Higiene, saúde e segurança do trabalho


Disater Ricovery Plan( DRP ) Introdução



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Disater Ricovery Plan( DRP )

Introdução


O principal objetivo de um plano de continuidade de negócios (BCP – Business Continuity Plan) é garantir a operação da empresa com o mínimo impacto aos clientes em situações de contingência. No atentado de 11 de setembro de 2001 as Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova Iorque, as empresas que tinham BCPs bem estruturados reiniciaram suas operações poucas horas depois do atentado terrorista.

Algumas empresas subestimam os riscos de um desastre e não investem em BCPs. Os planos de continuidade de negócios podem ser classificados em dois tipos: os Planos de Continuidade das áreas de negócios e os Planos de Recuperação de Desastres (DRP – Disaster Recovery Plan) do Centro de Processamento de Dados.

Em muitos casos as áreas de negócios das empresas dependem fortemente do processamento de dados para suas atividades e uma paralisação do processamento pára o negócio da empresa. Um exemplo foi a paralisação do serviço de e-mail do provedor de Internet Terra por dois dias devido a um problema no subsistema de armazenamento de dados, em abril de 2003. O site Terra teve que abonar dois dias da mensalidade dos seus 800 mil assinantes com um prejuízo de mais de R$400 mil.

Por essa razão as empresas investem em planos de recuperação de desastre (DRP) e não em planos de continuidade em suas áreas de negócios. Talvez, as exceções sejam as instituições financeiras que são mais sensíveis às paralisações de negócios motivadas por greves e blecautes de energia.

Esse estudo focará no plano de recuperação de desastre dos centros de processamento de dados – DRP.

Objetivos do DRP

O objetivo preliminar de um plano de recuperação de desastre (DRP) é permitir que uma organização sobreviva a um desastre e que possa restabelecer as operações dos negócios. A fim de sobreviver as empresas devem assegurar que as operações críticas possam recomeçar o processamento normal dentro de um espaço de tempo razoável. Para atingir esses objetivos o DRP deve atender os seguintes requisitos:



  • Prover um ambiente seguro e pessoas preparadas para um desastre;

  • Reduzir as perdas financeiras em casos de desastres;

  • Identificar linhas de negócios críticas que requeiram suporte em situações de desastres;

  • Identificar as fraquezas e executar um programa da prevenção de desastre;

  • Minimizar a duração de uma paralisação das operações de negócio;

  • Facilitar a coordenação eficaz de tarefas da recuperação; e,

  • Reduzir a complexidade do esforço de recuperação.

Etapas de um DRP

O desenvolvimento de um DRP envolve a criação de uma "planta de recuperação" para restaurar os recursos computacionais com as funções vitais de processamento de dados para atender as necessidades dos negócios da empresa. O plano deve procurar restabelecer o ambiente de processamento no menor tempo possível a fim de evitar um efeito catastrófico nos negócios. O desenvolvimento de uma estratégia viável de recuperação não deve ser uma iniciativa exclusiva da área de processamento de dados, mas de toda a organização para proteger os interesses da empresa.

Para atender esse objetivo deve se adotar uma metodologia que enfatize os seguintes pontos chaves:


  • Fornecer a gerência uma compreensão detalhada do esforço total requerido para tornar e manter uma planta de recuperação eficaz;

  • Obter o compromisso da gerência apropriada para suportar e participar no esforço de recuperação;

  • Definir as exigências de recuperação na perspectiva do negócio;

  • Documentar o impacto de uma perda prolongada às operações e ao negócio;

  • Selecionar as equipes do DRP para testes, atualizar e assegurar uma execução eficaz do plano;

  • Desenvolver uma "planta de recuperação" que seja compreensível, fácil de usar e manter;

  • Definir como as premissas do DRP devem ser integradas aos processos de negócio para uma recuperação no tempo necessário para não haver ruptura nos processos de negócios

Para se atingir um planejamento eficaz é necessário que o pessoal sênior de sistemas de informação e das áreas de negócios estejam envolvidos durante todo o projeto para o beneficio da organização.

O planejamento do DRP deve prever as seguintes etapas:



  • Fase 1 - Pré-planejamento das atividades

  • Fase 2 - Avaliação da vulnerabilidade e definição das exigências do projeto

  • Fase 3 – Avaliação de impacto no negócio

  • Fase 4 – Definição detalhada das exigências

  • Fase 5 – Desenvolvimento do plano

  • Fase 6 – Plano de teste/simulação

  • Fase 7 – Programa de manutenção

  • Fase 8 – Testes iniciais e implementação

Fase 1 – Pré-planejamento das atividades

Essa fase determina as necessidades iniciais do projeto com base em informações sobre os requerimentos de processamento de dados para as funções criticas da empresa. Isso permite a equipe refinar o escopo de trabalho e identificar os aspectos críticos para o sucesso do projeto.

Durante esta fase o comitê executivo do projeto (Steering Committee) deve ser estabelecido. O comitê tem a responsabilidade total para fornecer o sentido e a orientação à equipe do projeto. O comitê deve também tomar todas as decisões relacionadas ao esforço de planejamento do DRP. O gerente de projeto deve trabalhar com o comitê para finalizar o planejamento detalhado e desenvolver entrevistas para avaliar a segurança e elaborar a análise de impacto no negócio.

Outros dois aspectos chaves desta fase são: o desenvolvimento de uma política para suportar os programas da recuperação; e um programa para educar a gerência e as pessoas-chave do projeto nas atividades que lhes serão atribuídas.

