Grupo de Apoio Nutricional Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional gan / emtn hc hospital das clínicas elaboraçÃo elisabeth Dreyer


Anexo II - Orientação para acompanhantes



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Anexo II - Orientação para acompanhantes


Como preparar e trazer alimentos para pacientes internados

Se seu familiar internado no Hospital das Clínicas não se adaptou bem à dieta hospitalar ou deseja comer alimentos que o hospital não fornece, ele pode receber alimentos de fora do hospital desde que autorizado e orientado pelo nutricionista ou enfermeiro responsável.


Antes de trazer qualquer tipo de alimento, verificar sempre com a enfermeira se a dieta do paciente está liberada e se existem alimentos que devem ser evitados (por exemplo: alimentos doces, com muito sal etc)
Alimentos que podem ser trazidos para o paciente:
Sucos em caixinhas fechadas (Tetrapack®) individuais.

Iogurtes ou sobremesas em potes individuais comprados em supermercados, onde são repostos com mais freqüência.

Bolachas, chocolates em pequenas quantidades e desde que não haja restrições.

Frutas bem lavadas.

Comida quente preparada com todo o cuidado e higiene para evitar que se contamine já na hora do preparo (lavar bem os legumes e as verduras, lavar bem os utensílios).
Como transportar os alimentos?
Todos os cuidados são necessários para conservar os alimentos durante o transporte até o hospital, evitando assim que o paciente apresente problemas como vômitos ou diarréia.

Os alimentos perecíveis devem ser transportados em recipiente térmico (bolsa térmica, caixa de isopor)

Para trazer refeições prontas, existem dois métodos :

Colocar os alimentos ainda bem quentes em um utensílio e acondicionar este em um recipiente térmico bem fechado para que se conserve quente até chegar ao hospital.

Colocar o alimento totalmente frio dentro de um recipiente térmico. Verifique se o alimento pode ser aquecido na enfermaria.
Outros cuidados importantes:
Antes de preparar ou manipular os alimentos, lavar bem as mãos.

As frutas devem ser bem lavadas antes de serem oferecidas ao paciente.

Sempre verificar a data de validade dos produtos comprados e se a embalagem está bem fechada.

Não comprar lanches, sucos ou vitaminas batidas em lanchonetes.



Não trazer sucos ou vitaminas caseiras, pois podem se contaminar facilmente.
Solicite sempre orientações do nutricionista e do enfermeiro de seu familiar !


Anexo III- Introdução de sonda para nutrição enteral


(pacientes adultos)

A) Posição gástrica

MATERIAL:

  • lubrificante hidrosolúvel (lidocaína, geleia a 2%) ou água

  • seringa 20ml

  • copo descartável com água

  • estetoscópio

  • fita indicadora de pH

  • fita adesiva não alergênica (tipo micropore®)

PROCEDIMENTOS:

  1. Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.

  2. Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente, solicitando sua colaboração.

  3. Colocar o paciente em posição de Fowler a 450 .

  4. Lavar as mãos.

  5. Calçar luvas.

  6. Determinar o comprimento de sonda a ser introduzido:

Técnica A:

  • com a extremidade distal da sonda na altura do tragus da orelha, medir a distância entre este e a porção inferior do apêndice xifóide

  • acrescentar a distância desta até o ponto médio da cicatriz umbilical.

Técnica B:

  • com a extremidade distal da sonda na altura da ponta do nariz, medir a distância até o lóbulo da orelha e deste até a porção inferior do apêndice xifóide,

  • acrescentar 5 a 10cm

Marcar a sonda ou memorizar a marca atingida.

  1. Examinar as fossas nasais em busca de possível obstrução, atentar para possíveis alterações estruturais da face e selecionar a narina mais permeável.

  2. Posicionar a cabeça do paciente, mantendo o alinhamento em relação ao tronco.

  3. Seguir a instruções do fabricante no que se refere a lubrificação interna e externa da sonda.

  4. Lubrificar a narina com a lidocaína geléia.

  5. Introduzir a sonda pela narina, sem forçar, se necessário com movimentos giratórios.

  6. Ao chegar à orofaringe, solicitar ao paciente que inspire profundamente e degluta várias vezes, progredindo a introdução da sonda durante as deglutições. A posição do pescoço em flexão pode ajudar a direcionar a sonda para o esôfago. Atentar para presença de náusea ou vômito, interrompendo o procedimento se necessário.

  7. Continuar a progressão da sonda até a marca definida no início do procedimento.

  8. Realizar uma primeira verificação da posição da sonda:

  • Solicitar que o paciente fale; se houver alguma anormalidade da voz, a sonda pode estar localizada na traquéia.

  • Injetar 10ml de ar pelo mandril, auscultando o ruído do ar na região epigástrica.

  • Aspirar com a seringa conectada no mandril, verificando o retorno de líquido gástrico.

  1. Retirar o mandril com cuidado (após lubrificação se necessário).

  2. Verificar a posição da sonda:

  • Auscultar a área epigástrica enquanto injeta rapidamente 10ml de ar pela sonda. Deverá ser ouvido o ruído surdo borbulhante da entrada do ar.

  • Aspirar com a seringa: o retorno de líquido gástrico característico indica que a sonda está em posição gástrica.

  • Na ausência de ausculta ou retorno de líquido gástrico, repassar a sonda.

      • O “teste do copo” pode ajudar a identificar uma sonda em posição traqueal: colocar a extremidade proximal da sonda dentro de um copo com água durante a expiração; se houver borbulhamento apenas durante a expiração, a sonda deve ser retirada e repassada em seguida.

  1. Tampar a conexão da sonda.

  2. Retirar as luvas.

  3. Fixar a sonda.

  4. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.

  5. Lavar as mãos.

  6. Anotar o procedimento, os testes realizados, o comprimento externo da sonda ou a marca que está à altura da narina e as eventuais intercorrências.

  7. Encaminhar o paciente ao serviço de radiologia para realização de uma radiografia simples do abdômen, para confirmação da posição da sonda ou solicitar o exame no leito.

  8. Confirmar a posição da sonda no RX com o médico responsável.

  9. Iniciar a NE logo após a confirmação da posição da sonda.

Observações:

  • O mandril ou guia da sonda deverá ser guardado na embalagem original da sonda (onde consta o no de lote) adequadamente enrolado, para evitar “quebras”, e identificado com o nome do paciente.

  • A ausculta da região epigástrica e o “teste do copo” não garantem a adequada posição da sonda. Segundo alguns trabalhos, a aspiração de líquido gástrico característico e a medida do pH (pH<5) são testes bastante sensíveis da posição da sonda, no entanto a realização do RX de controle da sonda é uma exigência da resolução RCD no63 da ANVISA e da resolução COFEN 277/2003.


B) Introdução da sonda no duodeno

Caso a posição pós-pilórica da sonda for indicada:



  • antes do procedimento, administrar a medicação gastro-cinética prescrita pelo médico;

  • acrescentar 15 a 20cm, conforme a compleição do paciente e posição desejada, à distância medida para posição gástrica;

  • introduzir a sonda até o estômago;

  • retirar o mandril;

  • realizar os testes já descritos, inclusive de controle de pH

  • solicitar que o paciente permaneça em decúbito lateral direito durante duas a três horas, para favorecer a migração,

  • após este tempo, aspirar líquido duodenal e medir o pH (pH duodenal: 6 a 8) ,

  • encaminhar o paciente para o RX no mínimo três horas após a passagem da sonda (RX simples de abdômen) e visualizar a sonda no RX, com o médico responsável.

Observação: Existe controvérsia na literatura quanto à eficiência das drogas gastro-cinéticas para migração da sonda. A insuflação gástrica também foi proposta para facilitar esta migração. Ambos os procedimentos só podem ser realizados com prescrição médica.



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