Faculdade de medicina departamento materno infantil



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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

CENTRO DE CIÊNCIA MÉDICAS

FACULDADE DE MEDICINA

DEPARTAMENTO MATERNO INFANTIL

AIDPI

IMPLANTAÇÃO NA UNIVERSIDADE

SETEMBRO/99

  1. IDENTIFICAÇÃO

  • Título

AIDPI – IMPLANTAÇÃO NA UNIVERSIDADE

  • Instituições e Órgãos Envolvidos

Ministério da Saúde do Brasil

Universidade Federal Fluminense

Hospital Universitário Antônio Pedro (vários serviços e disciplinas)

Faculdade de Medicina e outras Unidades do Centro de Ciências Médicas


Instituto da Saúde da Comunidade – UFF

Secretaria Municipal de Saúde de Niterói - HEGVF

Secretaria Estadual de Saúde - HEAL

  • Coordenação

Inicialmente pelos Professores Antonino Barros Filho e Israel Figueiredo Junior, lotados no Departamento Materno Infantil, da Faculdade de Medicina da UFF. Na medida que as instituições e órgãos se adeqüem a implantação, a coordenação passa a ser efetuada por um núcleo composto por representantes dos diversos locais que participem.




  • Equipe Técnica

Por ser um projeto interinstitucional, contará com a participação de componentes dos vários serviços hospitalares e disciplinas vinculadas a Faculdade de Medicina da UFF, além de componentes das outras unidades do CCM. Também poderão militar recursos humanos das instituições envolvidas.




  • Período de Realização

Após a aceitação da proposta, pelos vários setores interessados, deverá ter um caráter de funcionalidade permanente.




  • Preponderância de Atividades

Trata-se de um projeto para saúde no tocante a formação e treinamento de recursos humanos para o atendimento correto de crianças portadoras de patologias que habitualmente levam ao óbito, quando não identificadas. Também, por ser a intenção do Ministério da Saúde implantar a estratégia em território nacional, é necessária a elaboração um polo de treinamento, não só para graduandos de medicina, bem como para profissionais ligados ao sistema de saúde.
  • Localização

Hospital Universitário Antônio Pedro – Universidade Federal Fluminense


Rua Marquês de Paraná, 303 – Departamento Materno Infantil

2. JUSTIFICATIVA




4. OBJETIVOS


  • GERAL




  • ESPECÍFICOS


5. METAS

Em ambiente universitário oferecer uma proposta de mudança cultural em relação ao emergencista. Será oferecido um bloco a graduação, onde serão formados receberão treinamento de maneira programada. Também os médicos da nossa instituição médica passarão por mecanismos avançados de reciclagem e treinamento contínuo. Apesar de não existir uma data definida para estabelecimento dessa meta, o processo de modificação deve ser iniciado.


Fora da Universidade instituir imediatamente, a partir de janeiro de 1999, curso de primeiros socorros para leigos, junto as normas exigidas pelo Código Nacional de Trânsito.

Dependendo da captação de verba, será iniciado o núcleo da saúde escolar e o sistema de comunicação voltado para a comunidade.

Na medida que se estabeleçam os colegiados do ramo pré-hospitalar e intra-hospitalar, novos projetos específicos deverão ser desenvolvidos.



6. METODOLOGIA





  1. Desenvolvimento

Serão estabelecidos inicialmente três grandes blocos de informações. Esses conjuntos deverão se desenvolver nos três ambientes de assistência, pré/inter/intrahospitalar e na medida que se desenvolvam, serão ampliados para se adequarem a novas necessidades.


  • Nível 1 – BÁSICO (anexo 1) - informações destinadas à leigos. Esse material deverá ser preparado visando o instrução de pessoal que não detém nenhum tipo de informação sobre o assunto. A preocupação maior deverá ser em dar ênfase ao fato de obedecer a linguagem de cada segmento. Será subdividido em um bloco informativo e em bloco de treinamento, como por exemplo, a faixa escolar deverá receber essas informações em forma de brincadeiras, porém encerrando um conteúdo programático único, diferente do graduando, que além das informações básicas deverá desenvolver aptidão psicomotora para atuação junto a ocorrência. Esse grande bloco estará subdividido em :

  • Nível 1A : crianças na faixa pré-escolar e escolar

  • Nível 1 B : adolescente e adultos

  • Nível 1 C : graduando de medicina e outros profissionais de saúde




  • Nível 2 – INTERMEDIÁRIO (anexo 2) - bloco intermediário de informações. Será preparado com finalidades de ensino para profissionais de saúde, tanto para graduandos quanto para técnicos de saúde que militam em locais com recursos intermediários, considerados da rede secundária de assistência médica. Deverá dar ênfase a aspectos de manutenção e melhoria dos atendimentos desenvolvidos fora do ambiente hospitalar e por leigos, determinando correções e/ou melhorias ao que já foi iniciado.