Fase 2 – Avaliação da vulnerabilidade e definição das exigências do projeto

Como diz o ditado é melhor evitar que remediar. Essa fase analisa as vulnerabilidades do ambiente de processamento e avalia as possibilidades de ocorrência de um desastre. Essa análise deve conduzir medidas para reduzir a probabilidade de desastre.

Esta fase incluirá as seguintes tarefas chaves:

Uma avaliação completa da segurança do ambiente de processamento de dados e do ambiente das comunicações, incluindo:



  • Pessoal;

  • Segurança física;

  • Procedimentos operacionais;

  • Planejamento de apoio e de contingência;

  • Desenvolvimento e manutenção dos sistemas;

  • Segurança das bases de dados;

  • Segurança de comunicações dos dados e voz;

  • Sistemas e segurança do software de controle do acesso;

  • Apólices de seguro;

  • Planejamento e administração da segurança;

  • Controles da aplicação;

  • Computadores pessoais.

A avaliação da segurança permitirá a equipe de projeto melhorar os procedimentos de emergência existentes e medidas de prevenção de desastres.

Recomendações de atividades sobre a segurança devem ser encaminhadas ao comitê executivo de modo que as ações corretivas possam ser iniciadas em um momento oportuno.

Definição do esforço do planejamento.

Análise, recomendação e compra de um software para a manutenção e controle permanente do DRP.

Desenvolvimento da estrutura da "planta de recuperação".

Montagem da equipe do projeto.

3) Fase 3 – Avaliação de Impacto no Negócio

Nessa fase é realizada uma avaliação de impacto nos negócios de todas as unidades da empresa para identificar os sistemas, processos e funções críticas. Essa análise de impacto econômico deve avaliar a negação de acesso aos serviços de sistemas e outros serviços e facilidades. Deve-se definir também qual o máximo tempo de sobrevivência do negócio sem acesso aos sistemas.

O relatório de avaliação de impacto deve ser apresentado ao comitê executivo. Esse relatório identifica as funções críticas dos serviços e os tempos que devem ser recuperados os sistemas em caso de desastre. As informações são usadas como base para definir os recursos necessários para suportar os serviços críticos.

Fase 4 – Definição detalhada das exigências

Durante essa fase o perfil das exigências do plano de recuperação é desenvolvido usando como base o relatório de impacto no negócio. Devem ser desenvolvidas estratégias alternativas de recuperação com o auxilio de uma ferramenta para estruturar as informações, como a técnica da matriz de alternativas. O planejamento deve contemplar:


  • Hardware (mainframe, servidores, comunicação de dados e voz, computadores pessoais, impressoras, etc.)

  • Software (pacotes, desenvolvimentos in-house e desenvolvimento externo)

  • Documentação (processamento de dados, sistemas e usuários)

  • Provedores de serviços externos (telecomunicações, telefonia, web hosting, etc.)

  • Facilidades (energia, escritórios, equipamentos de escritórios, etc.)

  • Pessoal.

As estratégias de recuperação devem completar planos de curto, médio e longo prazo.

Fase 5 – Desenvolvimento do Plano

Nesta fase, os componentes das plantas de recuperação são definidos e as plantas são documentadas. Esta fase inclui também a execução das mudanças nos procedimentos dos usuários e a implementação de processos para suportar as estratégias selecionadas para a recuperação e as alternativas identificadas.

Devem ser formalizados os acordos contratuais com os fornecedores de hardware, software e serviços para suportar o plano de recuperação. As equipes de apoio ao plano de recuperação devem ser formadas e definidas suas responsabilidades no plano. Os padrões de recuperação devem ser consolidados nessa fase.

Fase 6 – Plano de Teste/Simulação

O programa de teste/simulação do DRP deve ser desenvolvido nessa fase. O objetivo dos testes/simulações é validar o plano de recuperação e fazer os ajustes necessários. Lembrando que os ambientes de negócios e processamento de dados são dinâmicos, os planos de recuperação devem ser constantemente revistos, atualizados e testados.

Fase 7 – Programa de Manutenção

A manutenção das plantas é fator critico de sucesso de uma recuperação real. As plantas de recuperação devem refletir as mudanças nos ambientes reais. É crítico que os processos existentes sejam revisados para fazer a manutenção da planta de recuperação do cliente através do processo de gerência de mudan��as. Nas áreas onde a gerência de mudanças não existe, esse procedimento deve ser implementado. Muitos produtos de software de recuperação possuem a facilidade de gerência de mudanças.

Fase 8 – Testes Iniciais e Implementação

Uma vez os planos desenvolvidos, inicia-se a fase de implementação e testes. Essa fase deve ser repetida no mínimo duas vezes por ano ou quando ocorrer uma mudança significativa no ambiente de processamento de dados ou de negócios.

As seguintes atividades devem ser realizadas:


  • Definição do escopo do teste;

  • Identificação das equipes de teste;

  • Estruturação do teste;

  • Condução do teste;

  • Análise dos resultados do teste; e,

  • Modificação dos planos de recuperação, se necessário.

O escopo do teste depende da estratégia de recuperação selecionada, o que reflete os requerimentos de negócio da empresa. O plano de recuperação desenvolvido deve ser escrito de forma que seja compreensível e fiel a realidade da organização.

Estrutura Organizacional do DRP

A organização da equipe do projeto de recuperação deve ser flexível para atender os requisitos desse tipo de atividade. A implementação, manutenção e execução de um plano de recuperação exige dedicação do pessoal e trabalho sob pressão. Um fator crítico de sucesso é a criação de uma organização dedicada para essa finalidade.

