Estudo de casos: hipertensão arterial; asma brôquica; osteoporose (osteopenia); artrite; HÉrnia intestinal; Úlcera estomacal



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ESTUDO DE CASO: ÚLCERA ESTOMACAL

Kelbison gomes oliveira¹


Marislei Brasileiro²


  1. CONSULTA DE ENFERMAGEM:




    1. Identificação:

D.J.M 50 anos, sexo masculino, brasileiro, casado, tem 02 filhos, católico não praticante. Natural de Colinas TO.

    1. Expectativas e percepções:

Tem grande preocupação com a velhice, de ficar dependente de outros, de ficar inválido.


    1. Necessidades básicas:

Dorme bem durante a noite, possui o hábito de acorda para comer durante a madrugada principalmente doce. Costuma repousar depois do almoço, alimenta-se irregular, em grande quantidade, gosta muito de comida gordurosa e massa.Toma pouca água durante o decorrer do dia, relata ter suas funções fisiológicas normais.

Não possui nenhum tipo de recreação ou lazer, explica que estar ocupado demais, preocupado com a situação financeira. Mora em casa própria, possui rede de esgoto e energia elétrica adequada, não pratica esporte e está acima do peso. Procura atendimento medico somente em caso de necessidade. Toma banho duas vezes por dia, escova os dentes duas vezes ao dia, usa técnica incorreta.

Peso 103kg, Altura 1.68cm, IMC36. normotensão arterial 130x80mmhg, normósfigmico com pulso radial 68bpm, normotérmico com temp, axilar 36,1°c, normocárdico com fc 78bpm, eupneico com fr 20ipm. Consciente, orientado, hipocorado, deambula sem dificuldades, tabagista crônico, etilista social, couro cabeludo sem sujidades, olhos corados, pupilas isocóricas fotorreagente, cavidade nasal sem anormalidades, ouvidos com presença de cerume, audição normal, cavidade oral uso de prótese total na arcada dentária superior e inferior, não usa óculos, mas queixa dificuldade visual, pescoço sem lesões ou gânglios palpáveis.

Tórax sem anormalidades, boa expansibilidade torácica, ausculta pulmonar MVF sem RA, ausculta cardíaca RCR, BNF 2T sem sopros. Abdome plano, ausência de cicatrizes; à inspeção sem alterações; ausculta RHA +; percussão som submaciço no QIE e timpânico nos outros quadrantes; indolor a palpação sem VCM.

Membros superiores com rede venosa visível ausência de edema ou lesões. Membros inferiores com musculatura eutrófica, nega dor nas pernas, calcanhares com rachaduras, unhas curtas e limpas, pulsos periféricos palpáveis e boa perfusão periférica.

Queixas: Refere ter dor no estômago

Impressões do entrevistador: paciente tranqüilo, falando somente o que é perguntado,mostra preocupação com a situação financeira.


  1. ANÁLISE INTEGRAL:

    1. Aspectos Anatômicos:

Estômago, órgão do aparelho digestivo situado entre o esôfago e o duodeno; localiza-se na cavidade abdominal abaixo do diafragma, ocupando grande parte do epigástrio. Tem dimensões e formas variáveis conforme o estado de dilatação provocado pelos alimentos ingeridos. No estômago distinguem-se: a grande tuberosidadeà esquerda e pequena tuberosidade a direita. Apresenta duas faces, interior e posterior, unidas por duas margens, grande e pequena curvatura, respectivamente. Na parte superior, corpo do estômago, desemboca o esôfago, através de abertura denominada cárdia; na parte inferior, antropilórica, situa-se a abertura de comunicação do estômago com o duodeno, a qual recebe o nome de pilórico. (SOBOTTA, 1995, volume 1, p, 352, 353;GRAY, 1988, p, 91, 285,).

