I o envelhecimento no feminino um desafío para o novo milénio 1/ V colecçÃo informar as mulheres n°


Intoxicação aguda pelo álcool/embriaguez



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Intoxicação aguda pelo álcool/embriaguez

A embriaguez ocorre quando se ingere grande quantidade de bebidas alcoólicas num curto espaço de tempo.

Os efeitos do álcool dependem da sua concentração no sangue.

A pessoa em estado de intoxicação aguda está incapaz de con­duzir ou trabalhar.



Possíveis efeitos da embriaguez:

  • excitação

  • agressividade

  • ansiedade

alteração dos batimentos cardíacos

  • descoordenação motora

  • náuseas

  • discurso lento e arrastado

  • vómitos

  • confusão

  • sono profundo

  • coma e eventualmente a morte


Abuso do Álcool e dependência do álcool (Alcoolismo crónico)

A ingestão excessiva e habitual de bebidas, muitas vezes em pequenas doses, mas repetidas ao longo do dia, vai mantendo uma alcoolização permanente do organismo e uma situação de intoxica­ção alcoólica crónica que, se for frequente e prolongada, poderá ori­ginar uma situação de alcoolismo crónico.



Alcoolismo crónico e dependência

O alcoolismo crónico é uma situação de dependência física e psicológica do álcool. A pessoa dependente passa a viver em função do álcool, desvalorizando aspectos essenciais da vida, como a família, o trabalho e os amigos, desprezando a saúde e, inclusivamente, a pró­pria existência, tornando-se dependente sendo difícil controlar o seu consumo. Nesta fase a pessoa está gravemente doente e a sua recu­peração torna-se extremamente complexa, sendo fundamental a ajuda da família e pessoal médico, devendo o doente abster-se de beber qualquer bebida alcoólica ao longo da sua vida.



Quadro de Privação

Quando há consumo excessivo e regular de álcool durante um largo período de tempo, a diminuição ou a paragem do consumo provoca alguns sintomas como o aumento das pulsações cardíacas, suores, tremores nas mãos, insónias e vómitos, agitação, ansiedade e irritabilidade.

O quadro de privação é comum às pessoas que são bebedoras excessivas e alcoólicas crónicas. O alcoolismo é uma doença, a sua recuperação é um processo difícil e demorado, que exige da própria pessoa, da família e rede de amigos, compreensão e ao mesmo tempo alguma firmeza.





• Não tenha vergonha nem receio

2.2.4. Osteoporose/Patologia Reumatismal

O que é a osteoporose

É uma doença metabólica que afecta o esqueleto causando uma diminuição de massa óssea. Esta aumenta desde o nascimento até cerca dos vinte anos, a partir dessa idade o osso começa a ficar mais fraco e poroso, o que poderá levar à fractura de determinados ossos como o do punho e da anca.

O osso descalcifica passando a ser mais poroso, fraco e com menor resistência aos embates, fracturando-se com muita facilidade.



A osteoporose ocorre com mais frequência na altura da pós-•menopausa e em adultos com mais de sessenta anos de idade. As Pessoas portadoras de osteoporose possuem a sua autonomia mais ^agilizada, pois os ossos podem deixar de suportar o seu corpo, Sendo por isso importante intervir o mais cedo possível a fim de se Poder conservar o osso nas melhores condições.

Factores de risco

A) Não Controláveis

  • Envelhecimento

  • Menopausa precoce

  • História familiar de osteoporose

  • Baixa estatura

  • Raça branca ou asiática

B) Controláveis

  • Abuso do álcool

  • Consumo excessivo de cafeína

  • Tabagismo

  • Vida sedentária

  • Doença hepática ou renal

A osteoporose é uma doença frequente?

Em Portugal uma em cada dez mulheres com mais de cinquen­ta anos tem osteoporose, e já teve ou está em risco de sofrer fractura óssea. Calcula-se que quarenta em cada cem mulheres sofrerão pelo menos uma fractura óssea após os cinquenta anos. No caso da mulher de idade mais avançada, verifica-se que um quarto das que têm mais de sessenta anos sofrem de osteoporose, sendo a fractura da coluna vertebral e do braço (rádio) a mais precoce, e a da anca mais tardia.

Como se manifesta.

A osteoporose desenvolve-se silenciosamente após um esforço mínimo, movimento brusco ou pequena pancada surgindo uma dor forte, situada na coluna dorsal ou lombar, devida à fractura da vérte­bra descalcificada, nesse caso, a doente é obrigada a acamar durante duas semanas para que se dê a consolidação da fractura e a dor desa­pareça.

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Como posso colaborar no meu tratamento?

