Grupo de Apoio Nutricional Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional gan / emtn hc hospital das clínicas elaboraçÃo elisabeth Dreyer


IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES COM RISCO NUTRICIONAL



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IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES COM RISCO NUTRICIONAL





  • O enfermeiro e sua equipe têm um importante papel em identificar os pacientes desnutridos e também aqueles que apresentam determinadas características sabidamente associadas a problemas nutricionais. O enfermeiro poderá encaminhar estes pacientes, conforme necessidade, ao ambulatório de nutrição, serviço social ou, no caso de pacientes internados, solicitar avaliação nutricional e avaliação médica. Para este fim, os dados básicos descritos abaixo devem ser colhidos pelo enfermeiro. Pacientes que apresentam perda significativa de peso, índice de massa corporal (IMC) fora da normalidade ou outros fatores de risco nutricional, descritos abaixo, devem ser atentamente monitorados e receber terapia nutricional quando indicado.

  • Perda involuntária de peso

    • Incluir, sempre que possível, o controle do peso e da altura do paciente ao exame físico de admissão.

    • Da mesma forma, controlar o peso e a altura de pacientes ambulatoriais em consulta.

    • Pesquisar perda de peso involuntária em relação ao peso usual ou seja em relação ao peso habitual do indivíduo quando hígido.

  • A perda de peso involuntária constitui um dado importante para a avaliação do estado nutricional. A significância da perda de peso em relação ao tempo pode ser verificada na tabela abaixo.

Significância da perda de peso*

* Perda de peso (%) =

(peso usual – peso atual) x 100




peso usual




Tempo

Perda significativa

Perda grave

1 semana

1 – 2%

> 02%

1 mês

05%

> 05%

3 meses

7,5%

> 7,5%

6 meses

10%

> 10%

Fonte: Blackburn GL & Bistrian BR, 1977

  • Realizar, sempre que possível controle semanal de peso, no mesmo horário e com roupas leves.

  • IMC

  • Índice de Massa Corporal (IMC): este indicador muito simples do estado nutricional, é obtido através da seguinte fórmula:

IMC =

peso atual (kg)

altura2 (m)

  • Normalidade: IMC = 18,5 a 24,9 kg/m2. Valores abaixo de 18,5 indicam magreza e acima de 24,9 pré-obesidade e obesidade.

  • Deve-se ter cuidado ao interpretar IMC pois este indicador não distingue o peso associado à massa muscular e à gordura corporal; quando os valores de IMC estiverem nos limites ou fora da normalidade, é importante a avaliação em associação com outros fatores de risco.

  • Pesquisar, ao realizar o exame físico, sinais indicativos de desnutrição e carência de nutrientes. Esses sintomas, listados em anexo (anexo I), aparecem em estágios avançados de depleção nutricional.

  • Outros fatores de risco nutricional

Dentro das categorias citadas a seguir, são enumerados fatores de risco relevantes para pacientes internados e ambulatoriais.

      • Ingestão inadequada de alimentos

      • Disfagia

      • Problemas de dentição, de cavidade oral

      • Náusea, vômitos, constipação, diarréia

      • Depressão do nível de consciência

      • Prescrição de jejum ou dieta líquida por mais de 3 dias

      • Limitações ou incapacidade para se alimentar sozinho

      • Mudanças na capacidade funcional (aumento ou diminuição das atividades diárias)

    • Fatores psicológicos e sociais

      • Fatores culturais, crenças religiosas

      • Distúrbios emocionais

      • Alteração do estado mental/cognitivo

      • Isolamento social

      • Recursos limitados

      • Alcoolismo, dependência química

      • Distúrbios alimentares

      • Problemas de comunicação

      • Falta de conhecimentos

    • Condições físicas e doenças

      • Úlceras de pressão

      • Imobilidade, dependência, limitações para as atividades diárias

      • Câncer e seus tratamentos

      • AIDS

      • Complicações gastrointestinais

      • Condições de catabolismo ou hipermetabolismo (trauma, cirurgia, infecção)

      • Alergias a alimentos

      • Perdas sensoriais (visão, gosto, olfato etc)

      • Doença renal, hepática ou cardíaca crônica

      • Doença pulmonar obstrutiva crônica

    • Controles laboratoriais alterados

      • Albumina, colesterol, triglicérides, etc

    • Medicações

      • Uso crônico, uso múltiplo (polifarmácia)

      • Interações e efeitos colaterais.

  • Uma vez identificado o paciente internado com risco nutricional, deve-se monitorar rigorosamente a sua ingestão de alimentos. Quando necessário, o nutricionista deverá calcular a ingestão calórica a partir de anotações de enfermagem completas e claras. Em alguns casos esta anotação pode ser feita pelo próprio paciente ou seu acompanhante sob forma de um recordatório de 24 horas.

  • Para calcular a necessidade calórica do paciente, o nutricionista utiliza fórmulas que levam em consideração o peso, a altura, idade e os fatores de estresse ou lesão.

  • É importante rever o conceito “comer bem” em relação a real necessidade calórico-protéica do paciente. Uma dieta leve, por exemplo, fornece apenas 1200 kcal/dia (com chá e bolacha) se o paciente aceitar toda a dieta. A anotação de enfermagem deve ser objetiva: “o paciente aceitou a metade do copo de sopa oferecido” e não “aceitação média da dieta VO”.

  • O “jejum para exames ou procedimentos”, por dias consecutivos, é muito prejudicial para estes pacientes. Verificar, com o médico responsável, a real necessidade de jejum, solicitar que libere a dieta logo que possível e planejar os procedimentos de forma a evitar períodos desnecessários de jejum.

  • Quando o acompanhante auxilia o paciente nas refeições, deve receber orientações de enfermagem sobre como e quando oferecer os alimentos, favorecendo o conforto do paciente e do acompanhante durante a refeição .

  • Se o paciente não se adaptou bem à dieta hospitalar ou deseja comer alimentos que o hospital não fornece, ele poderá receber alimentos de fora do hospital desde que autorizado e orientado pelo nutricionista ou enfermeiro responsável. As orientações são detalhadas em anexo (Anexo II).

  • Sempre que necessário, solicitar avaliação nutricional do paciente e discutir os casos com o nutricionista responsável pela enfermaria e / ou com o GAN/EMTN.






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