Fatores associados à autopercepção de saúde dos idosos usuários dos restaurantes populares de Belo Horizonte



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Fatores associados à autopercepção de saúde dos idosos usuários dos restaurantes populares de Belo Horizonte

Factors associated with the health of elderly perception users of popular restaurant of Belo Horizonte



Resumo

O objetivo deste artigo foi avaliar a autopercepção de saúde entre idosos usuários dos Restaurantes Populares (RP) de Belo Horizonte (BH) e os fatores associados a esse desfecho. Trata-se de um estudo transversal realizado em todos os RP e refeitório de BH. A autopercepção de saúde foi classificada como ruim e muito ruim; regular; boa e muito boa. Como possíveis fatores associados foram consideradas variáveis sociodemográficas, econômicas, aquelas relacionadas à saúde física e aos recursos sociais. Na análise univariada foram utilizados os testes Qui-quadrado e Mann-Whitney. Na análise multivariada foi construído um modelo de regressão logística ordinal. A amostra consistiu em 279 idosos, sendo a maioria (68,5%) do sexo masculino. A maioria dos idosos (57,5%) considerou sua saúde como boa ou muito boa. Foram fatores associados a uma melhor percepção de saúde na análise multivariada (valor-p<0,05): a satisfação com o relacionamento com os amigos, não ter diabetes e também nenhuma outra doença cardiovascular e por último, a baixa frequência e ausência dos problemas que dificultam os idosos de fazerem as coisas que precisam ou querem fazer. Estudos como esse contribuem para o entendimento da percepção de saúde da população idosa associado a diversos fatores que podem influenciar no envelhecimento saudável.



Palavras Chaves: Saúde do idoso, Idoso, Autoimagem


Abstract

The aim of this paper was to evaluate the self-rated health among elderly users of popular restaurants (RP) from Belo Horizonte (BH) and the factors associated with this outcome. This is a cross-sectional study in all RP and BH cafeteria. The self-rated health was classified as bad and very bad; regular; good and very good. As associated factors were considered sociodemographic, economic, those related to physical health and social resources. In univariate analysis, the Chi-square test and Mann-Whitney tests were used. Multivariate analysis was built a model of ordinal logistic regression. The sample consisted of 279 elderly, the majority (68.5%) were male. Most seniors (57.5%) considered their health as good or very good. Were factors associated with better health perception in the multivariate analysis (p-value <0.05): satisfaction with relationships with friends, do not have diabetes and also any other cardiovascular disease and finally, the low frequency and lack of problems that hinder the elderly from doing the things they need or want to do. Such studies contribute to the understanding of the health perception of elderly people associated with several factors that can influence the healthy aging.

Key Words: Elderly health, Elderly, Self Concept

Introdução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um “estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidades”1. A busca por uma boa sáude é um desafio de toda a população. As questões de saúde dos idosos tem crescido nas últimas décadas, principalmente pelo aumento da longevidade mundial2.

Segundo Alves et al (2010)3, “o Brasil vem sofrendo um rápido e acentuado processo de envelhecimento e de aumento da longevidade populacional” ocasionando significativas mudanças na pirâmide populacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE4, a proporção de idosos, entre 1998 e 2013, aumentou de 8,8% para 13,0%.

A realidade do rápido envelhecimento populacional tanto em países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos, leva aos pesquisadores a busca por indicadores simples da condição de saúde, como a autopercepção de saúde, que é expressa por uma simples pergunta: “De uma maneira geral, como você considera sua saúde?” 5

Recomendado pela OMS, a autopercepção de saúde vem sendo amplamente utilizada em vários estudos, com o objetivo de levantar dados sobre a saúde da população. A autopercepção de saúde ou autoavaliação de saúde é um indicador que positivamente ou negativamente, relata o estado de saúde da população, levando em consideração a opinião pessoal do indivíduo. A percepção negativa desse conceito pode ser entendida como resultado de diversos fatores sociais, culturais, psicológicos e ambientais que podem alterar e afetar a vida de cada pessoa. Assim, é necessária uma análise multidimensional levando em consideração que as diversas percepções de saúde podem repercutir na qualidade de vida de um indivíduo6.