Os planos de recuperação devem ser tratados como documentos vivos. As informações estão em constante processo de mudança e a cada dia tornam-se mais integradas e complexas. Os planos de recuperação devem acompanhar essas mudanças. Os planos de testes/simulações devem assegurar a capacidade de recuperação do ambiente considerando as constantes mudanças dos processos. A organização deve assegurar que a equipe do DRP esteja sempre atualizada sobre as mudanças nos negócios.

A seguir é apresentado um modelo de organização para conduzir o plano de recuperação:

1) Comitê Executivo

O comitê executivo deve incluir representantes das áreas chaves da organização:



  • Sistemas de Informação;

  • Infra-estrutura de tecnologia da informação;

  • Desenvolvimento de Sistemas;

  • Redes de Comunicações de Dados;

  • Comunicação de Voz;

  • Unidades de Negócios.

2) Equipe do Projeto

A composição da equipe do projeto varia de acordo com o ambiente tecnológico e de negócios onde os planos foram desenvolvidos. É importante notar que os gerentes dos ambientes tecnológicos e das unidades de negócios são responsáveis pela manutenção e teste de seus respectivos planos. Entretanto, o pessoal responsável pelo planejamento da estratégia de recuperação deve ser o coordenador das atividades de teste, revisão dos planos e manutenção do plano principal.

A Auditoria Interna deve ser convidada a fazer parte de todas as equipes. Os gerentes representados nas diversas equipes devem recomendar pessoas seniores para representá-los ou eles próprios participarem das equipes contribuindo com sua experiência no desenvolvimento dos planos de recuperação.

(1) Equipe Principal



  • Gerente do Projeto;

  • Especialista em operação de computadores e redes de dados;

  • Especialista em suporte de sistemas;

  • Especialista em suporte de voz, redes e telecomunicações.

(2) Equipe Técnica

  • Analista de redes;

  • Analista de infra-estrutura física;

  • Analista de banco de dados;

  • Analista de segurança;

  • Analista de operação;

  • Analista de suporte de rede;

(3) Equipe de Negócios

  • Membros das diversas áreas de negócios que fazem parte do plano de recuperação.

Recursos Necessários para o DRP

As empresas devem evitar implementar planos de recuperação sem uma equipe e recursos dedicados para essa finalidade sob o risco de falharem após altos investimentos. Uma das razões do fracasso de alguns planos é a falta de comprometimento das equipes na manutenção e testes do plano de forma continua, o que resulta na perda da compatibilidade do plano de recuperação com a realidade da empresa.

Para garantir o sucesso do plano de recuperação deve se investir em três categorias:

(1) Pessoal

Os gerentes devem alocar profissionais experientes e competentes para participar das equipes de recuperação.

(2) Investimento inicial

A empresa deve investir na compra de equipamentos redundantes nas áreas de voz e comunicação de dados, processamento de dados (incluindo servidores e subsistemas de armazenamento de dados), equipamentos redundantes de geração de energia (UPS, geradores a diesel, etc.) e equipamentos de apoio (fax, PCs, scanner, copiadoras, etc.).

(3) Despesas recorrentes

As despesas recorrentes incluem o aluguel de espaço para instalar os computadores e outros equipamentos, contratos de serviços e manutenção. Uma alternativa eficaz e que exige menos investimentos é a contratação de uma empresa especializada em DRP, onde é possível contratar todos os serviços de recuperação, desde o planejamento, manutenção e equipamentos.
Para Levar Sempre no Bolso

Canal: Segurança no trabalho  |  Autor: Cosmo Palasio M. Junior  |  Publicado em: 04/05/2010  | 



01 – Aprenda de vez por todas que você não é o responsável pela saúde e pelas vidas das pessoas que trabalham em uma organização e sim e o responsável pela implantação – onde for o caso – e a gestão dos processos que própria organização tem ou terá para esta finalidade sendo ela – a organização -  a responsável pela segurança e saúde no seu local de trabalho.

02 – Aprenda que a legislação é algo que está muito acima dos interesses apenas das organizações ou das pessoas que nela trabalham e que na verdade existe para defender o interesse coletivo maior que é o da sociedade como um todo e que portanto deve ser tratado como equilíbrio e não com tendências.

03 – Aprenda que qualquer programa, plano, campanha ou algo por mais bonito e bem feito que seja só será útil se for compreendido e praticado pelas pessoas e qualquer coisa fora disso e dinheiro jogado fora.

04 – Aprenda que questões disciplinares dizem respeito a área especifica da organização e não ao SESMT e que por mais punir faça com que algumas pessoas sintam alguma forma de poder estamos na verdade atuando na pior esfera do processo da prevenção.

05 – Aprenda que um boa idéia precisa de uma boa apresentação e que assim faz parte da vida de um profissional aprender a se expressar corretamente – tanto em forma, conteúdo como quantidade – e também usar a linguagem das pessoas a quem deseja apresentar algo ou mesmo convencer.

06 – Aprenda que normas para serem cumpridas precisam de especialistas para interpretra-las e transforma-las em formas compreensíveis e aplicáveis para as demais pessoas e que assim não basta saber ler e preciso saber interpretar e usar a técnica para propor e desenvolver formas de aplicação

07 – Aprenda que organizações fazem produtos e vendem serviços e que embora segurança e saúde seja para nós o foco principal para as organizações tudo isso é apenas mais uma das muitas partes de um negócio. Isso ajudará e evitar muitos conflitos.

08 – Aprenda que por mais que você admire o modelo desta ou daquela organização se quer que sua área seja tecnicamente forte deve fazer com que ela esteja baseada em normas legais e técnicas e não nos modelos feitos por alguns. Padronização faz uma área ser mais forte e reconhecida – além de otimizar recursos.

