E deu dons aos homens



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LIÇÃO 1

E DEU DONS AOS HOMENS
INTRODUÇÃO

I – OS DONS NA BÍBLIA

II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)

CONCLUSÃO
Os Dons de Deus para os Homens
Por
Elinaldo Renovato de Lima
Os dons espirituais são ferramentas indispensáveis para que os crentes possam desenvolver seu papel, como “sal da terra” e “luz do mundo”(Mt 5.13,14).
No comentário da lição da Escola Dominical para o segundo trimestre de 2014,vamos refletir sobre dois tipos de dons de Deus: os dons espirituais e os dons ministeriais. De um modo geral, podemos dizer que os dons são recursos à disposição da Igreja para que esta exerça sua missão profética, de proclamadora do Evangelho de Cristo, de modo eficaz, contra “os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12), usando a “armadura do salvo”, na guerra espiritual sem tréguas a que todo salvo é submetido. Neste estudo, veremos o que são os dons, seu propósito e sua classificação, e como são postos à disposição dos salvos em Cristo Jesus.


1. A Importância dos Dons

de Deus


As “portas do inferno” estão

cada vez mais agressivas contra

a Igreja de Jesus Cristo. Em seu

aspecto organizacional, a Igreja

materializa-se nas diversas igrejas

ou denominações que adotam

a fé cristã. Se uma igreja não

demonstra ter em seu seio a

operação dos dons espirituais

e dos dons ministeriais em sua

expressão genuína, acaba tornando-

se apenas “uma organização

religiosa sem fi ns econômicos”,

como reza a legislação que trata

da natureza jurídica das organizações

religiosas.

Assim, os dons espirituais

são ferramentas indispensáveis

para que os crentes possam desenvolver

seu papel, como “sal

da terra” e “luz do mundo” (Mt

5.13,14). O falar línguas, a interpretação

de línguas, a profecia, a

sabedoria divina, os dons de curar,

os milagres, o discernimento dos

espíritos e outros dons são indispensáveis

para que a pregação

do Evangelho e a razão de ser

da Igreja seja relevante em um

mundo relativista, secularista e

materialista. Só o poder de Deus

suplanta as “portas do inferno”.

Os dons ministeriais, de pastor,

evangelista, profeta, de mestre ou

doutor, podem e devem ser valorizados,

nas igrejas cristãs. O que

não se deve é aceitar as cavilações

vaidosas dos que entendem que

ser “apóstolo” é ser maior que

“bispo”; e “bispo” é maior que

“pastor” ou presbítero. Os obreiros

precisam entrar na escola da

“bacia e da toalha”, exemplifi cada

por Jesus (Jo 13.4,5). Ninguém é

maior que ninguém, na igreja de

Cristo. Aliás, Jesus disse que “o

primeiro será servo de todos”;

“quem quiser ser grande será

vosso serviçal [diakonos]... “o primeiro

será servo de todos. Porque

o Filho do Homem também não

veio para ser servido, mas para

servir e dar a sua vida em resgate

de muitos” (Mc 10.41-45 – grifo

nosso). Muitos líderes precisam

calçar as sandálias do humilde

Galileu.
2. A multiforme sabedoria

de Deus


Diz Paulo aos efésios: “A mim,

o mínimo de todos os santos, me

foi dada esta graça de anunciar

entre os gentios, por meio do

evangelho, as riquezas incompreensíveis

de Cristo e demonstrar a

todos qual seja a dispensação do

mistério, que, desde os séculos,

esteve oculto em Deus, que tudo

criou; para que, agora, pela igreja,

a multiforme sabedoria de Deus

seja conhecida dos principados

e potestades nos céus” (Ef 3.1-5;

8-10). E ainda: “Mas falamos a

sabedoria de Deus, oculta em

mistério, a qual Deus ordenou

antes dos séculos para nossa

glória” (1Co 2.7).

