Exercícios físicos na melhora da sensibilidade barorreflexa arterial



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EXERCÍCIOS FÍSICOS NA MELHORA DA SENSIBILIDADE BARORREFLEXA ARTERIAL: UMA REVISÃO.
Ruy Guilherme Albuquerque Pereira1
Resumo:
O trabalho tem como objetivo verificar se o exercício físico participa na melhora da sensibilidade barorreflexa arterial em hipertensão. O estudo é uma revisão de literatura e concluí - se que um dos mecanismos que podem ser utilizados para a melhora da sensibilidade barorreflexa arterial é o prática sistemática de exercícios físicos.
Palavras – Chave: Hipertensão Arterial, Exercícios Físicos, Barorreflexo Arteriais, Barorreceptores Arteriais
Abstract:
The work aims to verify that the participating in physical exercise improves barorreflexa sensitivity in arterial hypertension. The study is a review of literature and concluded that one of the mechanisms that can be used for the improvement of the baroreflex sensitivity systematic is the practice of physical exercises.
Key – Words: Arterial Hypertension, Physical Exercises, Arterial Baroreflex, Arterial Mecanoreceptors.
Endereço para correspondência:

Rua S5 Quadra S34 número 165 Apartamento 804

Edifício Pampulha Setor Bela Vista Goiânia –Goiás

CEP 74823-460

e-mail: pereira.rga-eseffego@hotmail.com

INTRODUÇÃO

Pressão Arterial é a força exercida pelo sangue sobre a parede do vaso, sofrendo mudanças contínuas durante todo o tempo, na dependência das atividades, da posição do individuo e das situações. Ela tem por finalidade promover uma perfusão tissular adequada e, com isso, permitir as trocas metabólicas necessárias ao correto funcionamento do organismo (PORTO, 2005). O aumento da pressão arterial é considerado um dos males da sociedade atual. Estimativas colocam que mais de 50 milhões de indivíduos, nos Estados Unidos e 4 milhões no Canadá sofram com este distúrbio (SWARTZBERG, 2003). Emprega-se a denominação de hipertensão arterial essencial, primária ou idiopática1 quando não existe uma causa definida para a elevação da pressão arterial. Trata-se de Síndrome Multicausal e Multifatorial (PORTO, 2005).

A Hipertensão Arterial é considerada o principal fator de risco para doenças cardiovasculares podendo resultar em danos para o cérebro, coração e rins. (PORTO, 2005; SWARTZEBERG, 2003). A OMS (Organização Mundial da Saúde), propôs que pressões de 140/90 mmHg ou mais deveriam ser consideradas elevadas, sendo limítrofes pressão sistólica entre 140 e 149 mmHg e diastólica entre 90 e 94 mmHg. As IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2002) são considerados hipertensos indivíduos com pressão superior a 140/90 mmHg, (PORTO, 2005). Sabe-se que, nos países ocidentais, os fatores que mais desencadeiam o problema de pressão alta são o avanço da idade, o consumo alto de sódio e/ou álcool, sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar de hipertensão. Alguns fatores de risco associados à hipertensão – hereditariedade, raça, idade – não podem ser alterados. Mas existem evidencias cada vez mais fortes de que as mudanças no estilo de vida e na dieta que podem ajudar a reduzir a pressão alta (SWARTZBERG, 2003).

Os barorreceptores arteriais são estruturas que auxiliam no controle momento – a - momento da variação na pressão arterial. Em situação de hipertensão, este mecanismo está com sua sensibilidade diminuída. Mudanças no estilo de vida, exemplo, a prática de atividades físicas sistematizadas, pode ser uma alternativa para melhorar a sensibilidade deste mecanismo em situação de hipertensão. O objetivo do presente estudo é demonstrar que exercícios físicos melhoram a sensibilidade dos barorreceptores arteriais na hipertensão. O trabalho configura-se em uma revisão de literatura. Ele está organizado da seguinte forma:

Primeiramente elucidar o que vem a ser os barorreceptores arteriais, mostrando sua localização e sua relação com o Sistema Nervoso. Em segundo momento relacionar a pressão arterial e a pratica de exercícios físicos. Em terceiro lugar mostrar qual a dinâmica entre exercícios físicos, barorreflexo e hipertensão arterial. Por ultimo as considerações finais acerca da temática proposta.

