Fenômenos espirituais



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CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA

Grupo de Estudos Doutrinários

Fenômenos Espíritas


Por: Walter Machado

JUL/2009

Fenômenos Espíritas
Para que possamos falar em Fenômenos Espíritas, importante é que tenhamos uma visão pelo menos rápida do que é perispírito.

Para termos uma noção de perispírito, é necessário compreendermos o Princípio Material e o Princípio Espiritual.


O Princípio Material
O Espírito que conhecemos, de forma geral, não passa de matéria quintessenciada, pois quanto ao Espírito Puro, não temos condições de comensurar.

Para termos noção dessa energia chamada de Espírito, é importante entendermos o que é energia, pois esta não é simplesmente uma palavra e sim uma atividade elétrica e sendo assim é uma atividade de elétrons, uma partícula elementar atômica, constante em toda a matéria. Para melhor entendermos a energia, tomamos dois experimentos da física tradicional:

1- Pegamos a ação de uma pessoa que acidentalmente coloca os dedos em contato com uma tomada caseira, eletricamente energizada, acarretando em um choque elétrico, isso só acontece porque o corpo humano trabalha a uma tensão de aproximadamente 36 Volts e a tomada energizada trabalha a 127 Volts e que com o contato, acontece uma troca energética (O corpo humano fornece a rede elétrica 36v e a rede elétrica fornece ao corpo humano 127v e a Diferença de Potencial nesta troca é que causa o choque, pois o organismo humano absorve de uma só vez, 91v), da mesma forma, quando tomamos um grande susto ou em outra forma de grande troca de energia súbita, quando falamos em energia, falamos em troca de eletricidade ou atividade elétrica.

(L.M.) As pessoas qualificadas de elétricas podem ser consideradas médiuns?

"Essas pessoas tiram de si mesmas o fluido necessário à produção do fenômeno e podem operar sem o concurso de outros Espíritos. Não são, portanto, médiuns, no sentido que se atribui a esta palavra. Mas, também pode dar-se que um Espírito as assista e se aproveite de suas disposições naturais."

(L.M.)III. O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal?

"Sim, é o princípio elementar de todas as coisas."

(L.M.)IV. Alguma relação tem o Fluido Cósmico Universal com o fluido elétrico, cujos efeitos conhecemos?

"É o seu elemento."

No momento do passe é exatamente o que acontece (a transfusão nos dois sentidos, de energia), sendo que nesse caso a transfusão é processada em doses equilibradas tanto em intensidade como em quantidade, respeitando a condição do que recebe, como também na condição do que transmite, pois o Perispírito assimila o Fluido Cósmico e impregna o Duplo Etérico, responsável em transformar o fluido cósmico em energia vital, animando a matéria, processando a transfusão energética. Daí não haver a necessidade de gestos, balançar de mãos ou outro gesto que dê a conotação de aprimorar esta transmissão de energia, uma vez que no exato momento do passe, o que está acontecendo é conta de resultado de uma ação que iniciou no plano cósmico, que é o único com capacidade de avaliar no momento e permitir a emanação de tal energia, mas não podemos esquecer que a vontade é o catalisador deste processo e a fé é que dá a sustentação a todo esse movimento.

2- Uma outra situação é quando pegamos um pouco d’água (H2O) em uma panela e aceleramos a atividade dos elétrons com o aquecimento desta água, sua estrutura molecular se altera, separando-se os gases de sua composição, alterando o seu estado de líquido para gasoso. Se pegarmos esta mesma água e reduzirmos a atividade dos elétrons, com o resfriamento destes elétrons, esta também muda o seu estado de líquido para sólido, isso tudo ocorre quando alteramos a atividade elétrica deste composto.

O transubstanciação da matéria se processa em processo semelhante, quando o Fluido Cósmico Universal altera a estrutura molecular, mudando a composição dos elementos primordiais da natureza, essas minúsculas partículas sub-atômicas, que a partir daí, do éter poder se plasmar e realizar qualquer matéria, processo esse só desconhecido por nós “Almas Viventes”.

De forma geral o perispírito (na forma que entendemos), não passa de matéria quintessenciada (o extrato levado ao mais alto e puro estado), sendo no entanto “matéria”.

