Grupo de Apoio Nutricional Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional gan / emtn hc hospital das clínicas elaboraçÃo elisabeth Dreyer


Monitorização do paciente recebendo NE



Baixar 341.61 Kb.
Página5/11
Encontro21.10.2017
Tamanho341.61 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11

Monitorização do paciente recebendo NE

"O enfermeiro deve assegurar que todas as ocorrências e dados referentes ao paciente e à TNE sejam registrados de forma correta, garantindo a disponibilidade de informações necessárias à avaliação do paciente e eficácia do tratamento." (Resolução RCD No 63/2000).



A monitorização da NE inclui:

  1. Controle semanal do peso do paciente; a altura deve ser verificada no momento da admissão, sempre que possível;

  2. Sinais vitais, conforme rotina;

  3. Controle do volume de NE administrado em 24 horas;

  4. Diurese (volume e aspecto);

  5. Balanço hídrico;

  6. Controle do debito de ostomias e fístulas digestivas,

  7. Exame físico com especial atenção à hidratação e à propedêutica abdominal: distensão, RHA, dor etc; pesquisar queixas de sede, fome e anorexia, que podem indicar oferta calórica e hídrica inadequada.

  8. Freqüência das evacuações. A cada evacuação, observar e anotar, na folha de controles:

    1. consistência (fezes formadas = F, semipastosas = SP, pastosas = P, semilíquidas = SL ou líquidas = L)

    2. quantidade (exemplo: +/++++).

  • Detecção de distúrbios gastrointestinais e complicações;

  • Exames laboratoriais conforme solicitação médica: glicemia, proteínas séricas, eletrólitos, exames de função hepática, uréia e creatinina etc;

  • Aceitação da alimentação oral quando associada à NE.

  • Estimular a ingestão oral sempre que possível, registrando com precisão a aceitação do cliente. Com o aumento da ingestão oral, a NE por sonda poderá ser gradativamente diminuída, de acordo com a prescrição médica ou dietética. A aceitação adequada da alimentação oral deverá ser demonstrada antes de se suspender a NE e retirar a sonda.




  1. Condutas em caso de distúrbios gastrointestinais




    1. Diarréia




  • Definição (OMS): ocorrência de três ou mais evacuações líquidas ou semilíquidas em moderada a grande quantidade em 24 horas.

  • As causas da diarréia são múltiplas: infusão rápida, medicamentos, hipoalbunemia, desnutrição, gastroenterocolite, inadequação da fórmula, contaminação da fórmula, etc. Esta última é um evento raro, já que são utilizadas, no HC, fórmulas industrializadas líquidas adequadamente manipuladas na DND.

  • Não se deve suspender a NE, mas diminuir o gotejamento, de preferência utilizando uma bomba de infusão em infusão contínua (40 a 50ml/h em caso de posicionamento gástrico, 20 a 25ml/h, em posição intestinal, aumentando este gotejamento de 8 em 8 horas, de acordo com a evolução do paciente).

  • O médico e o nutricionista devem ser comunicados.

  • Monitorar atentamente a hidratação do paciente.




    1. Constipação:




  • É desejável que o paciente evacue de três em três dias aproximadamente.

  • A constipação pode ser relacionada a uma dieta pobre em fibras, à desidratação, à diminuição da prensa abdominal. Solicitar avaliação do nutricionista para adequação da fórmula e do médico para prescrição de laxantes se necessário. Monitorar e registrar adequadamente as evacuações.



    1. Distensão abdominal, refluxo esofágico, regurgitação, vômitos




  • Definições:

  • Refluxo esofágico: Passagem de conteúdo gástrico para o esôfago.

  • Regurgitação: Passagem, sem ocorrência de esforço, de conteúdo gástrico para a orofaringe.

  • Vômito: Passagem de conteúdo gástrico para a orofaringe, associada a peristaltismo retrógrado e contrações da musculatura abdominal.

