Esterilização Feminina



Baixar 188.2 Kb.
Página1/4
Encontro11.04.2018
Tamanho188.2 Kb.
  1   2   3   4





Esterilização Feminina







A esterilização feminina é um método anticoncepcional permanente para mulheres que não desejam ter mais filhos. O método requer um procedimento cirúrgico, simples e seguro. A esterilização feminina é também conhecida como laqueadura tubária, ligadura tubária, ligadura de trompas e anticoncepção cirúrgica voluntária.



Índice do Capítulo:


Pág.
A.Características




  1. Tipos

3

  1. Mecanismo de Ação

  2. Eficácia

4

4

  1. Desempenho Clínico

4

  1. Efeitos Secundários

5

  1. Riscos e Benefícios



5



  1. Modo de Uso







  1. Critérios Médicos de Elegibilidade

7

  1. Momentos Apropriados para Iniciar o Uso

12

  1. Procedimentos para Iniciar o Uso do Método

12

  1. Acompanhamento




19
  1. Manejo das Intercorrências ou Complicações





  1. Como Tratar os Problemas

19






  1. Perguntas e Respostas


19






  1. Critérios médicos de elegibilidade da OMS para Uso de Anticoncepcionais Orais Combinados de Baixa Dosagem


22












  1. Características


    1. Tipos

Quanto aos tipos de oclusão tubária:

      • Salpingectomia parcial: é o tipo mais comum de esterilização feminina e inclui diferentes técnicas; a mais amplamente utilizada é a de Pomeroy.

      • Anéis: são colocados em volta de uma pequena alça de trompa com um aplicador especial. O mais utilizado é o anel de silicone, também chamado anel de Yoon.

      • Eletrocoagulação (fulguração): utiliza corrente elétrica para queimar uma pequena porção das trompas. A eletrocoagulação bipolar é a mais utilizada; a unipolar é raramente usada devido ao elevado risco de lesão de órgãos pélvicos ou abdominais não devendo, portanto, ser estimulada. 

      • Grampos: essa técnica causa menor lesão nas trompas. Os tipos mais utilizados são os grampos de Filshie e de Hulka-Clemens.

Quanto às diferentes vias de acesso:

      • Minilaparotomia: procedimento realizado através de uma pequena incisão cirúrgica abdominal.   

      • Laparoscopia: procedimento realizado através de pequena incisão cirúrgica no abdômen, através da qual se insere o laparoscópio, que é um instrumento fino e longo, contendo lentes, que permite a visualização dos órgãos abdominais e localização das trompas.

      • Vaginal: procedimento realizado através de incisão no fundo de saco posterior da vagina (colpoceliotomia posterior).

Quanto ao momento da realização:

      • Pós-parto (pode ser feita no pós-parto imediato)*

      • Pós-aborto *

      • Esterilização durante a cesariana:* realizada no final de uma cesariana

      • Fora do ciclo grávido-puerperal

* Consulte: Legislação Federal para Esterilização Voluntária


    1. Mecanismo de Ação

A obstrução mecânica das trompas impede que os espermatozóides migrem ao encontro do óvulo, impedindo a fertilização do mesmo.  Não tem nenhum efeito sobre a função hormonal da mulher e não altera o seu ciclo menstrual.

    1. Eficácia

Muito eficaz e permanente: No primeiro ano após o procedimento, a taxa de gravidez é de 0,5 para 100 mulheres (1 em cada 200 mulheres). 

A taxa acumulada de gravidez em  dez anos, segundo um estudo recente da OMS, é de 1,8 para 100 mulheres (1 em cada 55 mulheres). 

A eficácia depende, em parte, de como as trompas foram bloqueadas, mas a taxa de gravidez é sempre baixa.

Veja a tabela que compara a taxa de eficácia dos Métodos Anticoncepcionais (na página 29).



    1. Desempenho Clínico

Embora a maioria das mulheres fiquem satisfeitas com a decisão de esterilização, algumas mudam de opinião posteriormente e se arrependem. As taxas de arrependimento variam bastante, de 2 a 13%, dependendo da idade e das circunstâncias nas quais o procedimento foi realizado.  Estudo realizado no Serviço de Esterilidade Conjugal da UNICAMP durante o período de janeiro de 1988 a junho de 1990, durante o qual foram matriculadas 1.262 mulheres, descreveu porcentagem de 12,4% de pedidos de reversão de laqueadura.

As taxas de arrependimento são maiores entre mulheres cujas trompas foram ligadas antes dos 30 anos de idade, solteiras ou em união conjugal recente, sem filhos do sexo masculino (para algumas culturas), quando o parceiro não apóia a decisão, com história de morte de um filho após o procedimento, com acesso limitado a outros métodos anticoncepcionais ou quando o procedimento é realizado durante ou logo após o parto. 



    1. Efeitos Secundários

      • Freqüentemente causa dor nos primeiros dias, mas esta desaparece depois do primeiro ou segundo dia;

      • o procedimento para reverter a ligadura é difícil, caro e não é realizado em muitos lugares.  Menos de 30% das mulheres que desejam reversão da ligadura são elegíveis. Além disso, em cerca de metade dos casos nas quais a reversão é realizada,  o procedimento é bem sucedido. Finalmente, o risco de gravidez ectópica após a reversão é 10 vezes maior do que entre mulheres que nunca foram esterilizadas. As mulheres que ainda pensam em ter filhos devem escolher outro método.

        Importante: Não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo HIV/AIDS. 

    2. Riscos e Benefícios

      • Riscos

        • São complicações raras da cirurgia: infecção e sangramento no local da incisão, infecção ou sangramento intra-abdominal, lesão de órgãos pélvicos ou abdominais;

        • Riscos anestésicos: reação alérgica, recuperação demorada, efeitos colaterais;

        • Muito raramente, risco de morte devido a uma dose excessiva de anestésico ou outra complicação;

        • A gravidez ocorre raramente, mas quando ocorre, a chance de ser uma gravidez ectópica varia entre um quinto a três quartos, dependendo da técnica utilizada e da idade da mulher. Entretanto, a taxa de gravidez ectópica é menor do que em uma mulher sexualmente ativa que não usa métodos anticoncepcionais.

 

Risco de gravidez ectópica: O risco varia de acordo com a idade e o tipo de oclusão, mas é menor do que em mulheres que não usam métodos anticoncepcionais.

Taxa anual de gravidez ectópica (por 100 mulheres)




Esterilizadas












    1. Todas as técnicas

      Salpingectomia pós-parto

      Sem método

      Todas mulheres

      0,7

      0,15

      7,5

      Mulheres < 34 anos

      1,2

      0,1

      7,5 - 12

      Mulheres > 34 anos

      0,45

      0,2

      3,16 - 6,3



Fonte: Peterson 1997; Sivin 1991; MMWR 1995

    • Benefícios

      • É muito eficaz;

      • É permanente;

      • Não interfere nas relações sexuais;

      • Não interfere no prazer sexual;

      • Não tem efeitos sobre o leite materno;

      • Não apresenta efeitos colaterais a longo prazo ou riscos à saúde; 

      • Protege a mulher contra  o câncer de ovário;

      • Pode reduzir o risco de doença inflamatória pélvica;

      • Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS;

      • É necessário o aconselhamento adequado para diminuir o risco de arrependimento.

 Mulheres laqueadas têm risco 30% menor de desenvolverem câncer de ovário:



Fonte: Miracle-McMahill et al. 1997.



  1   2   3   4


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal