Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba



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Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba

Estudo Dirigido

Caio Cézar Siqueira / P.1


Organização do Sistema Nervoso e Funções Básicas das Sinapses e dos Neurotransmissores

1. Como se organiza o sistema nervoso anatômica e funcionalmente?

Anatomicamente podemos dividir o sistema nervoso em central e periférico. O primeiro, interno ao esqueleto axial, é composto pela medula espinhal e pelo encéfalo. O segundo, encontrado fora desse esqueleto, compreende os nervos e gânglios espinhais e as terminações nervosas.

Funcionalmente, dividimos o sistema nervoso em somático e visceral. O somático compreende os componentes aferentes e eferentes, e diz respeito à relação do organismo com o ambiente. Já o visceral é aquele que promove a manutenção do meio interno e que também possui componentes aferentes e eferentes.
2. Descreva os elementos constituintes dos neurônios.

O neurônio é formado por um corpo celular, também chamado de soma ou pericário, da onde partem os prolongamentos, denominados axônio e dendritos. Possui diferentes morfologias e variados tamanhos.


3. O que você entende por funções motoras e efetoras do sistema nervoso?

Entende-se por função motora a capacidade do SN de controlar diversas atividades corporais, tais como a contração de músculos esqueléticos e lisos e a secreção de algumas glândulas endócrinas e exócrinas do nosso organismo. Já os órgãos efetores são aqueles que desempenham as funções ditadas pelos sinais nervosos.


4. Quais são os três níveis principais da função nervosa?

  • O nível da medula espinhal (a medula apresenta centros de controle capazes de executar movimentos de marcha, reflexos de dor e de gravidade, etc., mesmo quando há uma secção a nível encefálico);

  • o nível encefálico inferior ou subcortical (esta região é responsável por grande parte das funções subconscientes, tais como a salivação por estímulo visual, o controle da pressão arterial, da respiração e do equilíbrio, e muitos padrões emocionais);

  • e o nível encefálico superior ou cortical (é o banco de dados do SN que trabalha em conjunto aos centros inferiores).



5. Qual o sentido da condução do impulso nervoso nos neurônios e nas sinapses?

Ao contrário da sinapse elétrica, a sinapse química se dá de forma unilateral, ou seja, o impulso elétrico é transmitido em uma única direção: do neurônio pré-sináptico ao neurônio pós-sináptico



6. Descreva a anatomia funcional da sinapse.

As terminações pré-sinápticas possuem anatomia variada, mas a maioria se assemelha a botões redondos ou ovóides: os botões terminais ou sinápticos. Estes são separados do soma neural pós-sináptico através da fenda sináptica. A terminação pré-sináptica possui duas estruturas importantes para a função excitatória ou inibitória da sinapse: as vesículas com transmissor e as mitocôndrias. As vesículas contêm substâncias transmissoras que, quando liberadas na fenda sináptica inibem ou excitam o neurônio pós-sináptico. As mitocôndrias, por sua vez, fornecem a energia necessária para sintetizar o neurotransmissor.


7. Explique como os potenciais de ação causam a liberação do transmissor pelas terminações pré-sinápticas.

O potencial de ação despolariza a terminação pré-sináptica e promove a abertura dos canais voltagem-dependentes de Ca+. Esse íon passa a entrar na célula em abundância e se fixa a proteínas especiais, os sítios de liberação que, por sua vez, induzem a sua própria fusão com as vesículas de transmissor, que sofrem exocitose, liberando o neurotransmissor, presente em seu interior, na fenda sináptica.


8. Como uma substância transmissora excitatória produz um potencial pós-sináptico excitatório?

Os neurotransmissores estimulam a abertura dos canais ligante-dependentes de Na+, induzindo a passagem do íon para o meio intracelular. A entrada desse íon promove a diminuição da carga da célula, fazendo com que ela atinja seu limiar excitatório e desenvolva um potencial de ação.


9. Explique os mecanismos para a inibição da transmissão pelos neurotransmissores inibitórios.

Na maioria dos casos a substância transmissora inibitória “GABA” tem o efeito de abrir canais aniônicos que permitem a difusão de grande número de íons Cl- para o interior do neurônio pós-sináptico. As cargas negativas desses íons cancelam grande parte do efeito excitatório dos íons de Na+ que entram na terminação pós-sináptica impedindo que o neurônio atinja seu limiar excitatório e propague um potencial de ação. Além disso, ocorre o efluxo de K+ para o meio extracelular, hiperpolarizando a célula.


