgãos e sistemas do corpo humano.

A observação minuciosa e concreta da pele deverá ser feita nas mulheres com história de queimaduras solares na infância e com grande número de sinais na pele, sobretudo quando esta é clara, ou com história familiar deste tipo de cancro e/ou em actividades pro­fissionais ou de lazer que impliquem grande exposição ao sol.

Cancro do endométrio

Quando aparece o cancro da parede interna do útero (endomé­trio), surgem sinais e sintomas como perdas sanguíneas vaginais anormais após a menopausa e dores abdominais no baixo ventre. Este tipo de cancro ocorre com mais frequência nas mulheres entre os 60 e 75 anos de idade. Normalmente é um cancro possível de ser tratado e que passa pela remoção cirúrgica do útero (histerectomia).

O diagnóstico de exclusão deste tipo de patologia passa pela realização de uma ecografia pélvica (observação do útero e ovários) por sonda vaginal onde é retirada uma amostra de tecido do endo­métrio (biopsia do endométrio) que excluirá este tipo de cancro.

Cancro do ovário

Um rastreio tecnicamente eficaz deste tipo de cancro reduziria substancialmente a mortalidade com expectativas de cerca de 80 a 90% das doentes. Infelizmente ainda não é possível esta técnica. Normalmente quando o cancro do ovário é diagnosticado já está espalhado por todo o órgão. A sobrevivência a 5 anos no caso de doentes com doença avançada não ultrapassa os 15 a 20% apesar dos tratamentos agressivos de quimioterapia. Em termos práticos pode-se pedir uma ecografia pélvica (observação do útero e ovários) através de sonda vaginal e o pedido de uma análise ao sangue espe­cífica, (marcador tumoral Ca 125), característica deste tipo de cancro, que em caso de existir estará elevada.

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2.3. OS PROJECTOS DE PREPARAÇÃO PARA A REFORMA - O ÓCIO, O LAZER E AS RELAÇÕES SOCIAIS

A reforma é um conceito recente, com forte conotação social. A noção de Estado-Providência surge no final do século XIX, em França, ainda na senda da Revolução, como uma concepção nova do Estado e do seu papel na sociedade. O Estado deixa de ter como funções quase exclusivas a regulação e o controlo dos cidadãos pas­sando também a protegê-los, conferindo-lhes direitos.

O modelo francês aproveitou o contributo marcante do modelo alemão (no qual se destaca a figura do chanceler Bismark) que acabaria por influenciar até aos nossos dias o perfil dos sistemas modernos de segurança social europeus.

O Wolhfsfaarshtaat, noção equivalente ao Estado-Providência, introduz uma protecção social mais abrangente a cargo do Estado, no sentido na universalidade dos direitos sociais.

Enquanto o sistema francês tinha sido elaborado para apoiar as classes mais desfavorecidas, sem lugar a uma responsabilização indi­vidual, o modelo alemão, além de assumir um carácter paternalista do Estado em relação aos cidadãos, exige também uma contrapartida financeira a trabalhadores e empregadores. É este contracto, estabe­lecido entre o Estado, trabalhadores e o patronato, que se tem man­tido até aos nossos dias nos sistemas contemporâneos.

Até à relativamente pouco tempo só havia duas fases de vida: aprender e depois trabalhar. A reforma surge então como uma ter­ceira fase de recompensa das anteriores. Existem tantos estilos de reforma quanto de reformados.

A qualidade de vida da pessoa durante o período da reforma depende, em certa medida, da sua planificação. A necessidade de planificar a reforma emerge apenas no século XX por volta da déca­da de 80.

Esta necessidade é influenciada não só pela dimensão sócio--económica, mas também por outras vertentes, designadamente a sociológica, a cultural, a política e a psicológica. Por outro lado o pro-

cesso da reforma sofre as repercussões de outras variáveis tais como o estado civil, o local de residência (cidade/campo), papéis profissio­nais, e o nível cultural, entre outras.

Por exemplo, constata-se que os profissionais livres têm maior facilidade em planificar a sua vida na fase da reforma, processo esse facilitado se forem casados, na medida em que podem vivenciar uma maior entreajuda comparativamente às pessoas solteiras e viúvas.

