Geminiano Cascais Franco



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lado do corpo visível, a que dão o nome de «grosseiro» e que compreende

o esqueleto, a carne, os órgãos de percepção e de acção, existe um conjunto de estruturas normalmente invisíveis que reforça o corpo «grosseiro»

e é chamado «corpo subtil». Trata‑se de uma rede de vias de comunicação

que permite a diversas «energias» circular. Estes condutos recebem o nome

de nadi (ribeira) e são em grande número.
Numerosos ribeiras

Entre estas inúmeras «ribeiras» que irrigam o corpo subtil há três que

retêm a atenção: a primeira, Susúma, eleva‑se da base do tronco à cabeça,

à semelhança do que faz a coluna vertebral. Na geografia simbólica do ioga,

ela desempenha o papel do Ganges, rio sagrado que irriga as terras. As duas

outras nadi enlaçam‑se em torno dela à maneira das duas serpentes do

caduceu *. Estas duas «ribeiras» chamam‑se ldâ e Pingalâ, cruzam‑se seis

vezes sobre a «ribeira central» Susúma, e cada um destes pontos de encontro é denominado chakra (roda, círculo).

O caduceu simboliza no Ocidente o corpo médico.
O ioga: uma arte de descontracção

Esta postura alonga os músculos das costas e alivia as

dores sequentes às posições de flexão para a frente.

Postura da espiral

Sentado, com o corpo direito, as pernas alongados, pontas

dos pés em extensão, dobre a perna esquerda, vindo a

perna e o joelho apoiar‑se fortemente sobre o peito e o

abdome. Cruze a perna esquerda por cima da perna direita

e coloque a planta do pé no chão à altura do joelho direito.

Ao expirar, efectue uma rotação do tronco para a esquerda pousando a mão esquerda em cheio sobre o solo

tão longe quanto possível, e atrás do plano dos ombros.

O braço direito passa diante da coxa esquerda, a mão

direita assenta no peito do pé esquerdo.
Ao mesmo tempo, vire a cabeça o mais que puder para

a esquerda, deslocando‑se o queixo paralelamente ao ombro esquerdo, ao passo que o braço direito repele o joelho

esquerdo para trás (fig. da pág. 153). Conserve esta postura durante três ou quatro respirações e recomece invertendo o movimento. A cada expirarão, aumente suavemente a torção. Concentre‑se na sua coluna vertebral.

Se não puder pousar a mão sobre o pé, pouse‑a simplesmente sobre o joelho.

Este movimento desenvolve uma acção de desbloqueio


em torção sobre a coluna vertebral. Ele descontrai igualmente o sistema nervoso e, por esta razão, é muito relaxante.
153
postura da espiral

Postura da folha enrolada

Postura da folha enrolada

É muito eficaz para relaxar os músculos da região lombar.

Ponha‑se de joelhos, pouse a cabeça sobre o solo, com

os braços estendidos ao longo do corpo, as mãos próximo

das barrigas das pernas, de palmas viradas para cima.

Feche os olhos: relaxe‑se, respire calmamente concentrando‑se na sua coluna vertebral.

Mantenha esta postura 10 segundos, 30 segundos ou um

minuto.
Postura do sentigafanhoto

De gatas, braços e pernas paralelos e perpendiculares ao

chão, levante a perna esquerda estendida, com o pé apontado para o tecto, o mais alto possível, concentrando‑se

na boa estirarão da sua coluna vertebral.

M.
O ioga: uma arte4 de descontracção 155

Deve senti‑Ia estirar‑se a todo o seu comprimento. Não

encove os rins. Mantenha a postura 30 segundos respirando bem.


Postura em extensão e torção

Estenda‑se de costas, com os braços em cruz, palmas das

mãos apoiadas no solo, cabeça voltada para a direita.


Levante a perna direita expirando, leve‑a até à mão esquerda: o indicador da mão esquerda agarra o dedo

do pé. Conserve a postura durante um minuto estirando

bem as duas pernas diligenciando por que os dois ombros

fiquem bem colados ao solo mau grado a torção. Expire.

Depois, inspirando, torne a estender a perna direita ao

longo da perna esquerda. Recomece do outro lado.

Esta postura dá flexibilidade às ancas e às pernas e mobiliza a coluna vertebral em rotação desde o topo até ao

sacro.
Termine descontraindo‑se

Estenda‑se no chão, encoste os pés um ao outro e cruze

os braços por trás da cabeça. Relaxe‑se com movimentos

de respiração completa durante dois ou três minutos, ou

mesmo mais.


‑91
Que desporto escolher?

