Hemoglobina glicada



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Procedimento Operacional Padrão

FERRITINA TURBIQUEST PLUS

Página de 3

POPBIO xxx/xx



FERRITINA TURBIQUEST PLUS



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

A medida da concentração de ferritina no plasma é um marcador sensível de distúrbios do metabolismo do ferro, sendo especialmente útil no diagnóstico da deficiência deste elemento.


PRINCÍPIO

Partículas de látex estabilizadas e sensibilizadas com anticorpo anti-Ferritina humana são aglutinadas pela Ferritina presente na amostra. A intensidade da aglutinação, medida em absorbância, está relacionada à quantidade de Ferritina, cuja concentração é obtida através de curva de calibração.


AMOSTRA

Preparo do paciente

Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas.



Tipos de amostra

Usar soro ou plasma (EDTA).



Armazenamento e estabilidade da amostra

O analito é estável por 2 dias entre 2 – 8 ºC e por 30 dias em temperatura igual ou inferior a 20 °C negativos em recipiente hermeticamente fechado para evitar evaporação.


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

Ferritina Turbiquest Plus, Referência 334 ANVISA - 10009010199

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600



Lagoa Santa, MG, 33400-000
Reagentes

Reagente 1: Armazenar entre 2 – 8 ºC. Contém tampão 20 mmol/L pH 8,2; azida sódica 14,6 mmol/L.

Reagente 2: Armazenar entre 2 – 8 ºC. Suspensão de partículas de poliestireno sensibilizadas com anticorpo anti-ferritina humana e azida sódica14,6 mmol/L.

Calibrador Ferritina: Armazenar entre 2 – 8 C. Ver a concentração no rótulo do frasco. Preparação liofilizada contendo ferritina em material de origem humana e azida sódica 14,6 mmol/L.

Precauções e cuidados especiais

  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança

  2. Os reagentes devem permanecer fora da temperatura de armazenamento somente pelo tempo necessário para se obter o volume a ser utilizado.

  3. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.

  4. Os reagentes 1, 2 e o calibrador contêm azida sódica, que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no caso de contato com os olhos, lavá-los imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  5. Não misturar reagentes de lotes diferentes.



EQUIPAMENTOS


  1. Analisador capaz de medir com exatidão a absorbância em 530 e 550 nm.

  2. Pipetas para medir amostras e reagentes.

  3. Controle - Qualitrol Plus Ferritina (Ref. 344) - Labtest



CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância


Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.
Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO
PREPARO DO CALIBRADOR

Utilizando uma pipeta volumétrica calibrada, adicionar 3,0 mL de água qualidade reagente ao conteúdo do frasco. Recolocar a tampa de borracha, deixar em repouso durante 10 minutos e homogeneizar por inversão suave até dissolução completa do material. Evitar a formação de espuma.



Considerações

Após a reconstituição, o Calibrador Ferritina é estável 30 dias se armazenado entre 2 - 8 ºC, bem vedado, quando não houver contaminação química ou microbiana. Estável 90 dias se armazenado a 20 °C negativos em recipiente apropriado para congelamento.
Fazer referência ao procedimento onde consta a aplicação do teste para o equipamento em uso. Estão disponíveis aplicações para sistemas automáticos e semi-automáticos.
CALIBRAÇÃO
Calibração de 4 pontos

  • Ponto 0: NaCl 150 mmol/L (0,85%)

  • Ponto 1 ao 3: Calibrador Ferritina (Ref. 334.3) preparado conforme o exemplo abaixo.

Preparar as diluições do Calibrador de Ferrtina utilizando solução de cloreto de sódio 150 mM (0,85%) como diluente, conforme as relações descritas no exemplo abaixo. Para obter as concentrações de ferritina em cada diluição, multiplicar a concentração do calibrador pelo fator de diluição correspondente indicado na tabela.



Ponto da calibração

1

2

3

Calibrador Ferrtina (µL)

66,7

133,3

200

Solução NaCl (µL)

133,3

66,7

--

Fator de diluição

0,333

0,666

1,0

Intervalo de calibrações:

    • Quando o controle interno da qualidade indicar;

    • Quando utilizar novo lote de reagentes;

    • Quando utilizar novos frascos de reagentes de um mesmo lote, caso uma nova calibração tenha sido realizada durante a utilização do frasco anterior.