OS BARORRECEPTORES ARTERIAIS E HIPERTENSÃO ARTERIAL

Os barorreceptores arteriais são estruturas que se ativam com a mudança de pressão arterial. Eles são mecanorreceptores que buscam controlar a variação da pressão arterial momento – a - momento (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004; IRIOGEYN, CONSOLIM-COLOMBO & KRIEGER, 2001). Essas estruturas sensíveis a modificações da pressão estão localizadas no Arco Aórtico e no Seio Carotídeo (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004). Quando estimuladas seus feixes (do Seio Carotídeo parte o Nervo Glossofaríngeo e do Arco Aórtico parte o Nervo Vago) vão até regiões localizadas no Bulbo (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004; CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001; CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001; IRIOGEYN, CONSOLIM-COLOMBO & KRIEGER, 2001). O Bulbo é considerado o principal local de integração de informações para uma ação tônica ou fásica sobre o Sistema Cardiovascular, isto é, é para o Bulbo que vai o estímulo oriundo dos barorreceptores (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004). A superfície ventral do bulbo considera-se como região controladora e provável origem mais importante do tônus simpático (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001). No Bulbo encontra-se uma estrutura denominada de Núcleo do Trato Solitário (NTS). É neste local que chegam fibras provenientes dos barorreceptores. O NTS é a central inicial de processamento de toda a informação que chega ao cérebro a respeito da pressão arterial, freqüência cardíaca, enchimento venoso, atividade cardíaca, composição química do sangue, etc. O NTS pode ser considerado o “portão de entrada” para aferentes cardiovasculares e respiratórias e, sobretudo primeira estação integradora de sinais no ajuste da aferência simpática/parassimpática (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001). Outras áreas no bulbo também participam juntamente com o NTS na gênese e controle da pressão: a área bulbar rostroventrolateral (RVLM) sendo considerada a mais importante no controle do tônus simpático a área bulbar caudoventrolateral (CVLM) envolvida em todos os reflexos cardiovasculares exercendo um controle tônico/fásico sobre a RVLM (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001), Núcleo Ambíguo e Núcleo Dorsal do Vago (excitação dos neurônios pré-ganglionares do Sistema Nervoso Parassimpático) (CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001).

Quando ocorre uma estimulação súbita, como, por exemplo, um aumento na pressão arterial, os barorreceptores são estimulados por uma deformidade mecânica do vaso sanguíneo nos pontos estratégicos já descritos. Esses estímulos são levados, via nervo glossofaríngeo e nervo vago, até o Bulbo no NTS. Nessa estrutura partem nervos para CVLM que “reconhece” o aumento da pressão e atua de forma a inibir a atividade na RVLM. A RVLM controla exclusivamente funções cardiovasculares como ações simpáticas para o coração, vasos e adrenais (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001). Sua ativação produz aumento da Resistência Vascular Periférica Total (RVPT) e do débito cardíaco (DC) e da secreção de catecolaminas pelas adrenais (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004). A região da CVLM constitui um centro vasodepressor. Estimulada, forma conexões com a RVLM formando sinapses inibitórias reduzindo a atividade simpática ocorrendo, desta forma, redução da contratilidade cardíaca, bradicardia e queda da resistência vascular periférica total (FILHO, RIGATO & DAL LAGO, 2004; CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001; CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001; IRIOGEYN, CONSOLIM-COLOMBO & KRIEGER, 2001). Outros neurônios do NTS (secundários do NTS) excitam pré-ganglionares do parassimpático localizados no Núcleo Dorsal Motor do Vago e no Núcleo Ambíguo projetando-se aos neurônios pós-ganglionares intramurais situados no coração determinado, assim, aumento da atividade vagal com queda da freqüência cardíaca (IRIGOYEN, CONSOLOM-COLOMBO, KRIEGER, 2001). Quando há um agravamento, uma situação patológica, do Sistema Nervoso, como uma hipertensão arterial, o mecanismo barorreflexo fica comprometido perdendo a sensibilidade e adaptando-se ao novo estágio de pressão arterial.

Existem varias evidencias de que o Sistema Nervoso Central (SNC) tem envolvimento no desenvolvimento e manutenção de diferentes formas de Hipertensão Arterial. A maior parte dessas evidências mostram que a elevação da atividade simpática participa da patogênese (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001) da Hipertensão. CAMPOS e colaboradores (2001) mostram que o bloqueio total do sistema simpático por administração de bloqueador ganglionar reduziu a pressão arterial. Inicialmente discutia-se a possibilidade de que a hipertensão arterial fosse acompanhada pela interrupção parcial ou total do funcionamento dos pressorreceptores arteriais. Entretanto o que ocorre é um processo de adaptação dos pressorreceptores. CAMPAGNOLE & HAIBARA (2001) colocam que dentro de 5 a 15 minutos de uma alteração mantida de pressão arterial, pressorreceptores desviam seu limiar aproximadamente 15% a 40% em direção à alteração da pressão. Em 48 horas, a adaptação é relativamente completa, e o barorreflexo defende ativamente o novo nível de pressão. Quando ocorre a adaptação dos pressorreceptores, não há uma privação do mecanismo nos hipertensos, pois o mecanismo funciona, só que em outro patamar de pressão. Isso determina que, para uma mesma variação de pressão, os hipertensos tenham uma menor quantidade de informações e conseqüentemente uma deficiência na regulação reflexa da pressão arterial (IRIGOYEN, CONSOLIM-COLOMBO & KRIEGER, 2001). THRASHER (2002) desenerva os barorreceptores de cães no Arco aórtico e um no Seio Carotídeo observando que ocorreu um aumento na pressão arterial média. Lénárd e outros (2005) observaram em seus estudos com indivíduos com e sem parentes hipertensos que no grupo onde os sujeitos sedentários tinham parentes hipertensos os índices barorreflexos eram menores que em seus pares sem parentes hipertensos. Silva e colaboradores (1997) observaram em seus experimentos com ratos espontaneamente hipertensos que os valores de pressão arterial média nos ratos hipertensos são maiores que em seus pares normotensos mostrando que nos primeiros a capacidade barorreflexa está comprometida.



