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sempre obrigados a tocar em portos intermediários para reabas-

tecimento de água e de alimentos frescos e para reparos a con-

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440 CILBWTo FPx= SOB~05 E MucAmBos - 2.0 Tomo 441



seqüências de pequenos acidentes acontecidos durante a primeira

metade da viagem.24 E sucedia que Pernambuco, a Bahia e o

Rio de janeiro se apresentavam como portos intermediários con-

venientes pela facilidade de boas provisões. Donde estarem sem-

pre recebendo visitas de navios ingleses que, sob o pretexto de

arribadas, aí demoravam, comerciando com a gente da terra.

De modo que antes da abertura oficial dos portos brasileiros ao

comércio estrangeiro, já o,Brasil acolhia, além de naus da índia

sempre necessitadas de "provisões" ou de "reparos", navios in-

gleses, e as vezes anglo-americanoS, que procuravam os três por-

tos principais da colônia sob o mesmo pretexto.

Assim se manteve, durante longos anos, o contato do Brasil

com as terras proibidas da Europa e do Oriente: principalmente

do Oriente. Mesmo quando Portugal decidiu, nos começos do

século XIX, hostilizar e ir todo comércio europeu com o

Brasil que não fosse o o ou ortodoxo, de Lisboa e do Porto,

continuaram as arribadas de naus estrangeiras ou portuguesas

vindas do Oriente para Lisboa, em portos brasileiros. "[ .... 1 yet

scarcely a ship arrives without making some contraband sales as

the very persons appointed to prevent this are themselves smug-

glers "~25 escreve Lindley referindo-se às arribadas de naus eu-

ropéias.


Para Andrew Grant, em nenhuma parte do mundo, excetuada

a China ou o Japão, criavam-se tantos obstáculos à entrada de

navios estrangeiros como no Brasil. É o que ele registra à página

122 de sua History of Brazil, publicada em Londres em 1809.

A despeito de tais obstáculos tanto no Brasil como no Oriente,

foi considerável o comércio entre os dois através do século XV111

e nos primeiros anos do XIX.

Vinha de longe a irregularidade das arribadas falsas ou como

pretexto ao comércio direto da Brasil com o Oriente e com a

Europa. Comércio-o direto, com o Oriente-que às autoridades

metropolitanas repugnava por motivos principalmente econômi-

cos como por motivos principalmente políticos lhes repugnavam- os

contatos do Brasil-Col^nia com ingleses e franceses não só heré-

ticos em religião como liberais em política. Mas que várias auto-

ridades portuguesas na colônia parecem ter achado de toda con-

veniência tolerar: não só no seu interesse particular como no

geral, da colônia. Os obstaculos eram, em grande parte, se não

"para inglês ver", para inglês superar. E a superação dava-se

pelo ouro que os contrabandistas espalhavam entre autoridades

* funcionários.

Em estudo aparecido em 1922, em Salvador da Bahia, sobre

* "Alfândega da Bahia-Sua História Documentada com a Cópia

de Manuscritos Existentes no Arquivo Público do Estado", vem

transcrito, sobre o assunto, mais de um documento interessante

recolhido de tão opulenta fonte. Um deles a provisão real de 8

de fevereiro de 1711: "Eu El Rey faço saber aos que esta minha

#

Provisão em forma de Ley virem que sendo me presente que na



Bahia de Todos os Santos foram quatro navios de guerra da India

oriental, todos inglezes e também outros ao Rio de janeiro, e

ue os ditos navios dos ditos portos introduziram mercadorias

3a Europa e da Iridia trazendo do Brasil muito ouro e tabaco.