Assim a reforma não pode ser confundida com o envelhecimento. Muitas pessoas reformam-se com idades inferiores a 65 anos e outras continuam a trabalhar, de alguma forma, em idades mais avançadas. Apesar da reforma ser um símbolo social de transição para a velhice e esta, por sua vez, estar associada a noções de teor pejorativo, o sec­tor das pessoas idosas é muito numeroso para ser considerado como passivo.

Além disso, à medida que a pessoa vai tendo mais idade, tam­bém vai obtendo ganhos tais como maturidade e sabedoria, melhor compreensão de si e dos outros, ponderação e outros aspectos.

A experiência de vida proporciona o desenvolvimento e a inte­gração de capacidades e conhecimentos, não estando a pessoa idosa interdita de desenvolver a sua capacidade de apreender e de intervir, como elemento activo e criativo no meio em que vive.

Contudo, do ponto de vista psicológico, a reforma pressupõe três fases: A pré-reforma - período em que a pessoa se confronta com a ideia de se reformar e se questiona quanto ao momento do seu iní­cio; A decisão de se reformar - nesta fase verifica-se que os aspectos económicos que mais influenciam a tomada de decisão; A reforma propriamente dita.



Chegada esta fase, geralmente seguem-se várias etapas, nomea­damente um período de bem-estar e até de alguma euforia (a cha­mada "lua de mel do reformado"), ao qual se segue um período de rotina, acompanhado ou não de maior descanso ou relaxamento, por sua vez, vivenciado ou não com satisfação. Com o passar do tempo, a pessoa vai construindo vivências mais realistas sobre a reforma. Por sua vez, ocorre um período de desencanto e até de depressão. Contudo, se a adaptação necessária é alcançada, a pessoa idosa acaba

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por desenvolver um novo estilo de vida, mantendo e desenvolvendo 0 seu sentido de identidade e de presença, continuando um elemen­to activo no meio em que está inserido.

Dos factores que contribuem para uma reforma com êxito, destacam-se:



  • A programação de actividades

  • O estabelecimento de metas mensuráveis

  • A manutenção de variedade de contactos sociais

  • A manutenção de uma atitude de abertura a novas vivências

As repercussões da reforma em cada indivíduo dependem, em grande parte, da personalidade deste. Consideram-se relevantes cinco traços de personalidade, designadamente a extroversão, a sen­sibilidade às relações interpessoais, a abertura a novas experiências, a minuciosidade e o neuroticismo, constatando-se que os quatro pri­meiros aumentam a satisfação vital da pessoa, e que o último a diminui.

É na residência onde se habita e no estilo de vida que se adopta, onde as preferências de cada indivíduo se engrandecem e onde se pode planificar uma reforma no sentido pleno da expressão.

A maior parte das pessoas prefere ficar no seu próprio domicí­lio, e para aquelas que têm condições financeiras, poderão dividir o tempo entre o seu domicílio habitual e outro, onde as condições climatéricas sejam melhores para o seu estado de saúde.

Para aquelas que preferem continuar em suas casas, é importante conhecer os gastos financeiros, para a manter em boas condições, bem como conhecer os recursos existentes no meio envolvente, como o tipo de vizinhos, o acesso ao comércio, ao centro de saúde, ao hos­pital, à igreja, etc.

Se houver menos recursos económicos, podem-se pôr algumas possibilidades, como alugar quartos a jovens estudantes, ou mesmo partes da casa, ou fazer do seu domicílio sede de algum negócio fami­liar. Por outro lado, também se podem convidar pessoas nas mesmas circunstâncias, para que co-habitem na mesma residência, dividindo gastos e despesas.

Também será importante a informação sobre ajudas económicas individuais, destinadas a situações de urgência social, na realização de tarefas diárias, como a deficiência, a grande incapacidade ou perda de autonomia. Qualquer apoio externo deve ser devidamente questionado e planificado.

O estilo de vida de cada pessoa reflecte as suas necessidades e preferências em relação a si mesmo, aos outros, à comunidade e à forma como se usa o tempo, o espaço e o dinheiro. Questões impor­tantes devem ser postas para se poder planificar.