Cuidados a ter:

  • Deve ingerir alimentos ricos em cálcio (leite, queijo, iogurtes, vita­mina C, e proteínas)

  • Deve ingerir pelo menos um quarto de leite magro (fornece 300 gra­mas de cálcio)

  • Deve fazer diariamente exercício físico suave (marcha)

  • Deve evitar traumatismos, quedas, esforços desnecessários ou posições viciosas

  • Deve instalar barras de apoio na banheira, escadas degraus e rampas

  • Deve tomar a medicação prescrita pelo seu médico de família

O que deve evitar?

  • Cafeína, álcool, nicotina

  • Tapetes espalhados pela casa, fios eléctricos em locais de pas­sagem ou objectos em que possa tropeçar

  • Deixar de tomar a sua medicação sem consultar o médico

Patologia Reumatismal

Definição

A doença articular degenerativa ou osteoartrite (O.A.) é um distúrbio caracterizado pela deterioração progressiva e perda da car­tilagem articular, acompanhada de proliferação de novo osso e de tecidos moles na articulação afectada e ao seu redor. A osteoartrite niais comum afecta quase todas as articulações, sobretudo aquelas que sustentam o peso do corpo.



Causas

Primária - (idiopática) sem causa conhecida aparente. Secundária - em que há um factor predisponente (traumatismo, anomalia congénita ou doença metabólica).

Sinais e sintomas

  • Dor - de inicio gradual e insidioso de uma ou várias articulações

  • Rigidez matinal - (10-30min) melhorando com os movimentos

  • Diminuição da mobilidade articular (subluxação e deformação)

  • Contracturas na flexão com rangidos articulares

  • Aparecimento de nódulos de Heberden ou de Bouchard na articulação interfalângicas (local mais comum da doença)

  • Limitação dos movimentos

  • Perda da autonomia

  • Incapacidade

Cuidados a ter:

  • Reduzir o peso

  • Dormir em cama suficientemente dura, de preferência de costas, e com almofada por baixo do pescoço

  • Usar calçado apropriado (ténis de boa qualidade são um bom calçado para as pessoas que têm artroses na articulação da anca e joelho)

  • Distribuir a carga ou objectos pesados de forma equilibrada por ambas as mãos

  • Utilizar os utensílios de trabalho ou de lazer às suas características individuais (por exemplo a tábua de engomar deverá ter com altura regular)

  • Não permanecer muito tempo na mesma posição, ande (as articulações precisam de movimento)

  • Fazer um período de repouso pelo menos duas vezes por dia

  • Evitar obstáculos ou irregularidades do piso (quando andar a pé)

  • Fazer exercício físico (regular e contínuo)

  • Tomar a medição prescrita pelo seu médico de família

  • Seguir á risca os conselhos do seu médico familiar

V

Artrose (algumas características)

  • A dor agrava-se com o exercício

  • Surge a rigidez matinal (menos de 15 min.)

  • Há limitação da mobilidade articular

  • Há som de ressalto ou rangido articular

  • É de começo insidioso e progressivo

Artrite (algumas características)

  • Há dor ao movimento ou pressão da articulação

  • Há rigidez matinal (mais de 30 min)

  • Há tumefacção articular na zona afectada

2.2.5. Ansiedade e depressão

A depressão grave unipolar é o quadro psiquiátrico mais comum com que os médicos de família se deparam no seu dia-a-dia, e salvo raras excepções os estudo epidemiológicas demonstram ser mais prevalentes nas mulheres que nos homens. Contudo não há nenhuma explicação coerente que mostre esta preponderância nas mulheres, nem está explicado porque é que o sexo afecta as respos­tas aos tratamentos anti-depressivos.

Nos Estados Unidos da América, em média, a depressão é diagnosticada em duas mulheres por cada homem. As mulheres manifestam uma taxa superior de depressão grave no início da ado­lescência, mantendo-se elevada ao longo da vida. O pico etário do aparecimento do primeiro episódio depressivo verifica-se durante a idade fértil. A prevalência da depressão grave ao longo da vida é de 21% nas mulheres, comparada com 12% nos homens (segundo os dados do National Comorbidity Survey - EUA). As mulheres mais velhas estão mais sujeitas a terem episódios recorrentes de depressão do que os homens da mesma faixa etária. Algumas razões poderão estar na sua génese, como as diferenças genéticas, os factores hormo­nais, desde a terapêutica hormonal de substituição, os contraceptivos

orais, os efeitos do ciclo menstrual e da menopausa, e os diversos factores sociais e económicos que possam implicar mais ou menos stress, por fim as diferenças do papel social homem/mulher assumi­das pela sociedade ao longo dos tempos.

