Entrevista – tema: Eletromiografia/Biofeedback Nome: Thaís Miranda Curvelo Soares Formação: Fisioterapeuta Graduada pela ebmsp



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Encontro01.01.2018
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Entrevista – tema: Eletromiografia/Biofeedback

Nome: Thaís Miranda Curvelo Soares

Formação: Fisioterapeuta Graduada pela EBMSP

Mestre em Ciência da Motricidade Humana - UCB – RJ

  1. O que é eletromiografia?

A eletromiografia (EMG) é um recurso tecnológico capaz de captar atividades elétricas dos músculos durante a contração muscular. Ela pode ser realizada de modo invasivo (com agulhas) ou através de eletrodos de superfície. A eletromiografia utilizada através de eletrodos de superfície é a mais indicada para estudos cinesiológicos e, por isso, podendo ser utilizada por nós Fisioterapeutas.

  1. E biofeedback, é o mesmo que eletromiografia?

Não. A eletromiografia é um recurso predominantemente de avaliação e o biofeedback pode ser utilizado para avaliação e tratamento. Todavia, um mesmo aparelho, muitas vezes, possui capacidade para realizar avaliação eletromiográfica e funcionar como biofeedback, utilizando apenas software diferente.

O biofeedback pode ser de vários tipos. O biofeedback Eletromiográfico, ou seja, aquele capaz de captar a atividade elétrica do sistema músculo-esquelético que amplifica o potencial de ação muscular e o converte em informações significativas, usualmente um som ou sinal visual, percebidos através de um notebook, que retroalimenta a resposta muscular, potencializando o aprendizado sensório motor. É um recurso que pode ser utilizado pelo Fisioterapeuta com o intuito de promover uma melhor consciência do movimento favorecendo a reabilitação.



O treinamento geralmente ocorre em sessões semanais, com protocolo individualizado, podendo associar-se a outras terapêuticas (Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Odontologia, Fonoaudiologia, Psicologia, dentre outras), tendo como objetivo minimizar o tempo de recuperação do indivíduo.

  1. A eletromiografia de superfície mede a força do indivíduo?

Não. A eletromiografia só é capaz de medir o potencial de ação muscular. Existe uma relação direta deste com a força; porém, não é o mesmo que mensurar diretamente. Todavia, pode ser acoplado um dinamômetro ao aparelho de coleta e, com isso, também ser feito uma medida de força associada.

  1. De que forma podemos utilizar estes recursos na Fisioterapia?

Três grupos de aplicações são considerados: aqueles envolvendo o tempo de ativação muscular, a relação do sinal força/EMG e o uso do sinal eletromiográfico como sinal de fadiga.

  1. Em sua opinião, qual a principal vantagem desta técnica?

Sua capacidade de mensurar objetivamente a atividade muscular. Através da eletromiografia e/ou biofeedback, o paciente reconhece, sem dúvida, quando e quanto o seu músculo está respondendo ao exercício proposto.

A Integrar Saúde agradece a sua colaboração e esperamos mais novidades.

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