Para os idosos, a autopercepção de saúde que resume em sentir-se bem, influencia na definição da qualidade de vida, independente do surgimento de enfermidades que podem impedir a realização de habilidades e capacidades 7

A definição de qualidade de vida é bastante utilizada, principalmente nas áreas de ciências da saúde e sociais8. De forma ampliada e no ramo da saúde o “tema qualidade de vida se apoia na compreensão das necessidades humanas fundamentais, materiais e espirituais e tem no conceito de promoção da saúde seu foco mais relevante”9A OMS define qualidade de vida como "a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações"10

Para Azevedo et al (ano), ao desenvolver o conceito e ao analisar a própria saúde, cada individuo utiliza noções que estão interligadas e que permeiam pela percepção da qualidade de vida. Supõe-se nesse estudo que indivíduos com uma avaliação positiva da sua saúde, e que consideram como seres saudáveis, avaliam sua qualidade de vida de forma positiva também.11

Um estudo realizado no Município de Rio Branco, estado do Acre, relatou que a maioria das pessoas com 60 anos ou mais classificaram sua saúde como regular e também que a prevalência da autopercepção negativa de saúde aumentou significativamente com a idade 6.

Levando em consideração o aumento do número de idosos, é essencial a criação de ações especificas que possam atender adequadamente às necessidades desta população. Nesse sentido, a instalação de políticas públicas tem sido foco de grandes debates, tanto no meio acadêmico quanto na administração pública de todas as áreas. As políticas de saúde podem contribuir para que mais pessoas alcancem as idades avançadas com o melhor estado de saúde possível12.

Para reduzir os problemas sociais no Brasil, foram adotadas diversas políticas públicas, entre elas algumas destinadas à assegurar os direitos sociais dos idosos, como a Política Nacional do Idoso, Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994 13. Outras propostas que visam manter a segurança alimentar e nutricional também passaram a ocupar lugar de destaque no atual cenário socioeconômico do país 14.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, decretada em 1948, diz que a alimentação adequada constitui um direito fundamental15. O tema da alimentação e nutrição tem sido foco de reflexões por parte de pesquisadores ao longo de várias décadas16. Deste modo, dentre a instalação de um sistema que engloba programas, projetos e ações, a fim de reforçar a perspectiva das políticas de saúde, destaca-se a implantação do Programa Restaurante Popular, constituído no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome12. O Restaurante Popular é um programa importante para promover a qualidade de vida da população e tem como princípios fundamentais a produção e distribuição de refeições saudáveis a preços acessíveis. Em 1994 foi implementado em Belo Horizonte o primeiro Restaurante Popular, e atualmente conta com quatro unidades funcionais e um refeitório. Este programa é um exemplo entre as políticas públicas brasileiras que atingem a realidade dos idosos, mesmo não sendo específico dessa população. Abrange preferencialmente os extratos sociais mais vulneráveis e ao público em situação de insegurança alimentar e nutricional17.

Não foram encontrados trabalhos semelhantes na literatura que tenham procurado estudar a autopercepção de saúde de idosos usuários de restaurantes populares e a relação com variáveis que caracterizam essa população especifica. Nesse sentido é importante destacar o ineditismo desse estudo, possibilitando conhecer os fatores que influenciam na autopercepção boa ou ruim desse segmento populacional.

Devido á importância desse tema em questão é relevante ressaltar a importância de avaliar a autopercepção de saúde em populações específicas. Expandir o conhecimento sobre essa população pode trazer conhecimento sobre determinantes que podem contribuir para minimizar fatores negativos dessa população, como por exemplo, a desigualdade de saúde, e assim desenvolver e planejar ações corretas e específicas para maximizar a qualidade de vida na velhice18.

Foi realizado entre os anos de 2009 e 2010 um estudo denominado “Prevalência domiciliar de segurança/insegurança alimentar dos usuários dos restaurantes populares de Belo Horizonte -MG”, que visou caracterizar o perfil dos usuários com 18 anos ou mais, de amostra representativa dos usuários de todos os Restaurantes Populares de Belo Horizonte. Nessa amostra foi realizada uma caracterização aprofundada dos idosos (60 anos ou mais) que frequentavam os estabelecimentos, tendo em vista que conhecer o perfil dessa população pode contribuir para o desenvolvimento de politicas públicas que visem promover a melhora da qualidade de vida dos idosos e consequentemente contribuir para a redução dos custos com a saúde19.

Considerando o exposto, objetivo desse trabalho é conhecer a autopercepção de saúde de idosos usuários dos Restaurantes Populares de Belo Horizonte e avaliar os fatores socioeconômicos, sóciodemográficas, de saúde física e os recursos sociais, associados à autopercepção de saúde desses idosos.

Métodos

Desenho do estudo

Esse estudo é um recorte de uma pesquisa intitulada “Prevalência domiciliar de segurança/insegurança alimentar dos usuários dos restaurantes populares de Belo Horizonte -MG”.

Trata-se de um estudo transversal analítico realizado em todos os Restaurantes Populares e refeitórios de Belo Horizonte (MG) podendo citar: Restaurante Popular Herbert de Souza, Restaurante Popular Josué de Castro, Restaurante Popular Maria Regina Nabuco, Restaurante Popular Dom Mauro Bastos e Refeitório Popular da Câmara Municipal João Bosco Murta Lages; denominados RPI, RPII, RPIII, RPIV e RV, respectivamente, segundo a ordem cronológica de inauguração e funcionamento.
População e amostra

A seleção da amostra foi aleatória sistemática de acordo com a chegada dos usuários nos Restaurantes Populares, e por quotas obtidas tendo como base o fluxo de pessoas nos referidos estabelecimentos no período de oferta das refeições, segundo horário, sexo e idade.

Adotou-se como critérios de inclusão para participar desta pesquisa; ter mais de 18 anos; ter realizado pelo menos uma refeição no restaurante popular e não entrevistar moradores do mesmo domicílio. Não houve critério de exclusão.

A amostra desse estudo contou apenas com os usuários idosos dos RP, isto é, aqueles com idade igual ou superior a 60 anos, que consiste em um total de 279.



Instrumentos e procedimentos de coleta de dados

A coleta de dados ocorreu durante o período das refeições (jejum, almoço e jantar) na entrada dos estabelecimentos nos anos de 2009 e 2010, por meio da aplicação face a face de um questionário semiestruturado composto por 5 seções: 1 Características do Entrevistado, 2 Avaliação Econômica, 3 (In)segurança Alimentar nutricional, 4 Dados Antropométricos, 5 Informações Complementares. Neste questionário foram utilizados alguns instrumentos validados: Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Para avaliação específica dos idosos foi utilizado o questionário BOAS - Brazil Old Age Schedule (questionário funcional multidimensional desenvolvido para a população idosa, baseado em outros instrumentos que encontram padrões aceitáveis de validade e confiabilidade). As informações gerais utilizadas nesse estudo destinaram- se a obter informações sobre sexo, grau de instrução e estado conjugal do idosos. Na seção de saúde física foram realizadas perguntas sobre a opinião do idoso em relação ao seu estado geral de saúde e como este se compara com os últimos anos de sua vida e com outras pessoas de sua faixa etária, seus maiores problemas de saúde e como estes podem afetar seus padrões habituais de atividade. São incluídas perguntas sobre problemas específicos que afetam os padrões funcionais do idoso. As perguntas relacionadas aos recursos sociais foram utilizadas com o objetivo de avaliar vários aspectos e dimensões do idoso nas suas relações com família e vizinhos, os tipos de ajuda e/ou assistência recíprocas, o grau de interação familiar e comunitária e/ou de isolamento 20.

Os entrevistadores foram devidamente treinados, o instrumento foi testado por meio de entrevistas simuladas, a fim de esclarecer dúvidas no seu manuseio e realizaram-se entrevistas em conjunto para comparação de compreensão de respostas.
Variáveis a serem analisadas

Variável resposta

A pergunta usada para avaliar a autopercepção de saúde foi expressa no questionário como: “Em geral como o Sr (a) avalia sua saúde?”, e foi classificada como ruim e muito ruim; regular; boa e muito boa.



Variáveis explicativas

Como possíveis fatores associados à autopercepção de saúde dos idosos foram consideradas variáveis sociodemográficas e socioeconomicas, tais como: sexo (masculino e feminino), local da entrevista divido em 5 categorias de acordo com a localidade dos restaurantes populares e idade. A cor da pele foi categorizada como branco, pardo e preto. O estado conjugal foi classificado em duas categorias: “mora com cônjuge e “não mora com cônjuge”. O nível de escolaridade foi classificado segundo o número de anos completos de aprovação na escolaridade formal, dividido em três categorias: “0-8”; “9-11” e “11 ou mais”). Para classificação socioeconômica, adotou-se o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), que estima o poder de compra das pessoas e famílias urbanas, abandonando a pretensão de classificar a população em termos de “classes sociais”, e renda per capita.

Como variáveis relacionadas a saúde física dos idosos foram avaliados o estado nutricional, apresentavam segurança alimentar, doenças que afetam a vida dos idosos e o tempo de doença. O estado nutricional foi definido com base na avaliação antropométrica do índice de massa corporal (IMC), expresso pela fórmula IMC = [peso/(altura)2 ]. O IMC foi tratado sob a forma contínua, sendo posteriormente agrupado em quatro categorias, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS): baixo peso” (IMC menor que 22,0 Kg/m2 ), “eutrofia” (IMC entre 22,0 e 27,0 Kg/m2 ), “sobrepeso” (IMC maior que 27,0 Kg/m2 ). Nesse estudo foi utilizado apenas as três primeiras categorias (baixo peso, eutrofia e sobrepeso)21. A condição de (in)segurança alimentar domiciliar foi avaliada por meio do questionário EBIA. Essa escala é composta por 15 questões objetivas, relativas à percepção dos entrevistados sobre a situação alimentar vivida pela família ao longo dos últimos três meses anteriores à entrevista. Às respostas positivas foi atribuído o valor de um ponto e as respostas negativas não receberam pontuação. O valor final da somatória categorização dos escores, que correspondem, respectivamente, aos níveis leve, moderado e grave de insegurança alimentar. Quando nenhuma resposta foi positiva, o entrevistado foi classificado em situação de segurança alimentar nutricional (SAN); se a soma de pontos se encontrasse entre 1 a 5, classificou-se insegurança alimentar nutricional (IAN) leve; de 6 a 10, IAN moderada; e de 11 a 15, IAN grave16,17. Para as análises de fatores associados considerou-se apenas SAN (escore 0) e IAN (escores de 1 a 15) 22. Com relação aos problemas que afetam a vida dos idosos foi categorizado nesse estudo as seguintes doenças: hipertensão, diabetes, outras doenças cardiovasculares tais como mobilidade/dor. O tempo de doença foi mostrado nesse estudo como o número de meses de algum problema de saúde relatado pelos entrevistados.

As variáveis de recursos sociais que foram associadas com a autopercepção de saúde foram o relacionamento com os membros da família com o qual moram e com o qual não moram com os idosos entrevistados. Essa variável foi categorizada como “bastante insatisfeito e insatisfeito” e bastante satisfeito e satisfeito”. Os entrevistados foram perguntados sobre que tipo de ajuda ou assistência sua família lhe oferece (com familiares que vivem/ ou que não vivem com o entrevistado). As opções para essa resposta foram: dinheiro, moradia, roupa, alimentação, companhia/cuidado pessoal e outro tipo de cuidado/assistência. O relacionamento com amigos foi classificado como “bastante insatisfeito e insatisfeito” e bastante satisfeito e satisfeito”, e o relacionamento com os vizinhos foi classificado como “insatisfeito” e bastante satisfeito e satisfeito”. Quando perguntados para os entrevistados sobre se receberam visita na semana passada de algumas pessoas, foram utilizados como resposta os vizinhos/amigos, filhos (que vivem fora e outros familiares. O tempo de trabalho nesse estudo está relacionado aos anos sobre o tipo de trabalho que o entrevistado teve durante a maior parte da sua vida.

Análise estatística

Os dados foram digitados em banco específico criado no programa Epi-data versão 3.1.2 e foram analisados através do programa SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 19.0.

