Estudo da divergência de raízes entre caninos e incisivos laterais para preparo ortodôntico pré-cirúrgico



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Estudo da divergência de raízes entre caninos e incisivos laterais para preparo ortodôntico pré-cirúrgico1
Study of the divergence of root between canines and incisors for surgical orthodontic preparation
Marcelo Rodrigues da Silveira*
Resumo

O objetivo do presente estudo foi o de dar subsídios para um protocolo pré-cirúrgico de pacientes indicados a osteotomia de segmentação de maxila especialmente em região entre as raízes dos incisivos laterais e os caninos superiores, considerando a distância dessas estruturas e eventualmente o ângulo formado por elas. Uma amostra de trinta radiografias panorâmicas foi utilizada para determinar a freqüência de casos favoráveis à osteotomia com distância superior a 3 mm entre as raízes dos dentes de ambas as hemiarcadas. Esta distância medida na porção média das raízes dos dentes foi determinada pela prática em 3 mm, no mínimo, em função de que a broca usada mede 1,5 mm de diâmetro e após seu corte usa-se o cinzel para a osteotomia. Os resultados mostraram apenas 3 casos dos 28 com espaço inferior ou próximo a 3 mm dos incisivos laterais e de caninos superiores, cujo ângulo era superior a 23,8º. Nos sessenta casos estudados, as médias das distâncias encontradas foram de 3,17 mm com intervalo de confiança a 95%, entre 2,79mm e 3,56mm; para os ângulos, a média foi de 19,6º e o intervalo de confiança entre 17,3º e 21,9º. Pelos resultados obtidos, pode-se propor que o ângulo de 23,8º de divergência entre as raízes dos incisivos laterais e os caninos superiores mostra grande possibilidade de se conseguir uma osteotomia segura e eficiente mesmo que os espaços sejam pouco menor que 3 mm.

Palavras-chave: Osteotomia. Maxila. Cirurgia bucal.

1. INTRODUÇÃO
A cirurgia segmentada anterior da maxila é uma opção de tratamento para pacientes padrão II com discrepância óssea, quando se deseja o reposicionamento da pré-maxila. Nessa técnica cirúrgica, deve-se considerar o posicionamento das raízes dos incisivos laterais e caninos, raízes adjacentes à osteotomia, objetivando realizar uma manobra ortodôntica para angular as raízes dos incisivos e caninos fazendo uma divergência do sentido dos seus ápices radiculares (BAEK & KIM, 2005). Esta técnica vastamente indicada em vários casos e, por esse motivo, é de suma importância para a realização de uma manobra ortodôntica eficiente tornando as raízes de caninos e laterais divergentes entre si, com ganho de espaço entre as mesmas que no futuro será de primordial importância para realização de uma osteotomia segura.

A falta de um espaço ideal entre incisivos laterais e caninos superiores no preparo ortodôntico pré-cirúrgico poderá complicar o ato cirúrgico, pois as conseqüências de uma osteotomia muito próxima das raízes podem além da perda óssea, podem causar lesão do ligamento periodontal, recessão gengival, e perda de dentes. Não há um protocolo padrão de angulação para esta divergência das raízes dos laterais e caninos, mesmo porque em várias técnicas há uma variação da angulação do canino (HOPPENREIJS; FREIHOFER; STOELINGA et al., 1997).

Segundo ARAÚJO et al. (2000), com o fator crescimento eliminado, a correção das discrepâncias ósseas com aparatos ortodônticos se torna praticamente impossível. A Cirurgia Ortognática aparece como uma disciplina que vem a restabelecer junto ao Ortodontista a harmonia dento-facial. O tratamento ortodôntico-cirúrgico é uma rotina nos consultórios ortodônticos. Existe, portanto, necessidade do conhecimento de ambas as disciplinas para se obter sucesso no tratamento. Como todo tratamento ortodôntico, o diagnóstico e o plano de tratamento são fundamentais.

Para SANT´ANA & JANSON (2003), o planejamento é a parte mais importante do tratamento e deve ser estabelecido antes de qualquer procedimento se a discrepância esquelética apresentada pelo paciente for tratada cirurgicamente (tratamento orto-cirúrgico) ou compensações dentárias realizadas para suavizar as desarmonias faciais (tratamento ortodôntico). A osteotomia multissegmentar da maxila é indicada com bastante segurança nos casos que necessitam de correção das discrepâncias transversa e antero-posterior ou súpero-inferior, podendo resolver em um só procedimento as alterações nos três planos do espaço.

O objetivo deste estudo foi avaliar a região entre os dentes incisivos laterais e caninos superiores para que identifique se existe espaço suficiente entre esses dentes, de forma que a osteotomia para seccionar a maxila em casos com indicação de cirurgias de segmentação da maxila não atinja as raízes com a broca.
4. MATERIAL E MÉTODOS
4.1 Material

Foram utilizadas neste estudo 30 radiografias panorâmicas, sendo que as imagens eram avaliadas do lado direito e esquerdo formando assim uma casuística de 60 casos, selecionadas do arquivo de pacientes do Cirurgião Bucomaxilofacial Prof. Fernando Davanzo. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro de Pesquisas Odontológicas -São Leopoldo Mandic sob Número- 05 / 375, registrado em 19/09/2005.

As radiografias foram posicionadas sobre um negatoscópio de mesa, e analisadas por um único observador, com o auxílio de uma lupa de aumento 4X e blindagem adicional nas margens das radiografias, Para a mensuração das distâncias e ângulos foram utilizadas lâminas para transparência (Basf Fantastic Print), transferidor de 360º (Acrimet), régua milimetrada metálica (Stainless), marcador para retroprojetor permanente ponta fina 1 mm (Pilot), paquímetro digital, tesoura ponta fina, fita adesiva e luvas.

Os traçados foram feitos nos dentes caninos e incisivos laterais superiores, do lado direito e esquerdo, das 30 radiografias panorâmicas. Foi traçada uma linha que se prolongava da metade do comprimento da raiz do incisivo lateral e paralela ao alinhamento da base das órbitas, até tocar a raiz do canino (Figura 1). Na intersecção desta linha com o formato anatômico das raízes do lateral e canino forma-se um polígono triangular com ápice voltado para baixo. O ângulo formado pelas raízes radiculares é o ângulo de divergência que foi medido por meio do transferidor (Figura 3), e a linha que secciona estas duas linhas, é a base do polígono que fornece o espaço requerido que foi mensurado com auxílio do paquímetro digital (Figura 2).

A distancia entre as raízes dos dentes analisados foi determinada pela mensuração do comprimento em milímetros, da linha que se prolonga da metade do comprimento da raiz do lateral até tocar a forma anatômica da raiz do canino e paralela à base das órbitas.

FIGURA 1 - Traçado na transparência para medidas

FIGURA 2 - Medidas do espaço entre as raízes com o paquímetro digital



FIGURA 3 - Medidas dos ângulos formados entre as raízes dos dentes com o transferidor


Para a análise estatística foram usadas tabelas e gráficos (Boxplot), com avaliações da média, mediana, desvio padrão e intervalo de confiança obtido das médias dos ângulos de divergência e espaço obtidos nas radiografias panorâmicas.

O gráfico Boxplot é uma técnica estatística que mostra graficamente algumas medidas-resumo de conjunto de dados, tais como: mediana, valor mínimo, valor máximo, bem como eventuais valores extremos chamados de outliers, e representado por um asterisco (*).

Os gráficos do tipo Boxplot usados neste trabalho mostram as medidas-resumo, além da indicação do intervalo de confiança de 95% para a média da angulação e também para a distância entre os dentes. O intervalo de confiança de 95% contém o verdadeiro parâmetro populacional que está sendo estimado.

5. RESULTADOS
As tabelas 1 e 2 e gráfico 1 mostram o quadro geral das medidas obtidas nas 30 radiografias panorâmicas. A tabela 3 e os gráficos 2 e 3 mostram as comparações entre os espaços e os ângulos obtidos nas 60 leituras com média, desvio padrão e intervalo de confiança. A tabela 4 e o gráfico 4 mostram as comparações entre média, desvio padrão e intervalo de confiança nos resultados das médias do espaço entre as raízes, separando por medidas acima de 3 mm e igual ou menos a 3 mm. A tabela 5 mostra as comparações entre os ângulos obtidos.

TABELA 1 - Medidas dos ângulos entre as raízes dos dentes incisivos laterais e os caninos superiores obtidos nas panorâmicas .




Paciente

Direito

Esquerdo

Ângulo

(grau)

Ângulo

(grau)

1

3*

8*

2

27

23*

3

27

17

4

22

18

5

16

18*

6

22

40

7

20

20

8

16*

29*

9

0*

22

10

16*

12*

11

18*

17*

12

19*

40

13

10*

11*

14

8*

19*

15

12*

9

* = Medidas <= 3 mm






Paciente

Direito

Esquerdo

Ângulo

(grau)

Ângulo (grau)

16

23

20

17

16*

20

18

12*

36

19

31

22

20

15*

21

21

18

27

22

31

29

23

21

40

24

18

15*

25

10

11

26

13*

30*

27

11*

18

28

9*

12*

29

24

27

30

32*

25

* = Medidas <= 3 mm

TABELA 2 - Distribuição de freqüências de acordo com o espaço formado pelos dentes

Espaço

N

%

3,0 mm

28

46,7

>3,0 mm

32

53,3

GRÁFICO 1 - Representação gráfica do espaçamento entre os dentes





53,3% 46,7%

TABELA 3 - Medidas das angulações e distâncias formadas entre as raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores e o respectivo espaçamento, com o intervalo de confiança (I.C) de 95% obtido para as médias de angulação e espaçamento






N

Média

d.p.

Mínimo

Mediana

Máximo

IC 95%

Espaço (mm)

60

3,17

1,49

0,5

3,05

7,20

[2,79; 3,56]

Ângulo (graus)

60

19,6

8,7

0

18,5

40

[17,3; 21,9]

A mediana está representada por uma linha vertical que fica dentro da caixa retangular. Os valores dentro da caixa representam 50% dos dados e os valores mínimo e máximo são aqueles que correspondem ao extremo esquerdo e direito respectivamente das linhas verticais que saem das caixas.



2,8

3,2

3,6

3,0

GRÁFICO 2 - Boxplot e intervalo de confiança (I.C) a 95% do espaço formado entre os dentes nas sessenta panorâmicas estudadas




17,3

19,6

21,9

18,5

GRÁFICO 3 - Boxplot e intervalo de confiança de 95% (I.C) do ângulo entre raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores, nas sessenta panorâmicas estudadas

TABELA 4 - Medidas dos espaços formados entre as raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores, de acordo com o espaço observado e o intervalo de confiança de 95% calculado, na amostra estudada





N

Média

d.p.

Mínimo

Mediana

Máximo

IC 95%

Espaço (espaço3,0 mm)

28

2,01

0,87

0,00

2,27

3,00

[1,67; 2,35]

Espaço (espaço>3,0 mm)

32

4,19

1,12

3,01

3,82

7,20

[3,79; 4,60]



2

2,3

1,7

2,3

3,8

4,2

4,6

3,8

GRÁFICO 4 - Boxplot e os intervalos de confiança a 95% dos espaços entre dentes incisivos laterais e caninos superiores ≤3 mm

Tabela 5: Medidas das angulações formadas entre as raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores, de acordo com o espaço observado e o intervalo de confiança (I.C), na amostra estudada.





N

média

d.p.

mínimo

mediana

máximo

I.C

Ângulo (°) (espaço  3,0 mm)

28

14,8

7,4

0

14

32

12,6-17

Ângulo (°) (espaço > 3,0 mm)

32

23,8

7,6

10

22

40

21-27




21

23,8

27

22

GRÁFICO 5: Gráfico boxplot e intervalo de confiança (I.C) de 95% para a média do ângulo entre raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores, espaço maior que 3 mm na amostra estudada.
6. DISCUSSÃO
Avaliar a região dos dentes incisivos laterais e caninos superiores para que a osteotomia de seccionamento da maxila em casos com indicação de cirurgias de segmentação da maxila é importante. Para a cirurgia há necessidade de que estejam divergentes as raízes destes dentes, pois a broca utilizada, Carbide Burs PM N. 701, ocupa um espaço de aproximadamente 1,5mm entre os dentes e o ponto crítico onde esta broca pode chegar será na altura da metade do comprimento da raiz do lateral onde se cessa a osteotomia com instrumento rotatório e faz-se a clivagem com cinzel do remanescente ósseo.

Como a fratura com cinzel deverá promover um rompimento do remanescente ósseo em duas partes proporcionais é importante que na região onde se deva realizar a fratura o espaço deva ser superior a 3mm, pois um espaço menor poderá aumentar a possibilidade de uma fratura desproporcional podendo levar o traço de fratura para a direção do ligamento periodontal.

Na TAB. 1 e GRÁF. 1 as sessenta medidas foram analisadas individualmente, e separadas em dois grupos: aquelas com espaço 3,0 mm e as demais com espaço >3,0 mm. Um total de 28 medidas (46,7%) apresentava espaçamento 3,0 mm e as demais 32 medidas (53,3%) apresentavam espaçamento >3,0 mm, mostrando que as medidas acima de 3 mm somam uma pequena maioria.

A TAB. 3 e os GRÁF. 2 e 3 mostram o resumo das medidas do espaço e das angulações através entre as raízes dos incisivos laterais e dos caninos das sessenta avaliações. A média do ângulo formado foi de 19,6°, variando desde zero até 40 graus. A média do espaço foi de 3,17 mm, variando de 0,5mm até 7,2 mm. Nota-se que na soma de todas as medidas de distância e angulares, não se importando se o espaço era favorável ou não, a média foi acima dos 16° e o espaço acima do considerado ideal, com isso a média mascara a grande variação de valores tanto de espaço quanto de angulação podendo desta forma causar uma falsa impressão de segurança entre angulação , espaço e técnica cirúrgica.

Analisando ainda a TAB. 1 nota-se que as distâncias acima de 3 mm, que são espaços considerados favoráveis à Cirurgia Ortognática, em apenas dois casos, um do lado direito e outro do lado esquerdo, tiveram medidas angulares abaixo de 16°, que está fora do intervalo entre a média observada diminuída do respectivo desvio padrão (Tabela 5 e Gráfico 5). Pode-se ressaltar que os ângulos acima de 23,8°,média entre as medidas médias angulares demonstram uma tendência de se relacionar com espaços superiores a 3 mm dos dois lados das panorâmicas tornando os casos mais favoráveis a osteotomia segmentada da maxila. Onde os casos apresentavam distância igual a 3 mm ou um pouco menor (acima de 2,5 mm), encontramos os pacientes 2 e 26 no lado esquerdo onde se apresentou um espaçamento de 3 mm com angulações de 23° e 30º respectivamente; um caso duvidoso seria o paciente 8 do lado esquerdo com comprimento angular grande (29°) e distância curta de 2,38 mm;  com isso mostrando uma disparidade de valores sendo necessário padronizar uma angulação próxima da ideal e se ater a variação do comprimento da raiz do incisivo lateral no preparo da divergência das raízes podendo chegar ao mínimo de injúrias durante o trans-operatório.

A TAB. 5 e Gráfico 5 apresentam resumidamente as medidas do ângulo formado entre as raízes dos dentes incisivos laterais e caninos superiores, em cada um dos grupos definidos acima: espaçamento 3,0 mm e espaçamento >3,0 mm. Como o espaçamento observado entre os dentes está relacionado com a angulação, já era de se esperar que a média da angulação do grupo de casos em que o espaço 3,0 mm (média 14,8º, variando de zero até 32°) fosse bem menor do que a média no grupo de dentes cujo espaço >3,0 mm (média 23,8°, variando desde 10º até 40°).

O mais importante é observar que a cirurgia com osteotomia Le Fort I e segmentação da maxila quando indicada pode ser de grande importância para uma conclusão ideal de um tratamento ortodôntico, como concordam os autores (CAPELOZZA FILHO et al. 1990, MANGANELLO & CABEZAS .1996, SANT´ANA & JANSON. 2003). E por este motivo foi mostrado na TAB. 5 que é possível ter uma maior possibilidade de não promover lesões nas raízes adjacentes à osteotomia com o intervalo de confiança calculado para a média da angulação, no grupo em que o espaçamento foi maior do que 3,0 mm: [21,1°; 26,6°]. Ou seja, como o intervalo de confiança indica o intervalo de valores ao redor da média que, com 95% de confiança contém o verdadeiro parâmetro populacional que está sendo estimado, então se pode considerar esse intervalo como sendo o ideal em termos de angulação. Lembramos ainda que se houver variação significativa no comprimento da raiz do incisivo lateral, principalmente quando ela for muito curta, para um corte seguro, de forma a não atingir as raízes dos dentes existe a necessidade de se pesquisar novos parâmetros.