10. Descreva os modos de somação espacial e temporal para os potencias pós-sinápticos excitatórios.

A somação espacial se dá sob o estímulo de múltiplos terminais, simultaneamente, sobre áreas amplamente espaçadas e só ocorre graças à alta condutividade elétrica do interior do soma neuronal. Já a temporal se trata de vários estímulos sucessivos que ocorrem em um mesmo terminal, com um intervalo de tempo muito pequeno, de modo que as descargas podem se somar.


11. Qual o significado da fadiga de transmissão sináptica?

A fadiga se dá através de estímulos respectivos em uma mesma terminação neuronal e se trata de um processo muito importante, pois quando certas áreas do SN se tornam superexcitadas a fadiga faz com elas percam esse excesso de excitabilidade depois de algum tempo, ou seja, ela funciona como um mecanismo de proteção contra o excesso de atividade neuronal.




12. Explique o mecanismo pelo qual ocorre a fadiga de transmissão sináptica.

O mecanismo é relativamente simples. O conteúdo das vesículas pré-sinápticas se esgota. Com a ausência da substância neurotransmissora na fenda sináptica, a propagação do potencial de ação no neurônio pós-sináptico se extingue. Além disso pode haver a inativação progressiva de muitos receptores da membrana pós-sináptica, entre outros fatores.




Sensações Somáticas: Organização Geral;

os Sentidos do Tato e da Posição

1. Dê a classificação dos sentidos somáticos.

Classificam-se em:



  • sentidos mecanorreceptivos, que incluem as sensações táteis e de posição – estimuladas pelo deslocamento de alguns tecidos;

  • sentidos termoreceptivos, que detectam calor e frio;

  • e o sentido da dor, que identifica lesões teciduais.


2. Quais são os diferentes tipos de receptores táteis conhecidos?

Podem-se citar 6 tipos de receptores táteis:



  • as terminações nervosas livres, que se estendem por toda a pele e detectam tato e pressão;

  • o corpúsculo de Meissner, uma estrutura encapsulada com filamentos nervosos em seu interior que está presente na porção não-pilosa da pele (pele glabra: ponta dos dedos, lábios, etc.) e que possui um discernimento tátil muito preciso;

  • os receptores de extremidades expandidas (discos de Merkel), presentes principalmente na pele glabra, exercendo função tátil no reconhecimento de texturas e de estímulo contínuo;

  • o órgão terminal do pêlo, formado pelo pêlo e por sua fibra nervosa basal, essa estrutura detecta principalmente o contato inicial de objetos com a superfície corporal;

  • os órgãos terminais de Ruffini, que são estruturas encapsuladas com múltiplas ramificações e estão presentes em tecidos mais profundos, enviando impulsos de tato pesado e prolongado e de pressão;

  • e os corpúsculos de Pacini, que se localizam nas fáscias e logo abaixo da pele e são mecanismos de detecção rápida das vibrações teciduais.


3. Quais são os tipos de sinais sensoriais transmitidos pelo sistema dorsal-lemnisco medial?

Sensações minuciosas de tato; sensações de vibração e de movimentos sobre a pele; sensações sutis de pressão; etc.


4. Descreva a transmissão dos sinais sensoriais desde a periferia até o córtex cerebral pelo sistema dorsal-lemnisco medial.

Nesse sistema, os sinais são conduzidos pelas colunas dorsais da medula e depois de fazerem sinapse nos núcleos cuneiforme e grácil e cruzarem para o lado oposto no bulbo, são transmitidos para cima, pelo tronco encefálico, por meio do lemnisco medial, para o tálamo, e em seguida para o córtex cerebral.


5. Explique as funções da área sômato-sensorial I e II.

A área sômato-sensorial I tem por função promover a localização de diferentes sensações em partes distintas do corpo; avaliar graus críticos de pressão e o peso dos objetos e reconhecer formas e texturas de objetos. A área sômato-sensorial II permanece obscura à ciência, apesar de saber-se que ela recebe sinais provenientes do tronco encefálico e de outras áreas sensoriais do cérebro.