09 – Aprenda que normas e procedimentos não devem ser feitos pura e simplesmente para isentar pessoas e organizações de responsabilidades mas sim para padronizar ações e mudar cultura.

10 -  Aprenda que a vida e a saúde das pessoas é algo que não pode ser terceirizado e que portanto embora nos caiba o domínio da técnica sobre o assunto prevenção não nos cabe decidir pelas pessoas o que é melhor para elas – isso chama-se ética.

11 – Aprenda que não existe profissional de segurança e saúde do trabalho primeiro, segundo ou terceiro – todos somos profissionais e o respeito entre todos não deve ser pautado pelo local ou condição de trabalho.

12 – Aprenda que a CIPA não é o quintal da Segurança no Trabalho e sim a representação legitima dos trabalhadores e da organização no que diz respeito ao assunto Segurança e Saúde no Trabalho.

13 – Aprenda que para as organizações interessa o melhor resultado e que assim sendo não importa a sua profissão mais sim o que você sabe fazer e o quanto de resultado e capaz de dar. Troque o titulo pela utilidade e será reconhecido sem precisar se impor.

14 – Aprenda a respeitar todos os profissionais da sua área de atuação e aprender com as diferenças e visões distintas levando em conta que quem criou a NR 4 tinha uma visão bastante ampla e que faz com que o SESMT seja uma área completa e não apenas o resultado de uma visão apenas.

15 – Aprenda que nenhum trabalhador se acidenta porque resolveu atrapalhar aquela sua velha placa de dias sem acidentes ou porque não tinha o que fazer naquele dia. Os acidentes são muito mais complexos do que a maioria das pessoas desejam ver e suas causas a maioria das vezes estão distantes dos olhos dos que os investigam e analisam a partir de velhos preconceitos.

Construtoras – “Tá ficando difícil construir...”

Canal: Engenharia  |  Autor: Heitor Borba  |  Publicado em: 23/04/2010  |  Views: 296

Essa é a expressão que mais tenho escutado dos empresários do ramo da construção civil, referindo-se as exigências legais sobre Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional.

As empresas já sentem o impacto dessa negligência. Se por um lado os investimentos na área são altos, por outro não conseguem mercado se não investirem em ações efetivas.

De fato, hoje uma empresa do ramo da construção civil, com sessenta empregados, por exemplo, que possua obra em estabelecimento com gradação de risco 04 (quatro), nos termos da NR-04 do Ministério do Trabalho e Emprego, será obrigada a custear:

 

a) Um Técnico em Segurança do Trabalho para formação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT);

b) Um Médico do Trabalho terceirizado para elaboração e coordenação do PCMSO;

c) Laboratórios e especialistas para realização dos exames médicos complementares (audiometrias, espirometrias, hemogramas, etc);

d) Um Engenheiro Mecânico para elaboração de projetos e emissão de Anotações de Responsabilidades Técnicas (ART) das máquinas e dos equipamentos da obra (serra, betoneira, guincho, andaimes, etc);

e) Um Engenheiro de Segurança do Trabalho para elaboração e atualização do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Construção Civil (PCMAT). Caso participe de licitação, também será obrigada a manter um profissional contratado;

f) Um Engenheiro eletricista para elaboração do projeto das instalações elétricas do canteiro de obras;

g) Um Engenheiro Ambiental para elaboração do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRSCC);

h) Aquisição de EPI e EPC, fornecimento de refeições, fardamento, área de vivência, etc

 

Os custos são elevados e as exigências são muitas, mas creio que todos os empresários concordam que não há mais lugar para o retorno de uma indústria da construção nos moldes da década de 70, quando os trabalhadores eram obrigados a carregar baldes de concreto sobre suas cabeças simplesmente para manterem seus empregos.



 

E os custos?

Como fazer para reduzir os custos com Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional?

É possível reduzir os custos. Para isso a organização deverá buscar:

 

a) Possibilidades para redução FAP

Para isso é necessário a realização de uma auditoria na empresa objetivando identificar as causas que levaram a majoração das alíquotas. Identificadas as causas, deve-se elaborar e implementar um sistema ou programa de gestão para redução do FAP.  Basicamente as ações baseiam-se em análise do sistema, Informação e formação dos envolvidos, elaboração de programas ou sistemas de gestão eficientes, adequações ao novo sistema, gerenciamento de benefícios, ajustes do sistema e controle dos resultados. Há no mercado alguns softwares que oferecem inúmeros recursos para simulação de cálculos alinhados com FAP e NTEP. Estes programas realizam simulações que orientam gestores sobre como alcançar reduções de despesas, acessando toda base de cálculos para as três classes de contribuições, obtendo uma projeção precisa para redução de seus custos

.

b) Gerenciamento de EPI/EPC

Um gerenciamento eficiente de EPI/EPC deverá buscar durabilidade X preço X eficiência X conforto X conservação X controle de fornecimento.

O estudo da durabilidade estimada do EPI/EPC é tão importante quanto o seu preço. Um EPI três vezes mais caro que outro, mas que dura cinco vezes mais, é evidente que ao fim de um ano será bem mais vantajoso adquirir o de maior valor.

O preço do EPI deverá ser levado em conta, mas dentro de determinado padrão pré-estabelecido nos programas ou procedimentos de EPI/EPC, que definirá a qualidade mínima para cada tipo de equipamento utilizado.

A eficiência deverá dos itens em cotação deverá ser a mesma do padrão pré-estabelecido a fim de evitar a aquisição de equipamentos que não neutralizem ou atenuem as intensidades ou concentrações dos agentes nocivos a patamares seguros.