Exemplos destas questões são:



  • Como quero empregar o meu tempo?

  • O que é importante para mim?

  • Até que ponto quero ser útil na comunidade à qual pertenço?

  • As amizades são ou não importantes?

  • Os amigos, a diversão e o lazer são ou não importantes?

  • Haverá ou não interesse em participar em centros de educação para adultos?

Qualquer planificação deve ter em conta os aspectos biopsico-sociais, culturais e económicos de cada pessoa, bem como gostos pessoais como a jardinagem, pesca, pintura, artesanato, teatro, viagens, etc.

O idoso sobretudo se vive só ou não tem família, deve se infor­mar dos serviços sociais e comunitários existentes como:



Serviços de Apoio Domiciliário - em que são prestados cuidados de higiene pessoal, limpeza da casa, lavagem da roupa, refeições diá­rias, serviços de reabilitação, etc. ou mesmo ajuda para deslocações.

Promoção de Actividades Culturais - a fim de estimular as capa­cidades cognitivas, intelectuais e relacionais.

Serviços de Terapia Ocupacional - ajuda a ocupar o tempo e são muito importantes para o convívio entre as pessoas.

Serviços de Telealarme - a fim de o idoso poder ser apoiado do ponto de vista social e médico, e em caso de necessidade, ter alguma orientação no sentido de se sentir mais seguro e acompanhado.

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Centros de Dia - a fim de poder partilhar com outras pessoas em idênticas circunstâncias tarefas como jogar às cartas, cozer, cozinhar, etc.

Lares/ Casas de Repouso - a Casa onde o reformado habitará irá por certo influenciar grandemente o estilo de vida que ele próprio irá ter no seu futuro, de forma a que ele se sinta seguro, confiante e con- # fortável. Assim será fundamental que o meio envolvente que o rodeia esteja munido dos diversos serviços necessários para uma vida o mais digna possível. Esses serviços vão desde os cuidados médicos e de enfermagem (centros de saúde, consultórios, clínicas, centros de reabilitação, etc.), à rede de transportes, a uma vizinhança tranquila e prestável a fim de que a identidade social do idoso e as suas necessi­dades sejam respeitadas.

O Tempo é o mais importante de todos os recursos porque é nele que cabem todos os outros e ainda porque só pode ser usado uma vez - a hora que passou não pode voltar a ser vivida.

Frequentemente com a reforma a pessoa experimenta uma noção subjectiva de excesso de tempo. Para que o tempo seja evi­denciado de forma significativa, é importante que a pessoa identifi­que quer as suas necessidades, quer os seus desejos particulares, e que encontre as actividades que ajudem a satisfaze-los. Essas activi­dades devem permitir substituir o trabalho, serem contínuas e com­pletas, promovendo o desenvolvimento pessoal. Para orientar a sua escolha, a pessoa idosa poderá dar continuidade aos seus interesses do passado ou descobrir novas motivações dando assim início a novas actividades.

Podemos considerar diferentes tipos de actividades:



  • Actividades educativas - frequência de cursos como aprender um idioma

  • Actividades de lazer - por exemplo carpintaria, pintura, escul­tura, fotografia, escrita (prosa/poesia), teatro, exercício físico (caminhar, andar de bicicleta, nadar, etc.), viajar e contemplar

  • Actividades de voluntariado - participar em actividades orga­nizadas pela Cruz Vermelha, Caritas, Bombeiros Voluntários (este tipo de actividade constitui um excelente contributo para que a pessoa mais velha desenvolva o seu sentido de identidade a sua auto-estima, e o seu status e reconhecimento social)

  • Outras actividades - trabalhar a tempo parcial ou estabelecer pequenos negócios

Com a reforma a pessoa ganha efectivamente mais cinquenta horas por semana do que dispunha anteriormente. No sentido da utilização significativa desse tempo que a reforma proporciona sugerem-se algumas estratégias:

  • Fazer um plano diário

  • Estabelecer um horário

  • Comprometer-se com actividades específicas

  • Compartilhar alguns dos seus planos e actividades com outras

pessoas

Em geral as pessoas mais felizes são aquelas que se mantêm activas e em contacto com os outros, obtendo e proporcionando ajuda.



