Do curso de medicina


RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES



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5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES


O módulo 206 – Doenças Resultantes Da Agressão Do Meio Ambiente envolve integração com as áreas de Medicina do Trabalho, Medicina Legal, Ortopedia/Traumatologia, Medicina de Urgência, Semiologia Clínica, Bioética, Medicina da Família e demais áreas da graduação em conformidade com as necessidades programadas no módulo.
    1. 6. HABILIDADES REQUERIDAS E COMPORTAMENTO ESPERADO


Cognitivos/afetivos (atitudinais) /psicomotores (procedimentais)

Ao final do módulo o aluno deverá ser capaz de:

  • Realizar anamnese ocupacional adequada;

  • Saber identificar as Doenças Ocupacionais mais frequentes;

  • Conhecer os aspectos legais relacionados aos acidentes de trabalho e ao processo de reabilitação profissional;

  • Conhecer o mecanismo de Lesões por esforço Repetitivo;

  • Conhecer as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho;

  • Conhecer os critérios definidores de morte cerebral e seus aspectos éticos e legais;

  • Conhecer o BLS (Basic Live Suport);

  • Saber utilizar as classificação de risco utilizadas em situações de emergências/catástrofes;

  • Reconhecer Intoxicações Exógenas.
    1. 7. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


Tutoriais:

  1. Legislação de Acidente de Trabalho/Reabilitação Profissional

  2. Lesões por Esforço Repetitivo/Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho

  3. Intoxicação em Catástrofes

  4. Aspectos Médico-Legais em Situações de Emergências

  5. Lesões Corporais

  6. Mordedura de Animais

  7. Queimaduras

  8. Ofidismo/Aracnismo/Escorpionismo

  9. Intoxicação Exógena

10. Morte Cerebral
IESC:

  1. Avaliação de Incapacidade e acompanhamento ambulatorial de pacientes com sequelas

  2. Visita ao Serviço de Medicina Legal do instituto Médico Legal/Polícia Técnico-científica

  3. Visita ao Centro de Queimados do Hospital de Emergências


Habilidades:

  1. BLS (Basic Live Suport)

  2. Técncias Assepsia e Antissepsia

  3. Técnicas de monitorização

  4. Cuidados com Feridas/Curativos

  5. Classificação de Risco/Protocolo de Manchester


Conferências:

  1. Tanatologia Forense

  2. Antropologia e Traumatologia Forense I e II

  3. Espancamento e Maus Tratos


Morfofuncional:

  1. Cicatrização

  2. Alterações morfológicas, nos processos de absorção, distribuição, biotransformação, bioacúmulo e eliminação com ênfase nas substâncias tóxicas.

  3. Mecanismos de ação lesiva dos agentes químicos, contaminantes do ar, solo e água e radiação; percebendo os efeitos nocivos ao corpo humano (mecanismos de toxicidade).

  4. Mecanismo de lesão e doenças associadas em relação ao uso/ abuso do cigarro.

  5. Mecanismo de lesão, órgãos afetados e doenças associadas em relação ao uso/abuso do álcool.

  6. Mecanismo de lesão, órgãos afetados e doenças associadas em relação ao uso/abuso de drogas.

  7. Mecanismo de lesão, órgãos afetados e doenças associadas em relação à injúria por radiação/ radiação ionizante.

  8. Mecanismo de lesão, órgãos afetados, risco de desenvolvimento de doenças e doenças associadas em relação ao uso/abuso de drogas terapêuticas (medicamentos).

  9. Mecanismo de lesão, órgãos afetados e doenças associadas em relação aos principais poluentes do ar.

  10. Mecanismo de lesão, órgãos afetados e doenças associadas em relação aos principais agentes de exposição no trabalho (exposição industrial).