O relativo conforto é importante considerando que sua eficácia depende do uso ininterrupto durante toda a jornada de trabalho. Não existe EPI confortável, mas um equipamento muito desconfortável certamente terá maior rejeição por parte dos usuários.

A conservação aumenta a durabilidade e valoriza o equipamento. A empresa deverá manter funcionário treinado ou empresa especializada para manutenção e higienização dos EPI e de alguns EPC, conforme indicado nas instruções do fabricante.

O controle de fornecimento é necessário para que seja desenvolvido não somente os registros exigidos por lei, como também a estimativa de durabilidade atrelada às condições de uso.      

 

c) Gerenciamento dos materiais de obra

Podemos observar em todas as obras um desperdício enorme de materiais que representam custos significativos para a empresa. É necessário controlar os materiais da obra como guarda-corpos, madeira, folhas de zinco, tela, extintores de incêndio, carros de mãos, bebedouros, luminárias, telhas, EPI de longa durabilidade e recuperável (botas em PVC, respiradores de borracha, óculos, capacetes, etc), serra circular, caixas de água e outros. É comum esses materiais “desaparecerem” ao final da obra, sendo necessário a aquisição de novos materiais a cada início de obra. Todos os itens citados podem ser recuperados e reutilizados nas novas obras.

 

d) Reciclagem

Reciclar é a palavra de ordem. Áreas de vivência, por exemplo, podem ser construídas com sobras de outras obras (tijolos, cimentos, cerâmicas, tubos, fios e outros), podendo a ação constar inclusive do PGRSCC, citado. Em geral, os empresários acabam subestimando esses custos por não representarem despesas imediatas e contundentes, ou seja, são dissolvidas ao longo da obra. Na ponta do lápis o “buraco” aparece e é enorme.

 

e) Profissionais necessários a obra

Verificar a possibilidade de contratação de técnicos de nível médio. Profissionais de nível superior e empresas geralmente possuem um custo mais elevado do que técnicos de nível médio.

O controle desses itens possibilitará a identificação dos principais ladrões existentes na organização, por onde escapam somas em reais que certamente farão falta na hora de investir em Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional.

Orientações básicas de segurança

Canal: Segurança no trabalho  |  Autor: Germano Wasum da Silveira  |  Publicado em: 01/04/2010  |



Ato inseguro:

São atitudes que você adota, muitas vezes, sem perceber, que podem causar um acidente. São responsáveis por 90% dos acidentes.


Condições inseguras:

São equipamentos, máquinas ou ferramentas que apresentam defeitos ou estão com falta de um acessório que proporcionam uma condição insegura. São responsáveis por 10% dos acidentes.


Equipamento de segurança individual – EPI

Definição: É todo equipamento de uso individual destinado a proteger a integridade física do trabalhador.

- No Brasil a exigência do EPI está regulamentada na NR06 do Ministério do trabalho;

- A empresa é obrigada a fornecer o EPI adequado, gratuitamente;

- O uso do EPI é obrigatório em todos os locais pré-determinados e/ou exigidos pelo cliente, se for o caso;

- Não use EPI com defeito;


Tome cuidado!

Não use: Anéis, braceletes, pulseiras, cordão, brincos e relógio perto de máquinas ou equipamentos.


Atenção quanto ao uso do EPI:

- Onde existir risco de corte nas mãos use luvas de segurança de tecido ou com fio de aço anti-corte.

- Para solda, corte ou fio: luvas de couro devem ser usadas.

- Cinto de segurança para trabalhos à cima de 2m de altura.


Cuidados com eletricidade:

- Somente o eletricista está habilitado a realizar qualquer reparo elétrico;

- Caso haja equipamento elétrico em manutenção confirme com eletricista se está desligado;

- Não tente resolver o problema sem autorização;

- Apesar do calor, é recomendado que se use outra roupa no interior do macacão para resistir ainda mais as chamas e evitar queimaduras.

- A camisa do uniforme deve ser sempre de manga comprida. Caso você tiver que trabalhar com graxa ou solvente, você pode temporariamente arregaçá-las.


Registre todas as situações:

Comunique ao seu supervisor todas as situações que possam provocar um acidente. Se for o caso, registre o que você identificou.

Não tenha medo de falar. Você não será demitido por evitar um acidente! Você é responsável pela sua segurança e a de seus companheiros de trabalho.

Morte Lenta no Trabalho

Canal: Segurança no trabalho  |  Autor: Sandra Regina da L. Inácio  |  Publicado em: 09/02/2010  | 

Através de uma pesquisa levada á público pelo Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), nascido em 1979 como órgão de assessoria sindical nas questões relativas à saúde e trabalho. Órgão de utilidade pública, não está subordinado a partidos políticos ou centrais sindicais. Suas pesquisas têm como base a demanda do movimento sindical na busca pela saúde do trabalho.

 

Onde são analisadas as patologias específicas de cada tipo de atividade industrial, que vão desde o desgaste mecânico devido à repetição dos mesmos movimentos físicos durante uma jornada de trabalho de oito a doze horas aos processos de degeneração orgânica associados a doenças ocupacionais, decorrentes do contato com substâncias tóxicas de todos os tipos.



 

É elevado o índice de mortalidade entre a população trabalhadora brasileira: na faixa entre quinze e 54 anos ela afeta 57% no sexo masculino e 37% no sexo feminino. Anualmente mais de 5 mil novas substâncias químicas são introduzidas no sistema industrial.