Ainda se confunde com excessiva frequência desporto

e remédio, desporto e ginástica. Nunca será demais repeti‑lo: com excepção da natação, à qual dedicaremos um

espaço importante neste capítulo, a prática de um desporto não pode em caso algum ser considerada como uma

actividade terapêutica. O desporto exige uma boa musculatura, um bom equilíbrio dos diferentes segmentos vertebrais, porquanto constitui, por definição, uma actividade violenta: aplicado às colunas frágeis, ele limita‑se,

as mais das vezes, a reforçar os desequilíbrios.
O DESPORTO NÃO É UMA ACTIVIDADE

CORRECTIVA

Por exemplo, vejamos o caso do jogador de golfe, do esquiador ou do tenista: com efeito, eles não fazem mais

do que repetir um mesmo gesto, uma mesma atitude.

Dez vezes, 20 vezes no decurso de uma partida, o tenista

inclinar‑se‑á para trás a fim de «puxar». O jogador de

golfe debruçar‑se‑á para diante no intuito de visar e bater

a bola, desgastando assim a sua 5." vértebra lombar. Finalmente, «devorando» relevo após relevo, o esquiador

comprimirá a sua coluna lombar e maltratará os seus

discos intervetebrais.

157

O desporto não é uma actividade correctiva: tal é o postulado que convém lançar como base deste capítulo. Evidentemente que se trata de um excelente meio de manter

a forma, de melhorar o tono muscular, embora com a


condição de se possuir umas costas sãs, uma coluna vertebral resistente. Os «costas‑frágeis» deverão escolher bem

o seu desporto e praticá‑lo com moderação, sob vigilância

médica.

UM DESPORTO EXCELENTE: A NATAÇÃO



Desde sempre, o homem tem sido confrontado com um

elemento líquido que não é o seu, mas que recobre mais

de 70 1% da superfície do Globo. É provável que ele tenha

nadado muito cedo, com um objectivo ao mesmo tempo

utilitário, higiénico e talvez já Iúdico
* Sobre os benefícios da água do mar, ler a obra de

D. Poncer: Sol e Agua do Mar (Lisboa,

Editorial Verbo, 1980).
A partir do início do século, a reeducação em piscina vem

sendo largamente utilizada, e a cinebalneoterapia tem

aperfeiçoado as suas técnicas e o seu campo de aplicação.

É pois interessante estudar quais são as aplicações dos

diferentes estilos na correcção das anomalias vertebrais

da infância e da adolescência e das dores vertebrais do

adulto.

O corpo tem uma capacidade de flutuar tanto maior



quanto mais imerso estiver. Na água, a coluna vertebral

liberta‑se do constrangimento da gravidade. A possibilidade de nos movermos sem entrave dá aos exercícios


Que desporto escolher?

praticados na água uma nítida vantagem sobre os que

são praticados no solo. Nos estilos ventrais, a água comprime a caixa torácica e o abdome, o que aumenta o trabalho dos músculos inspiradores e do diafragma. Mediante a sua acção de massagem, a água assegura igualmente uma melhor circulação venosa.

OS ESTILOS SIMÉTRICOS

Não ocasionam deslocações laterais da coluna vertebral.

Os membros efectuam os mesmos movimentos simultânea

e simetricamente.
Os bruços modernos

São ainda o estilo de base e de iniciação. Efectuam‑se

em quatro tempos:
Primeiro tempo, o desligamento ventral: o corpo estende‑se em posição horizontal, com a cabeça levemente inclinada para a frente. Nesta fase, a raque está em extensão, as curvaturas da coluna atenuam‑se moderadamente.

Num objectivo de endireitamento correctivo, importa insistir sobre este tempo de deslizamento.


Segundo tempo, acção muscular dos braços: os~braços

abrem‑se, exercendo uma tracção lateral. Esta acção muscular dos braços engendra uma cifose dorsal e o busto

eleva‑se para a superfície da água.


159

Terceiro tempo, reagrupamento dos membros inferiores.

as pernas flectem, os joelhos afastam‑se. O reagrupamento

dos membros inferiores começa a desenhar uma hiperlordose lombar, os rins encovam‑se.

Quarto tempo, Impulso dos membros inferiores: um

brusco disparo dos pés e das pernas provoca a propulsão

do corpo para diante. No fim do impulso, a raque está

de novo em hiperextensão para o deslizamento ventral.

Em resumo, nos bruços, a coluna vertebral é submetida

a uma alternarão de constrangimentos. Como os membros

inferiores e superiores não executam os movimentos ao

mesmo tempo, há sucessivamente tracção e impulso.