Prova do que dissemos é quando percebemos alguém que passa por trás de nós, aromas, vultos e sons que escutamos e que não sendo de nosso mundo material, temos a certeza que algo com massa (volume, intensidade...), interagiu com a nossa matéria, pois só matéria interage com matéria.

Para que um Fenômeno Espiritual se manifeste, há a necessidade de que o Fluido Cósmico Universal sensibilize esta matéria quintessenciada, para que ela possa interagir com o plano material de fato.

(L.M.)VIII. Como pode um Espírito produzir o movimento de um corpo sólido?

"Combinando uma parte do fluido universal com o fluido, próprio àquele efeito, que o médium emite.

(L.M.)IX. Será com os seus próprios membros, de certo modo solidificados, que os Espíritos levantam a mesa?

Quando, sob as vossas mãos, uma mesa se move, o Espírito haure no fluido universal o que é necessário para lhe dar uma vida factícia. Assim preparada a mesa, o Espírito a atrai e move sob a influência do fluido que de si mesmo desprende, por efeito da sua vontade. Quando quer pôr em movimento uma massa por demais pesada para suas forças, chama em seu auxílio outros Espíritos, cujas condições sejam idênticas às suas. Em virtude da sua natureza etérea, o Espírito, propriamente dito, não pode atuar sobre a matéria grosseira, sem intermediário, isto é, sem o elemento que o liga à matéria. Esse elemento, que constitui o que chamais perispírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material.
O Princípio Espiritual
E existência do Princípio espiritual é um fato que da mesma forma do que o Princípio Material, não precisam de demonstração, pois ambos são um axioma (se explicam pelos seus efeitos), se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

Ninguém pode confundir o movimento mecânico de um sino que o vento move, com o movimento provocado quando este tem que dar algum sinal, embora em ambos os casos ele serviu de instrumento para que se manifestasse uma causa, em nenhum momento houve a vontade própria do sino. O homem quando encarnado, pensa e há nele algo de diferente do sino, pois a inteligência que move o sino está fora dele e no homem encarnado, esta inteligência faz parte do seu ser e o impulsiona a caminhar e evoluir.

Sendo a Matéria o instrumento de trabalho do Espírito para o seu desenvolvimento, é necessário que ele atue sobre ela e esta tem que ser ao mesmo tempo, objeto e instrumento de trabalho e à medida que ele adquire novas aptidões, a medida que ele soma novos conhecimentos evolutivos é revestido de invólucro mais apropriado para a sua nova condição.

(L.M.)Se compreendemos bem, o princípio vital reside no fluido universal; o Espírito tira do Fluido Universal o envoltório semi-material que constitui o seu perispírito e é ainda por, meio deste fluido que ele atua sobre a matéria inerte; ele empresta à matéria uma espécie de vida factícia; a matéria se anima da vida animal. A mesa, que se move debaixo das vossas mãos, vive como animal; quando a mesa se eleva, não é o Espírito quem a levanta, com o esforço do seu braço: é a própria mesa que, animada, obedece à impulsão que lhe dá o Espírito."
Voltando ao motivo de nossa apresentação, temos que o Espiritismo é uma ciência que tem como finalidade a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade, através da comunicações com aqueles erroneamente denominados de mortos, pois na verdade estes estão interagindo e evoluindo em uma outra dimensão que não podemos compreender .

No passado, grandes mentes dedicaram anos de estudos e experimentos para certificar os fatos e acontecimentos que deram a base desta doutrina, e foram unânimes em afirmar a autenticidade dos fenômenos que pareciam produto da superstição e do fanatismo. Na França, o desconhecimento da realidade dessas pesquisas, aos olhos do grande público, o Espiritismo não passava de farsa de mesas girantes, mas com o passar do tempo o que era mera especulação e objeto de deboche passou a desempenhar o seu papel, e essa doutrina apresenta hoje ao experimentador imparcial uma série de experiências rigorosas, metodicamente conduzidas, que provam, com segurança, a sobrevivência do eu humano à desagregação corporal.