A depressão manifesta-se de forma identifica na mulher e no homem. Humor disfórico, falta de interesse ou de prazer, alterações do apetite e do sono, fadiga, sentimentos de culpa ou de inutilidade, falta de concentração e pensamentos sobre a morte podem ser alguns sinais e sintomas da doença.

No desenvolvimento genético evolutivo desde o nascimento até à morte, a pessoa vai percorrendo várias etapas que determinam crises de desenvolvimento que poderão levar à doença depressiva e/ou ansiedade.

Algumas pessoas idosas deprimidas evidenciam elevada hipo­condria, (mania das doenças), e algumas preocupações com a sua imagem física, os seus pertences, e as suas realizações do passado. Alguns isolam-se, sobrevalorizando as experiências e ganhos do passado, outros manifestam reacções paranoides e/ou depressivas, e outros apresentam reacções emocionais menos profundas como o desespero e a angústia. Contudo, todos passaram por momentos de baixa de auto-estima, o que potenciará mais ainda os estados ansio­sos e/ou depressivos.

A depressão é uma perturbação do humor que atinge a esfera dos interesses, da vontade, da capacidade cognitiva e dos instintos, não devendo ser confundida com sentimentos de alguma tristeza, (estar em baixo ou desmoralizado), relacionados com acontecimen­tos da vida diária.

A depressão do idoso poderá acompanhar a senescência e o próprio envelhecimento sendo diferente de outras doenças como as demencias, doença de Parkinson, doenças da tiróide, o abuso de álcool e drogas.

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Reconhecer a Depressão



  • Humor triste ou perda de interesse

  • Redução do apetite/perda de peso

  • Perda do desejo sexual

  • Insónia ou hiperinsónia

  • Lentificação psicomotora ou agitação

  • Sentimentos de desvalorização

  • Diminuição da capacidade de atenção/concentração

  • Perda de interesse e prazer nas actividades diárias

  • Ideação suicida

Em Idades mais avançadas

  • Medo da morte ou pobreza

  • Diminuição da memória ("estou a ficar senil")

  • Perda da esperança

  • Perda de interesses

  • Auto-negligência/desleixo próprio

QUAL A FREQUÊNCIA DA DEPRESSÃO

  • A depressão é uma doença que afecta o ser humano em todas as idades.

  • Ao longo da vida 25% das mulheres e 10% dos homens vêm a sofrer de depressão.

  • Em cada momento cerca de 6% da população portuguesa sofre de depressão.

CAUSAS DA DEPRESSÃO

  • Predisposição genética.

  • Déficit de algumas substâncias cerebrais (seratonina, noradre-nalina, dopamina, etc).

  • Acontecimentos traumáticos da vida (problemas familiares, morte de alguém, doença, stress, etc).

  • Tipo de personalidade.

O que fazer:

' Reconhecer a doença



' Procurar ajuda com o seu médico, psicólogo ou terapeuta 1 Não ocultar sentimentos, e questões ou dúvidas que tenha Ser sincero, não omitir factos importantes Explicar à família o que se está a passar consigo Manter bons hábitos de sono Reduzir a ingestão de cafeína Evitar a ingestão de álcool Fazer exercício físico regular

Cumprir à risca a prescrição medicamentosa preconizada pelo seu médico

Trata-se da sua saúde e da sua vida

QUE AJUDA FAMILIAR



  • Procurar um ambiente carinhoso e de apoio

  • Reconhecer que o doente irá progredir ao seu próprio ritmo

  • Não pressionar o doente deprimido mas antes animá-lo

  • Encorajar o doente ajudando-o a seguir as instruções do médico

  • Reconhecer que os sintomas da depressão podem mudar o comportamento do indivíduo

  • Não exclua o doente dos assuntos familiares

  • Não tente fazer tudo pela pessoa deprimida

  • Deixe-o completar pelo menos algumas tarefas

  • Não critique nem negue a doença

  • Não espere que o doente "saia dessa" sem

mais nem menos
Não tome decisões importantes sobre a vida do doente

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A abordagem médica passará pela prescrição de medicamentos como os ansiolíticos, anti-depressivos, e indutores de sono (medica­mentos que ajudam a conciliar o sono). Todas estas substâncias devem ser tomadas segundo a prescrição do médico, com doses que respeitem o mais possível o custo/benefício e com a menor possibili­dade de efeitos secundários.

Para além da abordagem farmacológica deverão também ser esti­mulados os tratamentos psicológicos com exercícios de relaxamento, explicando aos doentes que o objectivo do tratamento é antes de mais a remissão dos episódios depressivos, ou seja, a ausência de sintomas.

