Grupo de Apoio Nutricional Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional gan / emtn hc hospital das clínicas elaboraçÃo elisabeth Dreyer


Anexo V- Verificação do volume residual gástrico



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Anexo V- Verificação do volume residual gástrico


(pacientes adultos)

  1. Objetivo

O controle do volume residual gástrico (VRG), ou resíduo gástrico, é realizado em pacientes recebendo nutrição enteral com o objetivo de:

  • monitorizar o esvaziamento gástrico e assim a tolerância à nutrição enteral,

  • prevenir vômitos, refluxo esofágico, broncoaspiração.

  1. Freqüência do controle

    1. Deve ser realizado antes de iniciar a NE e antes de instalar um novo frasco de NE. Em caso de NE contínua em bomba de infusão, realizar o controle de 6 em 6 horas.

    2. Idealmente, este controle é realizado em todos os pacientes, podendo ser espaçado após alguns dias em caso de boa tolerância à NE. O controle do VRG é imprescindível em pacientes:

          • intubados ou traqueostomizados,

          • inconscientes ou confusos,

          • com disfagia,

          • com distensão abdominal, vômitos, regurgitação ou refluxo gastroesofágico,

          • que não podem permanecer em decúbito elevado durante a infusão da NE (TRM).

  2. Material

  • 1 seringa de 20ml (ou maior);

  • 1 copo descartável (eventualmente 2 copos);

  • 1 par de luvas de procedimento;

  • 1 frasco de água filtrada.

  1. Técnica

    1. Explicar o procedimento ao paciente;

    2. Lavar as mãos e colocar as luvas;

    3. Conectar a seringa à sonda para nutrição enteral (SNE) e aspirar lentamente;

    4. Colocar o líquido aspirado no copo.

    5. Repetir, calculando o volume, até não haver mais retorno de líquido;

    6. Observar o aspecto do líquido aspirado, comunicando qualquer anormalidade;

    7. Re-injetar o líquido na sonda, para evitar perda de nutrientes e eletrólitos;

    8. Injetar 20ml de água na SNE, pois o contato do suco gástrico com a dieta pode causar desnaturação protéica, levando à obstrução da sonda;

    9. Desprezar o copo e a seringa;

    10. Lavar as mãos;

    11. Anotar o volume aspirado na folha de controles do paciente.

  2. Condutas

      • VRG < 200ml, instalar a NE.

      • VRG > 200ml:

  • não instalar a NE;

  • observar se há distensão abdominal, desconforto, dor, náusea, RHA;

  • administrar uma medicação gastro-cinética de acordo com a prescrição médica;

  • repetir o controle após uma hora:

  • VRG < 200ml: instalar a NE;

  • VRG > 200ml:

  • solicitar avaliação médica e conduta.

  • em caso de suspensão da NE neste horário, reavaliar o paciente no próximo horário previsto para instalação de NE.

Observações

    1. Um VRG elevado isolado não é motivo para suspender a NE. Correlacionar os valores do VRG com o quadro clínico apresentado.

    2. A ocorrência de VRGs elevados (maiores de 200ml e menores de 500ml) não significa obrigatoriamente que o paciente deva ser mantido em jejum mas que cuidados redobrados são necessários na infusão e monitorização da NE, para evitar a aspiração pulmonar (diminuir o gotejamento da NE, se possível utilizando uma bomba de infusão, elevar o decúbito, monitorar atentamente o VRG e a distensão abdominal).

    3. VRG > 500 é geralmente indicação para suspensão da NE.

    4. A decisão de manter ou suspender a NE deve ser tomada com a equipe médica.

    5. Em caso de dificuldade ao aspirar a sonda, injetar lentamente 5ml de ar e aspirar novamente, sem aplicar pressão muito forte. O controle é realizado mais facilmente e é mais fidedigno com sonda enteral no 10 ou 12 .

    6. O controle do resíduo gástrico não tem sentido se realizado logo após a infusão em bolo ou muito rápida de um frasco “atrasado” de NE!

Anexo VI - Técnica de curativo do cateter





  • Material: Bandeja contendo:

. pacote de curativo estéril

. gazes estéreis

. fita adesiva não alergênica tipo micropore

. soro fisiológico (SF)



. solução anti-séptica – PVPI tópico ou solução alcoólica de clorexidina

  • Procedimentos:

  1. Lavar as mãos.

  2. Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.

  3. Explicar ao paciente o que será feito.

  4. Colocar o paciente em posição adequada, expondo apenas a área a ser tratada.

  5. Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica.

  6. Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo.

  7. Umedecer a fita adesiva do curativo a ser renovado com SF, para facilitar a retirada.

  8. Remover o curativo com a pinça dente de rato, desprezando esta na borda do campo.

  9. Montar a pinça Kelly com gaze, umedecer esta com SF.

  10. Limpar a inserção do cateter, com as duas faces da gaze realizando movimentos semicirculares.

  11. Limpar da mesma maneira a região ao redor do ponto de inserção.

  12. Limpar o cateter da inserção em direção à extremidade proximal, cuidadosamente

  13. Secar a inserção e, a seguir, a região ao redor e o cateter seguir, a região ao redor e o cateter, utilizando uma gaze para cada local.