Foi realizada análise descritiva com a elaboração de tabelas de distribuição de frequências e cálculo de medidas de tendência central e variabilidade.

Na análise univariada foi realizado o teste de Qui-quadrado de Pearson para as variáveis categóricas ou teste de Kruskall-Wallis para as variáveis numéricas e com distribuição assimétrica.

Na análise multivariada foi utilizado o modelo de regressão logística ordinal de chances proporcionais. Todas as variáveis com valor-p menor que 0,20, de acordo com a univariada, foram incluídas no modelo. As variáveis foram retiradas do modelo uma a uma, de acordo com seu nível de significância. Permaneceram no modelo final apenas as variáveis significativas ao nível de significância de 5% (p < 0,05). Foram estimados os valores de Odds Ratio (OR), com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Foi testado o ajuste do modelo por meio do teste de Deviance e a validade da suposição de chances proporcionais foi avaliada por meio do teste de linhas paralelas.
Questões éticas

Todos os participantes foram informados a respeito do objetivo e caráter da pesquisa e foram convidados a participar de forma voluntária, além de receberem e assinarem um termo de consentimento livre e esclarecido, conforme princípios éticos da pesquisa envolvendo seres humanos recomendados pela Resolução 196/98 do Conselho Nacional de Saúde 23. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), parecer 143/09.



Resultados

A maioria dos idosos usuários dos RP entrevistados era do sexo masculino (68,5%), foram entrevistados no RPI (30,1%) e no RPII (31,2%), com uma mediana de 70 anos de idade, de cor parda (44,2%), que não mora com o cônjuge (58,8%), com escolaridade de até 8 anos (77,7%), pertencentes às classes econômicas D e E (50,3%) e renda per capita com mediana de 500 reais (Tabela 1). Nenhuma variável analisada na tabela 1 mostrou associação estatisticamente significativa com a autopercepção de saúde (valores p > 0,05).

Na tabela 2 foi possível identificar que a maior porcentagem dos idosos avaliados apresentaram eutrofia (51,7%), estavam em segurança alimentar (83,6%) e não tinham doença afetando sua vida (50,7%). Entre aqueles com alguma doença, a principal foi a hipertensão (42,8%), a mediana do tempo de doença foi de 97 meses e a maioria (62,5%) relatou que os problemas de saúde nunca ou raramente dificultam de fazer as coisas que precisa fazer.

Com relação às variáveis de saúde física dos idosos avaliados, pode-se afirmar que houve associação significativa (valor-p<0,05) entre a autopercepção de saúde e a ocorrência de doença, mais especificadamente aqueles que têm diabetes e outras doenças cardiovasculares. Também houve associação significativa entre a autopercepção de saúde e as variáveis: tempo de doença e frequência de limitações causadas pelos problemas de saúde. A autopercepção de saúde e o problema classificado como mobilidade/dor teve uma associação limítrofe, com valor de p de 0,051.

Os idosos que relataram ter alguma doença que está afetando sua vida e apresentaram como problema a diabetes e outras doenças cardiovasculares, tiveram pior percepção de saúde. Já os idosos que disseram não ter problema de saúde limitando a realização das atividades diárias tiveram uma melhor percepção de saúde. O tempo mediano de doença foi mais elevado entre os idosos com autopercepção de saúde ruim ou muito ruim.

Os resultados da tabela 3 mostraram que a maioria dos idosos relatou estar satisfeito com o relacionamento com: os membros da família com os quais moram (90,2%) e com os quais não moram também (88,6%); seus amigos (95,1%); e seus vizinhos (94,2%). A maioria recebe como ajuda ou assistência da família a companhia ou cuidado pessoal (45,9%), recebe mais visitas de vizinhos ou amigos (25,4%), teve como trabalho a maior parte da vida o serviço de dona de casa (72,2%) e apresentou uma mediana de tempo de trabalho de 30 anos.