2.2.6. A Demência/Doença de Alzheimer

A demência é uma doença mental progressiva e crónica carac­terizada pela redução global das funções mentais mais elevadas, sobretudo a memória, a atenção, a concentração, a personalidade e o comportamento social.

A causa principal da Doença de Alzheimer (DA) é desconhecida, contudo a idade é o principal factor de risco para sua prevalência por degenerescência neuronal (o neurónio é a célula base do cérebro), evolutiva e crónica, com atrofia cerebral progressiva.

Outro tipo de demências muito comum é a Demência Vascular (DV) que resulta de multi-enfartes no cérebro causados por doenças vasculares cerebrais (AVCs ou tromboses).

A Doença de Alzheimer é um diagnóstico post-mortem, pois encontram-se no cérebro dos doentes depósitos de um pigmento característico desta doença que é o amilóide. A apresentação clássica desta doença é a evolução de um processo insidioso, crónico e contí­nuo com deterioração global das capacidades mentais.

A Demência Vascular tende a evoluir com períodos de deterio­ração intercalados com períodos de estabilidade ou mesmo de alguma recuperação.

Os doentes com Doença de Alzheimer tendem a viver mais tempo, sobretudo se tiverem uma boa rede de prestação de cuidados



médicos e de enfermagem no domicílio, enquanto que aqueles que têm Demência Vascular tendem a morrer das consequências dos acidentes vasculares cerebrais ou do enfarte agudo do miocárdio.

Os síndromes depressivos e as demências são as patologias geronto-psiquiátricas mais frequentes, e não raras vezes encontram-se inter-relacionadas. A depressão pode desencadear um síndrome de-mencial e mesmo agravá-lo, e por outro lado a demência pode induzir uma depressão enquanto o idoso não perder a consciência de si próprio.

De facto muitas vezes há sobreposição de sintomatologia depressiva e demencial, e grande parte dos sintomas são comuns em ambas as patologias. Esta situação provoca grandes dificuldades de diagnóstico e consequente terapêutica, contudo podemos afirmar que na prática clínica, o médico de família é confrontado com três situações possíveis, nomeadamente:



  • Se há uma depressão de base, acompanhada de alterações cognitivas (défice de memória, de concentração, desorienta­ção, etc.) surgidas recentemente podemos afirmar que o défice cognitivo é secundário à depressão. Neste caso trata-se com medicamentos anti-depressivos e com substâncias intensifica-doras dos estímulos cognitivos (piracetam, citicolina, etc.).

  • Se há défice cognitivo e o idoso apresenta humor depressivo, apatia e isolamento, então a depressão é secundária ao estado demencial, isto é, surge como consequência da demência.

  • Se a demência se instala e evolui num idoso com episódios anteriores de depressão e de demência, a base patológica é de facto a demência que por sua vez é agudizada pela depressão. Neste caso o tratamento deverá passar por novas e modernas substâncias como o donepezil e a rivastigmina.

A conjugação de fármacos anti-depressivos com outros que ajudem à melhoria da memória, atenção e concentração deverão ser utilizados nestes doentes. Existem também inquéritos ou escalas, nomeadamente o Mini Mental State (MMS), que através do preen­chimento de um inquérito pelo próprio doente dá uma pontuação

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determinada que poderá ajudar ao diagnóstico desta patologia tão comum nos mais velhos.



2.2.7. A Hipertensão Arterial e a Diabetes A HIPERTENSÃO ARTERIAL

A hipertensão arterial é em Portugal o factor de risco mais importante para os acidentes vasculares cerebrais e para os enfartes do miocárdio



Definição

Elevação crónica da pressão arterial (PA acima de 140-90 mmHg). Pode ter uma causa desconhecida, e denomina-se hiperten­são essencial ou idiopática



Pode ter uma causa secundária:

  • Doenças endócrinas - hipertiroidismo, hipotiroidismo, hiper-cálcemia,etc

  • Doenças renais - glomérulonefrite, nefrite crónica, nefropatia diabética, etc

  • Doenças neurológicas - encefalite, etc

  • Situação de stress - pós operatório, fármacos, etc

Sinais/Sintomas

(São o reflexo das complicações)



  • Cefaleias (dores cabeça)

  • Epistáxis - hemorragia nasal

  • Tonturas

  • Vertigens

  • Astenia

  • Edema

  • Zumbidos

  • Palpitações

Factores Agravantes

  • Obesidade

  • Tabagismo

  • Dislipidémias

  • Diabetes

  • Pressão diastólica superior a 115 mmHg

  • Insuficiência cardíaca congestiva

  • Hipertrofia do ventrículo esquerdo.