 

Os locais de trabalho que aparecem envoltos em vapores de substâncias químicas, poeiras e névoas. Acresce o fato de a maior parte da poeira tóxica ser invisível, porém seu efeito cumulativo no organismo significa a morte lenta no trabalho. O país, em matéria de pesquisa toxicológica, está dando os primeiros passos.



 

A pesquisa analisa a Cosipa no setor siderúrgico, onde o ruído excessivo mistura-se ao calor, à intoxicação pelo benzeno, produzindo a leucopenia, só muito tardiamente reconhecida como doença profissional pelo Inamps. Contaram-se na empresa 2.100 leucopênicos. Essa doença resulta de uma alteração orgânica caracterizada pela diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue.

 

Foram encontrados trabalhadores sofrendo de benzenismo devido à exposição crônica ao benzeno, que é altamente tóxico e pode provocar a leucemia. A pesquisa analisa a exposição do trabalhador ao chumbo, que se traduz por impotência sexual, e mostrou níveis dessa substância no ambiente de trabalho mil vezes acima dos toleráveis.



 

A luta sindical contra o Benzenismo remonta a 1983, quando o Sindicato dos Metalúrgicos de Santos diagnosticou os primeiros casos de leucopenia. Em pouco tempo se evidenciou a gravidade do problema em outras categorias. Em 1986, o Sindicato dos Químicos do ABC descobriu a contaminação de 60 trabalhadores por benzeno, na produção de BHC, nas indústrias Químicas Matarazzo, em São Caetano do Sul.

 

Na seção dedicada à fabricação do agrotóxico BHC, onde o benzeno encontra-se no ar em alto nível de concentração, no nível de 1.000 ppm (partes por milhão), enquanto o limite permitido por lei é de 8 ppm!



 

Após período de interdição, a fábrica foi definitivamente fechada. No início da década de 90, novos casos de Benzenismo foram detectados no ABC nas empresas do Pólo Petroquímico de Capuava, com afastamento e até a morte de um trabalhador por leucemia.

 

A ação do dissulfeto de carbono e suas conseqüências sobre a saúde de um trabalhador exposto horas e horas a este produto altamente tóxico. Analisa a Cia. Nitro Química, onde em outubro de 1986, seiscentos funcionários do setor de fiação da empresa entraram em greve protestando contra as más condições de trabalho. Exames constataram excesso de ácido sulfúrico e sulfídrico, o que causara catorze casos de conjuntivite química entre os trabalhadores. Névoas de gás sulfídrico foram encontradas num nível de concentração 211 vezes acima do permitido por lei. Aliem-se a isso iluminação deficiente, calor e ruído excessivo. A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho é omissa e o sindicato não pode entrar na fábrica.



 

A seção de raiom com nível de ruído muito elevado e iluminação deficiente. A seção de dissulfeto de carbono era conhecida como "Ilha do Diabo" pelo calor excessivo e freqüentes explosões que causavam queimaduras entre os trabalhadores. A demorada exposição ao dissulfeto de carbono pode levar a pessoa à arteriosclerose, a sofrer de degeneração do fígado, de depressão do sistema nervoso central, o que, por sua vez, produz insônia, dor de cabeça, tontura, impotência, hipertensão e surdez.

 

Pessoas contaminadas por mercúrio, que atinge o sistema nervoso central, causando distúrbios emocionais, alteração da memória, perda da coordenação dos movimentos, fadiga geral. Provoca inflamações na pele, sangria das gengivas e compromete o funcionamento dos rins.

 

Mesmo em países de capitalismo desenvolvido, ocorre a falta de inspetores que façam cumprir adequadamente as normas. Quanto à legislação brasileira a respeito desse assunto, ela ainda deixa muito a desejar.



 

Verifica-se também no Brasil o sub-registro de doenças profissionais e a involução legislativa que limita cada vez mais o nível dos benefícios por doenças ocupacionais, que ao trabalhador caberia receber. Um alerta aos trabalhadores e seus sindicatos para a importância da luta pela saúde, tão importante quanto às campanhas salariais das várias categorias profissionais.

 

Se você trabalha em uma empresa que produz tais substâncias prejudiciais à sua saúde...

 

Quero que se pergunte o seguinte:



 

- Será que vale a pena, sua vida custa tão pouco assim?

Guia prática para implantação do Sistema Integrado

Canal: Qualidade  |  Autor: Oscar López  |  Publicado em: 22/10/2009  |


A implantação de um único sistema ISO / OHSAS não é fácil, e às vezes ficamos confusos devido ao grande número de informações que existem relativamente sobre este assunto. O problema aumenta quando, além de um sistema, queremos implantar vários ao mesmo tempo: sistema integrado.

 

Através deste artigo vamos desenvolver uma guia prática para facilitar e implantar o sistema integrado nas nossas atividades.



 

O primeiro que temos à fazer é definir o Manual e a Política de Gestão Integrada. Serão os documentos de topo do nosso sistema, o compromisso da Alta Direção e a guia da gestão dos nossos processos.

 

A seguir, definiremos vários Procedimentos Gerais (P.G.) que incluirão a norma aplicável ISO/OHSAS para cada processo. Assim, garantimos que, uma vez implantado o procedimento, estaremos a cumprir com a norma ISO/OHSAS.



 

Esses Procedimentos Gerais serão (como no mínimo) os seguintes:

 

1. PG-Cumprimento da Norma Aplicável.

 

Definirá como a norma legal/industrial/ambiental/.aplicável no nosso local e/ou atividade é identificada, comunicada, atualizada e implementada, assim como as responsabilidades e responsáveis pela sua administração.



