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Encontro18.09.2019
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Exame Objectivo do Abdómen

Objectivos

  • Descrever e praticar as etapas do exame objectivo do abdómen.

  • Compreender as características a avaliar na descrição de uma massa e seu significado semiológico.

  • Identificar os principais elementos semiológicos do quadro de dor abdominal aguda e discutir o seu diagnóstico diferencial



Bibliografia Básica

Texto-base:

  • Mosby’s Guide to Physical Examination.


Exercício 1.
M.F, sexo ♀, 23 anos, recorreu ao SU do HSM por queixas com 24h de evolução de dor abdominal periumbilical que migrou progressivamente para a fossa ilíaca direita, de tipo cólica, que se companhou de 2 episódios de dejecções diarreicas, náuseas e anorexia.

O médico presente no SU procedeu ao exame objectivo sendo apenas de realçar que a doente se apresentou febril (38,3ºC) e com um abdómen doloroso à palpação superficial e profunda na FID, onde evidenciou dor à descompressão.




  1. Qual o significado clínico de uma dor abdominal à descompressão?

Como se chama esse sinal se localizado na fossa ilíaca direita? O que sugere?


  1. Se fosse o médico assistente desta doente que hipóteses diagnósticas consideraria?




  1. A doente negou queixas do foro genito-urinário (corrimento vaginal, disúria, polaquiúria, poliúria), febre, vómitos, mialgias e odinofagia. Referiu que a última menstruação decorrera cerca de 15 dias antes.

Assim sendo qual a hipótese diagnóstica mais provável?


  1. Quais as manobras semiológicas que sugerem o diagnóstico de apendicite aguda?


Exercício 2.
M.F, sexo masculino, 50 anos, com antecedentes de pirose esporádica e de patologia osteoarticular grave (ostofitose lombar) para a qual se automedicou com AINEs. Recorreu ao SU do HSM por queixas de dor abdominal espigástrica súbita, tipo facada, constante, que se fez acompanhar de náuseas e vómitos.
À entrada no SU o doente apresentou-se pálido, suado, muito queixoso de dor, sendo de realçar um abdómen muito duro e não depressível com dor à descompressão em todos os quadrantes.


  1. Qual o significado clínico de uma dor abdominal à descompressão em todos os quadrantes? E “ventre em tábua”?




  1. Na percussão abdominal do doente o médico constata a existência do sinal de Jobert. Qual o seu significado?




  1. Antes de iniciar qualquer terapêutica o médico assistente optou por pedir uma radiografia de abdómen (em ortostatismo) que mostrou uma imagem compatível com pneumoperitoneu.



Tendo em conta todo o quadro clínico e os antecedentes do doente qual o diagnóstico provável?


Exercício 3.
M.F, sexo feminino, 73 anos, sem antecedentes patológicos relevantes, recorreu ao seu médico de família por queixas de cansaço para médios esforços, e de um “incómodo” (sic) ao nível da FID. Referiu também uma perda ponderal de cerca de 10 kg em 3 meses.
No exame objectivo realizado pelo médico assistente foi possível observar uma mulher emagrecida e com mucosas francamente descoradas. No exame abdominal abdominal objectivou-se distensão e timpanismo generalizados, palpando-se FID uma massa dura, não móvel,dolorosa, embora sem sinais de irritação peritoneal. O toque rectal mostrou-se inocente.



  1. Se fosse médico desta doente que hipóteses diagnósticas consideraria?

Perante este quadro o médico solicitou a realização de exames imagiológicos e analíticos. Constatou a existência de uma anemia microcítica e hipocrómica e das seguintes imagens.






  1. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?



  1. Qual a importância da caracterização da massa identificada na palpação abdominal?

Exercício 4.
M.F, sexo ♂, 43 anos, com antecedentes de cirrose hepática alcoólica, é trazido ao SU do HSM por lipotímia na sequência de abundante “vómito de sangue”.

À entrada neste serviço apresenta-se pálido, suado, emagrecido mas com um abdómen francamente globoso. Constata-se taquicárdia e hipotensão e presença de sangue vivo na sonda naso-gástrica.



Após estabilização hemodinâmica do doente, este é submetido a endoscopia digestiva alta. São observadas varizes esofágicas com sinais de hemorragia recente.


  1. Num contexto de cirrose etanólica como enquadra um episódio de hematemeses?




  1. A cirrose hepática/ hipertensão portal dá origem a um quadro semiológico muito complexo de que fazem parte o eritema palmar, asterixis, contratura de Dupuytren, icterícia, ginecomastia, perda pilosa, atrofia testicular e edema periférico.

Qual a importância do exame abdominal neste contexto?




Exame Objectivo do Abdómen





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