  • Conduta:

    • Fazer uma pausa na administração da NE e pesquisar possíveis causas:

      • verificar as condições de administração da NE e da água para hidratação; volumes muito grandes, administrados muito rapidamente, podem provocar estes problemas;

      • verificar a posição da sonda; o seu deslocamento para o esôfago pode provocar regurgitação e vômitos.

  • Identificar causas não relacionadas a NE, como medicamentos, tubos traqueais, etc.

  • Comunicar o médico responsável, solicitando avaliação.

  • Em caso de vômitos:

  • anotar a freqüência, quantidade estimada e aspecto;

  • quando necessário, realizar aspiração da orofaringe e traquéia;

  • medicar o paciente conforme prescrição médica;

  • Manter adequado posicionamento do paciente e interromper rigorosamente a NE antes de procedimentos como aspiração traqueal, banho, fisioterapia.

  • Monitorar atentamente o VRG, seguindo o protocolo anexo (Anexo V) e os ruídos hidro-aéreos.

  • Um episódio isolado de refluxo, regurgitação ou vômito não é indicação de suspensão da NE mas de cuidados redobrados na sua administração e monitoração, reduzindo desta forma o risco de aspiração.

  • Aspiração: Inalação nas vias aéreas, de material endógeno (secreções da orofaringe, líquido gástrico) ou exógeno (fórmula de NE), abaixo das cordas vocais. Pode ser silenciosa ou sintomática.




    1. Cólicas




  • Administrar a NE à temperatura ambiente, em fluxo lento e regular.

  • Comunicar o médico responsável e o nutricionista que poderá prescrever outra formulação da NE.

  • Medicar o paciente de acordo com a prescrição médica.




  1. Aporte calórico - protéico abaixo das necessidades do paciente

Este problema é freqüente com a NE e pode ser relacionado à intolerância apresentada pelo paciente (gastroparesia, diarréia, distensão abdominal). No entanto, foi verificado que, em muitos casos, as causas não são diretamente ligadas ao quadro clínico do paciente mas a problemas operacionais evitáveis.




  • Jejum para procedimentos

    • O jejum para procedimentos constitui uma das principais causas de um aporte calórico-protéico inadequado. A equipe de enfermagem tem um papel fundamental no controle deste problema e do desperdício de NE associado.

    • Verificar a real necessidade de jejum e sua duração.

    • Solicitar que o médico residente coloque e suspenda o jejum na prescrição informatizada, no horário adequado.

    • Armazenar os frascos na geladeira de medicamentos / NE e reiniciar a infusão da NE após o procedimento, assim que possível.

    • Suspender a pausa noturna, administrando os frascos de NE “atrasados” respeitando seu prazo de validade.

  • Comunicação inadequada

    • Evitar comunicações verbais ou telefônicas com a DND, utilizar sempre o sistema informatizado ou realizar anotações na planilha de distribuição de NE apresentada pelo copeiro.

    • Verificar se o médico residente fez a prescrição informatizada no horário adequado.

    • Se a NE não foi entregue, questionar o motivo e se não houver necessidade de jejum, verificar a prescrição informatizada, solicitando em seguida o envio da NE (ramal 87219).

  • Progressão muito lenta do aporte calórico

    • Para que o nutricionista ou médico possa progredir o aporte com segurança, deve haver um adequado controle do volume infundido e das intercorrências;

    • Verificar se a progressão está sendo feita conforme protocolo.



  • Interrupções desnecessárias

    • Seguir este protocolo de administração;

    • Em caso de interrupção da NE por causa de um evento isolado, não esquecer de reavaliar o paciente ou solicitar nova avaliação médica para reiniciar a NE logo que possível.

  • Perda do acesso enteral

    • A perda do acesso enteral pode ocasionar interrupções prolongadas devidas à demora para repassar a sonda e obter o controle radiológico da mesma. Quando possível, compensar a interrupção durante a noite.

  • A NE é uma terapêutica de fundamental importância para a recuperação de seu paciente.



1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal