Ethan Frome


Anexo I – Termo de Compromisso



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8.1.Anexo I – Termo de Compromisso

Objetivos do tratamento


No tratamento de feridas o Serviço tem por objetivos:

  • Avaliar e acompanhar o portador de ferida;

  • Encaminhar para outros profissionais quando se fizer necessário;

  • Propiciar condições que facilitam a cicatrização da ferida;

  • Orientar e estimular o autocuidado.

Entendimento por parte do paciente


Fica claro ao paciente o direito e a oportunidade de fazer perguntas relacionadas ao Serviço, tratamento, seus objetivos e suas regras, sendo que os profissionais do serviço estarão sempre aptos a respondê-las.

É de sua responsabilidade:



  • não faltar aos retornos agendados por 02 vezes consecutivas ou 03 alternadas sem comunicação prévia;

  • respeitar e seguir todas as orientações fornecidas pelos profissionais de saúde;

  • não retirar ou trocar o curativo no domicílio sem a autorização do profissional;

  • procurar o Serviço de Saúde fora da data agendada em caso de intercorrências ou complicações;

  • assumir as atividades relativas a limpeza e higiene pessoal.

Consentimento


De acordo com o exposto acima, aceito participar do tratamento proposto pelo Serviço.
____________________________________________________

Assinatura do Participante

Nome legível: ___________________________________

Autorização


Autorizo que os dados referentes a evolução do meu tratamento sejam publicados na forma de pesquisa, desde que resguarde sigilo sobre minha identidade.
____________________________________________________

Assinatura do Participante

Data:

_______________________, _____ de ___________________de_________


Foi discutido o protocolo de tratamento com o paciente, usando linguagem acessível e apropriada. Acredita-se ter fornecido as informações necessárias e bom entendimento das mesmas.


____________________________________________________

Assinatura e Carimbo do Profissional Responsável


8.2.Anexo II – Deliberações e Resoluções sobre Atendimento de Enfermagem Realizado pelo Enfermeiro




8.2.1.DELIBERAÇÃO COREN-MG -65/00


Informativo técnico do cuidado a portadores de lesões cutâneas.

Finalidade

O presente documento contém informações técnicas referentes à avaliação do portador de lesão cutânea, a avaliação, classificação e tratamento da lesão incluindo os métodos de desbridamento do tecido necrótico.

Tem por objetivo estabelecer a atuação dos profissionais de enfermagem na prevenção e tratamento das lesões cutâneas.

I) AVALIAÇÃO DO PORTADOR DE LESÃO

1. Exame clínico

1.1.Entrevista
1.2. Exame físico

II) AVALIAÇÃO DA LESÃO

1. Característica do tecido

1.1. Tecido de granulação
1.2. Tecido de epitelização
1.3. Tecido necrótico

2. Aspecto do exsudato

2.1. Seroso
2.2. Sero-sanguinolento
2.3. Sanguinolento
2.4. Pio-sanguinolento
2.5. Purulento

3. Exposição de estruturas anatõmicas

3.1. Músculo
3.2. Tendão
3.3. Vasos sanguíneos
3.4. Osso
3.5. Cavidade/órgãos

III) CLASSIFICAÇÃO DA LESÃO

1. Extensão - área = cm2

1.1. Pequena: menor que 50 cm2
1.2. Média: maior que 50 cm2 e menor que 150 cm2
1.3. Grande: maior que 150 cm2 e menor que 250 cm2
1.4. Extensa: maior que 250 cm2

Observação: Mensuração preconizada: utilizar-se-á a medida das maiores extensões na vertical e na horizontal da ferida a ser classificada. Ressalta-se que os dois traçados devem ser perpendiculares, constituindo-se num ângulo de 90°.

Existindo mais de uma ferida no mesmo membro ou na mesma área corporal, com uma distância mínima entre elas de 2 cm, far-se-á a somatória de suas maiores extensões (vertical e horizontal).

2. Profundidade - comprometimento estrutural

2.1. Superficial: até derme
2.2. Profunda superficial: até subcutâneo
2.3. Profunda total: músculo e estruturas adjacentes.