6. Explique as funções da área de associação sômato-sensorial.

Tem por função básica decifrar o significado da informação proveniente de diversos pontos da área sômato-sensorial I.


7. Explique o mecanismo para a localização das sensações táteis em áreas específicas do corpo.

Cada parte do corpo possui receptores específicos que produzem impulsos que serão interpretados em diferentes áreas do córtex sômato-sensorial I, gerando diferentes sensações táteis.


8. Onde estão localizadas no córtex cerebral as áreas primárias e as áreas associativas para a detecção das sensações somestésicas, visuais e auditivas?

  • Somestésica - giro pós central (áreas 3, 2 e 1 de Brodmann)

  • Visual - região do lobo occipital nos lábios do sulco calcarino (área 17 de Brodmann)

  • Auditiva - giro temporal transverso anterior (áreas 41 e 42 de Brodmann).


9. Quais são os tipos de receptores sensoriais de posição?

São utilizados tanto receptores táteis cutâneos, como no caso dos dedos, quanto receptores profundos próximos às articulações. Podem-se citar também os fusos neuromusculares, que transmitem dados importantes sobre o relaxamento e contração das fibras musculares, codificando movimentos e angulações das articulações. Também entram no processo os corpúsculos de Pacini e as terminações de Ruffini, que detectam o estiramento de ligamentos e de tecidos profundos nos movimentos extremos de dobramento articular.


10. Quais são os tipos de sinais sensoriais transmitidos pelo sistema ântero-lateral?

Sinais que não precisam de discriminação sutil de gradações de intensidade, tais como dor, temperatura, tato grosseiro, prurido e sensações sexuais, visto que a velocidade de transmissão dos sinais nesse sistema não ultrapassa os 40 m/s.


11. Descreva a transmissão dos sinais sensoriais desde a periferia até o córtex cerebral pelo sistema ântero-lateral.

Nesse sistema, os sinais entram na medula através das raízes espinhais dorsais, fazem sinapse nos cornos dorsais da substancia cinzenta, e então cruzam para o lado oposto da medula e ascendem pelas colunas brancas anterior e lateral da medula, através dos tratos espino-talâmicos anterior e lateral, terminando em todos os níveis do tronco encefálico e no tálamo.



Sensações Somáticas: Dor, Cefaléia e

Sensações Térmicas

1. Caracterize os tipos de dor rápida-aguda e lenta-crônica.

A dor rápida é sentida, em geral, pelos tecidos mais superficiais do corpo em cerca de 0,1 segundos depois do estímulo doloroso (picada, choque, queimadura aguda) ser aplicado. Já a dor lenta só é perceptível a partir de 1 segundo após o estímulo e está associada, na maioria das vezes, à lesão tecidual.


2. Que tipos de estímulos produzem dor?

Os estímulos mecânicos, térmicos e químicos. A dor rápida esta associada aos dois primeiros, enquanto a dor lenta pode ser provocado por qualquer um dos três estímulos.


3. Quais as substâncias que causam dor do tipo química?

A bradicinina, a serotonina, a histamina, a acetilcolina e enzimas proteolíticas. Existem também substâncias que aumentam a sensibilidade analgésica, apesar de não causar a dor propriamente dita. São elas as prostaglandinas e a substância P.


4. Que mecanismos podem causar a dor lenta-crônica?

Podemos citar, dentre outros, a isquemia tecidual e o espasmo muscular. No primeiro, a dor se deve, basicamente, à falta do fluxo sanguíneo na região afetada, promovendo o acúmulo de ácido láctico – graças ao metabolismo anaeróbio – e de enzimas proteolíticas – graças à lise celular. No espasmo, uma das principais causa de dor é o bloqueio da circulação sanguínea – causando isquemia – e do elevado metabolismo do tecido muscular, que intensifica ainda mais a dor.


5. Descreva a via de transmissão da dor rápida e lenta até o encéfalo.

As fibras de dor rápida percorrem o trato neoespinotalâmico até o nível do complexo ventrobasal, diferente das fibras de dor lenta, que percorrem o trato paleoespinotalâmico.