Houve associação significativa (valor-p<0,05) entre a autopercepção de saúde e a satisfação dos idosos com o relacionamento os amigos, bem como com a visita de amigos/vizinhos. A associação entre autopercepção de saúde e o tempo de trabalho dos idosos foi limítrofe, com valor de p igual a 0,055. Os idosos que se sentem insatisfeitos com o relacionamento com seus amigos tiveram pior percepção de saúde. Já aqueles que receberam a visita de vizinhos e amigos tiveram uma melhor percepção de saúde.

De acordo com os resultados apresentados na Tabela 4, na análise multivariada os usuários que relataram estar satisfeitos com o relacionamento com os amigos, apresentaram uma chance 4,19 vezes maior de ter uma melhor percepção de saúde do que aqueles que estão insatisfeitos. Além disso, os usuários que não afirmaram ter outras doenças cardiovasculares apresentaram uma chance de 4,21 vezes maior de ter uma melhor percepção de saúde, comparados com os usuários que disseram ter essas doenças. Os usuários que disseram não ter diabetes apresentam uma chance de 2,64 vezes maior de ter uma melhor percepção de saúde, comparados com os usuários que disseram ter diabetes. A chance dos usuários terem uma melhor percepção de saúde quando relatam não ter nenhuma limitação é 7,76 vezes maior comparado com os usuários que disseram ter essas limitações frequentemente ou sempre. Por fim, a chance dos usuários terem uma boa percepção de saúde quando relatam nunca ou raramente ter limitação de fazer as coisas que precisam fazer, é 3,4 vezes maior se comparados com os usuários que disseram ter essas limitações frequentemente ou sempre.



Discussão

A autopercepção de saúde dos idosos usuários dos Restaurantes Populares de Belo Horizonte foi positiva, e os fatores associados a uma melhor percepção de saúde na análise multivariada (valor-p<0,05) foram: a satisfação com o relacionamento com os amigos, não ter diabetes e também nenhuma outra doença cardiovascular e por último, a baixa frequência e ausência dos problemas que dificultam os idosos de fazerem as coisas que precisam ou querem fazer.

No que se refere á prevalência de percepção positiva de saúde dos idosos deste estudo, nota-se que esta é superior (57,5%) a um estudo realizado por meio de análise de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) no estado de Minas Gerais em 2009, que buscou avaliar a percepção de saúde dos idosos da região metropolitana de Belo Horizonte (44%) 24.

Diferente desse estudo, uma pesquisa realizada no município de Lafaiete Coutinho-BA, com o objetivo de “analisar os fatores determinantes da autopercepção negativa de saúde em idosos residentes em comunidade” identificou que a maioria dos idosos estudados apresentou autopercepção de saúde negativa, 58,1% 25.

Pode-se supor que o Restaurante Popular nesse estudo, seria o grande diferencial dessa maior frequência de percepção positiva de saúde dos idosos, e pode também estar ligada a questão da segurança alimentar proporcionada pela política dos RP a esses idosos.

Os Restaurantes Populares influenciam na questão da segurança alimentar, pois desenvolvem refeições saudáveis, de qualidade e com baixo custo, facilitando o acesso de pessoas mais vulneráveis, inclusive os idosos 26. Tal fato é identificado nesse estudo, em que 87% dos usuários idosos com autopercepção de saúde positiva estão em segurança alimentar.

Além disso, é importante destacar o fato de que 51,7% dos idosos são eutróficos no presente estudo. Diante desse resultado, pode supor que o fato de os idosos se alimentarem nesses restaurantes, pode influenciar seu estado nutricional. Há na literatura um estudo semelhante em que o objetivo foi investigar as possíveis relações entre a insegurança alimentar domiciliar e o estado nutricional dos usuários dos Restaurantes Populares do Brasil. Nesse estudo 24,7% tem 60 anos ou mais e 44,5% da população apresenta como estado nutricional eutrófia 27. Os restaurantes populares são destinados a espaços de promoção de educação nutricional, servem de locais para palestras, reuniões, campanhas e oficinas de alimentação. Essas atividades podem conscientizar a população e estimular ações em torno de hábitos saudáveis de alimentação 28. Em algumas pesquisas a autopercepção de saúde teve associação com sexo, renda e escolaridade, porém nesse estudo não houve associação significativa com essas variáveis, já que os fatores sociodemográficos e socioeconômicos sequer entraram na analise multivariada 29,30,31.