FU servido resolver para evitar tão consideravel darrino que se

orNenasse aos governadores das conquistas não admittissem nos

portos dellas navios alguns ínglezes ou de outra qualquer nação

extrangeira, se não indo encorporados com a frota deste Reyrio

e voltando com elles na forma dos tratados, obrigados de alguma

tempestade ou falta de mantimentos, nos quaes casos assistindo-

-lhes com o necessario os deviam mandar sahir sem lhes per-

mittir cominercio Algum; e porque este não se pode fazer sem

que os governadores o consintam ou tolerem, o que necessita de

prompto e efficaz remédio pelas consequencias que podem re-

sultar da tolerancia ou dissimulação deste negocio e pedir a boa

igualdade da justiça se evite tão grande darrino e se castiguem

os que de algum modo concorrem para semelhante negocio com

os extrangeiros, hei por bem e mando que as pessoas que com

elles conimerciarem ou consentirem que se cominercei, ou sa-

bendo-o, o não impedirem, sendo Governador de qual uer das

minhas con istas Ultramarinas, encorrerão nas penas E paga-

X

rem tres do ros para minha Fazenda os ordenados que receber



ou tiver recebido pela tal oecupação de Governador e que perca

os bens da Coroa que tiver e seja inhabil para requerer outros,

ou para oecupar qualquer ou governos para o futuro. .." E do

mesmo ano é outra carta transcrita no me~mo estudo-de 27 de

janeiro-mandando prender o capitão que despachasse o navio

para um porto e fosse descarregar noutro.26

Aliás, é abundante, com relação à Bahia, a documentação pu-

blicada, e não apenas manuscrita, sobre o assunto. 0 volume XX

dos Anais do Arquivo Público e Inspetoria dos Movimentos do

Estado da Bahia~27 é do que se ocupa: do "comércio da Bahia

Colonial coin a África e a índia", principiando elo "comércio

lo

clandestino". Pé material de arquivo ai reun o vê-se quais



as principais mercadorias da Ásia e da África importadas pela

Bahia durante o século XVIII e registradas na grafia arre-

vesada e às vezes confusa da época: buzio, bafetas, cadiá

balagate, surrate, cassas, coromandeis, chiatas surrates, guizaia-

tes, chitas de Damão, cobertores ordinários, cravo, canella, chá,

xales, botins, dometins, gosciz, garraz, gangas, incenso, lençóis

ordinarios, louça de Chinchen, linhas surrate, linhas patavaz,

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4U CILBERTo FREYRE SOBRADOS E MucAmBos - 2.' Tomo 443



linhas de Dui, murins, pericaes, panos de Cafre, pimenta, sedas,

xarões, leques, zuarte.211 E ainda: panos azul, amarelo, serafiàa

branca, serafina azul, brim, chapos de cairel amarello, pentes,

fitas retas de lã, meias, linhas de oeiras, botões de latão, cha-

pos Xé cairel. branco, botões de estanho, fitas.29 E do mapa de

carSa do que trouxe em 1759 "no porato, curvas e mais agaza-

lha os a Nau por Invocação Santo Antonio e justiça", vinda de

Coa e, ao que parece, típica ou representativa das naus que

faziam então comércio regular entre a Bahia e a índia, constam:

. saccos de pimenta, barris de pimenta, fardos de fazenda, caixões,

caixetas e caixinhas, amarrados de louça, fardos de canella, pipas

de vinha Acquim, arcas e bahus de roupa, bucetas, peças de

seda soltas, frasqueiros de louça, barris de incenso, bizalhos, en-

voltorios, papeleiraS".30

Em 1771 a nau Nossa Senhora de Ajuda trazia da China "louça,'

vidros e outros effeitos. . .", segundo carta de Martinho Nobre

ao Conde de Povolide sobre as providências tomadas com relação

ao encalhe da referida nau "nas Salinas junto a Benguela- e os

reparos que teve de sofrer na Bahia, on e foram descarregados

louça e vidros. E a propósito de ataques franceses ao comércio

português com Goa, informa um ofício de 30 de maio de 1801

ao Governador da Bahia, do comandante da fragata portuguesa

Andorinha, cuja missão era proteger os navios que faziam o

comercio entre o Brasil e a índia sob a bandeira de Portugal,

que sofrera, num encontro com a fragata francesa La Chifone,

perdas de homens e de peças. Vinham então da índia, para o

Brasil, além de outros artigos, "louças, fazendas, pimenta, canela,

tapeçarias e pedras preciosas como esmeraldas e rubis". Outras

especiarias "Vinham acondicionadas em frasyeiros, vasos, gar-

rafas e em objetos de cerâmica fina, alem 2a louça da China

comprada a preço de rolos de tabaCO".31

Outros documentos do século XVIII e do XIX-como várias

das instruções relativas a arribadas que constam da correspon-

dência da Corte com os vice-reis do Brasil, guardada em ms. no

Arquivo Naciona 132 -indicam que foram numerosos os contatos

regulares e irregulares da Bahia e outras partes do Brasil com o

Oriente, quase sempre sob o doce retexto de arribadas de naus

da índia ou estrangeiras em portos Vasileiros. Arribadas, as naus

abasteciam os colonos de artigos do Oriente, pelos is a popu-

lação-principalmente a senhoril-das cidades e enaenhos

mais opulentos do litoral conservou o gosto, mesmo depois de

inundados os mercados brasileiros de artigos ingleses e franceses.

Donde ter sido lenta, nos meios mais orientalizados da colônia

transformada em Reino e depois, em império, a vitória da car-

ruagem inglesa sobre o palanquim, da fazenda inglesa ou fran-

cesa sobre o pano da Ásia, da porcelana européia sobre a oriental,

do verniz sobre a pintura de móveis.