A coluna vertebral passa ora por «cifose» ora por «lor

Um pouco de história


Frescos datando de há 9000 anos, descobertos no deserto da Líbia, mostram

rudimentos de natação. Há 3000 anos, hieróglifos egípcios adoptavam

como símbolo um estilo muito próximo do nosso crawl moderno. Na Grécia, as lendas relatam as façanhas náuticas que Leandro realizava para se

juntar à bela Hero, mas a natação não figurava então no programa dos

Jogos Olímpicos. Quanto aos Romanos, os numerosos vestígios de termas

que deixaram mostram que eles sabiam apreciar as delícia da água. Tinham

igualmente descoberto as propriedades terapêuticas de certas nascentes termais. O banho em água de nascente, a que se atribuíam virtudes curativas,

não passou aliás da única aplicação terapêutica da água durante numerosos

séculos.
Que desporto escolher?

dose». Por tais motivos, os bruços são desaconselhados a

quem quer que padeça de cifose ou de lordose.

Em contrapartida, são um estilo excelente para dar maleabilidade às costas chatas ou rígidas e um complemento

de tratamento assaz recomendável aos adolescente que

exibem uma «atitude escoliótica».

O estilo mariposa

É uma técnica brutal que submete as costas a rude prova.

As inversões de curvaturas sucedem‑se: hiperlordose lombar e hipercifose dorsal. Este estilo tem a vantagem de

desenvolver os músculos paravertebrais, embora seja demasiado brutal para ser admitido como uma actividade

de reeducação, sobretudo em período de crescimento.


O estilo costas a dois braços

Esta técnica praticada de costas com movimentos simétricos dos dois braços deixa sempre emergir o rosto. A sua

qualidade principal é permitir um bom equilíbrio do corpo

sobre a água, o que, nas crianças, facilita a aquisição do

«sentido da água». É um bom estilo de iniciação. Nas

costas a dois braços, a coluna vertebral está completamente estendida, as suas curvaturas permanecem harmoniosas, e a caixa torácica desdobra‑se amplamente. Quando

os braços @e esticam, toda a coluna vertebral fica em

hipertensão, incluindo a coluna cervical.

Neste estilo, a coluna vertebral flexibiliza‑se, o tórax desenvolve‑se. É um óptimo exercício de musculação das

costas. Trata‑se certamente da melhor forma de natação


161

para as costas. Não requer movimentos brutais e convém

a todas as espécies de desvios da coluna.

OS ESTILOS ASSIMÉTRICOS

Em todos eles se observa uma acção alternativa das pernas e dos braços: essencialmente no crawl e no estilo

costas (em braçada).

¨ craw1

O craw1 é muito eficaz na correcção das escolioses. A rã que está em extensão, os músculos estiram‑se, mas, acima



de tudo, exige movimentos de flexão e de «desrotação»

necessários à correcção das escolioses. Na prática, far‑se‑á o escoliótico respirar do lado da concavidade do

seu desvio. O crawl pode também ser uma boa técnica

correctiva das cifoses e das lordoses.

O estilo costas em braçada

Nesta técnica, as costas assentam ao comprido sobre a

água, ficando em completa extensão. A semelhança do

crawl, é um excelente estilo, se bem que requeira ombros

flexíveis e resistentes. Harmoniosa e desembaraçada, esta

forma de natação é menos agressiva que o craw1.

Trata‑se de um estilo aconselhado para a reeducação das

costas, na medida em que desenvolve toda a musculatura

dorsal. Provoca um alongamento dos peitorais e corrige

bem as cifoses dorsais. Além disso, os movimentos de


Que desporto escolher?

braços contribuem para alargar a caixa torácica. As indicações deste estilo são muito numerosas. Na verdade,

convém a todos os desvios ‑ lordoses, cifoses, escolioses ‑, assim como às atitudes escolióticas.


Certos estilos são, pois, mais bem adaptados a tipos especiais de desvio da coluna vertebral. Em resumo, podemos

estabelecer o seguinte quadro:

Cifoses 1 Lordoses Costas chatas Escolioses
Costas (braçada) Bruços Costas (braçada)

Costas (a dois braços) Craw1 Costas (a dois braços)

Craw1 Craw1

Bruços


A natação acelera o crescimento

Estudos efectuados em 1961 sobre 30 nadadoras suecas com idades entre os 12 e os 16 anos mostraram que, durante o seu período de treino,

estas nadadoras acusavam um aumento significativo da estatura relativamente a outras raparigas tomadas como termo de comparação e às tabelas

de crescimento. Quando foram reexaminadas quatro anos após o fim do

seu período de crescimento, numa altura em que a maior parte delas havia

abandonado a competição, notou‑se que a sua estatura se normalizara.

Em Inglaterra, comparou‑se um grupo de 30 nadadores adolescentes com

alunos da mesma idade: verificou‑se que o comprimento do tronco dos

nadadores era sensivelmente maior que o dos alunos. Logo, a natação aceleraria o crescimento e alongaria a coluna vertebral.
163

A superioridade dos estilos dorsais ressalta muito nitidamente deste quadro. Porquê os estilos dorsais? Porque

eles permitem uma boa elongação da raque e desenvolvem a caixa torácica.

Seja em que caso for, é necessário insistir na necessidade

de uma execução correcta dos movimentos, de uma boa

posição da cabeça (muitas pessoas, recusando imergir a

cabeça, «quebram» a coluna cervical) e de um bom controle da bacia. Em regra, deve insistir‑se particularmente

nas fases de extensão e na inspiração.


UM DESPORTO VIOLENTO PARA AS COSTAS:

O ESQUI

O esqui solicita com bastante dureza a coluna vertebral:



passagens por acidentes de terreno, viragens, velocidade

e quedas; o esqui é um desporto violento. Na descida, o

corpo encolhe‑se para diante e o núcleo discal é comprimido como uma noz num enorme quebra‑nozes.

Na passagem pelos relevos, e esquiador é desequilibrado

atrás e dá um golpe de rins para se restabelecer: também

neste caso, é a charneira lombar do esquiador que fica

maltratada.

Desaconselhado às costas frágeis!



É nas pistas duras que o aparelho locomotor do esquiador sofre mais. Sobre a neve gelada, os discos intervertebrais acumulam os microtraumatismos. Estando os pés

do esquiador presos, são os joelhos e a coluna vertebral


Que desporto escolher?

que absorvem as irregularidades do terreno. Aliás, se

existe uma actividade que requer uma boa flexão das

pernas, ela é sem dúvida o esqui: quanto mais a articulação dos joelhos for maleável, mais a posição flectida do

corpo será boa e menos as costas sofrerão.

por todas estas razões, o esqui é um desporto desaconselhado aos «costas‑frágeis». Ele exige da parte do esquiador uma boa resistência local de certos músculos das

pernas e do tronco, os quais deverão manter posições

desabituais e antinaturais, bem como uma força muscular e uma elasticidade articular suficientes para evitar

a queda ou cair em jeito.
Que preparação se deve seguir?

Nunca é demais aconselhar as pessoas que se dedicam a

este desporto a prepararem‑se antes da partida. Alguns

movimentos de flexão das pernas associados a uma ginástica de conservação, tudo isto praticado quotidianamente

um ou dois meses antes da partida, é quanto basta. As

pessoas que possuem costas frágeis evitarão esquiar de

manhã cedo quando a neve está dura, além de se absterem

sempre de ultrapassar o que lhes permitem os seus recursos: evitarão assim quedas sobre as nádegas, perigosas para

a coluna vertebral, e repetições de movimentos em falso

que é costume fazer instintivamente para não cair quando

se perde o equilíbrio.
E OS OUTROS DESPORTOS?

Não é possível enumerar aqui e passar em revista todos

os desportos, um a um. Tanto mais que há certas observações que se impõem por

si mesmas: não se pratica luta, equitação ou moto‑cross quando se sofre de dores nos

rins; não se joga râguebi, não se faz halterofilismo ou

judo, quando se tem uma coluna vertebral frágil. Tudo

isto é evidente. Lembremos apenas que os desportos de

elongação, tais como o basquetebol ou voleibol, são excelentes desportos de conservação para todos aqueles que

não têm problemas vertebrais particulares. Estes dois des portos alongam e estiram os músculos dorsais, exercitam

os músculos das coxas e das pernas. Todavia, os saltos

repetidos e os «puxanços» violentos abalam as colunas

frágeis.


O jogging e a marcha a pé são verdadeiramente «desportos para todos» * e têm a vantagem de ajudar a respirar
Ler a este respeito a obra de D. Poncet: Marcher,

courir, pour être en forme (Paris, Retz, 1978).


bem. As pessoas idosas podem praticar@ a marcha rápida:

é um exercício absolutamente desprovido de risco. No

domínio do desporto, mais ainda que em qualquer outro

domínio, é preciso saber‑se medir os esforços. Se alguém

começar a praticar o voleibol ou o ténis aos 40 anos, sem

ter preparado previamente os seus músculos para esta

súbita e violenta solicitação, não deve admirar‑se ao ver

chover sobre si os incidentes vertebrais benignos ou graves.
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1 m ‑1 à~

I os especialistas

1

das costas



1
cinesiterapia

A cinesiterapia tem o objectivo de restituir ao doente

uma função articular e muscular tão satisfatória quanto

possível. Ela combate as rigidezes e as deformações articulares através da mobilizarão activa das articulações.

