Édouard bourciez



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ÉDOUARD BOURCIEZ

LATIM

ELEMENTO NÚMERO UM

DA LINGÜÍSTICA ROMÂNICA

Tradução de José Pereira da Silva

Prefácio de Maria Antonia da Costa Lobo

Revisão de Ruy Magalhães de Araujo e Maria Antonia da Costa Lobo

CiFEFiL

Rio de Janeiro


2000

SUMÁRIO

NOTA DO TRADUTOR 004


PREFÁCIO 005
INTRODUÇÃO

ELEMENTOS DE LINGÜÍSTICA ROMÂNICA 007



  1. Funcionamento da linguagem 007

  2. Evolução da Linguagem 024

CAPÍTULO I

AS CONDIÇÕES HISTÓRICAS 034


  1. Origem e caracteres do latim 034

  2. Difusão do latim 036

  3. Latim clássico e latim vulgar 040

CAPÍTULO 2

OS SONS DO LATIM 042


  1. O Acento Latino 042

  2. As Vogais 048

  3. As Consoantes 052

CAPÍTULO 3

OS VOCÁBULOS LATINOS 059


  1. Escolha das palavras 059

  2. Empréstimos 063

  3. Criação de palavras 065

  1. Derivação 065

  2. Composição 071

  1. Mudanças de sentido 074

CAPÍTULO 4

AS FORMAS LATINAS 078


  1. O verbo 078

  1. Tempos do presente 080

  2. Tempos do passado 085

  1. O nome 088

  1. Substantivos 088

  2. Adjetivos 091

  3. Numerais 092

  1. Os pronomes 093

  1. Pronomes pessoais 094

  2. Possessivos 095

  3. Demonstrativos 095

  4. Relativos e interrogativos 096

  5. Indefinidos 097

CAPÍTULO 5

A FRASE LATINA 098


  1. Grupos nominais 098

  2. Estrutura da oração 102

  3. Complementos circunstanciais 108

  4. Tempos e perífrases verbais 112

  5. Formas da frase 114

  6. Orações coordenadas 116

  7. Orações subordinadas 117

  1. Relativas e completivas 117

  2. Circunstanciais 120


NOTA DO TRADUTOR

Os Elementos de Lingüística Românica de Édouard Bouriez constituem um clássico da romanística que pede uma tradução há tempos, para a língua portuguesa.

Preocupado com isto, este trabalho foi iniciado em 1998, pensando-se na possibilidade de concluí-lo em pouco tempo. Saída a edição impressa desse trabalho em 2000, somente agora está sendo disponibilizado na Internet para maior utilização e divulgação.

O professor de Filologia, de Latim e de Português precisa conhecer as idéias de Édouard Bourciez apresentadas neste tomo, que corresponde à primeira parte de seus Elementos.

A tradução aqui apresentada não tem a pretensão de ser impecável, mas traz o zelo e a dedicação que merecem os estudiosos de Lingüística, Filologia e Letras interessados em conhecer melhor os elementos básicos da formação das línguas românicas.

O latim estudado aqui como elemento formador das línguas românicas é, principalmente, o vulgar, falado e alterado pelo povo, em todas as classes sociais: o latim levado pelos soldados e colonizadores a todas as partes do Império e difundido posteriormente pelos cristãos, ansiosos por divulgar a sua religião.

Seria injusto não agradecer aqui a colaboração do Prof. Ruy Magalhães que teve o cuidado de ler os originais desta tradução e de sugerir alterações importantes, acatadas com grande apreço, e especialmente à Profa. Maria Antonia, a quem se deve o Prefácio, importantes sugestões e indispensáveis correções.

Rio de Janeiro, setembro de 2007.



José Pereira da Silva
PREFÁCIO

A obra em questão apresenta uma abordagem retrospectiva de aspectos referentes à língua latina e aos seus mecanismos de funcionamento.

Essa abordagem tem seu início no tratamento das condições históricas do latim, passando pela retomada da respectiva difusão, levando-se em conta os diferentes tipos desse latim: o clássico e o popular.

O respeito pela história traduz uma preocupação em considerar uma linguagem articulada como um conjunto de processos do qual os homens se serviram para se comunicarem entre si. A comunicação lingüística é operada com o auxílio de sons emitidos pelo aparelho vocal do falante e registrados pelos ouvidos daquele(s) que o escuta(m)- como esses sons correspondem a um pensamento determinado, eles devem, após terem sido exatamente percebidos, despertar um pensamento análogo no(s) receptor(es).

Logo, é preciso que os sons emitidos sejam familiares àquele(s) que escuta(m) como àquele(s) que fala(m) — é o que se encontra no capítulo que engloba os sons do latim: as vogais e as consoantes.

Em verdade, constituíam, à época clássica, um conjunto bem determinado, suficientemente completo e harmonioso.

Procurou-se, ainda, indicar como funcionou em um determinado instante, como instrumento de transmissão do pensamento.

A língua latina foi, assim, considerada à época do florescimento clássico, ocasião em que a falava e a escrevia a geração de César e de Cícero, bem como aquela que os seguiu de imediato.

Dentro desse aspecto, no estudo concernente às palavras latinas, muitas vezes caracterizadas por seu respectivo sistema flexional, aparecem expressas certas noções de ordem geral. As desinências casuais, por exemplo, servem para marcar as conexões existentes entre as palavras na frase, em geral. Desse modo, as idéias de relação traduzidas pelas desinências eram de uma natureza essencialmente sintática.

É preciso se ter presente que, para os latinos, o verbo, base de toda assertiva propriamente dita, era igualmente sentido como pivô e como termo ordenador da frase.

Mas não só substantivos, adjetivos e verbos foram abordados — as mudanças de sentido e as influências metafóricas também o foram, uma vez que a estrutura sintática latina foi amplamente analisada nos seus múltiplos e variados aspectos de coordenação e de subordinação, bem como grupos nominais e complementos circunstanciais constituintes.

A abordagem estendeu-se ainda à evolução da linguagem — a sua estabilidade é coisa relativa. Embora os romanos tenham formado, na origem, um vasto Império e falado uma língua mais ou menos idêntica, é preciso lembrar que houve uma época em que tiveram uma existência política distinta. Ao cabo de um certo número de gerações, a língua primitivamente idêntica não mais o foi em diversos pontos em que ela continuou a ser falada, e a diferenciação pode ter sido tão considerável, chegando ao que deu origem ao nascimento das línguas românicas.

Rio de Janeiro, novembro de 1998.





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