  • Nível 3 – AVANÇADO (anexo 3) - informações destinadas a pós-graduandos em medicina ou não, onde será oferecido treinamento da manutenção avançada de vida, tanto em ambiente hospitalar quanto em ambiente pré-hospitalar. Conterá informações sobre parada cardiorrespiratória, procedimentos invasivos, utilização de próteses ventilatórias, entre outras.




  1. Fases de Instrução

Com exceção dos blocos destinados a informação, todos os outros obedecerão a seguinte seqüência de aplicação :


  • Primeira Fase : desenvolvimento do tópico em campo teórico.

  • Segunda Fase : exposição do material a ser utilizado em determinado procedimento.

  • Terceira Fase : demonstração prática.

  • Quarta Fase : treinamento supervisionado.

  • Quinta Fase : avaliação da aquisição conceitual e psicomotora.




  1. Infra-estrutura

Para que esse projeto possa ser desenvolvido a participação de inúmeros profissionais médicos e não médicos será necessária.

Cada grande área deverá desenvolver seus níveis correspondentes.




  • Pré-hospitalar : nível 1(subníveis A, B e C), nível 2 e nível 3

As seguintes abordagens deverão ser desenvolvidas :

  1. Prevenção de Acidentes

  2. Educação Escolar

  3. Domiciliar : estará subdividido em atendimento propriamente dito e suporte por comunicação (telefone, rádio, etc.), incluindo acionamento de suporte avançado.

  4. Tráfego : inclui o atendimento de vítimas em via pública e o transporte inter-hospitalar de pacientes.




  • Intra-hospitalar : nível 1, nível 2 e nível 3

A seguinte abordagem deverá ser adotada :

  1. Formação de Recursos Humanos

  2. Treinamento : interno e externo

Em todos os níveis serão necessários instrutores ou monitores para o desenvolvimento do treinamento de recursos humanos. Poderão ser profissionais da própria instituição ou, a partir da utilização da estrutura da Faculdade de Medicina, graduandos de medicina, após a caracterização do domínio psicomotor do procedimento, poderão ingressar junto ao processo de treinamento como instrutores.

Em cada fase de instrução (vide acima), pelo menos duas pessoa treinadas deveram participar ativamente.

  1. Clientela/População

As seguintes abordagens são necessárias junto aos grupos populacionais visados:




  • Faixas Etárias

  • Pré Escolar e Escolar : nível mais simples de informação. É necessário um grande desenvolvimento desse bloco no sentido da tradução correta e eficaz, juntamente a uma apresentação convincente e compreensiva. – Nível 1A.




  • Adolescente e Adultos : grau de entendimento maior, em função do acúmulo de informações ou da própria vivência de fatos. O cuidado a ser tomado é que ao oferecer informações, devemos estar atentos a grande diversidade do grau de instrução.– Nível 1B.




  • Grau de Informação

  • Não Alfabetizados e Mal Alfabetizados : grupo composto de crianças e adultos com limitações quanto ao aprendizado. – Nível 1A e Nível 1B.




  • Nível Superior Sem Informações Médicas : adultos informados e o graduando de medicina no primeiro semestre do curso. – Nível 1B e 1C.




  • Nível Superior Com Informações Médicas :

  • Profissionais Não Médicos : engloba enfermeiras, técnicas e auxiliares, serviço social e todas as outras categorias ligadas a estrutura de atendimento de emergência. – Nível 1C e Nível 2.

  • Profissionais Médicos

  • Graduando em Fase Intermediária de Formação : caso tenha desenvolvido conhecimentos do bloco inicial estará apto a participar do Nível 2. Para os alunos da UFF deverá ser pré-requisito a participação no Nível 1C.

  • Graduando no Internato : caso comprove a participação nos blocos anteriores poderão solicitar a participação em Nível 3.

  • Pós-Graduado : tanto interno quanto externo, obrigatoriamente, passariam pelo Nível 3. Os oriundos de estruturas externas deverão solicitar inclusão em níveis menos complexos a partir da análise das preceptorias, até que atinjam o nível obrigatório para esse segmento.



  1. Local de treinamento

Esse bloco destinado a medicina pré-hospitalar e intra-hospitalar necessitará de um local sede, com infra-estrutura mínima, informatizada, para ordenação de toda a funcionalidade, calendários a serem desenvolvidos, reuniões, etc. De preferência, o núcleo deverá estar próximo das áreas de treinamento.



  • Teórico : serão utilizadas as instalações das várias estruturas envolvidas (médicas e não médicas) no projeto, desde que apresentem condições adequadas para tal. Deverão oferecer espaço proporcional ao número de vagas oferecidas, projetor de slides, retroprojetores, televisores acoplados a videocassete, além do conforto mínimo para os instrutores e para a platéia. Dependendo do curso e da população alvo, uma pequena área para demonstração dos procedimentos, também deverá ser oferecida. O curso teórico-demonstrativo será desenvolvido com o intuito de ser levado a outros locais que possam recebê-lo, desde que o local apresente as condições mínimas descritas acima.



  • Prático : fase do curso que dependerá de espaço físico, já que vários procedimentos dependem da movimentação e transporte de pessoas. Também a utilização de manequins para os procedimentos gera a necessidade de área física para tal. Para a Universidade (Faculdade de Medicina) será interessante o desenvolvimento de uma oficina voltada para guarda e local de treinamento adequado.