Observação: Havendo tecido necrótico, utilizar-se-á essa classificação após desbridamento.



3. Comprometimento tecidual (esta classificação aplica-se somente à úlcera de pressão)

Estágio 1 -comprometimento da epiderme.
Estágio 2 -comprometimento da epiderme e derme.
Estágio 3 -comprometimento da epiderme, derme e subcutâneo.
Estágio 4 -comprometimento da epiderme, derme, subcutâneo e tecidos adjacentes.

Observações: Havendo tecido necrótico, o estadiamento deve ser reavaliado.



4. Presença de microrganismos

4.1 .Limpa
4.2. Contaminada
4.3. Infectada

5. Tempo de existência

5.1. Aguda
5.2. Crônica

IV) TRATAMENTO

1. Limpeza

1.1. Ferida aguda
Limpeza exaustiva que visa a retirada de sujidades e microrganismos existentes no leito da lesão. É permitido neste caso o uso de soluções antisépticas.

1.2. Ferida crônica
Limpeza que visa a retirada de debris, excesso de exsudato, resíduo de agentes tópicos e microrganismos existentes no leito da lesão, além de preservar o tecido de granulação. Utiliza-se para tal, somente o soro fisiológico 0,9% morno, em jato (força hidráulica), independente de apresentar infecção ou não.

2. Desbridamento

Remoção de material estranho ou desvitalizado de tecido de lesão traumática, infectado ou não, ou adjacente a esta, até expor-se tecido saudável circundante.



2.1. Mecânico - por ação física

2.1.1. Fricção

Esfregar a gaze ou esponja embebida com solução salina no leito da lesão em um único sentido.

Indicação: lesões agudas com sujidade;
Contra-indicação: lesão crônica.

2.1.2. Com instrumental cortante

Retirar o tecido necrótico utilizando instrumentos cortantes (lâminas e/ou tesoura).



Indicação: lesões que comprometem até o tecido subcutâneo -profunda superficial ou úlceras de pressão de estágio 3
Contra-indicação: úlceras isquêmicas e aquelas sem possibilidade de cicatrização, úlceras fúngicas e neoplásicas, distúrbios de coagulação, com exposição de tendão ou com pacientes em terapia anti-coagulante.

Procedimento

Material necessário:

  • pacote contendo pinça hemostática reta, anatômica e de dissecção, tesoura delicada reta, com ponta (Iris)

  • lâmina de bisturi e cabo correspondente

  • pacotes de compressas estéreis

  • luvas cirúrgicas

  • equipamento de proteção individual (óculos, capote, gorro e máscara)

  • soro fisiológico a 0,9% e anti-séptico (para uso periferida)

Locais indicados para realização da técnica:

  • sala de curativos

  • ambulatórios

  • à beira do leito

O ambiente deve ser privativo, limpo, com luminosidade adequada, tranqüilo e confortável, tanto para o paciente quanto para o profissional.

Técnica

Necrose coagulativa (ex.: escara)

  • Pinçar o tecido necrótico na borda, com a pinça de dissecção;

  • Dissecar o tecido necrótico em finas lâminas, em um único sentido, utilizando a lâmina de bisturi;

  • No caso de tecido intensamente aderido ou profissionais com pouca habilidade, recomenda-se a delimitação do tecido necrótico em pequenos quadrados, utilizando-se a lâmina de bisturi e procedendo o desbridamento;

  • Interromper o procedimento antes do aparecimento do tecido viável, em caso de sangramento, queixa de dor, cansaço (do cliente/paciente ou do profissional), tempo prolongado e insegurança do profissional.

Necrose liqüefeita (amolecida)

  • Pinçar o tecido necrótico com pinça de dissecção e cortar com a tesoura;

  • Interromper o procedimento antes do aparecimento do tecido viável em caso de sangramento, queixa de dor, cansaço (do cliente/paciente ou do profissional), tempo prolongado e insegurança do profissional.

2.2. Autolítico

Por autólise, ou seja, auto degradação do tecido necrótico sob ação das enzimas lisossomais, liberadas por macrófagos.



Indicação: feridas com tecido necrótico, ressaltando-se que, em casos de escaras, este processo pode ser prolongado. Entende-se por escara o tecido necrótico aderido ao leito da lesão de consistência dura, seco e petrificado, geralmente de cor escura.
Contra-indicação: úlceras isquêmicas e fúngicas.

Procedimento

Material necessário:

  • Soro fisiológico 0,9%

Coberturas que garantam um ambiente propício à autólise, ou seja, um ambiente com umidade fisiológica, temperatura em torno de 37QC, mantendo-se a impermeabilidade ou oclusão da ferida, propiciando a hipóxia no leito da mesma.

Técnica

  • Limpeza do leito da ferida com soro fisiológico 0,90;0 morno, em jato.

  • Secar pele íntegra, periferida e aplicar a cobertura indicada.

2.3. Químico

Por ação de enzimas proteolíticas, que removem o tecido desvitalizado através da degradação do colágeno.


Indicagão: feridas com tecido necrótico, independente da sua característica.
Contra-indicação:

  • Úlceras isquêmicas, fúngicas e neoplásicas;

  • Pacientes com distúrbios de coagulação.

Procedimento

Material necessário:

  • Soro fisiológico 0,9%

  • Medicamentos tópicos à base de enzimas proteolíticas tais como, papaina e colagenase.

Técnica

  • Limpeza do leito da ferida com soro fisiológico 0,9%, morno, em jato;

  • Secar pele íntegra periferida, aplicar fina camada do produto indicado sobre o leito da lesão, e;

  • Ocluir a lesão.

3. Coberturas

As coberturas a serem indicadas devem garantir os princípios de manutenção da temperatura no leito da lesão em torno de 37QC, de manutenção da umidade fisiológica e de promoção de hipóxia no leito da mesma. Além disso, a cobertura deve apresentar as seguintes características:



  • preencher espaço morto;

  • ser impermeável a microrganismos e outros fluidos; .propiciar hemostasia;

  • ser de fácil aplicação e remoção, evitando trauma no leito da lesão;

  • ser confortável e esteticamente aceito;

  • absorver excesso de exsudato;

  • reduzir a dor e o odor.

V) COMPETÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS LESÕES

1. Enfermeiro

1.1. Realizar a consulta de enfermagem: exame clínico (entrevista e exame físico) do cliente/paciente portador de lesão ou daquele que corre risco de desenvolvê-la.

1.2. Prescrever e orientar o tratamento.

1.3. Solicitar exames laboratoriais e de Raios X quando necessários.

1.4. Realizar o procedimento de curativo (limpeza e cobertura).

1.5. Realizar o desbridamento quando necessário.

2. Técnico e Auxiliar de Enfermagem.

2.1. Realizar o procedimento de curativo (limpeza e cobertura), prescrito pelo Enfermeiro.

2.2. Realizar o desbridamento autolítico e químico prescrito pelo Enfermeiro.
Parágrafo Único: O tratamento das diversas lesões deve ser prescrito pelo Enfermeiro, preferencialmente pelo especialista na área.

Observações:
A prescrição de medicamentos e solicitação dos exames laboratoriais e de Raios X, quando realizadas, deverão ocorrer conforme protocolo da instituição.