 

2. PG-Controle dos Documentos.

 

Definirá um sistema de gestão documental para identificar, comunicar, atualizar e manter os documentos que são aplicáveis no local/atividade.



 

3. PG-Gestão do Desenho/ Produção/ Manutenção/ …

 

O processo produtivo estará definido e será garantido através de um procedimento operativo de trabalho e manutenção, com indicadores da operação, gestão dos desenhos e das modificações, responsabilidades pelas aprovações dos desenhos, etc.



 

4. PG-Gestão dos Riscos/ Planos de emergência.

 

Definirá como são identificados os riscos do posto de trabalho e do local/centro, assim, como os planos de emergências e os simulacros, as frequências, …



 

5. PG-Gestão do M.Ambiente/ Segurança e Saúde no Trabalho.

 

Definirá o fluxo necessário para identificar e controlar os impactos ambientais (resíduos perigosos e não perigosos, os consumos dos recursos, etc.), assim como seu tratamento e medidas de redução. Também, o controle dos EPI´s, formatos para os registros, as inspecções de segurança, .. Também, definirá o sistema de coordenação das atividades preventivas com os empreiteiros, os clientes, etc. Qual é a documentação que devemos controlar? Informações dos ricos dos nossos locais e dos locais dos nossos clientes, etc.



 

6. PG-Gestão dos Aprovisionamentos/ Avaliação dos fornecedores.

 

Definirá o sistema de aprovisionamentos da organização, os fluxos e as responsabilidades, os sistemas de avaliação dos fornecedores, etc.



 

7. PG-Gestão dos RH/ Treinamento.

 

Definirá os programas de treinamentos internos e externos da companhia, os requisitos e competências dos postos/ tarefas de trabalho, as avaliações, modelos preconizados das folhas de presenças, etc.



 

8. PG-Gestão das Auditorias.

Definirá os planos e objetivos das auditorias, os critérios e indicadores de verificação, etc.

 

9. PG-Gestão das Ocorrências/ Acidentes/ ..

Definirá os processos de identificação e registro das ocorrências/ acidentes, os fluxos e responsabilidades, etc.

 

10. PG-Planos para Melhoria Anual.

 

Através dos planos anuais podemos estabelecer objetivos de melhoria para as áreas ambiental/ qualidade/ segurança. Por ex., área ambiental, reduzir o consumo de papel um 10% face ano retrasado; segurança, aumentar o número de inspeções de segurança; qualidade, reduzir o tempo de resposta às reclamações dos clientes.



 

Por último, estarão as Instruções de Trabalho e os Impressos e Registros, muito específicos para cada atividade e/ou local de trabalho, criados pelos responsáveis da área e/ou especialistas da atividade.

 

Se alguém tiver interesse, posso colocar no Forum mundial da Qualidade (indicar pasta) um modelo/formato base desses Procedimentos Gerais.



 

Link do Forum: WWW.FORUMMUNDIALDAQUALIDADE.COM.BR

O que é Periculosidade ?

Canal: Segurança no trabalho  |  Autor: Leandro Rodrigues  |  Publicado em: 17/03/2010  | 


A periculosidade em saúde e segurança do trabalho, por sua vez, é a caracterização de um risco imediato, oriundo de atividades ou operações, onde a natureza ou os seus métodos de trabalhos configure um contato permanente, ou risco acentuado. A legislação contempla as atividades associadas a explosivos e inflamáveis (CLT, art.193, e NR16 do MTE), a atividade dos eletricitários (Lei 7.369/85 e seu Decreto 93.412/86) e as atividades em proximidade de radiação ionizante e substancias radioativas (Portaria MTE 3.393/1987 e 518/03).

A periculosidade é caracterizada por perícia a cargo de Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho (MTE).

Faz jus ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato dá se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá se por tempo extremamente reduzido. Salvo se estiver previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. (Base: art. 195 da CLT. ATIVIDADES INTERMITENTES E EVENTUAIS / Súmula Nº 364 do TST). [consulte sua convenção coletiva]

Entende-se que, atividades perigosas não necessariamente são contempladas pela periculosidade, como popularmente se acredita. É sim perigoso trabalhar em área com risco de animais peçonhentos, mas isto não dá direito ao adicional de periculosidade.

O valor do adicional de periculosidade será o salário do empregado acrescido de 30%, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. "O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial." (Nova redação ­ Res. 121/2003, DJ 21.11.2003) Exemplo: Salário do empregado em indústria sujeito a periculosidade: R$ 1.000,00 mensais. Adicional de periculosidade: 30% x R$ 1.000,00 = R$ 300,00.

Em outro caso à percepção ao adicional de insalubridade poderá sofrer cálculos de correção do limite de tolerância em função do tempo de exposição, etc... Para maiores detalhes, consulte minhas respostas ou encaminhe-me e-mails.

A empresa que tem à caracterização de condições e ambientes considerado(s) insalubre e perigoso deve optar apenas por um dos adicionais.

Somente uma observação sobre a periculosidade de eletricitários. Devido à letra de lei, somente assim são chamados os profissionais que atuam no Sistema Elétrico de Potência, que abrange desde a geração ao consumo. [um caso para discussão]

Particularmente, sou defensor do adicional em algumas condições nas unidades ambientes de consumo, afinal, imagine uma indústria com redes internas de 380V a 440V? Mesmo com a revisão da Norma Regulamentadora 10, pela Portaria 598/2004, ainda encontramos situações em que este trabalhador lida com rede energizada, onde existe um risco imediato de vida devido ao efeito “ARC-FLASH” (fechamento de arco elétrico ou curto-circuito), ou mesmo o corriqueiro e nocivo choque elétrico.