Etimologicamente, cinesiterapia significa «tratar pelo movimento». Ao movimento, o cinesiterapeuta associa diferentes métodos de massagem.
A cinesiterapia dirige‑se:

‑ às deformações do esqueleto e designadamente da coluna

vertebral;

‑ às lesões e às anomalias musculares;

‑ a certas deformações articulares;

‑a certas deficiências e doenças orgânicas, às suas sequelas (doenças dos sistemas cardiovascular, respiratório,

digestivo, geniturinário);

‑às deficiências de ordem psicomotora.


Massagens e cinesiterapia são praticadas em França por

auxiliares médicos formados por três anos de estudos sancionados por um diploma de Estado. Colocados sob autoridade médica, eles não podem agir senão mediante prescrição e são obrigados a conformar‑se às indicações do

médico. Após o diagnóstico clínico, o cinesiterapeuta põe

em prática um tratamento em função do estado do paciente. Para a coluna vertebral, ele combina geralmente

massagens e ginástica analítica. A reeducação analítica

efectua‑se músculo por músculo, ou por grupo muscular.

Ela permite descontrair, equilibrar a coluna vertebral do

paciente. O cinesiterapeuta ensina o paciente a sentir «de

outra maneira» o seu corpo no espaço. Apelando para a

percepção da pessoa, ele elimina as tensões anormais.

A cinesiterapia utiliza também o ioga e os derivados do'

ioga.

As massagens das costas

O estado psíquico desempenha amiúde um papel essencial nos males de

costas: uma dor aguda e súbita pode resultar apenas de uma ira reprimida!

É por esta razão que a massagem das costas assume tanta importância.

Ela será com grande frequência reclamada por aqueles que percebem intuitivamente que a impressão de mal‑estar vai dissipar‑se quando as suas

costas se descontraírem. É por vezes uma boa maneira de resolver muitos

males. O cinesiterapeuta saberá efectuar os gestos que repousam, embora

certos movimentos possam ser efectuados por um não especialista; para

conhecer estes movimentos, consulte a obra de Marie‑France Elliott: Les

massages relaxants par tous et pour tous (Editions Retz).


reumatologia

A reumatologia é a disciplina médica que se ocupa das

doença que afectam as articulações. Trata‑se, quer das

doenças acerca das quais se pode dizer, no estado actual

dos acontecimentos, que são puramente articulares ou

ósseas (sequelas dolorosas de fracturas, artrose, certas

formas de artrite, doenças infecciosas localizadas nos ossos

ou nas articulações), quer de certas doenças gerais em

que a lesão óssea ou articular é um elemento entre outros.

Estas doenças são ainda bastante misteriosas, embora se

tenham já alcançado progressos recentes.
* diagnóstico

* reumatologista faz em primeiro lugar o exame clínico

do paciente. Ele interrogado sobre o tipo de dor, a sua

intensidade, a sua periodicidade (nocturna ou diurna).

Estuda o movimento das articulações e procura uma eventual limitação do movimento ou uma ancilose.

Quando a dor se localiza ao nível vertebral, este exame

faz‑se acompanhar de um exame neurológico destinado a
171

descobrir uma eventual afecção de um nervo raquidiano

(podendo a afecção de um nervo, em certos casos, diminuir a força muscular ou a sensibilidade de todo ou de

uma parte de um membro). O exame radiográfico vem

a seguir: ele permitirá vigiar a evolução das lesões durante

o tratamento. Nalguns casos, a série é completada por

exames sanguíneos.

Os remédios



o diagnóstico é então estabelecido. Resta tratar a doença.

o reumatologista tem à sua disposição todo um arsenal

terapêutica. O médico prescreverá, antes de mais, o repouso (Interrupção do trabalho). Para uma ciática, por

exemplo, o repouso absoluto é indispensável. Não esqueçamos que um «autêntico» repouso é o primeiro medicamento de uma crise aguda! Ele deve ser imediato, absoluto e prolongado. O seu médico receitar‑lhe‑á igualmente

a maior parte das vezes produtos susceptíveis de aliviar

a dor.


O medicamento mais eficaz em reumatologia foi descoberto em 1899. Ele acalma a dor: referimo‑nos ao

ácido acetilsalicílico ou, mais simplesmente, à aspirina.

Esta, sob qualquer das suas formas, é a bênção de todos

os que sofrem das costas. Mas cuidado, trata‑se de um

verdadeiro medicamento de que se não deve abusar. Por




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