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-ximo meio século, cabendo a Gilberto Freyre falar pela sociologia

mundial.

Ainda em 1956, foi um dos quatro conferencistas principais convo-

cados para a Reunião Mundial de Sociólogos, em Amsterdã. Os outros

três foram os profs. Leopold von Wiese (da Universidade de KÓln,

Alemanha), Morrís Ginsberg (da Universidade de Londres), Georges

Davy (da Sorbonne). No mesmo ano, escreveu art,*gos sobre assuntos

antropológicos e sociológicos para The Encyclopaedia Americana e

proferiu em inglês conferência sobre a civilização tropical do Brasil,

no famoso Third Plrogramme, da BBC de Londres.

Em 1957, outra láurea veio.distinguir sua obra: recebeu nos Estados

Unidos o Prêmio Anisfield-Wolf para o melhor trabalho mundial sobre

"relaçÓes entre raças", conferido à 2.a edição inglesa de Casa-Grande

& Senzala, The Masters and the Slaves, traduzido por Samuel Putnam.

Na mesma década de 50 realizou-se no Castelo de Cerísy, na Fran-

ça, todo um seminário em torno das idéias, métodos e expressão líte-

rária de Gilberto Freyre, presentes alguns dos mais notáveis professores

da Sorbonne, como Gouhier, de Filosofia, Gurvitch, de Sociologia,

Bourdon, de Literatura, Bastide, também de Sociologia e Antropologia,

além de outros mestres europeus. Era a primeira vez que de modo tão

XV

#



excepcional se distinguia um autor contemporâneo não-europeu, os

antes assim como que glorificados tendo sido Heidegger e Toynbee.

De 1961 a 1964 têm sido tantos os convites de instituiçÓes de cul-

tura estrangeiras recebidos por Gilberto Freyre, que lhe tem sido difí-

cil atendê-los. Durante estes anos, tem ido com freqüência à Europa

em virtude desses convites: à França, para contatos de ordem cultural

com o Quai d'Orsay, com a famosa Escola Nacional de Administração,

que o convidou a proferir ali conferências, e com os diretores da

revista Diogène, de cuja Comissão de Direção faz parte; à República

Federal Alemã, a convite do Conclave de Magníficos Reitores das uni-

versidades alemãs, fazendo conferência na Universidade de Heidelberg;

à Bélgica; à Itália; a Portugal, onde proferiu conferências na Univer-

sidade de Lisboa e na de Coimbra e na Escola Naval; e aos Estados

Unidos, primeiro, para a reunião de pensadores e cientistas sociais

promovida pela Corning Glass, sobre problemas de automação, tempo,

lazer, etc., da qual participou juntamente com Julian Huxley, Ray-

mond Aron, John Dos Passos, Salvador de Madariaga; depois para

um seminário em Santa Bárbara, sobre esses e outros problemas mo-

dernos, promovido pelo "Fund of the Republic"; e, finalmente, a con-

vite da Universidade de Princeton, onde proferiu a conferência "On

the Iberian Concept of Time% posteriormente publicada em The Ame-

rican Scholar com grande repercussão.

Em 1963, a editora Alfred Knopf, de Nova Iorque, lançou a edição

em língua inglesa, de Sobrados e Mucambos, com o título de Mansions

and Shanties, que foi por algum tempo o livro de literatura de não-

-ficção mais vendido em Washington e noutras cidades daquele país,

tendo alguns críticos destacado o que consideram "o extraordinário

valor literário do livro, pelas suas qualidades de expressão, perceptí-

veis mesmo através de tradução", e um deles comparou o escritor

brasileiro a Walt Whitman e outro a "um Proust mais vigoroso que

o francês". Em 1964 Knopf lançou The Masters and the Slaves em

edição de bolso nos Estados Unidos e Canadá, tal o interesse do

público nas idéias e nos livros,do , escritor brasileiro. Em 1960 apa-

receu em Lisboa, o Brasis, Brasil, Brasília, publicado em 1968, revisto,

no Brasil, em que se inclui um dos seus trabalhos sobre pluralismo

étnico e cultural apresentados ao conclave de 1957 do Instituto Inter-

nacional de CivilizaçÓes Diferentes (Bélgica).

Foi convidado a proferir conferências nas Universidades de Cant-

bridge e Sussex (Inglaterra) e Nigéria, na África, sendo-lhe, em 1962 e

1963, oferecidas cátedras nas Universidades de Harvard e Colúmbia,

que recusou por não desejar ausentar-se do Brasil por períodos dema-

siadamente longos.