Conforme análise multivariada o relacionamento com os amigos é um fator que está diretamente ligado com a autopercepção de saúde nesse estudo. Da mesma forma, um estudo realizado em idosos residentes em uma área de alta vulnerabilidade para a saúde em Belo Horizonte mostrou que aquelas pessoas que são indiferentes ou estão insatisfeitas com o relacionamento interpessoal tem maior chance de ter uma autopercepção de saúde ruim 32.



Um estudo transversal que faz parte do projeto denominado "Envelhecimento e Saúde” identificou que os idosos que tinham uma percepção ruim dos seus relacionamentos pessoais e que caso ficassem limitados de fazerem suas obrigações não podiam contar com a ajuda de alguém, classificaram sua saúde como ruim. Os autores desse estudo afirmam que independente da condição de saúde dos idosos, as rela­ções sociais influenciam a autopercepção de saúde deles 32. Outro ponto importante a ser destacado é o fato de que frequentar o restaurante popular pode estar promovendo uma melhora do convívio social entre os idosos. Além de proporcionar uma melhora na alimentação e na redução dos custos com comida no final do mês, realizar refeições nos restaurantes populares proporciona socialização e convívio social entre os idosos.33.

As doenças crônicas são fatores que na maioria dos estudos tem associação com a autopercepção de saúde da população idosa 31. Não ter diabetes é uma doença crônica que também influência a autopercepção de saúde dos idosos desse estudo. Outra pesquisa semelhante a esta, realizada em idosos residentes em diferentes áreas do Estado de São Paulo no período de 2001 a 2002, avaliou a prevalência de diabetes autoreferido e trouxe como resultado que os idosos que não são diabéticos têm uma melhor autopercepção de saúde, diferente dos que são diabéticos que apresentam uma pior percepção de saúde 34. Outros autores também encontraram a mesma associação35,36. Outro estudo com o objetivo de determinar o impacto das doenças crônicas e o número de doenças nos vários aspectos da qualidade de vida relacionada à saúde em idosos de São Paulo, apontou nos idosos diabéticos, uma pior qualidade de vida em saúde em todos as circunstâncias estudas, principalmente relacionado à capacidade funcional e ao estado geral de saúde 37. O fato de a diabetes ser uma doença que traz várias complicações e limitações aos idosos, pode ser a explicação para a relação negativa entre autopercepção de saúde e a diabetes. 38

Na analise multivariada do presente estudo, a categoria outras doenças cardiovasculares continuou associada à autopercepção negativa de saúde dos idosos. É importante destacar que a hipertensão foi enquadrada fora dessa categoria de outras doenças. Contudo, diferente desse estudo, a maioria dos trabalhos científicos relataram a hipertensão arterial como um fator que contribui para uma pior percepção da saúde.  O projeto Bambuí apresentou que a maioria da população estudada classificou como razoável sua percepção de saúde quando sabia que era hipertenso 5.

Pode-se destacar ainda outro estudo que avalia a influência das doenças crônicas na autopercepção de saúde dos idosos. Foi utilizado como método, a quantificação das doenças crônicas, categorizadas em: nenhuma; uma; duas ou três; quatro ou mais doenças crônicas. Como resultado, os idosos que relataram ter uma ou quatro ou mais doenças crônicas tiveram maior chance de apresentar uma pior percepção de saúde em relação àqueles que não relataram ter nenhuma doença 29.

Outro fator importante que mostrou associação com a autopercepção de saúde nesse estudo foi a presença de limitação (frequência dos problemas que dificultam os idosos de fazerem as coisas que precisam ou querem fazer). No presente estudo, a chance de melhor percepção de saúde entre os usuários que relataram não ter nenhuma limitação é quase 8 vezes maior do que os que disseram ter essas limitações frequentemente ou sempre.