6. Explique o sistema de supressão da dor.

Alguns neurônios presentes em determinadas áreas do encéfalo enviam seus sinais para o núcleo magno da rafe e para o núcleo reticular paragigantocelular. A partir desses núcleos, são emitidos sinais para o complexo inibitório da dor. Nesse ponto, os sinais de analgesia podem bloquear a dor antes que ela seja retransmitida para o encéfalo através de alguns dispositivos químicos, tais como a encefalina e a serotonina. A primeira é capaz de causar a inibição pré e pós-sináptica, e a segunda é um estimulante para a produção da encefalina.


7. Explique por que as sensações viscerais são freqüentemente referidas a áreas do corpo distantes das vísceras.

Esse fenômeno é conhecido como “dor referida” e é decorrente de uma peculiaridade que ocorre nas sinapses das fibras de dor visceral. Essas fibras fazem sinapse na medula sobre os mesmos neurônios que recebem os sinais provenientes da pele. Quando as fibras de dor visceral são estimuladas, elas excitam consigo alguns neurônios que conduzem sinais de dor oriundos da pele, causando uma sensação de dor a nível cutâneo.




8. Que tipos de irritação do envoltório cerebral poderão causar cefaléia?

O repuxamento dos seios venosos em torno do cérebro, a lesão do tentório ou mesmo o estiramento da dura-máter na base do cérebro.


9. Quais os tipos de cefaléia intracraniana?

  • Cefaléia da meningite;

  • cefaléia causada pela baixa pressão do líquor, provocada pela deficiência na flutuabilidade do cérebro, o que causa estiramento da dura-máter;

  • cefaléia da enxaqueca, resultante da distensão pulsátil de artérias cerebrais;

  • cefaléia alcoólica, causada pela irritação das meninges;

  • e a cefaléia causada por constipação.


10. Descreva a via de transmissão das sensações térmicas da periferia até o encéfalo.

As sensações térmicas são transmitidas, em geral, em vias paralelas às dos sinais de dor, trafegando ao longo do trato de Lessauer, terminado a nível do complexo ventrobasal do tálamo.



Óptica da Visão e

Função Retiniana

1. Que elementos compõem o sistema de lentes do olho?

É composto por quatro interfaces retráteis:



  • a interface entre o ar e a superfície anterior da córnea;

  • a interface entre a superfície posterior da córnea e o humor aquoso;

  • a interface entre o humor aquoso e a superfície anterior do cristalino do olho;

  • e a interface entre a superfície posterior do cristalino e o humor vítreo.


2. Qual dos componentes do olho é o elemento mais importante para o poder de refração do olho?

A córnea. Apesar de contar com um índice de refração menor do que o do cristalino, a diferença entre o seu próprio e o do ar é notável.


3. Explique o mecanismo de acomodação para a visão longe-perto.

O cristalino, quando relaxado, adquire forma de uma esfera achatada, graças ao caráter elástico de sua composição aliado aos quase 70 ligamentos suspensórios que estão presos a ele. No entanto, também prendem-se ao cristalino um conjunto de fibras musculares lisas denominado músculo ciliar, capaz de contrair-se, diminuindo o achatamento do cristalino e aumentando o seu poder de refração. Através desse mecanismo, o olho é capaz de adaptar-se, aumentando (para enxergar de perto) ou diminuindo (para enxergar de longe) seu poder de refração.


4. Descreva as causas e explique os erros de refração do olho.

  • Hipermetropia: o indivíduo apresenta um globo ocular muito curto, ou um sistema de lentes deficiente. Dessa forma, o cristalino não consegue ajustar-se suficientemente para gerar uma imagem nítida na retina, quando o objeto está relativamente próximo ao olho.

  • Miopia: o indivíduo apresenta um globo ocular muito comprido, ou um sistema refrativo de lentes excessivo. Dessa forma, objetos distantes não são visualizados nitidamente pela retina, visto que o músculo ciliar não pode relaxar ainda mais para se acomodar.

  • Astigmatismo: o indivíduo apresenta um excesso de curvatura em um dos planos da córnea, tornando impossível a acomodação do cristalino sem o auxílio de lentes.