2.2 Aspectos Fisiopatológicos:


Úlcera estomacal: ocorre quando uma simples gastrite que e a inflamação da mucosa gástrica não e bem curada, caso não seja curada esta irritação juntamente com o ácido clorídrico lesa as células do estômago, a partir desta lesão gera uma ulceração que se da o nome de úlcera péptica, não tem uma região mais favorável do estômago para o inicio da lesão, mas caso as pessoas tenha maus hábitos alimentares pode ser considerada uma pessoa predisponente para uma úlcera (GUAYTON &HALL, 1997, p, 368, 702, 764; ROBBINS, 1986, p, 535).


Imagem retirada na página da google utilizando palavra chave

Úlcera pepidica “imagem de tamanho médio”


    1. Aspectos Bioquímicos:

Radiologia do esôfago, estômago e duodeno no qual demonstra a presença de hérnia hiatal por deslizamento com refluxo gastroesofágico e demonstra também lesões degenerativas das colunas dorsal e lombar.

Hemograma completo; normal

Hemácias; 5,14 tera/l

Hemoglobina; 14,3 g/dl

Hematócrito; 41,2%

Vcm; 83,9 fl

Hcm; 29,1 pg

Chcm; 39,7%

Rdw; 12,9%

Plaquetas; 232.000/l

Leucositos totais; 5.900

Glicose; 82 mg/dl

Toxoplasmose; não reagente

Uréia; 40mg/dl

Creatina; 0,9mg/dl

Albumina; 3,8g/dl

Hepatite-B e C; soro não reagente

Anti-HIV I e HIV II; soro não reagente

Vdrl; soro não reagente

Tgo; 25 u/l

Tgp; 30 u/l

Fezes; ausência de parasitas

Eas; normal

Endoscopia;

Exame; histopatologico

Material; biópsia gástrica

Microscopia;

Local da biópsia; antro/corpo

Grau de inflamação; leve

Atrofia; ausente

Helicobacter pylori; não encrontramos

Hiperplasia foveolar; presente

Edema; presente

Fibrose; ausente

Vascularidade; ectasia e congestão

Material necrótico; ausente
Conclusão: pangastrite crônica leve.


    1. Aspectos Farmacológicos:

Nos últimos anos após a descoberta da base infecciosa de muitas, se não da maioria das úlceras pépticas, o tratamento modificou-se profundamente.Os relatos iniciais são de que quase todos os pacientes podem ser tratados de modo muito eficaz pela adoção de duas medidas: (1) uso de antibióticos como a tetraciclina, juntamente com outros medicamentos para matar as bactérias, (2) administração de um medicamento supressor da produção de ácido particularmente a ranitidina, droga anti-histaminica que bloqueia o efeito da histamina sobre os receptores das glândulas gástricas, assim reduzindo em 70% a 80% a secreção de ácido gástrico.

2.5. Aspectos Biogenéticos:
Não tem nenhuma referencia bibliográfica pronunciando os aspectos hereditários.

2.6. Aspectos Microbiológicos:


Helicobacter pylori: em períodos esta bactéria não tinha uma grande importância nos casos de úlceras gastroduodenal mas foi descoberto que ela tem a capacidade de necrosar células que revestem a mucosa do estômago com a liberação de sua toxina não deixando assim acontecer a cicatrização da úlcera, enquanto esta bactéria estiver presente no estômago pode agravar uma simples gastrite para uma úlcera gástrica (GUAYTON & HALL, 1997, p, 764).


Imagem retirada na página da google utilizando palavra chave

Helicobacter pylori “tamanho da imagem média”

2.7. Aspectos psico-sociais:

Paciente apresenta uma grande dificuldade de socialização, devido seu comportamento preocupado, em gerar lucros, já que é tão inseguro com sua situação financeira,caráter forte e sério,gosta de ficar sozinho,anti-comunicação.

2.8. Aspectos Epidemiológicos:

Nos casos de úlceras pépticas tem uma prevalência maior nos homens do que nas mulheres que de 6% para 2% como pode ver na tabela 1.


