I – Introdução



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AS VIRTUDES DO INCA

A invenção do passado indígena na obra do Inca Garcilaso de la Vega


Lorena Gouvêa de Araújo*
RESUMO: Filho do Novo e Velho Mundo o mestiço Inca Garcilaso de la Vega (XVII) dedicou grande parte de sua carreira literária na produção de sua obra Comentarios Reales de los incas (1609). O intelectual debate, nesta obra, a respeito da grandiosidade do império inca, posteriormente devastado pela conquista espanhola. Repleto de uma simbologia própria este maravilhoso império, situado outrora nas terras peruanas da América do Sul, mantém, ainda hoje, viva a memória de sua trajetória.

Palavras-chave: memória, intelectual, inca.


ABSTRACT: Son of the New and Old World the cross bred (mestizo) Inca Gracilaso de la Vega (XVII) has devoted much of his literary carreer in the production of his work Comentarios Reales de los incas (1609). The intellectual debate in this work regards the majesty of the Inca empire, later destroyed by Spanish conquerors. Filled with a unique symbology this wonderful empire, formely located in the Peruvian lands of South America, maintains, even nowadays, the memory of this tragectory alive.

Palavras-chave: memory, intellectual, inca.


Diversos foram os indivíduos que se propuseram a imaginar um passado glorioso e positivo para seus ancestrais. Na condição de filhos do Novo e do Velho Mundo, os mestiços tinham muito a contar sobre a cultura indígena de seus precedentes, além disso, podiam contrapô-la a cultura que sua linhagem européia os permitia conhecer sobre o Velho Mundo. Neste sentido o mestiço Inca Garcilaso de la Vega é um dos intelectuais mais importantes de sua época (século XVII) por virtude de ter se proposto a um trabalho de “resgate” da memória indígena peruana e por virtude da disseminação de seus escritos pelas gerações posteriores no mundo hispânico do Antigo Regime.

Com base nos relatos que escutara de seus parentes indígenas em sua juventude, nas passagens vividas por estes e nas notícias recolhidas por testemunhas da conquista do Peru, o letrado mestiço Inca Garcilaso de la Vega escreve a primeira parte de sua obra Comentarios Reales de los incas. Nesta, o autor se refere aos feitos dos incas, assim como à sua civilização, se aproximando de seu passado indígena vivido na cidade de Cusco, junto à sua mãe. Em 1609 Comentarios Reales foi publicado em Lisboa e reimpresso em Madri em 1723. A segunda parte desta obra, terminada em 1613, foi denominada Historia General del Peru e narra conquistas e guerras civis entre os conquistadores espanhóis e os nativos conquistados, celebra as grandezas dos heróis hispânicos que, segundo o próprio autor, conquistaram o mais importante império americano colonial, tão imenso que jamais será esquecido pelos estudiosos. É um relato de fato sobre a conquista do Peru, registrando o trabalho que os europeus tiveram durante a empresa desta conquista, a prisão do Imperador inca Atahualpa e a submissão dos incas em relação aos espanhóis.



O estudo sobre o Inca Garcilaso de la Vega rendeu vários trabalhos de importância para quem se atenta à análise de suas obras. Citando apenas alguns estão os trabalhos de Christian Fernández e de Aurelio Miro Quesada y Sosa. Intitulada “Inca Garcilaso: Imaginación, memoria e identidad” (2004) a obra de Christian Fernández além de uma detalhada análise da obra do Inca Garcilaso, leva a cabo também uma revisão do discurso crítico garcilasiano. Propõe uma releitura de temas fundamentais como a simbologia e a escrita da memória do passado andino. Aurelio Miro Quesada y Sosa foi um dos mais importantes investigadores da vida e obra do Inca Garcilaso. Seu livro “El Inca Garcilaso” (1948) insere novos dados e constitui, atualmente, a biografia mais completa do Inca. Nesta obra Quesada evidencia a intenção histórica de Comentarios Reales de los incas, além de elucidar sua importância como trabalho literário. É justamente em busca da representação fiel do que seria o império inca, que se tinha notícia, que Garcilaso de la Vega teria começado a produção de seu trabalho, aceitando os mitos que ouviu dessa comunidade indígena, e atentando-se a estudá-los e discerni-los dos fatos verdadeiros. Segundo Aurelio Quesada, Garcilaso descarta em seus comentários o que é secundário a seu ver e atenta-se a embelezar o império que fez parte de sua infância e que também o construiu enquanto mestiço.

É certo que a conquista espanhola da América não se deu de forma espontânea. A catequese dos índios por parte dos jesuítas que desembarcaram junto aos conquistadores em solo americano, foi essencial na coerção e dominação destes autóctones. Justamente no intuito de elucidar os demônios do Velho Mundo que ganharam corpo a partir da interpretação européia, por vezes mal feita, das personagens históricas e culturais particulares aos incas, utilizaremos os autores Serge Gruzinski – com seu trabalho de análise do imaginário dos ameríndios em seu livro “A colonização do imaginário: Sociedades indígenas e ocidentalização no México espanhol Séculos XVI-XVII” – e Ana Raquel Portugal – com os artigos “A inquisição espanhola frente à bruxaria andina” e “A inquisição cruza o oceano”. Nestes artigos Portugal retrata a anexação espanhola do Império Inca a partir de 1532, e observa que, os espanhóis, em suas malas de viagem, além dos objetos que seriam ferramentas de sua fixação neste novo continente, trouxeram o amontoado dos costumes cristãos europeus. Era função destes colonizadores submeterem aqueles autóctones aos ensinamentos de Cristo e às ideologias do clero católico europeu. A campanha de purificação daquele povo, visava a exterminação de todos os ídolos que por aqueles idólatras eram cultuados. Gruzinski, em “A colonização do imaginário”, destaca a importância da análise a respeito da mortandade da população indígena mexicana durante este período de colonização. Fadados a anexação do imaginário espanhol cristão sem a menor possibilidade de recuo, estes autóctones foram vítimas da dizimação por parte dos colonos. Destituídos do prestígio que lhes era assegurado em sua sociedade, privados de suas pirâmides e de seus sacrifícios humanos, os índios da Nova Espanha pareciam reféns das imposições espanholas. Estes autóctones estariam desta forma, sendo conduzidos a um cruzamento de etnias e idéias, superpondo suas realidades com as daqueles homens do Velho Mundo, obrigados a uma aproximação, mesmo que realizada de forma superficial, com os rituais impostos pelos colonizadores, ou até mesmo fadados a presença de uma deculturação maciça.