Particularmente expressiva, com relação as arribadas, é a "Por-

#

taria para o Provedor-mor tirar Devassa dos Descaminhos da Fa-



zenda da India", datada da Bahia, 24 de maio de 1675 e que se

encontra nos Documentos da Biblioteca Nacional, à página 166

do volume VIII da série Documentos Históricos (Portarias e Car-

tas dos Governadores-Gerais, 1670-1678, Rio de Janeiro, 1929) a

propósito de nau da índia comandada or um Dinis- "[ .... 1 tendo

eu notícia de que na casa de uma Sas pessoas que vieram na

mesma nau se vendiam algumas coisas da índia", diz a carta,

deixando-nos ver como se fazia o comércio do Brasil com o Oriente

a despeito de "todo este cuidado e prevenção". Vários casos de

naus da índia arribadas a Bahia são referidos no volume VIII

e no VII da referida série de Documentos.

Os anúncios de jornal revelam, desde os primeiros dias em

ue começou a haver imprensa no Brasil ate o terceiro decênio

o século XIX, como persistiu na população, resistindo ao im-

pacto da produção industrial europeia, o gosto pelos artigos orien-

tais a cujo uso ou gozo o brasileiro se afeiçoara durante longo

peTiodo de sua experiência colonial; e que correspondiam melhor

que os europeus-produtos de uma civilização individualista, ra-

cionalista, secularista-ao seu sistema de vida e aos seus estilos

de cultura impregnados, como os do Oriente, de familismo, de

patriarcalismo e de religionismo ou misticismo. Os conteúdos ou

as substancias eram, por certo, diferentes e até antagônicos; mas

as formas dos dois sistemas de vida-o oriental e o brasileiro-se-

melhantes. Donde terem persistido, do modo por que persistiram,

as afinidades entre as duas áreas.

Os primeiros números da Gazeta do Rio de Janeiro e da Idade

trOuro do Brazil trazem, entre os anúncios de novidades euro-

péias, notícias de artigos de fabrico, procedência ou feitio orien-

tal, ainda correntes no Brasil: palanquim, fazenda, porcelana, chá e

até diamante. A 11 de abril de 1809, Cláudio José Pereira da Silva

anunciava na Gazeta do Rio de Janeiro ter perdido "hum arme]

com hum diamante brilhante da India".

Mas não era só o artigo de luxo que vinha do Oriente: também

o ordinário. A 11 de fevereiro a mesma Gazeta anunciava ter

fugido da casa do seu senhor "hum preto or nome João [ .... ]

magro, bem feito [ .... 1 com calças riscaSas de azul e branco

e camiza de algodão da India". E na Idade d'Ouro do Brazil

aparecia a 20 de dezembro de 1822, para trocar por escravos,

:huma partida de coral fino". Também se importava do Oriente

louça ordinaria". A 13 de abril de 1817, a Gazeta do Rio de

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444 GELBERTo FREYR.E SOBRADOS E SIUCAMBOS - 2.' Tomo 445



Janeiro çublicava entre seus "Avisos": "Na rua da Alfandega ri,0

5 se ac ão à venda por attacado e miudo todos os generos e

fazendas da China, como sejão. canella e chás Aljofar, Perola,

Hisson, Uxim Congo, Sequim, Tonkay e Suchon, toda a quali-

dade de gangás, charões, sedas e tonquins, tanto em pessas como

em chales, mantas, etc. No armazem da mesma casa se vendem

varejados todos os chás novos do navio Maria 1, pelos preços

actuaes e louga ordinaría e em porcelana, para mesa e chá tam-

bem do mesmo navio".

Chá do Oriente não faltava aos requintados da Corte de Dom

João. Na Rua da Candeláría n.o 18 vendia-se em 1815, segundo

anúncio na Gazeta, "o melhor chá de todas as qualidades vindo

proximamente de Macao no navio Maria I para vender por grosso

e a varejo. . ." Mas tinha rival esse importador de chá do Oriente

pois em casa defronte à sua vendia-se chá Uxim e Sequim, tam-

bém "chegado proximamente da China", segundo anúncio de 16

de agosto de 1815 na mesma Gazeta. À Bahia e a Pernambuco

chegou igualmente, ainda nos dias coloniais, o requinte do uso

do chá Jo Oriente como bebida de gozo e não apenas sob a

forma de remédio. A Capitania de Pernambuco, no ano remoto

de 1806, já importava para seus fidalgos ou ricos de sobrado

como o Brigadeiro José Roberto Pereira da Silva-sogro do dicio-

narista Morais-o Desembargador e juiz Conservador das Matas,

Joaquim Vaz Salgado, o Físico-Mor Estanislau Pereira Lisboa e

Antônio Marques da Costa Soares, serviços de louça de chá, ao

mesmo tempo que garrafas de cerveja.33

Em 1830 o chá que chegava ao Brasil, do Oriente, era o aljôfar,

o perola, o hisson, o uxim, o sequim. E do preto, o sonchong,

segundo anuncio de 17 de julho daquele ano no Diário Fluminense.

