Hoje nos vamos abordar mais um componente importante aferente do sn …vamos considerar o sistema antero lateral, o sistema que



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Aula VII – Sistema Ântero-Lateral

(transcricao da aula elaborada por Cynthia Hiraga)

Hoje nos vamos abordar mais um componente importante aferente do SN … vamos considerar o sistema ântero-lateral, o sistema que leva informações acerca de sensibilidade térmica, sensibildade dolorosa e um tato protopático, um trato grosseiro e pressão. Essas vias vão cruzar o plano mediado, vão ter uma sinapse inicial no corno posterior da medula espinhal e depois vão buscar diretamente o tálamo. Vejamos os seus caminhos neurais, nós temos aqui cortes tranversais ... da medula espinhal: nível cervical, um corte transversal do bulbo baixo, um corte transversal da ponte, do mesencéfalo, e do … diencéfalo. E aqui uma visão da face súpero-lateral do cérebro. Bom, considerando o sistema ântero-lateral, o primeiro neurônio está localizado no gânglio da raíz dorsal do nervo espinhal … os seus…o seu componente que está em contato com a pele … e vísceras ... é ... possui receptores, compacta-se com receptores chamados terminações livres, esses são receptores para dor ... e ele é um neurônio pseudo-unipolar localizado então no gânglio espinhal, na raíz posterior do nervo espinhal … ele vai levar essa informação nociceptiva ... essa informação de temperatura até o corno posterior da medula espinhal. No corno posterior da medula espinhal existe uma primeira sinapse, então essa sinapse entre o neurônio ... o primeiro neurônio e o segundo neurônio da via da dor, e da temperatura, do tato protopátipo, da pressão .. é ... vai permitir com que haja neste local já uma possível modulação.

Vocês vão ver na literatura de apoio ... os ... existe um sistema descendente que pode interferir com essa sinapse controlando a dor. Mas interessa nesse momento a via nociceptiva, a via da temperatura e … o sistema ântero-lateral. Esse sistema ântero-lateral, ele vai então cruzar o axônio do segundo neurônio da … dessa via sensitiva ... cruza o plano mediano e sobe pelo funículo ântero-lateral contralateral ou seja contralateral ao sítio de entrada do impulso … dessa via, o impulso por exemplo nocivo. A partir do funículo ântero-posterior, essa conexão sobe em direção ao bulbo, em direção à ponte, em direção ao mesencéfalo, até uma terceira sinapse situada no tálamo. Aqui essa sinapse vai se processar no núcleo ventral póstero-lateral do tálamo. Vejamos, uma coincidência, tanto o sistema lemniscal posterior quanto o sistema ântero-lateral fazem sinapse considerando o pescoço para baixo, ou seja informações que nascem receptores localizados do pescoço para baixo … no núcleo ventral póstero-lateral do tálamo.

Vamos ativar essa via para acompanhar o progresso do impulso nervoso: primeira sinapse no corno poterior da medula espinhal, substância gelatinosa, o sistema ântero-lateral, a via subindo em direção ao tronco encefálico, já passando o tronco encefálico, na ponte, passando agora no mesencéfalo e chegando no diencéfalo, núcleo ventral póstero-lateral, e agora por fim a sinapse no giro pós-central. Existe então, aqui há … o processamento maior dessas informações. Bem, considerando a via da dor nos temos algumas variações, nós temos 3 grandes … feixes que estão levando essas informações. São os tratos espino-talâmicos, existe os tratos neoespino-talâmico que é o mais recente na escala filogenética, leva informação até o núcleo ventral póstero-lateral do tálamo. Existe o trato … paleoespino-talâmico, mais antigo, ele termina em núcleos talâmicos da linha mediana, núcleos ligados às informações menos precisas … ele recebe informações, por exemplo, das vísceras, nós não podemos localizar muito bem as informações nociceptivas provenientes de vísceras, mas podemos localizar claramente uma alfinetada na ponta do dedo. Essas informações são epicríticas e sobem pelo tracto espino-talâmico mais novo, então neoespino-talâmico. As informações das vísceras, da dor surda sobe pelo tracto paleoespino-talâmico. E existe ainda o chamado tracto espino-reticular que termina na formação reticular do tronco encefálico, como por exemplo, na substancia cinzenta periaquedutal e também em áreas na formação reticular pontina e mesmo bulbar. Ali existem alguns núcleos, tipos de serotonina, outros de noradrenalina que enviam projeções para o corno posterior da medula espinhal, modulando a intensidade da dor ou prejudicando, ou modulando … a primeira sinapse da via ascendente nociceptiva, a grande via aferente que vai levar a dor ao SNC.

Então essa sinapse, a primeira sinapse entre o primeiro neurônio, localizado no gânglio sensitivo, gânglio da raiz dorsal do nervo espinhal e o neurônio, ... o segundo neurônio da via nociceptiva ascendente localizado no corno posterior da medula espinhal da substância gelatinosa. Então, parte dessa via ascendente que termina na formação reticular ativa núcleos que vão descer e contralar essas sinapses, então modulando a percepção da dor, é o chamado sistema descendente endógeno de inibição de dor, representado por, por exemplo, neurônios localizados no núcleo dorsal da rafe, núcleo magno da rafe giganto-celular, paragiganto celular … nós podemos abordar em um módulo mais avançado deste curso. Enfim, por que será que a martelada no dedo dói … de uma maneira escruciante nos primeiros 5 minutos, e de repente começa parar de doer, depois de 10, 15 minutos nós não sentimos tanta dor. Provavelmente através deste componente espino-reticular que ativa o sistema endógeno de inibição de dor que vai controlar então a percepção da dor, controlando então a sinapse entre o primeiro e o segundo neurônio da via nociceptiva ascendente.



E quanto a dor do dente, então nós temos também o componente trigeminal que se soma a esse componente ântero-lateral e que vai levar informações ao núcleo vizinho do tálamo … vizinho ao núcleo ventral póstero-lateral. Vejamos, então como se organiza o caminho feito por este novo impulso no neuro-eixo. Então, agora nós vamos abordar o componente trigeminal do sistema-ântero lateral. Então, nós temos que considerar um nervo craniano, novamente, o nervo trigêmeo. Então, nós estamos vendo aqui um corte transversal do bulbo baixo, aqui um corte transversal da ponte, do mesencéfalo, e do diencéfalo, e aqui a visão da face súpero-lateral do encéfalo. Vejamos a via, o primeiro neurônio está então localizado no gânglio semilunar de Gasser, essa informação ... ela vai entrar na ponte de onde estão emergindo as fibras radiculares do nervo trigêmeo e vão na direção do núcleo principal. Mas em vez de fazer as sinapses ali, essas informações descem em direção à medula espinhal ou mais precisamente em … dirigindo-se ao núcleo espinhal do nervo trigêmeo, que na verdade a sua maior representação está no bulbo caudal. Então, veja, a conexao desce em direção à medula espinhal ou mais precisamente ao bulbo caudal…né… a direção é na medula, mas a sinapse é no núcleo … núcleo espinhal do nervo trigêmeo. Esse núcleo espinhal do nervo trigêmeo tem um componente que equivale à substância gelatinosa do corno posterior da medula espinhal, onde se encontra o segundo neurônio da via nociceptiva ascendente. Então, ali no núcleo espinhal do trigêmeo vai estar o segundo neurônio da via trigeminal que é equivalente à do sistema ântero-lateral. Vejamos, então, esse segundo neurônio, à semelhanca do que ocorre na medula espinhal cruza o plano mediano e se junta com o sistema ântero-lateral que passa no bulbo caudal também e chega no tálamo. Mas ao passo que o sistema ântero-lateral vai fazer sinapse no núcleo ventral póstero-lateral do tálamo, o sistema trigeminal equivalente vai fazer sinapse no núcleo ventral póstero-medial do tálamo ou núcleo arqueado. Então, vamos ativar essa via e do tálamo? ... A conexão também se dirige ao giro pós-central agora a área da cabeça, o componente trigeminal ao qual estou me referindo. Vamos então ativar essa via, então, por exemplo, existe uma dor de dente, não é … o receptor para dor localizado no alvéolo dentário detectou uma … uma alteração local, produziu-se um potencial de ação propagável, agora a informação faz sinapse lá no núcleo do trigêmeo, no tálamo, e por fim no giro pós-central do córtex cerebral. Então, a primeira sinapse foi no núcleo espinhal do nervo trigêmeo … sinapse entre o primeiro neurônio localizado no núcleo … no gânglio semilunar de Gasser e o … segundo neurônio localizado no núcleo espinhal do trigêmeo e agora a via trigeminal procura o núcleo … núcleo talâmico posterior medial … então, núcleo lateral posterior….núcleo posterior-medial do tálamo, núcleo arqueado. A partir daqui, a informação ganha o giro pós-central, área da cabeça.