Precauções e cuidados especiais

  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.


RESULTADOS

Unidade de medida


ng/mL

Valores esperados


Estes valores devem ser usados apenas como orientação. Recomenda-se que cada laboratório estabeleça, na população atendida, sua própria faixa de valores de referência.
Crianças e Adolescentes

Recém nascidos: 25 a 200 ng/mL

1 mês: 200 a 500 ng/mL

2 a 5 meses: 50 a 200 ng/mL

6 meses a 15 anos: 7 a 142 ng/mL
Adulto

Homens: 30 a 220 ng/mL

Mulheres: 20 a 110 ng/mL
Conversão: Unidade convencionais (ng/mL) x 1 = Unidades SI (g/L)
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Linearidade

O intervalo operacional de medição é de 5 a 600 ng/mL.


Em casos de valores maiores, diluir a amostra com NaCl 150 mmol/L (0,85%), realizar nova determinação e multiplicar o resultado obtido pelo fator da diluição.

Interferências


Concentrações de bilirrubina até 40 mg/dL, triglicérides até 250 mg/dL e hemoglobina até 500 mg/dL e fator reumatóide de até 725 UI/mL não produzem interferências significativas.
SIGNIFICADO CLÍNICO

A ferritina representa a principal forma de armazenamento de ferro. É uma molécula esférica composta por um envelope de apoferritina que contém as moléculas de ferro. A ferritina é encontrada em quase todas as células do organismo. Nas células do fígado, baço e medula óssea, a ferritina representa uma reserva de ferro prontamente disponível para a hematopoiese. Pequena quantidade de ferritina também está presente no plasma e é proporcional ao ferro total armazenado. Variações do estoque corporal de ferro refletem na concentração plasmática de ferritina. Assim, a medida da concentração de ferritina permite avaliação quantitativa dos níveis do estoque corporal de ferro, sendo um marcador sensível de distúrbios do metabolismo do ferro, especialmente da deficiência deste elemento.

A concentração de ferritina no plasma está diminuída na deficiência de ferro, não complicada por outra doença concomitante. Esta redução ocorre precocemente, bem antes das alterações observadas na concentração sanguínea de hemoglobina, do tamanho das hemácias ou da concentração sérica do ferro. Por outro lado, redução dos níveis séricos de ferro em presença de concentração normal ou aumentada de ferritina sugerem anemia secundária a doença inflamatória crônica.

Um grande número de doenças crônicas pode levar ao aumento da ferritina no plasma. Dentre estas se destacam infecções crônicas, distúrbios inflamatórios crônicos, como artrite reumatóide, doença renal, e neoplasias, como linfomas, leucemias, câncer de mama e neuroblastoma. Pacientes que apresentam quaisquer destes distúrbios juntamente com deficiência de ferro podem apresentar concentrações plasmáticas de ferritina dentro dos valores de referência. Nas doenças hepáticas, associadas à lesão de hepatócitos, ocorre liberação da ferritina das células hepáticas lesadas para o plasma, com conseqüente aumento da concentração de ferritina.



A concentração de ferritina encontra-se aumentada no plasma de pacientes com hemossiderose ou hemocromatose. Entretanto, a medida de outros parâmetros, como a transferrina ou a capacidade de ligação total do ferro (CTLF), é mais sensível que a ferritina nos distúrbios da sobrecarga de ferro3,4.
REFERÊNCIAS

  1. Sociedad Española de Bioquímica Clínica y Patología Molecular, Base de Datos de Variación Biológica. Disponível em: (acesso em 08/2005).

  2. Tietz NW. Fundamentals of Clinical Chemistry, Philadelphia: W.B. Saunders, 1996.

  3. Basques JC, Especificações da Qualidade Analítica. Labtest Diagnóstica 2005.




  1. Worwood M. Clin Chim Acta 1997;259: 3-23.

  2. Gottschalk R, Wigand R, Dietrich CF et al. Clin Chim Acta 2000, 293: 127-38

  3. Labtest: Dados de arquivo.







Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

Substitui POP:




Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Desativado por:







___/___/___

Razão:







Número

Destino

Cópias












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