XV1

#

São vários livros seus já traduzidos para as línguas inglesa, francesa,



espanhola, japonesa, italiana, alemã, sueca, norueguesa, iugoslava. A

edição francesa de C.-G. & S., Maitres et Esclaves- (trad. do prof.

Roger Bastide e pref. de Lucien Fèbvre), conta já com oito ediçÓes.

Gallimard apresentou-a como "livro da categoria de Guerra e Paz,

de TolstóV.

Note-se ainda que em 1947 a Comissão de Educação e Cultura da

Câmara dos Deputados - Comissão de que fazia parte então o es-

critor Jorge Amado - aclamou Gilberto Freyre seu candidato ao

Prêmio Nobel de Literatura. Seu nome para o, mesmo Prêmio tem

sido apresentado por outros escritores nacionais e estrangeiros, entre

os quais Manuel Bandeira e R. Magalhães Júnior. Já está proposto

para o Instituto de França e para o doutorado pela Sorbonne. Embora

afastado de academias, vem sendo eleito membro honorário ou perpé-

tuo de várias delas, e de institutos tradicionais e de importância mun-

dial, como a Sociedade Americana de Filosofia, de Filadélfia (fun-

dada por Benjamin Franklin), a Academia Portuguesa de História

(fundada no séc. XVIII), a Academia de História do Equador (fun-

dada no séc. XVIII), a Sociedade Americana de Sociologia, a Asso-

ciação Americana de Antropólogos, a Academia Francesa de Ciências

(Ultramar), a Academia Mundial de Ciências e Artes, o Instituto His-

tórico e Geográfico Brasileiro, etc.

Em 1962, recebeu, em solenidade realizada segundo ritos tradicio-

nais, na sete vezes secular Universidade de Coimbra, o grau de Doutor

Máximo. Essa consagração que o torna membro perpétuo do Colégio

de Doutores foi precedida de um curso de conferências professa-

do durante semanas. Deve-se notar que as ciências especiais propostas

por G.F. para o estudo sistemático de desenvolvimentos humanos, es-

pecialmente os ibéricos, em áreas tropicais - Tropicologia, Hispano-

tropicologia, Lusotropicologia - começaram a consolidar-se, já haven-

do uma Divisão de Antropologia Tropical nó Instituto de Ciências do

Homem da Univ. do Recife, uma cátedra de Antropologia Tropical no

Instituto de Altos Estudos Ultramarinos de Lisboa e um plano me-

todológico do Professor de Metodologia do Liceu Normal de Lisboa

para sistematizar o ensino da História ministrado aos futuros pro-

fessores do ensino secundário de Portugal, segundo orientação gilber-

tiana, isto é, eurotropical. Ao seu doutoramento pelas Universidades

de Cólúmbia - com a presença da Rainha-Mãe da Grã-Bretanha - e

Coimbra, se seguiram doutoramentos. pela Sorbonne e pelas úniver-

sidades de Sussex (Inglaterra) e Münster (Alemanha), nesta com a pre-

sença de novç Magníficos Reitores de Universidades alemãs, e pelas

Universidades Federal do Rio de Janeiro e Federal de Pernambuco.

XV11


#

Vive o escritor em velha casa, em Santo Antônio de Apipucos, às

margens históricas do Capibaribe, entre azulejos e jacarandás de sua

predileção, em companhia da esposa, D. Magdalena Guedes Pereira

de Mello Freyre. Sua filha Sônia é agora Senhora Antônio Pimentel

Filho. Seu filho Fernando, agora Diretor do Instituto Joaquim Nabuco

de Pesquisas Sociais, casado com Cristina Suassuna, reside em casa

vizinha à de Gilberto. Viveu também com ele seu pai, o Dr. Alfredo

Freyre, antigo professor de Economia Política da Faculdade de Di-

reito do Recife, falecido em agosto de 1961. Possui uma biblioteca de

perto de 20.000 volumes, com ediçÓes raras e manuscritos e também

uma relíquia de São Francisco Xavier, santo espanhol cuja obra no

Oriente muito admira. De Apipucos vai sempre à Europa e aos Es-

tados Unidos, a convite de,instituiçÓes estrangeiras de cultura.

Quando deputado, Gilberto Freyre apresentou o projeto que, apro-

vado, criou o Instituto Joaquim Nabqco de Pesquisas Sociais, com

sede em Recife, destinado a pesquisar as condiçÓes de vida do lavrador

e do trabalhador do Norte agrário do país. Também organizou, a

pedido do Ministério da Educação e Cultura, o Centro de Pesquisas

Educacionais e Sociais para a região Nordeste do Brasil.