Não nos esqueçamos de que em 1839 o chá era ainda mono

pólio dos çhineses que, segundo Carlos Augusto Taunay, não entre

gavam ao comércio estrangeiro senão "as qualidades inferiores,

reservando a infinitamente mais exjuisita da colheita dos botões

tenros e folhinhas ara o 1os seus Imperadores e Man

"34

darins... Tr pctado para o Brasil, em 1828, os produtos



dêsse chá trans lantado foram ezpostos a venda; mas desacre-

Seiro de verniz", resultado de circunstância ex-

ditou-os "hum c

tranha à cultura e preparação".35 Donde a preferência pelo chá

vindo do Oriente que se não era exatamente o dos Imperadores

e Mandarins trazia alguma coisa de sabor e de perfume nobres.

Não só o chá da China: também o da índia "muito superior", de

ue fala um anúncio no Diário do Rio de janeiro de 18 de abril

3e 1822.

OXróprio rapé Macoubá aparece nos anúncios da época pres-

tigía (o pelo fato de ser o usado ---principalmentena Asia onde

o preferem a oü`tro rape não só pela excellencia de ser o unico

#

que se conserva no clima quente e humido sem a minima cor-



rupção mas sim com tanta melhoração quanto mais antigo [ .... 1

mas tambem pelo beneficio que retirão do seu uzo porque

fazendo purgar muito o orgão do olfacto sem offendel-o, dizem

que diminue a acrimonia dos humores da cabeça, anima, des-

perta, vivifica os sentidos, produzindo deste modo os mais uteis

effeitos". 0 uso do rapé Macoubá pelos povos da Ásia vem invo-

cado, como prova da superioridade do mesmo rape em climas

semelhantes ao brasileiro e entre gente mais sábia, em assunto

de paladar e de perfume, do que a européia, em anuncio da

Gazeta de 27 de outubro de 1813.

São ainda do tempo do Brasil-Reino e do colonial anúncios

de jornal que indicam ter continuado durante todo esse período,

e a despeito da invasão do mercado por novidades européias, a

preferência por artigos orientais da parte dos brasileiros mais con-

servadores. Por finas esteiras da índia, que faziam as vezes de

cortinas e de vidro, ras casas, por exemplo; e não apenas pelas

simples esteiras de Angola importadas principalmente para uso

das famílias que tinham menino em idade de engatinhar e tam-

bém ara leito e mortalha de negros que não se acomodassem

às reges dos índios. Por louça ou porcelana azul, dourada, pin-

tada e de cor que ainda aparece em anúncios do ano de 1821

a -preços muito commodos'.

Nessa época, parece que o armazem do Rio de janeiro que se

especializava na importação de artigos finos do Oriente "por

conta propria- era o da Travessa da Alfândega n." 5, onde tam-

bém se vendiam "chás superiores de todas as qualidades" e "sedas,

ton umi e becas para Ministros. . ."36 já independente o Brasil,

ainJa apareciam nos jornais anuncios, como o que se encontra

no Diário de Pernambuco de 29 de julho de 1842, de "uma beca

rica e nova de setim de macau bordada de veludo lavrado com

o seu competente chapeu da mesma fazenda, para algum ma-

gistrado. . . '37 e na Praça da Constituição havia em 1825 para

vender, segundo anúncio no Diário do Rio de Janeiro de 21 de

janeiro, "becas para Dezembargadores, ricamente bordadas na

China".

Eram os principais magistrados brasileiros, e não apenas os



ministros, que se revestiam então, para o exercício de suas fun-

ções, de becas "ricamente bordadas", vindas do Oriente. Se o

hábito faz sempre o monge, a justiça por eles administrada ou

distribuída era antes a patriarcal que a estatal nas suas inspi-

rações; a que considerava antes a família que o indivíduo ou o

Estado. E a julgar pelas leis-então dominantes mim país pa-

triarcal como o Brasil-a favor da propriedade de homens por

#

COLLEGIO S. JÇ



NA ESTRADA DA VICI

(0 ANTIGO PALACETE DE CERQUEIRA

Direcior o Dr. Francisco P. de Almei(

0 director avisa aos senhores pais de ramilias, e mais pessoas intei

3 de fevereiro abreni-se as aulas de primeiras letras, ialini francez, irigh

Sendo por demais conhecidos os oplimos cominodos, e muitos ai r

e~ ta casa riaia um estabelecimento de eduraí ' ao, o aprazivel do sitio, e

retirada, n it a-se apenas o dirvetor rectilivar o que já tantas vezes teín

pará sacrificios e desvelos para elevar seu collegio aquelle gr4o de perf

arn instiludo desle genero.