Tabela 2. Prevalência de úlceras entre mulheres e homens

Sexo

Freqüência relativa

Masculino

6%

Feminino

2%

-

 (Frel)=8%

As úlceras ocorre com mais freqüências nos homens entre 45 a 54 anos e nas mulheres após a menopausa.


2.9. Aspectos Legais:

Segundo a Ética e Bioética em Enfermagem. O enfermeiro tem a responsabilidade total sobre o paciente, cabe ao enfermeiro prestar socorro necessário e livre de danos decorrentes aos pacientes que estiverem em sua responsabilidade e supervisionar todos os auxiliares e técnicos para que este socorro prestado não seja de forma corrupta pode-se provar estas palavras acima pronunciando o capitulo III do no artigo 16 do livro de Ética e Bioética em enfermagem que diz.

É das responsabilidades do enfermeiro Art. 16. Assegurar ao cliente uma Assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência (FONTINELE, 2000, p, 19).

Além do enfermeiro ter que prestar um atendimento de excelência. Deve prescrever medicamentos pré-estabelecidos pelo ministério da saúde, como no caso de pessoas hipertensas que já passa a ser um caso de saúde pública, interfere em outro direito do enfermeiro, que segundo a lei 7498, de 25 julho de 1986 no Art. 8ª que diz as atribuições do enfermeiro. Entre elas esta a prescrição de medicamento dos programas do ministério da saúde. O artigo 8ª diz o seguinte ao enfermeiro incube como integrante da equipe de saúde prescrever medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde (GOVERNO FEDERAL, 1986, [s. p.]).





  1. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM X PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM

Tabela 3. Diagnóstico de enfermagem X prescrição de enfermagem



3. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

4. PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM













*Dor relacionada ao efeito da secreção ácida gástrica no tecido com dano.

*Nutrição alterada relacionada às mudanças na dieta.

*Déficit de conhecimento sobre a prevenção dos sintomas e tratamento das condições (BRUNNER & SUDDARTH, 2002, p, 831, 832).


*Evitar alimentos e bebidas que contém cafeína e café descafeinado.

*Encorajar o paciente a alimentar-se de forma regular e espaçada em uma atmosfera tranqüila.

*Encorajar o paciente a mostrar seus medos abertamente

*Estar sempre disponível para os pacientes/clientes.

*Interagir com o paciente de maneira tranqüila.

*Encorajar a família do paciente a participar do cuidado e a fornecer apoio emocional quando necessário (BRUNNER & SUDDARTH, 2002, p, 827).






  1. EVOLUÇÃO

Os resultados esperados de úlceras gástricas visa, estar livre das dores entre as refeições, experimentar menos ansiedade evitando o estresse, aderir ao esquema terapêutico: evitar comidas e bebidas irritantes, fazer as refeições nas horas certas, tomar as medicações prescristas. (BRUNNER & SUDDARTH, 2002, p, 834).


  1. PROGNÓSTICO

A úlcera gástrica possui um prognostico ruim, porém, mantendo os cuidados necessários e sem interrupção do mesmo tem grandes possibilidades de melhora (BRUNNER & SUDDARTH, 2002, p, 829).


6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRUNNER E SUDDART. Tratado de enfermagem médico-cirurgica. Nova edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

FONTINELE, J. KLINGER. Ética e bioética em enfermagem. Edição 200. Goiânia: AB, 2000.

GOVERNO FEDERAL. Lei de criação dos conselhos, decreto de regulamento da profissão. [s.ed]. Brasília: [s. edi], 1987.

GRAY, Henry. Anatomia. 29 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.

GUYTON & HALL. Tratado de fisiologia médica. Nova edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

HORTA, A. Wanda. Processo de enfermagem. [s.ed].São Paulo: E.P.U, 1979



, 1995.

TRABULSI. Microbiologia. 2ª edição. Rio de Janeiro – São Paulo: CO-Editora, 1991.









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