PRESSÃO ARTERIAL E EXERCÍCIO FÍSICO

Estudos demonstraram argumentos importantes pois uma das características dos indivíduos hipertensos é a redução na sensibilidade barorreflexa (CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001) e aumento da atividade simpática (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001; CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001; IRIGOYEN, CONSOLIM-COLOMBO, KRIEGER, 2001; RONDON & BRUM, 2003) tendo como resultado o aumento da pressão arterial. O exercício físico provoca adaptação agudas e crônicas no sistema cardiovascular. Situações de adaptações agudas como aumento da freqüência cardíaca, volume sistólico, débito cardíaco, resistência vascular periférica, aumento da pressão arterial e diminuição da sensibilidade barorreflexa (BRUM, FORJAZ, TINNUCI & NEGRÃO, 2004) ocorrem tanto em animais quanto em humanos. Mas observou-se logo após sessões únicas de exercícios uma redução na pressão arterial pós-exercício é observada (Idem). Minami et al (2006) observou que dez minutos após o termino de uma sessão de exercício físico a pressão arterial diminuiu, trinta minutos depois continuava abaixo dos valores antes do exercício e houve também um aumento na sensibilidade barorreflexa neste período pós-exercício. Para indivíduos hipertensos estes dados são de muita importância para uma alternativa de tratamento, sendo que para eles seria mais interessante perdurarem estas adaptações. Dos efeitos crônicos do exercício físico, os mais relevantes, para os hipertensos, encontrados são a bradicardia (AZEVEDO et al, 2007) diminuição da pressão arterial (RONDON & BRUM, 2003; SILVA et al, 2006), diminuição da atividade simpática (RONDON & BRUM, 2003) e aumento da sensibilidade barorreflexa (MINAMI et al, 2006).



EXERCÍCIO FÍSICO, BARORREFLEXO E HIPERTENSÃO ARTERIAL

Na hipertensão arterial ocorre uma adaptação dos barorreceptores ao novo estágio de pressão arterial (CAMPAGNOLE-SANTOS & HAIBARA, 2001). Inicialmente, as pesquisas para minimizar os efeitos do aumento da pressão eram feitos através de métodos cirúrgicos (CAMPOS, COLOMBARI, CRAVO & LOPES, 2001) ou intervenções farmacológicas. Uma das terapias atuais usadas para melhorar os barorreflexos é o exercício físico. Diversos estudos em animais (OGOH et al, 2005; MINAMI et al, 2006; SILVA , BRUM, NEGRÃO & KRIEGER, 1997) e em humanos (LÉNÁRD, STUNDIGER, MERSICH, PAVLIK & KOLLAI, 2005; RACZACK et al, 2006; KELLER, et al, 2004, RACZAK et al, 2005; RAVEN, FADEL & OGOH, 2006) mostraram que o exercício físico leve a moderado, quando periodizado, melhora a sensibilidade barorreflexa em hipertensos. Lénárd e outros (2005) mostraram em seus estudos que índices barorreflexos são maiores em indivíduos sedentários com parentes hipertensos em relação aos sedentários sem parentes hipertensos e indivíduos treinados com parentes hipertensos possuem melhor sensibilidade barorreflexa que seus pares sedentários. Observa-se que em estudos de RACZAK et al (2005) os valores médios dos barorreceptores arteriais medidos foram significativamente aumentados após exercício. Minami et al (2006) observou que em ratos espontaneamente hipertensos que fizeram exercício físico tiveram uma significativa melhora na sensibilidade barorreflexa em relação aos que tomaram recursos farmacológicos. Nesse estudo também observou-se que ocorreu uma diminuição na atividade simpática após o exercício. SILVA, BRUM, NEGRÃO & KRIEGER (1997) em experimentos com ratos demonstraram que em uma única sessão e em um período de treinamento de exercício ratos espontaneamente hipertensos mostraram uma melhora na sensibilidade barorreflexa. Este resultado mostrado pode ser pelo fato de que a taquicardia e hipertensão mantida durante o exercício podem aumentar a sensibilidade barorreflexa pós - exercício (MINAMI et al, 2006). No mesmo trabalho ratos hipertensos submetidos a treinamento de doze semanas apresentaram redução significativa na pressão arterial e na freqüência cardíaca a incrementaram a sensibilidade barorreflexa demonstrando uma diminuição na atividade simpática e aumento da parassimpática. Nos estudos de BRUM et al (2000) em ratos espontaneamente hipertensos a pressão arterial obteve um decréscimo nos ratos submetidos a treinamento em comparação com os hipertensos sedentários. Em mesmo estudo, uma relação aumentada entre mudanças na descarga barorreceptora e mudanças em pressão arterial sistólica foram encontrada em ratos normotensos treinados e hipertensos treinados. GARDENGTH et al (2007) encontraram uma sensibilidade barorreflexa melhorada em pacientes com sincope2 após período de exercício físico.