0 direclor aproveila esta oceasião para de piMico, mais uma vez

seus amigo,; e al[feiçoados, flue tem recommendado o seu eslabelecimen

seus iliustrados professores os cuidados e zelos; tão amplamente prodigp

que lhes foram confiados. Certo como está o director na continuaçao de

eia--e a reconimendar seu collegio aos pais de familias, rogando-ffics e

ressadas, que se dignem visila-lo para o que estão sempre franqueadas

0 director sompre solicito em promover a educa~ão de seus aluinn,

mandando contratar na Europa, conseguir um habil Professor de exerirl

Sr. Fredriche Zundler, exercicio- estes que tanto servem pai, eD

a o de,


dos alum1105, Luruando-os mais fortes e robustos, e assim poder reali,;,,

maxima


Afenssana incorporesano.

.ks aulas de sriencias alirir-se-hão no 1 - de marco.

Wlaierias de canino.

PrimelrSelW. inRIez.

Arillininelica, nIgebra e geométria.

IR)letorica poetica e analyse dos classicos.

Philosiaphia ricional e moral.

usic 1!hia. histnria o chironologla.

dansa, desenho, tachygraphia. contabilidade com mércial

1 cin eGmentar de his,(miria. natural- arruir~

51(11chiades Anionio Ril)vin,

Dainia( o Joao Chai es, e Salustiano da silva cljile,l-o.

Dr. Firmino pacifico Duirte Gameleira.

OI.N mpio Fiuza Muniz Barrelo.

Joao da Veiga Murici.

Pr. Pedro Antonio de Oliveira ]Rolelho.

Dr. Antonio Franco da Costa Meirelles.

lzidro José de Mattos, professor do lyceu.

Dr. Vicenle Ferreira de Magalhães, profesor da faruldado de med

Dr. Francisco Bodrigues da Silva, idem, idem.

Dr Alexandre José de Queiroz, idem, idein.

Dr. Francisco Rodrigues Nunes.

Padre mestre lvo José Ferreira.

Julio Marquelon.

Fredriche Zundler.

CAlindições de entrada.

Pelo annO leclivo em tres pagamentos adiantados :

N Poicionislas pagarão-

)s meios pencionistas.

Os externos pagarão mensalmente, em quarleis adianladoç'

Primeiras letras,

Latim.


Outra qualquer aula.

Osaluirinos pagarao em separado todas aquellas materias que nao

para as academias do imperio.

0 collegio dará o necessario para as aulas como globos, mappas d

ele., devendo os pais dar os livros para os differ(,ntc,; estudos.

#

Em caso de molestias os pais, correspondentes ou tulores serão i



sados, podendo o alurrino ser tratado no collegio ; para o que ha uma s:

dos oVirobibida a entrada no collogio a pessoa que soffrer de molestia

dispensaveis qu

0 rec.or da,-~'t uina relação dos objeclos in .0 deve

ta, pedindo desdejá que as camas sejara de feiro e pelo modello das (Tu

gio ; todos os mais objectos do uso individual devem ter igualmente um

reune a maior economia, maior accio e inularidade.

OXorcionista que pagar na occasião da cidrada a quantia de

ao liso Ia cama, colchões, travesseiros, bacias, lavalorios, etc., durante

legio.


'es

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No fim do anno lectivo havera exames Wiblicos, nara osauacs s(

dos os interessados pelo resultado dos trabal os.

Informação no escriptorio do Sr. D. ---Matheus.

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AM6NCIOS DE jOnNAIS BRASILEIROS DO MEADO E DO FIM DA ERA IMPERIAL

TClativos a estilos do ç-oiivivèti(:ia ainda triarcal e a bipa em algu-

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mas das ent-to principais ~ ic,ts do País

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448 GILBERTO FREYRE SOBRADOS E MucAmBos - 2.1 Tomo 449



homens, da subordinação quase absoluta das mulheres aos ma

ridos e dos filhos aos pais, de defesa da Religião como valor

político e familial e não apenas individual ou pessO"al, os magis-

trados brasileiros da primeira metade do século XIX, revestidos




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