  11. Efeitos das substâncias utilizadas no combate às pragas em lavouras / na agricultura.
    1. 8. ESTRATÉGIAS DE ENSINO


Expor o conteúdo de maneira que facilite e estimule a aprendizagem:

Tutoriais: Os grupos tutoriais são formados por oito a 10 alunos e um tutor, geralmente um professor. Antes do início da reunião, é escolhido entre os alunos um coordenador, para dirigir a sessão, e um relator, para registrar as discussões do grupo. A função do tutor é facilitar o funcionamento do grupo (ajudando o coordenador, se necessário) e garantir que o grupo atinja os objetivos de aprendizado de acordo com o que foi definido no currículo. Pode ser necessário que o tutor tenha papel mais ativo, certificando-se de que o grupo faça a análi- se adequada do problema. As intervenções do tutor devem limitar-se ao mínimo necessário, para evitar-se que ele assuma o papel do coordenador ou dite a direção da resolução do problema, o que pode ser desestimulante e prejudicial para as próximas sessões.

IESC: Pela proposta de desenvolvimento de um processo de ensino centrado no estudante e em seu aprendizado, respeitando seus conhecimentos e vivências anteriores, enfatizando a relação entre professores e alunos, as práticas de ensino devem ser desenvolvidas, com eficácia e eficiência, nas Unidades Básicas de Saúde, na comunidade e nos domicílios, permitindo ao aluno um melhor conhecimento da população que será atendida. Os cenários de ensino, portanto, devem ser diversificados, agregando-se ao processo, além dos equipamentos de saúde, os equipamentos educacionais e comunitários. Dessa forma, permite-se que o professor e o aluno mantenham contato com a realidade local e regional repensando, nesse sentido, a própria universidade e redefinindo o seu papel no desenvolvimento da região. A parceria entre Universidade/Comunidade favorece a capacitação de recursos humanos para um maior número de atendimentos a pacientes gestantes, idosos e crianças, contribuindo para o desenvolvimento de conceitos e práticas voltadas à promoção de saúde, além da divulgação da universidade que se insere no contexto municipal, exercendo seu papel como agente social modificador dentro do seu âmbito de atuação. Ao implantar atividades educativas em cenários diversos que vão além da sala de aula há favorecimento de práticas ao estudante de graduação para que este se torne um profissional competente para atender as necessidades da população, com sensibilidade e responsabilidade social.

Aulas de Habilidades/Práticas Simuladas: Em virtude da necessidade da aprendizagem ser avaliada de forma contínua e sistemática para oferecer uma devolutiva ao aprendiz, assumindo, assim, uma dimensão orientadora e não seletiva, são atividades obrigatórias durante o módulo. Dessa forma, será estabelecido um processo avaliativo das competências clínicas que seja mais completo, com abordagem dos seguintes aspectos:

1) Habilidades de Semiologia: utiliza-se de simuladores específicos, de forma a treinar as técnicas do exame clínico e capacitar os estudantes na realização da anamnese em situações específicas.

2) Habilidades em Procedimentos: utiliza-se do laboratório de habilidades e seus recursos (manequins, programas interativos, simuladores de tecnologia háptica entre outros), sem a necessidade de expor pacientes a riscos e à realização de procedimentos nesta etapa inicial do aprendizado.

3) Habilidades de Comunicação: Permite treinar de modo sistemático, em um ambiente controlado e com a possibilidade de avaliação formativa, através de diversas técnicas de comunicação entre estudante e pacientes, com objetivo de capacitar os alunos na elaboração de anamnese tecnicamente adequada, respeitando preceitos éticos e vislumbrando boa relação médico-paciente.

Conferências: Aulas expositivas com a abordagem dos temas definidos no programa do módulo de forma que o professor possa discorrer sobre o assunto e permitindo participação ativa do aluno através de questionamentos e discussões.

Morfofuncional: Em grupos de 15 alunos, serão disponibilizadas as peças anatômicas, lâminas e outros recursos disponíveis nos laboratórios da universidade, de forma a contemplar as disciplinas das cadeiras básicas tais como fisiologia, bioquímica, patologia, histologia, farmacologia, entre outras com a supervisão dos professores da disciplina.



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