Ethan Frome



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5.2.Encaminhamentos Externos


Seguir o fluxo e orientações de encaminhamentos para especialidades que deverá ser feito pelo médico conforme sua avaliação e discussão com a equipe de enfermagem.

5.3.Consulta de Enfermagem


Criar na Agenda do Enfermeiro vagas para Consulta de Enfermagem à pacientes com feridas.

5.3.1.Primeira Consulta:


  • Fazer avaliação clínica (entrevista e exame físico direcionado);

  • Avaliar o estado vacinal;

  • Fazer avaliação da ferida;

  • Anotar os dados na ficha de registro de atendimento (Anexo III);

  • Informar sobre normas do serviço, esclarecer dúvidas e solicitar assinatura do termo de compromisso;

  • Solicitar hemograma, glicemia de jejum e albumina sérica quando houver indicação e desde que não haja resultados com período inferior à seis meses;

  • Solicitar cultura e antibiograma do exsudato, em caso de sinais clínicos de infecção;

  • Prescrever a cobertura;

  • Fazer recomendações inerentes ao paciente (dieta, higiene, vestuário, repouso hidratação oral e tópica, troca de curativo, cuidado com a cobertura secundária);

  • Fazer encaminhamento para o médico da Unidade;

  • Agendar retorno.

5.3.2.Consulta Subsequente:


  • Avaliar aspecto do curativo anterior;

  • Avaliar o aspecto da lesão;

  • Registrar os dados (gerais e da ferida ) no prontuário;

  • Preencher ficha de evolução (Anexo III);

  • Fazer mensurações a cada 15 dias ;

  • Repetir exames laboratoriais quando:

  • houver suspeita de infecção da ferida(cultura de exsudato com antibiograma);

  • se glicemia maior ou igual a 110 g/dl( glicemia de jejum);

  • se hemoglobina menor ou igual a 10 g/dl (hemograma 30 dias após).

OBS.: encaminhar para avaliação médica precoce, quando houver alterações laboratoriais.

  • trocar curativo juntamente com o auxiliar de enfermagem

  • agendar retorno.



5.4.Consulta Médica:


  • avaliar clinicamente e laboratorialmente;

  • orientar e prescrever o tratamento adequado;

  • anotar, no prontuário e Ficha de Evolução do Portador de Ferida (anexo IV), o quadro clínico do paciente;

  • acompanhar a evolução do paciente junto aos especialistas e/ou equipe de enfermagem.


6.LESÕES ULCEROSAS MAIS COMUNS




6.1.Úlceras de Perna


Síndrome extremamente freqüente, com múltiplos aspectos e numerosas causas. Fatores predisponentes importantes são ortostatismo, vulnerabilidade da perna a traumas e infeções e os efeitos do aumento da pressão venosa e a diminuição do fluxo arterial.

6.1.1.Úlceras de Estase


É devida à insuficiência venosa crônica por seqüela de trombose venosa profunda, varizes primárias, anomalias valvulares venosas constitucionais ou outras causas que interferem com o retorno do sangue venoso.

As úlceras formam-se, em geral, após traumas ou infeções, mas admite-se a possibilidade de surgimento espontâneo na área de estase .

Os sinais prodrômicos são: o edema vespertino nos tornozelos e a dermatite ocre, caracterizadas por manchas vermelho-castanhas, decorrentes da pigmentação hemossiderótica, originada do extravasamento de hemacias. Outros quadros que podem preceder, coincidir ou suceder a úlcera são eczema e infeção estreptocócica.

A localização habitual é no terço inferior e face interna da perna, região supramaleolar. Geralmente única, progride lentamente, constituindo úlcera de formas e tamanhos variáveis. No início, apresenta bordas irregulares, fundo hemorrágico ou purulento, porém com evolução as bordas se tornam calosas e aderentes aos tecidos subjacentes. Os surtos de erisipela aumentam a estase e a fibrose, o que predispõe a novos surtos de infeção. Forma-se círculo vicioso que leva à dermatoesclerose e/ou elefantíase da perna.



6.1.2.Úlceras Microangiopáticas


Úlcera da perna pode ocorrer por microangiopatia na vigência de hipertensão arterial diastólica, micrangiopatia diabética e outros vasculites localizadas no tecido dérmico.

São úlceras rasas, extremamente dolorosas, com base necrótica, em geral de ocorrência bilateral e que acometem predominantemente a face externa das pernas, acima do tornozelo.



6.1.3.Úlceras Arterioscleróticas


Úlcera de perna ou pé, encontrada em indivíduos idosos, as vezes diabéticos e/ou hipertensos, mas desencadeadas fundamentalmente por isquemia cutânea dependente de lesões arteriais tronculares, geralmente após traumas.

São úlceras de bordas cortadas a pique, irregulares e dolorosas, localizadas nos tornozelos, maléolos ou extremidades digitais, há palidez, ausência de estase, retardo na volta da cor após elevação do membro, diminuição ou ausência das pulsações das arterias do pé e dor de intensidade variável.



6.1.4.Úlceras Anêmicas


Úlcera da perna que pode ocorrer em vários tipos de anemias hemolíticas – esferocíticas, não esferocíticas, Cooley e particularmente falciforme, associando-se à hepatomegalias, esplenomegalia, icterícia e outros sintomas A anemia falciforme ou drepanocítica é encontrada em nosso meio e, é eletiva da raça negra ou mestiços. A úlcera é bastante dolorosa, localiza-se no terço inferior da perna, sem características específicas.

6.1.5.Úlceras Neurotróficas


O mal perfurante é ulceração crônica em áreas anestésicas, por trauma ou pressão. Ocorre na hanseníase, siringomielia, injúrias ou afeções de nervos periféricos, como etilismo crônico e em outros quadros neurológicos como ausência congênita de dor e síndrome de Thévenard. Neuropatia diabética periférica é causa freqüente de mal perfurante.

A lesão localiza-se em área de trauma ou pressão, como região calcânea ou metatarsiana. Inicialmente há calosidade, surgindo depois fissuras e ulceração. O aspecto típico é úlcera de bordas hiperqueratósicas e não dolorosa. Por infeção secundária, há sinais inflamatórios e pode haver comprometimento dos ossos com osteomielite e eliminação de sequestros.






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