Os Fenômenos Espirituais nas civilizações antigas
Os Fenômenos Espirituais são tão velhos quanto o mundo. - Provas tiradas dos Vedas. - A iniciação antiga. - Fenômenos de evocação entre os egípcios e entre os hebreus. – Na Grécia: as pitonisas. – As mesas giratórias entre os romanos. - As feiticeiras da Idade Média. - Perpetuidade da tradição através dos séculos. As crenças na imortalidade da alma e nas comunicações entre os vivos e os mortos eram gerais entre os povos da Antigüidade. Mas, ao contrário do que acontece hoje, as práticas pelas quais se conseguia entrar em relação com as almas desencarnadas, eram o apanágio exclusivo dos padres, que tinham cuidadosamente monopolizado essas cerimônias, não só para fazerem delas uma renda lucrativa e manterem o povo em absoluta ignorância quanto ao verdadeiro estado da alma depois da morte como também para revestirem, a seus olhos, um caráter sagrado, pois que só eles podiam revelar os segredos da morte.

O código religioso mais antigo que se tem conhecimento, os Vedas, aparecido milhares de anos antes de Jesus - Cristo, afirma a existência dos Espíritos, como afirmavam “Os Espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para as cerimônias em comemoração a mortos, sob uma forma aérea; seguem-nos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam”.

Com o tempo e em conseqüência das guerras que forçaram parte da população hindu a emigrar, o segredo das evocações espalhou-se em toda a Ásia, encontrando-se ainda entre os egípcios e entre os hebreus a tradição que veio da índia. Todos os historiadores estão de acordo em atribuir aos padres do antigo Egito poderes que pareciam sobrenaturais e misteriosos. Os magos dos faraós realizavam estes prodígios que são referidos na Bíblia; mas, deixando de parte o que pode haver de legendário nessas narrações, é bem certo que eles evocavam os mortos,

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuíam mulheres chamadas pitonisas encarregadas de proferir oráculos, evocando os deuses; mas, às vezes, o consultante queria, ele próprio, ver e falar à sombra desejada, e, como na Judéia, conseguia-se pô-lo em comunicação com o ser ao qual desejava, interrogar. Homero, na Odisséia, descreve, minuciosamente, por meio de que cerimônias Ulisses pôde conversar com a sombra do divino Tirésias. Este caso não é isolado; tais práticas eram freqüentemente empregadas por aqueles que desejavam entrar em relação com as almas dos parentes ou amigos que tinham perdido. Apolônio de Tiana, sábio filósofo pitagórico e taumaturgo de grande poder, possuía vastos conhecimentos referentes às ciências ocultas; em sua vida, há abundância de fatos extraordinários; ele acreditava firmemente nos Espíritos e em suas comunicações com os encarnados. As sibilas romanas, evocando os mortos, interrogando os Espíritos, são continuamente consultadas pelos generais, e nenhuma empresa importante foi decidida sem se receber previamente aviso dessas sacerdotisas.

Na Itália sucede o mesmo que na Índia, no Egito e entre os hebreus. O privilégio de evocar os Espíritos, primitivamente reservado aos membros da classe sacerdotal, espalhou-se pouco a pouco entre o povo e, se crermos em Tertuliano, o Espiritismo era exercido entre os antigos pelos mesmos meios que, hoje, entre nós. Se é dado - diz ele - aos magos fazer aparecer fantasmas, evocar as almas dos mortos, poder forçar a boca das crianças a proferir oráculos; se eles realizam grande número de milagres, se explicam sonhos, se têm às suas ordens Espíritos mensageiros e demônios, em virtude dos quais as mesas que profetizam são um fato vulgar, com que redobrado zelo esses Espíritos poderosos não se esforçarão por fazer em próprio proveito o que eles fazem em serviço de outrem?

A Igreja Católica, mais do que qualquer outra, tinha necessidade de combater essas práticas, para si detestáveis, e, portanto, durante a Idade Média, milhares de vitimas foram queimadas sem piedade, sob o nome de feiticeiros e mágicos, por terem evocado os Espíritos. Que sombria época essa em que os Bondin, os Delancre, os Del-Rio assanhavam-se sobre as carnes palpitantes das vítimas para aí encontrarem o vestígio do diabo! Quantos miseráveis alucinados pereceram no meio das torturas, cuja narração causa arrepios de horror e desgosto, e isto para maior glória de um Deus de amor e de misericórdia!