Recall


Canal: Qualidade  |  Autor: Carlos F.S. Lagarinhos  |  Publicado em: 04/03/2010  |

A grande montadora Toyota está amargando prejuízos de mais de US$ 2 Bi devido a travamento do acelerador de vários modelos. Agora surgiram mais problemas com os freios. Isto está acarretando um sem número de "recall" comprometendo a imagem da empresa no tocante a qualidade e, o pior, à segurança já que houveram acidentes fatais envolvendo o produto. Outra montadora, a Honda também já está envolvida com inúmeros "recall".

Disto tudo podemos tirar vários pontos para discussão. Na aviação existe um controle apurado desde o projeto e quando um problema é identificado a autoridade aeronáutica emite uma DA (Diretriz de Aeronavegabilidade) praticamente um "recall" semelhante ao dos carros. A grande diferença é que na indústria automobilistica o "recall" é acionado pelo próprio fabricante perdendo a imparcialidade inerente ao atendimento ao cliente (o lobo tomando conta das ovelhas). "A pressa é inimiga da perfeição", quem não conhece este ditado? O dinheiro também.

Hoje o projeto de um carro tem de ser rápido, as inovações implantadas mais rapidamente do que o concorrente, lançamento no mercado urgente. Com certeza serão menos identificados ou com menos eficácia os riscos pelo DFMEA (Design Failure Mode and Effect Analyse) ferramenta também usada na aviação.

Os testes em protótipos, as inspeções nas linhas produtivas, etc. também não serão tão eficazes, afinal a Qualidade só atrapalha a produtividade como pensam os empresários.

Só que um foco de importância muito maior na Prevenção e na Qualidade em todos os processos do fabricante teriam evitado esses US$ 2 Bi de prejuízo só nos EUA pela Toyota, fora o prejuízo maior que foi a imagem da empresa comprometida no mercado. Comparo com as exigências da aviação porque o automóvel mata muito mais do que a aviação e as exigências são muito menores. Porque?


Existe um desconhecimento total no quanto os custos de perder uma imagem no mercado ou de quanto em indenizações judiciais podem acarretar prejuízos violentos para uma empresa devido a não se pensar em Prevenção e Qualidade em cada fase, em cada processo, em cada atividade. Os custos da Prevenção e da Qualidade serão muito menores do que a correção.

A idade da razão

Canal: Carreira  |  Autor: Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 18/05/2010  | 

Sim, houve uma prorrogação geral, um terceiro tempo, que está sendo bem desfrutado. Os na jovialidade dos 50/60 anos, os jovens que administram a carreira desde empresas juniores, os que anseiam por segurança, mulheres que predominam em certas profissões, casais de duplo salário e os que vivem só encabeçam as novas tribos, com estilos de vida e trabalho próprios.

Quantos de nós - homens e mulheres, com 60 anos - pretendem parar de trabalhar? Hoje, os na jovialidade dos 60 anos estão próximos aos 25 milhões, amanhã 30 ou mais, que se continuarem trabalhando adeus crise previdenciária. A maioria viverá até os 85 anos e volta a se perguntar, agora aos 60, tal qual fizeram aos 20 e aos 40, como se programar para mais 20 de vida prazerosa, profícua e remunerada, símbolo de proficiência e vigor.

Eis que fazem, vale repetir, planos para estenderem a permanência - capacitados em saber e experientes -, organizando e reprogramando seus conhecimentos. Usam a internet e leem seus jornais impressos por mais 20 anos. Não há procedimento padrão, o sintetizar é isso ou aquilo.

No entanto, as academias de ginástica e de ensino, o comércio e o setor de entretenimento precisam ajustar horários aos que requerem ainda com disposição de jovens. A publicidade precisa saber onde encontrá-los, pois não estão somente na praia ou saçaricando. Sabem que a ociosidade é um risco.

As empresas perceberam as novas tribos e produzem também produtos desenhados para o consumo de uma só pessoa. Em Nova York, quase 50% dos consumidores moram sozinhos e compram para si mesmos. Assim, mudam embalagem, qualidade e preços dos produtos. Configura-se um seleto grupo de interesse. Estamos de pé atrás com boa parte dos analistas, os descuidados e apressados, apenas voltados para o macro, que não perceberam as mudanças e davam como favas contadas o perecimento da mídia impressa, dos livros, cinemas e teatros. Não identificaram que a população ultrapassa com folga e garbosamente a marca dos 60 anos. A balzaquiana de 30 anos ontem tem 50 anos ou mais hoje.

Recentemente, ofereceram algumas indicações para que o país aproveite o pós-crise: pré-sal; carro elétrico; bioenergia; biotecnologia... e nenhuma palavra acerca do capital humano, sobre investimentos maciços em educação. Outra vez, não ouviram a sirene.

Por termos esgotado o estoque de insanidade com os milagres e planos, precisamos de mão de obra qualificada e experiente para orientar os jovens à concepção e ao empreendedorismo, servir de exemplo e fortalecer o mercado interno. Enfim, cerzir com seriedade e competência um país harmônico. 

01/06/2010-HIV – Uma portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada ontem no Diário Oficial da União, proíbe que as empresas submetam trabalhadores a exames de HIV. Isso vale para admissão, mudança de função, avaliação periódica ou qualquer outro procedimento ligado à relação de emprego.

Telefones Importantes:

Disque 100-Pedofilia, Abusos e violência com crianças

Disque 151-denúncia

193-corpo de bombeiros militar

192-central de ambulâncias ou samu




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