Essa “multiforme sabedoria de

Deus”, esse “mistério manifestado

pela revelação” e essa “sabedoria

oculta em mistério” não podem

ser conhecidos através de formulações

teológicas. Só podem

ser conhecidos através de manifestações

sobrenaturais da parte

de Deus ou através dos dons de

Deus. Somente com o resgate da

busca pelos “melhores dons” é

que as igrejas poderão sobreviver

num mundo tenebroso, em que as

trevas satânicas a cada dia tomam

conta das estruturas da nação.

3. Despenseiros de Deus

O apóstolo Pedro exorta os

destinatários da sua primeira

carta, quanto à iminente vinda de

Jesus, fazendo solene advertência

do trimestre.

sobre como os cristãos devem

comportar-se, “como bons despenseiros

da multiforme graça

de Deus” (1 Pe 4.10). A Igreja e

principalmente os obreiros devem

ter a consciência de que são

despenseiros de Deus. E deles

exigem-se algumas qualidades

fundamentais.


1. Sobriedade de vigilância

Os dons de Deus devem ser

exercidos com simplicidade e vigilância.

Todos os cristãos devem

ser despenseiros de Deus. Deve

guardar a sobriedade e vigilância,

em oração (1 Pe 4.7). O adversário

anda como leão, buscando

destruir vidas preciosas. O que

administra o rebanho de Deus

deve saber retirar da “despensa”

de Deus o melhor alimento. E

vigiar por suas vidas. É Pedro

quem dá idêntica advertência em

sua primeira carta: “Sede sóbrios,

vigiai, porque o

diabo, vosso adversário,

anda em


derredor, bramando

como leão, buscando a

quem possa tragar” (1 Pe 5.8;

Mt 26.41).

2. Amor cristão

Os dons de Deus devem ser

cultivados em amor. Todo crente

fi el deve ser despenseiro de

Deus; mas o obreiro, pastor,

dirigente, ou líder de uma igreja,

pastoreia ovelhas que não são

suas. Como despenseiro da

graça de Deus, o obreiro deve

demonstrar amor em todas as

ocasiões, no trato com todo o

tipo de ovelha. Em qualquer

situação o despenseiro deve

ter amor. É característica do

verdadeiro discípulo de Jesus (Jo

13.34,35). O obreiro deve buscar

e desenvolver o uso dos dons, de

modo sincero e amoroso.

3. Hospitalidade

Os dons de Deus devem

ser vividos com hospitalidade.

Todo crente deve ter hospitalidade

para com “os outros, sem

murmurações” (1Pe 4.9); “Não

vos esqueçais da hospitalidade,

porque, por ela, alguns, não o

sabendo, hospedaram anjos” (Hb

13.2). Há quem faça acepção de

pessoas, discriminando os mais

humildes ou menos favorecidos

na vida humana. Essa não é atitude

do despenseiro da casa de

Deus. É pecado (Dt 16.19; Tg 2.9).

Esse deve ser sempre atencioso

com todos, ajudando-os em suas

necessidades espirituais emocionais

e físicas, dentro de suas

possibilidades.
4. Fidelidade

Os dons de Deus fazem parte

dos “mistérios de Deus”. Escrevendo

aos coríntios, Paulo ensina

que devemos ser vistos pelos

homens, todos os crentes,

como “ministros de Cristo

e despenseiros

dos mistérios

de Deus” (1Co 4.1). A Bíblia nos

declara que signifi ca esse mistério.

“... aos quais Deus quis fazer

conhecer quais são as riquezas

da glória deste mistério entre

os gentios, que é Cristo em vós,

esperança da glória” (Cl 1.26, 27).

Aí, temos “o mistério” revelado:

“Cristo em vós, esperança da

glória”! Esse mistério foi revelado

“para que, agora, pela igreja, a

multiforme sabedoria de Deus

seja conhecida dos principados e



potestades nos céus” (Ef 3.10).





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