  14. Aplicar a solução anti-séptica na inserção, e após, na região ao redor.

  15. Aplicar solução de clorexidina alcoólica no cateter, da inserção em direção à extremidade (não aplicar PVPI)

  16. Cobrir o local de inserção do cateter com uma gaze cortada.

  17. Fixar a gaze com a fita adesiva.

  18. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.

  19. Lavar as mãos.

  20. Checar a prescrição de enfermagem assinando seu nome e anotar as características do local de inserção, comunicando o médico responsável pelo paciente se houver presença de sinais flogísticos na inserção do cateter.



  • Observações:

  • Proceder à desinfecção da bandeja ou da mesa auxiliar após a execução do curativo, com solução de álcool a 70%.

  • Manter o curativo seco e limpo durante o tempo de permanência do cateter, inclusive protegendo o cateter durante o banho.

  • Trocar o curativo a cada 24 horas e quando estiver úmido, sujo ou solto.

  • Um filme semipermeável transparente pode ser utilizado, devendo ser trocado conforme orientação do fabricante. Neste caso, a avaliação do local de inserção deve ser, no mínimo, diária.

  • Seguir as orientações dos respectivos protocolos para curativos dos cateteres centrais de inserção periférica (PICC), semi e totalmente implantáveis.



Anexo VII – Formulações padronizadas de nutrição parenteral



Fórmulas para 24 horas (Pacientes com peso corporal maior de 55 kg)


Fórmula

Básica

Pobre em CHO

Encefalopatia

Hepática

Insuficiência

Renal

Periférica

Glicose 50%

800ml

600ml

800ml

800ml

----

Glicose 10%

----

---

----

----

1000ml

Aminoácidos10%

1000ml

1000ml

----

----

600ml

Aminoácidos 8% com AACR

----

---

1000ml

----

----

Aminoácidos 6% com histidina

----

---

----

500ml

----

Lipídeos 10% (TCL/TCM)

200ml

400ml

200ml

200ml

300ml

NaCl 10%

20ml

20ml

----

20ml

10ml

KCl 19,1%

20ml

20ml

20ml

----

10ml

Glu Ca 10%

10ml

10ml

20ml

10ml

10ml

Sulf Mg 10%

20ml

20ml

20ml

20ml

10ml

Fosf. Mon. K 10%

10ml

10ml

10ml

6ml

10ml

Polivitamínico A

10ml

10ml

10ml

10ml

10ml

Polivitamínico B


5ml

5ml

5ml

5ml

5ml

Oligoelementos

1ml

1ml

1ml

1ml

1ml

Volume final

2096ml

2096ml

2086ml

1572ml

1966ml

Calorias totais

1980kcal

1860kcal

1900kcal

1700kcal

910kcal

Cal não protéicas

1580kcal

1460kcal

1580kcal

1580kcal

670kcal

Cal não prot : g N

99 : 1

91 : 1

123 : 1

315 : 1

70 : 1

Peso

60

70

80

60

70

80

60

70

80

60

70

80

60

70

80

VIG

4,6

3,9

3,4

3,4

2,8

2,6

4,6

3,9

3,4

4,6

3,9

3,4

1,1

1,0

0,9

Cal/kg

33

28

25

31

28

24

31

27

24

28

24

21

15

13

11

g prot /kg p

1,7

1,4

1,2

1,7

1,4

1,2

1,3

1,1

1,0

0,5

0,4

0,4

1,0

0,9

0,8




                1. Estas soluções devem ser prescritas diariamente pelo médico responsável, em duas vias, sendo que uma via deverá ser encaminhada à farmácia e a outra anexada à prescrição médica no posto de enfermagem.

                2. Para as diversas formulações de NP central, o médico deve prescrever, no primeiro e último dia da terapia, metade dos macronutrientes previstos. Para NP periférica não há necessidade de progressão do aporte.

                3. Para prescrição de NP individualizada, entrar em contato com o GAN/EMTN-HC.


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Reitor: Prof. Dr. Carlos Henrique de Brito Cruz
HOSPITAL DAS CLÍNICAS

Superintendente: Prof. Dr. Ivan F. Contrera Toro
GRUPO DE APOIO NUTRICIONAL

EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA NUTRICIONAL

GAN / EMTN - HC

Coordenadora: Profa. Dra. Ilka de Fátima S. F. Boin


Enfermeira: Elisabeth Dreyer

Farmacêutica: Simone Cristina Moda

Nutricionista: Salete Brito

Telefone: 378 87669

BIP: Central 3744- 4545 – Códigos: 22498 (Nutricionista)

22749 (Enfermeira)

Homepage: www.hc.unicamp.br/servicos/gan


e.mail: gan@hc.unicamp.br
Dezembro de 2003




1 Mapas elaborados pela DND, HC-UNICAMP. Em caso de dúvida, entrar em contato com Luciane, nutricionista responsável pela Seção de Dietas Enterais, nos ramais 87219 / 87561, ou com o nutricionista da enfermaria




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