De 1926 a 1930 foi secretário particular do então Governador de

Pernambuco e antigo Vice-Presidente da República, Estácio Coimbra,

a quem em 1930 acompanhou ao exílio na Europa. Nesse período,

recusou ser candidato a deputado. Tem recusado outros cargos *de

caráter político.

Gilberto Freyre dirigiu por dois anos o jornal A Província, de

Recife.'Dirigiu depois, por poucos meses, o tradicional Diário de Per-

nambuco, do qual é, desde adolescente, colaborador. Escreveu longos

anos em 0 Cruzeiro e nos Diários Associados. Tem colaborado nas

revistas The American Scholar, Foreign Affair e Atlantic Monthly

(EUA), The Listenér e Progress (Londres), Diogène (Paris), Kon-

tinent (Viena), Cahiers d'Histoiré Mondiale (Paris), Revista de Historia

de America (México), Kiklos (Suíça). Em,1926 organizou o primeiro

Congresso Regionalista que se realizou nas Américas e que foi uma

das expressÓes do Movimento Regionalista, por ele conduzido e cuja

filosofia, traçada no Manifesto Regionalista, foi objeto de discussão no

Congresso Americano de Filosofia reunido em New Haven em 1943.

Em 1934 organizou o 1.0 Cç)ngresso Afro-Brasileiro de Estudos, que

fez que *Roqueite-Pinto o consagrasse "jovem mestre de nova Escola

do Recife".

Gilberto Freyre foi.durante anos Perito em Belas-Artes da Diretoria

do PatrimÔnio Histórico e Artístico Nacional e Consultor do Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística. Continua a recusar cargos de

importância nacional e internacional - Ministérios, Embaixadas -

XV111

#

para melhor dedicar-se à atividade de escritor, como em 1964, quando



convidado pelo então Presidente Castelo Branco para Ministro da

Educação e Cultura e para Embaixador do Brasil em Paris junto à

UNESCO.

Em 1961 foi distinguido com o Prêmio de Excelência Literária, da



Academia Paulista de Letras; em 1962, com o Prêmio Machado de

Assis (conjunto de Obra) da Academia Brasileira de Letras; em 1964,

pelo Prêmio Moinho Santista, de---CiênciasSociais em geral", conside-

rado, no gênero, o mais importante da América Latina. Em 1967 foi

laureado com o Prêmio Aspen, do Instituto Aspen, nos Estados Uni-

dos, consagrado a "indivíduos notáveis por contribuiçÓes excepcional-

mente valiosas para a cultura humana nos setores humanísticos" e de

evidente "genialidade criadora-, em 1969 foi-lhe concedido o Prêmio

Internacional de Literatura La Madonnina, na Itália, por ter "descrito

com incomparável agudeza literária os problemas sociais, conferindo-

lhes calor humano e otimismo, bondade e sabedoria numa obra de ful-

guraçÓes geniais".

Atualmente integra o Conselho Federal de Cultura, a pedido do

Presidente Garrastazu Médici e do Ministro Jarbas Passarinho, que

consideram sua presença no mesmo Conselho "um imperativo da cul-

tura brasileira-. Por decisão do Presidente Médici, foi reconduzido ao

Conselho Diretor do Instituto Joaquim Nabuco, Conselho do qual é

Presidente.

Em 1971 a Universidade Federal do Rio de Janeiro conferiu-lhe o

título de Doutor Honoris Causa em Filosofia. Ainda nesse ano foi

agraciado com o título de Sir - "Cavaleiro Comandante do Império

Britânico" - pela Rainha Elizabeth 11.

Em 1972 e 1973 foi homenageado pelas Universidades Federais de

Pernambuco e da Paraffia com os títulos de Doutor Honoris Causa

em Ciências Jurídicas e Sociais e Professor Honorário, respectivamen-

te. Também em 1973 recebeu o Troféu Novo Mundo, de São Paulo,

por "obras notáveis em Sociologia e História" e o Troféu Diários

Associados, por "maior distinção atual em Artes Plásticas". Em 1974

foi distinguido pelo México com a sua consagradora Medalha José

Vasconcelos, conferida noutros anos a Salvador de Madariaga e a Jorge

Luís Borges.

