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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO PARENTERAL (NP)



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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO PARENTERAL (NP)

A NP é uma “solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios vitaminas e minerais, estéril, apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas” (Portaria No 272/98, parágrafo 3.4).“O enfermeiro é responsável pela administração da NP e prescrição dos cuidados de enfermagem em nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar” (Portaria. No 272/98, parágrafo 5.6.1).


1. Acesso venoso periférico





  • Verificar, no rótulo da NP, a osmolaridade da solução que deve ser menor de 800mOsm/l, caso contrário, a solução deverá ser administrada em via central.

  • Utilizar cateter venoso periférico de poliuretano ou teflon.

  • Puncionar uma veia calibrosa, localizada no braço e antebraço.

  • Trocar diariamente a fixação/cobertura de gaze do cateter, observando o local de inserção.

  • Trocar o cateter em caso de sinais de flebite e no mínimo a cada 72 horas.

  • O cateter deve ser exclusivo para NP. Conectar o equipo diretamente ao cateter ou utilizar um intermediário de uma via. Dispositivos para conexão em Y (torneirinhas ou polifix ) são inadequados.



2. Acesso venoso central





  • Os cateteres venosos centrais devem ser inseridos e manuseados de acordo com as normas de assepsia preconizadas pela CCIH/HC.

  • Cuidados na inserção de cateteres transcutâneos de curta permanência:

      • Degermação das mãos do operador com solução de clorexidina ou PVPI degermantes, anti-sepsia do local de inserção do cateter com PVPI alcoólico e, se necessário, remoção do excesso com álcool 70%.

      • Utilização de luvas, aventais e campos estéreis;

      • Utilização de gorro, máscara e óculos de proteção;

      • Palpar o local de inserção após anti-sepsia somente com luvas estéreis;

      • Fechar a porta do quarto e reduzir o fluxo de pessoas.

  • Em caso de dissecção vascular, utilizar um cateter de poliuretano (recomendação para adulto: 70cm; 14G, de 62ml/min).

  • Cateteres semi-implantáveis ou de implante total são inseridos no centro cirúrgico.

  • Cateteres centrais de inserção periférica (PICC) são inseridos por enfermeiros devidamente habilitados, de acordo com a Resolução COFEN No 258/2001.

  • Para os cuidados de manutenção destes cateteres, referir-se aos respectivos protocolos

  • Lavar as mãos e usar luvas de procedimentos para manipular o cateter.

  • Manter, na inserção dos cateteres, cobertura seca de gaze com adesivo hipo-alergênico (micropore), trocada a cada 24 horas e quando suja, molhada ou descolada, com técnica padronizada (Anexo VI); avaliar o local de inserção anotando e comunicando ao médico responsável qualquer sinal de infecção.

    • A localização central do cateter deve ser confirmada (RX) antes de iniciar a NP. Instalar SG 5 % para manter a permeabilidade do cateter até o início da NP.

  • A extremidade distal do cateter deverá ser localizada na veia cava.

    • Caso o cateter não seja central, poderá ser utilizado somente para NP periférica, em razão do risco de trombose venosa com solução hipertônica.

  • O cateter deve ser utilizado exclusivamente para a infusão de NP, mesmo em caso de infusão cíclica.

  • Cateter multilumen: designar o lúmen distal exclusivamente para a NP.

  • Cateter de Hickman Broviac (semi-implantável): o lúmen “Broviac”, mais fino, deve ser utilizado para a NP, reservando o lúmen de maior diâmetro para sangue e derivados.

  • Realizar desinfecção das conexões do cateter com álcool a 70o antes da manipulação.

  • O conector do cateter, colonizado por manipulações, é a principal fonte de contaminação intraluminal do cateter.

  • A lavagem minimiza a formação de biofilme no cateter e diminui o risco de infecção.

  • Não há recomendação de substituição rotineira dos cateteres venosos centrais como medida para minimizar riscos de infecção.



3. Formulações de NP





  • Utilizamos, no HC, a NP em sistema lipídico (3 em 1), que é uma associação de glicose, aminoácidos, lipídios, vitaminas, eletrólitos e minerais. As soluções de NP são padronizadas (Anexo VII), objetivando-se a prescrição adequada e segura para a maioria dos pacientes internados; porém, dependendo das necessidades individuais, a prescrição deve ser individualizada.

  • Para pacientes cujo peso corporal é menor de 55 kg, a prescrição de NP central deve ser individualizada, uma vez que as fórmulas padronizadas apresentam um conteúdo elevado de glicose e aminoácidos, podendo ocorrer hiperglicemia e outros distúrbios metabólicos. As formulações padronizadas de NP periférica, por sua vez, podem apresentar volume excessivo para esses pacientes.

  • Na introdução e no desmame da NP central, ou seja, no primeiro e no último dia, o paciente deve receber uma fórmula contendo a metade dos macronutrientes (glicose, aminoácidos e lipídios) desejados.

  • Esta formulação deve ser prescrita pelo médico, para e permitir a adaptação metabólica, hormonal e enzimática e evitar assim distúrbios como hiperglicemia, uremia pré-renal, hiperosmolaridade, distúrbios hidro-eletrolíticos, entre outros.

    • A NP periférica deve ser iniciada com o aporte total já no primeiro dia.

  • A concentração de micronutrientes e a osmolaridade desta fórmula não induzem os distúrbios metabólicos da NP central.

  • Quando houver indicação da troca da NP periférica pela NP central, o médico deve prescrever metade do aporte calórico-protéico no primeiro dia da alteração.

  • O aporte de glicose na NP central básica é quadruplicado em relação à NP periférica, podendo levar à intolerância e hiperglicemia.

  • Por questões de estabilidade, esta vitamina não está incluída na fórmula de NP.






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