Espanhol no ccmar: o enfoque ecológico no ensino-aprendizagem de espanhol como língua estrangeira



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


ESPANHOL NO CCMAR: O ENFOQUE ECOLÓGICO NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA


DAMASSENO, Amanda Pinheiro

TUNES, Stefanie da Silva

CÓRDOBA, Alexander Severo (autor/es)

AMARAL, Maria da Graça Carvalho do (orientador)

amanda_damasseno@yahoo.com.br
Evento: Seminário de Extensão

Área do conhecimento: Linguística Aplicada e Línguas Modernas

Palavras-chave: Ecolinguística; Língua Espanhola; Ensino-aprendizagem.
1 INTRODUÇÃO

Este trabalho surge do projeto desenvolvido no CCmar durante o segundo semestre de 2012 e que terá continuidade no segundo semestre de 2013. O projeto denominado Espanhol no CCmar, que ofereceu 40 horas de curso de espanhol língua estrangeira através do enfoque ecológico, vai para seu segundo ano e foi criado pela necessidade de promover cursos de língua estrangeira aos jovens de 14 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social que frequentam o CCmar. Em 2013 pretende oferecer 40 horas de aulas de espanhol com o mesmo enfoque do ano anterior, porém, como nos últimos anos o projeto obteve êxito, neste ele foi incorporado à grade das disciplinas do CCMAR como disciplina obrigatória de sua grade curricular.


2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)

O enfoque ecológico está ligado à teoria da percepção do psicólogo James Gibson (Apud VAN LIER, 2004) que sustenta que o nosso cérebro se ativa mais rapidamente e é capaz de guardar por muito mais tempo aquilo que nos proporciona emoções, que lembra algo que nos foi significativo em nossas vidas. O próprio nome ecologia vem do grego onde oikos significa casa y logia estudo. Nesse caso, o estudo das coisas da casa refere-se ao ambiente e ao entorno sociocultural em que os aprendentes estão envolvidos.

A linguística ecológica traz uma nova concepção através do affordance que consiste em aproveitar as oportunidades que o meio ambiente nos oferece para ativar o nosso cérebro. Logo, o aprendizado se produz em um processo análogo ao da zona de desenvolvimento de Vygostky, onde o ambiente/indivíduo se produz através de relações interpessoais que o indivíduo interioriza, transformando em relações intrapessoais (VYGOTSKY,1978). Dessa forma, a linguagem nesse processo é sim uma produção de objetos de acordo com nossas percepções e emoções.

Para colocar em prática essa teoria e ensinar espanhol criamos quatro perguntas que embasaram o primeiro nível do curso oferecido em 2012 no CCmar: ¿Quién soy yo?¿Con quién vivo yo?¿Dónde vivo yo? ¿Lo que más me gusta?

Para desenvolver a primeira houve uma apresentação seguida de um autorretrato. Na segunda os alunos descreveram familiares através de uma foto e escolheram um para descrever em um texto. Na terceira eles desenharam o seu bairro, nomearam cada aspecto do desenho na língua estrangeira, falaram sobre os problemas do bairro e confeccionaram uma pequena carta em espanhol para o prefeito da cidade. A última pergunta foi baseada no facebook onde os alunos trocaram suas páginas e fizeram um texto apontando em espanhol aquilo que o seu colega mais gostava e após foi feita uma discussão para perceber se aquilo que o companheiro descreveu batia com o que estava na página.
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

O envolvimento dos participantes do projeto foi muito proveitoso a partir das práticas descritas anteriormente, pois permitiu que professores e alunos pudessem se conhecerem e falarem sobre si mesmos. Assim, todos os affordances foram resultantes daquilo que os alunos traziam e construíram o seu conhecimento na língua estrangeira através de vivências anteriores e dentro da aula.

O resultado da primeira pergunta permitiu que o aluno fosse buscar o seu autoconhecimento já que ao se autorretratar ele estava mostrando como ele se sentia, a maneira como se via e refletir sobre o que lhe parecia mais relevantes para mostrar aos companheiros interagindo de maneira intrapessoal e após interpessoal.

No segundo bloco de atividades foi escolhido trabalhar diretamente com os familiares porque permitiu um input mais significativo na língua estrangeira quando os alunos puderam denominar as profissões e caracterizar as pessoas que amavam. Muitos alunos moravam com pessoas que não eram familiares cosanguíneos, logo outras nomenclaturas como padrastos, madrastas foram trabalhados e assim conseguiram associar o vocabulário na língua estrangeira às pessoas da sua casa.

Durante o resultado da terceira pergunta, o trabalho se expandiu do familiar e pessoal para o social, porém a questão mais importante é que ao falar do lugar onde vivem, de suas escolas, sua vizinhança os alunos também exploraram questões de pertencimento, pois ao compartilhar com seus colegas o lugar de onde vem também compartilharam um pouco de si e do seu cotidiano.

No último bloco de atividades baseadas na ecolinguística demos aos alunos a oportunidade de perceberem o que a sua página social mostra. Essa prática possibilitou que os alunos pudessem entender algumas relações sociais, pois, apesar de terem uma percepção sobre si mesmos, também há o olhar do outro.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todos os instrumentos utilizados como as perguntas, o autorretrato, a fotografia da família, o mapa do bairro, o facebook serviram como um “affordance” para aprender espanhol. De acordo com Gibson (Apud VAN LIER, 2004) eles ativaram o cérebro dos estudantes e lhes proporcionou lembrar-se de eventos passados. Isso faz com que os estudantes interiorizem o idioma espanhol de uma forma mais profunda, pois os relacionam com seus sentimentos. Percebemos que o processo de ensino-aprendizagem no enfoque ecológico se torna mais fácil para os estudantes já que eles são os protagonistas do processo e serve ao professor o papel de animá-los a ler seu próprio entorno ambiental e sociocultural.

Em 2013 as aulas terão outras perguntas e outros temas, pois é necessário se adequar a cada grupo, mas terão a mesma base teórica e o mesmo foco no que é significativo para os alunos que estarão envolvidos no processo.

REFERÊNCIAS

VAN LIER,LThe ecology and semiotics of language learning – a sociocultural perspective. LuwerAcademic Publishers. New York. 2004.



VYGOTSKY,L.S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1978.
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