Eis em linhas gerais os traços biográficos de Gilberto Freyre, que,

como "intelectual independente", se considera principalmente "escri-

tor com treino sisternaticarnente sociológico e antropológico", e "não

professor dessa ou daquela especialidade, com compromissos com

qualquer instituição". E que prefere o título de escritor a qualquer

outro.

XIX


#

0 eminente educador Anísio Teixeira deixou um depoimento de-

finitivo:

"TENHAMOS A AGRADÁVEL CORAGEM DE RECONHECER

EM GILBERTO FREYRE A GRANDEZA QUE 0 FUTURO

LHE IRÁ RECONHECER, EM SEU RETARDADO PROCESSO

DE CANONIZAÇÃO. E 0 AJUDEMOS A SER AINDA

MAIOR, AQUI MESMO, ENTRE NóS E NO NOSSO TEMPO,

COM A NOSSA QUENTE E VIVA ADMIRAÇÃO."

NOTA DA EDITORA

À 5 ~ EDIÇÃO

PUBLICADA a primeira edição em 1939, Sobrados e Mucambos, refun-

dido e revisto na 29 edição, é obra monumental, agora reeditada em

convênio com o Instituto Nacional do Livro, dirigido pelo acadêmico

Herberto Sales. É um grande serviço à cultura brasileira colocar de

novo ao alcance de novas geraçÓes de estudiosos esta preciosa inter-

pretação da "Decadência do patriarcado rural e desenvolvimento

do urbano".

0 livro tem crescido em extensão e em profundidade, pois seu

eminente autor nos dá, com original e continuada pesquisa, um

exemplo de rigor científico, realçado pela beleza artísti , ca do estilo.

0 pensador e o artista completam em Gilberto Freyre uma figura

de plano universal.

E ainda de Anísio Teixeira esta precisa definição: "Gilberto Freyre

pertence à linhagem dos Bergsons e dos Prousts, fazendo o milagre

muito raro de integrar a ciência e a arte".

Rio de Janeiro, março de 1977.

1977 - 400 aniversário do

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO

#

BIBLIOGRAFIA DE & SOBRE GILBERTO FREYRE



* Prêmio 4nisfield-Wolf, EUA,

1957 1


Prêmio de Excelência, Literá-

ria, da Academia Paulista de

Letras, 1961

Prêmio Machado de Assis, da

Academia Brasileira de Letras

(conjunto de obra), 1962 ,

Prêmio Moinho Santísta de

"Ciências Sociais em geral",

1964

* Prêmio Aspen, do Instituto



Aspen, EUA, 1967

* Prêmio Internacional La Ma-

donnina, Itália, 1969

*Troféu Novo Mundo, de São

Paulo, por "obras notáveis em

Sociologia e História% 1973

Troféu Diários Associados, por "maior distinção atual em Artes

Plásticas", 1973

Sir - "Cavaleiro Comandante do Império Britânico% distinção

conferida pela Rainha da Inglaterra, em 1971.

1. LIVROS

1933:CASA-GRANDE & SENZALA (Formação da Família Brasileira

sob o Regime de Economia Patriarcal) - Maia & Schmidt

Ltda., Rio 1933 (ilustrada por Cícero Dias), 2.a e 3.a eds.,

Schmidt editor, Rio 1936, 1938 - 4.a a 11.a (com ilustra-

çÓes de Santa Rosa e Cícero Dias), todas em 2 vols. revistos

pelo A., e publicadas pela Editora José Olympio, em 1943 e

1946, 1950, 1952, 1954, 1958, 1961, 1964 - 12.a ed. (1

vol. sem ils.), Editora Universidade de Brasília, 1963. -

13.a e 14.a ed., 2 vols. (flust. de Santa Rosa e Cícero Dias),

1966, 1969. - 15.a ed., 1966-1970, 2 vols. Recife, Im-

prensa Oficial. Edição popular promovida pela Assembléia

Legislativa de Pernambuco. Pref. de José Antônio Gonsalves

de Melo (vol. 1) e Jordão.Emerenciano (vol. 2). - 16.a

ed., 1973, comemorativa do jubileu de esmeralda da obra. Ils.

de Tomás Santa Rosa e Poty. Desenhos a cores de Cícero

XXI

#

Dias. Com fotografias e fac-símiles. Notas de João Guimarães



Rosa, Gilberto Amado e outros. 1 vol.

Edição em Portugal: Livros do Brasil, Lisboa, 1957.

Tradição espanhola: Casa-Grande y Senzala - Trad. de

Benjamim de Garay, pref. de Ricardo Sáenz Hayes. 1.a ed.,

Ministério da Instrução Pública da República Argentina, Bue-

nos Aires, 1942 - 2.,' ed., Emecd Editores, Buenos Aires,

1943.

Traduqdo inglesa: The Masters and the Slaves (A Study in



the Development of Brazilian Civilization) - Trad. de Samuel

Putnam, editora Alfred A. Knopf, Nova lorque, 1946, Lon-

dres, 1947. - 2.a ed., Knopf, Nova lorque-Londres, 1950.

Premiado nos EUA como "o melhor livro sobre relaçÓes

entre raças". - 3.a ed. (abridged), Knopf, Nova Iorque,

1964 (publicado simultaneamente em Toronto, Canadá, por

Random House of Canada Ltd.) - Edigiio "Paper Back":

Nova Iorque; Londres, 1962. - 3.a ed. (de bolso, revista

pelo Autor), Knopf, Nova Iorque, 1964. - 4.a ed., Secker &

Warburg, Londres, 1972.

Tradução francesa: Maitres et Esclaves - Trad. de Roger

Bastide, pref. de Lucien Fèbvre, Gallimard, Paris, 1953 (oito

ediçÓes até 1964).

Tradução alemã: Herrenhaus und Sklavenhutte; ein Bild

des Brasilianischen Gesselschaft, Kiepenheuer & Witsch, Ber-

lim, 1965.

Tradução italiana: Padroni e Schiavi, Einaudi, Itália, 1966.

1934: GuIA PRÁTICO, HiSTóRICO, E SENTIMENTAL DA CIDADE DO

RECIFE - Ils. de Luís Jardim - Ed. do A., Recife - 2.a

e 3.a eds. revistas, Editora José Olympio, Rio, 1942 e 1961,

com ils. de Luís Jardim. - 4.a ed., revista, atualizada e muito

aumentada, Com ilustraçÓes de Luís Jardim e Rosa Maria e

fotografias, Editora José Olympio, Rio, 1968.

1935: ARTIGOS DE JORNAL - Casa Mozart, Recife, 1935. Incluído

em RETALHOS DE JORNAIS VELHOS.

1936: SOBRADOS E MUCAMBOS (Decadência do Patriarcado Rural

e Desenvolvimento do Urbano) - Comp. Edit. Nacional, São

Paulo - 2.a ed., refundida, 3 vols., ils. de Lula Cardoso

Ayres, M. Bandeira, Carlos Leão e do Autor. Editora José

Olympio, Rio, 1951. - 3.a ed., revista, Editora José Olym-

pio, Rio, 1961. - 4.a ed., 2 vols., Editora José Olympio,

Rio, 1968.

Edi9do norte-americana: The Mansions and the Shanties

(The making of modern Brazil). Trad. de Harriet de Onis,

XXII

I

#



intr. de Frank Tannenbaum, Alfred- A. Knopf, Nova lorque

1963.


Edigio inglesa: The Mansions and the Shanties. Werden

feld &Nicholson, Londres, 1966.

1937: NORDESTE (Aspectos da Influência da Cana sobre a Vida é

Paisagem do Nordeste do Brasil) - Com ils. de M. Bandein

e fotografias. - 2.a e 3.a eds. (revistas), ilustradas por M

Bandeira e Lula Cardoso Ayres, 1951 e 1961. - 4.a ed.

ilustrada por M. Bandeira e Lula Cardoso Ayres, 1967. Todas

Editora José Olympio, Rio.

Tradução'espanhola: Nordeste (Aspectos de Ia ínfluenck

de Ia cafla sobre Ia vida y el paisage del Nordeste del Brasil).

Trad. de Cayetano Romano. Espasa-Calpe, Argentina, Buenos

Aires/México, 1943.

Tradução francesa: Terres de Sucre - Trad. do Prof. Jean

Orechioni, Gallimard, Paris, 1956.

Tradução italiana: Nordeste - L'Uomo e gli Elementi

Tradução de Alberto Pescetto, Rizzoli, Milão, 19701938:CONFERÊNCIAS NA EUROPA - Ministério da Educação e Saú-

de, Rio. Revisto e aumentado passou a constituir 0 Mundo

que o Português Criou1939:AÇúCAR (Algumas Receitas de Doces e Bolos dos Engenhos

do Nordeste) - Ils. de M. Bandeira, Editora José Olympio,

Rio. - 2.a edição, muito aumentada: AÇúCAR (Em Torno

da Etnografia, da História e da Sociologia do Doce no Nor-

deste Canavieiro do Brasil) - Ils. de M. Bandeira, Instituto

do Açúcar e do Âlcool, Rio, 19691939:OLINDA - 2.0 GUIA, PRÁTICO, HISTóRICO E SENTIMENTAL DE

CIDADE BRASILEIRA - fis. de M. Bandeira. Ed. do A., Recife.