Os Fenômenos Espirituais da era atual
Em 1847, a casa de John Fox, residente em Hydesville, pequena cidade do Estado de New York, foi perturbada por estranhas manifestações; ruídos inexplicáveis faziam-se ouvir com tal intensidade que essa família não pôde mais repousar. Apesar das mais numerosas pesquisas, não se pôde encontrar o autor dessa bulha insólita; logo, porém, se notou que a causa produtora parecia ser inteligente. A mais jovem das filhas do Sr. Fox, chamada Kate, familiarizada com o invisível batedor, disse: Faça como eu, e bateu com as suas mãozinhas um certo número de pancadas, as quais o agente misterioso repetiu. A Sra Fox disse-lhe: Conte dez. O agente bateu dez vezes. Que idade tem a nossa filha? A resposta foi correta. A esta pergunta: Sois um homem, vós que bateis?, nenhuma resposta se obteve; mas, a esta outra: Sois um Espírito?, houve resposta com pancadas rápidas e nítidas. Chamados os vizinhos, estes foram testemunhas dos mesmos fenômenos. Todos os meios de vigilância foram postos em ação para a descoberta do invisível batedor, mas o inquérito da família e o de toda a vizinhança foi inútil. Não se pôde descobrir a causa real daquelas singulares manifestações. As experiências seguiram-se, numerosas e precisas. Os curiosos, atraídos por esses fenômenos novos, não se contentaram mais com perguntas e respostas. Um deles, chamado Isaac Post, teve a idéia de nomear em voz alta as letras do alfabeto, pedindo ao Espírito para bater uma pancada quando a letra entrasse na composição das palavras que quisesse fazer compreender. Desde esse dia ficou descoberta a

telegrafia espiritual; este processo é o que vemos aplicado nas mesas girantes. Eis aí, em toda a sua simplicidade, os preliminares do fenômeno que devia revolucionar o mundo inteiro.

Na Alemanha o Dr. Kerner, uma das celebridades da Alemanha contemporânea, foi levado a constatar fenômenos espíritas, em 1840, ao ministrar seus cuidados à Sra Hauffe, mais conhecida sob o nome de Vidente de Prévorst, denominação de uma aldeia de Wurtemberg, onde ela nasceu, no princípio do século XIX.

O doutor conta que ela era, muitas vezes, atormentada por aparições de fantasmas, as quais ele não podia considerar como alucinações, porque pessoas que estavam presentes ouviam, tanto quanto ela, as pancadas produzidas pelos Espíritos ou viam certos objetos, existentes no aposento, mudarem de lugar. Seu nome de vidente vem do fato de ela pressentir os perigos que ameaçavam os seus; ela prevenia-os, então, e os acontecimentos justificavam sempre suas previsões. Em 1840, produziram-se manifestações em Mottlingen (Wurtemberg) e, desde essa época, verificaram-se fenômenos de visão, de audição, de comunicação provindos, incontestavelmente, da ação dos Espíritos. Estes fatos, posto que significativos, nenhum alcance tiveram, quando a notícia dos acontecimentos na América produziu, na Alemanha, o mesmo ruído que na França e determinou um grande movimento de opinião.



Exemplos de Fenômenos Espirituais


APARIÇÃO

BICORPOREIDADE

BILOCAÇÃO

CLARIAUDIÊNCIA

CLARIVIDÊNCIA

CRIPTOMNÉSIA

CRIPTOSCOPIA

DESDOBRAMENTO

DESOBSESSÃO

DUPLA VISTA

ESCRITA MEDIÚNICA

ESTADO SONAMBÚLICO

ÊXTASE

FOTOGRAFIA ESPÍRITA

IDEOPLASTIA

LICANTROPIA

OBSESSÃO

PNEUMATOFONIA

PNEUMATOGRAFIA

POSSESSÃO

PRECOGNIÇÃO

PREMONIÇÃO

PRESCIÊNCIA

PROSOPOPESE

PSICOCINESIA

PSICOFONIA

PSICOGRAFIA

SEGUNDA VISTA

SIMBIOSE

SONAMBULISMO

TELECINESIA

TELEGRAFIA

TELEMNESIA

TELERGIA

TELESTESIA

TRANSFIGURAÇÃO

UBIQUIDADE

VAMPIRISMO

XENOGLOSSIA



Aparição
1 - Fenômeno Espírita: "APARIÇÃO": As aparições propriamente ditas se dão quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo da plena e inteira liberdade das suas faculdades. Apresentam-se, em geral, sob uma forma vaporosa e diáfan, às vezes vaga e imprecisa. A princípio é, quase sempre, uma claridade esbranquiçada, cujos contornos pouco a pouco se vão desenhando. Doutras vezes, as formas se mostram nitidamente acentuadas, distinguindo-se os menores traços da fisionomia, a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa. Os ademanes, o aspecto, são semelhantes aos que tinha o Espírito quando vivo.