Vejamos agora onde o sistema lemniscal, quais os caminhos usados pelo sistema leminical ... e pelo sistema ântero-lateral do tronco encefálico. Na aula anterior eu mencionei o sistema lemniscal posterior e mecionei que havia um outro sistema que é esse sistema ântero-lateral, onde que ele passa no tronco encefálico, na medula espinhal e no tronco encefálico e aqui … depois que eu mostrar o caminho usado pelo sistema … ântero-lateral nós vamos fazer uma pequena revisão da passagem também do sistema lemniscal posterior porque isso … essas vias formam as grandes aferências ao neuro-eixo e são as grande vias aferentes, ascendentes, né … da medula espinhal e do tronco encefálico. Então, vejamos aqui nós estamos vendo um corte da medula espinhal no nível sacral mostrando então a passagem do sistema ântero-lateral e aqui atrás a passagem do sistema lemniscal posterior. No nível mais cranial, então agora no nível lombar, o sistema ântero-lateral. No nível torácico, a passagem do sistema ântero-lateral, então no funículo lateral, evidentemente. Na região cervical, aqui novamente o sistema ântero-lateral, ele está anteriormente e lateralmente posicionado na substância branca da medula espinhal. E agora nós estamos vendo a passagem do sistema ântero-lateral no bulbo baixo a nível da decussação das pirâmides, então aqui o sistema ântero-lateral. Em níveis mais altos do bulbo, ainda a posição do sistema ântero-lateral, suas vias espino-talâmicas no bulbo cranial, cortes mais típicos do bulbo, em níveis agora cada vez mais rostrais. Aqui o sistema ântero-lateral novamente, aqui o sitema ântero-lateral, vejam posicionado lateralmente ao leminisco medial, então aqui a via lemniscal posterior e aqui o sistema ântero-lateral. Olhe, vejam novamente o nervo trigêmeo e aqui nós estamos vendo o sistema ântero-lateral que vai buscar agora níveis cada vez mais craniais, aqui o sistema ântero-lateral … desculpe, aqui em verde, em verde … aqui o sistema ântero-lateral já entrando entre ponte e mesencéfalo, novamente aqui, já no mencéfalo caudal, o mesencefalo cranial, o sistema ântero-lateral, e por fim a sinapse no tálamo. Considerando então o núcleo ventral: nucleo ventral póstero-lateral e o núcleo ventral póstero-medial do tálamo. A partir daqui a conexão, então, ganha o giro pós-central no córtex cerebral, giro pós-central, então em áreas correspondes ao corpo e a cabeça ... né ... onde existe uma somatotopia, cada área do corpo é especificamente representada pontualmente no córtex.



Vamos fazer mais uma passagem pelo tronco encefálico, pela medula espinhal mostrando agora os dois sistemas. Então, as grandes vias aferentes, sistema ântero-lateral, sistema lemniscal posterior na medula espinhal nível sacral. Sistema ântero-lateral, sistema lemniscal posterior na região torácica. Região da medula espinhal nível da região cervical, sistema ântero-lateral e sistema lemniscal posterior, os fascículos, grácil e cuneiforme. No bulbo, agora aqui está o núcleo … o núcleo, o tracto espinhal do trigêmeo … onde entram aqui … onde existe a primeira sinapse da via trigeminal né… eu deixei de mencionar … o sistema ântero-lateral está aqui e o sistema lemniscal posterior no bulbo caudal. Agora no nível mais alto do bulbo, o sistema ântero-lateral e o sistema lemniscal posterior vai formar agora aqui o leminisco medial, decussação do leminisco medial e leminisco medial. No bulbo mais cranial ainda, o sistema ântero-lateral e aqui a representação do sistema lemniscal posterior, os leminiscos mediais. Ainda, no corte transversal do bulbo, o sistema ântero-lateral e sistema lemniscal posterior representados pelos leminiscos mediais. E agora já na ponte, sistema ântero-lateral em verde e sistema lemniscal posterior representados pelos leminiscos mediais. A nível da emergência do trigêmeo, o nervo trigêmeo, sistema lemniscal posterior e sistema ântero-lateral. Aqui na transição já na ponte ainda alto perto do mesencéfalo, sistema lemniscal, sistemas lateral e lemniscal posterior. No mesencéfalo caudal, aqui o leminisco medial, o sistema lemniscal posterior, o sistema ântero-lateral logo acima. No mesencéfalo cranial, sistema lemniscal posterior em amarelo e o sistema ântero-lateral, e por fim novamente o tálamo, onde o último neurônio está fazendo … está se apresentado né … no núcleo ventral póstero-medial do tálamo, núcleo ventral póstero-lateral do tálamo. Bem, até a proxima aula !!!
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