5. Que lentes são utilizadas para a correção dos erros de refração?

Na miopia, devem-se utilizar lentes esféricas côncavas, capazes de divergir os raios luminosos. Na hipermetropia, devem-se utilizar lentes esféricas convexas, que irão convergir os raios luminosos. Já o astigmatismo pode ser controlado através do uso de lentes de contato que corrigem as falhas na córnea.


6. Quais os mecanismos envolvidos na percepção retiniana da profundidade das imagens?

São três:



  • o tamanho da imagem de objetos conhecidos sobre a retina – o cérebro é capaz de determinar a distância do objeto se tiver um conhecimento prévio do seu tamanho;

  • o fenômeno da paralaxe em movimento – o cérebro analisa as distâncias relativas entre objetos presentes no mesmo campo de visão graças ao comportamento da imagem desses objetos quando submetidas à variações de movimento;

  • e o fenômeno da estereopsia – é uma espécie de paralaxe binocular amplamente utilizada, porém, sem fins práticos para uma distância além de 30 a 60 metros.


7. Quais as células da retina sensíveis à luz?

Os cones (responsáveis pela visão a cores) e os bastonetes (responsáveis, principalmente, pela visão no escuro).


8. Como se compõe a substância fotossensível dos bastonetes e cones?

Nos bastonetes, está presente a substância química “rodopsina”, enquanto nos cones, estão presentes os pigmentos da cor, que são análogos funcionais da rodopsina, apresentando apenas algumas diferenças de sensibilidade espectral.


9. Qual a teoria proposta para explicar o potencial receptor dos bastonetes?

Sob o estímulo luminoso, a porção interna dos bastonetes bloqueia a entrada de Ca+, tornando-se hiperpolarizada. Isso provoca uma DDP entre as porções interna e externa, gerando o impulso nervoso.


10. Explique a visão a cores.

Os cones absorvem, basicamente, apenas três espectros de cor: o vermelho, o verde e o azul. Ao captar os estímulos visuais coloridos, os cones encaminham para o encéfalo as proporções de intensidade dos estímulos de cor combinados, gerando uma determinada interpretação para cada cor diferente. Existem inúmeras possibilidades de combinações entre esses três espectros de cor que podem apresentar-se em diferentes intensidades e proporções, gerando assim o campo de cor tão vasto que o olho humano é capaz de captar.


Sistema Líquido do Olho e

Vias de Transmissão dos Sinais Visuais

1. Onde é produzido e como é drenado o líquido intra-ocular?

É produzido a partir de pregas lineares que se projetam a partir do corpo ciliar para trás da íris: os processos ciliares. Na reabsorção, o liquido produzido e conduzido através de uma rede de trabéculas para o canal de Schlemm, desembocando, por fim, nas veias extra-oculares.



2. Como se mede a pressão intra-ocular?

Coloca-se um aparelho, denominado tonômetro, na base da córnea, e aplica-se pressão a um êmbolo, presente no interior do aparelho. O comprimento do deslocamento é registrado em escala através do aparelho, tornando possível a avaliação da pressão intra-ocular através do seguinte princípio: quanto maior o deslocamento do êmbolo, menor a pressão intra-ocular.


3. Quais as conseqüências da hipertensão intra-ocular (glaucoma)?

O glaucoma caracteriza-se pelo aumento da pressão intra-ocular, o que causa uma compressão das fibras axônicas, impossibilitando-as de receber os nutrientes necessários provenientes do corpo celular. Também é comprimida a artéria retiniana, causando ma deficiência na irrigação intra-ocular.


4. Quais as informações visuais analisadas nas áreas visuais secundárias?

A área visual II participa no trajeto da principal via de análise de detalhes visuais, relacionando-se com o reconhecimento de letras, leitura, determinação de cores detalhadas de objetos, entre outros.



5. Cite os músculos que atuam sobre os olhos e os movimentos que cada um realiza.

Os olhos são controlados por três pares de músculos:



  • os retos medial e lateral, que movimentam os olhos de um lado para o outro;

  • os retos superior e inferior, que movimentam os olhos para cima e para baixo;

  • e os oblíquos superior e inferior, que rodam os globos oculares em torno de seu próprio eixo.