  • Stress

Tratamento

  • Medidas de ordem geral

  • Restrição de sal na comida

  • Eliminar o tabaco

  • Supressão da ingestão de álcool

  • Combater a obesidade

  • Evitar a vida sedentária

  • Controle de doenças concomitantes

Manobras de combate ao stress

  • Tratamento farmacológico

  • Seguir à risca a prescrição do médico familiar

  • Tomar os medicamentos prescritos pelo médico familiar

  • O objectivo é reduzir a pressão arterial para baixo das 140/90 mmHg

  • Na diabetes e doença renal os valores deverão ficar <130/80 mmHg

  • A medicação para a hipertensão arterial é para ser feita durante toda a vida. Se parar o tratamento, a pressão arterial volta a subir por vezes duma maneira abrupta, atingindo valo­res muito elevados.

Não espere ter sempre os mesmos valores tensionais iguais, eles variam durante o dia, sendo mais elevadas de manhã e no Verão podem ser mais baixos que no Inverno.

A Diabetes



O que é a diabetes?

Quando comemos, a digestão dos alimentos transforma os hidratos de carbono (massas, batatas, arroz, etc) em glucose que é transferido para o sangue através do intestino delgado.



Todos nós temos glucose no sangue, sejamos ou não diabéticos. Aqueles que não têm diabetes dependem da insulina, que é uma hor­mona produzida no pâncreas. Esta hormona leva a glucose no sangue para as células do corpo, onde serve de alimento primário do corpo.

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Contudo o pâncreas do diabético não produz insulina em quan­tidades suficientes, não podendo por isso controlar os valores da glicemia no sangue.



Sem a insulina a glucose não é levada para as células acumulan-do-se no sangue (hiperglicémia) provocando sede intensa, necessi­dade de urinar muitas vezes, visão turvada, fadiga, etc.

Complicações da diabetes

Surgem da acumulação da glucose no sangue (hiperglicémia) ocorrendo problemas com os pequenos vasos sanguíneos (doença microvascular) que resultam numa doença de olhos (retinopatia) doença de rins (nefropatia) e lesões do sistema nervoso (neuropatia).

Também ocorrem problemas com os vasos sanguíneos princi­pais (doença macrovasculares) com o aumento de risco de doenças coronárias, problemas circulatórios e enfarte.

Os diabéticos têm maior probabilidade de terem tensão alta (hipertensão) que os não diabéticos.



A tensão arterial alta (hipertensão) aumenta o risco de ataques cardíacos ou enfarte, podendo por outro lado agravar o efeito da nefropatia e retinopatia.

Atitudes a tomar/cuidados

  • Controlar a tensão arterial através do exercício físico regular, dieta baixa em gorduras e colesterol, redução de stress e con­trole de peso

  • Tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico de família

O que deve fazer

  • Adoptar uma dieta saudável e equilibrada

  • Manter o peso saudável

  • Fazer exercício físico regular e continuo (andar a pé, nadar, dançar, fazer ciclismo)

  • Controlar dum modo rigoroso níveis de glicemia e de gordu­ras no sangue bem como controlar a tensão arterial

O que deve evitar

  • Consumir sal em demasia

  • Fumar pode piorar a doença

  • Beber álcool ou bebidas excitantes

  • Evitar o stress, pois este pode aumentar o nível da glicose no sangue

Viver com a diabetes

  • Actualmente não há cura para diabetes

  • Estimular a prática do chamado "controlo rigoroso" mantendo os níveis de glucose no sangue o mais próximo possível do normal

  • Manter hábitos de vida saudável

  • Fazer uma alimentação fraccionada ao longo do dia

  • Seguir à risca os conselhos do seu médico familiar

2.2.8. A importância dos rastreios como forma de prevenção de algumas doenças

O conceito de rastreio é perfeitamente adequado quando se fala num teste ou num exame suficientemente sensível e específico para detectar uma doença a tempo de permitir uma acção preventiva. De seguida, falaremos nos rastreios mais comuns a realizar na mulher ao longo das várias etapas da vida.

Um correcto e atempado rastreio do cancro da mama, do colo do útero, do colo-recto, e da pele pode salvar a vida de muitas mulheres. As mulheres idosas devem ser rastreadas, pois a idade é um factor de risco dominante em praticamente todos os tipos de cancro.

Quando o rastreio é feito em intervalos regulares, poderá prever o estádio inicial de uma neoplasia maligna (ou cancro) no seu estádio inicial. Por outro lado, é bom que se fique com a ideia de que nenhum teste de rastreio é por si só seguro, tal como as tecnologias utilizadas apesar do seu grande desenvolvimento nas últimas décadas poderão não serem perfeitas.



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