Os testemunhos diversos, os monumentos, os mapas, dentre outros inúmeros vestígios, permitem que operemos a reconstrução simbólica, sempre problemática e incompleta, do passado. Segundo o filósofo neokantiano Ernst Cassirer, em seu livro “Ensaio sobre o homem” (1994), “não estando mais num universo meramente físico, o homem vive em um universo simbólico. A linguagem, o mito, a arte e a religião são partes desse universo. São os variados fios que tecem a rede simbólica, o emaranhado da experiência humana.” (CASSIRER, 1994: 48). Ao se referir ao ambiente dos físicos, Cassirer discorre: “um fato físico é determinado por observações e experimentação. O processo de objetivação alcançará o seu fim se conseguirmos descrever os fenômenos dados em linguagem matemática, na linguagem dos números.” (CASSIRER, 1994: 284). Não obstante, o historiador, tal como o físico, vive em um mundo material, concreto. Todavia, “o que ele encontra logo no início de sua investigação não é um mundo de objetos físicos, mas um universo simbólico – um mundo de símbolos.” (CASSIRER, 1994: 285). O historiador precisa saber ler esses conteúdos simbólicos como mensagens vivas do passado. Dessa forma, um fato histórico passado pode ter sua idéia alterada a medida que uma nova luz se faz sobre o pensamento daquele que o pesquisa. Destarte podemos dialogar com a idéia de Marc Bloch (em “Apologia da história ou O ofício de historiador” – 2001) a respeito do método regressivo onde, a partir da análise (ou do posicionamento) que temos sobre o mais recente, modificamos (ou ratificamos) um determinado conceito sobre um painel histórico pretérito, ou seja, a medida que o homem se torna transformador ou sofredor dos agentes sociais, sua interpretação a respeito de qualquer evento histórico pode sofrer transformações, uma vez que o passado é a construção do presente, ou seja, aquele responde as perguntas que o historiador formula a este.

Fazendo uma análise dos Comentarios Reales de Garcilaso de la Vega, percebemos que esta se apresenta como uma crônica incaica onde o autor exprime, em primeira pessoa, os relatos de sua infância indígena, atentando-se também a seguir a ordem cronológica dos fatos. Várias foram as crônicas coloniais de mestiços, criollos, índios e/ou europeus resgatadas durante o século XX na Europa. Na marca dos cronistas mestiços, é certamente o peruano Inca Garcilaso o mais influente. Assim como argumenta o autor Serge Gruzinski em seu livro “O pensamento mestiço” (2001), o Inca Garcilaso faz parte de uma rede de mestiços que se forma após o século XVI, que estão impregnados de elementos tanto europeus quanto indígenas. Gruzinski produz um estudo de culturas mestiças, esclarecendo o evento da ocidentalização, que teria operado a transferência, para o nosso lado do Atlântico, do imaginário e das instituições do Velho Mundo. Um dos elos essenciais dessa ocidentalização teria sido de fato, a cristianização. Neste mesmo sentido, idolatria, na perspectiva européia, foi outro conceito utilizado pelos conquistadores para classificar toda ordem de rituais religiosos promovidos pelos autóctones americanos que não correspondiam às práticas impostas pela Igreja Católica cristã.

A necessidade de descoberta, ou até mesmo, de criação de um passado indígena é mais uma das questões encontradas no imaginário dos escritores deste período colonial hispânico (XVI/XVIII). Na obra de Antony Pagden, “El imperialismo español y la imaginación política” (1991), é possível perceber a importância da tentativa de reconstrução deste passado indígena. Pagden lança mão das obras escritas por Carlos de Sigüenza y Góngora (um dos primeiros grandes intelectuais nascidos no vice-rei da Nova Espanha) e por Francisco Javier Clavigero (religioso e historiador da Nova Espanha, em 1755 foi consagrado sacerdote jesuíta. Foi exilado da colônia por ordens de Carlos III. Os jesuítas, mais que nenhuma outra ordem clerical, haviam influenciado os criollos em suas expirações a uma identidade cultural independente): “Theatro de virtudes políticas” (1680) e “Storia antica del messico” (1780) respectivamente, afim de atribuir aos americanos um passado positivo e legitimar a autonomia que a colônia espanhola havia conquistado já no século XVIII.

A idéia deste estudo, então, em termos de conceito teórico, se pauta em observar a forma como estes foram ganhando ou perdendo importância, além de observar a partir de quais premissas e quadros históricos passam a acompanhar a sociedade e a transformar sua escrita historiográfica. Além disso o panorama aqui explicado é suficiente para deixar claro o nascimento do interesse de um trabalho de desconstrução do imaginário espanhol acerca do período da conquista através da obra Comentarios Reales de los incas de Garcilaso. Além disso, é persistente a análise a respeito da necessidade que intelectuais do século XVI ao XVIII (europeus ou americanos) apresentavam no sentido de reconstruir um passado indígena, afim de criar uma identidade própria a este povo.


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* Mestranda, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Financiamento CAPES.







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