A presença de problemas que dificultam os idosos de realizar suas atividades habituais, pergunta utilizada nesse estudo, pode ser considerada como um marcador da capacidade funcional. A capacidade funcional é definida como a potencialidade que os idosos tem para escolher e realizar tarefas independentes no seu dia a dia 39. Ela pode ser vista como um determinante de saúde necessário no processo do envelhecimento 31. Alves e Rodrigues 29 afirmaram que “em relação à capacidade funcional, à medida que o grau de dependência aumenta, maior é a chance de o idoso autoperceber a sua saúde como ruim”.

Um estudo realizado em três municípios interioranos brasileiros, identificou que a incapacidade funcional é uma das variáveis que interferem na percepção negativa do estado de saúde dos idosos. Nesse estudo, a chance das mulheres terem uma pior percepção de saúde quando apresentam incapacidade funcional é de 1,36 vezes maior comparado com as mulheres que estão sem incapacidade funcional. Diferentemente das mulheres, esse estudo apontou que a chance dos homens terem uma pior percepção de saúde quando apresentam incapacidade funcional é de 1,79 vezes maior quando comparado com os homens que não tem incapacidade funcional 40. Cabe destacar ainda um fato relatado em outro estudo que é o receio de quedas dos idosos na realização de tarefas cotidianas relacionado com a incapacidade funcional e uma maior inatividade no idoso. Para os autores desse estudo, o medo da incapacidade e da perda de independência, o medo da dor e do sofrimento e o receio de que a queda seja um sinal de declínio físico e até de morte, podendo assim influenciar na autopercepção de saúde dessa população 41.

O presente estudo tem algumas limitações. Por se tratar de um estudo transversal não é possível estabelecer relações causais, já que esse tipo de estudo não comprova a existência de uma sequência temporal entre exposição ao fator e o subsequente desenvolvimento do evento de interesse. Outra limitação refere-se ao viés de informação, as variáveis usadas nesse estudo foram auto-referidas, ou seja, variáveis que representam a percepção própria dos entrevistados, em relação a aspectos físicos, mental, expectativas, entre outros. Esse tem sido um indicador muito utilizado na compreensão da saúde dos idosos. No entanto, sabe-se que estudos que utilizam variáveis auto-referidas podem subestimar as prevalências das doenças, por motivos de problemas de memoria ou falta de diagnostico 42,43,44.

Apesar dessas limitações, estudos como esse contribuem para o entendimento da autopercepção de saúde dos idosos, principalmente em populações específicas, como é o caso desse estudo, pois dessa forma, é possível elucidar os diversos fatores que podem influenciar no envelhecimento saudável, e assim elaborar estratégias de ação eficazes para a melhoria da qualidade de vida dessa população. Com o proposito de ajudar na implementação de ações que promovam a constante melhoria do estado de saúde dos idosos, a autopercepção de saúde deve ser reconhecida pelos profissionais, a fim de contribuir para as atividades de gestão, ensino e pesquisa, de populações especificas como o caso dos usuários idosos dos RP 25,45.

Conclusão

A autopercepção de saúde dos idosos usuários dos RP de Belo Horizonte nesse estudo foi positiva, e os fatores associados a uma melhor percepção de saúde foram: a satisfação com o relacionamento com os amigos, não ter diabetes e também nenhuma outra doença cardiovascular e a baixa frequência e ausência dos problemas que dificultam os idosos de fazerem as coisas que precisam ou querem fazer.

O presente estudo mostrou associação significativa da autopercepção de saúde com condições físicas e sociais. A presença de doenças e o relacionamento com as pessoas são fatores que influenciaram os idosos desse estudo a terem uma pior autopercepção de sua saúde.

Destaca-se a importância dos Restaurantes Populares como um importante programa que promove a alimentação saudável da população garantindo dignidade ao ato de alimentar e fortalecendo a cidadania de grupos etários vulneráveis como os idosos, com o proposito de minimizar os impactos gerados pela insegurança alimentar.



Não foram encontrados até o momento estudos sobre a percepção de saúde em idosos de uma população específica de usuários de restaurantes populares. Por isso é importante que sejam realizadas novas investigações sobre essa população específica, a fim de conhecer melhor o perfil e a percepção de frequentadores de ambientes que proporcionam segurança alimentar a idosos, possibilitando identificar fatores que influenciam na autopercepção de saúde dessa população.
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