  1. Recursos

1. Recursos Humanos

Cada ramo em desenvolvimento, tanto o pré-hospitalar quanto o intra-hospitalar, contará com a presença de docentes e/ou profissionais envolvidos no processo. A previsão inicial de cinco a dez docentes, contando com a participação do mesmo número de instrutores, é prevista. A previsão de coordenadores está descrita no item infra-estrutura.

2. Recursos Materiais




  • Material didático (transparências, diapositivos, fotografias, vídeos, etc.) : recursos fundamentais para apresentação em todas as faixas destinadas a ensino. Serão utilizados em função do tema, sendo que não substituirão os métodos demonstrativos quando houver necessidade. Os recursos permanentes para apresentação sob essa forma deverão estar disponíveis nos vários locais presumíveis de aplicabilidade do ensino.




  • Material envolvido no treinamento – consta itens como manequins de todas as idades e para as múltiplas necessidades, descritas no conteúdo programático. Não só o material demonstrativo como um número disponível de instrumentos de treinamento deverão estar aptos para cada grupo a ser instruído. O material para procedimentos (colares cervicais, material de intubação, respiradores, etc.) deverá ser só para ensino e, caso haja necessidade, a quantidade será estipulada em função de cada evento.


Material apropriado a população alvo


  • Material próprio para ensino : a aquisição de todo material necessário para o treinamento seria de fundamental importância para efetivação em definitivo da resolução do problema de recursos humanos permanentes. Tanto a Faculdade de Medicina, quanto o HUAP poderiam dividir os custos desse material destinado a treinamento de recursos permanentes (médicos e funcionários da saúde HUAP) ou transitórios (graduandos na Faculdade de Medicina).

  • Material cedido para ensino : objetos cedidos, mesmo que por tempo limitado, com intuito de equipar áreas voltadas eminentemente para o ensino de pessoal externo. O contato e a solicitação de empréstimo desse material, com as grandes firmas produtoras de material médicos destinados ao resgate médico e médico de utilização simplesmente hospitalar, poderá ser estabelecido e ser incentivado em função da necessidade de atualização das informações oferecidas aos formandos.

3.Recursos Financeiros

Todos os órgãos internos e externos poderão compor, desde a fase de implantação, com recursos financeiros, material permanente de treinamento e maquinário para instituir o núcleo central, tanto o hospitalar quanto e pré-hospitalar.

Recursos captados nos vários cursos de extensão servirão para manutenção e ampliação do processo, além da remuneração de todo pessoal envolvido nas várias fases do projeto.




  1. Cronograma de Implantação e Carga Horária

  • Fase de Implantação

Todos os níveis terão seus blocos informativos implantados já de início.


A graduação deverá receber, no primeiro ano (1999), um bloco de informações destinado ao leigo, porém direcionado a essa faixa de alunos em medicina – Nível 1C.

Cargas Horária Necessária : em torno de 30 minutos para cada exposição teórica, aplicação de vídeos e demonstração do procedimento, quando houver necessidade.


Com o intuito de seguir normas vigentes em território nacional, de forma paralela, será implantado o curso de primeiros socorros para leigos. Sua aplicação ocorrerá em um período de seis horas e vai ter a finalidade de informar como deve se comportar o leigo diante de um acidente e demonstrar procedimentos básicos que devem ser adotados para minimizar o sofrimento do vitimizado.

A nível de pós-graduação (em andamento em campo teórico a partir de 1998) deverá ser desenvolvido com a finalidade de se atingir todas as outras fases do treinamento (conhecimento do material, demonstração do procedimento, treinamento supervisionado e, posteriormente a avaliação do conteúdo adquirido). Tem sido oferecido para a pós-graduação da Pediatria (residência e especialização), mas pode ser estendido a outros segmentos internos (médicos do staff, residentes de todo o hospital, outros profissionais) e externos (curso de extensão).

Os temas do bloco teórico tem sido oferecidos duas vezes por semana, totalizando um prazo de oito semanas para sua realização total.



  • Fase Subseqüente

Os subprojetos vinculados a essa linha de atuação terão seus andamentos estabelecidos na medida que existam grupos destinados a sua aplicação. A aglutinação espontânea ou por contrato de profissionais habilitados fará parte de discussões estratégicas para a efetivação desse projeto como um todo.




8. Avaliação

Serão criados instrumentos para verificação de efetividade da atividade para cada segmento instruído. Relatórios semestrais ou anuais, dependendo do alvo atingido, serão apresentados e analisados para uma futura melhoria funcional.




ANEXO 1

ANEXO 2



ANEXO 3



Autores
ISRAEL FIGUEIREDO JUNIOR

Médico Pediatra e Neonatologista

Professor Assistente de Pediatria

ANTONINO BARROS FILHO

Professor Adjunto de Pediatria


ADAUTO DUTRA MORAES BARBOSA

Professor Adjunto de Pediatria




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