Todos os estudos acima citados tiveram como parâmetros de treinamento exercícios aeróbios. Acerca de exercícios resistidos e barorreceptores arteriais existem poucos referenciais sobre a temática. Sabe-se que existem estudos relacionados à diminuição da pressão arterial, tanto sistólica quanto diastólica, através de exercícios contra - resistidos (MEDIANO et al, 2005; MAIOR, ALVES JR, FERRAZ, MENEZES, CARVALHEIRA & SIMÃO, 2007; BERMUDES, VASSALO, VASQUEZ & LIMA, 2008; KELLY & KELLY, 2000), mas nenhum relacionado ao barorreflexo arterial.

MEDIANO et al (2005) em estudo com vinte hipertensos controlados de ambos os sexos sem experiência prévia em treinamento de força objetivando mensurar se haveria diminuição da pressão arterial logo após a execução dos exercícios em até sessenta minutos. O estudo foi dinamizado em dois parâmetros: treinamento com uma séria de dez repetições (SER1) e três séries de dez repetições (SER3). Verificaram que houve queda significativa da pressão arterial sistólica (PAS) no 40º minuto na SER1, mas não houve na pressão arterial diastólica (PAD). Entretanto na SER3 houve diminuição significativa da PAS por até 60 minutos e na PAD no 30º e 50º minutos. MAIOR, ALVES JR, FERRAZ, MENEZES, CARVALHEIRA & SIMÃO (2007) estudaram em 15 jovens normotensos do gênero masculino as resposta hipotensivas após sessão única de exercícios resistidos a 70% de 5 RM (repetições máximas) em até 40 minutos. O estudo possuía como parâmetros de treinamento exercícios com 1 minuto de intervalo entre as séries e entre os exercícios no primeiro dia de execução (Grupo 1) e no segundo dia de execução o intervalo entre séries e exercícios fora de 2 minutos (Grupo 2). Observaram que a PAS e PAD intragrupos houvera redução significativa a partir do 30º minuto.

BERMUDES, VASSALO, VASQUEZ & LIMA (2008) em estudo com 25 homens entre 40 e 50 anos, normotenso, sedentários, não-fumantes, assintomáticos buscaram elucidar os efeitos hipotensivos após 2 sessões únicas de exercícios resistidos e aeróbio. Utilizando o procedimento de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) sem exercícios (MAPA 1), pós-exercício resistido (MAPA 2) e pós exercício aeróbio (MAPA 3) observaram uma significativa diminuição da PAD tanto pós-exercício resistido quanto pós-exercício aeróbio. E KELLY & KELLY (2000) em uma meta-análise relacionada exercícios resistidos e pressão arterial no repouso observaram que exercícios resistidos diminuíram a PAS em 2% e a PAD em 4% em repouso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


Os meios relacionados à diminuição da pressão arterial ainda são incertos (MEDIANO et al, 2005; MAIOR, ALVES JR, FERRAZ, MENEZES, CARVALHEIRA & SIMÃO, 2007; BERMUDES, VASSALO, VASQUEZ & LIMA, 2008; KELLY & KELLY, 2000). Estes meios podem estar relacionados aos mecanismos barorreceptores, resistência periférica, sistema nervoso simpático/parassimpático. Observa-se que existe a diminuição da pressão arterial em ambos os aspectos de treinamento (cardiovascular e neuromuscular), porém existem mais resultados acerca da sensibilidade melhorada em exercícios aeróbicos. Devem ser feitos mais estudos relacionados ao treinamento de força e sua relação com os barorreflexos arteriais

Notas Explicativas:

1 – Doença de Origem Desconhecida

2 – Perda temporária da consciência, devida a má irrigação sanguínea cerebral.



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1 Graduação em Educação Física (UEG), pós-graduação Lato Sensu em Exercício Físico Aplicado à Reabilitação Cardíaca e Grupos Especiais (UGF), professor no Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Goiás - UnU ESEFFEGO.


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