8.2.2.RESOLUÇÃO COFEN - 159


Dispõe sobre a consulta de Enfermagem

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no uso de sua competência, tendo em vista as deliberações do Plenário em sua 214ª Reunião Ordinária,
Considerando o caráter disciplinador e fiscalizatório do COFEN e dos Regionais sobre o exercício das atividades nos serviços de Enfermagem do País;
Considerando que a partir da década de 60 vem sendo incorporada gradativamente em instituições de saúde pública a consulta de Enfermagem, como uma atividade fim;
Considerando o Art. 11, inciso I, alínea "i" da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e no Decreto 94.406/87, que a regulamenta, onde legitima a Consulta de Enfermagem e determina como sendo uma atividade privativa do enfermeiro;
Considerando os trabalhos já realizados pelo COFEN sobre o assunto, contidos no PAD-COFEN nº 18/88;
Considerando que a Consulta de Enfermagem, sendo atividade privativa do Enfermeiro, utiliza componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença, prescrever e implementar medidas de Enfermagem que contribuam para a promoção, prevenção, proteção da saúde, recuperação e reabilitação do indivíduo, família e comunidade;
Considerando que a Consulta de Enfermagem tem como fundamento os princípios de universalidade, eqüidade, resolutividade e integralidade das ações de saúde;
Considerando que a Consulta de Enfermagem compõe-se de Histórico de Enfermagem (compreendendo a entrevista), exame físico, diagnóstico de Enfermagem, prescrição e implementação da assistência e evolução de enfermagem;
Considerando a institucionalização da consulta de Enfermagem como um processo da prática de Enfermagem na perspectiva da concretização de um modelo assistencial adequado às condições das necessidades de saúde da população;

Resolve:
Art. 1º - Em todos os níveis de assistência à saúde, seja em instituição pública ou privada, a consulta de Enfermagem deve ser obrigatoriamente desenvolvida na Assistência de Enfermagem
Art. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua assinatura.

Rio de Janeiro, 19 de abril de 1993



Ruth Miranda de C. Leifert
COREN-SP nº 1.104
Primeira-secretária

Gilberto Linhares Teixeira
COREN-RJ nº 2.380
Presidente


8.2.3.RESOLUÇÃO COFEN - 195


Dispõe sobre a solicitação de exames de rotina e complementares por Enfermeiro

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no uso das atribuições previstas no artigo 8º, incisos IX e XIII da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, no artigo 16, incisos XI e XIII do Regimento da Autarquia aprovado pela Resolução COFEN-52/79 e cumprindo deliberação do Plenário em sua 253ª Reunião Ordinária,
Considerando a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, no seu artigo 11, incisos I alíneas "i" e "j" e II, alíneas "c", "f" , "g", "h" e "i";
Considerando o Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, no artigo 8º, incisos I, alíneas "e" e "f" e II, alíneas "c", "g" , "h", "i" e "p";
Considerando as inúmeras solicitações de consultas existentes sobre a matéria;
Considerando que para a prescrição de medicamentos em programa de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, o Enfermeiro necessita solicitar exame de rotina e complementares para uma efetiva assistência ao paciente sem risco para o mesmo;
Considerando os programas do Ministério da Saúde: "DST/AIDS/COAS"; "Viva Mulher"; "Assistência Integral e Saúde da Mulher e da Criança (PAISMC)"; "Controle de Doenças Transmissíveis" dentre outros,
Considerando Manuais de Normas Técnicas publicadas pelo Ministério da Saúde: "Capacitação de Enfermeiros em Saúde Pública para SUS - Controle das Doenças Transmissíveis"; "Pré-Natal de Baixo Risco" - 1986; "Capacitação do Instrutor/Supervisor/Enfermeiro na área de controle da Hanseníase" - 1988; "Procedimento para atividade e controle da Tuberculose"- 1989; "Normas Técnicas e Procedimentos para utilização dos esquemas Poliquimioterapia no tratamento da Hanseníase"- 1990; "Guia de Controle de Hanseníase" - 1994; "Normas de atenção à Saúde Integral do Adolescente" - 1995;
Considerando o Manual de Treinamento em Planejamento Familiar para Enfermeiro da Associação Brasileira de Entidades de Planejamento Familiar (ABEPF);
Considerando que a não solicitação de exames de rotina e complementares quando necessários para a prescrição de medicamentos é agir de forma omissa, negligente e imprudente, colocando em risco seu cliente (paciente); e,
Considerando o contido nos PADs COFEN nº 166 e 297/91,

Resolve:
Art. 1º - O Enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares quando no exercício de suas atividades profissionais.
Art. 2º - A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1997



Dulce Dirclair Huf Bais
COREN-MS nº 10.244
Primeira-secretária

Gilberto Linhares Teixeira
COREN-RJ nº 2.380
Presidente





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