- 2.a ed., revista, ils. de Luis Jardim, Editora José Olympio,

Rio, 1944. - 3.a ed., revista, ils. de M. Bandeira, Editora

José Olympio, Rio, 1960. - 4.a ed., revista, atualizada e

muito aumentada. Com ilustraçÓes de M. Bandeira e Rosa

Maria e fotografias, Editora José Olympio, Rio, 19681940:DIÁRIO INTIMO Do ENGENHEIRO VAUTHIER (Prefácio e no-

tas) - Ministério da Educação, Rio, 1940. - Incluído na

2.a ^ed. de Um ENGENHEIRO FRANCÊS No BRASIL1940:Um ENGENHEIRO FRANCÊS No BRASIL - Pref. do Prof.

Paul Arbousse-Bastide. - 2.a ed., em 2 vols. ilustrados,

1960. 1.0 vol.: Um Engenheiro Francês no Brasil. Pref. do

Prof. Paul Arbousse-Bastide (2.a ed., revista e muito au-

mentada). 2.0 vol.: Diário Intimo de Louis Léger Vauthier,

Cartas Brasileiras de Vauthier. Trad. de Vera M. F. de An-

XXIII

#

drade. Pref., intr. e notas de Gilberto Freyre, (2.a ed., rev. e



aumentada). Ambas: Editora José Olympio, Rio.

1940: MEMóRIAS DE UM CAVALCANTI (Introdução às) - Comp.

Editora Nacional, São Paulo, 1940. - Incluído em 0 VELHO

FÉLIX E SUAS "MEMóRIAS DE UM CAVALCANTI".

1940: 0 MUNDO QUE 0 PORTUGUÊS CRIOU (Aspectos das RelaçÓes

Sociais e de Cultura do Brasil com Portugal é as Colonias

Portuguesas) - Pref. de Antônio Sérgio, Editora José

Olympio.


Edição em Portugal: Livros do Brasil, Lisboa, s.d.

1941: REGIÃO E TRADIÇÃO - Pref. de. José Lins do Rego, ils. de

Cícero Dias. Editora José Olympio, Rio, 1941. 2.a ed., Grá-

fica Record EditorajUo, 1968.

1942: INGLESES Pref. de José Lins do Rego, Editora José

Olympio. A sair em AINDA INGLESES No BRASIL.,

1943: PROBLEMAS BRASILEIROS DE ANTROPOLOGIA - Casa do

Estudante do Brasil, Rio. - 2.a ed., rev. e aumentada, 1954,

3.a ed., 1962. Ambas da Editora José Olympio, Rio. - 4.a

ed., Editora José Olympio/INL, 1973. A partir da 2.a ed. com

prefácio do Prof. Gonçalves Fernandes.

1944: PERFIL DE EUCLIDES E OUTROS PERFIS - Desenhos de

Santa Rosa e C. Portinari. Editora José Olympio, Rio.

1944: NA BAHIA, EM 1943 - Comp. Brasileira de Artes Gráficas,

Rio.

1945: SOCIOLOGIA, 1 (Introdução ao Estudo dos Seus Princípios), -



2 vols. - 2.a ed. (rev. e aumentada), 2 vols., 1957. -

3.a ed. (aumentada), 2 vols., 1962. - 4.a ed., 1967. Todas:

Editora José Olympio. - 5.a ed., Editora José Olympio / INL,

1973. Todas com prefdcio de Anisio Teixeira.

1945: BRAZIL: AN INTERPRETATION - Alfred A. Knopf, Nova

Iorque. - 2.a ed., 1947 (Texto expandido em New World

in the Tropics).

1947: Edição brasileira: Interpretação do'Brasil. Trad. e intr. de

Olívio Montenegro. Editora José Olympio, Rio.

Edição italiana: InterPretazione del Brasile. Trad. de Fran-

co Lo Prestí Seminerio.- Fratteli Bocca, Milão,. 1954.

Edição mexicana: InteYpretación del Brasil. Trad. de Teo-

doro Ortiz. Fondo de Cultura Econômica, México, 1945.

Edição portuguesa: Interpretação do Brasil (Aspectos da




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