Fonética e fonologia



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Encontro16.02.2018
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FONÉTICA E FONOLOGIA
OS SONS DA FALA

Os sons de nossa fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões.

Para a sua produção, três condições se fazem necessárias:

a) a corrente de ar

b) um obstáculo encontrado por essa corrente de ar

c) uma caixa de ressonância

Estas condições são criadas pelos orgãos da fala, denominados, em seu conjunto, aparelho fonador.
APARELHO FONADOR

É constituído das seguintes partes:

a) Pulmões, os brônquios e a traquéia - orgãos respiratórios que fornecem a corrente de ar, matéria prima da fonação

b) Laringe, onde se localizam as cordas vocais, que produzem a energia sonora utilizada na fala

c) Cavidades supralaríngeas (faringe, boca e fossas nasais), que funcionam como caixas de ressonância, sendo que a cavidade bucal pode variar profundamente de forma e de volume, graças aos movimentos dos orgãos ativos, sobretudo da língua, que, de tão importante na fonação, se tornou sinônimo de idioma
FUNCIONAMENTO DO APARELHO FONADOR

O ar expelido dos pulmões, por via dos brônquios, penetra na traquéia e chega a laringe, onde, ao atravessar a glote, costuma encontrar o primeiro obstáculo à sua passagem.

A glote, que fica na altura do chamado pomo-de-adão ou gogó, é a abertura entre duas pregas musculares das paredes superiores da laringe, conhecidas pelo nome de cordas vocais.

O fluxo de ar pode encontra-la fechada ou aberta, em virtude de estarem aproximados ou afastados os bordos das cordas vocais.

No primeiro caso, o ar força a passagem através das cordas vocais retesadas, fazendo-as vibrar e produzir o som musical característico das articulações sonoras.

No segundo caso, relaxadas as cordas vocais, o ar se escapa sem vibrações laríngeas. As articulações produzidas denominam-se surdas.

A distinção entre sonora e surda pode ser claramente percebida na pronúncia de duas consoantes que no mais se identificam. B (sonoro) P (surdo)

Ao sair da laringe, a corrente expiratória entra na cavidade faríngea, uma encruzilhada, que lhe oferece duas vias de acesso ao exterior: o canal bucal e o nasal.

Suspenso ao entrecruzar desses dois canais fica o véu palatino, orgão dotado de mobilidade capaz de obstruir ou não o ingresso do ar na cavidade nasal e, conseqüentemente, de determinar a natureza oral ou nasal de um som.

Quando levantado, o véu palatino cola-se à parede posterior da faringe, deixando livre apenas o conduto bucal. As articulações assim obtidas denominam-se orais.

Quando abaixado, o véu palatino deixa ambas as passagens livres. A corrente expiratória então divide-se, e uma parte dela escoa-se pelas fossas nasais, onde adquire a ressonância característica das articulações, por esse motivo, também chamadas nasais.
SOM E FONEMA

Nem todos os sons que pronunciamos em português tem o mesmo valor no funcionamento de nossa língua.

Alguns servem para diferenciar palavras que no mais se identificariam, por exemplo, em: "erro". A diversidade de timbre da vogal tônica é suficiente para estabelecer uma oposição entre substantivo e verbo.

Toda distinção significativa entre duas palavras de uma língua estabelecida pela oposição ou contraste entre dois sons revela que cada um desses sons representa uma unidade mental sonora diferente. Essa unidade de que o som é a representação física recebe o nome de fonema.

Correspondem, pois, a fonemas diversos os sons vocálicos e consonânticos diferenciadores das palavras atrás mencionadas.

A disciplina que estuda minuciosamente os sons da fala, as múltiplas realizações dos fonemas, chama-se fonética.

A parte da gramática que estuda o comportamento dos fonemas numa língua denomina-se fonologia, fonemética ou fonêmica.
DESCRIÇÃO FONÉTICA E FONOLÓGICA

A descrição dos sons da fala (descrição fonética), para ser completa, deveria considerar sempre:

a) como eles são produzidos

b) como são transmitidos

c) como são percebidos

Sobre a impressão auditiva deveria concentrar-se o interesse maior da descrição, pois é ela que nos deixa perceber a variedade dos sons e o seu funcionamento em representação dos fonemas.



Acontece, porém, que a descrição do efeito acústico de um fonema não se faz com termos precisos, semelhantes aos que se usam para descrever os movimentos dos orgãos que participam da produção de um som.




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