Aparição Corporal: "Se a aparição corporal é limitada para alguns Espíritos, podemos dizer que, em princípio, ela é variável e pode persistir por tempo mais ou menos longo; que ela pode produzir-se sempre e a qualquer hora (..)

Aparição de Defuntos no Leito de Morte: (..) Geralmente é o moribundo que vê, em torno de si, pessoas já falecidas. O fenômeno também pode ser visto por pessoas presentes ou, concomitantemente, pelos vivos e pelos moribundos. É ele uma das provas patentes da sobrevivência.

Aparição tangível: (..) Em alguns casos, finalmente,e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode se tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil.

2 - Aparições ; transfigurações ( A GÊNESE): Em seu estado normal, o perispírito é invisível para nós, mas, como está formado com matéria etérea, o Espírito pode, em certas circunstâncias, fazê-lo sofrer por um ato de sua vontade, uma modificação molecular que o torne momentaneamente visível. É assim que se produzem as APARIÇÕES, que, não mais que os outros fenômenos, não estão fora das leis da Natureza. Este não é mais extraordinário do que aquele do vapor, que é invisível quando está muito rarefeito, e que se torna visível, quando está condensado.

Bicorporeidade
Fenômeno Espírita: "BICORPOREIDADE": A faculdade, que a alma possui, de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha mergulhado em sono, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tornar-se visível e aparecer sob forma vaporosa, quer em sonho, quer em estado de vigília. Pode igualmente apresentar-se sob forma tangível, ou, pelo menos, com uma aparência tão idêntica à realidade, que possível se torna a muitas pessoas estar com a verdade, ao afirmarem tê-lo visto ao mesmo tempo em dois pontos diversos. Ele, com efeito, estava em ambos,mas apenas num se achava o corpo verdadeiro, achando-se no outro o Espírito. Foi este fenômeno, aliás muito raro, que deu origem à crença nos homens duplos e que se denomina bicorporeidade.

(..) isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade (..) pode adquirir momentâneae tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo as histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar (..)
Tem pois, dois corpos o indivíduo que se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é simples aparência. Pode-se dizer que o primeiro tem a vida orgânica e que o segundo tem a vida da alma. Ao despertar o indivíduo, os dois corposse reúnem e a vida da alma volta ao corpo material. Não parece possível, pelo menos não conhecemos disso exemplo algum, e a razão, ao nosso ver, o demonstra que, no estado de separação, possam os dois corpos gozar, simultaneamente e no mesmo grau, da vida ativa e inteligente (...)

Bilocação
Fenômeno Espírita: "BILOCAÇÃO": Pela denominação genérica de "fenômenos de bilocação" se designam as múltiplas modalidades sob que se opera o misterioso fato do "desdobramento fluídico" do organismo corpóreo. Daí vem que os fenômenos de "bilocação" revestem fundamental importância para as disciplinas metapsíquicas, porquanto servem a revelar que as manifestações "anímicas", conquanto inerentes às funções do organismo físico-psíquico de um vivo, têm como sede um certo quê qualitativamente diverso domesmo organismo. Assumem por isso um valor teórico resolutivo, para a demonstração experimental da existência e sobrevivência do espírito humano.

Por outras palavras: os fenômenos de bilocação demonstram que no "corpo somático" existe imanente um "corpo etéreo" que, em circunstâncias raras de diminuição vital nos indivíduos (sono fisiológico, sono hipnótico, sono mediúnico, êxtase, deliquio, narcosa, coma), é suscetível de afastar-se temporariamente do "corpo somático",durante a existência encarnada. (..) o "corpo etéreo" é suscetível de separar-se temporariamente do "corpo somático", conservando íntegra a consciência de si (..)


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