Uma vida plena de significado exige também intensa criatividade no sentido da gratificação e da realização pessoais.

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3 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DO ENVELHECIMENTO E SEU ENQUADRAMENTO NACIONAL

O fenómeno do envelhecimento resulta da transição demográfica definida como a passagem de um modelo demográfico de natalidade e mortalidade elevados para um outro em que ambos os fenómenos atingem níveis baixos, causando um estreitamento da base da pirâmide de idades com redução de efectivos populacionais jovens, e o alarga­mento do topo com acréscimos de efectivos populacionais idosos.

Do ponto de vista individual, o envelhecimento assenta na maior longevidade dos indivíduos - ou seja, o aumento da esperança média de vida. Do ponto de vista demográfico, no entanto, este tra-duz-se no aumento da proporção de pessoas idosas em relação à população total.

Em Portugal, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE, as alterações na estrutura demográfica estão bem explícitas na comparação das pirâmides etárias de 1960 e de 2000. Este fenómeno ocorre em todos os países desenvolvidos, com particular incidência nos países em vias de desenvolvimento.

Entre 1960 e 2000, a proporção de jovens (0 a 14 anos) diminuiu de cerca de 37% para 30%, e segundo as projecção das Nações Unidas, a proporção de jovens continuará a diminuir para atingir os 21% do total da população em 2050.

Inversamente, a proporção da população mundial com 65 e mais anos regista uma tendência crescente aumentando de 5.3% para 6.9% do total da população entre 1960 e 2000, atingindo 15.6% em 2050, segundo as mesmas projecções.

É de notar que o ritmo de crescimento da população idosa é quatro vezes superior ao da população jovem.



O envelhecimento demográfico não evoluiu de forma uniforme em todas as regiões do mundo. Segundo o seu grau de desenvolvi­mento, confirma-se que os países mais desenvolvidos iniciaram pri­meiro o seu fenómeno de transição demográfica com a população
jovem a e^voluir segundo taxas negativas desde 1970, enquanto que os países meenos desenvolvidos apresentam taxas de crescimento positi­vas - embbora relativamente baixas - aproximando-se do valor nulo a partir de í 2030.

No qque se refere à população com 65 e mais anos, constata-se que nas reegiões mais desenvolvidas o ritmo de crescimento é bastante forte, corrm alguma tendência em atenuar-se sendo 2.1% em 1960/70, 1.5% em 1990/2000 e, previsivelmente, cerca de 0.3% em 2040/50.



Entree 1960 e 2001, o fenómeno de envelhecimento demográfico traduziu-sse por um decréscimo de cerca de 36% na população jovem e um inerremento de 140% da população idosa. Em Portugal, a pro­porção daa população idosa que representava 8% do total da popula­ção em 11960 duplicou, passando para 16.4% em Março de 2001, segundo co último recenseamento.

Tamlbém é importante referir que dentro da própria população idosa, o riitmo de crescimento não é homogéneo. Entre 1970 e 2000, a populaçção com 85 e mais anos registou uma taxa de crescimento de 3.5%, enqquanto que ao grupo dos 75 e mais anos correspondeu uma taxa de 22.7%, o que revela um ritmo de crescimento mais elevado entre a pcopulação idosa.



A prroporção de pessoas com 75 e mais anos aumentou de 2.7% para 6.7%ó do total da população entre 1960 e 2000, e a população com 85 e mais ; anos aumentou de 0.4% para 1.5% no mesmo período.

Em > valores absolutos, a população idosa aumentou quase um milhão dee indivíduos, passando de 708.570 em 1960 para 1.702.120 em 2001,, dos quais 715.073 são homens, e 987.047 mulheres. Uma análise6, ssegundo o género, revela que no sexo feminino a proporção de idosas* ultrapassou a de jovens do mesmo sexo em meados da década die 90, enquanto que no sexo masculino a proporção de jovens airnda se mantém actualmente superior à dos idosos. A supe­rioridade numérica das mulheres devido à maior esperança de vida aumenta i naturalmente com o passar dos anos.

6 Disponibilizzada pelo INE em 2002.



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