Na busca de valores para uma consolidação da metodologia de preparo ortodôntico de pacientes que serão operados com a técnica de segmentação da maxila encontra-se uma faixa de segurança que pode ser considerada confiável, que é a média da angulação de 23,8°, nos casos onde o espaço for igual ou superior a 3 mm.

Com isso espera-se que novas pesquisas e mais casuísticas possam contribuir para se conseguir valores mais precisos e uma metodologia mais científica e menos empírica quando se trata  em avaliar o espaço mínimo para a osteotomia de segmentação da maxila.


7. CONCLUSÕES
Os resultados obtidos neste trabalho permitiram concluir que:


  1. na amostra estudada, se estabeleceu uma pequena maioria de 53,3% dos casos onde foi encontrado um espaço maior que 3 mm entre as raízes dos dentes incisivos laterais e os caninos superiores que seriam suficientes para a osteotomia de segmentação da maxila.

  2. na análise dos casos com distâncias superiores a 3 mm, o ângulo medido teve como média o valor de 23,8°;

  3. nos 60 casos estudados a média das distâncias encontradas foi de 3,17 mm, para os ângulos a média foi de 19,6°;

  4. pelos dados acima citados, e pela casuística estudada foi observado que o ângulo de 23,8° de divergência entre as raízes dos incisivos laterais e dos caninos superiores demonstra correlação muito próximo ao valor de 3 mm que é um espaço próximo do ideal para uma osteotomia segura de segmentação da maxila.


ABSTRACT


The objective of the present study was it of giving subsidies for a pré-surgical protocol of suitable patients her osteotomies of maxilla segmentation especially in area between the roots of the lateral incisors and the superior canine teeth, considering the distance of those structures and eventually the angle formed by them. A sample of thirty panoramic x-rays was used to determine the frequency of favorable cases to osteotomies her with upper distance to 3 mm among the roots of the teeth of both them hemiarches. This measured distance in the medium portion of the roots of the teeth was determined by the practice in 3 mm, at least, in function that the used drill measures 1,5mm diameter mm and after his/her cut the chisel is used for osteotomies her. The results showed only 3 cases of the 28 with space low or close to 3 mm of the lateral incisors and of upper canine teeth, whose angle was to 23,8°. in the sixty studied cases, the averages of the found distances were of 3,17 mm with trust interval to 95%, between 2,79mm and 3,56mm; for the angles, the average was of 19,6th and the trust interval between 17,3° and 21,9°. For the obtained results, it can intend that the angle of 23,8° of divergence between the roots of the lateral incisors and the upper canine teeth great possibility to get an osteotomies holds and efficient same that the spaces are little smaller than 3 mm.

Word-key: Osteotomies. maxilla. Buccal surgery.




REFERÊNCIAS




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  2. Araujo AM, Araujo MM, Araujo A. Cirurgia ortognática-solução ou complicação? Um guia para o tratamento ortodôntico-cirúrgico. Rev Dental Press Ortod Ortoped Fac 2000 set-out; 5(5): 105-22.

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  4. Bengi AO, Gürton AO, Okcu KM et al. Premaxillary distraction osteogenesis with an individual tooth-borne appliance. Angle Orthod 2004 June; 74(3): 420-31.

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  7. Manganello LC, Cabezas NT. Preparo geral do paciente para cirurgia ortognática. In: Cirurgia ortognática e ortodontia. São Paulo: Santos; 1988. p. 16-19.

  8. Rosenbach G, Schott K, Capelli Júnior J et al. Combined surgical-orthodontic treatment of anterior open bite-case report. Ortodon Gaúch 1999 jan-jun; 3(1): 53-9.

  9. Sant´Ana E, Janson M. Ortodontia e cirurgia ortognática: do planejamento à finalização. Rev Dental Press Ortodon Ortop Facial 2003 maio-jun; 8(3): 119-29.

  10. Swinnen K, Politis C, Willems G et al. Skeletal and dento-alveolar stability after surgical-orthodontic treatment of anterior open bite: a retrospective study. Eur J Orthod 2001 Oct; 23(5): 547-57.

  11. Ursi WJS, Almeida RR, Tavano O et al. Assessment of mesiodital axial inclination through panoramic radiography. J Clin Orthod 1990 Mar; 24(3): 166-73.


1 Parte da dissertação de Mestrado apresentada ao Centro de Pós-Graduação/CPO São Leopoldo Mandic para obtenção do título de Mestre em Odontologia

* Cirurgião-Dentista (completar)






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