6. Explique os movimentos de fixação dos olhos em determinado ponto do campo visual.

Existem basicamente dois mecanismos de fixação ocular: o voluntário e o involuntário. Através do primeiro é possível movimentar os olhos voluntariamente para encontrar um objeto sobre o qual se deseja fixar a visão. No segundo, os olhos se mantêm fixados sobre um determinado objeto, a fim de não permitir que o alvo saia da porção foveal da retina.


7. Como ocorre o controle nervoso da acomodação para a visão longe-perto?

Ocorre através da contração ou relaxamento do músculo ciliar, ajustando o cristalino a diferentes distâncias focais. Esse mecanismo trabalha em conjunto com o controle do movimento de fixação ao nível das áreas 18 e 19 de Brodmann.


8. Como ocorre o controle da abertura pupilar?

Dá-se através de dois mecanismos: a miose e a midríase. No primeiro, a pupila se contrai, diminuindo sua abertura, como resposta dos nervos parassimpáticos ao estímulo luminoso. No segundo, ocorre a dilatação da pupila, que se torna mais receptível à luz, graças ao estímulo dos nervos simpáticos.


Cerebelo e gânglios da base

Controle motor global

1. Cite as funções motoras desempenhadas pelo cerebelo.

Pode-se dizer que o cerebelo é o centro coordenador das atividades motoras, visto que ele as coloca em seqüência, monitorando-as e corrigindo-as à medida que são executadas.


2. Associe as estruturas do cerebelo abaixo relacionadas com suas funções de controle motor:

    1. Lobo floculonodular: equilíbrio dinâmico durante as alterações rápidas da direção do movimento.

    2. Verme: controle dos músculos axiais (pescoço, ombro e quadris).

    3. Zona intermediária dos hemisférios: controle da contração muscular nas porções distais dos membros

    4. Zona lateral dos hemisférios: planejamento e coordenação das atividades seqüenciais rápidas do corpo.


3. Cite as principais vias aferentes de estimulação do cerebelo.

Trato corticopontocerebelar; trato olivocerebelar; fibras vestibulocerebelares; fibras reticolocerebelares; além das vias provenientes da periferia.


4. Cite as funções motoras relacionadas aos núcleos profundos do cerebelo:

4.1. Fastígios: sua função está ligada ao aparelho vestibular e aos núcleos de mesmo nome, no controle do equilíbrio e das atividades posturais do corpo.

4.2. Interposto: coordena as contrações recíprocas dos músculos agonistas e antagonistas nos segmentos periféricos.

4.3. Denteado: coordena atividades motoras seqüenciais no córtex cerebral.
5. O que significa as anormalidades clínicas relacionadas com lesões cerebelares:

5.1. Dismetria: é a falta de previsibilidade de até onde o movimento irá, causando uma deslocamento excessivo do membro que tende a ultrapassar o ponto visado.

5.2. Disartria: é a ausência de progressão seqüencial dos movimentos da fala.

5.3. Nistagmo cerebelar: caracteriza-se pelos movimentos rápidos e trêmulos do olho ao tentar fixá-lo em um objeto ao lado da cabeça.
6. Cite as funções motoras desempenhadas pelos gânglios da base.

  • planejam e controlam padrões complexos dos movimentos musculares

  • e controlam:

    • a intensidade relativa dos diferentes movimentos;

    • as direções dos movimentos;

    • e as seqüências de movimentos múltiplos e sucessivos para alcançar objetivos motores complicados e específicos.


7. Caracterize as anormalidades clínicas motoras por lesões dos gânglios da base abaixo relacionadas:

7.1. Atetose: caracteriza-se por movimentos serpenteantes espontâneos e contínuos de uma mão, um braço, pescoço ou face.

7.2. Coréia: ocorrem movimentos de agitação nas mãos, face e outras partes do corpo.

7.3. Doença de Parkinson: ocasiona rigidez de grande parte da musculatura corporal, tremor involuntário das áreas afetadas e grande dificuldade em iniciar movimentos (acinesia).
8. Quais os controles motores realizados pelo nível cerebral posterior?

Manutenção do equilíbrio e da postura ereta através do controle do tônus muscular e do estimulo de respostas vestibulares.


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